ENVER HOXHA

O 5º Clássico do Marxismo-Leninismo

e os Fundamentos do Hoxhaismo


(EM 2 PARTES)


Escrito e organizado por Wolfgang Eggers

Publicado pelo Comintern (EH) por ocasião do 105º aniversário do camarada Enver Hoxha

(Parcialmente publicado em 2005, completado em 2013)

Excertos retirados das obras e discursos do camarada Enver Hoxha e do livro "Enver Hoxha – A sua Vida e a sua Obra"

[publicado pelo Instituto de Estudos Marxistas-Leninistas do CC do Partido do Trabalho da Albânia em 1985].

algumas imagens retiradas de www.enverhoxha.ru

e de www.enver-hoxha.net



PARTE 1

ENVER HOXHA

O 5º Clássico do Marxismo-Leninismo


«Vamos proteger o que temos conseguido, como a menina dos nossos olhos, vamos consistentemente desenvolvê-lo para deixar ás gerações vindouras uma Albânia cada vez mais forte, sempre vermelha, como a chama eterna dos corações dos partidários dos ideais comunistas, uma Albânia que irá viver e progredir através dos séculos. Estou convencido de que o povo e o partido vão levantar a nossa bandeira triunfante mais e mais, vão aumentar a honra, o prestígio e o nome da Albânia socialista cada vez mais no mundo.»


"A minha cidade amada, onde eu nasci, eu estou-te grato para sempre, porque me criastes, me ensinastes, e me deste força para desempenhar as minhas funções para com a Pátria e para lutar pela vitória daqueles que eram oprimidos, de quem sofreu com a pobreza e a fome."

(Enver Hoxha)


"Enquanto eu tiver força para ficar em pé, eu não vou parar de escrever para o meu povo e para os meus verdadeiros amigos, para que eles possam levar em frente a luta do nosso povo pela liberdade, a independência e o socialismo."

(Enver Hoxha - Entrevista com a Associação de Amizade Franco-Albanesa)





A casa onde Enver Hoxha nasceu

 

 

 

Infância e juventude

Enver Hoxha nasceu no dia 16 de Outubro de 1908, numa família patriótica de Gjirokastra. A sua mãe, Gjylo, era uma mulher despretensiosa do povo. O seu pai, Halil, que antes e durante a Primeira Guerra Mundial tinha conhecido os sofrimentos do emigrante económico, com a pequena renda de um funcionário menor lidava com as necessidades da sua família e do custo de criar e educar cinco filhos com dificuldade.

 

 

Os Pais

Gjyle e Halil Hoxha

 

Enver Hoxha passou a sua infância e juventude na cidade do seu nascimento, num ambiente intimamente ligada com a luta pela libertação nacional e do progresso da Albânia.

 

 

Em 28 de Novembro de 1912, as lutas incessantes pela liberdade contra a ocupação Otomana foram coroadas com a proclamação da independência da Albânia na Assembleia da Vlora. O tio de Enver Hoxha, Hysen Hoxha, um patriota conhecido e com autoridade, presidente de uma série de associações patrióticas e culturais da cidade e iniciador da primeira escola Albanesa em Gjirokastra, participou neste grande evento como delegado de Gjirokastra. Hysen Hoxha desempenhou um papel significativo na educação cívica e patriótica de Enver Hoxha, especialmente durante a ausência do seu pai, quando este estava em emigração económica nos EUA.

Em Março de 1913, apenas três meses e meio depois da proclamação da independência, Gjirokastra e as zonas circundantes foram ocupadas pelos chauvinistas Gregos que foram substituídos três anos mais tarde pelos imperialistas Italianos. Enver Hoxha passou a sua infância sob esse regime de ocupação (1913-1919), em meio à resistência popular permanente que foi coroada com a guerra de Vlora em 1920, e com a libertação dos territórios ocupados pelos estrangeiros. A partir deste período, no meio de dramáticos acontecimentos e lutas pela liberdade e pela preservação da integridade territorial do país, o jovem Enver Hoxha foi imbuído de grande amor pela pátria, pela sua liberdade e independência.

 

 

Nos anos 1917-1923 Enver Hoxha assistiu ás aulas na escola pública "Drita", que foi aberta através dos esforços dos patriotas de Gjirokastra nas condições graves da ocupação italiana. O jovem Enver Hoxha familiarizou-se com os grandes acontecimentos do movimento democrático de 1920-1924 que deixaram impressões indeléveis sobre ele. Depois de deixar a escola pública "Drita" (1917-1923), Enver Hoxha continuou os seus estudos no Liceu Francês inaugurado em Gjirokastra (1923-1927). Neste período, um aluno zeloso, sedento de conhecimento e cultura, ele foi formado também como um jovem revolucionário democrático. Um admirador de Avni Rustemi, um simpatizante da Associação progressista "Bashkimi" e da revolução democrático-burguesa de Junho de 1924, Enver Hoxha, após a mudança contra-revolucionária e o advento ao poder de A. Zog (Dezembro de 1924), alinhou-se com as forças de oposição ao regime de obscurantismo medieval que prevaleceu na Albânia.

"... por dias a fio, lemos em Francês ... o que ocorreu na Rússia. Um mundo novo começou a surgir no meu cérebro jovem. Foi a primeira centelha de um grande incêndio que me iluminou na casa de um pobre proletário --- Deve ter sido no ano de 1926." (Enver Hoxha)

 

 

Aos 16 anos, Enver Hoxha foi um dos iniciadores e secretário da Associação de Estudantes de Gjirokastra que foi formada no início de Julho de 1924. Com as suas actividades artístico-culturais, esta associação evocou o amor pela pátria, pela liberdade e da democracia. Quando, após o estabelecimento da dominação Zog, os elementos reaccionários exigiram o fechamento da associação, Enver Hoxha estava á cabeça da revolta dos alunos progressistas. Em 1926, Enver Hoxha, que havia aprendido sobre e se entusiasmado com a Revolução Francesa do século XVIII enquanto estava na escola, entrou em contacto pela primeira vez com as ideias da Revolução Socialista de Outubro, que haviam penetrado na Albânia alguns anos antes. Essas ideias, que representavam um novo mundo, uma nova ideologia, o comunismo, foram implantados mais profundamente na mente de Enver Hoxha durante o período em que ele continuou e completou os seus estudos secundários em Korça (1927-1930).

 

"Quando me foi concedida uma bolsa para ir para Korça, a minha alegria foi grande, indescritível... A nova página da minha vida estava sendo aberta, com grandes esperanças, com sonhos bons, com pensamentos e um maior senso de responsabilidade sobre os meus deveres enquanto jovem para com a minha família e a Pátria!" (Enver Hoxha)

As suas lições no Liceu Francês de Korça desempenharam um papel importante na educação dos jovens, pois Enver Hoxha tinha ideias progressistas e revolucionárias. As obras dos homens do Renascimento Nacional e da literatura estrangeira democrática e progressista imbuíram-no ainda mais profundamente com o amor pela língua Albanesa, pela riqueza cultural da Pátria, e pela grande, progressista e revolucionária cultura mundial. Para Enver Hoxha e outros filhos do povo que foram alunos do Lycée a história da Revolução Francesa foi uma grande lição que aumentou o seu ódio e os preparou para a luta contra o regime feudal de Zog.

"O Liceu de Korça era um centro progressista e revolucionário... Com o que aprendemos e lemos lá estávamos armados contra o regime feudal..." (Enver Hoxha).

As Memórias de Enver Hoxha sobre a sua infância foram escritas nos seus manuscritos. Elas foram publicadas num livro, intitulado "Os anos da infância". Este livro foi continuado por "Os anos de juventude", que ele escreveu durante os anos 70. No seu 80º aniversário, o livro Enver Hoxha foi publicado em 1988. O livro foi adaptado para o cinema pelo estúdio de cinema "Nova Albânia".

 










No movimento comunista

Para a Albânia daquele tempo, Korça era nos anos 1927-1930 um grande centro urbano, com uma classe trabalhadora relativamente desenvolvida, e uma das mais revolucionárias. Elementos que haviam abraçado as ideias do comunismo tinham formado o núcleo do futuro grupo comunista "Puna" (Grupo Comunista de Korça) em 1927. Nesta cidade, o democrata revolucionário Enver Hoxha sentia-se perto dos trabalhadores corajosos e progressistas de Korça e ligou-se pela primeira vez com o movimento comunista Albanês. Ele leu o Manifesto do Partido Comunista, que o trabalhador comunista Koci Bako lhe deu, acompanhado com a instrução: "Lê-o, tradu-lo, mantém-no escondido e devolve-mo", tal como obras de outros clássicos do Marxismo-Leninismo e dos comunistas Albaneses deram a Enver Hoxha a orientação que viria a tornar-se no maior e único objectivo da sua vida.

No Verão de 1930, Enver Hoxha completou os seus estudos no Liceu de Korça com excelentes resultados. Depois de grandes esforços, em Outubro de 1930 foi-lhe concedida uma bolsa para continuar os seus estudos na Faculdade de Ciências Naturais da Universidade de Montpellier, na França. Ele foi incapaz de perseguir seus estudos superiores em ciências sociais como desejava porque não tinha o dinheiro. Enver Hoxha matriculou-se na faculdade para a qual foi concedida a bolsa e iniciou os seus estudos na Faculdade de Ciências Naturais, mas as ciências sociais mantiveram-se a sua paixão. Durante os seus anos de estudo em Montpellier, dedicou uma grande parte do seu tempo ao estudo de obras literárias, históricas e filosóficas e, especialmente, ao estudo da literatura Marxista-Leninista, assistindo a palestras e conferências de clubes de trabalhadores geridos pelo PC da França.

 

Enver Hoxha – participando nas actividades comunistas em Paris

 

Durante os anos da sua escolaridade, Enver Hoxha passou as férias de Verão na sua cidade natal. Ele ficou com os seus pais, irmãos, parentes e amigos que ele amava e valorizava tanto. Nos seus companheiros ele valorizava a honestidade, a inteligência, a vontade de aprender e, acima de tudo, a devoção a servir a Pátria. Em Novembro de 1933, o governo Zog cortou a bolsa de estudos de Enver Hoxha. Depois de esforços falhados para encontrar algum trabalho raças ao qual ele pudesse continuar os seus estudos, Enver Hoxha deixou Montpellier e foi para Paris na esperança de encontrar trabalho, a fim de continuar estudando lá na Faculdade de Direito.

Na capital da França, na Paris da Comuna, Enver Hoxha familiarizou-se com os comunistas Franceses, entrou para os círculos de trabalhadores Parisienses e tomou parte nas manifestações organizadas pelo PC da França. Nos clubes para a educação Marxista geridos pelo PC da França nos bairros dos trabalhadores, ele estudou excertos e comentários sobre os principais trabalhos Karl Marx: O Capital, e de Engels: Anti-Dühring.

Por meio de seus próprios esforços e com a ajuda de alguns amigos Albaneses, Enver Hoxha foi apontado em 1934 como um funcionário do consulado da Albânia na Bélgica. Em Bruxelas, ele se matriculou e frequentou os estudos na Faculdade de Direito da Universidade Livre da Bélgica, tendo prosseguido com os seus estudos do Marxismo-Leninismo ainda mais. As ideias dessa teoria, consideradas à luz da situação na Albânia e do movimento do proletariado, especialmente do proletariado Francês, desempenharam um papel especial imbuindo Enver Hoxha com a visão de mundo revolucionária e o espírito de um comunista decidido. Pela sua actividade revolucionária, que chegou ao conhecimento dos agentes de Zog em 1936, ele foi demitido do seu cargo, alegando-se que ele tinha tornado o consulado num arsenal de literatura Marxista.

Durante os anos dos seus estudos e trabalho na França e na Bélgica, nas suas viagens de e para a Pátria, Enver Hoxha tinha frequentemente parado na cidade de Bari, na Itália. Nesta cidade ele teve a possibilidade de se misturar com os emigrados anti-Zog que haviam deixado a Albânia após a derrota da revolução democrático-burguesa de 1924 e de adquirir conhecimentos em primeira-mão acerca da sua situação moral e política. Esse conhecimento serviu a Enver Hoxha mais tarde, durante os esforços do PC da Albânia para reunir os diversos grupos de nacionalistas e envolver-se na guerra contra os invasores italianos.

Deixado sem trabalho e sem meios para concluir os seus estudos universitários, Enver Hoxha retornou definitivamente á Albânia no Verão de 1936. Poucos dias depois de retornar à sua terra natal, agora imbuído da visão do mundo comunista, ele fez uma promessa em nome da juventude da Albânia no túmulo do patriota notável, Bajo Topulli. Dois meses depois, ele participou numa missão sublime e significativo: a exumação na Planície de Shtoi dos restos mortais de Çerçiz Topulli e de Muco Qulli para os devolver à sua terra natal, e num breve discurso ao povo de Shkodra ele expressou a sua admiração pelos patriotas do movimento nacional Albanês.

 

Enver Hoxha falando ás pessoas de Shkodra em 1936


Após o seu regresso à Pátria, a primeira preocupação de Enver Hoxha foi a de restabelecer o contacto com o movimento comunista Albanês. Em Julho de 1936, em Gjirokastra, ele foi apresentado ao militante comunista Ali Kelmendi, que havia desempenhado um papel importante na ampliação do movimento comunista na Albânia sobre linhas sólidas. Antes do governo Zog expulsar Ali Kelmendi da Pátria, Enver Hoxha via-o várias vezes e discutia os problemas do desenvolvimento do movimento comunista e operário com ele. As autoridades Zog, que o olhavam com desconfiança, deixaram Enver Hoxha desempregado por meses a fio depois do seu retorno para a Albânia. Depois de grandes esforços, ele foi apontado como um professor a tempo parcial na escola de ensino secundário para rapazes em Tirana, mas foram-lhe pagas apenas as horas nas quais ele estava realmente ensinando. Em Abril de 1937, ele foi nomeado como professor a tempo parcial no Liceu de Korça.

 

 

Enver Hoxha – Inverno 1937-1938

Em Korça, Enver Hoxha misturou-se com os trabalhadores e imediatamente restabeleceu os seus contactos, agora de uma forma organizada, com o grupo comunista. Através de seus contactos próximos com os militantes comunistas, Miha Lako, Pilo Peristeri e outros, e com o seu horizonte teórico e actividades práticas, tornou-se rapidamente num dos membros mais activos do Grupo Comunista da Korça e do movimento comunista da Albânia. Indicado pelo Grupo Comunista da Korça para trabalhar especialmente com os alunos e professores, o professor comunista Enver Hoxha, com as sua propagação de ideias democráticas e comunistas, as suas palavras de fogo em defesa dos direitos do povo, ganhou a simpatia dos estudantes, professores e intelectuais progressistas e tornou-se num dos principais organizadores da organização "Juventude de Korça".

 

 

 

Enver Hoxha no ano de 1939

 

Um perigo muito grave, o prelúdio da maior tragédia do povo Albanês, ameaçava a Albânia. A Itália fascista, que através de muitas concessões e escravizantes tratados políticos tinha transformado a Albânia numa semi-colónia, começou os preparativos para a sua ocupação militar. Diante de desse perigo, uma consequência lógica da política anti-nacional do regime, o rei Zog, os latifundiários e a grande burguesia Albanesa vendidas á capital Italiana não empreenderam quaisquer medidas para organizar a resistência armada à agressão fascista. Os comunistas eram a única força organizada e determinada capaz de despertar o povo para lutar em defesa da liberdade e independência da Pátria. Enver Hoxha distinguiu-se entre os membros do Grupo Comunista da Korça pela sua denúncia entre o povo, especialmente entre os jovens da escola, dos objectivos do fascismo e pela sua insistência na necessidade da criação de um movimento anti-fascista. Nos primeiros dias de Abril de 1939, os planos do fascismo Italiano para a ocupação da Albânia tornaram-se conhecidos do público. Demonstrações poderosas, organizadas e lideradas por comunistas, estouraram por todo o país. Por iniciativa dos membros dos grupos comunistas e patriotas, os centros de recrutamento de voluntários para lutar contra a agressão fascista foram abertos em Tirana e noutras cidades. Na reunião organizada na Câmara Municipal de Korça, Enver Hoxha apelou à mobilização e armamento do povo pronto para lutar para defender a sua liberdade e independência com o seu sangue, e pela condenação do rei capitulacionista e traidor. A 7 de Abril de 1939, o fascismo Italiano lançou a sua agressão contra a Albânia. Traídos e deixados sem armas pelo rei e pelo governo, desorganizado e sem qualquer ajuda ou apoio do exterior, o povo Albanês usou contra o inimigo "a linguagem que a Europa tinha esquecido", mas não foi capaz de impedir a agressão e ocupação do país. A resistência sangrenta e heróica dos patriotas Albaneses, que trocaram balas com os agressores em todos os portos da Albânia e noutros lugares, foi esmagada pelas hordas fascistas armadas até os dentes. A Albânia foi ocupada.

A ocupação fascista criou um clima de terror e insegurança em todo o país e colocou a própria existência do povo Albanês em perigo. Plenamente consciente da importância histórica do momento, Enver Hoxha foi um dos primeiros que foi capaz de ver além da escuridão fascista os dias de liberdade e o futuro.

Consciente das responsabilidades e deveres de um comunista revolucionário, desde os primeiros dias da ocupação fascista tornou-se num agitador pela ideia da guerra de libertação entre as fileiras da juventude escolar. Pela sua actividade revolucionária e firme e as suas posições anti-fascistas, depois de encabeçar a manifestação de 28 de Novembro de 1939, Enver Hoxha foi demitido do seu cargo e proibido de se reempregar como professor.

Por decisão do centro do Grupo Comunista de Korça, no início de 1940, Enver Hoxha veio a Tirana e atirou-se imediatamente para a actividade revolucionária para unir os grupos comunistas e criar as condições para a formação do PCA. Convencido sobre o carácter equivocado do curso prosseguido pelos chefes para a unificação dos grupos comunistas, Enver Hoxha foi o primeiro a compreender que a formação do partido seria alcançada através da actividade vinda de baixo, por meio da unificação da base dos grupos comunistas. Sob o disfarce de comerciante, ele começou a trabalhar energicamente para realizar essa tarefa vital para o destino do povo e da pátria e muito rapidamente transformou a loja "Flora" em Tirana no principal centro do movimento comunista na Albânia.

Na luta com o espírito de partidarismo e sectarismo, Enver Hoxha deu um impulso ao trabalho de suavizar as divergências, de encontrar uma linguagem comum e de colaboração entre os membros de diferentes grupos para a realização de acções revolucionárias. Ao estabelecer ligações sólidas com os comunistas militantes de outros grupos que operavam em Tirana, entre os quais Qemal Stafa e Vasil Shanto, Enver Hoxha trabalhou e lutou para a formação do Partido Comunista da Albânia. Continuando com os seus esforços para unir os grupos comunistas e formar o partido durante 1940 e no início de 1941, Enver Hoxha foi a Shkodra, Durrës, Fier, Kucova e Gjirokastra, onde conheceu e conversou com os comunistas de diferentes grupos e conseguiu uma grande vitória ao unir os comunistas num único partido já na grande manifestação anti-fascista que teve lugar em Tirana em 28 de Outubro de 1941. Enver Hoxha foi o principal organizador desta manifestação. Estar na primeira linha dos manifestantes exigiu-lhe inteligência e frieza. A partir desses momentos até á véspera da libertação da Albânia, toda a sua actividade foi realizada na ilegalidade. Os fascistas ordenaram a prisão de Enver Hoxha devido á sua participação na manifestação.

 

 

 



Fundador do Partido Comunista da Albânia –

8 de Novembro de 1941

 

 

 

 

A casa onde o partido foi fundado – 8 de Novembro de 1941

 

 

 

Enver Hoxha em Novembro de 1941

Foto – durante a clandestinidade - 1941

 

 

O camarada Enver Hoxha foi o primeiro orador na reunião dos três grupos comunistas que formaram o PCA. Ele disse:

"Nós do grupo de Korça estamos convencidos de que vocês não vieram aqui para que possamos discutir como inimigos, mas sim a fim de discutir assuntos ferozmente, se for necessário, mas sempre como comunistas. Acima de tudo, são os princípios que nortearão o nosso trabalho que têm e devem ter prioridade para nós. Estes princípios devem ser imaculados e estar sempre de acordo com os preceitos de nossos grandes mestres Marx, Engels, Lenine e Estaline. Para colocar um fim a esta situação devemos, antes de tudo, decidir dissolver os grupos e formar o Partido Comunista da Albânia. Somos ou não somos comunistas Albaneses? Será que nós não queremos formar e ter o nosso próprio Partido Comunista que lidere o nosso povo na luta e realize o programa mínimo e máximo que vamos definir? Vamos, em primeiro lugar, responder a estas questões principais e, se somos comunistas, vamos discutir assuntos como tal, com sentido de responsabilidade, com a mente clara e corações abertos. Vamos formar o Partido Comunista da Albânia sobre a base dos mandatos que os camaradas dos grupos nos deram antes de virmos para esta reunião e, após a primeira decisão solene e por unanimidade de fundar o Partido Comunista da Albânia, vamos continuar o debate e a discussão. "O partido que teremos encontrado dará soluções correctas para todos os problemas e questões que discutiremos. Desta vez, os comunistas vão pensar, discutir, decidir e agir com um espírito novo, com outro estilo e método, porque a partir de agora, nós e todos os nossos camaradas temos o nosso Partido Comunista. Isto é tudo o que eu tenho a dizer por agora, camaradas", disse eu e sentei-me.” (Enver Hoxha: "QUANDO O PARTIDO NASCEU” – Tirana, 1983, trechos publicados no Volume 6, Selected Works, páginas 205-283)

Na reunião dos principais grupos comunistas da Albânia em 8 de Novembro de 1941, Enver Hoxha, com a plataforma ideológica, política e organizativa que ele apresentou e defendeu, com a luta de princípios que ele liderou contra as teses liquidacionistas, apoiado também por outros participantes da Assembleia, colocou o partido recém-formado sobre sólidas bases Marxistas-Leninistas. Eleito pela Assembleia fundadora como membro do Comité Central Provisório do Partido e com a tarefa de conduzir o seu trabalho, Enver Hoxha imediatamente se colocou na vanguarda do trabalho e esforços para organizar o PCA e para o ligar com as massas. "A resolução do Encontro dos Principais Grupos Comunistas da Albânia" (o primeiro documento programático do PCA) e "O Primeiro Recurso do CC do CPA dirigido ao povo Albanês após a fundação do Partido", escrito por Enver Hoxha em Novembro de 1941, ecoou como um poderoso chamado à batalha para os comunistas e para todo o povo [A Resolução do Encontro dos Principais Grupos Comunistas da Albânia acerca da Criação do Partido  (Novembro de 1941) – em língua Inglesa].

 

Mapa dos campos de batalha do partido em 1941

Nas condições do terror mais feroz e condenado à morte à revelia pela Justiça do fascismo, Enver Hoxha dedicou todas as suas energias físicas e mentais a realizar as tarefas que o partido lhe tinha atribuído. Em 23 de Novembro de 1941, em nome do CC do PCA, ele participou e presidiu á reunião para a fundação da organização da Juventude Comunista da Albânia. A última Reunião Consultiva de activistas do PCA (Abril de 1942), a Conferência Especial do Partido (Junho de 1942) e uma série de outras reuniões e organizações e fóruns do partido foram realizados com sucesso em Tirana por sua iniciativa e sob a sua liderança. A análise e as decisões dessas reuniões e a actividade revolucionária intensiva de Enver Hoxha pela sua aplicação tiveram importância vital para o fortalecimento ideológico, político e organizativo do Partido e deram um novo impulso ao seu trabalho.

 

Enver Hoxha com os partisans

 

Em 25 de Agosto de 1942, a primeira edição do jornal "Zeri i popullit" foi publicada. Enver Hoxha, autor dos primeiros folhetos que os comunistas distribuíam antes da fundação do PCA, tornou-se no iniciador e líder do “Zeri i popullit”, o órgão do CC do Partido Comunista da Albânia, que foi publicado por decisão do Comité Central. O principal artigo da primeira edição e todos os outros artigos escritos por Enver Hoxha neste jornal e noutros órgãos da imprensa durante o período da Guerra Antifascista de Libertação Nacional, que propagam a linha política do Partido e da guerra anti-fascista do povo Albanês, mostravam as formas da libertação nacional violenta e denunciavam os ocupantes e os traidores. Os artigos de Enver Hoxha são modelos da nova publicidade e literatura política que emergiu na Albânia no período da guerra de libertação.

"No nosso partido", disse o camarada Enver Hoxha no seu relatório ao Primeiro Conselho da Actividade do PCA, em Abril de 1942, “a classe trabalhadora deve ter a maioria... Ninguém mais pode levar-nos ao comunismo, ninguém mais trabalha e luta pelo comunismo com todo o seu coração, como os proletários fazem e os trabalhadores fazem."

Ao contrário dos outros partidos, o nosso Partido Comunista, que mais tarde foi chamado de Partido do Trabalho, formou-se em circunstâncias diferentes nas condições da Guerra de Libertação Nacional. Foi formado em terreno virgem, no qual não existiam outros partidos burgueses ou camponeses. O nosso grupo foi formado com a ideologia Marxista-Leninista nas suas fundações. Ele atirou-se para a guerra como um novo e pequeno Partido determinado a libertar o seu país dos invasores fascistas e a criar o estado da democracia do povo.

As normas que foram estabelecidas e aplicadas com grande rigor no nosso Partido foram normas Leninistas. Seguimos o exemplo do Partido Bolchevique de Lenine e Estaline e, assim, gradualmente ultrapassámos as etapas difíceis da guerra. Desde o início, começámos a trabalhar para criar a organização da Frente, que não se formou como um partido, mas como uma ampla organização política com a participação de todos os anti-fascistas com quem trabalhámos a fim de lhes incutir a ideologia do nosso partido, a ideologia Marxista-Leninista revolucionária de libertação.

Durante a guerra, vimos a criação da organização do Balli Kombëtar que representou a escória e réprobos da Albânia, o estrato de chefes feudais, a burguesia mercantil, os traidores. Foi composto por elementos que formaram o seu próprio partido burguês, mas não podiam operar abertamente porque o regime de Zog e, posteriormente, a ocupação fascista do país não lhes permitiram fazê-lo. O nosso Partido disseminou a sua linha entre as massas através da organização da Frente de Libertação Nacional. As massas populares estavam ansiosas para lutar contra o ocupante e sentiam que a organização da Frente era realmente a sua própria organização, viam os seus desejos e aspirações encarnados no programa do Partido e na linha da frente.

Desde o início, após a libertação do país, o nosso partido foi confrontado com o grande perigo do revisionismo Jugoslavo - um inimigo selvagem e ameaçador - que estava determinado a minar a linha Marxista-Leninista correcta do nosso Partido, e trabalhou através da agência secreta chefiada por Koci Xoxe para liquidar o partido e, assim, efectuar a união da Albânia com a Jugoslávia. Isso foi uma ameaça extremamente iminente, mas o partido foi capaz de evitá-la com sucesso. O nosso partido lutou contra uma série de traidores e dissidentes que estavam ao serviço dos revisionistas Jugoslavos e, como se viu mais tarde, também contra os agentes secretos dos revisionistas Soviéticos. O seu apoio no Partido era fraco e por isso o nosso partido, que foi formado e temperado nas batalhas com sua clara ideologia Marxista-Leninista, liquidou estes elementos e grupos e, como sabemos, realizou o seu trabalho para a construção do socialismo. Nunca por um momento o nosso partido enfraqueceu a luta de classes. Ele travou essa luta com grande maturidade em todos os sectores da nossa actividade. Os culpados foram condenados e os inimigos secretos expostos, enquanto aqueles que foram enganados foram esclarecidos e os obstáculos foram superados, um após o outro. É assim que construímos a base económica socialista, a indústria, a agricultura e a cultura socialista.

Pelo que eu disse até agora, surge claramente que o processo de formação, crescimento, consolidação e têmpera do nosso partido é muito diferente do processo de formação dos antigos partidos comunistas do Leste e do Oeste que agora se tornaram partidos revisionistas. A força e a união do nosso partido devem ser preservadas e melhoradas continuamente. O fortalecimento e têmpera do nosso partido e da nossa linha nas fases de desenvolvimento da sociedade socialista devem ser realizadas sempre com base nos princípios do Marxismo-Leninismo e com base na interpretação correcta dessa ciência universal do proletariado. A nossa teoria nunca deve entrar em oposição com as situações que podem ser criadas, mas a teoria e a linha do nosso partido deve ser capaz de prever e ajudar a criar uma situação progressista no país. Esta é a razão pela qual é necessário que a linha do nosso Partido deve permanecer sempre pura, o Partido deve estar sempre alerta, vigilante, ligado ao povo, deve liderar as massas e deve dar o exemplo no trabalho sem temer sacrifícios.”

"O PTA FOI FORMADO EM CIRCUNSTANCIAS DISTINTAS DAS DOS OUTROS PARTIDOS COMUNISTAS" – quinta-feira, 26 de Janeiro de 1978


 

 

 

Enver Hoxha

Nos anos da Guerra de Libertação Nacional

 

"Obras Escolhidas"

(em língua Inglesa)

Volume I

(1941-1948)


O relatório entregue por Enver Hoxha na 1ª Conferência Nacional do PCA sobre os problemas de organização do partido, intimamente ligados com a organização, e o levantamento geral e sua actividade vigorosa após a Conferência em termos de definir e aplicar medidas concretas para a organização do Exército de Libertação Nacional, deu um impulso á insurreição armada geral do povo Albanês.

 

A sala da primeira conferencia nacional do PCA – Abril - Maio de 1942

Nos meses de Maio – Junho de 1943, Enver Hoxha, em colaboração com Hysni Kapo e outros camaradas do Comité regional de Vlora, conduziram o trabalho em Vlora e Mallakastra para esmagar uma perigosa facção anti-partido. Durante a sua actividade para esmagar a facção, bem como durante as reuniões e palestras com os principais companheiros do Partido, os comunistas, os comandantes de CETAS e batalhões, com partidários e patriotas nas zonas de Skrapar e Gora-Opar de Korça e Mokra, viram a situação em primeira mão e fizeram uma grande contribuição para o fortalecimento das organizações do Partido e vários destacamentos partidários nessas zonas.

Em 10 de Julho de 1943, em aplicação das decisões da 1ª Conferência Nacional do PCA sobre a proposta de Enver Hoxha, o Conselho Nacional de Libertação Geral decidiu, por unanimidade, sobre a formação do Estado-Maior Geral do Exército de Libertação Nacional. Enver Hoxha, secretário-geral do PCA, foi nomeado Comissário político do Estado-Maior Geral.

A I Brigada, que foi fundada a 15 de Agosto de 1943, tinha

"de facto a aparência de um exército regular. Este é um dia significativo na história do nosso movimento. Este exemplo deve ser seguido por todas as outras regiões." (Enver Hoxha, Carta à Comissão Distrital de Vlora, Agosto 17, 1943).

Ao realizar a tarefa fundamental do Partido recém-criado para a unificação política do povo na guerra contra o ocupante, Enver Hoxha estabeleceu laços estreitos com as pessoas comuns na cidade e aldeia, com os intelectuais nacionalistas e patrióticos, e outros, e em sua insistência e seguindo o seu exemplo, os comunistas intensificaram a sua actividade na cidade e no campo. Combatendo as tentativas de pseudo-patriotas e os conceitos anti-Marxistas, ele defendia a possibilidade da unificação política do povo e a necessidade da Frente ser liderada pelo Partido Comunista da Albânia. Através de seu trabalho diário das massas e da sua elaboração da plataforma política e organizacional, Enver Hoxha fez uma contribuição directa para a preparação, organização e direcção da Conferência que se reuniu a 16 de Setembro de 1942, em Peza, em que se estabeleceram os fundamentos políticos da Frente Nacional de Libertação do povo Albanês.

 


Sala onde a conferencia de PEZA se reuniu

16 de Setembro de 1942

A Conferencia de Peza adoptou a plataforma do PCA contra os ocupantes fascistas e por uma Albânia livre, independente e democrática:

(unificação de todos os verdadeiros Albaneses, organização dos Conselhos Populares como órgãos do povo, preparação da revolução popular como resultado da guerra partisan)

Desde a sua fundação, o PCA, guiado pelo pensamento Marxista-Leninista de Enver Hoxha, esteve vinculado à luta para expulsar os ocupantes com o estabelecimento de um regime democrático popular na Albânia liberada. A Conferência de Peza, que lançou as bases do poder popular do Estado na Albânia, aceitou as teses apresentadas por Enver Hoxha no relatório, os Conselhos Nacionais de Libertação como órgãos da unidade e a luta do povo Albanês como base para a criação de conselhos de libertação nacional.

O povo Albanês acolheu com entusiasmo as decisões históricas da Conferência de Peza e a chamada de Enver Hoxha para a unidade na luta contra os ocupantes. As fileiras da Frente de Libertação Nacional foram aumentadas, a aliança da classe operária com o campesinato, que constitui a base mais ampla da Frente, foi reforçada. O número de conselhos de libertação nacional, que foram estabelecidos directamente pelas massas do povo sob a liderança do Partido, aumentou rapidamente tanto nas zonas libertadas como nas zonas não libertadas. A união popular da Frente Nacional, a criação de conselhos, o fortalecimento e ampliação da luta armada e o aumento da consciência patriótica do povo colocou a organização da revolta popular na ordem do dia.

Em Dezembro de 1942, Enver Hoxha deixou Tirana para o planalto de Elbasan onde as principais bases dos principais órgãos do Partido e da guerra estiveram localizadas até Dezembro de 1943. Durante esse período, ele dedicou especial atenção à organização e expansão da luta armada, que, desde o início, foi orientada pelo Partido como uma luta partidária com um conteúdo profundamente popular e revolucionário. Á frente do Partido, ele trabalhou a linha política da Guerra de Libertação Nacional em conformidade com a evolução da situação e orientou a sua aplicação passo a passo. A reunião do Comité Central Provisório que foi realizada sob a presidência de Enver Hoxha na aldeia de Qafe Shmil de Elbasan no final de Dezembro de 1942, precedida da 1 ª Conferência Nacional do PCA, colocou a organização da revolta popular na agenda.

 

Enver Hoxha e a fundação do Exército de Libertação Nacional

 

Sob a liderança de Enver Hoxha, na Primavera de 1943 foi preparada a 1ª Conferência Nacional do Partido Comunista da Albânia realizada em Labinot perto de Elbasan (17 - 22 de Março). Pelos problemas que ele analisou, pela sua elaboração mais profunda e extensa da linha geral do Partido e pelas decisões históricas que foram tomadas, a 1ª Conferência Nacional teve o significado de um congresso do partido. A Conferência elegeu o Comité Central Permanente e o Bureau Político, nomeando Enver Hoxha como o secretário-geral do PCA.

 

Julho de 1943

 

Por iniciativa do CC do PCA e de Enver Hoxha, pessoalmente e por decisão do Conselho Nacional de Libertação geral, a 2ª Conferência Nacional de Libertação foi realizada em Labinot de 4 a 9 de Setembro de 1943. Com base no relatório entregue por Enver Hoxha, a Conferência aprovou as conclusões do Comité Central do PCA e proclamou os conselhos de libertação nacional como o único poder do estado popular na Albânia. Com esta decisão da 2ª Conferência Nacional de Libertação, que condenou firmemente o compromisso traiçoeiro na partilha de poder com o Balli Kombëtar, desferiu um duro golpe aos esforços de reacção para se apoderarem do poder do estado e afirmou a grande realidade histórica: o nascimento do poder popular no fogo da guerra.

Em 9 de Setembro de 1943, a Itália fascista rendeu-se mas o exército Alemão tomou o lugar do seu exército de ocupação na Albânia. No mesmo dia, Enver Hoxha, em nome do Comité Central, preparou as directrizes dos comités do PCA nas regiões relacionadas com a situação criada após a capitulação da Itália e na guerra contra o novo ocupante. No dia seguinte, 10 de Setembro, Enver Hoxha assinou o apelo do Conselho de Libertação Nacional geral e do Estado-Maior Geral, dirigido ao povo, para dar um maior impulso á revolta geral para a completa libertação da Albânia e para a tomada do poder.

O líder do PCA e o Comissário Político do Estado-Maior General exerceu todas as suas habilidades e talentos para a criação, crescimento e fortalecimento do Exército de Libertação Nacional. Enver Hoxha, pessoalmente, seguia cuidadosamente o trabalho para a organização de grandes formações do exército e para garantir que elas eram equipadas com armamentos e eram fornecidas com quadros militares e políticos. Ele participou directamente na criação e organização das primeiras grandes formações do Exército de Libertação Nacional, o 1º, 2º e 3º Brigadas de Choque.

 

 

 

A frieza, coragem, maturidade Marxista-Leninista, firme confiança no povo e confiança inabalável na vitória de Enver Hoxha destacaram-se fortemente durante os meses da maior e mais feroz ofensiva do inimigo, a do Inverno de 1943 – 1944. Cercado, juntamente com parte do Estado-Maior, por grandes forças Alemãs-Ballistas, nas condições do Inverno excepcionalmente severo no terreno montanhoso acidentada das zonas de Çermenika, Shëngjergi e Martanesh, Enver Hoxha manteve contacto com o partido e o exército, guiou o uso de tácticas hábeis adequadas às circunstâncias concretas difíceis, tratou com severidade qualquer manifestação de desorganização, pânico ou espírito de derrotismo, e esforçou-se para manter e melhorar ainda mais o espírito de luta e confiança na vitória.

"As nossas tácticas de guerra, respectivamente, a guerrilha (guerra partidária), serão mantidas imutáveis." (Enver Hoxha, Letter to the District Committee of Vlora, 22 de Novembro de 1943, traduzido da versão em Inglês)

Com a ajuda diária de todo o povo, com o optimismo e determinação que caracteriza o revolucionário, Enver Hoxha e os outros membros do Estado-Maior Geral superaram todas as dificuldades e, depois de quase três meses, saíram do cerco e passaram para a região de Korça. A resistência e o romper do cerco é um exemplo brilhante das ligações estreitas do Partido Comunista e de Enver Hoxha com o povo, do amor do povo pelo partido, da harmonização da sabedoria do líder com a generosidade e patriotismo ardente das pessoas comuns.

 

 


A ofensiva inimiga do Inverno de 1943 – 1944 falhou e, sob a ordem de Enver Hoxha, o Exército de Libertação Nacional avançou até á contra-ofensiva estratégica e regiões inteiras foram libertadas no país, uma após a outra. Entendendo que, nas circunstâncias actuais, a libertação completa da Albânia era iminente, em Abril de 1944 Enver Hoxha, em nome da liderança do PCA, apresentou ao Comité Permanente do Conselho Nacional de Libertação Geral a proposta de convocação de um congresso que daria forma legal ao poder do Estado dos conselhos de libertação nacional e á criação do novo Estado Albanês com o seu governo democrático e o seu próprio exército regular. O 1º Congresso Nacional Anti-fascista de Libertação, que fundou o novo Estado Albanês da democracia popular, começou os seus trabalhos a 24 de Maio de 1944, na cidade de Përmet. O Congresso, no qual todo o povo Albanês foi representado, decidiu que nenhum outro governo que se formasse dentro ou fora Albânia seria reconhecido, que Zog seria proibido de voltar á Albânia, que todos os acordos políticos e económicos feitos pelo regime de Zog com Estados estrangeiros em detrimento dos interesses do povo seriam reexaminados e anulados, e que a guerra contra os ocupantes Alemães e os traidores Albaneses seria mantida até que todo o país fosse libertado.

 

 

Discurso de Enver Hoxha na Conferencia de Permet

"O Congresso de Përmet, um dos eventos mais importantes da nossa épica Guerra de Libertação Nacional, um monumento construído pela guerra e pela sabedoria do Partido e do povo, uma grande acção de importância colossal para o futuro da Albânia." (Enver Hoxha)

Com o Congresso Përmet, Enver Hoxha, secretário-geral do PCA, foi eleito membro do Comité Antifascista de Libertação Nacional, que tinha os atributos de um governo provisional e Comandante-em-Chefe do Exército de Libertação Nacional Albanês.

Enver Hoxha entregou o relatório do Congresso de Përmet. Foi também presidente do Comité de Libertação Nacional Anti-fascista.

Em 28 de Maio de 1944, o Comandante-em-Chefe Enver Hoxha emitiu a ordem para o Exército de Libertação Nacional passar da ofensiva geral para a completa libertação da Albânia contra as forças de ocupação Alemãs e para a derrota total do Balli Kombetar, Legaliteti e todas as forças reaccionárias. No mesmo dia, dá-se uma grande ofensiva das tropas Alemãs, que é conhecida como o ataque de Junho. Sob a liderança de Enver Hoxha, o Exército de Libertação Nacional, que agora tinha dezenas de milhares de lutadores, resistiu com êxito a todas as operações inimigas e saiu triunfante. As forças hitlerianas e traidoras que participaram na ofensiva de Junho do inimigo foram derrotadas. Enver Hoxha, que dirigiu as actividades militares do CNAL para a derrota da ofensiva, elaborou e orientou a aplicação do plano estratégico para a completa libertação da Albânia.

Na sua defesa dos interesses do povo e da Pátria, Enver Hoxha colidiu directamente com a pressão, ingerência e chantagem das missões militares Britânicas e Americanas que, de forma disfarçada e aberta fizeram tudo em seu poder para sabotar a Guerra de Libertação Nacional, e apoiarem a reacção Ballista e de Zog e restaurar o antigo poder na Albânia. Com o seu claro senso de classe, com a sabedoria de um político Marxista-Leninista e a coragem de um líder revolucionário, Enver Hoxha entendeu o segredo e o objectivo das missões aliadas desde o início, tornou estes objectivos claros para todo o Partido, e denunciou a tentativa das missões para sabotar a Guerra de Libertação Nacional e evitar que o povo tomasse o poder.

 

Enver Hoxha – organizador e líder do ELN

1944

"Quando o Partido Comunista da Albânia emitiu o toque de clarim para salvar a nossa Pátria amada das garras do fascismo, os jovens Albaneses foram os primeiros a responder a este apelo, foram os primeiros a lançar-se na luta, reuniram-se nas unidades de guerrilha, nas cidades e nas montanhas, compostos pelos melhores filhos do nosso povo, encheram as fileiras dos batalhões partidários que foram expandidos em brigadas e divisões e que, hoje, constituem o nosso Exército de Libertação Nacional regular." (Enver Hoxha)

O Partido não esperou pelas acções armadas:

"A criança que nasceu a 8 de Novembro de 1941 em Tirana não esperou um único dia para levantar o seu punho de ferro e espancar os traidores e os fascistas sem piedade."

(Enver Hoxha, Report to the 4th Congress of the PLA, traduzido da versão em Inglês)

 

Enver Hoxha saudando o 1º Congresso da UJJA - 1944

No Verão de 1944, o partido decidiu que o 1º Congresso da organização da União da Juventude Anti-fascista da Albânia (UJAA) se deveria reunir. O discurso de Enver Hoxha para este Congresso, que se realizou em Helmes de Skrapar de 8 a 17 de Agosto de 1944, tornou-se num grande programa de trabalho para esta organização.

Em Setembro de 1944, o Comandante-em-Chefe emitiu a ordem para as 5ª e 3ª brigadas de choque do Exército de Libertação Nacional Albanesa entrarem no Kosovo para dar assistência na sua libertação dos ocupantes Alemães. Dois meses depois, por decisão do CC do PCA e da ordem de Enver Hoxha, as Divisões 5 e 6 do ANLA, imediatamente após a liberação completa da Albânia, continuaram a perseguição das tropas hitlerianas na Jugoslávia juntamente com destacamentos da ANLA Jugoslava. Durante os meses de Dezembro de 1944 e Janeiro e Fevereiro de 1945, eles libertaram Montenegro, Sandjak e a parte sul da Bósnia. Enver Hoxha lutou com Miladin Popovic, o comunista internacionalista. O povo de Berat acolheu Enver Hoxha e os outros líderes da Guerra de Libertação Nacional.

Em meados de Setembro de 1944, quando a maioria da Albânia tinha sido liberada, a Comissão Permanente do Conselho de Libertação Nacional Anti-fascista, reunida em Odriçan (o escritório de Enver Hoxha), apoiou a proposta de Enver Hoxha sobre a transformação do Comité Anti-fascista em Governo Democrático e decidiu convocar a 2ª Reunião do Conselho de Libertação Nacional Anti-fascista para esta finalidade. Em Outubro, Enver Hoxha e outros líderes da Guerra de Libertação Nacional entraram na cidade libertada de Berat, onde a 2 ª Reunião do Conselho de Libertação Nacional Anti-fascista foi realizada de 20 a 23 de Outubro.

"A decisão histórica... sobre a transformação do Comité Antifascista de Libertação Nacional no governo democrático era uma etapa historicamente necessária, uma consequência lógica da guerra e da revolução do povo sob a liderança do Partido. Com esta decisão, a tomada do poder político das massas trabalhadoras que tinham derrubado o antigo poder através da luta tornou-se numa realidade de facto e de direito." (Enver Hoxha)

 

Enver Hoxha – discurso no 2º Congresso do Conselho anti-fascista nacional - 1944

No relatório entregue na 2ª Reunião do Conselho de Libertação Nacional Anti-fascista, Enver Hoxha falou sobre a actividade da Comissão Anti-fascista na época da sua criação e propôs a sua transformação no governo democrático. Em 22 de Outubro de 1944, o Conselho Nacional de Libertação Geral decidiu, por unanimidade, transformar o Comité de Libertação Nacional Anti-fascista no Governo Democrático Provisório da Albânia. A Comissão Permanente do Conselho de Libertação Nacional Anti-fascista encarregou Enver Hoxha com a tarefa de ser o chefe do governo democrático.

 

 

Enver Hoxha falando no dia da libertação de Tirana – 7 de Novembro de 1944

"Estávamos voltando para a nossa amada Tirana e, pela primeira vez depois de tantos anos, nós entrámos lá não ilegalmente, com nomes falsos e documentos, mas livremente e, além disso, triunfantes." (Enver Hoxha)

Por ordem do Comandante-em-Chefe, Enver Hoxha, o 1º Corpo do Exército começou a batalha pela libertação da capital da Albânia, Tirana. Após 19 dias de combates sangrentos, rua por rua, casa por casa, a batalha pela libertação de Tirana foi coroada de êxito. Dois dias antes da libertação total do país, em 27 de Novembro de 1944, o Governo Democrático da Albânia, liderado por Enver Hoxha, partiu de Berat para Tirana. Depois de uma viagem de dois dias por estradas danificadas pela guerra, o Governo Democrático fez a sua entrada triunfal na Tirana liberada – encabeçado por Enver Hoxha.

 

 

E N V E R - H O X H A

 


Dezembro de 1944 – o primeiro ano de liberdade


Em 28 de Novembro de 1944, no 32 º aniversário da Proclamação da Independência da Albânia, o povo da capital, que cuidou e protegeu os comunistas que fundaram o Partido, que tinham conhecido Enver Hoxha enquanto líder de manifestações e tinham abrigado os guerrilheiros, que sofreram na sua pele as atrocidades e destruição perpetrada pelos ocupantes e traidores locais e lutaram contra eles heroicamente, congratulou o seu próprio primeiro governo democrático de braços abertos.

 

Enver Hoxha no dia 28 de Novembro de 1944

– o dia da independência da Albânia


No seu discurso por ocasião do Dia da Independência e da chegada do governo democrático em Tirana, Enver Hoxha, a partir da simples tribuna na avenida da capital, apelou ao povo Albanês, que, através da luta, se tinha tornado dono do seu próprio destino, que fechasse as suas fileiras em torno do poder popular do Estado, em torno da frente e do governo democráticos a fim de salvaguardar as vitórias alcançadas e de atingir as perspectivas que a tomada do poder abria para ele.

 

 

Nos primeiros anos após a libertação do cativeiro Nazi-fascistas e dos traidores locais, foi uma grande alegria para Enver Hoxha ver a primeira fábrica de energia eléctrica, a primeira universidade, o primeiro teatro profissional, o primeiro caminho-de-ferro, a promulgação da a primeira lei sobre seguros sociais, a criação da primeira cooperativa agrícola, etc. Estas foram grandes vitórias para um povo que surgia a partir do estado semi-feudal e semi-colonial e partia pela estrada do progresso material e espiritual.

 

 

No início do ano de 1982, o livro do camarada Enver Hoxha "A ameaça anglo-americana para a Albânia" foi publicado. Estas memórias escritas são um notável enriquecimento da guerra de libertação nacional para defender a Albânia socialista contra as ameaças do cerco imperialista-revisionista. É um apelo para pedir maior vigilância diante dos complôs e intrigas dos imperialistas e revisionistas modernos. O livro lida com os problemas básicos da política externa e actividades diplomáticas do Movimento de Libertação Nacional. O livro reflecte acontecimentos que viveu, as suas impressões pessoais, e dá conclusões que oferecem lições para todos os períodos, extraídas da actividade hostil realizada abertamente ou nos bastidores contra o Movimento de Libertação Nacional, a revolução do povo Albanês e a Albânia socialista pela burguesia anglo-americana. Ele mostra claramente o choque entre os planos diabólicos, tentativas, manobras e actividades concretas do imperialismo anglo-americano para colocar a Albânia sob sua influência, por um lado, e a vigilância, a luta do Partido Comunista da Albânia e do seu Secretário-Geral, líder do Exército e da Frente Nacional de Libertação e de todo o povo Albanês patriótico, o camarada Enver Hoxha, por outro lado, para descobrir, desvendar, derrotar e destruir a estratégia imperialista em relação à Albânia. A coalizão anti-fascista era uma aliança de forças heterogéneas de dois sistemas sociais opostos. A aliança foi marcada pelo antagonismo entre o socialismo e o capitalismo. De um lado estava o anti-imperialismo da União Soviética, que travou uma guerra de defesa e libertação. Por outro lado estavam a Inglaterra e os Estados Unidos, que lideravam a luta contra o fascismo com a intenção dos imperialistas, a expansão hegemónica. A estratégia do imperialismo anglo-americano na Segunda Guerra Mundial prosseguiu o objectivo de ampliar a sua dominação mundial pela incorporação da esfera de influência imperialista das potências do Eixo. Enquanto Estaline travava não só uma guerra para a defesa da União Soviética, mas também se voltou para a frente da guerra de libertação dos povos subjugados ao fascismo de Hitler, os imperialistas anglo-americanos sabotaram e subverteram a luta anti-fascista de libertação com o objectivo de deter a influência internacional do comunismo. A sua estratégia não era a liberdade e a paz, mas manter as velhas relações de exploração com a espada e o sangue. Os imperialistas anglo-americanos estavam apenas tentando colocar os imperialistas italianos e alemães fora da sua posição dominante para forçar os povos liberados a subjugar-se sob a influência do imperialismo ocidental. Os imperialistas anglo-americanos queriam a exploração e opressão dos povos em geral, e do povo Albanês em particular. Após a morte do camarada Enver Hoxha, os revisionistas Albaneses pisotearam as suas lições debaixo dos pés, capitularam, venderam o país socialista ao imperialismo Ocidental, ingressaram na OTAN. Estes traidores traíram a guerra de libertação do povo Albanês, que foi conduzida para a vitória pelo companheiro Enver Hoxha:

A Grã-Bretanha sempre considerou a Albânia como um símbolo para troca nos seus inúmeros acordos com as outras grandes potências para manter a hegemonia mundial do «British Lion». Os imperialistas anglo-americanos, os inimigos ferozes do povo Albanês, sempre usaram o nosso país como um meio de troca nas transacções internacionais. Estávamos participantes da grande coalizão anti-fascista, na aliança entre a União Soviética, os Estados Unidos da América e A Grã-Bretanha. Tivemos de considerar esta aliança útil e necessária, e apoiá-la para a destruição da besta nazi, e, portanto, nós explicámos a sua importância para o Partido e as pessoas. Na nossa avaliação dessa aliança, que não podia ser nem sectária nem liberal, considerámo-la frutífera no contexto da luta contra o nazismo, mas foi necessário lembrar que nunca devemos esquecer o que os governos dos Estados Unidos da América e da Grã-Bretanha representam para o nosso povo, que nunca devemos esquecer a sua natureza selvagem como capitalistas e opressores colonialistas, que nunca devemos esquecer as inúmeras feridas que tinham infligido sobre o corpo de nossa Pátria. Tivemos que colocar a nossa confiança no nosso Partido, o nosso povo, os nossos rifles, na União Soviética e em Estaline. Nós tivemos que lutar para ganhar a nossa liberdade com sacrifício e derramamento de sangue, e nunca devemos permitir que os inimigos estrangeiros joguem com o destino do nosso país e do nosso povo, como no passado. Churchill queria que os povos e os comunistas fossem enfraquecidos pela guerra e que a reacção saísse dela forte, por isso, o figo deveria amadurecer e cair na boca do imperialismo britânico.

A resistência e a luta armada de nosso povo contra os ocupantes fascistas, que se iniciou em 7 de Abril de 1939, foi posteriormente alargada e reforçada, especialmente depois da formação do Partido Comunista da Albânia em 8 de Novembro de 1941. Após esta data histórica, a luta do povo albanês entrou numa nova fase, em que era mais feroz, bem organizada e tornou-se devastadora para os ocupantes e traidores. Isto despertou preocupação no mundo burguês. Quando começou a guerra nós não tínhamos armas suficientes, mas o nosso povo cantava uma música: “Se você não tem armas, encontre-as nas mãos do inimigo, retire-as e aproveite-as." E é isso que temos feito desde o início. Nós aproveitámos as armas nas mãos dos italianos, nós atacámos e capturámo-los. O imperialismo anglo-americano tinha vindo com disfarce, descrevendo-se como aliados contra o mesmo inimigo, mas nós recordámos sempre a sua natureza de classe, seus objectivos que se opõem á nossa causa, á União Soviética, ao comunismo, que nunca devem ser esquecidos.

«Possivelmente», eu disse-lhes: «várias dessas missões britânicas virão com a nossa permissão ás nossas diferentes zonas. A posição correcta e vigilante deve ser mantida em todos os lugares! Em nenhum caso», eu instruí, «deve ser permitido aos britânicos meterem o nariz nos nossos assuntos internos. Um forte esquema de segurança deve ser mantido em todos os assuntos relacionados ao partido, sua organização, ordens e diretrizes, e nenhum deles, seja pró-comunista ou não, deve saber quando, onde e por que é que as suas reuniões são realizadas. Para eles, todos nós somos partidários. Assuntos militares, tais como a organização do exército partidário, o número e a composição das suas unidades, as encomendas para as acções, material, quantidade e tipos de armamento, todos estes e outros dados de carácter interno devem ser mantidos em segredo. Se quiserem estar presentes numa batalha levem-nos, mas informem-nos no último momento e nunca revelem a eles com antecedência o seu plano operacional para a luta. Forneçam-lhes sem hesitação toda a informação que você tem sobre o ocupante inimigo. Evitem que eles se misturem livremente com a massa de partidários para que eles possam entrar em conversa solta, fazer promessas ou levantar-se para o trabalho sujo. Exijam isso persistentemente.» Desta forma, eu preparei os companheiros contra eventuais manobras dos agentes do Serviço de Inteligência que, sem dúvida, acabariam por tentar corromper indivíduos fracos e vacilantes.

«Sabemos quem os anglo-americanos são», eu salientei na carta, "e nunca por um momento esquecemos que eles são capitalistas, que são contra o comunismo e o socialismo, tal como eles não esquecem quem somos, nós também não podemos esquecer quem eles são. No momento, estamos em aliança com eles contra o fascismo italiano e o nazismo alemão, e vamos permanecer fiéis a esta aliança. No entanto, nós não permitimos e nunca lhes permitiremos interferir nos assuntos internos da Albânia.»
A política dos britânicos foi clara para nós. Eles estavam organizando a reacção contra nós, tentando declarar guerra a nós e dar um golpe mortal em colaboração com os italianos e, posteriormente, com os alemães, de modo a que as forças britânicas iriam intervir como «libertadores» e os novos traidores Ballistas tomariam o poder. No entanto, as coisas não funcionaram dessa maneira. O partido foi mais forte do que os italianos, os alemães, os Ballistas, os Zogites e os britânicos.

Eles ainda fizeram todos os esforços para evitar dar o menor sinal de que eles poderiam reconhecer oficialmente a nossa Luta de Libertação Nacional. Claro, eles tiveram seus planos pré-determinados e vieram até nós para conhecer nossos planos, para impedir a realização dos mesmos e criar a impressão de que eles foram os principais factores da nossa Luta de Libertação Nacional e que a nossa guerra e vitória dependia deles. Guiados por tais objectivos, eles tentaram preparar um terreno favorável às suas intrigas. Que conclusões alcançámos no que respeita à actividade dos britânicos? Independentemente do facto de que eles estavam lutando contra a Itália fascista e a Alemanha hitlerista, independentemente do facto de que eles foram aliados e que estávamos lutando contra o mesmo inimigo, eles queriam enfraquecer a nossa Guerra de Libertação Nacional, para enfraquecer e, se possível, eliminar o influência do nosso Partido, para recrutar agentes e espiões nas fileiras da Frente e, especialmente, nas fileiras dos comunistas a fim de nos enfraquecer e destruir, criar grupos e facções, e, assim, preparar um terreno em que os oficiais britânicos fariam a lei nas fileiras dos nossos destacamentos para transformá-los em «comandos» para realizar acções de sabotagem e colectar informações nos interesses do Império Britânico e em detrimento da independência do nosso país. O plano era conhecer e articular-se com os partidários de Zog, os chefes do Balli Kombëtar, com os bajraktars e os traidores, e junto com eles, criar uma força político-militar na Albânia em oposição ao partido Comunista e á Frente de Libertação Nacional. Eles queriam ter essa força que os levaria politicamente e militarmente á luta directa contra nós durante a Guerra de Libertação Nacional e, especialmente, na véspera da Libertação, a fim de tomar o poder das nossas mãos, ou pelo menos obrigar-nos a partilhar o poder com eles. Era o dever sagrado do Partido e de mim, pessoalmente, como seu Secretário-Geral e responsável pelas forças armadas partidárias, bloquear, paralisar e destruir esses planos diabólicos dos britânicos. Realizámos este dever sagrado com sucesso. Com a sua luta heróica e vigilância revolucionária, o Partido salvou o povo e a pátria de cair em muitas armadilhas perigosas que os britânicos e os pseudo-aliados foram secretamente preparando. Os imperialistas britânicos foram incapazes de alcançar qualquer um dos seus objectivos. «Dialecticamente, no entanto, o velho morre e, por isso, com o passar do tempo, as velhas ideias anti-populares são rejeitadas e no lugar delas novas ideias nascem e a sua correcção é confirmada pelo tempo e pela ciência. «A história da vida e obra do meu povo não é como a da fénix, porque, embora depois de cada ocupação parecia que tudo tinha sido perdido e qualquer esperança de liberdade havia sido extinta, eles nunca foram transformadas em cinzas. O povo Albanês sempre foi aguerrido como uma águia e assim se manteve através dos séculos.

O Balli Kombëtar é contra aqueles que lutam contra o inimigo e a favor daqueles que não o combatem. O Balli Kombëtar não disparou um tiro contra os ocupantes, mas era contra nós. A diplomacia britânica pensava que o comunismo era algo importado para a Albânia do exterior e, como tal, não tinha base no país. Na sua opinião, o povo Albanês pode aceitar quase tudo, mas o comunismo nunca! A decisão do Comando Geral do Exército de Libertação Nacional Albanês: "Se os oficiais britânicos que permanecem com Abaz Kupi são mortos na luta para acabar com ele e o seu bando, nós não aceitamos nenhuma responsabilidade por isso. Nós não faremos nenhuma distinção entre os oficiais britânicos e bandidos como Abaz Kupi. Se capturarmos os seus oficiais, não vamos entregá-los a vocês, mas vamos mantê-los como prisioneiros de guerra e entregá-los ao tribunal partidário para julgamento por crimes de guerra e por terem colaborado com o inimigo». Fomos levados numa luta de vida ou morte com o exército hitlerista e a reacção, os dois principais inimigos, a quem tivemos que derrotar e liquidar juntos, de uma vez por todas totalmente. Como expliquei anteriormente, os reaccionários, os traidores, os Ballistas, os Zogites, os bajraktars e os pseudo-democratas estavam lutando contra nós junto com os alemães com o objectivo de que quando os tivessem expulsado, a reacção seria organizada e capaz de tomar o poder do Estado. Foram momentos em que nosso Exército de Libertação Nacional tinha-se tornado muito forte. A reacção podia ver claramente que estávamos colocando um fim às forças de ocupação e pode sentir o chão deslizando sob seus pés. Nós não estávamos apenas expulsando o inimigo de nossa Pátria, mas seguíamo-lo na perseguição, levando a luta para além das nossas fronteiras estaduais. Quanto mais os nazis sofressem derrotas, mais forte a Guerra de Libertação Nacional crescia no nosso país e em outros países, e mais perigoso o imperialismo anglo-americano se tornou. Este foi um inimigo feroz. Ele estava disfarçado com slogans democráticos e chamou-se de «anti-fascista», mas na verdade era pérfido, poderoso, sempre disfarçado e a tentar reverter a situação a seu favor para estabelecer sua hegemonia sobre os povos do mundo. Havia muitos que se esqueceram disso, que o subestimaram, enquanto o Partido Comunista da Albânia e a sua liderança nunca afrouxaram a sua vigilância em relação a ele. Estávamos bem acordados a cada momento para frustrar os seus planos um após o outro. Os britânicos intensificaram a pressão sobre nós, enquanto nós contra-atacámos. Nós não sabíamos que Tito tinha estado associado com Churchill. Todo este negócio tornou-se mais claro mais tarde, quando ele surgiu como um inimigo perigoso e uma agência activa do imperialismo Jugoslavo. No entanto, sentimos e detectámos a sua hostilidade selvagem para nós muito antes de isso através de suas acções, que passaram de mal a pior. Havia muitos que não estavam cientes da luta feroz que travávamos contra os ingleses, contra a sua guerra secreta e desleal contra nós, nem da nossa grande determinação e vigilância. O nosso partido realizou sua missão difícil mas gloriosa com honra e sucesso e superou os numerosos perigos com que foi confrontado. Esperávamos que os britânicos se retirassem, mas nada estava sendo feito. Eles adiavam a sua saída de dia para dia. Aparentemente, a sua intenção era permanecer lá e ter Saranda como sua base na costa e no território da Albânia. No final, o copo estava cheio. A nossa paciência chegou ao fim. «Se os comandos britânicos não são retirados de Saranda até à data indicada, então a guerra vai eclodir entre os partidários e os britânicos.» Com a libertação da Albânia pelo seu exército do povo, pensámos que os oficiais britânicos e norte-americanos, que haviam sido implantados durante o período da guerra em diferentes regiões do nosso país, tinham chegado ao fim da sua «missão». Durante a guerra, a sua intenção tinha sido bastante evidente: não tinham vindo para ajudar a nossa guerra, mas para fazerem espionagem contra ela, para sabotá-la, organizar e fortalecer a reacção Albanesa interna e ajudá-la a tomar o poder depois dos nazistas se retirarem. Mas a própria guerra enterrou os seus sonhos.

Em 10 de Novembro de 1945, o chefe da Missão Militar Soviética veio até mim e me entregou a nota do governo soviético informando-nos que tinha tomado a decisão de reconhecer o governo Albanês e estabelecer relações diplomáticas com ele. «Esta é uma nova prova da amizade sincera do povo soviético, DO seu governo e Generalíssimo Estaline para com o nosso povo e seu governo» eu disse a Sokolov. «O estabelecimento dessas relações diplomáticas irá fortalecer ainda mais a amizade do nosso povo com o povo soviético.» «Este é também o desejo do povo soviético» disse o Coronel. «Estamos muito felizes com aquilo que o seu governo tem feito na guerra contra os invasores italianos e alemães, bem como do trabalho de reconstrução do país.» «É dever do nosso governo fazer isso, porque o povo Albanês merece» disse o oficial soviético. «Por favor, transmita ao povo soviético, seu governo e Generalíssimo Estaline a gratidão e saudações mais profundas do povo Albanês e do seu governo democrático para com este gesto sublime de amizade», eu disse em conclusão. A Guerra de Libertação Nacional é um dos mais gloriosos capítulos na história do nosso povo, mas também é uma das maiores provas da maturidade política e ideológica do nosso partido e da justeza de sua linha Marxista-Leninista. O Partido inspirou as massas trabalhadoras da cidade e do campo e fê-las conscientes de que devem se unir, pegar em armas contra os ocupantes nazi- fascistas e os traidores locais e triunfar sobre eles. Depois de incontáveis ​​sacrifícios, o nosso povo, sob a liderança do Partido, expulsou os ocupantes estrangeiros, descobriu e desmascarou as manobras de bastidores e levantou barreiras intransponíveis aos planos secretos dos «aliados» e seus amigos, derrubou as classes reaccionárias e estabeleceu o seu próprio poder pela primeira vez na história.

O nosso partido e as pessoas devem sempre ter em mente a actividade hostil do exterior ou do interior - nunca devemos esquecer. Eles nunca devem nutrir a menor ilusão de que os imperialistas e os capitalistas mudam a sua natureza, tornam-se razoáveis, pacíficos e abandonem os seus objectivos. Nunca deve haver qualquer ideia de que a luta de classes entre nós e os inimigos externos e internos pode ser atenuada, no mínimo. Estamos totalmente convencidos de que com uma posição revolucionária corajosa na unidade de pensamento e acção com os verdadeiros Marxistas-Leninistas, na amizade com os povos oprimidos e explorados e com o povo honesto e progressista em todo o mundo seremos capazes de lidar com bloqueios e tempestades de onde quer que se venham. Aquilo que está certo está do nosso lado, o futuro nos pertence. Isso nos dá força e coragem para falar a verdade abertamente e com sinceridade, para responder resolutamente a quem nos sorri hipocritamente, a quem esconde o punhal e tem veneno no seu coração. A nossa política é consistente. Não balançamos ao sabor das novas brisas de eventos internacionais. A sua base não é a diplomacia secreta de homens sem rosto, nem barganhas atingidas por trás dos bastidores, e não o rublo ou o dólar. Não é uma política de abrir as portas aos amigos e inimigos indiscriminadamente. Nós não permitimos e não permitiremos que o lobo entre no nosso abrigo. Temos eliminado o lobo com a bala e vamos continuar a fazê-lo, embora eles nos acusem de nos isolar-nos do «mundo civilizado». Um povo e um partido que estão construindo o socialismo, que estão defendendo uma causa que é a causa de todos os povos do mundo não pode ser isolado simplesmente porque eles não permitem que ninguém danifique a liberdade e a independência conquistada à custa do seu próprio sangue. As pessoas, com o Partido da classe operária á cabeça, estão e devem estar atentas a todo o momento, não devem nunca ser enganados por alguma palavra «doce» da reacção, nunca devemos pensar que os inimigos «enfraqueceram a luta» contra nós, não devemos nunca ser enganados pelas mudanças temporárias em circunstâncias internacionais, mas devemos julgá-las por nada mais do que aquilo que são, devemos aproveitá-las sem fazer qualquer concessão aos inimigos, ao mundo burguês e revisionista e reaccionário, para que a nossa posição revolucionária Marxista-Leninista nunca passe pela «liberalização».

Embora coloquemos inimigos de todos os tipos no seu lugar, ao mesmo tempo nós devemos sempre amar, honrar e ajudar os amigos da Albânia socialista e devemos fazer isso com infalível julgamento Marxista-Leninista, com a lógica de ferro, e nunca simplesmente porque «eles são nossos amigos». Na vida há amigos e amigos, portanto, devemos saber distinguir entre eles. A Albânia é um estado pequeno, como um navio num mar com ondas fortes, portanto, devemos tê-lo apertado e devemos conduzi-lo bem, não devemos perder nossos rolamentos, caso contrário, afundamo-nos nas ondas selvagens deste oceano furioso. A classe operária e seu partido devem contar com sua própria força antes de tudo, e nunca devemos esquecer os interesses do povo, devemos sempre contar com habilidades e julgamento das pessoas, devemos sempre consultar a opinião das pessoas, mas nunca como uma mera formalidade. As garantias para o nosso presente e futuro, para fazer a Albânia socialista invencível e intransponível aos nossos inimigos são o fortalecimento contínuo do estado da ditadura do proletariado, a ampliação e consolidação da nossa democracia socialista, e o desenvolvimento incessante económico e social. A criação de uma economia forte e independente, capaz de resolver todos os problemas complicados da construção socialista e comunista com suas próprias forças, capaz de resistir com sucesso às pressões e bloqueios imperialistas e revisionistas e mantendo-se intacta e intocada pela crise mortífera que varreu o mundo capitalista e revisionista é indispensável para ter uma Albânia socialista livre e independente. A nossa força é baseada na linha revolucionária correcta do Partido, na unidade inquebrável partido-povo que é baseada na nossa doutrina revolucionária, o Marxismo-Leninismo. Contra essa força, todos os planos e ataques de inimigos serão derrotados e todos os disfarces serão arrancados aos falsos amigos da Albânia. O nosso povo deve sempre ser realista em tudo, na política, na economia, nos investimentos e nas despesas. Eles devem sempre ter em mente que, a fim de lidar com este perigo, as medidas devem ser tomadas com antecedência, de modo a não serem apanhados de surpresa. E não é apanhado de surpresa quando ele luta contra a euforia, a auto-satisfação e o optimismo infundado. Que os inimigos «lamentem» o facto de as pessoas estarem sempre em luta! A própria vida é luta, e a vida quando esta luta está ganha torna-se bonita e próspera. Quando ela se defende com a luta, ela nunca se torna sombria e é uma vida que vale a pena. Esta é a grande lição da nossa história. E é também a minha convicção inabalável de que o partido com a sua ideologia, o Marxismo-Leninismo, é invencível. Isto tem-me imbuído e foi implantado em mim por meu povo, a quem servi e continuo a servir, sem poupar nada, durante toda a minha vida, lutando como seu soldado leal, de armas na mão, com o fogo revolucionário no meu coração, com a ideologia Marxista-Leninista na minha cabeça, contra todo tipo de inimigos externos e internos do Partido, da classe trabalhadora, do povo, do socialismo e do comunismo. Estou plenamente confiante de que o Partido da classe operária e do povo estará sempre alerta, sempre vigilante, sempre na ofensiva revolucionária para superar as dificuldades de crescimento e para evitar e superar os possíveis perigos. Desta forma, o presente e o futuro será inabalável e brilhante.” (1975).




Enver Hoxha

O fundador da Nova Albânia

 

 


"Hoje, uma outra página na nossa história está sendo aberta, uma página que está em nossas mãos escrever e vamos escrevê-la de forma tão gloriosa quanto a nossa luta contra os ocupantes, e esta é a luta pela reconstrução da Albânia, pela construção da economia, pela construção da cultura e educação do nosso povo, para elevar o seu nível social, económico e político... E aqui, também, devemos entender, assim como entendemos na luta armada, que, a fim de realizar essas tarefas, a fim de dar ao povo uma vida mais feliz e mais próspera, todo o povo deve ser o factor desta grande obra." (Enver Hoxha)

O Governo Democrático provisional, liderado por Enver Hoxha, teve que começar a trabalhar para construir tudo desde as fundações. A pobreza herdada do passado, a agricultura extremamente atrasada, a indústria primitiva e o analfabetismo da esmagadora maioria da população foram tornados ainda mais graves pelas consequências destrutivas da guerra, as cidades queimadas e aldeias, as comunicações paralisadas e as grandes perdas humanas e materiais. As divisões do Exército de Libertação Nacional lutavam contra os nazistas no território da Jugoslávia, enquanto que no interior do país os golpes finais estavam sendo dados aos restos de reacção e ás parcelas organizadas com o apoio anglo-americano. A fome ameaçava o país.

O patriotismo, entusiasmo e inesgotável energia do povo foram constantes na Albânia durante o poder popular. Enver Hoxha dedicou atenção especial à educação revolucionária e á mobilização do povo, das massas trabalhadoras, da nova Albânia. Assim como durante a Guerra Anti-fascista de Libertação Nacional, após a libertação do país, o amor e a grande autoridade que ele gozava entre o povo foi um importante factor de unidade e entusiasmo do povo Albanês para construir a nova Albânia.

 

 

Enver Hoxha falando no 1º Congresso da Frente Democrática – Agosto de 1945


Sob a liderança de Enver Hoxha, imediatamente após a libertação do país, o Partido e o estado da democracia popular implementou uma série de reformas de carácter democrático e revolucionário que abriram o caminho para as transformações da base e da superestrutura da sociedade Albanesa. As posições honestas e justas de Enver Hoxha foram decisivas para a derrota da resistência das classes derrubadas e dos pontos de vista liberais e actividades que protegiam os interesses das burguesias feudais e dos oportunistas, bem como para a realização de reformas radicais na Albânia.

 

Enver Hoxha e a reforma agrária – durante a distribuição das primeiras terras na aldeia de Gorre de Lushnja - 1945


A Reforma Agrária, que começou a ser aplicada em 1945, foi uma das grandes vitórias que a revolução garantiu ao campesinato Albanês. Ela alcançou o seu antigo sonho de possuir terras. A nacionalização dos principais meios de produção foi outro acto revolucionário que, juntamente com a Reforma Agrária, abriu o caminho para o estabelecimento da economia sobre bases socialistas.


 

 

Depois de se reunir no primeiro aniversário da libertação – Novembro de 1945

 

 

O Presidente do Conselho Anti-fascista de Libertação Nacional, Omer Nishani, concedeu a Enver Hoxha a condecoração "Herói Popular" em 1945.

A brilhante vitória da Frente Democrática nas eleições de 2 de Dezembro de 1945 mais uma vez confirmou a confiança do povo Albanês no Partido Comunista. Todas as condições foram criadas para que o povo, através dos seus representantes, decidisse a forma do novo regime. Em 11 de Janeiro de 1946, a Albânia foi proclamada República Popular. A Enver Hoxha foi confiada a tarefa sublime de ser o chefe do primeiro Governo da República. De 1946 a 1954, ele fez uma contribuição notável nas suas funções como Presidente do Conselho de Ministros e Ministro dos Negócios Estrangeiros da RPA.

 

 

Indo para a Assembleia Constituinte – 11/1/1946

O reconhecimento, a afirmação e a defesa dos direitos da Albânia na arena internacional foi o aspecto mais importante da política da República Popular da Albânia nos primeiros anos de libertação. Como primeiro-ministro e ministro das Relações Exteriores, Enver Hoxha, com a sua actividade política e diplomática, com os seus contactos com estadistas e representantes de diferentes países, trabalhou para fortalecer a posição internacional da delegação Albanesa à Conferência de Paz em Paris, em Agosto-Setembro de 1946, na qual Enver Hoxha defendeu os direitos da Albânia como um membro da Coalizão Anti-fascista.

 

 

Enver Hoxha falando na Conferencia de Paz de Paris em Setembro de 1946

 

O PCA e Enver Hoxha estavam convencidos de que não seriam as conferências internacionais que garantiriam uma verdadeira independência e desenvolvimento nacional. A nova Albânia seria construída se defendesse e afirmasse através do trabalho e vigilância, através do conhecimento e esforços, na unidade em torno do partido. Uma das forças mais poderosas que permeiam a vida de Enver Hoxha é o seu amor e respeito pelo povo, para as pessoas comuns. Enver Hoxha liderou as massas com uma profunda convicção de que são as massas que fazem a história.

 


A convite do governo Soviético em Julho de 1947, Enver Hoxha foi em visita oficial à União Soviética à frente de uma delegação do governo.

 

 

Enver Hoxha com J. V. Stalin

 

Durante esta visita, ele teve o seu primeiro encontro com o J. V. Estaline, o discípulo leal e continuador da obra de V. I. Lenine, o grande revolucionário e líder do comunismo mundial e o estratega da vitória sobre o fascismo. Durante os anos 1947 – 1951, Enver Hoxha conheceu e conversou pessoalmente com JV Estaline em várias ocasiões, mantendo impressões indeléveis sobre esta grande personalidade Marxista-Leninista. Esta visita e as conversas que Enver Hoxha realizou com JV Estaline ajudaram o fortalecimento das relações mútuas, tornaram a luta do Partido e do povo Albanês contra o fascismo mais conhecida, e reforçaram a posição e autoridade do Estado albanês na arena internacional. O camarada Enver Hoxha deitou uma coroa de flores no mausoléu de V. I. Lenine em Moscovo em Março de 1949.

 

O camarada Enver Hoxha transportando uma coroa de flores no mausoléu “Vladimir Ilitch Lenine” em Moscovo em Março de 1949

Nos anos 1944-1948, o Partido e o estado Albanês foram confrontados com uma situação de risco devida á actividade anti-Marxista e anti-Albanesa do PCJ e do próprio Tito. Durante os anos da Guerra de Libertação Nacional, Enver Hoxha tinha frequentemente enfrentado e respondido com firme frieza ás insinuações anti-Marxistas e anti-Albanesas dos líderes do Partido jugoslavo, que visavam colocar o Partido Comunista da Albânia e a Guerra de Libertação Nacional Anti-fascista do povo Albanês sob a sua liderança e controle. Após a libertação do país, Enver Hoxha, enquanto consistentemente defendia e aplicava a linha revolucionária do partido com o apoio da esmagadora maioria dele, lutou para evitar as consequências da interferência jugoslava que se tornou cada vez mais intensa, atingindo o seu culminar no 8º Plenário do CC do PCA (Fevereiro de 1948). O objectivo de Tito e dos outros da Federação Jugoslava era trabalhar para minar a unidade do Partido Comunista da Albânia e da sua liderança, para sabotar o desenvolvimento económico do país e para isolar a Albânia na arena internacional, especialmente da União Soviética e dos outros países socialistas. Em colaboração com os elementos recrutados por eles na liderança do PCA, eles dirigiram o seu ataque principal contra Enver Hoxha, que era um obstáculo intransponível para os seus planos e gozava de autoridade absoluta no partido e entre o povo. Enver Hoxha foi o factor decisivo e inspirador da luta do Partido para derrotar essa conspiração perigosa. Ele defendeu a linha do Partido dos ataques e acusações das divisões jugoslavos na Albânia que pretendiam unir a Albânia com a Federação Jugoslava. Nesses momentos-chave da história, Enver Hoxha carregou um pesado fardo sobre os seus ombros.

"O novo Comité Central será recrutado a partir de companheiros que lutam pela causa de Lenine e Estaline!"

 

(

Enver Hoxha –

Relatório do 1º Congresso do PCA –

8 de Novembro de 1948

O 1º Congresso do PCA foi realizado em Tirana de 8 a 22 de Novembro de 1948. Enver Hoxha entregou o relatório sobre o trabalho e a actividade do Comité Central do Partido. O Congresso elegeu Enver Hoxha como Secretário-Geral do Partido. De uma forma sintetizada, o camarada Enver Hoxha fez uma análise profunda da situação da Albânia até á sua ocupação por Itália fascista, das forças políticas na sociedade Albanesa, do movimento comunista na Albânia até á formação do PCA, e da linha que este seguiu durante a Guerra de Libertação Nacional. Em particular, o camarada Enver Hoxha lembrou o perigo da actividade anti-Albanesa e Trotskista dos líderes do PCJ e dos grupos de inimigos ao seu serviço. As orientações fundamentais que o Congresso previu para o desenvolvimento do país e a construção da base do socialismo na Albânia foram baseadas no relatório entregue por Enver Hoxha.

"O novo Comité Central será recrutado a partir de companheiros que lutam pela causa de Lenine e Estaline!" (Enver Hoxha, Selected Works, vol. II, página 124, traduzido da versão em Inglês)

Todas as actividades teóricas e práticas de Enver Hoxha como líder e organizador durante os anos 1950 estão incorporadas nas fundações socialistas estabelecidas naqueles anos na indústria, agricultura e cultura, nas mudanças radicais no mundo espiritual do nosso povo.

 

Enver Hoxha com os eleitores da zona eleitoral 108 em Tirana - 1950

Especialmente após a liquidação das devastações da guerra, o programa do Partido para a construção da base económica do socialismo começou a ser materializado. O desafio heróico, que o povo Albanês enfrentou depois de séculos de atraso começou com os primeiros projectos industriais e agrícolas e com os avanços na educação e cultura naqueles anos.

 

 

No combinado têxtil “Estaline” – um dos primeiros projectos da indústria Albanesa -

Novembro de 1951


Em cada passo em frente que a pátria dava no caminho do progresso, em cada novo projecto, em cada nova concretização na economia e na cultura, o pensamento e actividade de Enver Hoxha estavam presentes.

 

 


Enver Hoxha entregou o relatório ao 2º Congresso do PTA (o "Partido do Trabalho", assim ele foi renomeado no primeiro Congresso do PCA).


No 2º Congresso do PTA (31 de Março - 7 de Abril de 1952), o programa para o desenvolvimento da economia socialista foi mais elaborado. O relatório de Enver Hoxha e as decisões do Congresso colocaram especial ênfase sobre a aceleração da industrialização do país, a fim de garantir o rápido desenvolvimento das forças produtivas. O 1º plano quinquenal que foi aprovado no Congresso serviu este propósito. Nos anos seguintes, a liderança do camarada Enver Hoxha trouxe o fortalecimento da economia socialista e a construção de uma série de projectos da indústria pesada e ligeira. O 2º Congresso do PTA foi imbuído do espírito de Estaline.

 

 

Postal expressando a profunda amizade entre a Albânia socialista e a União Soviética de Lenine e de Estaline

 

No dia 5 de Março de 1953, os comunistas e o proletariado mundial e todos os povos sofreram uma grave perda. J. V. Estaline morreu.

Enver Hoxha discursou na sessão comemorativa no dia do funeral de J.V. Estaline a 8 de Março de 1953. Enver Hoxha e Hysni Kapo, em nome do CC do PTA prestaram homenagem no monumento a Estaline em Tirana. O Partido e todo o povo Albanês, que tinham visto em JV Estaline um líder revolucionário excelente, inflexível perante o imperialismo e a reacção, um glorioso defensor da causa da revolução e dos povos, um grande e sincero amigo do Partido e do povo Albanês, recebeu a notícia com tristeza. Nos anos seguintes, Enver Hoxha defendeu JV Estaline e o seu trabalho com firmeza e coragem. Para o Partido do Trabalho da Albânia e para o camarada Enver Hoxha, a defesa de JV Estaline era a defesa da causa do Marxismo-Leninismo e da revolução á qual Estaline permaneceu leal.

 

 

Enver Hoxha falando no encontro em memória de Estaline – 8/3/1953

 

 

Concentração em Tirana por ocasião da morte de Estaline - 8/3/1953


 


Enver Hoxha - 1954

 

 

 

Enver Hoxha

Obras Escolhidas

(em língua Inglesa)

Volume II

1948 – 1960

 

Enver Hoxha - 1955

 

 

Enver Hoxha – relatório ao 3º Congresso do PTA em 1956

 

Enver Hoxha - 1957

 

Enver Hoxha - 1958

 

 

Enver Hoxha 1959

 

 

 

Enver Hoxha

Obras Escolhidas

(em língua Inglesa)

VOLUME III

Junho de 1960 – Outubro de 1965

 

 

 

 

 

A luta contra o revisionismo moderno após a morte de Estaline

 

Enver Hoxha – 1960 – discurso histórico em Moscovo

 

Depois da morte de Estaline, Enver Hoxha tornou-se no seu melhor discípulo. Ninguém como Enver Hoxha defendeu, continuou e enriqueceu o legado Bolchevique do camarada Estaline. A Albânia Socialista com Enver Hoxha á cabeça foi consideravelmente o resultado da aprendizagem com os ensinamentos do camarada Estaline. Lenine e Estaline construíram a União Soviética e Enver Hoxha continuou o seu trabalho na Albânia, seguindo os passos de Lenine e de Estaline.

Hoje. Nós procedemos dos cinco Clássicos: Marx, Engels, Lenine, Estaline e Enver Hoxha. Enver Hoxha defendeu o camarada Estaline em primeira linha contra os Krushchevistas, porém também contra os Titistas, os Euro-"comunistas", contra os Maoistas e revisionistas Chineses, contra os Trotskistas e todos os outros ramos de oportunismo e de revisionismo, incluídos aqueles que confessam demagogicamente com os lábios o seu "amor" para com Estaline, mas que acabam por ser os seus inimigos em actos.

 

"Com Estaline"

 

Na sua obra "Com Estaline", o camarada Enver Hoxha desaprovou as calúnias revisionistas e realçou a grande figura e obra revolucionária do camarada Estaline. Enver Hoxha ensinou-nos a nós, Marxistas-Leninistas, que a defesa do Marxismo-Leninismo não é possível sem a defesa do camarada Estaline. A luta contra o revisionismo não é possível sem a luta pela defesa de Estaline. A re-conquista do socialismo na Rússia não é possível sem a defesa do camarada Estaline. Estas são afirmações de carácter. O camarada Enver Hoxha levou estas palavras ao povo Soviético por ocasião do centenário do nascimento de Estaline, e ainda hoje este é o apelo para seguir a linha da renovação da revolução de Outubro na Rússia no espírito de Lenine e Estaline:

Eu, como militante do Partido, como um dos seus líderes a quem o partido tem honrado enviando-me várias vezes para atender o camarada Estaline, para conversar com ele sobre os nossos problemas, a nossa situação e buscar o seu conselho e ajuda, tentei registar as minhas lembranças dessas reuniões, no momento certo, como eu senti e vi o comportamento de Estaline para com o representante de um partido pequeno e de um povo como o nosso. Ao fazer com que estas memórias simples estejam disponíveis para publicação, estou imbuído do desejo de ajudar os comunistas, os povos e os jovens se familiarizarem com a figura desse homem grande e imortal. Neste glorioso aniversário, eu me curvo com devoção e lealdade ao partido e ao povo que me deram à luz, me criaram e me temperaram, e a José Estaline, que me deu esses conselhos valiosos para a felicidade do meu povo e memórias indeléveis que permaneceram no meu coração e mente.

Para nós, Marxistas-Leninistas, e para os inúmeros simpatizantes com os elevados ideais da classe trabalhadora em todo o mundo, este centenário deve servir para fortalecer a unidade de combate das nossas fileiras.

Agora, a comemoração deste grande jubileu do nascimento de Estaline é o momento para uma profunda reflexão por pessoas honestas em todos os lugares do mundo para encontrar o caminho correcto, para dissipar a partir de suas mentes a névoa criada pela burguesia capitalista e pela burguesia revisionista com o objectivo de paralisar a unidade revolucionária e o pensamento revolucionário das massas. Apenas o pensamento e as acções revolucionárias levarão os homens de boa vontade, os homens do povo pelo caminho da sua fuga ao jugo do capital. Em comemoração de Estaline e do centenário do seu nascimento, nós, Marxistas-Leninistas não podemos deixar de nos dirigir directamente para os povos da União Soviética para lhes dizer da maneira mais franca e sincera:

Vocês, que lutaram e triunfaram sobre os inimigos mais perigosos da humanidade com o nome de Estaline em seus lábios, o que vão vocês fazer, vão ficar em silêncio por ocasião do grande jubileu? Uma vez que eles não podem esconder o nome e o brilhante trabalho de Estaline, os revisionistas Krushchevistas, que não deixaram nada por dizer contra ele, podem escrever algumas poucas palavras débeis sobre ele. Mas cabe-vos a vocês, que realizaram a Grande Revolução de Outubro, lembrarem-se do vosso brilhante líder com profundo respeito. Vocês devem destruir o regime ditatorial fascista que está escondido por trás de slogans enganosos. Vocês devem saber que aqueles que vos governam são fascistas, chauvinistas e imperialistas. Eles estão preparando vocês como bucha de canhão para a guerra imperialista feroz, para matar os povos e queimar e devastar países que tinham grandes esperanças na pátria de Lenine e Estaline. Isto não é o que os povos do mundo querem que vocês sejam. Se vocês continuam assim, eles não podem mais respeitar-vos, mas vão odiar-vos. Os povos do mundo odeiam o vosso presente curso contra-revolucionário, pois as armas atómicas que estão produzindo, os desfiles na Praça Vermelha e as manobras militares que estão organizando, tornaram-se numa ameaça para os povos e para a sua liberdade, tal como as do imperialismo Norte-Americano e do capitalismo mundial. As armas e o exército da União Soviética já não estão nas mãos dos povos Soviéticos e não servem a libertação do proletariado mundial. Pelo contrário, eles têm a intenção de oprimir os outros povos. Vocês devem entender e perceber que os inimigos há muito que vos afastam do caminho da revolução. Os revisionistas Krushchevistas estão buscando despertar em você sentimentos de superioridade e dominação sobre os outros. Eles afirmam que eles estão usando a sua grande força alegadamente para combater o imperialismo Norte-Americano e o capitalismo mundial, mas isso é falso. Os vossos governantes estão em contradição e aliança com o imperialismo americano e o capitalismo mundial, e não se movem pelos interesses da revolução, mas sim por causa das suas ambições imperialistas e ganância pela divisão de esferas de influência e dominação sobre os povos. Os povos do mundo estão preocupados se vocês, os filhos, netos e bisnetos daqueles gloriosos combatentes que realizaram a Grande Revolução Socialista de Outubro, vocês, os proletários Soviéticos, agricultores colectivos, militares e intelectuais, vão proceder nesse hostil curso para com os povos, ao qual vos levaram aqueles que vos governam, ou vão regressar e lutar no caminho revolucionário, com os nomes de Lenine e Estaline nos seus lábios. A esperança e o desejo do mundo é que vocês tomem a estrada da revolução e marchem para a frente, gritando como os vossos antepassados: “Za Lenina”, “Za Stalina”, pelo socialismo genuíno e contra o imperialismo, social-imperialismo e o revisionismo. A liderança traidora não vos informa correctamente sobre os sofrimentos de outros povos que estão sendo mortos nas ruas em manifestações contra os capitalistas e os imperialistas sedentos de sangue.

Eles não dizem a verdade sobre o porquê de as pessoas no Irão, sedentas de liberdade e independência, se revoltaram e derrubaram o Xá tirânico, a ferramenta dos imperialistas Norte-Americanos. A camarilha revisionista Khrushchevista mantém-vos no escuro sobre os sofrimentos dos povos Árabes, dos povos do continente Americano e de todos os continentes do mundo, porque é o imperialismo e os seus dirigentes traidores que infligem estes sofrimentos sobre eles. Eles não dizem nada sobre como eles oprimem os povos da África usando os seus homens e os seus vassalos, vocês não sabem sobre as intrigas dos novos czares do Kremlin que chocam o mundo, você não sabem que os amigos da vossa liderança a quem Nikita Khrushchev e os seus seguidores, dirigidos por Brejnev, abriram o caminho da traição, estão a fazer causa comum com os capitalistas em detrimento da classe trabalhadora e dos interesses dos povos. Vocês não sabem muitas coisas sobre os sofrimentos e perseguições de pessoas honestas no vosso país, porque a presente quadrilha que vos oprime está em silêncio sobre tais coisas. Vocês devem saber que os povos se têm erguido em revolução, que estão lutando heroicamente, enquanto vocês, que constituem uma grande força, permitem que os vossos líderes traidores vos oprimam e iludam. Um grupo de senhores transformou o vosso país numa potência social-imperialista. O caminho para a salvação é o da revolução que Marx, Engels, Lenine e Estaline nos ensinaram. Os Brezhnevs, Kosygins, Ustinov e Yakubovskys, como os Solzhenitsyns e Sakharovs, são contra-revolucionários e, como tal, devem ser derrubados e liquidados. Vocês são uma grande potência, mas vocês devem reconquistar a confiança do proletariado mundial, a confiança dos povos do mundo, a grande confiança que Lenine e Estaline criaram através do trabalho e da luta. Vocês devem reflectir profundamente sobre o vosso futuro e o da humanidade. Chegou a hora para vocês regressarem àquilo que eram quando Lenine e Estaline estavam vivos e participavam gloriosamente na revolução proletária. Portanto, vocês não devem permanecer sob o jugo dos inimigos da revolução e dos povos, os inimigos da liberdade e da independência dos Estados. Vocês nunca devem permitir tornar-se instrumentos de um imperialismo que está tentando escravizar os povos usando o Leninismo como uma máscara. Se vocês seguirem o caminho da revolução e do Marxismo-Leninismo, se vocês se ligarem estreitamente com o proletariado mundial, então o imperialismo americano e o capitalismo decadente, em geral, vai ser agitado nos seus próprios fundamentos, a face do mundo será mudada e o socialismo triunfará. Vocês, os povos Soviéticos, os trabalhadores Soviéticos, agricultores colectivos e soldados, têm grandes responsabilidades e deveres para com a humanidade. Vocês podem desempenhar essas funções com honra, recusando-se a tolerar o domínio da facção bárbara que agora prevalece sobre o Partido Bolchevique outrora glorioso de Lenine e Estaline e sobre vocês. No vosso país, o partido não é mais um partido Marxista-Leninista. Vocês devem construir um novo partido de tipo Leninista-Estalinista através da luta. É preciso compreender que a União Soviética já não é uma união dos povos pela liberdade, em plena harmonia com os outros. Foi o Bolchevismo que conseguiu criar a unidade fraternal dos povos da União Soviética. O revisionismo tem feito o oposto: ele dividiu os povos do país, tem despertado o chauvinismo em cada república, incitou a hostilidade entre eles, tem despertado o ódio de outros povos contra os Russos, que eram a vanguarda da revolução sob a liderança de Lenine e Estaline. Vocês vão continuar a ser oprimidos? Vocês vão continuar permitindo o aprofundamento do processo de degeneração burguesa em todos os campos da vida no vosso país, como os revisionistas estão fazendo? Vocês vão aceitar o jugo de um novo capital, sob o manto de um falso socialismo? Nós, povo e comunistas Albaneses, como todos os comunistas e povos amantes da liberdade do mundo, venerámos a verdadeira União Soviética socialista do tempo de Lenine e Estaline. Nós resolutamente seguimos o caminho de Lenine e Estaline e temos fé na grande força revolucionária dos povos Soviéticos, no proletariado Soviético, que se expressa de forma gradual, através de lutas e sacrifícios, e que irá esmagar o social-imperialismo Soviético nos seus próprios fundamentos.

A revolução e os sacrifícios que vocês vão fazer não vão enfraquecer o vosso país, mas vão fazer reviver o verdadeiro socialismo na União Soviética. Eles vão derrubar a ditadura social-imperialista e a União Soviética vai surgir mais forte do que nunca. Nesta missão gloriosa, vocês vão ter o apoio de todos os povos do mundo e do proletariado mundial. A força das ideias do socialismo e do comunismo é baseada nesta derrubada revolucionária e não nas palavras vazias e hipócritas das acções da facção dominante. Somente desta forma, continuando neste curso, é que os verdadeiros comunistas, os Marxistas-Leninistas em todo o mundo, serão capazes de derrotar o imperialismo e o capitalismo mundial. Eles vão ajudar os povos do mundo a libertarem-se, um após o outro, eles vão ajudar a grande China a definir-se no caminho para o socialismo e a não se tornar uma superpotência que pretende governar o mundo, transformando-se num terceiro parceiro nas guerras predatórias que o imperialismo Norte-Americano, o social-imperialismo Soviético e a camarilha de Hua Kuo-feng e Teng Hsiao-ping, que domina a China no momento, estão a preparar.

Neste glorioso jubileu, nós comunistas Albaneses, como alunos leais de Lenine e Estaline e soldados da revolução, convidamo-vos a pensar sobre estes problemas, vitais para vocês e para o mundo porque nós somos os seus irmãos, os seus companheiros na causa do revolução proletária e da libertação dos povos. Se vocês seguirem o caminho da predatória guerra imperialista que os vossos líderes renegados que estão a seguir, então, sem dúvida, permaneceremos inimigos do vosso sistema e das suas acções contra-revolucionárias. Isto é tão claro como a luz do dia. Não pode ser de outra forma. Quando estamos convencidos de que estamos agindo correctamente, nós, comunistas Albaneses, estamos vinculados ao nosso povo, como a carne ao osso, e não nos dobramos nem sequer perante a mais feroz tempestade. E estamos convencidos de que vamos resistir a qualquer tempestade, assim como o Partido Bolchevique e o Poder Soviético fizeram, assim como os grandes capitães da revolução, Lenine e Estaline, resistiram."

(Enver Hoxha, With Stalin, memórias por ocasião do centenário do nascimento do grande Marxista-Leninista José Estaline, traduzido da versão em Inglês)


O revisionismo moderno foi o primeiro a subir ao poder já em vida de J. Estaline – dirigiu-se contra Estaline, contra a União Soviética, contra os países que começaram a seguir o caminho de Lenine e Estaline, contra o proletariado mundial e a sua revolução mundial, contra a luta anti-imperialista de libertação nacional, contra o comunismo e o Marxismo-Leninismo. Foi o mérito internacionalista histórico do camarada Enver Hoxha lutar com sucesso contra os Titoistas. Enver Hoxha concluiu o que Estaline começou: ele expôs, desmascarou e liquidou o Titoismo como um ramo perigoso do revisionismo moderno dentro do movimento comunista internacional e dentro da sua terra natal, a Albânia socialista. Foi também o mérito histórico do camarada Enver Hoxha desenhar uma linha de demarcação entre os princípios do Marxismo-Leninismo e do Titoismo expondo e desmascarando todas as correntes revisionistas em todo o mundo cuja atitude em relação á Jugoslávia de Tito se desenvolveu a partir da reconciliação para a simpatia. Foi particularmente o apoio ao revisionismo de Tito, foi particularmente a "questão da Jugoslávia" (socialista ou não?), que dividiu o Movimento Mundial Marxista-Leninista com Enver Hoxha á cabeça no lado correcto e as correntes internacionais do revisionismo moderno, por outro lado (inclusive a corrente Trotskista Jugoslava).

O carácter dos inimigos de classe Jugoslavos era muito claro para Enver Hoxha. Por exemplo, o ponto de vista amigável dos Maoistas e de todos os outros como os Kim Il Sungistas, Roménia, Bulgária, etc. para com a Jugoslávia Titoista ajudou a analisar todos os diferentes ramos revisionistas em todo o mundo, especialmente a linha vacilante dos dirigentes revisionistas Chineses com Mao á cabeça.

"Como é sabido, em 1960, nós saímos abertamente contra a traição Khrushchevista, e após esta intensificámos a nossa luta de princípios contra ela, da mesma forma que tínhamos feito contra a corrente Titoista a partir de 1948. Neste período, parecia que o PC da China estava ombro a ombro connosco nesta luta contra essas duas correntes do revisionismo moderno. Neste período, também, havia pessoas que diziam que tínhamos entrado nesta luta porque era isso que Pequim estava fazendo (!). Isto foi-nos dito por Mao Zedong, e desta vez essas vozes vieram não só de Belgrado, mas também a partir de Moscovo! Tais acusações apenas nos fizeram sorrir e continuar com o nosso trabalho. Nós já estávamos bem conscientes de que tais coisas não foram ditas porque os acusadores não conheciam bem o Partido do Trabalho da Albânia. Não, estes eram os uivos de um lobo que, mesmo quando mortalmente ferido, tenta ameaçar e assustar a sua presa. Os revisionistas Titoistas e Krushchevistas estavam tentando obscurecer a verdade com fumaça e neblina para infligirem o dano que pudessem sobre a imagem do nosso Partido.

O tempo estava prestes a provar mais uma vez que nos tínhamos comprometido com a luta contra o revisionismo não a partir do ditado de Pequim ou de Mao Zedong, mas como sempre, a partir do supremo ditame do Marxismo-Leninismo. Sob as ordens e em favor da nossa ideologia, ou seja, em defesa da teoria e prática da revolução contra os ataques que os revisionistas modernos estavam fazendo sobre ela, o nosso Partido heróico tinha travado, estava travando e continuará a empreender a sua própria luta de princípios. Chegou o dia veio no qual quando Mao Tsé-tung deixou a luta contra o revisionismo Jugoslavo, mas nós continuámos a travá-la como antes. Deve ser dito que, desta vez, também, através da porta aberta da luta contra o revisionismo Soviético e Jugoslava, tivemos a oportunidade de atacar os pontos de vista e as distorções que o Partido Comunista da China e o seu líder demente Mao Zedong faziam do Marxismo -Leninismo. No entanto, como já provámos numa série de materiais, especialmente em “Reflexões sobre a China”, a causa da traição do PC da China não reside tanto na senilidade de Mao, na sua velhice ou na senilidade de outros velhos em Pequim. Não, eles tinham sido revisionistas, de facto revisionistas puros, desde a sua juventude, mas adoptaram frases supostamente Maxistas-Leninistas em determinados períodos (especialmente em 1960), a fim de esconderem os seus objectivos de longo alcance, contra-revolucionários e anti-Marxistas. Quando, finalmente, eles estavam convencidos de que as suas manobras “Marxistas” não os estavam a levar onde eles pretendiam, jogaram fora o manto de “Marxistas-Leninistas” e emergiram como eles eram na realidade – Titoistas, Eurocomunistas e Krushchevistas inveterados. Os eventos desenvolveram-se rapidamente e, quando a liderança de Pequim caiu de joelhos perante o renegado de Belgrado, nós não só não fizemos como Mao e Zhou Enlai fizeram e como eles nos mandaram, mas, pelo contrário, não hesitámos em levantar-nos imediatamente para o ataque contra esta outra variante do revisionismo moderno – a variante Chinesa, o “Pensamento Mao Zedong”! Estes e outros argumentos provam completamente que na luta contra os renegados de Belgrado, assim como contra todas as outras correntes revisionistas, não procedemos devido a qualquer factor externo, nunca agimos cegamente e que não fomos influenciados. Convencidos desde o início que estávamos travando uma luta justa, conscientes de que estávamos realizando o nosso dever como um partido Marxista-Leninista, nós avançámos com esta luta transformando todo este processo, não só num dos mais gloriosos capítulos da história do nosso partido, mas também numa grande escola de formação e têmpera revolucionária, numa universidade sem precedentes para o conhecimento profundo e assimilação do Marxismo-Leninismo." (página 577)

"Em nenhum momento nós caímos nessa abismo em que os Krushchevistas e, mais tarde, os Maoistas nos queriam enfiar. (...) No que diz respeito às coisas que ocorreram na Internacional Comunista e no movimento dos trabalhadores nas últimas três ou quatro décadas (especialmente depois da traição Khrushchevista) o grande mérito histórico pertence ao Partido do Trabalho da Albânia, que de todos os partidos no poder é o único que não só não foi enganado e nunca em nenhum momento deixou a luta contra o revisionismo Jugoslavo, mas que também fez uma análise profunda sobre o Titoismo ou, mais precisamente, realizou uma autópsia completa sobre ele." (página 578) "Orgulhosos da contribuição que demos para a exposição desta variante do revisionismo, e convictos e conscientes da necessidade de intensificar a luta contra ele, vamos continuar neste curso, no futuro, também, ombro a ombro com os outro partidos Marxistas-Leninistas. Nós não nos reconciliámos e nunca nos vamos reconciliar com o Titoismo nem com as outras variantes do revisionismo moderno." (página 579)

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Enver Hoxha criou o anti-Titoismo como uma pedra de toque da defesa do Marxismo-Leninismo. Nas suas memórias sobre os "Titoistas", Enver Hoxha descreveu a experiência histórica da sua luta contra os Titoistas. Este livro foi publicado em 1983 – apenas dois anos antes da sua morte. O livro foi escrito nos anos 1981 e 1982 e abrange observações históricas, memórias e análises profundas sobre a história das relações entre o PCJ e o PTA, entre a Jugoslávia e a Albânia, entre um país revisionista e um país socialista – desde o início em 1941 até á ruptura final com Tito e os Titoistas. Enver Hoxha considerou a luta anti-Titoista como um imperativo histórico do Movimento Mundial Marxista-Leninista na luta contra o revisionismo.

"O revisionismo Jugoslavo, a primeira corrente que representou o revisionismo no poder, surgiu num momento chave na luta entre o socialismo e o imperialismo. Desde o início, o imperialismo Americano e toda a reacção mundial viram no Titoismo o curso, a ideologia e a política que levou à degeneração dos partidos comunistas dos países socialistas, à divisão e destruição da unidade do movimento comunista internacional e ao sabotar da revolução e das guerras de libertação nacional. Por esta razão, o imperialismo e a reacção apoiaram os renegados de Belgrado com todas as suas forças e meios, mantiveram-nos vivos e deram-lhes a directiva que, mantendo certas aparências socialistas, eles devem servir como um meio para a destruição dos outros. Tito aceitou esta missão com plena consciência e transformou o partido e o estado Jugoslavo numa agência do imperialismo. Confrontado com este mal, os nossos partidos comunistas não podiam e nunca deveriam ficar indiferentes. Em particular, era urgente que os partidos dos países então socialistas não descansassem sobre os louros e pensassem tolamente, que, uma vez que eles estavam no poder e que o governo Jugoslavo tinha sido denunciado e permanecia isolado, por isso ele já não representava qualquer perigo. Não, a incansável luta de classes, a luta pela aplicação e defesa da pureza do Marxismo-Leninismo, pela têmpera de cada comunista e de todo o partido com a ideologia revolucionária era uma necessidade sine qua non para todos os partidos a fim de evitar que o que aconteceu na Jugoslávia fosse repetido em qualquer outro lugar." (página 569)

"A criatura de Tito – a auto-administração Jugoslava do "socialismo específico" foi totalmente engolida pela crise mais grave da sua história e está agora numa situação muito grave e sem saída. O sistema Jugoslavo foi reduzido àquilo que é e o desenvolvimento dos eventos tem derrubado todas as máscaras e dissipado todas as ilusões. As aparências externas, as pomposas propagandas enganosas de “bem-estar como não pode ser encontrado em nenhum outro lugar” (!), de uma “Jugoslávia da liberdade e da abundância” (!) deram lugar à crise total, á pobreza e ao crescente desemprego e inflação galopante, aumentando a escassez até mesmo dos bens mais essenciais e dos artigos de amplo consumo, etc.

Assim como fizeram com Tito no seu último suspiro, os imperialistas e social-imperialistas estão fazendo o máximo para dar ao sistema Jugoslavo um novo sopro de vida, para mantê-lo viva, embora este sistema esteja totalmente gangrenado. Não há transfusão de sangue, seja de Washington, Moscovo ou de qualquer banco ou fundo internacional, que possa salvá-lo. Este é o fim lógico de toda a teoria e prática revisionista. Os credores imperialistas e social-imperialistas pegam no dinheiro dos seus cofres, não porque eles queiram ajudar os povos da Jugoslávia a saírem da sua miséria, mas porque eles querem proteger os seus interesses políticos e económicos na Jugoslávia para expandirem ou consolidarem os seus domínios. Tito já há muito tempo se vendeu em troca dos créditos que recebeu deles. Mas, se por um período de tempo parecia que a Jugoslávia ia ganhar este jogo perigoso, agora chegou o momento de a Jugoslávia se colocar em leilão para os imperialistas e social-imperialistas. Um mutuário de primeira classe, abalada até aos alicerces em todos os aspectos, sem perspectivas claras, sem meios nem forças necessárias para encontrar o caminho da salvação – assim se encontra a actual Jugoslávia Titoista auto-administrativa. Não podemos assistir sem preocupação a esta situação extremamente grave e perigosa, não só para os povos irmãos da Jugoslávia, mas também para a paz e a segurança na região dos Balcãs e além dos Balcãs. Nós nunca desejámos mal àqueles povos mal, pelo contrário, nós sempre fomos pelas boas relações de vizinhança com eles.” (página 632)

Na década de 1950, o Partido do Trabalho da Albânia, que se tinha mobilizado para levar adiante o desenvolvimento e fortalecimento do país, teve que enfrentar um perigoso e poderoso inimigo, o revisionismo Khrushchevista, que tomou o poder na União Soviética após a morte de Estaline. Enver Hoxha acompanhou o processo da evolução revisionista na União Soviética com atenção e preocupação. De 1953 a 1960, ele teve reuniões e participou em reuniões conjuntas com os líderes Soviéticos e com os líderes de outros partidos comunistas e operários. A partir dessas reuniões, bem como das suas acções políticas concretas, ele alcançou o seu juízo sobre a natureza anti-Marxista do Krushchevismo. Desde os primeiros passos de ataque frontal de Khrushchev ao Marxismo-Leninismo e ao sistema socialista, o camarada Enver Hoxha, saiu contra os seus conceitos e posições. As suas tácticas sábias tinham em conta os interesses do movimento comunista internacional e do campo socialista, os interesses do Marxismo-Leninismo e da revolução. Em 1976, Enver Hoxha escreveu o livro "Os Krushchevistas" que foi publicado em 1980. Este trabalho (memórias) é outra prova da luta de princípios do PTA contra o revisionismo e pela defesa do Marxismo-Leninismo. As memórias de Enver Hoxha dizem respeito ao período de 1953-1961 – a partir da morte de Estaline até ao ponto final da relação com os Soviéticos. Enver Hoxha escreveu acerca das visitas, contactos, encontros e relações com os outros partidos e países bem como as suas impressões nesse período. Para dar apenas um resumo, vamos citar apenas os títulos de todos os seus 13 capítulos:

"Desde o tempo em que os Krushchevistas tomaram o poder até ao momento em que saímos em confronto aberto com eles, as relações do Partido do Trabalho da Albânia com o Partido Comunista da União Soviética passaram por um processo complicado, com ziguezagues, com períodos de exacerbação e períodos de normalização temporária. Este foi o processo de cada um conhecer o outro através de encontros no decorrer da luta e do confronto permanente de pontos de vista. Após os golpistas revisionistas Krushchevistas chegarem ao poder, o nosso Partido, baseando-se nos acontecimentos que estavam ocorrendo ali, em certas atitudes e acções que eram mal definidas no início, mas que, passo a passo, foram tornando-se mais concretas, começámos a sentir o grande perigo dessa camarilha de renegados, que se escondeu atrás de uma ensurdecedora demagogia pseudo-Marxista e entendemos que este bando se estava tornando uma grande ameaça tanto para a causa da revolução e do socialismo como para o nosso país.”

"Estaline morre. No dia seguinte, o topo da liderança Soviética divide as carteiras. Khrushchev sobe os degraus do poder. A desilusão do primeiro encontro com os «novos» líderes Soviéticos em Junho de 1953. Crítica mal-intencionada de Mikoyan e Bulganin. O fim do reinado de curta duração de Beria. O encontro com Khrushchev, em Junho de 1954: “Vocês ajudou na denúncia de Beria». Palestra “teórica” de Khrushchev sobre o papel do primeiro-secretário do partido e do primeiro-ministro. A máfia revisionista lança a sua teia de aranha dentro e fora da União Soviética."
"As raízes da tragédia da União Soviética. As fases pelas quais passa Khrushchev para tomar o poder político e ideológico. A casta Khrushchevista corrói a espada da revolução. O que está por trás de Khrushchev e da «liderança colectiva». Khrushchev e Mikoyan – o chefe da conspiração contra-revolucionária. A brisa do liberalismo está soprando na União Soviética. Khrushchev e Voroshilov falam abertamente contra Estaline. Khrushchev constrói o seu próprio culto. Os inimigos da revolução são proclamados «heróis» e «vítimas»."

"Mikoyan, um vendedor ambulante cosmopolita e inveterado anti-Albanês. Conversas difíceis em Junho de 1953 em matéria económica - os líderes Soviéticos negoceiem sobre a ajuda para a Albânia. Khrushchev «aconselha»: "Vocês não precisam de indústria pesada», «Vamos fornecer-lhe óleo e metais», «Não se preocupem com o pão integral, vamos fornecê-lo com tudo que vocês quiserem”... Brigas com Mikoyan. Descontentamento no Comecon por parte dos chefes revisionistas. Ochab, Dej, Ulbricht. Em Junho de 1956, o Comecon consulta em Moscovo a Khrushchev: «...devemos fazer o que Hitler fez.» Conversas com Khrushchev. Os seus «conselhos»: “A Albânia deve produzir algodão, ovelhas, peixes e frutas cítricas".

"Khrushchev tem os olhos sobre a Jugoslávia. O primeiro sinal do namoro: a carta Soviética de Junho de 1954; Khrushchev culpa o Bureau de Informação pela traição do líder Jugoslavo. Intensa troca de correspondência cordial entre Khrushchev e Tito. Khrushchev decide reabilitar os renegados. A nossa oposição clara: as letras de Maio e Junho de 1955. Conversa com o embaixador Levichkin: «Como podem tais decisões ser tomadas de forma tão leve e unilateral?» Insistente convite para ir para a União Soviética “em férias”l Encontro com Suslov. Telefonema de Mikoyan à meia-noite: "Encontrem-se com Tempo, resolvam os vossos desacordos”. O encontro com SV Tempo.”

"Khrushchev busca hegemonia no movimento comunista mundial. O seu ataque contra o Comintern e o Bureau de Informação. Os Krushchevistas estendem os seus tentáculos para outros partidos. As mortes súbitas de Gottwald e Bierut. Memórias inesquecíveis da reunião com Dimitrov e Kolarov. Relações correctas mas formais com a Roménia. Os zig-zags oportunistas da liderança Romena. Impressões agradáveis ​​da Checoslováquia; vagueando à vontade e visitando locais históricos. Atmosfera sufocante em toda a União Soviética. Os chinovniki cercam-nos em toda parte. As nossas relações com os Alemães orientais."

"O 20º Congresso do PCUS. As teses de Khrushchev – a Carta do revisionismo moderno. O relatório secreto contra Estaline. Togliatti exige o reconhecimento dos seus «méritos». Tito na União Soviética. Molotov é demitido da função de ministro das Relações Exteriores. Tentativa frustrada do "grupo anti-partido». O fim da carreira do marechal Zhukov. Outra vítima das manobras de bastidores dos Krushchevistas: Kirichenko. Maio de 1956: Suslov exige a reabilitação de Koci Xoxe e companhia. Junho de 1956: Tito e Khrushchev estão descontentes connosco. Julho de 1957: Khrushchev organiza um jantar em Moscovo para que nós nos encontremos com Rankovic e Kardelj.”

"Transformar os países socialistas em domínios Russos. Mudanças na liderança Búlgara ditadas por Moscovo. O «Relógio» do Zhivkov é posto a funcionar em Moscovo. O complexo do Danúbio e a “ruptura” dos Romenos com os Soviéticos. A eliminação oficial do Bureau de Informação. As ilusões reformistas dos partidos italianos e francês. Togliatti, o pai do «policentrismo». Encontro inesquecível com dois camaradas franceses amados: Marcel Cachin e Gaston Monmousseau. As vacilações de Maurice Thorez. A destruição da unidade do movimento comunista: um serviço colossal para o imperialismo mundial."

"As nossas relações com o CPC e a RPC até 1956. Convites de China, Coreia e Mongólia. Um evento surpreendente na Coreia: dois membros do Bureau Político fugiram … para a China! Ponomaryov defende os fugitivos. Mikoyan e Peng Dehuzi «afinam» Kim Il Sung. O encontro com Mao Zedong: “Nem os Jugoslavos, nem vocês estão errados», «Estaline cometeu erros», «É preciso cometer erros». Li Lisan no 8º Congresso do CPC: “Peço-lhes que me ajudem, porque eu posso errar de novo.» Decepção e preocupação com o 8 º Congresso do PCC. Reuniões em Pequim com Dej, Yugov, Zhou Enlai e outros. Bodnăraş como intermediário para nos reconciliar com Tito."

"A contra-revolução em acção na Hungria e na Polónia. Matyas Rakosi. Quem cozinhou o «caldo» em Budapeste? Conversa com os líderes Húngaros. Debate com Suslov em Moscovo. Imre Nagy: «auto-crítica». Rakosi cai. A reacção surge à frente. Khrushchev, Tito e Gero na Crimeia. Andropov: «Nós não podemos chamar os insurgentes de contra-revolucionários.» A liderança Soviética está hesitante. O Partido dos Trabalhadores Húngaros está liquidado. Nagy anuncia retirada da Hungria do Pacto de Varsóvia. Parte das manobras de palco: as cartas Tito-Khrushchev. Polónia 1956 - Gomulka no trono. Em retrospecto: Bierut. O programa contra-revolucionário de Gomulka. O que podemos aprender com os acontecimentos de 1956. As conversações em Moscovo em Dezembro de 1956."

"Os Soviéticos “exigem” unidade. A Reunião de Moscovo de 1957. Negociações de Khrushchev para trazer Tito para a reunião. A raiva de Khrushchev é de curta duração. Debate sobre a fórmula: “Chefiados pela União Soviética” Gomulka: “Nós não somos dependentes da União Soviética” Mao Zedong: “O nosso campo deve ter uma cabeça, porque mesmo a cobra tem uma.” Togliatti: "Devemos abrir novas estradas vias, «somos contra um único centro de referência», «nós não queremos usar a tese de Lenine acerca do partido de novo tipo”. Sofisma de Mao: Marxistas a 80 por cento, 70 por cento e 10 por cento”. A Declaração de Moscovo e a reacção Jugoslava. Khrushchev disfarça a sua traição com o nome de Lenine.”

A delegação do nosso partido e governo vai para a União Soviética. Manobras de Khrushchev: a «cenoura» em evidência. O governo Soviético converte os créditos em subvenções. Leningrado: PospyeIov e Kozlov censuram os nossos discursos. «Não devemos mencionar os Jugoslavos.» A nossa conversa oficial com Khrushchev e outros. Khrushchev fica irritado: "Você quer levar-nos de volta ao curso de Estaline”, «Tito e Rankovic são melhores do que Kardelj e Popovic. Tempo é um asno instável.» Um encontro casual com o embaixador Jugoslavo em Moscovo, Micunovic. A visita de Khrushchev á Albânia, em Maio de 1959. Khrushchev e Malinovski pedem-nos bases militares: «Vamos controlar todo o Mediterrâneo a partir do Bósforo ao Gibraltar.» O conselho sobre o extermínio de cães. A Embaixada Soviética em Tirana, um centro do KGB.”

"Fevereiro de 1960: Mikoyan sobre as diferenças Sino-Soviéticas. Agravamento da situação entre Moscovo e Pequim. Kosygin Paya numa «visita» a Mehmet Shehu em Moscovo. O enredo de Bucareste. Hysni Kapo não pestaneja sobre a pressão de Khrushchev. Os Soviéticos definem os seus agentes secretos no movimento e estabelecem o bloqueio para nos matar de fome. A luta na comissão preparatória para o Encontro de Moscovo. A nossa delegação em Moscovo. Atmosfera gelada. Os Gargantuas Soviéticos. Pressão, bajulação e provocações. O marechal Kremlin. Um breve encontro com Andropov. A táctica de Khrushchev: «Não deve haver polémicas.» Os mercenários reagem contra a nossa fala. As últimas conversações com os renegados Krushchevistas.”

"Unidade de aço no Partido e no nosso povo. Os Soviéticos querem ocupar a base de Vlora. Situação de tensão na base. O almirante Kasatonov sai com o rabo entre as pernas. Os inimigos sonham com as mudanças na nossa liderança. O 4º Congresso do PTA. Pospyelov e Andropov em Tirana. Os delegados Gregos e da Checoslováquia obtêm a resposta que merecem as suas provocações. Emissários de Khrushchev em Tirana falham a sua missão. Por que é que eles nos «convidam» a ir a Moscovo novamente?! Ataque público de Khrushchev ao PTA no 22º Congresso do PCUS. Final: em Dezembro de 1961 Khrushchev corta as relações diplomáticas com a República Popular da Albânia."

"Assim, as relações entre a Albânia socialista e a União Soviética revisionista chegaram ao fim. No entanto, a nossa luta contra a actividade traiçoeira e fascista, social-imperialista dos revisionistas Krushchevistas e de Brezhnev não terminou. Temos atacado e vamos continuar a atacá-los até que sejam eliminados da face da terra, até que a luta comum dos povos, revolucionários e Marxistas-Leninistas em todo o mundo triunfe em todos os lugares, incluindo na União Soviética. Um dia, o povo Soviético condenará severamente os Krushchevistas e vai honrar e amar o povo Albanês e o Partido do Trabalho da Albânia, porque eles já nos amaram em tempos melhores, porque o nosso povo e partido lutou com firmeza contra os Krushchevistas, que são nossos inimigos comuns." (Todas as citações retiradas da obra de Enver Hoxha: The Krushchevists, Tirana, 1980, traduzido da versão em Inglês)

Especialmente depois do 20º Congresso do PCUS, o nosso Partido e Enver Hoxha reflectiram pessoalmente e profundamente sobre a mudança contra-revolucionária trazida pela liderança Soviética Khrushchevista. Nesta grave situação, Enver Hoxha, que nunca nem em qualquer momento se submeteu à pressão de Khrushchev para impor o seu curso ao nosso Partido, lutou contra a plataforma revisionista do 20º Congresso e afirmou os princípios fundamentais da teoria Marxista-Leninista. O PTA e Enver Hoxha estavam entre os primeiros a compreender que uma força contra-revolucionária perigosa surgira na União Soviética e declararam-lhe guerra. Os acontecimentos posteriores confirmaram a exactidão das suas posições. A linha seguida pelo Partido do Trabalho da Albânia sob a liderança Enver Hoxha foi decisiva para a defesa do socialismo na Albânia, garantiu a independência do país, elevou a autoridade e o prestígio da Albânia socialista no mundo.

Em Junho de 1955, o Plenário do CC do PTA condenou os elementos hostis Tuk Jakova e Bedri Spahiu..

Estas teses eram aquelas que a equipe Khrushchevista estava preparando para o 20º Congresso do PCUS: para promoverem a extinção da luta de classes, re-exame da linha seguida pelo partido, especialmente a reabilitação dos inimigos que haviam sido condenados por oportunismo e Trotskismo, a mudança da composição do CC do partido e a entrada de elementos condenados na liderança, etc., etc." (página 586)

"A experiência diária do nosso partido em relação aos Jugoslavos tanto antes da ruptura com os Jugoslavos em 1948 como hoje, prova clara e completamente, com muitos factos incontestáveis, que o conteúdo de princípios de todas as resoluções do Cominform em relação à questão Jugoslava foi completamente correcto.” (From the letter of the CC of the PLA to the CC of the CPSU, 25 de Maio de 1955, traduzido da versão em Inglês)

"As teses e decisões revisionistas do 20º Congresso do PCUS tinham acabado de serem publicadas e a liderança Jugoslava julgou que o tempo não deve ser perdido. Na sua opinião, uma acção rápida, secreto e intensivo na Albânia pode perturbar e confundir completamente a situação, caso contrário, “a liderança Estalinista de Enver Hoxha” não poderia ser abalada. Eles começaram a girar os fios da trama." (página 590)

"Chegamos à conclusão correcta de que era a plataforma revisionista do 20º Congresso do PCUS que tinha inspirado e encorajado a liderança Jugoslava e seus agentes nas nossas fileiras a realizarem esta tentativa hostil. Depois do grupo de conspiradores na Conferência Tirana ter sido denunciado, alguns dos seus participantes foram expulsos do partido e alguns outros, aqueles que acabaram por estar em contacto com a embaixada Jugoslava (porque naquela época não tínhamos factos sobre a embaixada Soviética) foram entregues ao tribunal." (página 596)

"De 1948 a 1955, a agência secreta Jugoslava infiltrou e organizou na Albânia 307 gangues de agentes secretos, sabotadores e criminosos que foram todos capturados ou eliminados. Durante o mesmo período os grupos e organizações secretas de agentes estabelecidos e orientados pelo serviço secreto Jugoslavo, em colaboração com os serviços secretos ocidentais, foram descobertos e exterminados no nosso país." (página 584)

"Durante cerca de 40 anos, os revisionistas Jugoslavos falharam nos seus planos e parcelas secretas contra a Albânia, e ainda se recusam a aceitar que o Partido da Albânia socialista não pode ser tomado a partir do exterior, com os exércitos, as pressões e provocações de qualquer natureza, nem a partir de dentro, através dos seus agentes de qualquer calibre que eles têm treinado e mantido em reserva por mais de quarenta anos, ou que tenham emprestado á CIA, ao KGB, ao Serviço de Inteligência ou a qualquer outra agência.

O nosso partido tem travado e sempre travará a luta ideológica contra os revisionistas Jugoslavos porque ele está totalmente familiarizado com as suas características reais como anti-Marxistas, chauvinistas e agentes inveterados do imperialismo. Toda a história das relações entre o nosso partido e a liderança Jugoslava foi e ainda é uma história de implacáveis lutas contra a camarilha Titoista que pretende a subjugação do nosso Partido, a liquidação da independência do nosso país, é a história da heróica resistência do Partido do Trabalho da Albânia e do nosso povo contra os planos diabólicos dessa camarilha e das suas intermináveis ameaças e chantagens." (página 20)

Depois de séculos de lutas contra a escravidão, a opressão e a ignorância, a Albânia, a pátria de um povo que nunca se separou do seu amor pela liberdade nem da sua sede de cultura e progresso, viu a realização do sonho dos dirigentes do nosso Renascimento, dos grandes patriotas: uma universidade Albanesa. Enver Hoxha, liderando o Partido, abriu à nação as portas de esclarecimento, educação e ciência. Em 16 de Setembro de 1957, ele cortou a fita na inauguração da Universidade de Tirana.

 

 

Em Setembro de 1957, Enver Hoxha cortou a fita na inauguração da Universidade de Tirana

 

A actividade de Enver Hoxha como político e diplomata, a sua participação e papel nas relações internacionais do estado Albanês são um aspecto importante da sua grande personalidade. Ele foi durante toda a sua vida de líder comunista não apenas o arquitecto e inspirador da política externa do país, mas um factor revolucionário permanente. Enver Hoxha estava pessoalmente envolvido na aplicação da política externa da Albânia socialista e na realização dos seus objectivos. Após a libertação do país, até ao ano de 1960, Enver Hoxha foi a muitos países do mundo e participou num grande número de reuniões e conferências internacionais. Tanto durante essas viagens e visitas como na Albânia, ele conheceu muitas personalidades estrangeiras, chefes de Estado e de Governo e líderes de partidos políticos e organizações de diferentes países do mundo. Como em toda a actividade de Enver Hoxha no campo das relações internacionais, nestas reuniões e palestras, que eram muitas vezes difíceis e em circunstâncias tensas, ele mostrou a sua rara habilidade como político e diplomata, a sua lógica poderosa e amplo conhecimento dos problemas e a sua determinação na defesa das posições de princípio e de política externa revolucionária. A actividade de Enver Hoxha tem um grande peso na afirmação da dignidade da Albânia na arena internacional, na defesa dos seus interesses vitais e na simpatia que ganhou entre os povos e indivíduos progressistas do mundo. Enver Hoxha participou numa reunião de trabalhadores numa fábrica em Leningrado em Abril de 1957.

No final da década de 1950, as relações entre o PTA e do PCUS tornaram-se tensas. Os acontecimentos contra-revolucionários na Polónia e na Hungria, em 1956, a colaboração do grupo Khrushchevista com Tito, os objectivos e as tentativas brutais dos líderes Soviéticos para imporem a sua linha revisionista contra-revolucionária ao nosso partido foram revelando as suas verdadeiras características. Em Moscovo, em Dezembro de 1956 e Abril de 1957, Enver Hoxha expressou abertamente a Khrushchev e seus colaboradores a oposição de princípio do PTA sobre uma série de problemas importantes do movimento comunista e operário e da situação internacional. Ao longo de todo este período, Enver Hoxha seguia com atenção e preocupação o desenvolvimento da atmosfera sepulcral que estava sendo criada no movimento comunista e no campo socialista ao reflectir sobre as suas causas. No segundo Plenário do CC do PTA (Fevereiro de 1957), o camarada Enver Hoxha tratou de problemas e de acontecimentos no mundo e do movimento comunista internacional, chegando a conclusões que estavam em conflito com as ideias revisionistas do espírito do 20º Congresso do PCUS. Na Assembleia de Moscovo (Novembro de 1957), Enver Hoxha fez um excelente contributo para que o documento aprovado fosse baseado nos princípios revolucionários Marxistas-Leninistas. Depois da visita oficial de Khrushchev à Albânia (Maio de 1959), o abismo tornou-se mais profundo por causa das posições irreconciliáveis ​​de ambos os lados. Na Assembleia de Bucareste, em Junho de 1960, o conflito com os revisionistas Krushchevistas explodiu abertamente. A delegação do PTA guiou-se pelas instruções precisas e contínuas de Enver Hoxha, contra os esforços de Khrushchev para ditar as suas ordens ao campo socialista. Em 16 de Novembro de 1960, o camarada Enver Hoxha fez o seu discurso histórico na Assembleia dos 81 Partidos, em Moscovo, no qual ele fez uma crítica devastadora dos conceitos anti-Marxistas e da actividade do grupo Khrushchevista. Os ataques e as pressões Soviéticas começaram a partir desse momento. A adesão aos princípios revolucionários de Enver Hoxha salvou o partido e o povo da tragédia que os governantes de Moscovo e seus aliados tinham preparado para eles.

 

Discurso histórico do camarada Enver Hoxha no encontro dos 81 partidos comunistas e operários em Moscovo em 16 de Novembro de 1960


No seu discurso na Conferência do comunista dos 81 partidos operários em Moscovo em Novembro de 1960, o camarada Enver Hoxha fez uma análise de conjunto dos principais problemas sobre o movimento comunista internacional e firmemente defendeu o Marxismo-Leninismo. Este discurso é uma das fases mais importantes da luta de princípios que o Partido do Trabalho da Albânia tem travado para expor o revisionismo moderno e consolidar a unidade do movimento comunista e operário internacional.

A batalha do Partido do Trabalho da Albânia travada contra as teses revisionistas da liderança Soviética Khrushchevista começou imediatamente após o XX Congresso do Partido Comunista da União Soviética. Embora esta batalha não fosse travada directa e abertamente no início, o Partido do Trabalho da Albânia tinha dado a conhecer todas as suas reservas e objecções ao Comité Central do Partido Comunista da União Soviética. O Partido do Trabalho da Albânia tentou de todas as formas evitar a divulgação das suas diferenças com o Partido Comunista da União Soviética, pois isto iria colocar armas nas mãos dos inimigos do comunismo. Por outro lado, ainda não estava ciente das verdadeiras intenções de Khrushchev, pois tentou resolver as diferenças através de negociações e consultas num espírito de camaradagem. Apesar de manter uma posição de princípio, ele esforçou-se e esperava fazer os líderes Soviéticos perceberem os seus erros e tomarem o caminho certo.

 

 

(em língua Inglesa)

ENVER HOXHA CONTRA O REVISIONISMO MODERNO

 

As verdadeiras características traiçoeiras dos revisionistas Soviéticos tornaram-se cada vez mais evidentes para o Partido do Trabalho da Albânia. Quanto mais a sua traição foi revelada, mais dura e mais irreconciliável se tornou a batalha do Partido do Trabalho da Albânia contra o revisionismo Khrushchevista a fim de o denunciar e esmagar completamente.

Na reunião de Bucareste em Junho de 1960, o Partido do Trabalho da Albânia saiu a céu aberto em defesa dos princípios Marxistas-Leninistas e gritou “Halt!” aos revisionistas Krushchevistas que tentaram organizar um complot perigoso contra o Partido Comunista da China e contra todo o movimento comunista internacional.

Após a reunião de Bucareste, os líderes revisionistas Soviéticos lançaram um ataque selvagem contra o Partido do Trabalho da Albânia a fim de forçá-lo a abandonar a sua linha revolucionária. Sob essas condições, o Partido do Trabalho da Albânia ficou mais profundamente convencido de que a sua posição de princípio sobre todas as questões básicas do movimento comunista internacional deve ser mantida com a máxima coragem e determinação. Ele fez isto mesmo na Conferência de Novembro de 1960 em Moscovo.

No seu discurso na Conferência, o camarada Enver Hoxha, abertamente, com franqueza e com coragem Marxista-Leninista, apresentou os pontos de vista de princípios do Partido do Trabalho da Albânia sobre as principais questões do movimento comunista internacional e criticou o grupo revisionista de Khrushchev tanto pelos seus erróneos pontos de vista e acções anti-Marxistas como pela sua interferência brutal nos assuntos internos do Partido do Trabalho da Albânia e pelos ataques selvagens que tinha lançado contra ele.

O Partido do Trabalho da Albânia lançou esta crítica contra os líderes Soviéticos a fim de salvaguardar a unidade do movimento comunista internacional e do campo socialista, porque a unidade não pode ser preservada sem expor as falhas e manifestações estranhas, sem as condenar abertamente e sem as corrigir segundo linhas Marxistas-Leninistas.

Na reunião de Moscovo, os Krushchevistas fizeram o máximo para refutar as críticas contra as suas teses revisionistas e actos de divisão. A tentativa foi em vão.

Seguindo a posição do Partido do Trabalho da Albânia sobre todos os problemas do movimento comunista internacional, e após o discurso da delegação Chinesa, os representantes de todos os partidos participantes na reunião foram obrigados a expressar a sua atitude uma forma ou de outra. Perante esta situação, os revisionistas tentaram afastar a atenção dos participantes na reunião de questões de princípios e transformar o encontro numa plataforma de ataques ferozes contra o Partido do Trabalho da Albânia e o Partido Comunista da China. Mas esta tentativa também fracassou. A princípio, a posição internacionalista do Partido do Trabalho da Albânia em defesa do Marxismo-Leninismo e da unidade do movimento comunista internacional foi apoiada pelo Partido Comunista da China e pelas delegações de vários outros partidos. Os revisionistas Krushchevistas foram obrigados a recuar.

O discurso do camarada Enver Hoxha foi um importante contributo para o êxito da Conferência de Moscovo. Graças à batalha travada pelo Partido Comunista da China, pelo Partido do Trabalho da Albânia e por alguns outros partidos, a Conferência aprovou a Declaração de Moscovo. Incluída na declaração estavam conclusões incorrectas e teses erróneas. Sobre essas análises e teses, o Partido do Trabalho da Albânia também tinha visões muito contrárias que também tinha manifestado abertamente na Conferência. A delegação do Partido do Trabalho da Albânia assinou a Declaração considerando o seu conteúdo correcto em geral. Ao fazer concessões sobre questões parciais para o bem da unidade, o Partido do Trabalho da Albânia não fez concessões de qualquer natureza sobre as principais questões que estavam conectadas com os princípios básicos do Marxismo-Leninismo. O Partido do Trabalho da Albânia era da opinião de que a unidade do movimento comunista internacional poderia ser estabelecida se cada partido realizasse a Declaração de boa fé, e que as diferenças só poderiam ser resolvidas por meio da observação das normas que regem as relações entre os partidos Marxistas-Leninistas sem tornar público estas diferenças perante os inimigos do socialismo. É por isso que o Partido do Trabalho da Albânia se absteve de publicar o discurso do camarada Enver Hoxha na Conferência de Moscovo naquela época, mas insistiu na realização da declaração que foi aprovada lá.
O discurso do camarada Enver Hoxha na Conferência de Moscovo mostra claramente que a partir daquele momento em diante, o Partido do Trabalho da Albânia travou uma batalha aberta contra a ideologia burguesa e revisionista. No entanto, essa batalha ainda não tinha assumido a amplitude e profundidade que assumiu mais tarde, como uma consequência lógica da dureza da luta entre o Marxismo-Leninismo e o revisionismo moderno e da degeneração dos líderes revisionistas Soviéticos num bando de renegados e traidores ao socialismo. Todo o documento traz o selo do tempo e das circunstâncias em que ele veio a ser. Ela é publicada, sem modificação.

Telegrama do camarada Enver Hoxha ao camarada Ho Chi Minh

(em língua Inglesa)

15 de Agosto de 1961

 

O primeiro-secretário do Partido do Trabalho da Albânia, o camarada Enver Hoxha, enviou um telegrama ao presidente Ho Chi Minh, entregue via o embaixador Albanês em Moscovo Gac Mazi. Este telegrama discutiu a possível visita de Ho Chi Minh a Tirana. O camarada Enver Hoxha ordenou a Mazi que entrasse em contacto com Ho Chi Minh com urgência e lhe entregasse uma cópia do telegrama. O camarada Enver Hoxha acreditava que as disputas entre os vários líderes revisionistas dos países revisionistas da Europa e o Partido do Trabalho da Albânia eram sérias e não podiam ser resolvidas simplesmente ou imediatamente. Ele atribuiu a culpa por essas disputas aos líderes revisionistas dos países revisionistas. O camarada Enver Hoxha pediu ao camarada Ho Chi Minh para falar com esses líderes revisionistas sobre as disputas antes de vir a Tirana. A razão para isso é que os líderes revisionistas europeus tinham começado a denegrir o Partido do Trabalho da Albânia, o governo Albanês e o povo Albanês. O camarada Enver Hoxha escreveu que o PTA estava ainda a analisar cuidadosamente as causas dos conflitos. Por último, ele informou o camarada Ho Chi Minh que ele estava pronto para discutir a viagem a Tirana ainda na segunda quinzena de Novembro de 1961. Em 06 de Setembro de 1961, o camarada Enver Hoxha enviou uma carta dirigida aos Comités Centrais dos Partidos Comunistas e operários dos países membros do Pacto de Varsóvia.

CARTA

 

 

A classe trabalhadora dos países revisionistas deve lutar

para restabelecer a ditadura do proletariado


Artigo publicado no "Zeri i popullit"


24 de Março de 1968

 

 

 

 

A LUTA DO PARTIDO TRABALHO DA ALBÂNIA
CONTRA O REVISIONISMO KRUCHOVIANO

OBRAS - Volume 19

 

O seu discurso foi publicado nas suas obras, volume 19, 15 anos mais tarde.
Até hoje é um discurso que simboliza a batalha em curso entre o Movimento Mundial Marxista-Leninista e os movimentos internacionais revisionistas:

Nós não consideramos uma ofensa quando camaradas nos criticam de forma justa e com factos, mas nunca, nunca, aceitaremos que, sem quaisquer factos, nos possam chamar de "dogmáticos", "sectários", "nacionalistas" simplesmente porque lutamos com persistência contra o revisionismo moderno e, principalmente, contra o revisionismo Jugoslavo. Se alguém considera a nossa luta contra o revisionismo como dogmática ou sectária, dizemos-lhe: Tirem os vossos óculos revisionistas e vocês vão ver mais claramente!” (Speech delivered at the Meeting of 81 Communist and Worker`s Parties in Moscow, 16 de Novembro de 1960, publicado em Tirana em 1969, traduzido da versão em Inglês)

A chamada "luta contra o dogmatismo e o sectarismo" já é uma velha táctica bastante conhecida dos revisionistas contra o Marxismo-Leninismo.

 

Relatório ao 4º Congresso do PTA

que foi realizado em Fevereiro de 1961.

 

Este Congresso ocupa um lugar especial na história do partido. Ele confirmou a realização da construção da base económica do socialismo. Enver Hoxha resumiu este período de orientação do Partido e do país para a construção completa da sociedade socialista. Ao contrário do que os revisionistas esperavam e apesar dos esforços dos emissários de Khrushchev e de algumas outras delegações, o 4º Congresso aprovou totalmente a linha prosseguida pelo Comité Central do Partido na luta contra o revisionismo moderno. O discurso de Enver Hoxha ao 4 º Congresso do PTA teve um grande eco entre todo o povo Albanês. Ele deu ao povo razões para aumentarem o seu orgulho no partido e o seu amor pelo seu filho fantástico, por Enver Hoxha.

As grandes tarefas que deveriam ser realizadas durante a nova fase na qual o país estava entrando, a construção da base material-técnica do socialismo, bem como a luta contra a traição dos revisionistas Krushchevistas exigiu a mobilização total do Partido e do povo. Como sempre, Enver Hoxha deu importância decisiva ao reforço dos laços entre o partido e o povo, á unidade e á mobilização das massas para a realização do seu programa revolucionário. Durante a década de 1960, Enver Hoxha, com a sua personalidade marcante, como líder do partido e do povo Albanês, foi um factor fundamental da grande unidade que tornou possível lidar com as situações que foram criadas após o conflito aberto com o revisionismo Khrushchevista. O partido e ele, pessoalmente, realizaram intensas actividades para garantir que as massas entenderam a linha do Partido e a perspectiva para o desenvolvimento do país e o fortalecimento da sua defesa.

 

 

Enver Hoxha falando

no encontro comemorativo do 20º aniversário da fundação do PTA e do 44º aniversário da Revolução Socialista de Outubro

(em língua Inglesa)


Em 7 de Novembro de 1961, na reunião comemorativa por ocasião do 20º aniversário da fundação do Partido do Trabalho da Albânia e do 44 º aniversário da Revolução de Outubro, Enver Hoxha, em resposta aos ataques públicos feitos por Khrushchev no 22º Congresso do PCUS, denunciou a actividade hedionda, anti-Albanesa e contra-revolucionária dos renegados Soviéticos, revelou as raízes e os objectivos desta actividade e afirmou a posição firme do nosso Partido sobre as questões fundamentais da teoria e práticas revolucionárias.

"A partir das mudanças que ocorreram no mundo, devem ser elaboradas correctas conclusões revolucionárias e Marxistas-Leninistas: devem ser elaboradas tais conclusões para não criarmos ilusões reformistas e pacifistas e enfraquecermos a luta contra o imperialismo, mas para fortalecer cada vez mais esta justa luta: devem ser elaboradas tais conclusões para não alienarmos os povos da causa da revolução, mas para os trazer cada vez mais próximos dela, para não os desviarmos da luta pela sua libertação nacional, mas levantar esta luta a um nível cada vez mais alto.”

"N. Khrushchev, acusando o nosso Partido nos seus discursos no 22º Congresso do Partido Comunista da União Soviética, disse que as relações Albanesas-Soviéticas foram estragadas por culpa dos dirigentes Albaneses. É bem conhecido que os 20 anos de actividade revolucionária do nosso partido são 20 anos de um tremendo trabalho para a promoção da amizade entre o povo Albanês e os povos Soviéticos, para o estabelecimento de laços fraternos de aproximação entre a República Popular da Albânia e a União Soviética, são 20 anos de cooperação exemplar entre o nosso partido e o glorioso Partido Comunista da União Soviética. Vinte anos de actividade do nosso Partido são 20 anos de fidelidade sincera, de grande amor fraternal do nosso partido para o grande partido de Lenine que sempre foi, é e continuará sendo para nós uma fonte de inspiração e experiência, a partir do qual temos aprendido e devemos aprender a trabalhar e lutar para o bem de nossos povos, para a causa do socialismo e do comunismo. Vinte anos de actividade do nosso Partido têm sido anos de assistência vinda da União Soviética para o povo Albanês, de uma ajuda internacionalista fraternal que o nosso Partido e do Governo, com razão, utilizaram para o desenvolvimento económico do nosso país, para a construção do socialismo na Albânia, para a melhoria das condições de vida do povo Albanês.”

"A tentativa de tomar as decisões do congresso de um partido como vinculativas para todos os outros é uma violação grosseira de princípios de igualdade e independência dos partidos Marxistas-Leninistas que está em contraste aberto com o internacionalismo proletário. Portanto, não é o nosso partido, mas a liderança Soviética, liderada por N. Khrushchev, que se desviou das posições do Marxismo-Leninismo e do internacionalismo proletário, buscando impor o seu curso sobre os outros partidos, exigindo deles a renúncia aos seus próprios pontos de vista para se submeter aos deles."

"A questão da luta contra o culto de Estaline tem sido utilizado por N. Khrushchev para destronar o Leninismo, para preparar o terreno para revisar o Marxismo-Leninismo e espalhar as suas opiniões oportunistas nas questões mais importantes do desenvolvimento do mundo actual e do movimento Internacional Comunista. Essas acções e tácticas não são novas nem originais. De facto, na sua luta contra o Leninismo, Trotsky também usou as mesmas tácticas. "... Trotsky nos seus escritos – diz JV Estaline – faz mais uma (mais uma!) tentativa de preparar as condições para a substituição do Leninismo pelo Trotskismo. Trotsky tem que desacreditar, a todo custo, o Partido e os seus quadros. Por isso, ele realizou o levantamento com vista à passagem do descrédito do Partido para o descrédito do Leninismo. Enquanto ele precisar do descrédito do Leninismo para contrabandear Trotskismo como a "única" ideologia "proletária" (e isto não é uma piada). Tudo isso é certamente (sim, certamente), feito sob a bandeira do Leninismo de modo que o procedimento deste descrédito deve ser realizado "sem qualquer dano".

(JV Estaline, Works, volume 6, p. 361, traduzido da versão em Inglês)

 

(O actual desenvolvimento do Trotskismo mostra a verdade sobre o aviso de Enver Hoxha de que Trotsky tenta transformar o Trotskismo em Leninismo: Os Neo-Trotskistas fazem mais uma (mais uma!) tentativa de contrabandear o Trotskismo sob a bandeira de Estaline e de Enver Hoxha!!!)

 

"Como VI Lenine costumava dizer, sempre mascarando-se sob o lema da luta contra o dogmatismo, usando a palavra-chave: “dogmático”, eles investiram contra o Marxismo.”

"N. Khrushchev usou a questão de Estaline para atacar os elementos Marxistas-Leninistas ​​nas lideranças dos partidos comunistas e dos diferentes partidos dos trabalhadores para assustar, e em caso de resistência também para liquidar qualquer um que se atreva a objectar, para reduzir e silenciar os outros partidos e vários líderes que não suportam as suas opiniões e curso revisionistas. A questão do culto à personalidade, em suma, foi usada como um bicho-papão para exercer pressão sobre os outros partidos e para liquidar os líderes que não eram do agrado de N. Khrushchev.”

"A experiência e a vida antes e depois de 1955 mostram que, na avaliação da questão Jugoslava, Estaline e o Bureau de Informação estavam certos porque a sua avaliação descansou em factos objectivos, sobre os ensinamentos do Marxismo-Leninismo. A experiência e a vida prática, por outro lado, mostram que, na sua posição para com Tito e aqueles que o seguem, a clique revisionista de N. Khrushchev de não assume uma atitude certa, porque as suas acções são baseadas em pontos de vista subjectivos e são contrárias aos ensinamentos do Marxismo-Leninismo, ao contrário da realidade objectiva.”

"Para o nosso grupo, tornou-se mais claro a cada dia que, ao aceitar por palavras a necessidade de lutar contra o revisionismo e ao não o
fazerem, de facto, N. Khrushchev e aqueles que o seguem, sob o pretexto da luta contra o dogmatismo, estão lutando contra o Marxismo-Leninismo, estão fazendo esforços para rejeitar as teses fundamentais da doutrina revolucionária do proletariado precisamente como Tito tentou fazer mais cedo e como tentaram fazer no passado os oportunistas e revisionistas de várias tendências."

"Por que é que justamente após o 20º Congresso foram imediatamente reabilitados os renegados e os revisionistas nas fileiras dos partidos comunistas e nos diferentes países dos trabalhadores, a camarilha revisionista Jugoslava levantou novamente a cabeça e todos eles juntos lançaram um ataque frontal contra o Marxismo-Leninismo? Por que é que, digamos, as teses do 19º ou do 18º Congresso do Partido Comunista da União Soviética não se tornaram nas suas bandeiras? Existe apenas uma explicação: porque algumas das teses que foram definidas no 20º Congresso foram de natureza oportunista, pois elas constituíam o alimento ideológico para os renegados e os revisionistas na sua luta contra o Marxismo-Leninismo, porque as posições relativas a Estaline e a Tito eram anti-Marxistas, pois elas foram utilizados com sucesso pelos inimigos do Marxismo e do socialismo para os seus objectivos."

"A posição anti-Marxista de Khrushchev (...) causou (...) um grande dano à nossa causa comum, o socialismo e o comunismo. No entanto, a Internacional Comunista e o movimento dos trabalhadores conseguiu lidar com sucesso com o ataque dos renegados revisionistas. As fileiras dos comunistas e dos partidos operários foram reforçados e isso é devido à força e firmeza dos partidos comunistas e operários fraternais, para a vitalidade das ideias do Marxismo-Leninismo. E assim vai sempre acontecer. O Marxismo-Leninismo é a bandeira da vitória, pois os seus inimigos, os revisionistas e oportunistas, falharam e sempre falharão vergonhosamente.”

"Do acima dito resulta claramente que a natureza das nossas divergências foi totalmente política e ideológica, que o nosso partido não concordou com alguns pontos de vista e acções oportunistas de N. Khrushchev no que diz respeito a algumas perguntas vitais do desenvolvimento do mundo actual e do movimento comunista internacional, pontos de vista que são contrários a alguns dos princípios fundamentais do Marxismo-Leninismo e constituem uma grave violação das Declarações 1957 e 1960 dos partidos comunistas e operários. Mas a existência desses pontos de vista errados entre os líderes Soviéticos é apenas a metade do mal. O maior mal é que eles tentam impor sem qualquer condição as suas concepções oportunistas a todos os partidos comunistas e dos trabalhadores, não parando perante nada em direcção a este propósito, usando mesmo pressão, chantagem e brutais ataques contra os partidos irmãos e os seus líderes que não concordam com as teses revisionistas de N. Khrushchev, que se opõem a elas e que resolutamente defendem o Marxismo-Leninismo. Aqui reside o maior dos males, aqui está também a causa de que as relações entre o nosso país e a liderança Soviética se tornaram tensas."

"Para examinar a actividade de um partido comunista e operário, para expressar se as suas posições são correctas ou não, é necessário o julgamento de um fórum internacional, de um encontro internacional de partidos comunistas e operários, depois de ouvir detalhadamente os argumentos desse partido. Mas N. Khrushchev temia pedir a convocação de tal encontro porque estava convencido de que ele não teria sucesso em condenar o nosso Partido do Trabalho. Por esta razão, ele não convidou o nosso partido para o 22º Congresso porque a sua palavra traria à tona a verdade sobre as relações Soviético-Albanesas, iria expor os seus pontos de vista e actividades anti-Marxistas que rejeitam todas as suas calúnias e acusações totalmente infundadas."

"Palmiro Togliatti lançou contra nós o anátema Romano, acusando-nos de que estamos dividindo a unidade do movimento comunista internacional. Em que é que Togliatti se baseou quando há alguns anos atrás atacou publicamente o sistema socialista Soviético e advogou o policentrismo e as zonas de influência no movimento comunista internacional? Ele não tem e não terá qualquer facto contra nós, mas com as suas próprias teses anti-Marxistas ele serviu o revisionista Tito. No entanto, curiosamente, ninguém se levantou contra os pontos de vista revisionistas de Togliatti.”

"N. Khrushchev, que fala tanto de métodos democráticos, paciência e internacionalismo, recorreu contra o nosso partido aos métodos mais anti-Marxistas que são totalmente alheios às relações entre os países socialistas. A fim de subjugar o Partido do Trabalho da Albânia, de o impedir de ter o seu próprio ponto de vista, de lhe impor os seus pontos de vista anti-Marxistas, ele e os seus seguidores não pararam perante nada, não só no que diz respeito às relações entre os nossos partidos, mas também no que diz respeito às relações entre os nossos estados socialistas. Hoje não quero entrar em detalhes e morar muito tempo sobre essas questões porque existem muitos factos e inúmeros documentos que os ilustram objectivamente, mas vou mencionar que, como resultado da adopção de métodos anti-Marxistas pela liderança Soviética para a resolução de diferendos existentes, como resultado da pressão consecutiva, tanto no plano económico como político e militar, as relações entre o nosso país e a União Soviética têm sido grandemente deterioradas. Este processo já foi iniciado desde o segundo semestre do ano passado, ou seja, após a reunião de Bucareste. Desde então, N. Khrushchev, em vez de concordar em resolver pacientemente as divergências políticas e ideológicas existentes entre o nosso partido e a liderança Soviética, tornou-as públicas e estendeu-as também ás próprias relações do Estado."

"Quem, de fato, defender a União Soviética e o seu prestígio, condenará Nikita Khrushchev, que com os seus ataques inescrupulosos e calúnias contra JV Estaline desacreditou a União Soviética gloriosa, apresentando-a como um país onde o mais feroz terror reinava tal como na Alemanha Nazi, ou o Partido do Trabalho da Albânia, que defendeu e defende a União Soviética contra os ataques ferozes da propaganda imperialista e revisionista de Nikita Khrushchev? Quem não defender a União Soviética e o seu prestígio, condenará Nikita Khrushchev, que com as suas acções anti-Marxistas, ataques, pressão e bloqueios contra a República Popular da Albânia está fornecendo com armas os imperialistas manchando o nome da União Soviética e do seu Partido Comunista, ou Partido do Trabalho da Albânia, que mostrou e está mostrando que estas acções anti-Marxistas não têm nada em comum com os princípios e as tradições internacionalistas da União Soviética gloriosa e do grande partido de Lenine.”

"O nosso partido e povo, independentemente dos ataques, calúnias e acções hostis contra eles, guardará intacto nos seus corações os sentimentos puros de amizade com os povos irmãos da União Soviética. O nosso partido tem-nos ensinado a amar a União Soviética, a terra natal do grande Lenine e Estaline tanto em tempos bons como ruins."

"... O povo e o partido Albanês devem – se for necessário – comer erva, mas nunca hão-de vender-se por trinta moedas de prata, eles preferem morrer em pé e com honra a viverem como escravos e em desgraça."

(Enver Hoxha, Speech held on the commemorative meeting, 7 de Novembro de 1961, traduzido da versão em Inglês)

"Os Krushchevistas falam sobre a unidade do movimento comunista e entre o campo socialista enquanto eles tratam em cada turno das questões mais importantes da Declaração das conclusões de Moscovo. E, em vez de percebem que estão em contradição com os interesses dos povos e do socialismo, eles enganam os comunistas e os povos, eles instigam a demagogia, esforçam-se para dividir e para imporem uma unidade que é baseada numa plataforma revisionista e anti-Marxista." (For the combative unity of the communist movement under the victorious banner of Marxism-Leninism, Zeri i Popullit, 7 de Fevereiro de 1963, traduzido da versão em Inglês)

A luta com o revisionismo Khrushchevista que tinha sido travada há anos no seio do movimento comunista internacional foi agora transformada numa polémica aberta, em que o Partido do Trabalho da Albânia e Enver Hoxha, pessoalmente, se distinguiam pelas suas posições firmes e consistentes. Durante os anos 1960, assim como mais tarde, o camarada Enver Hoxha, com o seu trabalho teórico e artigos, distinguiu-se pelo seu profundo conhecimento da teoria revolucionária Marxista-Leninista de que ele era um defensor ardente. Os inúmeros artigos escritos por ele, e as suas outras obras deste período, ilustram bem esse aspecto da grande personalidade de Enver Hoxha. Na década de 1960, o Partido do Trabalho liderado pelo camarada Enver Hoxha começou a romper o bloqueio que os revisionistas modernos estabeleceram contra o socialismo na Albânia. Enver Hoxha tornou-se o líder do Movimento Mundial Marxista-Leninista contra o revisionismo moderno. A luta contra o revisionismo moderno era um dos atributos decisivos do camarada Enver Hoxha que o formaram como o quinto Clássico do Marxismo-Leninismo na linha de Marx, Engels, Lenine e Estaline. O 4º Congresso do Partido do Trabalho foi o do alinhamento contra o revisionismo Khrushchevista para transformar o partido proletário num partido burguês, foi o da demarcação contra o "partido de todo o povo" revisionista.

Bons exemplos da luta contra o revisionismo moderno são os documentos das obras Enver Hoxha colectados no volume 23. Aqui vamos escolher a "Carta ás organizações de base do Partido" de 9 de Maio de 1962:

"O Comité Central informa todos os membros do partido sobre a situação do movimento comunista e operário internacional. Esta carta tem que ser trabalhada em todas as organizações de base até 31 de Maio. Para os comunistas de todo o mundo e para o público internacional é cada vez mais óbvio e mais claro que o PTA defende as posições de princípios do Marxismo-Leninismo, enquanto Khrushchev causa danos aos interesses do movimento comunista pela sua política oportunista e actividades anti-Marxistas. (...) Caros Camaradas, o nosso partido foi e sempre será pela unidade do movimento comunista internacional...sobre a base dos princípios Marxistas-Leninistas do internacionalismo proletário, da igualdade e independência, da não-intervenção nos assuntos internos e do apoio e ajuda mútuos, da unidade por meio das consultas fraternais. (...) O nosso partido não luta nem se esforça por qualquer unidade (...), mas sim pela unidade dos princípios Marxistas-Leninistas e do internacionalismo proletário, pela unidade na luta contra o imperialismo e contra os renegados do Marxismo-Leninismo, os revisionistas modernos. Não se pode separar a luta pela unidade da luta contra os inimigos da unidade, os revisionistas modernos. (...). Esta é a razão pela qual Khrushchev furiosamente ataca o nosso partido na questão da unidade. (...) Khrushchev e o seu grupo tentam levantar a bandeira da “unidade” para economizarem tempo para enganar partidos os comunistas e dos trabalhadores e preparar novos ataques contra a unidade. (...) Nestas circunstâncias, é mais do que necessário que os partidos que adoptam posições Marxistas-Leninistas aproveitem a bandeira da unidade do movimento comunista internacional expondo as tácticas de Khrushchev. Temos que considerar que Khrushchev ainda não está completamente desmascarado como um anti-Marxista.

As exigências do Comité Central e de todas as organizações do Partido e dos comunistas devem entender a atitude do Partido sobre a questão da unidade na situação actual, e elas lutam contra as ilusões que se poderiam desenvolver pelo facto de que a nossa imprensa não deve tacticamente escrever nada contra Khrushchev no presente, etc.

As organizações do Partido devem desmascarar as ideias revisionistas e actividades do grupo de Khrushchev pela propaganda verbal entre as massas do povo, em palestras e conferências. Elas devem entender que a linha do Partido é, principalmente, imutável, e que será ainda a mesma dantes (...)."

[ "A linha de nosso partido é, uma linha revolucionária correta, de acordo com os ensinamentos do marxismo-leninismo" - Carta a todas as organizações do partido Básicos - 09 de maio de 1962]

Outro exemplo é o seguinte documento "Os nossos intelectuais crescem e desenvolvem-se com o povo" – discurso realizado em 25 de Outubro de 1962:

"Actualmente, os imperialistas e revisionistas começaram novos ataques contra o Marxismo-Leninismo e eles tentam refutá-lo e distorcê-lo. Claro, isto não é novidade. Quantas vezes os ideólogos burgueses já profetizaram a sua “derrota”? Quantas vezes os revisionistas já o quiseram “corrigir”? No entanto, desde que o Manifesto do Partido Comunista foi publicado, mais de cem anos se passaram. Neste período, pesadas batalhas foram travadas contra o anti-comunismo em todos os matizes. Os revolucionários denunciaram diferentes traidores e renegados e a vitalidade das ideias de Marx e Engels, Lenine e Estaline mantiveram a sua posição através dos séculos. O período que nós atravessamos pertence aos mais heróicos. A reacção furiosa, os colonialistas e imperialistas, os traiçoeiros social-democratas e os renegados revisionistas exercem a sua actividade febril contra o Marxismo-Leninismo. No entanto, a vitória pertence ao Marxismo-Leninismo revolucionário. Não há nenhuma força do mundo que possa parar o processo revolucionário em curso da sociedade."

Em 1977, os seus discursos, artigos e contribuições de discussões dos anos 1962 (Novembro) e 1963 (Maio) foram publicados como volume 24. O “Zeri i popullit” publicou o comentário "Vamos lutar enquanto os nossos corações baterem – pelo triunfo do Marxismo-Leninismo" [estas foram as palavras do camarada Enver Hoxha na luta contra os revisionistas Soviéticos - anotação do editor] no qual foi elaborado um resumo. A defesa do Marxismo-Leninismo contra os revisionistas Soviéticos não foi deixada passar em silêncio por eles. Junto com todos os outros países revisionistas, eles atacaram a Albânia, difamaram-na, praticaram a sabotagem económica, chantagens políticas, ameaças militares, etc. Os revisionistas Soviéticos criaram a chamada "questão Albanesa", que era, na realidade, a sua arma contra o Marxismo-Leninismo e que expressa directamente as contradições dentro do movimento comunista mundial e as intenções dos revisionistas para dividi-lo e liquidá-lo. A "questão da Albânia" foi aos olhos do camarada Enver Hoxha o afastamento revisionista do Marxismo-Leninismo. A "questão da Albânia" foi a linha de demarcação dos revisionistas Soviéticos e eles fizeram dessa "questão" um pretexto para atacar o Movimento Mundial Marxista-Leninista e para dividir o mundo entre "bons" e "maus" comunistas. Descobriu-se que as simpatias dos comunistas honestos de todo o mundo pela Albânia cresceram na mesma medida em que os revisionistas Soviéticos e os seus aliados empolavam a "questão Albanesa". E isso certamente acontece com os Maoistas, que apenas contribuem para o fortalecimento do Movimento Mundial Marxista-Leninista pelas suas tentativas de atacar Enver Hoxha e a Albânia como "neo-revisionistas" que haviam "traído" as ideias de Mao Tsetung. Nos escritos do seu volume 24, Enver Hoxha enfatizou que o revisionismo vai ganhar terreno se a luta anti-revisionista dos partidos Marxistas-Leninistas e dos revolucionários de todo o mundo for negligenciada. Enver Hoxha sublinhou que não é suficiente que os povos se defendam contra os imperialistas e social-imperialistas, mas que eles devem estar prontos para a revolução e para a conquista do poder de estado. Hoje isso não significa nada mais do que estar pronto para voltar a conquistar o poder socialista do proletariado pela renovação da revolução socialista. No volume 24, Enver Hoxha deixou claro que o movimento de libertação nacional anti-imperialista seria um grande aliado e um forte apoio à luta revolucionária da classe trabalhadora internacional.

O processo de fusão da União Soviética e do revisionismo Jugoslavo como uma frente unida sucedeu – como disse Enver Hoxha – não por causa da mudança do Titoismo, “mas por causa da atitude de Khrushchev e da sua camarilha relativamente às posições dos revisionistas Jugoslavos."

No dia 13 de Setembro foi publicado o artigo:

"Khrushchev de joelhos diante de Tito”.

Os Krushchevistas não só desistiram da luta contra o revisionismo Jugoslavo como foi descrito na declaração da Assembleia de Moscovo em 1961, mas eles terminaram de facto a luta contra o revisionismo como um todo. Eles abriram o caminho para os líderes revisionistas nos países da Europa Ocidental de quem Enver Hoxha disse: "Os líderes revisionistas Italianos adaptam-se mais e mais á burguesia. Eles devem degenerar como lacaios dos imperialistas Americanos, assim como a grande burguesia Italiana degenerou." O seguinte artigo de Enver Hoxha foi publicado no jornal “Zëri i popullit” (13 de Novembro de 1964):

“O testamento de Togliatti, a crise dos revisionistas modernos e a luta dos Marxistas-Leninistas”.

Mais tarde, o tempo provou que os revisionistas, que colaboraram com a burguesia, se tornaram burgueses. Mas Enver Hoxha também disse: "Há milhões de comunistas e operários de todo o mundo que lutam pela defesa do Marxismo-Leninismo e que se opõem aos revisionistas.”

Nos momentos históricos através do povo Albanês, a comemoração de datas notáveis ​​da sua história assumiu um carácter solene. Eles são exemplos e fontes de inspiração para as gerações presentes do nosso país. A presença de Enver Hoxha nestas celebrações transformou-as num voto de confiança do povo perante o Partido e o seu líder. Ele sempre quis estar perto do povo, entre colegas e lutadores, entre as massas e os jovens nestes dias importantes. A comemoração do 50º aniversário da proclamação da Independência Nacional em Vlora em Novembro de 1962 foi uma dessas festas em que o povo se manifestou a Enver Hoxha a sua prontidão para adicionar outras páginas brilhantes e gloriosas á sua história.

Em 1963, Enver Hoxha preocupava-se com a melhoria da situação no interior do país. No seu relatório "Sobre a situação económica, social e cultural da aldeia e as medidas para a sua melhoria”, em Tirana, 1963, Enver Hoxha, explicou:

"O partido coloca na agenda a questão urgente e grande de minimizar a contradição entre cidade e aldeia, porque a solução desta contradição é objectivamente necessária – ditada pela nova fase do desenvolvimento histórico do nosso país – e pela edificação completa do sociedade socialista.”

No relatório do Bureau Político processado no Plenário do CC do PTA de Julho de 1964, "Sobre o reforço do trabalho ideológico do Partido para a educação comunista dos trabalhadores" o princípio "de contar com as próprias forças” foi colocado no centro:

"O princípio de depender das nossas próprias forças é um princípio Marxista-Leninista revolucionário internacionalista. Isso resulta do facto de que a questão da edificação socialista é essencialmente um assunto interno de cada país e é o factor mais decisivo para a realização das forças revolucionárias internas de cada povo." Foi Enver Hoxha que concretizou este princípio Marxista-Leninista em teoria e prática para o desenvolvimento socialista na Albânia. "A edificação do socialismo exige um alto nível de consciência socialista que não surge espontaneamente, mas é formado pela ciência Marxista-Leninista e pelo crescimento dos esforços educacionais diários do partido."

"A formação do novo homem não é possível sem trabalho, e não se pode separá-la do trabalho, não se pode realizá-la fora da atmosfera do trabalho." (Enver Hoxha, Concluding speech to the Plenum of the CC of the PLA, Julho de 1964, traduzido da versão em Inglês)

O livro "Enver Hoxha – discursos e artigos (1963-1964)” saiu também em 1977. Estes materiais seleccionados das suas obras foram publicados em Francês, Inglês e Espanhol. Há também dois novos livros – um que cobre o período 1961 – 1962 e outro que cobre o período 1965-1966. A selecção do material em três livros de 1961 a 1966 é a continuação do volume 19 (Junho a Dezembro de 1960) e os livros "Discursos 1967-1968", "Discursos 1969-1970" e "Discursos 1971-1973" – foram também todos publicados em língua Francesa, Inglesa e Espanhola.

O eixo principal do volume "Discursos e artigos 1963-1964" é a luta contra o revisionismo moderno, o seu desmascaramento político e ideológico e também a luta para o fortalecimento da unidade do movimento internacional dos trabalhadores. Alguns documentos particulares lidam com esses problemas em pormenor, como a "Carta aberta aos membros do PCUS", "De uma conversa durante uma reunião com a delegação do Partido Comunista do Brasil", "O testamento de P. Togliatti”, “A crise do revisionismo moderno e a luta dos Marxistas-Leninistas", "Os resultados da visita de Khrushchev á Jugoslávia", "20 anos da nova Albânia socialista", "Com a queda de Khrushchev, o Krushchevismo não desapareceu", e outros.

Essas obras reflectem as diferenças veementes e profundas entre a linha correcta e revolucionária do PTA e a linha reaccionária dos líderes revisionistas Soviéticos e os líderes de uma série de mais alguns partidos, as suas contradições com a ideologia Marxista-Leninista e, como consequência lógica, o aumento da luta entre o Marxismo-Leninismo e o revisionismo moderno num cenário internacional e os esforços de Khrushchev e dos seus papagaios e seguidores no caminho para a traição. Zjey reflecte de forma Marxista-Leninista acerca da crise que caracterizou os campos revisionistas em 1964 e acerca da luta heróica do PTA nos anos de 1963-1964 – num período difícil e complicado em que os Krushchevistas começaram abertamente a sua campanha contra-revolucionária de ameaças e chantagens para colocarem o seu programa anti-Marxista e anti-Leninista em prática. A visita de Khrushchev á Jugoslávia foi comentada por Enver Hoxha no "Zeri i popullit" de 13 de Setembro de 1963. Como Enver Hoxha descreveu no seu artigo "Os resultados da visita de Khrushchev á Jugoslávia”: que foram “uma prostração diante de Tito”. Enver Hoxha comparava Tito a um "cavalo alimentado por várias fontes”. Enver Hoxha chegou a três conclusões principais.

Primeira conclusão: pela reabilitação completa da aliança com Tito e com o chamado “socialismo Jugoslavo”, a clique de Khrushchev aprofundou a traição dos revisionistas modernos e intensificou a colaboração ideológica, política e económica dentro do campo dos inimigos do Marxismo-Leninismo e do socialismo. “N. Khrushchev acabou por ser um partidário decidido da via Jugoslava para o socialismo. “Autoadministração” e “Conselhos dos trabalhadores” são os principais elos da cadeia para a restauração capitalista naquilo que é uma variante da teoria do anarco-sindicalismo.” A visita de Khrushchev á Jugoslávia foi o início da transformação da via Jugoslava para o “socialismo" de um fenómeno nacional específico num generalizado e numa entidade internacional que foi usada pelos revisionistas para a restauração do capitalismo. O sistema Jugoslavo foi o principal tipo de uma correia de transmissão do Ocidente para reconquistar o Oriente.

Segunda conclusão: os revisionistas Jugoslavos e Soviéticos coordenaram a sua agitação insidiosa e actividades subversivas contra o movimento comunista mundial e os partidos Marxistas-Leninistas que defenderam os princípios do Marxismo-Leninismo contra o revisionismo moderno: "Colaborar com os revisionistas Jugoslavos – isto significa colaboração com os inimigos do socialismo, com os renegados do Marxismo, com os divisores da unidade comunista, com as agências do imperialismo que planeiam um complot contra os países socialistas e contra todo o movimento revolucionário mundial.” Enver Hoxha coloca a questão de forma completa: "Como pode existir um país socialista que seja "neutro" e "independente dos blocos”, se existe apenas a luta histórica entre o campo do imperialismo e o campo do socialismo?” No XXI. Congresso do PCUS, Khrushchev criticou abertamente que a Jugoslávia tivesse entre dois blocos, no entanto, na sua visita á Jugoslávia, ele fez concessões totais às posições de Tito e evocou o pan-eslavismo anti-Marxista através do qual Tito e Khrushchev se reivindicavam como mestres dos destinos dos povos dos Balcãs.

Terceira conclusão: a abertura dos revisionistas Soviéticos relativamente ao Titoismo é, simultaneamente, uma abertura ao imperialismo Americano e ao campo capitalista. "Khrushchev encontrou na Jugoslávia uma ponte entre o Oriente e o Ocidente." Tito foi o primeiro desertor e Khrushchev seguiu-o para o Ocidente. Enver Hoxha chamava a Tito "a linha viva entre a Casa Branca e o Kremlin." Primeiro colaboração com os escravos e, depois, com os donos dos escravos – foi este o caminho que levou Khrushchev indirectamente da Jugoslávia para os EUA.

Este volume contém também material sobre os problemas da edificação do socialismo na Albânia, em especial o relatório sobre o 10º Plenário do CC do PTA em Junho de 1963: "Sobre a situação socio-cultural na aldeia e as medidas para a sua melhoria.” Neste relatório é expresso o cuidado, a atenção e o esforço abnegado do PTA para melhorar o padrão de vida dos trabalhadores, em geral, e dos habitantes do da aldeia em particular. Nos "Discursos e Artigos de 1963-1964", também encontramos o discurso final do 11º Plenário do CC do PTA que lida com as medidas que deviam ser tomadas para fortalecer o partido nas condições da edificação completa da sociedade socialista na Albânia e da nova situação que surge pela traição aberta da liderança revisionista Soviética e das lideranças de uma série de ex-países de democracia popular na Europa. Também foram dadas as razões para a necessidade de reforçar o papel de liderança do Partido, para purificar as fileiras do Partido e defender as suas normas e princípios. Neste volume, encontramos também o discurso do 13º Plenário do CC do PTA. "Sobre a educação ideológica dos comunistas e dos trabalhadores". Neste documento, Enver Hoxha tratou dos problemas da educação das novas pessoas e da sua moral comunista, o seu amor ao trabalho e à propriedade socialista. A última parte deste documento lida com crítica e auto-crítica como uma forte arma de educar os comunistas e os trabalhadores.

Em 7 de Abril de 1964, o Zëri i Popullit publicou o seguinte artigo do camarada Enver Hoxha:

Os revisionistas modernos no caminho da degeneração e da fusão com a social-democracia


Enver Hoxha 1964

 

 

 

 

1965

 

 

Enver Hoxha 1965

 

Conversa com Chou En-Lai – Março de 1965

(em língua Inglesa)

 

 

Em Março de 1965, o camarada Enver Hoxha teve uma conversa com Tschou En-lai durante a sua visita na Albânia. Pela sua contribuição, Enver Hoxha estabeleceu com firmeza que a Albânia defenderia os princípios do Marxismo-Leninismo e do internacionalismo proletário contra o revisionismo moderno e o seu ramo mais perigoso – o revisionismo Soviético. Por causa de considerações tácticas, ainda não havia críticas abertas aos desvios Chineses do Marxismo-Leninismo. Este encontro teve lugar numa situação em que a visita de Tschou En-lai a Moscovo (1964) foi inútil e insatisfatória para os Chineses (eles queriam fazer as pazes, mas os líderes Soviéticos recusaram-se), e que, portanto, caíram de volta para a posição anti-revisionismo Soviético dos Albaneses. Mas tudo isto não passou de aparência, porque os para os Chineses o anti-revisionismo Soviético existia apenas em palavras e servia apenas para mascar o próprio revisionismo Chinês a caminho de tornar a China numa superpotência social-imperialista mundial. Mais tarde, no final dos anos 70, quando os líderes Chineses atacaram abertamente a Albânia, Enver Hoxha começou a desmascarar e a expor Tschou En-lai. Podemos aprender muito com as declarações de Enver Hoxha durante a visita do Tschou En – lai. A análise da evolução da situação do mundo, as rivalidades entre as duas superpotências, em geral, e entre o capitalismo ocidental e os países revisionistas do Oriente em particular, é extremamente instrutiva também como pano de fundo histórico para a situação actual. Acima de tudo, Enver Hoxha delineou as tarefas necessárias do Movimento Mundial Marxista-Leninista acerca de como lidar com esta situação, em geral, e de como tirar proveito das contradições entre os inimigos de classe a partir de um ponto de vista internacionalista, do ponto de vista do proletariado mundial e da revolução mundial. Enver Hoxha desejava sinceramente que a China desempenhasse um papel-chave na revolução mundial, mas esse desejo foi e é ainda hoje destruído pela burguesia Chinesa, que interpreta a contra-revolução na China e no mundo, especialmente agora que o imperialismo Americano está em crise. Sobre a luta contra o Maoismo, por favor, leiam a secção especial deste livro.

Em 16 de Junho de 1965, a reunião do Bureau Político do CC do PTA discutiu o estado do ensino e do trabalho científico no campo das ciências sociais, bem como medidas para o desenvolvimento deste trabalho. Foi planeada a Escola Superior do Partido, o Instituto de Estudos Marxistas-Leninistas. No seu discurso "Que os nossos estudos sejam sempre iluminados pelo Marxismo-Leninismo", Enver Hoxha assinalou:

"Devemos combater a visão de que o filósofo deve permanecer encerrado numa torre de marfim. Se o nosso filósofo não está intimamente ligado com a luta, a vida e os problemas do povo e do partido, se ele não está disposto a conhecer pessoas ou grupos de pessoas, as suas ideias, demandas e aspirações não podem dar origem a conclusões correctas em conformidade com a linha do partido e em conexão com a perspectiva quanto a que posições devem ser tomadas em relação aos vários problemas da política, a luta contra os revisionistas modernos, etc. Por isso, precisamos de uma nova espécie de filósofo, um filósofo genuinamente Marxista-Leninista Albanês.

Eu acho que o melhor método de trabalho é o de Estaline, que, como grande discípulo de Lenine, escreve as suas obras de modo que mesmo um simples trabalhador possa lê-las e compreendê-las. Estes são os tipos de obras que nós precisamos. (Há alguns filósofos que apresentam os seus próprios pensamentos de formas confusas e sem querer deslizam para posições revisionistas e idealistas, ou na melhor das hipóteses, as suas ideias não são compreendidas pelas massas do Partido e do povo. (...) Nós mesmos, os membros do Plenário do Comité Central e do Bureau Político, precisamos de aprofundar os nossos pensamentos filosóficos. Precisamos de criar um método do nosso próprio país, portanto, este instituto dar-nos-á assistência concreta nessa direcção. (...) Os problemas da educação ideológica do nosso partido devem ser tratados como sempre, à luz do Marxismo-Leninismo. Portanto, como todos os outros camaradas, eu também acho que devemos aprovar a proposta de que o Instituto da História do nosso Partido deve ser transformado num Instituto de Estudos Marxistas-Leninistas do Comité Central do PTA, que vai lidar não só com os estudos de história do partido, mas também com outros estudos sobre a filosófica, de natureza ideológica e económica, estudos do movimento comunista internacional, etc."

Havia também alguns momentos de lazer na vida de Enver Hoxha. Durante o Verão, depois de períodos de trabalho especialmente pesados, aos domingos ou feriados, havia pausas para o descanso que ele gostava de passar ao ar livre, entre amigos ou com a família. Foram momentos de descanso do trabalho diário em curso, das reuniões e contactos oficiais. Mas, mesmo durante estas horas e dias aparentemente tranquilos, os seus pensamentos eram sobre os problemas da pátria e do povo. Ele estudou, escreveu e meditou, e nunca por um momento esqueceu as suas grandes tarefas e preocupações.

A difícil situação que tinha sido criada para a Pátria, os perigos que ameaçavam naqueles anos a unidade de aço da nação punham em causa a preparação económica, política e militar das massas do povo. Enver Hoxha, líder do Partido, forjou esta unidade e foi um poderoso factor de suporte do teste dos anos 60. O seu pensamento, o seu trabalho como líder e organizador, a grande autoridade e amor de que ele gozava eram pedras fundamentais da unidade do povo em volta do Partido, do desenvolvimento do país e da confiabilidade da defesa da Pátria. Enver Hoxha enfatizou que a queda de Khrushchev é apenas a queda de um revisionista, mas não é o fim do revisionismo moderno:

"A queda de Khrushchev é um grande sucesso, no entanto isso não significa em absoluto o fim do revisionismo Khrushchevista em particular, nem do revisionismo contemporâneo em geral. Com a sua saída, o revisionismo não foi removido nem foi liquidado – nem as suas raízes socio-económicas, nem a sua linha política. O PTA e todos os revolucionários nunca devem acalentar ilusões sobre esta verdade. (...) O nosso partido é da opinião de que o condutor dos comunistas só pode ser o Marxismo-Leninismo. Eles são guiados apenas pelo Marxismo-Leninismo e pelo internacionalismo proletário combinado na sua grande luta unida." (Enver Hoxha, 20 years of socialist upbuilding, discurso proferido por ocasião do 20º aniversário da libertação da Pátria, 28 de Novembro de 1964, traduzido da versão em Inglês)

Esta previsão concretizou-se pelo renascimento da Krushchevismo – o aparecimento do chamado Neo-Krushchevismo (anti-Khrushchevismo em palavras, mas Krushchevismo em actos. Outro renascimento do revisionismo moderno constitui-se pelo neo-Breshnevismo: anti-Breshnevismo em palavras, mas Breshnevismo em actos!). Sobre o perigo do slogan mistificador do "regresso a Estaline", lançado pelos Breshnevistas, vejam-se os seguintes artigos da edição numérica dos discursos, palestras e artigos de Enver Hoxha (1969-1970): "A demagogia dos revisionistas Soviéticos não pode esconder a sua traição" – 1969/09/01 (p. 9-10 e 19-21) e: "Os revisionistas Soviéticos num labirinto de contradições insolúveis" – 15/05/1970 (p. 142-143).

Enver Hoxha disse na sua conversa com uma delegação do PC da Malásia, em 20 de Janeiro de 1965:

"O MARXISMO-LENINISMO É O GUIA E O LÍDER DE CADA PARTIDO E NÃO A BATUTA DE KRUSHCHEV.”

"É um facto de que a queda de Khrushchev é o resultado da luta travada pelos Marxistas-Leninistas. Isto colocou o revisionismo moderno numa situação difícil e obriga-o a tentar encontrar uma saída. Um dos métodos actuais da luta dos revisionistas contra nós é tentar parar a polémica e a luta. Assim, o que eles querem é que os Marxistas-Leninistas não ataquem as posições e pontos de vista traiçoeiros dos revisionistas modernos. O seu desejo e objectivo é parar a polémica porque eles viram que a luta dos nossos partidos possui uma base sólida e denunciou-os, não os deixando livres para agir e realizarem os seus planos. Onde quer que eles ajam, eles expõem as suas características reais como anti-Marxistas e contra-revolucionários perante os olhos dos comunistas e dos povos de todo o mundo. Portanto, todos os seus esforços são agora destinadas a fazer-nos cessar a polémica."

No seu discurso de encerramento em 26 de Outubro de 1965 – no 15º Plenário do CC do PTA – o camarada Enver Hoxha lidou com a questão da literatura:

A LITERATURA E A ARTE DEVEM SERVIR PARA TEMPERAR O POVO COM A CONSCIENCIA DE CLASSE PARA A CONSTRUÇÃO DO SOCIALISMO

(em língua Inglesa)

(em língua Inglesa)



 

 

"Obras Escolhidas"

VOLUME IV

( 1966 - 1975 )

 

1966

 

Enver Hoxha entrega o relatório ao 5º Congresso do PTA em Novembro de 1966

 

 

O 5º Congresso do PTA realizou os seus trabalhos em Tirana nos dias 1 a 7 de Novembro de 1966. No relatório que entregou ao Congresso, Enver Hoxha apresentou uma série de importantes conclusões sobre as causas da degeneração do partido e do estado Soviético. Enver Hoxha ressaltou que o objectivo estratégico do revisionismo moderno era e é o de degenerar e liquidar os partidos Marxistas-Leninistas, transformá-los em partidos social-democratas para apoiarem a contra-revolução, para paralisarem o socialismo, para defenderem o capitalismo e a sua restauração. Ele ressaltou o papel que fenómenos como a burocracia e a tecnocracia, a criação de castas e estratos privilegiados, a perda de vigilância revolucionária e a esclerose do partido da classe operária desempenharam na tragédia Soviética. As análises e conclusões de Hoxha tiveram uma importância decisiva para a prevenção de tal processo na Albânia. Por sua iniciativa e sob a sua direcção, o partido começou a tomar medidas práticas importantes para evitar e eliminar as manifestações de burocracia e de subestimação das massas trabalhadoras. O 5º Congresso sublinhou a necessidade do aprofundamento da revolução ideológica como um elo fundamental para o desenvolvimento da revolução socialista e para o fortalecimento da ditadura do proletariado. Isto elevou o papel transformador da totalidade das ideias revolucionárias Marxistas-Leninistas sobre o desenvolvimento de toda a sociedade para um nível superior. As decisões do 5º Congresso do Partido deram um grande impulso aos movimentos revolucionários Marxistas-Leninistas no nosso país e em todo o mundo. Após este Congresso, a actividade de massas trabalhadoras em todas as esferas da vida do país foi elevada a um nível superior. Uma série de iniciativas revolucionárias que surgiram foram inspirados pelas ideias e decisões do 5º Congresso do Partido. No seu relatório, Enver Hoxha destaca a luta do partido contra o revisionismo moderno para defender a pureza do Marxismo-Leninismo, ele enfatizou que o revisionismo moderno é produto e aliado da burguesia e do imperialismo. Ele desmascarou os objectivos estratégicos do revisionismo Khrushchevista e dirigiu a luta do PTA e dos Marxistas-Leninistas de todo o mundo, pedindo o reforço da luta contra os revisionismos Titoista e Khrushchevista:

"O presente comunismo mundial deve ser caracterizado pelo espírito revolucionário militante dos tempos heróicos de Lenine e de Estaline."

"Os revisionistas modernos utilizam todos os meios para nos dividir, porque para eles e para os imperialistas norte-americanos seus patronos, a unidade dos Marxistas-Leninistas significa a sua morte. Os Marxistas-Leninistas devem destruir todas as tentativas dos revisionistas, devem superar todos os obstáculos e devem reforçar a sua unidade com base no Marxismo-Leninismo e no internacionalismo proletário. Eles devem reforçar a sua cooperação e colaboração, eles devem trabalhar numa linha geral comum e agir com atitudes comuns sobre todas as questões importantes, especialmente naquelas relativas à luta contra o imperialismo e o revisionismo moderno." (Enver Hoxha, Report to the 5th Congress of the PLA, traduzido da versão em Inglês)

No seu relatório, Enver Hoxha definiu o carácter dessa época:

"Todos os dias, os elementos da nossa época aparecem cada vez mais claramente como caracterizando a época da transferência do capitalismo para o socialismo, da luta de ambos os sistemas da sociedade, como a época das revoluções proletárias e de libertação nacional, da queda do imperialismo e da liquidação do sistema colonial, como a época do triunfo do socialismo e do comunismo á escala mundial.” [sublinhado pelo editor]

Enver Hoxha falando ao povo em Junho de 1967

 

 

 

 

ENVER HOXHA


The Architect of Socialism

 

 

 

Com os construtores da planta de energia Vau Deja, 1967

Que emoções e memórias a cidade do seu nascimento, a sua amada Gjirokastra, a Gjirokastra da sua infância e juventude, despertou em Enver Hoxha! Cada rua, cada pedra, lhe lembraram fragmentos de vida que sempre se recordam com emoção. A sua visita a Gjirokastra, as suas conversas com as pessoas comuns, as suas caminhadas pelas ruas de calçada características da cidade não foram apenas momentos de boas lembranças para Enver Hoxha, mas uma fonte inesgotável de amor à cidade em que ele nasceu e que era indivisível de seu amor à pátria. Esta mistura harmoniosa de amor encarna uma das suas características mais humanas.

No final da década de 1960, após o 5º Congresso do Partido, Enver Hoxha foi o iniciador das medidas que foram tomadas para o aprofundamento da revolução ideológica, para o reforço do Partido e do Estado e para o aperfeiçoamento da base e da superestrutura da nossa sociedade. Estes foram frutos de profunda reflexão sobre os resultados que haviam sido obtidos na Albânia no desenvolvimento material e espiritual, bem como sobre a experiência e as causas da degeneração dos partidos e estados da classe trabalhadora na União Soviética e noutros países. Em 6 de Fevereiro de 1967, Enver Hoxha participou numa reunião conjunta de várias organizações de base do Partido, em Tirana, na qual ele proferiu o seu famoso discurso. O apelo á maior revolucionarização do partido e do poder popular teve um grande e imediato eco por todo o país. As reflexões e conclusões dos seus discursos e outros materiais sobre os problemas do desenvolvimento ideológico, político e económico do país foram abraçadas pelo partido e pelo povo e causaram a faísca que acendeu a explosão dos movimentos revolucionários que criaram um ambiente saudável na Albânia. Nestes anos, também, a vinculação das pessoas ao Partido foi concretizada e esta vitalidade foi confirmada pela prática de que o partido que conduz as suas ideias revolucionárias às massas, aplicando-as na prática, abriu novas perspectivas de desenvolvimento e progresso e deu uma nova experiência revolucionária ao Partido.

Os movimentos populares e as medidas concretas que o partido organizou para uma maior revolucionarização da vida do país criaram uma atmosfera vigorosa, dinâmica de trabalho e criação. Eles deram um impulso poderoso á actividade das massas trabalhadoras para realizarem a linha do Partido sobre o fortalecimento da economia popular, e, especialmente, sobre o aumento da industrialização do país. Superando as dificuldades criadas pelos Soviéticos, a Albânia continuou o seu curso em direcção ao progresso. Nos anos 60, uma série de novos projectos e ramos industriais foram adicionados para as indústrias de mineração e a economia desenvolveu-se rapidamente.

Na década de 1960, Enver Hoxha envolveu-se no trabalho criativo excepcionalmente intensivo como propagandista. A grande polémica com o revisionismo moderno e a situação política internacional eram um poderoso impulso para o pensamento profundo que se reflectiu num grande número de artigos publicados neste momento. Enver Hoxha foi mais fundo na sua análise da mudança contra-revolucionária na União Soviética e noutros países do antigo campo socialista, chegando a conclusões gerais importantes numa série de problemas da teoria e prática da revolução. O trabalho de Enver Hoxha como publicitário é caracterizado pelo sentimento revolucionário, pela sua inspiração para defender e afirmar tudo que é novo e progressista, para condenar e denunciar a opressão do homem e dos povos, tudo aquilo que é reaccionário e retrógrado. Ele reflecte o seu profundo conhecimento de filosofia e história, o seu seguimento atento dos desenvolvimentos actuais e a sua cultura ampla e profunda. Os escritos de Enver Hoxha reflectem as arquibancadas revolucionárias do PTA e do Estado Albanês em relação à política hegemónica do imperialismo Americano e social-imperialismo Soviético no mundo, a condenação da guerra dos EUA contra o Vietname e os povos do Sudeste Asiático, a agressão de Israel contra os países Árabes, a política neo-colonialista na África, América Latina e noutros lugares pelas metrópoles imperialistas. Com profunda indignação, o Partido e o povo Albanês condenaram o ataque na Checoslováquia em Agosto de 1968, que Enver Hoxha descreveu nos seus artigos como uma agressão fascista. Nas suas propostas, em Setembro de 1968, a Albânia denunciou o Tratado de Varsóvia, que se havia tornado num instrumento da política imperialista da União Soviética e proclamou a sua dissociação deste pacto.

Nestes anos, também houve encontros com o povo, viagens e visitas aos bairros e cidades no norte e no sul do país que foram uma parte inseparável e importante do trabalho e da actividade de Enver Hoxha. Em momentos carregados de eventos e novidades, ele encontrou tempo para estar entre as pessoas e conversar com elas, porque ele dedicou uma atenção especial a tornar as coisas claras para as massas, explicando a linha e política do Partido e as novas medidas que o Partido tomava para o progresso da economia, ideologia e cultura. Todos os problemas do país, tudo o que preocupava o partido, todo o perigo que ameaçava a Pátria foram temas da discussão do líder com o povo.

 

Enver Hoxha – 1º de Maio de 1967

As ideias de Enver Hoxha desencadearam esta situação revolucionária animada que explodiu como uma brisa fresca e saudável na vida da nossa sociedade. Tudo aquilo que era novo e progressista, que tinha sido introduzido na vida e no espírito do povo durante os anos de socialismo se reuniu contra os remanescentes das forças das trevas, do atraso e da opressão espiritual. As mulheres Albanesas, em particular, as escravas do passado, encontraram no Partido e em Enver Hoxha a força para lutar e a coragem para conseguirem o que só o socialismo pode tornar realidade: a completa emancipação económica, política e social. Os discursos de 6 de Fevereiro e de Junho de 1967 de Enver Hoxha sobre as questões do problema das mulheres Albanesas foram uma nova chamada para o povo e do partido, para as mulheres e as raparigas da Albânia marcharem à frente corajosamente expulsando o legado de injustiça herdado da história da sociedade das classes antagónicas.

"Todo o partido e o país inteiro têm de eliminar os hábitos reaccionários que repudiam e oprimem as mulheres violando as leis do Partido para a protecção do género feminino e para igualdade completa das mulheres dentro da sociedade socialista." (Enver Hoxha, Discurso proferido a 6 de Fevereiro de 1967, traduzido da versão em Português)

"A revolução proletária remove o antagonismo entre ambos os sexos, assim como remove o capitalismo, a burguesia e a sua ideologia, a exploração do homem pelo homem para levar a humanidade até á sociedade sem classes. A revolução proletária consegue isso libertando a mulher de tudo o que restringe a sua liberdade e a sua igualdade de direitos.

Enquanto não houver verdadeira liberdade para a mulher dentro da sociedade de um país, não se consegue conquistar qualquer liberdade nesse país." (Enver

(Enver Hoxha, Some aspects of the problem of the Albanian Women, discurso entregue a 15 de Junho de 1967 ao Comité Central do PTA, traduzido da versão em Português)

 

 

Enver Hoxha falando no 4º Congresso da Frente Democrática – Setembro de 1967

 

No IV. Congresso da Frente Democrática, realizado a 14 de Setembro de 1967, Enver Hoxha entregou o relatório "Sobre o papel e as tarefas da Frente Democrática na luta pela vitória completa do socialismo na Albânia". Enver Hoxha enfatizou que a Frente Democrática se baseia no papel de liderança do Partido e que a eficácia do Partido é assegurada pela Frente Democrática. A essência e o motor da unidade revolucionária do povo Albanês é a liderança do proletariado dentro da unidade revolucionária das classes. A Frente é o principal elo da cadeia para a unificação política do povo.

"A Frente Democrática é directamente a continuação da Frente de Libertação Nacional que se desenvolveu como uma unificação política livre das grandes massas do povo. (...) A Frente é produto do partido. (...) O nosso partido é o único partido Marxista-Leninista da classe operária fundado num país, onde não havia nem partidos socialistas nem social-democratas nem quaisquer outros partidos burgueses e onde o único partido da classe operária se desenvolveu como o único partido político na vida do país. (...) Tendo em conta o facto histórico de que não havia outros partidos políticos, podemos verificar que isto era extremamente vantajoso para a classe trabalhadora e para o povo Albanês, para a questão da revolução e do socialismo na Albânia, enquanto foi uma grande má sorte, uma derrota desastrosa para a burguesia. (...) O nosso partido tem denunciado os revisionistas modernos que negam o papel de liderança do partido dentro do sistema da ditadura do proletariado e dentro das organizações de massa para exigirem a "independência" das organizações de massa do partido. Os revisionistas modernos levantam-se contra a tese Marxista-Leninista de Estaline de que as organizações de massa são a alavanca e o eixo de transmissão para conectar o partido com as massas. (...) Se os revisionistas exigem independência, eles só exigem a independência contra a política do proletariado e o partido comunista para avançarem para a dependência da política burguesa, para deixarem o caminho livre para os partidos burgueses. (...) Para perceber a questão da libertação e da revolução, é necessário que o partido Marxista-Leninista una todas as forças revolucionárias numa grande frente popular sob a liderança do partido. (...) A construção desta frente popular nunca pode tornar-se uma base para a disseminação de ideias oportunistas e ilusões reformistas. (...) Em contrapartida, a Frente, que foi construída na luta revolucionária, deve servir a questão da educação política, da unificação política e da mobilização das massas para a luta armada, para esmagar os imperialistas, os ocupantes e as classes reaccionárias do país (...). Isto não prejudica a democracia, mas pelo contrário fortalece a democracia proletária. O carácter democrático de um sistema não deve ser medido pela soma dos partidos políticos, mas o seu carácter é determinado pela base económica, pela classe que tem o poder, pela política geral e pela actividade do Estado e pelo facto de eles servirem os interesses das grandes massas do povo ou não." (Enver Hoxha)

Os revisionistas sempre acusam os Marxistas-Leninistas de serem "impacientes", "ultra-esquerdistas" e "sectários". No entanto: "Quem acelera o desenvolvimento de eventos de uma forma artificial", disse Enver Hoxha "não tem um ponto de vista Marxista-Leninista correcto, porque a revolução não será organizada e realizada durante um dia. A revolução não é uma cerimónia, mas sim uma dura guerra do povo. No entanto, os Marxistas-Leninistas não têm medo da luta, pelo contrário, eles vão tornar-se mais fortes e invencíveis na luta pela revolução. (...) Mas a táctica da frente única não pode levar o Partido a desistir da sua independência, ele não pode participar qualquer frente unida e deixar-se destruir. Pelo contrário, ele tem que se manter independente para ser firme nos princípios e normas. Ela tem que obter incondicionalmente o papel da vanguarda da revolução pela sua luta e política correcta... a hegemonia não é um dom, temos que lutar por ela." (Enver Hoxha, Talk with comrade Pedro Pomar, 8 de Agosto de 1967, Rruga e Partisë, Nr. 2/1977, traduzido da versão em Português)

 

 

O camarada Enver Hoxha e Pedro Pomar

[ Conversa com o camarada Pomar ]

(em língua Inglesa)

 

O camarada Pedro Pomar foi membro do Comité Executivo do PC do Brasil e ele caiu na luta contra a ditadura fascista no seu país, 10 anos após esta conversa. Nesta ocasião, a conversa com Enver Hoxha foi publicada após a morte do camarada Pedro Pomar. Pedro Pomar disse em discurso em 1967:

As suas palavras, camarada Enver, tocaram-nos muito, elas foram muito calorosas. Nós gostamos de discutir com você. O camarada Amazona está muito contente com o seu país e deixou-o com as melhores impressões e com a convicção da linha correcta do PTA. O PTA está na vanguarda do Marxismo-Leninismo, na vanguarda da luta contra o imperialismo e o revisionismo e mostrou-nos que todos os inimigos, não importa quão fortes eles sejam, podem ser vencidos graças ao Marxismo-Leninismo. Se estamos unidos e conectados, então ninguém nos pode subjugar. Por isso, enviamos as nossas mais calorosas saudações em nome de todos os nossos camaradas." (Rruga e Partisë, Nr. 2/1977, traduzido da versão em Inglês)

Em 21 de Outubro de 1968, Enver Hoxha teve uma conversa com dois líderes do Partido Comunista do Equador (Marxista-Leninista):

O punho dos Marxistas-Leninistas deve também esmagar o aventureirismo de esquerda, esse rebento do revisionismo moderno

Nesta conversa, o camarada Enver Hoxha deixou clara a sua crítica relativamente ás posições anti-Marxistas-Leninistas de Che Guevara.

 

 

Em conversa com os especialistas de construção depois do terramoto de 1967

 

Em Dezembro de 1967, durante um Inverno excepcionalmente grave, um forte terramoto atingiu vários distritos se o norte. O dano foi especialmente pesado no distrito de Dibra. Nesta calamidade causada pelas forças cegas da natureza, o Partido e o poder popular, todo o povo Albanês ficou ao lado do povo dos bairros danificados. Sob as ordens da liderança do Partido e de Enver Hoxha, pessoalmente, todos os custos para a reconstrução das casas e outras edificações danificadas ou destruídas foram atendidos pelo Estado. Naqueles dias difíceis, o líder do Partido e do povo foi pessoalmente a Dibra para dar às pessoas alento, para lhes transmitir as amáveis ​​palavras e cuidados do partido.

Para Enver Hoxha, a história da nação tinha um grande significado. Era a prova da vitalidade do povo Albanês, da sua sede de liberdade e progresso, conhecimento e cultura. A grande obra de gerações anteriores, de lutadores do povo, dos homens notáveis ​​que a Albânia tinha produzido era objecto de respeito e admiração por ele. Para Enver Hoxha, a comemoração dos grandes eventos da história foi uma evocação consciente de que as actuais gerações da nação recebiam lições valiosas. Enver Hoxha, pessoalmente, tinha uma grande paixão por história e pelas ciências relacionadas com ela. Ele seguiu os estudos e novas descobertas sobre a história das épocas do passado com a mesma atenção que dedicou aos desenvolvimentos da história contemporânea. Como líder do Partido e como pensador Marxista-Leninista, ele fez uma grande contribuição para o desenvolvimento da nossa ciência histórica e exibiu um cuidado especial para com o estudo profundo da história, linguagem e tradições da nação. A resistência do povo Albanês, liderado por Skanderberg, à invasão Otomana da Europa fazia parte da consciência e do orgulho nacional. Mas naquela época era também um símbolo, um exemplo inspirador, testemunho da continuidade das qualidades de nosso povo herdadas e renovadas geração após geração. Quinhentos anos depois da morte de Skanderberg, a Albânia ficou em pé de novo, vigorosa, a personificação da força do povo que havia encontrado o seu próprio caminho para o futuro, que tinha a força e a vontade para avançar e o líder que a guiava.

"As lutas titânicas do povo Albanês mostraram que, com a sua luta armada, a sua unidade de aço para um grande objectivo - a defesa da Pátria, a sua honra, os seus costumes, língua e nobres tradições, o povo Albanês tinha vencido inimigos poderosos, selvagens e pérfidos. O povo Albanês mostrou o seu espírito indomável, corajoso e sábio, vencendo, assim, os seus inimigos, tal como ele vai vencer no futuro qualquer outro inimigo, não importa o quão forte e grande, que tente usurpar os seus direitos soberanos." (Enver Hoxha)

 

 

Enver Hoxha – falando aos voluntários da construção do caminho-de-ferro Rrogozhina-Fier

Gradishta – Junho de 1968

Discurso: "A nossa jovem geração marcha ao longo do caminho revolucionário do partido "

(em língua Inglesa)

 

Para as gerações mais jovens da nova Albânia, Enver Hoxha não foi apenas o líder amado do povo e do partido, mas também um amigo, professor e um pai. A época do socialismo abriu as estradas largas para o progresso, uma vida feliz, conhecimento e cultura da juventude Albanesa. Para Enver Hoxha, a juventude era um grande e inestimável activo da nação, capaz de dar a vida e o vigor pela pátria. A sua preocupação com a educação das novas gerações e, acima de tudo, com a sua formação como pessoas do futuro com ideias progressistas, cultura extensa e profundos conhecimentos, como homens e mulheres que se dedicam ao povo e à pátria, foi uma das maiores preocupações do camarada Enver Hoxha durante toda a sua vida.

"As ideias vitoriosas do Marxismo-Leninismo devem conquistar as cabeças e os corações dos estudantes de todo o mundo e devem conectá-los com a classe do proletariado na revolução mundial. Eles devem esmagar o poder do estado capitalista violentamente e devem construir o socialismo como nós fizemos. (...) A nossa juventude revolucionária aprende e qualifica-se não por causa de interesses pessoais, (...) mas para servir o povo, o socialismo, a pátria." (Enver Hoxha, Speech delivered on the great demonstration of boys and girls who built up voluntarily the railway line in Gradishte, 28 de Junho de 1968, traduzido da versão em Inglês)

"A juventude do nosso país vê o futuro com confiança, o futuro está nas suas mãos, todos os caminhos estão abertos para ela... É por isso que ela é uma lutadora, revolucionária e resoluta pela causa do socialismo." (Enver Hoxha)

Enver Hoxha liderou o movimento da revolucionarização da escola em 1968 no curso do 5º Congresso do PTA:

"Diversos livros escolares não são demais para criar a nova escola socialista", disse o camarada Enver Hoxha, “na qual a ideologia burguesa idealista coexiste com a Marxista-Leninista. Nós não estamos autorizados a fazer qualquer concessão á filosofia burguesa idealista – para não falar da teologia." (Discurso de 7 de Março de 1968, traduzido da versão em Inglês)

O 5º Congresso do PTA criticou o desenvolvimento da arte e da literatura por causa de conceitos liberais, modernistas e revisionistas. No seu discurso na Conferência do Partido num distrito de Tirana em 21 de Dezembro de 1968, Enver Hoxha apontou que a arte e a literatura são

"uma das áreas mais importantes da actividade ideológica do Partido.” (...) Tudo o que vai ser criado deve ter o selo do povo, do seu espírito revolucionário, do realismo socialista. Tudo o resto é inútil."

 

 

 

Campanha pela revolucionarização das escolas – 1968

Escola em Korça onde o próprio Enver Hoxha já tinha sido professor


Enver Hoxha apoiou a iniciativa para o aprofundamento da revolução técnico-científica e disse:

"Seria errado supor que a revolução técnico-científica seria feita por algumas pessoas educadas... Não, em comparação com todas as verdadeiras revoluções, também a revolução técnico-científica é feita pelas grandes massas trabalhadoras (...)." (Enver Hoxha, Speech on the 18th Party Conference of the Tirana district, traduzido da versão em Inglês)

No entanto, a revolução técnico-científica não é o remédio universal que os ideólogos burgueses e revisionistas nos querem impor. Portanto, Enver Hoxha sublinhou no mesmo discurso, "que a revolução técnico-científica não é o mesmo que o poder da burguesia capitalista e dos revisionistas modernos, que esmagam o povo de cima para baixo. Nós devemos fazer tudo para estabelecer o socialismo e a revolução proletária".

Enver Hoxha sempre se preocupou que a classe trabalhadora mantivesse o poder. Para ele, essa não era uma questão formal, mas essencialmente uma questão da linha política do proletariado. Ele ressaltou inequivocamente que a ditadura do proletariado, que o sistema socialista só será invulnerável se os mestres do Partido ininterruptamente levarem a cabo a consciencialização do papel hegemónico da classe trabalhadora na liderança de toda a vida do país:

"Nós não podemos misturar o controlo do Estado com o controlo do Partido, da classe trabalhadora ou das massas e colocá-los juntos. Ainda é necessário que todos eles cumpram as suas tarefas de supervisão lado a lado." (Enver Hoxha, Speech delivered in a meeting of secretaries of the Central Committee of the PLA, 9 de Abril de 1968, traduzido da versão em Inglês)

"Sem organizarmos o trabalho em congruência com as exigências das normas objectivas, não vão existir perigos sérios que levam a falhas desastrosas." (Enver Hoxha, Speeches and essays 1969-1970, página 377, traduzido da edição em Inglês)

Em Abril de 1968, quando o camarada Enver Hoxha exigiu uma melhor compreensão e aplicação do controlo dos trabalhadores como um elemento fundamental da liderança da classe trabalhadora, havia ainda grandes passos a dar para resolver esta questão no desenvolvimento do fortalecimento do poder da classe trabalhadora na Albânia.

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Enver Hoxha – 60º aniversário1968


Enver Hoxha formou o carácter revolucionário da política externa da Albânia. Na década de 60, o PTA teve que lidar com a questão Chinesa. A Albânia ainda estava em solidariedade com a China, apesar de não concordar com as actividades dos líderes Chineses. Parecia haver razões para crer que a Revolução Cultural seria dirigida contra os elementos capitalistas e revisionistas. Mais tarde, Enver Hoxha descobriu que ela não era "nem revolução, nem grande, nem cultural e muito menos proletária." (Enver Hoxha, O Imperialismo e a Revolução, 1979, edição em Português)

Em 24 de Março de 1968, houve um importante artigo no "Zeri i popullit" escrito pelo camarada Enver Hoxha: "A classe operária dos países revisionistas deve pisar o campo de batalha de novo e restabelecer a ditadura do proletariado". O seu apelo para a renovação da revolução socialista nos países revisionistas foi um dos documentos mais importantes do Movimento Mundial Marxista-Leninista e anti-revisionista. Nesta batalha anti-revisionista, Enver Hoxha comandou também as armas ideológicas proletárias do Marxismo-Leninismo contra as ideias de Mao Tsetung, contra o Kim Il Sungismo, etc.

"Neste momento significativo para o destino da revolução, os Marxistas-Leninistas e o proletariado mundial não podem ficar em silêncio, não podem ficar inactivos sobre o que acontece nos países revisionistas. As demandas do internacionalismo proletário exigem de todos os revolucionários que eles levantem a sua voz e, consequentemente, lutem pela destruição das cliques revisionistas dominantes e apoiem a classe operária e o povo, que são oprimidos pelos revisionistas. As cliques traiçoeiras devem ser esmagadas e a bandeira da revolução e do socialismo deve ser içada de novo." (Enver Hoxha)

Estas grandes palavras são ainda programa do Comintern [EH].

No dia 13 de Setembro de 1968, a Albânia cancelou o Tratado de Varsóvia, resistiu à política hegemónica do imperialismo Americano e dos social-imperialistas e continuou o seu caminho na luta contra o revisionismo.

 

 

Enver Hoxha – 60º aniversário16 de Outubro de 1968

 

 

 

 

 

1969

 

 

Enver Hoxha – á beira-mar

Vlorë 1969

 

Enver Hoxha 1969

 

 

 

Enver Hoxha celebra o 25º aniversário do Congresso de Permet em Maio de 1969


Por ocasião do 25º aniversário da libertação, a 20 de Novembro de 1969, Enver Hoxha enfatizou no seu discurso de comemoração [25 anos de luta e vitória no caminho do socialismo, parte 2, parte 3, parte 4 – língua Inglesa]:

"O maior antagonismo de classe do nosso tempo é aquele entre os imperialistas e os revisionistas, por um lado, e os povos, por outro lado. Este antagonismo aumenta de forma permanente e é expresso pela classe difícil luta á escala nacional e internacional. O futuro pertence à revolução e ao socialismo apesar dos zig-zags do curso do mundo. Na verdade, o proletariado mundial esforça-se e vê por si mesmo e pela experiência que é necessário construir um novo mundo sem exploração e opressão, que é necessário destruir completamente este velho mundo de exploração e opressão, o que só é possível através da revolução e que não é possível sem a violência armada. A revolução mundial certamente não vai triunfar num dia e a luta não vai ser resolvida dentro de um dia ou dois. A luta é longa e difícil, exige muitas vítimas, mas a ideia da revolução deve pavimentar o caminho para o estabelecimento da ditadura do proletariado incessantemente e irresistivelmente." (Enver Hoxha)

Em 8 de Dezembro de 1969 foi publicado o seguinte artigo de Enver Hoxha:

O CONHECIMENTO DAS CONTRADIÇÕES

NO MUNDO CAPITALISTA-REVISIONISTA SERVE A LUTA DOS MARXISTAS-

LENINISTAS

(em língua Inglesa)

 

 

1970

 

 

Enver Hoxha – 31 de Maio de 1970 – em Dragobia

"“"Eu queria vir para ver este lugar que é um dos mais bonitos da Albânia.

 

 

Tropojë, Maio de 1970

Em 8 de Novembro de 1970, Enver Hoxha fez o discurso "O estudo da teoria Marxista-Leninista deve ser ligado de perto com a prática revolucionária" (em língua Inglesa), na Reunião Solene comemorativa do 25º aniversário da fundação da "Escola do Partido V. I. Lenine”:

"Cabe-nos a nós, comunistas, em primeiro lugar compreender a nossa teoria profunda e, em seguida, ensiná-la às grandes massas do povo. Questões de teoria não são unilaterais, nem é suficiente que elas sejam conhecidas, compreendidas e aplicadas apenas por uns poucos, elas devem ser conhecidas, compreendidas e aplicadas correctamente por todas as pessoas nas suas tarefas e deveres e ninguém, jovem ou velho, pode escapar á sua responsabilidade pessoal e colectiva. (...) Aprendemos o Marxismo-Leninismo na escola não por uma questão de satisfazer a nossa curiosidade ou apenas para enriquecer ou desenvolver o nosso intelecto, mas para ser tão útil quanto possível na vida, para realizar as tarefas definidas pelo partido com tanto sucesso quanto possível, para sermos revolucionários conscientes, capazes de promover a causa do socialismo e do comunismo no nosso país. Isto é alcançado quando a teoria Marxista-Leninista não é aprendida de uma forma abstracta, academicamente, numa prática livresca das massas.

Dominar o Marxismo-Leninismo é ter os meios para dominar os seus princípios fundamentais e as leis, perspectivas e metodologia do mundo, bem como a maneira Marxista-Leninista de interpretar as coisas e resolver problemas. Aprender as definições Marxistas-Leninistas sobre este ou aquele tema, sobre este ou aquele aspecto da filosofia Marxista ou da economia política tem a sua própria importância. Mas o que é de maior importância é o de aprender a sermos guiados por essas leis da vida, a forma de resolver os problemas concretos com que nos defrontamos com base dessas leis. É importante conhecer a história do Partido, o seu glorioso caminho, mas é de maior importância obter uma compreensão completa do ponto de partida e dos métodos utilizados pelo nosso Partido na resolução dos problemas em diferentes circunstâncias e aprendermos a resolvê-los hoje sob novas condições históricas. A missão da Escola do Partido não é apenas dar a estes quadros do Partido algum conhecimento Marxista, mas armá-los de tal forma que eles possam orientar-se na vida segundo essa maneira Marxista de pensar e agir. Entendido dessa maneira, podemos dizer que o marxismo-leninismo deve servir-nos como uma bússola-guia." (Enver Hoxha)

 

Enver Hoxha no 25º aniversário da fundação da Escola Superior do Partido "V.I. Lenine"8 de Novembro de 1970

 

Depois de um trabalho intenso, Enver Hoxha relaxava entre as pessoas, entre as crianças. Ele iria encontrá-los, apertar-lhes as mãos e uma conversa calorosa e sincera começaria. Nessas reuniões, a timidez natural era dissolvida imediatamente pois a sua conversa era a continuação da grande e ininterrupta conversa que o líder conduzia com o seu povo em todos os momentos. Estes encontros inesquecíveis serão apreciados na memória eterna do povo através dos tempos.

No seu discurso "É na unidade entre o Povo, o Partido e o Estado que reside a nossa força", entregue em 18 de Setembro de 1970, numa reunião com os eleitores do distrito eleitoral nº 219, Enver Hoxha acolheu-os com as seguintes palavras:

"Cada encontro com o povo é para mim uma grande alegria, uma escola revolucionária real, pois com o povo sempre aprendemos grandes lições, no seu pensamento criativo encontramos energias inesgotáveis ​​que nos dão novas forças para lutar e trabalhar. Em particular, eu estou muito contente de vir para esta zona eleitoral e conhecer os meus eleitores, porque eu venho aqui, não apenas como seu filho, como seu irmão, como seu companheiro, mas também como o candidato para o representar no maior órgão do nosso poder popular." (Enver Hoxha)

Enver Hoxha teve muitas conversas e reuniões com delegações de partidos e organizações comunistas de todo o mundo.

Em 8 de Dezembro de 1969, ele disse - sobre a ruptura com os revisionistas - á delegação do Partido Comunista da Austrália (ML) [que foram denunciados mais tarde por Enver Hoxha como Maoistas no 7º Congresso do PTA]:

"Vocês devem separar-se desses inimigos não apenas organizacionalmente, mas, antes de tudo, ideologicamente, porque, então, a divisão organizacional vem automaticamente. Assim, a divisão ideológica com eles é o principal, e, nesse sentido, pensamos que os pontos devem ser claramente colocados nos is. A separação dos revisionistas auxilia a consolidação das fileiras do partido e purga os seus membros de pontos de vista incorrectos. Mas pode dizer-se que, com a separação dos revisionistas, todas as teses revisionistas foram varridas do mapa? Não. Nós também travamos uma luta de princípios resoluta contra as teses revisionistas, porque ainda temos de nos livrar de alguns desses pontos de vista e é por isso que a revolucionarização do nosso partido continua no campo ideológico. É precisamente neste sentido que estamos concentrando a nossa luta neste momento. As teses revisionistas e burguesas são removidas, em primeiro lugar, por uma purificação da consciência, e esta é uma questão muito importante. (...) Como asseguro, eu sou apenas um membro firme do meu partido e um combatente firme do movimento internacional comunista." (Enver Hoxha)

Em Gjirokastra, cidade que lhe era tão cara, entre o povo que o acolheu, ele gosta de falar com eles, ele deseja ver a cidade. E uma noite, quando a cidade parece adormecida, ele tem o desejo de sair na calada da noite pelas ruas silenciosas. Ele quer ouvir o som dos passos na calçada de pedras da Qafa e Pazarit e talvez recordar os sons produzidos pelas placas dos sapatos quando ele corria pelas ruas na sua infância. Ele quer passear rua após rua, passando porta após porta, para mostrar á sua esposa, Nexhmije, a geografia da cidade e contar os seus contos interessantes de anos passados ​​... Mas a cidade não está dormindo. Alguém puxa para trás uma cortina, alguém está andando para casa do trabalho e... a rua está cheia de gente. Isso coloca um fim ao passeio por conta própria, á aula de geografia, á viagem de volta à infância. Mas não há nenhum sinal de arrependimento nos seus olhos. Ele está sorrindo enquanto fala com eles e os ouve. Enver gostava de conversar tranquilamente com as pessoas.

"Eu tive um grande desejo de vir aqui a Dragobia, tão famosa pelo seu valor, em primeiro lugar, para vê-los a vocês, pais, irmãos, irmãs, meninos e meninas que vivem no canto mais distante da nossa terra natal, onde os vossos pais e avós lutaram e onde agora eles estão trabalhando com entusiasmo pela nova vida, pelo socialismo. Eu queria vir aqui para ver este lugar maravilhoso, um dos mais belos da Albânia, para ver não apenas as suas belezas naturais maravilhosas, mas também a sua majestade como uma fortaleza histórica invencível." (Enver Hoxha)

Nos anos do Partido, as zonas do Norte, onde a pobreza e o atraso pronunciado prevaleceram no passado, estavam experimentando um desenvolvimento económico e cultural polivalente e vigoroso. O socialismo incluiu todo o país num processo de transformação que garantiu o desenvolvimento harmonioso de todas as regiões do sul e do norte. A abertura de novas minas e fábricas trouxe um novo espírito de progresso para o norte, e também o nascimento e fortalecimento de uma classe trabalhadora desenvolvida, juntamente com o campesinato cooperativista. Para Enver Hoxha, os seus encontros com o povo patriótico do Planalto Norte, durante a visita que ele fez lá em Junho de 1970, não era apenas uma oportunidade para uma conversa calorosa e sincera, mas também a fonte de uma força inesgotável que o povo sempre tinha dado ao partido através do seu patriotismo ardente e através da sua luta para adoptar as novas ideias do partido para a transformação radical de todos os aspectos da vida.

 

Enver Hoxha – Junho de 1970 em Has

 

Durante toda a sua vida, Enver Hoxha manteve o seu amor e respeito indeléveis para com as pessoas comuns, para com aqueles que o abrigaram nas suas casas e cabanas durante os anos difíceis da guerra, por aqueles que deram os seus filhos e filhas pela liberdade. Em cada visita que ele fez aos diferentes bairros na Albânia, os veteranos de guerra, os pais e os filhos e filhas de guerrilheiros mortos estavam entre as primeiras pessoas que iria encontrar. Ao longo dos anos, laços espirituais, como aqueles que só podem ser criados entre pai e filho, foram criados entre o povo e os líderes. Apesar de com o passar dos anos, os cabelos de Enver Hoxha se tornaram cinzentos, todas as mães o chamavam simplesmente de "filho". Enver Hoxha gostava de conhecê-las, falar com elas e recordar o passado. E elas tinham coisas para recordar.

 

Enver Hoxha recebe o membro do governo do Congo - Alois Mudileno Masengo

Em 17 de Outubro de 1970, Enver Hoxha teve uma conversa com uma delegação da República Popular do Congo (Brazzaville)O Partido Marxista-Leninista assegura a liberdade do povo e a independência da pátria ao confiar nas massas. (em língua Inglesa)


 

 

 

Enver Hoxha – entre o 6º e o 7º Congresso do PTA –

1 de Novembro de 1971 – 1 de Novembro de 1976

Na preparação do 6º Congresso do PTA, o camarada Enver Hoxha destacou no seu discurso "Sobre o significado teórico e prático da organização do trabalho" - entregue ao Plenário do CC do PTA:

"No próximo ano, teremos o 6º Congresso do partido. Antes, teremos de fazer a reunião das organizações de base para as eleições, a Conferência do Partido e assim por diante. Caso estes objectivos não sejam considerados como aqueles que devem ser alcançados, nós não conseguiremos consolidar o nosso partido, o seu papel de liderança a todos os níveis, melhorando a sua imagem, aumentando o nível dos seus membros e revolucionarizando ainda mais os comunistas e os quadros.

Para sermos capazes de levantar os problemas na Conferência do Partido e no Congresso, é necessário começar agora a realizar vários estudos para resumir a experiência acumulada e assim fazer um trabalho mais científico como o Plenário também aconselhou. Foi feita referência, na reunião do Plenário, às iniciativas e acções independentes. É precisamente na luta para levar a cabo as tarefas definidas neste Plenário que a iniciativa e a acção independente da base devem aparecer em toda a sua grandeza. Não vamos esperar que ordens ou instruções vindas de cima nos ensinem a utilizar estes materiais. Quem lucra com este uniformismo? Por que é que todas as questões têm de ser necessariamente tratadas sempre da mesma maneira em todos os lugares? Em consonância com os problemas e tarefas que tenha, cada organização do bairro ou da base deve ocupar, analisar e resolver um após o outro todos os problemas que o afligem, vendo-os sob o ângulo das directivas emitidas pelo 10º Plenário. É tempo de fazermos uma curva acentuada nessa direcção. Deixemos a reunião deste Plenário servir como um impulso sério para fazer essa mudança necessária no nosso método de trabalho e em todo o trabalho de organização." (Enver Hoxha)

 

Enver Hoxha lendo o relatório ao 6º Congresso do PTA – Novembro de 1971

No 6º Congresso do PTA (1 a 7 de Novembro de 1971), Enver Hoxha resumiu a experiência do trabalho do Partido, dos movimentos revolucionários das massas trabalhadoras e de todo o povo Albanês para aprofundar a revolução socialista em todos os campos. Ele fez uma série de generalizações importantes sobre o fortalecimento da ditadura do proletariado e o cada vez mais amplo e activo papel das massas na direcção do país. O camarada Enver Hoxha sublinhou a necessidade de aprofundar a revolução ideológica e cultural como uma tarefa fundamental para fechar o caminho á degeneração do estado socialista e da sociedade. O triunfo do socialismo, qualquer passo à frente da revolução, seria inconcebível sem a libertação espiritual do povo. As conclusões Marxistas-Leninistas do camarada Enver Hoxha sobre o papel de liderança do Partido e o seu fortalecimento ideológico, político e organizativo foram de grande valor teórico e prático.

O 6º Congresso do PTA fortaleceu a ditadura do proletariado na Albânia. Por causa da degeneração da ditadura do proletariado na União Soviética, por causa da destruição do socialismo pelos revisionistas, era muito importante para todo o movimento comunista mundial defender a ditadura do proletariado na Albânia. Reforçar a frente revolucionária ideológica é necessário desde os inícios da luta de classe. A revolucionarização da luta de classes sob condições socialistas foi uma das principais tarefas do Congresso. A luta foi dirigida contra o burocratismo e o tecnocratismo. Enver Hoxha sublinhou que a luta democrática contra o burocratismo é uma luta de vital importância para o desenvolvimento do socialismo:

"Sem democracia socialista não há ditadura do proletariado, e também não há verdadeira democracia sem a ditadura do proletariado." (Enver Hoxha, Report to the 6th Congress of the PLA, traduzido da versão em Inglês) Enver Hoxha disse que a classe trabalhadora "não só deve estar consciente sobre o seu papel como a força produtiva decisiva, mas também sobre o seu papel político como a classe de vanguarda da nossa sociedade.”

"A nossa classe trabalhadora", diz o camarada Enver Hoxha ", está no comando e tem todos os meios e todas as possibilidades para a construção de uma sociedade sem classes, para construir o socialismo e o comunismo. Mas, para ser capaz de realizar essas tarefas, ela deve primeiro temperar as massas de acordo com o seu exemplo.”

"No nosso país, a classe operária está no poder, e conduz através do Partido e do Estado proletário toda a vida do país. O seu papel de liderança e controle é decisivo. Sem este papel não existe ditadura do proletariado, não há socialismo." (Enver Hoxha)

"As massas devem ter o direito de eleger os seus líderes e responsáveis. As massas devem ter o direito de substituí-los, as massas devem ter o direito de controlar cada passo, mesmo o menor passo da sua actividade." (Enver Hoxha, Works, volume 27, p. 233-234, traduzido da versão em Inglês)

Uma das tarefas mais importantes do fortalecimento da ditadura do proletariado é a defesa militar da pátria socialista. De acordo com as directrizes dadas por Enver Hoxha em 1970, a defesa militar é a tarefa de todo o povo sob a liderança do proletariado. O exército popular é apenas uma parte do povo armado, no entanto, a pátria tem de ser defendida por todo o povo. Enver Hoxha chamou o exército "um exército do povo, um exército da revolução, um exército da ditadura do proletariado, um exército que está conectado com o povo armado”:

"O partido é e sempre será a alma do exército, o cérebro que leva o exército no seu curso, é a força vital que faz com que o exército seja invencível. No nosso exército, no topo da nossa defesa, o partido comanda as armas." (Enver Hoxha, Report, p. 137, traduzido da versão em Inglês)

O 6º Congresso do PTA demonstrou a sua determinação para avançar com a revolução ideológica e cultural de forma ininterrupta.

"Não lutar com todas as nossas possibilidades pode levar-nos a parar a revolução no meio do caminho." (Enver Hoxha, Report, p. 142, traduzido da versão em Inglês)

Enver Hoxha enfatizou: "Estamos diante de um conflito entre as ideias burguesas e revisionistas e as concepções Marxistas-Leninistas. A velha mentalidade da pequena burguesia está em oposição á nossa nova forma socialista de pensar. As aparições de individualismo burguês e pequeno-burguês e da ignorância burguesa e pequeno-burguesa opõem-se ao espírito socialista do colectivismo e da solidariedade socialista. Somos opositores do liberalismo burguês e do conservadorismo patriarcal pelo nosso espírito progressista. Tomamos medidas para fazer sacrifícios e actividades que favoreçam a modéstia e auto-disciplina, e contra a tendência de preguiça e arrogância." (Enver Hoxha, Report, p. 152, traduzido da versão em Inglês)

Em relação ao papel de liderança do Partido, Enver Hoxha ensinou: "O papel de liderança do Partido não será minimizado pelo desenvolvimento e consolidação do socialismo. Pelo contrário, o papel de liderança tem de ser fortalecido e concluído ainda mais." (Enver Hoxha, Report, p. 163, traduzido da versão em Inglês)

"A melhoria do papel principal, educacional, organizacional e de mobilização do partido num estágio superior é sempre necessário, é uma tarefa permanente de importância vital." (Enver Hoxha, Report, p. 163, traduzido da versão em Inglês)

"A unidade fundamental do partido é não só a sua reunião, mas toda a actividade dos membros comunistas, cada um por si e todos juntos, antes, durante e depois de cada reunião (...)." Enver Hoxha explicou no seu relatório entregue ao 6º Congresso do PTA: "Cada comunista participa activamente no planeamento e transformação da linha do partido, ele tem que criticar as faltas e ele tem que ser autocrítico em relação à sua própria fraqueza." (Enver Hoxha, f. 174) "Toda a actividade do Partido, das organizações e dos comunistas tem que ser controlada pela classe operária e pelas massas trabalhadoras... Esta é uma questão de importância vital para evitar que o partido se afaste da classe operária e das massas, para se certificar de que o partido será revolucionário até ao final e que servirá fielmente o povo." (Enver Hoxha, Report, p. 176, traduzido da versão em Inglês)

O 6º Congresso do PTA apelou á luta contra o imperialismo e o revisionismo e chamou o imperialismo norte-americano como o "inimigo nº 1 do mundo". Enver Hoxha pediu que a luta contra o imperialismo norte-americano fosse "o maior dever das forças revolucionárias de hoje" e que este "seja um marco para todas as forças políticas em todo o mundo" (Enver Hoxha, f. 83). Enver Hoxha apontou que para os povos e para a revolução mundial, "o jovem imperialismo revisionista Soviético é tão perigoso, tão malicioso E agressivo como o imperialismo norte-americano." (Enver Hoxha, Report, p. 84, traduzido da versão em Inglês)

"O crescimento das forças revolucionárias e do levante revolucionário no mundo – disse o camarada Enver Hoxha no 6 º Congresso do PTA - mostrou que, apesar do grande e febril esforço para voltar atrás a roda da história, o imperialismo e o revisionismo não foram e nunca serão capazes de alterar o equilíbrio de forças, que em geral está mais e mais da ponta do lado da revolução. A iniciativa histórica, passou para as mãos da classe trabalhadora e dos povos. O caminho do desenvolvimento da actual sociedade humana é determinado pela revolução." (Enver Hoxha, Report to the 6th Congress of the PLA, p. 13-14, traduzido da versão em Inglês)

Enver Hoxha condenou o acolhimento de Nixon em Pequim pelos dirigentes revisionistas Chineses numa carta enviada pelo CC do PTA em 6 de Agosto de 1971.

"Vocês não podem confiar e apoiar-se num imperialismo para lutar contra o outro." (Enver Hoxha, Report, p. 88, traduzido da versão em Inglês)

"A luta ideológica contra o revisionismo é sempre aguda, é sempre de primeira importância e tem que ser mantida permanentemente até o fim, até á destruição final do revisionismo." (Enver Hoxha, Report, p. 86, traduzido da versão em Inglês)

O camarada Enver Hoxha apontou que, sem expor e combater a demagogia e traição revisionista, não se pode esperar ganhar na luta contra o imperialismo.

O 6º Congresso do PTA deu as boas vindas a todos os novos partidos Marxistas-Leninistas de todo o mundo e ressaltou que seu apoio seria "o primeiro dever internacionalista" (Enver Hoxha, Report, p. 201, traduzido da versão em Inglês). Ele prometeu apoiar os jovens partidos com toda a força. As delegações estrangeiras tinham sido de "grande encorajamento e inspiração" (Enver Hoxha, Report, p. 201, traduzido da versão em Inglês).

 

 

Enver Hoxha – 17 de Outubro de 1971

 

Para Enver Hoxha, o reforço da unidade do movimento Marxista-Leninista sempre foi uma necessidade absoluta em face da actividade coordenada dos imperialistas e da luta revolucionária do proletariado e dos povos. Enver Hoxha defendeu os interesses da revolução mundial e a luta dos povos pela libertação nacional e social, e foi toda a sua vida um lutador ferrenho na luta contra o imperialismo, o revisionismo moderno e o conluio contra-revolucionário entre os seus chefes. Esta luta inabalável de Enver Hoxha reforçou a autoridade do PTA no movimento comunista internacional e o prestígio da República Popular Socialista da Albânia aos olhos dos partidos Marxistas-Leninistas de todo o mundo.

 

 

Enver Hoxha durante o 6º Congresso do PTA – Novembro de 1971

 

O camarada Enver Hoxha ensinou: "No nosso tempo, nós não precisamos de copiar os pseudo-socialismos revisionistas e descobrir novos -ismos do socialismo. O socialismo existe e desenvolve-se em teoria e prática. O socialismo tem uma rica experiência histórica, concentrada na teoria Marxista-Leninista, o que é provado pela energia vital da prática. Aplicando a teoria científica de acordo com as condições de cada país, as forças revolucionárias devem encontrar o caminho correcto para o socialismo." (Enver Hoxha, Report, p. 199, traduzido da versão em Inglês).

"A classe trabalhadora – disse o camarada Enver Hoxha no 6º Congresso do Partido - apesar das mudanças no mundo capitalista actual, é privada de qualquer tipo de propriedade sobre os meios de produção, da sua gestão, organização e objectivo. A chamada “sociedade de consumo” não foi criada para atender as necessidades dos trabalhadores, mas para intensificar a sua exploração e aumentar os lucros dos capitalistas.”

O 6º Congresso do PTA liderado pelo camarada Enver Hoxha defendeu a pureza do Marxismo-Leninismo, defendeu o comunismo, fortaleceu o movimento mundial dos Marxistas-Leninistas, resistiu aos inimigos de classe e lidou com todas as dificuldades e obstáculos para construir completamente a sociedade socialista.

Enver Hoxha considerava que a compreensão profunda da linha e directivas do Partido pelas massas trabalhadoras era decisiva. Ele deu uma série de orientações sobre a análise das decisões do Congresso entre as pessoas, nas organizações do Partido na base, e entre os colectivos que trabalham na cidade e no resto do país. Nas suas palestras e reuniões com os principais quadros do Partido, do Estado e da economia, com operários e camponeses, com o povo, ele deu extrema importância á explicação da política do Partido na pátria e no exterior e do seu programa para o desenvolvimento não só de todo o país, mas também de cada distrito, região e cidade. Isto activou os elementos reaccionários dentro e fora do país e não foi por acaso que a luta de classes foi agravada. Em tal situação difícil, Enver Hoxha provou ser o timoneiro do PTA e da ditadura do proletariado, bem como o defensor do povo Albanês - e isso desde o início, quando ele se tornou No líder da luta de libertação antifascista. Enver Hoxha era uma monstruosidade para os revisionistas - e um perigo agudo para todo o mundo imperialista-revisionista quando as tentativas revisionistas não conseguiram quebrar os ossos da Albânia nos anos 60. O 6º Congresso do PTA foi uma manifestação da firmeza na rejeição do revisionismo.

"A classe trabalhadora está permanentemente em luta de classes. (...) O Partido tem que estar na vanguarda incondicionalmente (...) Caso contrário, haveria `senhores` e `comandantes`. (Aqui vemos um grande princípio Leninista que nunca poderá ser violado. O Marxismo-leninismo ensina-nos que os comunistas têm de tratar bem os elementos sem partidos, que eles têm que lhes dar confiança como irmãos..." (Enver Hoxha, Speech delivered at the Plenum of the Committee of the Party in the Mat district, 6 de Fevereiro de 1972, traduzido da versão em Inglês)

 

 

Enver Hoxha

Falando no encontro do plenário do Comité do PTA no distrito de Mat – Fevereiro de 1972


No discurso que pronunciou no Plenário do Comité do Partido do distrito Mat (Fevereiro de 1972), Enver Hoxha tratou teoricamente a relação dialéctica entre as massas trabalhadoras e o partido revolucionário da classe operária na fase da construção completa da sociedade socialista, ligando-a de perto com a prática do socialismo no nosso país. O camarada Enver Hoxha apresentou uma série de ideias importantes sobre o reforço do papel das massas na vida económica, política e ideológica da nossa sociedade. Embora afirmando o princípio decisivo do papel de liderança do partido na revolução e na construção da sociedade socialista, ele destacou a necessidade da participação cada vez mais ampla, mais tangível e mais directa das massas na determinação da linha do Partido e do Estado e na sua aplicação prática. Ele apresenta como uma importante demanda o reforço do papel das massas, dos órgãos eleitos do Estado, o estabelecimento de relações correctas entre comunistas e não-comunistas nos órgãos centrais do Estado, a interposição de mais trabalhadores nos fóruns e órgãos do Partido e do Estado, bem como o reforço do controle das massas sobre os quadros e pessoal de liderança. As ideias importantes que Enver Hoxha apresentou no seu discurso de 26 de Fevereiro de 1972 deram um novo impulso ao trabalho do Partido e do Estado e ao entusiasmo das massas trabalhadoras. Constituíram uma nova contribuição para a luta contra a burocracia.

 

 

 

Celebrando o dia da criança – 13 de Junho de 1972

 

A vida de classe de Enver Hoxha não se limitou á luta contra os revisionistas, mas ele participou nas comemorações socialistas da classe operária e do povo. O mês de Junho começa com uma festa linda, o dia das crianças. Nas ruas ecoam as vozes felizes e entre elas sente-se a atmosfera estimulante quando o tio Enver está entre elas. Quantas vezes ele tem estado entre as crianças, participando da sua alegria e músicas! Estas crianças, que cantavam e dançavam diante do Tio Enver, nunca vão esquecer o dia 13 de Junho de 1972 porque elas sentiram as carícias do tio Enver nas suas cabeças, porque elas arremessou os braços ao redor do seu pescoço beijando-o.

A visita a Korça de Agosto de 1972 reflecte o desejo de Enver Hoxha para estar entre os trabalhadores, de conversar pessoalmente com eles tão frequentemente quanto possível. As visitas a esta cidade tinham uma atmosfera especial para ele. Ele frequentemente foi a este centro económico e cultural do nosso país em festa ou em negócios do Estado, bem como de férias. Depois de reuniões e palestras sobre os principais problemas, ele gostava de passear nas ruas da cidade onde passou parte da sua juventude e visitar os seus amigos e companheiros daqueles anos.

As visitas de Enver Hoxha a diferentes bairros e cidades do país foram uma grande alegria para o povo. A sua participação nas celebrações dos eventos fazia parte da comunicação aberta, sincera e calorosa que ele manteve com as massas até aos últimos dias da sua vida. Onde quer que fosse, independentemente do objectivo da sua visita, fosse para uma reunião de trabalho, para participar em eventos da vida do país ou em férias, ele sempre ia além desse limite, a fim de ver, tanto quanto possível, as pessoas nas suas casas, para ver um projecto que estava sendo construído ou um trabalho colectivo. Enver Hoxha também visitou Shkodra, aquela cidade do povo patriótico, talentosa e trabalhadora, com grandes tradições na arte e na cultura.

"Eu, pessoalmente, sinto satisfação quando eu escuto a música de grandes compositores clássicos e progressistas do mundo, ou as obras musicais dos nossos compositores. Mas, para dizer a verdade, as belas canções e danças folclóricas ainda me satisfazem mais, com as suas emoções, beleza, poder e, ao mesmo tempo, a sua simplicidade. Eu não digo isto simplesmente devido ao facto de que eu sou Albanês. Mas porque as nossas músicas e danças folclóricas são verdadeiramente bonitas, muito bonitas. Ao levantar toda esta riqueza única que herdamos do passado para um pedestal e ao perpetuá-la, o nosso Partido tem feito uma grande obra.”

"O nosso povo tem sido sempre optimista. Tanto nas suas tristezas e suas alegrias, eles nunca perderam a fé no futuro, e esse optimismo, essa majestade do povo, tem sido perpetuada na rica herança da literatura oral, nas músicas, danças, costumes e outras tradições maravilhosas. Isso é algo magnífico que o génio do povo pode alcançar na arte." (Enver Hoxha)

Houve transformações radicais alcançadas durante os 30 anos de poder do povo. No decorrer de três décadas, o nosso país passou por todo um desenvolvimento sem precedentes na indústria e agricultura, na educação e na cultura e, especialmente, nas suas pessoas. O partido e Enver Hoxha foram os grandes designers deste desenvolvimento que reforçou a Pátria. Os anos de socialismo são anos de trabalho e esforços, vitórias e sacrifícios em prol da felicidade do povo.

O povo Albanês comemorou o 30º aniversário da libertação com confiança na linha do Partido, essa fonte inesgotável que rejuvenesce as pessoas e as inspira a maiores vitórias, que são a pedra fundamental do seu avanço. Este tem sido e sempre será a fonte do progresso da Albânia e a sua confiança num futuro melhor.

 

 

1973

 

O ano de 1973 começou com um evento significativo: a formação da Academia de Ciências. A participação de Enver Hoxha neste evento marcante na história da cultura Albanesa era um símbolo da sua participação como líder do Partido e como uma grande personalidade da nossa ciência e cultura em todo o desenvolvimento cultural que era inimaginável antes da Albânia socialista. Em menos de três décadas da sua história, o nosso povo tinha deixado para trás séculos inteiros de atraso, ignorância e escuridão. Agora, a Albânia tinha a sua própria ciência e cientistas que lideravam um exército de especialistas nas mais variadas áreas. A formação da Academia de Ciências da RPA foi outro acto que confirmou as grandes transformações que a época do socialismo tinha conseguido na Albânia. Mas tudo isso não poderia ser alcançado sem a luta de classes.

No início da década de 1970, como resultado do aumento dos esforços do inimigo para derrubar a ordem socialista na Albânia por meio da agressão ideológica pacífica, apareceram sinais do encorajamento das tendências modernistas na literatura, música e artes figurativas. As tentativas foram feitas para espalhar um espírito liberal, não só na arte, mas também na economia, escola, juventude e modo de vida. Em Janeiro de 1973, num discurso proferido no encontro do Presidium da Assembleia, Enver Hoxha chamou a atenção para esses fenómenos e sublinhou o perigo de os menosprezar. Em 15 de Março, na reunião dos comunistas do aparelho do CC do PTA, ele fez o discurso acerca de como o cerco imperialista-revisionista deve ser entendido e combatido, no qual ele mostrou as origens e as causas de tais manifestações e salientou o perigo de perder a vigilância do inimigo de classe nas condições em que o poder popular do foi estabelecido.

Consequentemente, essas novas directrizes do partido também deram um impulso renovado aos elementos liberalistas e sectários que pensavam que esta linha de massas do Partido lhes iria abrir as portas. No entanto, a luta contra estes elementos reforçou o aprofundamento da linha de massas do Partido, reforçou o controle das massas sem partidos que representavam a maioria das pessoas, reforçou a unidade do Partido com a classe e as massas, expôs o grupo anti-partido de F. Paçrami e de T. Lubonja. Enver Hoxha liderou a luta de classe contra a violação da moral socialista vitoriosa. Os elementos hostis que tentaram tirar proveito dos pontos fracos na luta contra o revisionismo, que queriam aproveitar-se do cerco imperialista e revisionista á Albânia - todos eles foram eliminados. Quando os líderes Chineses começaram com a reconciliação com os imperialistas Norte-Americanos, quando os revisionistas começaram com a reconciliação com o imperialismo mundial á escala internacional, a Albânia resistiu à influência revisionista por fora e por dentro e furou os planos dos inimigos de classe. Enver Hoxha notou que a burguesia mundial sempre tenta tirar proveito de alguns pontos fracos do povo para o influenciar demagogicamente, para o fazer acreditar que a burguesia mundial vai ajudar os povos a resolverem os seus problemas. Então, o camarada Enver Hoxha não só defendeu o Marxismo-Leninismo contra o revisionismo á escala mundial, mas ele liderou também a luta de classes contra o revisionismo no seu próprio país, dentro do partido e dentro de todas as organizações de massas do partido. Ele transformou e ampliou a luta de classes de massas – a luta pela linha de massas do PTA.

"Se liderarmos a luta activa contra diferentes aparências do conservadorismo, então não podemos cair no liberalismo, não podemos perder a vigilância das presentes influências destrutivas da ideologia e da cultura burguesa. Nós não podemos dar pouco valor a essas influências, não podemos ter uma atitude passiva, mas devemos lutar resolutamente e com paixão revolucionária." (Enver Hoxha, Contribution to the discussion on the session of the Presidency of the People`s Meeting, 9 de Janeiro de 1973, traduzido da versão em Inglês)

O homem terá sucesso, explicou o camarada Enver Hoxha durante a sessão da Presidência da Assembleia Popular, se ele conseguir entender completamente aquilo que ele criou por si mesmo com as suas forças, sangue, suor e lágrimas. Credulidade, concessões, comportamento liberal, a redução da vigilância e euforia, tudo isto leva água ao moinho do inimigo de classe.

Enver Hoxha liderou a luta de classes em ambas as direcções, contra o liberalismo e contra o conservadorismo, contra o oportunismo, bem como contra o sectarismo. Esta foi a única maneira de evitar que o partido fosse tomado de surpresa. (Enver Hoxha, discurso de 15 de Março de 1973, "Como é que nós temos que entender o cerco imperialista-revisionista e como é que nós temos que o combater?").

O quarto Plenário do CC do PTA (Junho de 1973) atacou a actividade hostil de elementos de ideologia e cultura anti-partido. No relatório que o camarada Enver Hoxha entregou, ele mostrou os objectivos destas actividades, analisou o conteúdo ideológico e político do liberalismo, e salientou o seu perigo para o Partido e para o Estado socialista. A derrota desta actividade hostil deu um impulso poderoso, especialmente para o desenvolvimento da arte e da cultura e fortaleceu o seu conteúdo popular e socialista.

O liberalismo é sempre a expressão da essência do oportunismo político e ideológico, é a negação da luta de classes consequente." (Enver Hoxha, Speech on the 4th Plenum of the CC of the PLA, 26 a 28 de Junho de 1973, traduzido da versão em Inglês)

No quarto Plenário, Enver Hoxha criticou que a luta não pode ser reduzida por meio de palestras, conferências e slogans. A luta ideológica é antes uma luta em todos os ramos, diz respeito a todos os problemas e tarefas na política, economia, ideologia, sociedade, cultura e por último: no campo militar. A onda da luta de classes alarga-se e aumenta. A destruição dos traidores dentro do exército reforçou a defesa do país.

 

"A experiência mostra que devemos julgar a nossa revolução pela revolução e progresso das mulheres”

Enver Hoxha participando no Congresso das Mulheres em 1973

 

 

Em Outubro de 1973, Enver Hoxha e Hysni Kapo participaram n Festival de Folclore de Gjirokastra

 

Enver Hoxha – 16 de Outubro de 1973

65º aniversário

 

 

 

 


 

1974

 

Em honra do 30º aniversário da libertação no estádio “Qemal Stafa”

em Outubro de 1974

 

 

"Camarada Enver Hoxha”

Pintura a óleo de Zef Shosi dedicada ao 30º aniversário da libertação e da revolução popular no país

 

 

 

Enver Hoxha encontra-se com eleitores no dia 3 de Outubro de 1974 em Tirana

 

Em 1974, o partido lutava contra esta actividade extremamente perigosa que visava enfraquecer as forças armadas e a defesa do país com o objectivo de organizar um golpe militar para derrubar o poder do estado popular. Aproveitando-se das funções no Partido, nos órgãos estaduais e, especialmente, no Ministério da Defesa Popular, os líderes do grupo inimigo estava trabalhando secretamente durante anos para distorcer e sabotar a linha militar do partido. As "teses teóricas militares" trabalhadas por eles opunham-se a esta linha. Elas foram fundadas no derrotismo, na prevenção da resistência frontal ao agressor permitindo a ocupação do país. A descoberta dessas teses preparadas em segredo foi o primeiro sinal dessa actividade organizada. Sob a orientação de Enver Hoxha, a liderança do Partido minuciosamente analisou o conteúdo e os objectivos das teses inimigas. As análises e conclusões de Enver Hoxha deram uma orientação precisa para as discussões e análises que foram realizadas no Partido. Gradualmente, os objectivos e os nomes dos membros deste grupo perigoso foram descobertos. O grupo inimigo consistiu em B. Balluku, o Ministro da Defesa Popular, P. Dume, chefe do Estado-Maior Geral e H. Cako, chefe do conselho político dos directores dos exércitos. Para realizar as suas intenções criminosas, este grupo tinha apoio do exterior. Eles reactivaram a antiga conexão com os revisionistas Soviéticos e ao mesmo tempo eles estavam em contacto com os dirigentes revisionistas Chineses cujos planos eram confinar a defesa da Albânia a uma guerra de guerrilhas contra o cerco militar. Os dirigentes revisionistas Chineses foram os criadores das "teses militares teóricas", que foram designadas para se juntar a uma aliança militar com a Jugoslávia e com a Roménia revisionistas. Estes planos já foram trabalhados por Zhou Enlai em 1968 e aceites por Balluku durante a sua visita á China. Estas teses contra-revolucionárias foram dirigidas contra a linha militar do Partido e abriram portas e portões para potenciais invasores pela liquidação do papel de liderança do Partido e pela eliminação do carácter revolucionário do exército popular que foi educado no espírito da revolução e do socialismo. Pela eliminação do Partido, deveria ser iniciado um golpe do imperialismo e uma agressão imperialista. Todas estas conspirações foram descobertas por Enver Hoxha no seu discurso proferido no Bureau Político do CC do PTA no dia 10 de Outubro de 1974, bem como no seu discurso "Varrer a actividade hostil de B. Balluku com a vassoura de ferro", entregue a 14 de Outubro de 1974, na presença dos quadros mais importantes das forças armadas. Depois de seis meses de luta de classes intensiva, o sexto Plenário do CC, que se reuniu a 16 e 17 de Dezembro de 1974, retomou o curso do equilíbrio e apresentou os resultados da discussão.

 

 

Enver Hoxha – discursando no encontro final do 6º Plenário do CC do PTA

em 17 de Dezembro de 1974

 

"Nada pode prejudicar o nosso país socialista se o partido está de guarda, vigilante e intrépido. Nada pode prejudicar o nosso país se o Partido ainda é o que ele é, ou seja, a vanguarda organizada da classe operária." (Enver Hoxha, Final speech on the 6th Plenum of the CC of the PLA, traduzido da versão em Inglês)

Descobriu-se que o grupo inimigo tentou mudar o exército revolucionário para um exército burguês-revisionista. As directivas de Enver Hoxha sobre o povo armado foram sabotadas. Os soldados têm "materiais de estudo preto em vez das obras do camarada Enver Hoxha. Há planos de conquistar o poder e restaurar o capitalismo na Albânia por um golpe armado. O sexto Plenário do CC revelou o grupo hostil ao chefe do exército, o grupo hostil mais perigoso em toda a história do partido e do país, mas ao mesmo tempo “a vitória mais extraordinária do socialismo na Albânia", "o resgate da liberdade e da independência do nosso povo!" (carta do CC do PLA para informar os trabalhadores sobre a conspiração do grupo inimigo Balluku, Dume e Cako, dezembro de 1974). O intensificar da educação política e ideológica Marxista-Leninista dos quadros do exército foi muito bem sucedida e subiu permanentemente de nível, estando preparada para a guerra popular em defesa do país socialista.

"Os inimigos imperialistas e social-imperialista fazem esforços para nos assustar com as suas armas poderosas. Mas a força real não é o valor dos soldados ou a quantidade ou a natureza das armas. A história provou que um país e um povo que lutam pelo seu direito resolutamente e que se defendem até ao fim são invencíveis, não importa quão pequenos eles sejam ou o quão inferiores são as suas armas. Não há exército mais forte do que o povo armado e militarmente qualificado e não há arma mais afiada do a da guerra popular em cujo fogo todos os agressores serão destruídos e queimados... O nosso partido e o nosso povo nunca foram intimidados por ameaças, bem como nunca se deixaram trair por adulações de demagogia pacifista. Os inimigos jamais oprimirão o nosso povo. (...) O partido, o povo e o exército são unos e indivisíveis." (Enver Hoxha, Our politic is an open politic, the politic of proletarian principles, discurso de 3 de Outubro de 1974, traduzido da versão em Inglês)

Esta luta revolucionária contra elementos hostis foi continuada com sucesso no sector económico.

 

 

 

1975

 

 

Em 11 de Fevereiro de 1975, o camarada Enver Hoxha enfatizou na sua mensagem para o 7º Congresso da União dos Sindicatos da Albânia:

"Sempre que o partido definir uma tarefa, ele marca novos planos para a edificação do socialismo, e a classe trabalhadora sempre desempenhou um papel decisivo na sua realização em palavras e acções. Isso não é por acaso. É essa classe que lidera a revolução e a construção da nova sociedade socialista até à vitória pela sua consciência e pelo seu alto espírito revolucionário, pela sua força criativa e o seu trabalho altruísta." (Citação de Albania Today, traduzido da versão em Inglês)

Desde o início, Enver Hoxha preocupava-se com o princípio Marxista-Leninista do sindicato como uma importante alavanca do Partido, como uma cadeia da ditadura do proletariado, como uma correia de transmissão que liga o partido com as massas trabalhadoras, como uma "escola de comunismo”. No 6º Congresso do PTA, Enver Hoxha explicou por que é necessário combater as influências revisionistas no seio da União dos Sindicatos. Isto significa que Enver Hoxha contou com a classe trabalhadora e com a União dos Sindicatos na luta contra os inimigos de classe no sector económico que abriram a porta e o portão para os imperialistas e revisionistas liquidarem o sistema económico socialista, com o objectivo de subordinar economia Albanesa aos mercados capitalistas. A maioria dos traidores foram descobertos e denunciados, tal como Abdyl Këllezi, K. Theodhosi e K. Ngjela. Mas havia outros que apareceram abertamente apenas quando Enver Hoxha já tinha morrido. Então, Adil Carcani tornou-se num dos elementos da associação neo-revisionista de Ramiz Alia. Ele foi um dos iniciadores da restauração do capitalismo no sector económico da Albânia. Ele, o Vice-Presidente do Conselho de Ministros e Zhou Enlai encontraram-se na China em 1975 (- e não só -) para assinarem diversos tratados. Ele saiu do quarto, quinto, sexto e sétimo Plenários do CC do PTA com o propósito de cooperação com os inimigos externos e internos. Todos os inimigos internos eram desta ou daquela maneira agências dos inimigos exteriores – não importa se directa ou se indirectamente.

No seu discurso "Os escritores e artistas são ajudantes do Partido para a educação dos comunistas", o camarada Enver Hoxha disse:

"Nós não podemos acreditar que as pessoas ficam imunes contra todos os tipos de doenças apenas pelo aumento do padrão de vida material. Simultaneamente, o partido tem de desenvolver a ideologia revolucionária da sociedade, a ética revolucionária e os costumes, atitudes, sentimentos e filosofia de modo a que não se permitam a restauração da ideologia pequeno-burguesa e burguesa." (Citação de New Albania, 1, 1975, página 3, traduzido da versão em Inglês)

As campanhas dessa luta de classes começou com a iniciativa de Enver Hoxha, que pode ser comprovada nos seus discursos "A revolucionarização do Partido e do pólo do estado", "o controle da classe trabalhadora", "as massas constroem o socialismo" e, especialmente, as suas contribuições para o quarto, quinto e sexto Plenários do CC do PTA. Tudo isto mostrou o quão forte a iniciativa e energia das massas trabalhadoras se desenvolveu ao seguirem a linha de Enver Hoxha e do PTA para combater os elementos burocráticos e revisionistas anti-socialistas dentro do sector económico.

"Os quadros têm o seu lugar, têm o seu papel", enfatizou Enver Hoxha “mas eles não estão autorizados a fazer as leis e as decisões sobre o partido, em vez de ser Partido e a classe operária a fazerem as leis e as decisões sobre os quadros (...) Os quadros devem lutar pela revolução ao longo de toda a sua vida. Eles devem estar com a revolução apenas. Esta deve ser uma lei, caso contrário, os quadros vão tornar-se arrogantes e carreiristas." (Enver Hoxha, Contribution on the Session of the Secretariat of the CC of the PLA, 26 de Março de 1975, traduzido da versão em Inglês)

Para tirar o padrão de seu discurso em Mati, (Fevereiro de 1972: "Se a classe fala, então a burocracia mantém-se em silêncio!") Enver Hoxha criticou e combateu os elementos anti-Marxistas dos quadros:

"Os quadros... devem em primeiro lugar ser educados pela escola da classe trabalhadora", ensinou Enver Hoxha. Se os quadros não passam por esta escola de classe, eles serão inúteis. Um quadro que não está armado com o espírito revolucionário da classe - hoje ou amanhã - estará pronto para trair o partido e o povo." (Enver Hoxha, The cadres must be educated by the school of the working class, 31 de Março de 1975, traduzido da versão em Inglês)

Relativamente àqueles quadros com mentalidade burocrática ou liberal, que acham que são inatacáveis e infalíveis, e que estão autorizados a fazerem o que eles quiserem e a decidirem tudo o que eles quiserem, sem consulta com as massas nem com a classe "do partido", Enver Hoxha ensinou que: "Devemos aniquilar esses quadros em desgraça e varrê-los de vez. (...) Na União Soviética, os quadros fizeram a contra-revolução, e é claro que os maus quadros (...) prejudicam o controlo operário, a vigilância dos trabalhadores, a ditadura do proletariado. O controlo dos trabalhadores significa que a sua classe está dirigindo, significa corrigir os erros e distorções do pessoal burocrático. O controlo operário é desmascarar e condenar a actividade hostil e aqueles que a apoiam." (Enver Hoxha, Speech on the Session of the Secretariat of the CC of the PLA, 4 de Abril de 1975, traduzido da versão em Inglês)

O camarada Enver Hoxha enfatizou: "Os quadros com qualificações mais elevadas ou de alta escola devem ser educado pelo Partido ideologicamente e politicamente em primeira linha, a fim de saberem que eles são os assistentes da classe trabalhadora, directa ou indirectamente, mas não os seus instrutores.”

O sétimo Plenário do CC do PTA esteve em sessão de 26 a 29 de Maio de 1975 para combater as actividades traiçoeiras e liquidá-las finalmente... Relativamente ao tempo de denúncia e de liquidação da actividade de sabotagem, Enver Hoxha disse no Plenário: "É um grande sucesso que tem fortalecido a nossa consciência e confiança na actividade correcta e salvadora do partido que nos conduz á luta de classes contra os inimigos durante a edificação do socialismo.” À luz desta vitória, o Plano Quinquenal mobilizou em 1975 todas as forças dos trabalhadores. No seu discurso final sobre o 7º Plenário, Enver Hoxha disse: "Graças á vigilância do Partido, ao seu talento revolucionário e á sua calma, foi possível denunciar a actividade hostil em todo o seu risco e profundidade."

Na sua contribuição ao Secretariado do CC do PTA, em 28 de Março de 1975, Enver Hoxha disse:

"No caminho, o capitalismo é diariamente criado pela propriedade privada e pelas exigências de salários maiores, despertam-se desejos de realização de lucros maiores, de viver melhor do que todos os outros, de comer e vestir-se melhor do que todos os outros, tornando-se assim um burguês – escondido por trás da máscara de membro do partido, escondido atrás de slogans comunistas."

A decisão da Mesa Política do CC do PTA "Acerca do novo reforço do trabalho e controlo dos camponeses", de 27 de Novembro de 1975 foi:

"Com a liderança do PTA, a vanguarda revolucionária da classe trabalhadora do nosso país, o controlo operário e camponês devem ser realizados de maneira correcta, o que não é uma acção espontânea e anarquista, mas sim através do controlo organizado.”

Tudo isso mostrou mais uma vez que o perigo constante de criação de tendência fraccionárias e do início do revisionismo dentro do Partido da classe operária sempre existiram objectivamente... Ao mesmo tempo, pode ser visto que os comunistas podem lidar com esse perigo, que podem evitar tendências e linhas polémicas e que podem proteger e fortalecer a unidade do partido ideologicamente e organizacionalmente. No entanto, os erros são inevitáveis desde que a luta de classes exista entre o socialismo e o capitalismo á escala nacional e internacional. É o objectivo da luta do Partido para evitar aparições estranhas á sua ideologia e para garantir que elas serão liquidadas na hora certa antes de poderem produzir quaisquer danos, antes que possam pôr em perigo o poder dos trabalhadores, antes que elas possam levar à degeneração revisionista do Partido. Especialmente os discursos do camarada Enver Hoxha foram uma contribuição útil para a educação política e ideológica da classe operária. Entre os anos de 1972 e 1976, dezenas de livros de Marx, Engels, Lenine, Estaline e Enver Hoxha foram publicados e estudados em todo o país.

"As ideias, trabalhos e lições de camarada Enver Hoxha são um bem inestimável da força vital, criativa e enérgica do Marxismo-Leninismo para o nosso partido e o nosso povo. Todo o comunista e todos os trabalhadores têm de aprender com ele permanentemente." (Hysni Kapo)

Os dois primeiros trabalhos seleccionados de Enver Hoxha foram publicados em Inglês, Alemão, Francês, Espanhol e Russo e cobriam a época da Luta de Libertação Nacional e do tempo após a libertação do país... As obras de Enver Hoxha reflectem profundamente o pensamento teórico e a actividade revolucionária do PTA. O camarada Enver Hoxha foi o arquitecto do pensamento do PTA. Ele fundou o Partido em condições difíceis de ilegalidade, quando a Albânia teve de sofrer sob as botas e terror dos fascistas, quando havia vários grupos anti-Marxistas, quando não havia ainda uma grande classe operária, quando a situação internacional era muito difícil para a revolução. Ele não apenas fundou o Partido, mas liderou-o vitoriosamente até a sua morte, sem um único dia de interrupção. Sob Enver Hoxha, o povo Albanês esteve ininterruptamente no poder. Não houve degeneração revisionista, não houve restauração do capitalismo, não houve nenhum ataque militar dos agressores imperialistas e revisionistas. As obras de Enver Hoxha reflectem toda a história da Albânia socialista. Enver Hoxha protegia o PTA de todos os elementos anti-Marxistas, Trotskistas, oportunistas, desviadores, traidores, e ele nunca lhes deu a oportunidade de assumirem a liderança.

As obras de Enver Hoxha também são indispensáveis para o proletariado mundial, a Internacional Comunista e os partidos Marxistas-Leninistas de todo o mundo seguirem o caminho heróico do camarada Enver Hoxha e do PTA em direcção ao comunismo. Quando tivermos aprendido com as obras de Enver Hoxha, como ele construiu o socialismo na Albânia, nós vamos também reconquistar e restabelecer o socialismo não só na Albânia, mas em todos os lugares da Terra.

O pensamento e a actividade de Enver Hoxha são os fundamentos da política externa do nosso país, que garantiu para a Albânia o direito de perseguir a sua própria linha independente nas relações internacionais, de ter o seu próprio dizer livre de qualquer complexo de inferioridade para com as grandes potências. Enver Hoxha também foi um participante activo na aplicação da política externa do Estado Albanês, com a sua actividade como político, estadista e os seus numerosos contactos com personalidades políticas e sociais, com diplomatas e pessoas de cultura de diferentes países, com a sua correspondência e com os seus artigos e livros. Toda essa actividade foi caracterizada pela sinceridade e adesão aos princípios. Enver Hoxha defendia cada acção que servia os povos, a liberdade e a revolução, e, ao mesmo tempo, expressava as suas reservas e críticas sobre as acções que ele considerava erradas ou prejudiciais. Toda a política externa da RPSA, trabalhada por Enver Hoxha e aplicada sob a sua liderança, sempre foi uma política de relações justas e iguais com base na convivência pacífica e no respeito mútuo, uma política contra os inimigos do povo e de apoio para á luta pela libertação. É esta política justa, sincera e de princípios colocou a Albânia socialista entre as forças mais progressistas da época.

O PTA e a RPSA não participaram do espectáculo em Helsínquia organizado pelas duas superpotências - EUA e União Soviética - em 1975. Enver Hoxha seguiu uma política externa Marxista-Leninista. Ele desenvolveu esta política nos princípios inabaláveis ​​do Estado socialista e não nos da política externa do pragmatismo e dos compromissos desonestos que é liderada por vantagens momentâneas. Enver Hoxha foi um adversário de política externa baseada nos bastidores em detrimento dos povos. Ele odiava adulações, truques desleais e fraudes. Ele seguiu uma política corajosa com a voz da verdade para defender a liberdade dos povos no espírito do internacionalismo proletário. Ele abominava e condenou a política externa do servilismo, da submissão e capitulação perante a arrogância e as ameaças das potências "poderosas". Foi em grande parte devido ao camarada Enver Hoxha que os povos do mundo simpatizavam e adoravam a posição internacionalista do povo socialista Albanês e admirava a coragem deste pequeno país frente ao cerco de todo o mundo imperialista-revisionista.

Em 10 de Outubro de 1975, o 8º Plenário do CC do PTA reuniu-se sob a liderança de Enver Hoxha para planear o projecto da nova Constituição. Em Agosto de 1975, na preparação do 5º Plano Quinquenal, o camarada Enver Hoxha visitou muitos lugares do país. Por exemplo, em Korça e Pogradec.

"Quando eu estou no meu caminho para Pogradec eu paro e olho para Pojska e para o monumento aos seus dez heróis. Com pesar, mas com admiração, eu lembro-me da vida heróica dos nossos partidários valentes que, neste local, em 16 de Julho de 1943, demonstraram mais uma vez, com grande força, o seu amor pelo povo e pelo partido, que demonstraram mais uma vez que eles estavam prontos para fazer até o sacrifício supremo pela liberdade da Pátria. O monumento em forma de arco, com um obelisco no meio, expressa a unidade de aço dos partidários valentes em torno do seu comandante valente. É e sempre será uma fonte de inspiração, respeito e gratidão para as gerações presentes futuras." (Enver Hoxha)

Juntamente com as mães, pais, irmãs e irmãos dos Caídos, o povo e o partido lembram a cada 5 de Maio, com profundo respeito, aqueles que caíram, aqueles que deram a sua juventude pela Pátria, aqueles que derramaram o seu sangue pela nova Albânia. Cada 5 de Maio, Enver Hoxha, que durante toda a sua vida manteve o maior respeito pelos Caídos, esteve ao lado deles, juntamente com suas mães, pais, irmãs e irmãos. Ele estava ao lado dos Caídos neste dia solene com o voto de todo um povo: "Descansem em paz, camaradas, porque nós vamos construir a Albânia como vocês sempre sonharam!"

Como internacionalista, Enver Hoxha recordava todos os camaradas que caíram em todo o mundo pela revolução. Ele enviou um telegrama de condolências ao PC da Colômbia / Marxista-Leninista, cujo fundador e líder, o camarada Arboleda, foi assassinado pelo terror da contra-revolução. Outro telegrama de condolências foi enviado ao PC de Espanha / Marxista-Leninista quando alguns dos seus melhores camaradas foram executados pelo regime Franquista terrorista.

"Muitos lutadores notáveis ​​do movimento Marxista-Leninista foram assassinados barbaramente por criminosos fascistas que oprimem os povos em muitos países. Estes combatentes morreram pelas torturas da polícia ou ainda definham nas prisões escuras da reacção. A firmeza, a bravura do alto espírito de abnegação e dedicação á grande causa do proletariado tornou-os a todos em tochas vivas da luta das massas trabalhadoras pela sua libertação nacional e social. (...) A sua figura pura e a sua vida revolucionária serão sempre um alto exemplo nos corações de todos os patriotas e comunistas, serão sempre um apelo à luta contra a burguesia e a reacção sanguinárias." (Enver Hoxha, Report to the 7th Congress of the PLA, traduzido da versão em Inglês)

Nos anos 70, em vários discursos importantes, Enver Hoxha lidou com uma série de problemas da teoria e prática da revolução socialista. As ideias e conclusões de Enver Hoxha eram uma enorme elaboração e desenvolvimento da linha Marxista-Leninista do Partido em conformidade com as tarefas actuais da construção socialista. Elas eram um enriquecimento do pensamento teórico do PTA, um resumo da sua experiência na revolução, na construção socialista, bem como na luta pela sua defesa contra a actividade hostil, tanto interna como externa. A participação cada vez maior e consciente das massas trabalhadoras na vida política, ideológica e económica, o aumento do papel do controlo operário e camponês sob a liderança do Partido, o aprofundamento da luta contra a burocracia e a tecnocracia, a melhoria das relações entre os quadros e as massas trabalhadoras, o fortalecimento do papel de liderança do Partido em todos os aspectos da vida do país foram algumas das principais questões acerca das quais Enver Hoxha insistiu neste período. As suas conclusões e a actividade prática do partido foram de grande importância para a preservação da ordem socialista, para o avanço do país em todos os campos. Elas estavam na base das medidas que o partido teve nestes anos para a futura revolucionarização e democratização do Estado socialista, para a erradicação da burocracia, o desenvolvimento e o fortalecimento da defesa do país. Os anos 70 foram anos de pesadas lutas de classe nos quais a Albânia resistiu a qualquer tentativa dos inimigos internos e externos para esmagar o socialismo e restaurar o capitalismo. O período entre os 6º e 7º Congressos do PTA foi um período de consolidação das forças Marxistas-Leninistas lideradas por Enver Hoxha. A Albânia provou ao mundo que o socialismo no poder é mais forte do que todos os revisionistas do mundo. A luta anti-revisionista contra os inimigos internos e externos fortaleceu as forças da Albânia. A Albânia – liderada pelo camarada Enver Hoxha - tornou-se na pioneira da continuação da revolução mundial pelos esforços contra todas as forças revisionistas que foram responsáveis ​​pelo desaparecimento do Comintern, pelo enfraquecimento e divisão de unidade dos revolucionários mundiais depois a morte do camarada Estaline. Foi entre os 6º e 7º Congressos do PTA que a Albânia se destacou como o país que liderava o movimento Marxista-Leninista internacional na luta contra o revisionismo moderno e como o novo centro e a nova alavanca da revolução mundial. A voz da revolução mundial veio da Albânia. A voz da contra-revolução mundial capitalista-revisionista estava cada vez mais direccionada e concentrada contra a Albânia socialista de Enver Hoxha.

O período entre o 6º e o 7º Congressos do Partido provou mais uma vez que a existência do Partido Marxista-Leninista e do seu papel de liderança são sempre a principal fonte das forças do sistema da ditadura do proletariado, a principal força da revolução, da edificação do socialismo e da defesa da pátria socialista. No entanto, também os inimigos que pretendiam degenerar a ditadura do proletariado estavam cientes desse facto e, assim, concentravam a sua principal batalha contra o partido Marxista-Leninista e o seu papel de liderança com o objectivo de os enfraquecer e liquidar. Todas as reuniões plenárias do CC do PTA entre os 6º e 7º Congresso foram, portanto, concentradas na liquidação dos elementos hostis e na destruição das suas actividades clandestinas. Na teoria e na prática, o camarada Enver Hoxha lutou com sucesso pelo fortalecimento e conclusão do papel de liderança do Partido como o problema fundamental da revolução e da vitória sobre a contra-revolução.

 

1976

 

"Obras Escolhidas "

VOLUME V

(1976 - 1980)

(em língua Inglesa)

 


O ano do significativo 7º Congresso do PTA

O ano de 1976 foi o ano do 7º Congresso do Partido (1 a 7 de Novembro), da nova Constituição socialista, do 35º aniversário da fundação do PCA em 8 de Novembro de 1941, e do início do sexto plano quinquenal - a chave do fundamento económico da ditadura do proletariado e da vitória sobre o mundo capitalista-revisionista. O Partido definiu grandes tarefas e abriu perspectivas brilhantes para o progresso do país. O aumento do papel das massas na construção socialista, a unidade de aço do povo em redor do partido, o cumprimento das maiores tarefas da época foram alguns dos temas que foram tratados nas reuniões de Enver Hoxha com o povo e com as massas trabalhadoras durante este período.

 

Enver Hoxha – relatório ao 7º Congresso do PTA

1 a 7 de Novembro de 1976

 

 

O relatório que Enver Hoxha entregou em Novembro de 1976, em nome do Comité Central, um documento muito importante na vida do Partido e do país e uma contribuição do PTA para o desenvolvimento criativo do Marxismo-Leninismo, resumiu a experiência da Partido e das massas trabalhadoras nesse período. O 7º Congresso do Partido do Trabalho da Albânia aprovou a actividade ideológica e política do Comité Central contra as tendências e teorias oportunistas. Ele estabeleceu a tarefa para o aprofundamento dessa luta em defesa da teoria científica do proletariado. Enquanto enfatizava o grande perigo representado pela União Soviética revisionista, pelos Titoistas, Eurocomunistas e outras variantes do revisionismo moderno, Enver Hoxha insistiu especialmente na análise da teoria Chinesa anti-Marxista dos "três mundos" e nos conceitos que ela promoveu. Com o 7º Congresso do PTA, o camarada Enver Hoxha começou a luta de classes aberta contra o revisionismo Chinês.

O relatório que Enver Hoxha entregou neste Congresso incluiu os sentidos fundamentais do desenvolvimento económico, cultural e social do país durante o sexto plano quinquenal. Ele ressaltou mais uma vez a determinação do partido e do povo Albanês em avançarem incessantemente no curso da construção do socialismo através da aplicação da teoria Marxista-Leninista e contando com as suas próprias forças, com os recursos materiais e espirituais da Pátria e com o talento e entusiasmo revolucionário das massas.

"Os grandes resultados e as vitórias obtidas pelo povo sob a liderança do Partido na luta para a continuação da revolução e pelo estabelecimento do socialismo", disse o camarada Enver Hoxha no seu relatório, "estão conectados com a linha do Partido relativamente á luta de classes, bem como á luta contra os inimigos internos e externos, entre o povo e dentro das próprias fileiras do partido."

"O estabelecimento do socialismo é um processo poderoso da luta de classes entre dois caminhos, o socialista e o capitalista."

"A essência da luta de classes, era e é o principal problema até á vitória do comunismo, a questão do poder estatal, a ditadura do proletariado.”

"Um dos principais factores que tornaram possível o nosso partido garantir o papel de liderança e a hegemonia da classe operária é a sua unidade ideológica e organizativa de aço durante toda a sua vida."

O 7º Congresso foi uma manifestação clara de tal unidade. Desde o início até á morte do camarada Enver Hoxha, um coração batia, um cérebro funcionava, a linha do Marxismo-Leninismo foi desenvolvida com base na generalização da experiência revolucionária durante o estabelecimento do socialismo e da defesa da Pátria Albanesa. A luta de classes só pode ser bem sucedida, as dificuldades só podem ser ultrapassadas, os erros só podem ser corrigidos pela unidade Marxista-Leninista do Partido. E o 7º Congresso foi caracterizado por esta unidade:

"Um partido Marxista-Leninista que se considera genuíno, não pode permitir a existência de duas linhas dentro do partido, não podemos permitir uma ou mais fracções. De facto, o Partido não pode permitir nem mesmo que elas existam temporariamente.”

Com isto, o camarada Enver Hoxha defendeu a linha Bolchevique de Lenine e Estaline contra a teoria revisionista da "luta das duas linhas." Com o 7º Congresso, o PTA começou cuidadosamente a eliminar a influência revisionista Chinesa. Até ao 8º Congresso, o PTA tratou do problema do revisionismo Chinês e dissociou-se completamente das “Ideias Mao Tsetung”, anulado totalmente a cooperação com os líderes Chineses. Este foi um processo duradouro, difícil, longo e complicado para defender o Marxismo-Leninismo contra o revisionismo. Enver Hoxha não poderia apoiar o revisionismo Chinês na luta contra o mais perigoso inimigo revisionista – os revisionistas Soviéticos. Quem é mais perigoso? Estaline ensinou que as correntes anti-Marxistas mais perigosas são aquelas que a classe trabalhadora ignorou e não conseguiu derrotar na hora certa. A revolucionarização da luta contra o revisionismo Chinês marcou a época. A actual luta contra o Maoismo e o Neo-Maoismo baseia-se principalmente nos ensinamentos de Enver Hoxha, especialmente nos do seu período criativo entre 1975 e 1985.

Todos os partidos Marxistas-Leninistas que degeneraram e que se tornaram revisionistas devem-no ás linhas e tendências anti-Marxistas que eles não foram capazes de combater nem de liquidar. Dentro do PTA – durante a vida de Enver Hoxha – os revisionistas não poderiam lançar raízes abertamente, não poderiam chegar ao poder, não poderiam liquidar o PTA, embora houvesse muitos inimigos traidores e grupos hostis e perigosos. Eles foram liquidados antes que eles pudessem organizar um centro fraccionário dentro do partido – tal como sucedeu com F. ​​e T. Paçrami Lubonja, B. Balluku, P. Dume e H. Cako, A. Këllezi, K. Theodhosie e K. Ngjela. Assim, as suas actividades subcontratadas foram organizadas de forma ilegal.

"O partido nunca recusou nem negligenciou a persuasão e a convicção pacientes para aqueles que traíram o partido e para aqueles que seguiram um caminho hostil contra o partido e o povo. No entanto, se o copo estava cheio até á borda e se os factos eram claros, o Partido purificou-se desses elementos sem qualquer hesitação. Os grupos clandestinos foram levados ao tribunal. E isto custou a alguns deles a sua cabeça."

Esta foi uma atitude Marxista-Leninista profunda, ou seja, praticar a ditadura do proletariado pela força contra os inimigos de classe. O 7º Congresso protegeu o Partido e o país da subordinação a esta ou aquela influência revisionista internacional. O PTA protegeu o socialismo na Albânia de qualquer interferência revisionista. O 7º Congresso declarou mais uma vez:

 

 

"Para fortalecer a unidade é de significado decisivo que as normas do Marxismo-Leninismo, a linha Marxista-Leninista do Partido seja realizada e praticada por todos os órgãos de liderança, por todas as células do partido, por qualquer comunista de forma verdadeira e revolucionária.”

 

A primeira coisa que foi discutida no 7º Congresso do PTA foi a nova Constituição da Albânia socialista. Foram tomadas medidas com base nas decisões do 6º Congresso do Comité Central, nas directrizes da sua 8ª reunião plenária e nas instruções do camarada Enver Hoxha para preparar o projecto da presente lei básica. A comissão que elaborou o projecto de Constituição foi liderada pelo camarada Enver Hoxha. Todo o povo Albanês participou na discussão sobre o projecto da constituição. O camarada Enver Hoxha apontou que a constituição seria um documento jurídico, político e ideológico que deverá expressar completamente a maneira heróica e a experiência heróica que nos enche de entusiasmo, de optimismo e que nos impele para novas batalhas e vitórias.

Até hoje, a Constituição Socialista da Albânia - que foi baseada nos princípios Marxistas-Leninistas da constituição Estalinista de 1936 - ainda é a mais progressista, mais revolucionária, a melhor constituição da história da humanidade. Defender Enver Hoxha significa defender a Constituição socialista Albanesa que foi aprovada em 28 de Dezembro de 1976 pela Assembleia do Povo. Na elaboração do documento histórico, Enver Hoxha, que foi presidente da comissão de elaboração e edição do projecto da Constituição, fez uma contribuição notável. Todo o trabalho para a formulação da elaboração e discussão foi realizado directamente sob a liderança do camarada Enver Hoxha. Na nova Constituição, o Estado Albanês foi renomeado República Popular Socialista da Albânia, o que reflecte com precisão as mudanças socialistas qualitativas realizadas na Albânia, na base e na superestrutura. A nova Constituição do Estado Albanês encarna a realidade viva e as tendências do desenvolvimento histórico da Albânia socialista. Este documento fundamental do povo Albanês é permeado pelos princípios Marxistas-Leninistas, incorpora a experiência revolucionária do nosso país e é o trabalho do pensamento revolucionário e da actividade do nosso partido e do seu líder, Enver Hoxha.

A comissão, sob a liderança do camarada Enver Hoxha, teve que resolver cinco questões principais:

1. A prática revolucionária completa e a sua concretização pela linha revolucionária do PTA têm que ser reflectidas pela nova constituição. A nova Constituição tem que reflectir a lição do camarada Enver Hoxha: "O problema fundamental da revolução foi e sempre será a questão do poder do Estado, a ditadura do proletariado, até á vitória do comunismo."

2. A nova constituição deve demonstrar as características genuínas do socialismo na linha de demarcação relativamente ás distorções e falsificações dos revisionistas modernos.

3. A nova constituição do nosso estado deve ser adaptada ao estágio actual do desenvolvimento socialista do país.

4. A nova Constituição deve expressar completamente o carácter verdadeiramente democrático da sociedade socialista.

5. A nova Constituição deve ser clara e compreensível para as massas trabalhadoras.

"A experiência histórica tem mostrado que as ideias engenhosas dos clássicos do Marxismo-Leninismo e o papel de liderança indivisível do partido da classe operária, do estado da ditadura do proletariado e da luta de classes são princípios necessários para a construção da sociedade socialista. Eles têm de ser reconhecidos de forma rigorosa, até que todos os interiores e exteriores, todas as raízes objectivas e subjectivas do desenvolvimento do revisionismo sejam completamente removidas, até á vitória final do comunismo á escala internacional. É nessas lições fundamentais que o projecto de constituição foi ancorado..."

"O projecto dos novos conteúdos da Constituição contém também a ideia importante que o Marxismo-Leninismo - ideologia da classe operária e do partido - é a ideologia que prevalece na República Popular Socialista da Albânia. Esta Constituição, que expressa a nossa grande vitória histórica, fortalece a edificação do socialismo pelo Marxismo-Leninismo e protege-nos das várias teorias dos revisionistas modernos como o pluralismo ideológico, a livre transferência de ideias reaccionárias e das armas da contra-revolução política seguida pela agressão militar armada.”

A nossa Constituição estabelece firmemente - de forma clara e distintamente - que ninguém tem o direito de exercer a "assistência" para a legalização de qualquer interferência na Albânia por inimigos imperialistas, reaccionários, revisionistas ou outros (...) Do ponto de vista constitucional, não será permitido nada que legalize a capitulação do país."

"O estacionamento de bases militares estrangeiras e de tropas estrangeiras é inadmissível." (Enver Hoxha, Report on the 5th Meeting of the People`s Assembly in the name of the commission for the preparation of the draft of the new constitution of the People`s Socialist Republic of Albania, traduzido da versão em Inglês)

No seu relatório, Enver Hoxha citou algumas vozes das pessoas relacionadas com o projecto da Constituição: "E se o partido nos chama, vamos - sem sentir os anos - ficar de pé com os nossos rifles, e vamos defender o nosso chão de arma na nossa mão." 1. 500 000 pessoas participaram nas reuniões para discutir o projecto de constituição e 300 000 levantaram-se para falar - um claro espelho da real democracia socialista:

"No nosso país, as funções estatais e sociais socialistas e o princípio do centralismo democrático são caracterizados pelo facto de que a classe operária e o partido do Estado proletário lideram toda a vida do país e centralizam a iniciativa criativa dos órgãos regionais dos trabalhadores." (Enver Hoxha, Report to the 7th Congress of the PLA, traduzido da versão em Inglês)

Este princípio Marxista-Leninista é contrário aos conceitos anti-Marxistas que renegam o centralismo proletário e que o substituem pelo centralismo burocrático para impedirem os trabalhadores de governarem o país.

"A maioria das constituições dos países capitalistas de ditadura terrorista da burguesia, bem como as constituições dos países revisionistas, são caracterizadas por frases democráticas. Mas por trás de belas palavras e promessas esfarrapadas de “liberdade”, “igualdade” e “justiça”, está escondida a violência das classes exploradoras e das camarilhas dominantes..." (Enver Hoxha, Relatório sobre o 5º Encontro da Assembleia do Povo em nome da comissão para a elaboração do projecto da nova constituição popular da República Socialista da Albânia)

"As muitas leis fundamentais garantidas pelo Estado são deveres dos cidadãos que são simultaneamente uma honra. É dever dos cidadãos respeitar a constituição do país e todas as outras leis, para fortalecer e para salvar a ordem socialista, para manter as regras da comunidade socialista, proteger e ampliar a propriedade socialista, para manter uma atitude consciente para com o trabalho socialista, para defender a terra natal socialista (...). "

"Porque todos os meios de produção socialistas são a base incontestável da ordem económica socialista, o projecto da constituição estabelece a responsabilidade do Estado em proteger essa propriedade como uma norma da Constituição."

"Nós nadamos contra a maré imperialista-revisionista. A nossa maré é a revolução e o esmagamento da ordem capitalista, cujo lugar será preenchido pelo socialismo e o comunismo, a sociedade sem classes. Esta ordem da sociedade é o futuro da humanidade criada pela luta de classes com sangue e vítimas. O imperialismo e o social-imperialismo estão num processo de apodrecimento. O socialismo vencerá. O mundo e a humanidade serão liberados da peste imperialista e social-imperialista." (Enver Hoxha, Report on the 5th Meeting of the People`s Assembly in the name of the commission for the preparation of the draft of the new constitution of the People`s Socialist Republic of Albania, traduzido da versão em Inglês)

No seu relatório ao CC do PTA realizado no 7º Congresso do Partido, Enver Hoxha insistiu em primeiro lugar na questão da constituição:

"A antiga Constituição foi a Constituição para criar a base do socialismo, enquanto a nova Constituição será a constituição da edificação completa da sociedade socialista."

"A nova Constituição é o desenvolvimento qualitativo da antiga constituição de acordo com o actual estágio da revolução em que o nosso país está (...) O objectivo da Constituição é pavimentar o caminho do desenvolvimento das forças produtivas e meios de produção para o genuíno socialismo num fundamento o mais amplo possível para pavimentar o caminho para a emancipação e a educação revolucionária, para proteger e fortalecer a ordem socialista e a ditadura do proletariado e para criar as melhores condições para a marcha para a frente do comunismo. (...) A nova Constituição não faz segredo do seu puro carácter de classe. (...) A nova Constituição é o espelho da sociedade socialista verdadeira que é construída sobre a base dos ensinamentos de Marx, Engels, Lenine e Estaline e que é realizada e confirmada pela prática revolucionária no nosso país." (Enver Hoxha, Report to the 7th Congress of the PLA, traduzido da versão em Inglês)

"A solidariedade com os esforços do nosso partido para construir o socialismo é compartilhado pelos outros partidos Marxistas-Leninistas, tal como a alta estima que o nosso partido goza na luta contra o imperialismo e o social-imperialismo Soviético, contra o revisionismo moderno e reacção são muito valiosas para nós e dão-nos um grande incentivo revolucionário. Nós declaramos a todos os nossos combatentes, a todos os Marxistas-Leninistas de todo o mundo, que o PTA, os comunistas Albaneses e o povo Albanês devem avançar no seu caminho da revolução e do socialismo, e que não serão derribados por qualquer ameaça, não importa quão horrível ela seja. O nosso Partido deve lutar em aliança com os partidos Marxistas-Leninistas e revolucionários. Juntos, vamos calar os nossos inimigos e derrotá-los, porque todos nós somos guiados pelo internacionalismo proletário e pelo Marxismo-Leninismo.”

No seu relatório, o camarada Enver Hoxha apontou a situação em diferentes países da Ásia, África e América Latina. Os povos oprimidos nos diferentes países da Ásia, África e América Latina ergueram-se em luta contra o imperialismo e o neocolonialismo e contra a reacção interna da burguesia pró imperialista, os latifundiários e os regimes fascistas, pela libertação e soberania nacional. A implementação de transformações democráticas na estrada revolucionária, para o progresso social, é inevitável. No 7º Congresso do PTA, o camarada Enver Hoxha salientou que, se essa luta é liderada pelo proletariado mundial e pela sua vanguarda, o Partido Comunista, que é guiado pela teoria infalível do Marxismo Leninismo, ela será firme, incessante e invencível. O PTA tem acompanhado e apoiado com toda a sua força a justa luta dos povos e das forças revolucionárias nesses países, porque elas contribuem para a causa comum da revolução.

"A unidade da luta e da solidariedade proletária internacional dos Marxistas-Leninistas foram e ainda são muito valiosas. Não vamos poupar esforços para a fortalecer permanentemente, e temos a certeza do cumprimento dos nossos deveres internacionalistas. O nosso partido nunca deixará de lutar contra os planos agressivos de ambas as superpotências, da burguesia e do revisionismo, nunca vai desistir da luta decidida pela defesa do Marxismo-Leninismo, pela vitória do comunismo." Com estas palavras, o camarada Enver Hoxha encerrou o 7º Congresso do PTA. O 7º Congresso do PTA foi um impulso internacionalista para várias reuniões multilaterais e grandes manifestações que fortaleceram a unidade dos partidos Marxistas-Leninistas de todo o mundo. O relatório de Enver Hoxha melhorou a unidade dos partidos Marxistas-Leninistas e isso foi muito importante para a luta contra o Maoismo que veio logo após o Congresso.

Enver Hoxha enfatizou: "A cooperação entre os nossos partidos Marxistas-Leninistas deve ser universal no seu caminho revolucionário."

Os partidos Marxistas-Leninistas que participaram no 7º Congresso declararam a sua cooperação - por exemplo, as delegações dos partidos da América Latina:
O PC da Argentina / ML, o PC da Bolívia ML, o PC do Brasil, o PC da Colômbia / ML, o PC Revolucionário do Chile, o PC Marxista-Leninista do Equador e o PC Revolucionário do Uruguai.

Estes partidos declararam que o 7º Congresso do PTA teve um significado decisivo para o Movimento Mundial Marxista-Leninista, que o PTA levanta a bandeira do Marxismo-Leninismo contra o revisionismo, que o PTA lidera a luta revolucionária pela libertação do capitalismo mundial e pelo estabelecimento do socialismo. A luta anti-revisionista do PTA foi o melhor exemplo para todos os partidos Marxistas-Leninistas da América Latina. No entanto, a luta contra o revisionismo Chinês ainda não era tema dessa declaração. Com o 7º Congresso do PTA, o Movimento Mundial Marxista-Leninista começou a unir-se e a fortalecer-se sob a bandeira revolucionária anti-Maoista do camarada Enver Hoxha.

 

 

Enver Hoxha erguendo a sua mão para a aprovação da nova Constituição na Assembleia Popular em 28 de Dezembro de 1976

"A antiga Constituição foi a Constituição para criar a base do socialismo, enquanto a nova Constituição será a constituição da edificação completa da sociedade socialista."

"A nova Constituição é o desenvolvimento qualitativo da antiga constituição de acordo com o actual estágio da revolução em que o nosso país está (...) O objectivo da Constituição é pavimentar o caminho do desenvolvimento das forças produtivas e meios de produção para o genuíno socialismo num fundamento o mais amplo possível para pavimentar o caminho para a emancipação e a educação revolucionária, para proteger e fortalecer a ordem socialista e a ditadura do proletariado e para criar as melhores condições para a marcha para a frente do comunismo. (...) A nova Constituição não faz segredo do seu puro carácter de classe. (...) A nova Constituição é o espelho da sociedade socialista verdadeira que é construída sobre a base dos ensinamentos de Marx, Engels, Lenine e Estaline e que é realizada e confirmada pela prática revolucionária no nosso país." (Enver Hoxha, Report to the 7th Congress of the PLA, traduzido da versão em Inglês)

"A solidariedade com os esforços do nosso partido para construir o socialismo é compartilhado pelos outros partidos Marxistas-Leninistas, tal como a alta estima que o nosso partido goza na luta contra o imperialismo e o social-imperialismo Soviético, contra o revisionismo moderno e reacção são muito valiosas para nós e dão-nos um grande incentivo revolucionário. Nós declaramos a todos os nossos combatentes, a todos os Marxistas-Leninistas de todo o mundo, que o PTA, os comunistas Albaneses e o povo Albanês devem avançar no seu caminho da revolução e do socialismo, e que não serão derribados por qualquer ameaça, não importa quão horrível ela seja. O nosso Partido deve lutar em aliança com os partidos Marxistas-Leninistas e revolucionários. Juntos, vamos calar os nossos inimigos e derrotá-los, porque todos nós somos guiados pelo internacionalismo proletário e pelo Marxismo-Leninismo.”

No seu relatório, o camarada Enver Hoxha apontou a situação em diferentes países da Ásia, África e América Latina. Os povos oprimidos nos diferentes países da Ásia, África e América Latina ergueram-se em luta contra o imperialismo e o neocolonialismo e contra a reacção interna da burguesia pró imperialista, os latifundiários e os regimes fascistas, pela libertação e soberania nacional. A implementação de transformações democráticas na estrada revolucionária, para o progresso social, é inevitável. No 7º Congresso do PTA, o camarada Enver Hoxha salientou que, se essa luta é liderada pelo proletariado mundial e pela sua vanguarda, o Partido Comunista, que é guiado pela teoria infalível do Marxismo Leninismo, ela será firme, incessante e invencível. O PTA tem acompanhado e apoiado com toda a sua força a justa luta dos povos e das forças revolucionárias nesses países, porque elas contribuem para a causa comum da revolução.

"A unidade da luta e da solidariedade proletária internacional dos Marxistas-Leninistas foram e ainda são muito valiosas. Não vamos poupar esforços para a fortalecer permanentemente, e temos a certeza do cumprimento dos nossos deveres internacionalistas. O nosso partido nunca deixará de lutar contra os planos agressivos de ambas as superpotências, da burguesia e do revisionismo, nunca vai desistir da luta decidida pela defesa do Marxismo-Leninismo, pela vitória do comunismo." Com estas palavras, o camarada Enver Hoxha encerrou o 7º Congresso do PTA. O 7º Congresso do PTA foi um impulso internacionalista para várias reuniões multilaterais e grandes manifestações que fortaleceram a unidade dos partidos Marxistas-Leninistas de todo o mundo. O relatório de Enver Hoxha melhorou a unidade dos partidos Marxistas-Leninistas e isso foi muito importante para a luta contra o Maoismo que veio logo após o Congresso.

Enver Hoxha enfatizou: "A cooperação entre os nossos partidos Marxistas-Leninistas deve ser universal no seu caminho revolucionário."

Os partidos Marxistas-Leninistas que participaram no 7º Congresso declararam a sua cooperação - por exemplo, as delegações dos partidos da América Latina:
O PC da Argentina / ML, o PC da Bolívia ML, o PC do Brasil, o PC da Colômbia / ML, o PC Revolucionário do Chile, o PC Marxista-Leninista do Equador e o PC Revolucionário do Uruguai.

Estes partidos declararam que o 7º Congresso do PTA teve um significado decisivo para o Movimento Mundial Marxista-Leninista, que o PTA levanta a bandeira do Marxismo-Leninismo contra o revisionismo, que o PTA lidera a luta revolucionária pela libertação do capitalismo mundial e pelo estabelecimento do socialismo. A luta anti-revisionista do PTA foi o melhor exemplo para todos os partidos Marxistas-Leninistas da América Latina. No entanto, a luta contra o revisionismo Chinês ainda não era tema dessa declaração. Com o 7º Congresso do PTA, o Movimento Mundial Marxista-Leninista começou a unir-se e a fortalecer-se sob a bandeira revolucionária anti-Maoista do camarada Enver Hoxha.

 

 

 

Enver Hoxha – discurso de encerramento do 7º Congresso do PTA

– Novembro de 1976


 

Enver Hoxha saúda os delegados

Viva o 7º Congresso do PTA!

 

 

O povo Albanês celebra o 7º Congresso do PTA – anoitecer em Novembro de 1976

 

 

 

 

 

Enver Hoxha –

o grande pioneiro da correcta luta Marxista-Leninista contra os revisionistas Chineses e as “Ideias de Mao Tsetung” revisionistas

Defender Enver Hoxha significa, portanto: a continuação da luta Marxista-Leninista contra o Movimento Mundial revisionista Maoista e a sua ideologia anti-Marxista – até á sua completa liquidação!

Enver Hoxha analisou ​​os desvios de Mao e do PC da China em continuação da obra do camarada Estaline. Também foi o camarada Enver Hoxha que defendeu Estaline contra o revisionismo Chinês e que lutou contra o anti-Estalinismo de Mao Tsetung. Enver Hoxha denunciou a teoria Chinesa dos "três mundos" e as Ideias anti-Marxistas de Mao Tsetung. Enver Hoxha rejeitou a linha geral revisionista Chinesa pela qual os revisionistas Chineses alegaram liderar o movimento comunista mundial. Enver Hoxha traçou a linha de demarcação necessária entre o Marxismo-Leninismo e o Maoismo e condenou qualquer reconciliação com o Maoismo. Na sua luta contra o Maoismo, o camarada Enver Hoxha distinguiu-se como o líder destacado do Movimento Mundial Marxista-Leninista, como o defensor da Albânia socialista como o centro e alavanca da revolução mundial, como o centro mundial da luta de classes anti-imperialista e anti-social-imperialista do proletariado mundial. A China nunca foi um país socialista, nunca foi liderada por um verdadeiro partido Marxista-Leninista, o Marxismo-Leninismo nunca foi a principal ideologia na China. Isto é o que Enver Hoxha indicou, verificou e provou nas suas obras. A orientação anti-Maoista do movimento comunista mundial foi, sobretudo, mérito do camarada Enver Hoxha. Enver Hoxha morreu antes de poder continuar e completar a sua luta contra o Maoismo. Após a sua morte, os revisionistas na Albânia paralisaram e pararam a linha anti-Maoista do camarada Enver Hoxha, que foi então continuada pelos verdadeiros Marxistas-Leninistas de todo o mundo que defendiam Enver Hoxha. O centro actual da defesa da luta de Enver Hoxha contra o Maoismo é o Comintern (SH).

O revisionismo Chinês não foi fácil de desmascarar porque apareceu sob a máscara de "bolchevismo", sob a máscara do "Marxismo-Leninismo" e do "socialismo", sob a máscara da "participação" do Comintern, e por último sob a máscara da luta de classes "contra o revisionismo moderno”. Os revisionistas Chineses estavam nadando com sucesso no fluxo do movimento comunista mundial. Mas mais cedo ou mais tarde a verdade veio à luz do dia e nenhuns esforços de reconciliação serão fortes o suficiente para fazer esquecer a traição dos revisionistas. A reabilitação do revisionismo é uma questão de neo-revisionismo, mas não é admitida por Marxistas-Leninistas como o camarada Enver Hoxha. Nós, Marxistas-Leninistas, não tememos o rancor dos Maoistas porque nós chamamos o Maoismo como aquilo que ele é: Anti-Marxismo-Leninismo.

Os Maoistas estavam cantando a mesma melodia dos capitalistas por ocasião da ruptura da Albânia com a China. Eles queriam aproveitar este evento para a sua demagogia. Os Maoistas ainda condenam esta ruptura como tendo sido “o caminho de Enver Hoxha para a restauração do capitalismo", abrindo o país. Mas este foi o curso de Ramiz Alia e não de Enver Hoxha. Pelo contrário, a ruptura com a China foi a quebra da cadeia do social-imperialismo Chinês e foi historicamente necessária para libertar a Albânia socialista do cerco imperialista e social-imperialista.

A ruptura com o Maoismo fortalece o Marxismo-Leninismo, enquanto os Maoistas afirmam exactamente o contrário. A ruptura com a China não foi uma decisão espontânea, mas o resultado de um processo longo e difícil do desenvolvimento das relações de ambos os países com base em contradições de princípio entre um país socialista e um país revisionista. No seu encontro com João Amazonas em 8 de Setembro de 1979, Enver Hoxha predisse:

"O nosso partido foi e é constantemente preparado para não dar oportunidade á propaganda burguesa-revisionista de contar mentiras sobre as nossas relações com eles. E, de facto, como eu disse antes, toda essa propaganda tomou a mesma atitude no momento do rompimento com a China: Com quem a Albânia devem cooperar depois de ela romper com a China? Bem, o tempo o dirá e a propaganda será rejeitada.”

Havia muita cooperação entre o PTA e o PC da China, que foram demonstradas por muitas Declarações Albano-Chinesas, principalmente na década de sessenta. No entanto, Enver Hoxha e o PTA notavam vacilações, contravenções e infracções por parte dos amigos Chineses. Num processo de longo prazo de cooperação com os líderes Chineses, Enver Hoxha e o PTA eram cada vez mais críticos. Enver Hoxha escreveu o seu famoso diário político sobre o dia a dia relatando as acções dos dirigentes revisionistas Chineses, sem exclusão de Mao e das suas ideias. Na sua vida, Enver Hoxha só conseguiu escrever os dois primeiros volumes de "Reflexões sobre a China".

Portanto, isto foi apenas o seu início da sua linha de demarcação do Maoismo. É dever dos Marxistas-Leninistas o de continuar e completar a obra de Enver Hoxha até que o Maoismo seja totalmente denunciado na teoria e na prática. O Marxismo-Leninismo só se pode desenvolver com um anti-Maoismo sólido e firme.

No início, Enver Hoxha e o PTA eram da opinião de que a China iria seguir a linha correcta para o socialismo e tratou todas as contradições que surgiram entre as duas partes com solidariedade. No entanto, eles acabaram por descobrir que a questão da China não era uma questão de fraqueza e de erros que poderiam ser superados, mas de uma linha burguesa-revisionista mascarada pelo anti-revisionismo. Nas suas obras, Enver Hoxha ressaltou que as supostas contradições não-antagónicas com os líderes Chineses acabaram por revelá-los como verdadeiros antagonistas na teoria e na prática. Lembremo-nos de alguns exemplos que Enver Hoxha deu no início das suas "Reflexões sobre a China" (Volume 1)em língua Inglesa:

 

 

"As mãos Chinesas apertam as de Khrushchev" - 6 de Abril de 1962;

"Retirar-se da luta político-ideológica significa deixar o inimigo fazer o que quiser" – 22 de Abril de 1962,

"A China segue uma linha centrista" - 13 de Junho de 1962;

" Os Chineses vão no sentido da reconciliação com os Krushchevistas", 02 de Julho de 1962;

"A linha Chinesa demonstra tendências distintas de medo e passividade" - 10 de Junho de 1962,

"Temos divergências com os camaradas Chineses e nós não mantemos segredo disso" - 23 de Dezembro de 1962;

"Hoje, os Chineses falam sobre Khrushchev como Khrushchev falou sobre Tito ontem" - 11 de Julho de 1963;

"Não há capitulação, mas sim luta contra o revisionismo" - 29 de Julho de 1963;

A posição Chinesa sobre as posições nacional-chauvinistas" - 21 de Agosto de 1964;

"Os chineses cometem erros ruins e inadmissíveis" - 04 de Setembro de 1964;

"Os chineses abriram uma nova Campanha de abordagens ao revisionismo Europeu no poder" - 13 de Outubro de 1964;

"A ideia Chinesa de uma frente anti-imperialista com a inclusão dos revisionistas é anti-Leninista" - 15 de Outubro de 1964;

"Os Chineses querem forçar-nos a adoptar as suas opiniões" - 03 de Novembro de 1964;

"A forte dose de oportunismo é coberta por tácticas de 'esperar para ver'!" - 4 de Novembro de 1964;

"O novo curso dos camaradas Chineses prejudica o movimento comunista" - 05 de Novembro de 1964;

"A imprensa Chinesa mantém silêncio sobre os nossos artigos mas publica os discursos dos dirigentes Soviéticos" - 18 de Novembro de 1964;

"Tácticas oportunistas dos camaradas Chineses" - 3 de Fevereiro de 1965;

"Os Chineses publicam os discursos de Khrushchev" - 27 de Fevereiro de 1965;

"O culto em torno de Mao Tsetung" - 9 de Agosto de 1966;

"Desvios ideológicos" - 23 de Agosto de 1966;

"Teses da unidade do movimento mundial Marxista-Leninista" - 10 de Outubro de 1966;

e "O nosso partido tem de desenvolver conexões concretas com o movimento Marxista-Leninista" - 28 de Outubro de 1966 [sobre a "proposta Chinesa da Linha Geral", publicada pela Rinmin Ribao em 1963 - anotação do editor].

Estes e outros inúmeros títulos de artigos falam por si. No entanto, Enver Hoxha - quando escreveu estas notas no seu diário - proferia simultaneamente esperanças honestas de que os camaradas Chineses iriam superar as suas vacilações e que eles iriam atingir posições Marxistas-Leninistas correctas e genuínas. "O PTA - com base nos princípios do internacionalismo proletário - defendeu o PC da China e a República Popular da China nos momentos em que eles foram atacados pelos Krushchevistas, Titoistas e outros revisionistas modernos, bem como na época da Revolução Cultura quando os ultra-revisionistas com Liu Schao-tschi e Deng Hsiao-ping ameaçavam Mao Tsetung como líder do PC da China. Simultaneamente, o PTA seguiu com preocupação a atitude anti-Marxista e as actividades oportunistas dos líderes Chineses. O PTA tem - tanto quanto possível - proferido as suas opiniões críticas sobre o que aconteceu na China. Informámos os líderes Chineses sobre as nossas opiniões sempre que a oportunidade se apresentou. Nós fizemos isso na esperança de que eles iriam adoptar uma linha correcta. Este desejo está também reflectido nas minhas notas que estão incluídas em ambos os volumes. Infelizmente, o revisionismo aumentou na China de dia para dia." (Enver Hoxha, Introdução a Reflections on China, Maio de 1979, traduzido da versão em Inglês)

Esta esperança estava escrita em alguns artigos como:

"Os camaradas Chineses criticam os revisionistas Soviéticos" - 10 de Abril de 1962;

"Sofrerão aqueles que caem na armadilha dos revisionistas" - 14 de Abril de 1962;

"Os Chineses abriram o fogo contra o revisionismo moderno" - 6 de Setembro 1963;

"Os camaradas Chineses voltam para sua posição correcta para com os Soviéticos" - 01 de Dezembro de 1964;

"Mao Tsetung defende uma atitude dura contra a Kossygin revisionista" - 13 de Fevereiro de 1965;

"Vamos apoiar os objectivos correctos da Revolução Cultural da China" - 12 de Janeiro de 1967;

"O partido na China será reforçado se ele remover os erros na sua linha" - 05 de Janeiro de 1967;

"Boas notícias da China - o partido deve ser reorganizado" - 19 de Janeiro de 1968.

No entanto, no segundo volume de "Reflexões sobre a China" (em língua Inglesa), o camarada Enver Hoxha chegou a conclusões mais claras sobre o carácter totalmente contra-revolucionário das "Ideias de Mao Tsetung", assim, as raízes do revisionismo Chinês. Isto pode ser estudado nos exemplos a seguir:

"Carta de Mao Tsetung á sua esposa" - 18 de Maio de 1973;

"Os ziguezagues da linha Chinesa" - 1 de Janeiro de 1976;

" Quebra-cabeça Chinês, confusão Maoista" - 25 de Fevereiro de 1976;

"Onde é que a China esteve e para onde é ela vai?” - 1 de Abril de 1976;

"Pensamento Mao Tsetung" - 28 de Maio de 1976;

"A tragédia da China" - 12 de Outubro de 1976;

"Isto é o que deve ter acontecido com o “Bando dos Quatro”" - 23 de Outubro de 1976;

"Os agentes da China estão começando a mostrar-se" - 16 de Dezembro de 1976;

"Métodos da agência de espionagem para dividir o movimento comunista mundial" - 25 de Dezembro de 1976;

"Algumas reflexões sobre o decágono Balista de Mao Tsetung – 28 de Dezembro de 1976;

"A estratégia Chinesa está sofrendo fiasco" - 31 de Dezembro de 1976;

"Os revisionistas Chineses estão atacando o Partido do Trabalho da Albânia de forma desleal " - 08 de Janeiro de 1977;

"A «teoria» do «terceiro mundo» ignora a luta de classes" - 25 de Janeiro de 1977;

"Os comícios dos partidos Marxistas-Leninistas e o apoio da China" - 28 de Abril de 1977;

" O partido mãe e os seus filhos bastardos" – 1 de Agosto de 1977;

"O eco do nosso artigo "A Teoria e Prática da Revolução” - 03 de Agosto de 1977;

"Um documento que demonstra a nossa posição firme" [encontro com Tschou En-lai] - e : "Artigos com teorização obsoleta" - 15 de Agosto de 1977;

"Os Chineses também vão tentar manter o seu disfarce «Marxista»" - 30 de Agosto de 1977;

"Quanto às questões capitais do Marxismo-Leninismo, os líderes Chineses estão com posições revisionistas" - 01 de Setembro de 1977;

"O que é o Escritório Geral na China?" – 7 de Setembro de 1977;

"Manobras revisionistas. Estrutura anti-Marxista" - 08 de Setembro de 1977;

"Mais uma vez sobre o artigo Chinês que fala sobre a teoria dos «três mundos»" - 03 de Novembro de 1977;

"Panorama Chinês sombrio" - 8 de Dezembro de 1977;

"A incoerência da política externa da China - 18 de Dezembro de 1977;

"Não devemos perder a esperança no proletariado e nos povos da China" - 24 de Dezembro de 1977,

e por último o mais importante artigo: "Pode a revolução Chinesa ser chamada de uma revolução proletária?" - 26 de Dezembro de 1977.

Tomamos nota que Enver Hoxha não misturou os princípios do Marxismo-Leninismo e as tácticas do Marxismo-Leninismo sobre a luta contra o revisionismo Chinês. As tácticas de Enver Hoxha sobre a China sempre foram baseadas em princípios Marxistas-Leninistas. Historicamente, foi mérito de Enver Hoxha não subordinar o Movimento Mundial Marxista-Leninista ao revisionismo Chinês.

Os revisionistas Chineses paralisaram o Movimento Mundial Marxista-Leninista com a finalidade de o dividir e liquidar. O camarada Enver Hoxha escreveu em "Reflexões sobre a China" (Volume 2):

O Directório Externo do Comité Central do Partido Comunista da China, em Pequim, que supostamente mantém os contactos com o movimento comunista internacional no exterior, tornou-se num centro em que planos são fabricados para dividir os verdadeiros partidos Marxistas-Leninistas e para a criação de novos partidos e grupos que seguem a nova linha revisionista Chinesa. É evidente que estes não são os partidos comunistas Marxistas-Leninistas genuínos, mas revisionistas, pró-Chineses. (Página 558) Nos países onde existem verdadeiros partidos Marxistas-Leninistas, a China fabrica os chamados “partidos comunistas Marxistas-Leninistas” para propagar as teses pró-imperialistas, anti-Marxistas, revisionistas da China de Mao Tsetung contra o Marxismo-Leninismo, contra o nosso Partido e todos os outros partidos Marxistas-Leninistas genuínos. Nós, Marxistas-Leninistas que militamos em partidos comunistas Marxistas-Leninistas genuínos temos que resistir e expor esta corrente anti-Marxista furiosa que usa todos os meios possíveis para enganar o proletariado. Nós devemos contrapor a nossa estratégia Marxista-Leninista, revolucionária á estratégia capitulacionista, capitalista e social-imperialista do revisionismo Chinês. Não devemos nutrir qualquer esperança de que os revisionistas Chineses possam corrigir-se e da mesma forma, não deve haver hesitação em relação à nossa atitude para com eles. (página 559).

O partido revisionista Chinês ​​transformou-se, na prática, numa "mãe" do partido e os outros são os seus «filhos» bastardos. Tanto a «mãe» como os «filhos» devem ser expostos, devem ser encaminhados porque todos eles estão unidos com a burguesia capitalista de cada país e com a burguesia internacional com a qual eles fazem planos conjuntos contra os povos, contra a revolução e dessa forma causam grandes danos. O nosso Partido sempre tem em mente o exemplo e a actividade do grande Lenine, que nunca foi um oportunista, mas sempre teve em conta o grande interesse da revolução mundial. (página 563) Os lacaios pseudo-Marxistas que se infiltraram nas fileiras de alguns partidos comunistas Marxistas-Leninistas estão exaltando o culto de Mao e dando-lhe um lugar de destaque. A burguesia também reconhece o valor da China, de Mao e do «pensamento Mao Tsetung» e propaga-os. Mao e o «Maoismo» tornaram-se num dos mais sérios obstáculos para a unidade do proletariado mundial e dos novos partidos comunistas Marxistas-Leninistas e operários. Portanto, devemos combater este novo mal disfarçado com a nossa teoria Marxista-Leninista infalível. O Partido do Trabalho da Albânia terá de se envolver em polémicas abertas com ele no interesse da revolução proletária. (pág. 249 e 250)

Na plataforma da luta contra o nosso partido e contra os partidos comunistas Marxistas-Leninistas genuínos ele tem a sua espada desembainhada. Ele está reunindo elementos sarnentos e financiando-os em todos os lugares, dando-lhes os títulos de «Partido Comunista», «dos trabalhadores», «Partido da Libertação», «partido Marxista-Leninista». Todos estes «partidos» cantam em harmonia com a China sobre o "terceiro mundo". (página 527)

Por meio desses chamados “partidos Marxistas-Leninistas” e grupos que batem o tambor Chinês, a China está se infiltrando, planeando e adoptando a unidade com os velhos partidos revisionistas da Europa Ocidental, bem como de outros continentes, como a Austrália, etc. Na verdade, o partido Comunista da China tem feito contacto com o partido revisionista Espanhol de Carrillo. Diz-se que ele fez contacto com o partido revisionista Italiano, também, e ele certamente vai fazê-lo com o partido revisionista Francês. (página 514) Com o Partido do Trabalho da Albânia, na realidade, ele não mantém contactos. Nós queríamos ter contactos com o Partido Comunista da China, mas esses contactos não existem. Apenas relações comerciais, diplomáticas, de amizade têm existido entre nós, mas não relações do partido. Mesmo quando o nosso Partido tem enviado delegações em visitas e viagens, elas não foram capazes de fazer o trabalho e realizar as negociações que queríamos. Com os revisionistas, porém, o Partido Comunista da China está entrando cada vez mais profundamente nas relações de trabalho e vínculos ideológicos e organizacionais. Esta é a forma como a situação está, esta é a nova táctica do Partido Comunista da China no seu caminho de degeneração revisionista. (página 515)
Os Chineses não querem responder directamente a nós, porque eles não se atrevem a entrar em polémica connosco. Por outro lado, eles usam trotskistas, métodos inquisitoriais, os métodos da agência de espionagem para lutar contra o nosso Partido nas suas costas, para nos isolar do movimento comunista internacional e para o dividir. Esta é uma acção que é realizada por um grande estado burguês, capitalista e imperialista. Vamos combatê-lo ferozmente e vamos triunfar. (página 364-365)

Outra "teoria" é a que prega que não devemos abrir uma polémica neste momento, porque isso prejudica o movimento comunista internacional. Um argumento muito bom! Exactamente como aqueles do tempo de Khrushchev. Isso significa que nós deveríamos ter deixado a polémica contra o revisionismo Soviético e o revisionismo moderno, porque, com isso, dividimos o movimento comunista internacional, daí que deveríamos ter deixado Khrushchev em paz para seguir com o seu trabalho. Por analogia, agora, quando vemos um desvio semelhante dos Chineses, de acordo com eles nós não devemos fazer disso uma questão mundial e não devemos envolver-nos em polémicas abertas. (página 566)

O «Pensamento Mao Tsetung» é um factor contra-revolucionário que está agindo para dividir o movimento Marxista-Leninista, revolucionário, que surgiu e se consolidou na luta contra o revisionismo Khrushchevista moderno e contra os outros partidos revisionistas. As contradições entre os Krushchevistas e os Maoistas não são de princípios. Ambos são anti-Marxistas e revisionistas. As contradições que fluem a partir desses pontos de vista são baseadas na rivalidade entre duas grandes potências imperialistas, uma que já está formada, a outra em edificação. Devemos expor os Maoistas como expusemos os revisionistas Krushchevistas. (página 433)

Os comícios realizados pelos partidos comunistas Marxistas-Leninistas são um incentivo para os revolucionários; nos momentos perigosos da grave crise do capitalismo, vemos que a força do proletariado de todos os países e os povos oprimidos pelas superpotências, pelas grandes potências capitalistas, etc., atrevem-se sempre a lutar contra esses inimigos ferozes. Estas manifestações assumem um carácter importante, especialmente quando a linha do Partido do Trabalho da Albânia se opõe à linha do Partido Comunista da China em muitas questões principais de princípio. (página 479-480) A derrota que o movimento comunista internacional sofreu é temporária. A montanha tem de ser escalada, mas o proletariado vai subir a montanha com a bandeira de Marx, Engels, Lenine e Estaline. (página 522)

Quanto a Mao e ao partido Chinês, Enver Hoxha escreveu em “Reflexões sobre a China” (Volume 2):

Mao Tsetung não era um Marxista-Leninista. No que diz respeito aos pontos de vista políticos, ideológicos e organizacionais que consideramos terem sido equivocados e não-Marxistas, não nos vamos sentar e ficar ociosos sem os apontar e criticar. O Leninismo nos ensina que devemos ser sempre correctos e objectivos e não subjectivos ou sentimentais. "Os líderes Chineses liderados por Mao Zedong tinham tido contacto próximo com as missões militares e diplomáticas Americanas ligadas a Chiang Kai-shek. Factos e documentos foram descobertos que mostram que naquela época, quando eles estavam lutando contra o Japão e Chiang Kai- Shek, os líderes Chineses foram pró-Estados Unidos da América. Anteriormente, quando o pensamento Mao Zedong ainda não tinha sido abertamente exposto pelos nossos partidos, os social-imperialistas e imperialistas estavam bastante tranquilos, porque eles achavam que essa corrente revisionista estava trabalhando dentro de nós como um verme numa maçã. Agora, depois da nossa exposição dele, vemos que eles têm aumentado os seus ataques contra nós.” [APENAS NA LUTA É QUE OS PARTIDOS MARXISTAS-LENINISTAS PODEM FORTALECER-SE, GANHAR TÊMPERA E CAPACIDADES - A partir da conversa com João Amazonas, primeiro-secretário do CC do Partido Comunista do Brasil, 25 de Julho de 1980 - em: Selected Works, Volume 6, página 53]

Mesmo muitos anos após a libertação, Mao não liquidou as bases das ricas classes capitalistas exploradoras. Quem permitiu a esta burguesia de existir confortavelmente no partido? O próprio Mao, com as suas ideias, permitiu isso, a falta de uma estrutura organizacional correcta Marxista-Leninista política e ideológica do partido permitiu isso. Mao permitiu o florescimento de muitas linhas, do oportunismo, practicismo e liberalismo. (Reflections On China, Volume 2, página 280 e página 284).

O camarada Enver Hoxha ensinou que não havia nem uma revolução proletária, nem socialismo na China (página 794):

Os pontos de vista de Mao Tsetung não devem ser estudados apenas a partir das frases editadas nos quatro volumes que foram publicados, mas devem ser estudados na sua aplicação prática (795). As ideias de Mao Tsetung desenvolveram-se no presente período da decadência do imperialismo, na fase final do capitalismo, portanto, num momento em que as revoluções proletárias estão na ordem do dia e quando o exemplo e as grandes lições da Grande Revolução Socialista de Outubro, os ensinamentos de Marx e Lenine são um guia infalível para nós. A teoria de Mao Tsetung, «o pensamento Mao Tsetung», que surgiu nestas novas condições, foi obrigado a disfarçar-se com a teoria mais revolucionária e mais científica da época - o Marxismo-Leninismo, mas, na essência manteve-se uma teoria anti-Marxista porque se opõe às revoluções proletárias e vai em ajuda do imperialismo em decadência. Portanto, a ideologia de Mao Tsetung reflecte todos os aspectos das ideias que o capitalismo e o imperialismo inventaram durante os muitos anos do seu período de declínio e decadência. O «Pensamento Mao Tsetung» é um amálgama de ideologias desde o anarquismo, o trotskismo, o revisionismo moderno á la Tito, á la Khrushchev, o «eurocomunismo» á la Marchais - Berlinguer, Carrillo e, finalmente, até o uso de fórmulas Marxistas-Leninistas. Em toda esta amálgama também devemos discernir as velhas ideias de Confúcio, Mencius, e outros filósofos Chineses que tiveram uma influência muito grande na formação das ideias de Mao Tsetung e no seu desenvolvimento cultural e teórico.

Assim, é difícil definir uma única linha ou, por assim dizer, uma linha clara de ideologia Chinesa. Mesmo os aspectos da mesma que podem ser uma espécie de distorção do Marxismo-Leninismo, têm um selo Asiático, têm a especificidade de um «comunismo Asiático», são uma espécie de «Ásiacomunismo» o mesmo que «eurocomunismo» no qual você não consegue encontrar o internacionalismo proletário de Marx e Lenine no seu sentido pleno e verdadeiro. Na ideologia Chinesa vamos encontrar grandes doses de nacionalismo, xenofobia, religião, Budismo, ressacas marcadas da ideologia feudal, para não mencionar muitas outras ressacas que existem e não foram sistematicamente combatidas não só durante o período da guerra de libertação nacional, mas especialmente durante o período da criação do Estado de democracia popular.

Deve-se admitir que a burguesia reaccionária mundial tem seguido e estudado o desenvolvimento da política e da ideologia de Mao Tsetung , o desenvolvimento das lutas político-ideológicas na China com mais cuidado, não só nos períodos anteriores à revolução, mas também durante a revolução. Precisamente porque a burguesia reaccionária mundial viu que essa política e essa ideologia tinham um carácter Asiático e Chinês específico, estava muito longe do Marxismo-Leninismo, ela a defendeu, apoiou e propagou como Marxista-Leninista. Nos seus próprios escritos e publicações, a burguesia define claramente a orientação da política e da ideologia de Mao Tsetung e descreve-a não como Marxista, mas como uma ideologia burguesa revolucionária e, de facto, é o que ela é. Foi nos interesses do imperialismo, do capitalismo mundial, que a China, um continente enorme, deve continuar neste curso, deve seguir a orientação política e ideológica de Mao Tsetung que um dia viria em oposição aberta ao Marxismo científico, porque a China não segue o caminho do Marxismo científico. No desenvolvimento da China, isto tornou-se evidente. As contradições ideológicas entre o Marxismo-Leninismo e o «pensamento Mao Tsetung» tornaram-se inevitáveis. Todas as diferenças e incompreensões por parte dos Chineses com a União Soviética, o Comintern e Estaline eram relacionadas com a oposição sobre questões de princípio.

Eu acho que quando analisamos o «pensamento Mao Tsetung», devemos ter em mente todos estes factores que têm desempenhado um papel importante no desenvolvimento político-teórico da liderança Chinesa e do Partido Comunista da China e foram reflectidos nas suas orientações e acções. A actual estratégia do Maoismo, que, como sabemos, é composta da sua aliança com os Estados Unidos da América e todo o capitalismo mundial a fim de opor-se à União Soviética revisionista, flui a partir dele.
Esta não é simplesmente uma política de adaptação aos acontecimentos políticos de mudança, mas uma política que tem um conteúdo ideológico e os Maoistas têm uma convicção ideológica sobre isso. Os líderes Chineses pensam praticamente da mesma forma que os imperialistas norte-Americanos e os líderes das outras “democracias” capitalistas desenvolvidas. Eles estão em consonância ideologicamente, especialmente nos seus objectivos de dominação, porque a China, como um estado grande, não quer colocar-se sob a liderança e sob o calcanhar de qualquer um desses imperialistas e capitalistas, mas quer dominar, ou pelo menos ter a sua própria palavra que deve ser ouvida em todo o mundo.

É por esta razão que, de uma forma ou de outra, a China Maoista defende a aliança do proletariado mundial com a burguesia capitalista e o imperialismo Americano. Ao colocar-se neste curso, a China está impedindo a revolução mundial e distorcendo a teoria Marxista-Leninista, assim como os outros revisionistas estão fazendo. A sua política e actividade servem o imperialismo e o capitalismo como uma nova injecção para reanimá-lo e prolongar a sua vida útil. A base da oposição Maoista que a China tem com o revisionismo Soviético é simplesmente que a China considera a União Soviética uma potência imperialista mais fraca do que os Estados Unidos da América e pensa que, em aliança com o imperialismo norte-Americano, vai realizar os seus sonhos expansionistas - a ocupação da Sibéria e outras regiões do leste da União Soviética. Esta é a base da contradição entre a China e a União Soviética, e esta contradição não tem um carácter ideológico, como é apresentado, isto é, que a China é supostamente Marxista-Leninista e a União Soviética revisionista. Não, estes dois países são revisionistas, têm uma ideologia burguesa que os orienta e eles estão lutando contra a revolução precisamente nas condições da decadência do imperialismo. Portanto, parece-me que todas estas notas devem ser aprofundadas com uma documentação rica, a documentação que deve ser procurada, porque ela existe de uma forma ou de outra, seja nos jornais ou livros que, de tempos em tempos, são publicados na China ou no exterior. No entanto, estes devem ser estudados de forma crítica, e devem ser comparados com a realidade Chinesa e com os princípios fundamentais e as teses da nosso grande ideologia revolucionária - o Marxismo-Leninismo. (página 797-798)

Enver Hoxha escreveu o seu importante artigo "Teoria e Prática da Revolução", que foi publicado no "Zeri i popullit" em 7 de Julho de 1977. Este artigo tratou principalmente da denúncia da teoria Maoista dos "Três Mundos" – um novo desvio revisionista da teoria Marxista-Leninista dos dois mundos – o capitalista e o socialista.

"As principais características da nossa época aparecem cada vez mais claramente como a época de transição do capitalismo para o socialismo, a luta dos dois contra os sistemas sociais, como a época das revoluções proletárias e de libertação nacional, da queda do imperialismo e da liquidação do sistema colonial, como a época do triunfo do socialismo e do comunismo á escala global." (Enver Hoxha, Report to the 5th Congress of the PLA)

Os Marxistas-Leninistas agem sempre com base na definição da época actual e na estratégia revolucionária na análise das grandes contradições sociais que caracterizam esta época. Que contradições são estas? Após o triunfo da revolução socialista na Rússia, Lenine e Estaline estavam falando sobre quatro contradições:

- A contradição entre os dois sistemas opostos - o socialista e o capitalista

- A contradição entre capital e trabalho nos países capitalistas

- A contradição entre os povos e nações oprimidas, por um lado e o imperialismo, por outro lado

- A contradição entre as potências imperialistas

Exactamente essas contradições constroem o fundamento objectivo do desenvolvimento do movimento revolucionário de hoje, que na sua colectividade formam o grande processo da revolução mundial da nossa época. A actual situação mundial mostra que desde os tempos de Lenine, as contradições não foram moderadas nem desapareceram mas, pelo contrário, vieram à tona como nunca antes. Portanto, o conhecimento e o reconhecimento dessas contradições é a base para a definição de uma estratégia revolucionária correcta. A negação dessas contradições, escondê-las, ignorando uma ou outra dessas contradições, distorcendo o seu verdadeiro significado - como os revisionistas e os vários oportunistas fazem - leva à confusão e desordem dentro do movimento revolucionário e serve como base para a construção de uma visão distorcida , a estratégia e táctica pseudo-revolucionária."

Enver Hoxha comentou o seu artigo "Teoria e Prática da Revolução" (em língua Inglesa), como segue:

A teoria dos «três mundos», que se criticou no 7 º Congresso, não era nova. Na construção de uma «nova estratégia pró-Americana», os Chineses adoptaram essa criação de outros. Mao Tsetung não criou essa teoria, nem Teng Hsiao-ping, que falou na ONU em 1974 e colocou a China dentro deste mundo. Este é um termo antigo cunhado pelo imperialismo norte-americano, pelo social-imperialismo Soviético e pelos Krushchevistas. O nosso Partido está publicamente contra essa tese desde há muito tempo. (página 569)

Se a China fosse um país socialista, ela teria de lutar contra as duas grandes potências imperialistas para explorar e aprofundar as contradições entre elas, lutar para neutralizar os esforços que as duas superpotências estão fazendo para uma guerra mundial e preparar os seus amigos e camaradas por todo o mundo para lidar com a tempestade de outra guerra de extermínio. A China não está fazendo isso, por isso era essencial que o nosso artigo, "A Teoria e Prática da Revolução” saísse nesses momentos. Eu acredito que o nosso artigo, "A Teoria e Prática da Revolução”, que saiu hoje no jornal «Zeri i popullit», terá um grande impacto sobre os Marxistas-Leninistas no exterior e também sobre outros pensadores burgueses progressistas, enquanto que os revisionistas Chineses certamente vão ficar furiosos. Era necessário, de facto, que se preparasse e publicasse este artigo, porque os revisionistas Chineses estavam intensificando a luta contra o Marxismo-Leninismo e, especialmente, contra o Partido do Trabalho da Albânia. (Páginas 544, 545, 546)

A "teoria dos três mundos" foi criada no interesse do imperialismo mundial em geral e no interesse dos imperialistas Chineses em particular. Ela nega o carácter de classe da sociedade do mundo, com a contradição do trabalho e do capital, e as contradições entre os povos e imperialismo mundial sendo suprimidas, bem como a existência do socialismo. A "teoria dos três mundos" contradiz o Marxismo-Leninismo, o comunismo mundial, a luta de classe internacional e a ditadura do proletariado. É uma "teoria" burguesa de conciliação de classe e nega a revolução mundial proletária.

Termos como "Três Mundos", "Países Não-Alinhados" e países "em desenvolvimento" alimentam as ilusões que pudessem resistir às explorações e opressões de ambas as superpotências, em colaboração com o "segundo mundo". Mas não o suficiente: A teoria dos "Três Mundos" baseia-se sobre a aliança dos imperialistas Americanos com todos os outros países imperialistas e com os países do "Terceiro Mundo" para lutar contra o social-imperialismo Soviético. Estas teorias anti-Leninistas ignoram o facto de que todos esses países são dependentes do novo sistema mundial colonialista e que a luta dos povos contra todo o sistema imperialista mundial não pode ser confundida com a luta de hegemonia mundial que é causada pelas contradições entre diferentes potências imperialistas. Não é nem do interesse das classes exploradas e oprimidas apoiar os inimigos de classe no seu próprio país nem apoiá-los noutro lugar no mundo. Todos os países capitalistas pertencem ao mundo capitalista, não importa se eles são "grandes" ou "pequenos", "fracos" ou " fortes", "sanguinários e fascistas" ou "democráticos e civilizados", etc. O Marxismo-Leninismo ensina a derrubada revolucionária das classes exploradoras, tanto no mundo como em cada país. As classes exploradoras e seus estados estão todos juntos e são inimigos da revolução e do socialismo, inimigos da luta de libertação dos povos. Enver Hoxha ensinou-nos que a "Teoria dos Três Mundos " usa as contradições do mundo capitalista em favor da hegemonia da superpotência Chinesa e não em favor da revolução proletária mundial e do socialismo mundial.

Nas suas "Reflexões sobre a China" (Vol. 2) Enver Hoxha chega à conclusão:

A tese de que «o terceiro mundo é a maior e mais poderosa força que impulsiona a revolução adiante», etc., são anti-Marxistas, as teses contra-revolucionárias apresentadas por Mao Tsetung e seus discípulos Chineses são uma restrição séria á revolução mundial e ás revoluções nacionais. A China com a sua teoria do «terceiro mundo», Tito com a sua teoria do «mundo não-alinhado» e Carrillo com o «eurocomunismo» marcaram tendências no sentido de um suposto reexame da análise da situação no mundo. Eles querem formar outro bloco ideológico revisionista, separado do revisionismo contemporâneo Soviético. Quanto ao Marxismo-Leninismo, este não entra na questão e é desconsiderada tanto pelo novo bloco revisionista como pelo antigo bloco soviético. (página 598)

Toda essa estagnação, toda essa confusão é criada para prolongar a existência do capital e combater as ideias de Marx, Engels, Lenine e Estaline. Por outras palavras, os revisionistas estão se esforçando de várias maneiras para garantir que os partidos comunistas, o proletariado mundial e o proletariado de cada país abandone as ideias do Marxismo-Leninismo, abandone a verdadeira ciência da revolução, da ditadura do proletariado e a luta de classes que conduzirá ao socialismo. Eles também estão se esforçando para criar certos pontos de vista pseudo-Marxistas, pseudo-socialistas e pseudo-democráticos supostamente adequados para o período pelo qual a humanidade está passando. Para todos esses anti -Marxistas os fenómenos do período actual não são como os fenómenos do período em que Marx, Engels e Lenine viveram e escreveram, e supostamente as suas previsões e descobertas das leis da revolução e da sociedade não foram confirmadas no desenvolvimento da sociedade humana hoje. Esta é a essência geral da teoria anti-Marxista. Assim, na base desta teoria pseudo-Marxista, é possível que uma centena de teorias diferentes possam ser construídas com o objectivo de cada uma delas lutar contra a revolução proletária, enquanto que, ao mesmo tempo, aparecem como se fossem a ideologia proletária. Esse é o objectivo de todos estes grupos anti-Marxistas que se chamam de “comunistas”, de Titoismo, revisionismo Khrushchevista, «eurocomunismo» até ao revisionismo Chinês. (página 600)

Em "Reflexões sobre a China”, Volume 2, Enver Hoxha defendeu o Marxismo-Leninismo contra todos os pseudo-comunistas:

O Marxismo-Leninismo não morreu, nem envelheceu, ele é sempre revolucionário, é jovem e é a força motriz do mundo de hoje. A revolução, liderada pelo proletariado, é a grande força que irá transformar o mundo e não o anódino «terceiro mundo» de Mao e dos Maoistas. (Página 521)

Independentemente da derrota temporária que sofremos, temos que lutar contra esta situação com a maior severidade, devemos defender o Marxismo-Leninismo, a teoria de Marx, Engels, Lenine e Estaline, que sempre continua forte, pura, e triunfante. Os povos e o proletariado mundial não perderam nem sua coragem nem a sua esperança na vitória. Eles estão lutando e vão lutar mais ainda. Eles vão reconhecer a traição destes pseudo-comunistas cada vez mais claramente e verão que essa traição faz com que o jugo do capital mundial e interno seja ainda mais pesado. Assim, eles vão chegar à conclusão que Marx, Engels, Lenine e Estaline alcançaram, que os povos e o proletariado devem criar situações revolucionárias, devem criar esses partidos Marxistas-Leninistas, que irão realizar a revolução e tomar o poder a fim de construir uma sociedade socialista, a sua própria sociedade por meio de um estado de ditadura do proletariado. (página 641)

O camarada Enver Hoxha, á cabeça do PTA, havia desmascarado e exposto o revisionismo Chinês e seu carácter anti-Marxista, anti-proletário, contra-revolucionário, burguês e imperialista em muitos documentos e discursos.

 

No entanto, a maior contribuição na luta contra o Maoismo é o famoso livro de Enver Hoxha

 

"O Imperialismo e a Revolução"

(parte 1) (parte 2)

É mais uma crítica em profundidade às perigosas " Ideias de Mao Tsetung". Este livro confirma excelentemente que o camarada Enver Hoxha é o verdadeiro Quinto Clássico do Marxismo-Leninismo. Este livro prova que o camarada Enver Hoxha é o maior teórico que desenvolveu o Marxismo-Leninismo-Estalinismo ainda mais em direcção ao Hoxhaismo. Neste livro, a estratégia Marxista-Leninista da revolução se opõe contra as políticas contra-revolucionárias dos EUA e do imperialismo mundial, do social-imperialismo Soviético e Chinês bem como ás várias correntes do revisionismo moderno.

«O Imperialismo e a Revolução" foi publicado num momento em que a maré do movimento revolucionário tem se intensificado, causada pela crise do capitalismo mundial. A burguesia, o imperialismo, o social-imperialismo, os revisionistas modernos, Jugoslavos e Krushchevistas, os "eurocomunistas" e os revisionistas Chineses aumentaram os seus esforços para confundir ideologicamente o proletariado e os povos amantes da liberdade. Eles tentaram dissuadi-los do caminho da luta de classes para minar a revolução e perpetuar o capitalismo. Todas essas forças do retrocesso e da reacção, apesar das contradições violentas que elas têm umas com as outras, estão todas se esforçando para reprimir o movimento revolucionário e de libertação através da força e do terror ou impedir a revolução com o propósito de continuar a exploração e opressão dos povos. Em particular, o camarada Enver exerce uma crítica mordaz da linha política e ideológica do revisionismo Chinês, do chamado "Pensamento de Mao Zedong", contra as aspirações da direcção revisionista Chinesa a criar a sua superpotência. Esta encontrou a sua expressão na teoria dos "três mundos".

A profunda análise científica Marxista-Leninista do camarada Enver sobre os desenvolvimentos e as características do imperialismo e as grandes contradições do nosso tempo na fase actual confirma a justeza e a vitalidade da conclusão Marxista-Leninista de que a revolução e a libertação nacional dos povos está na agenda. O camarada Enver mostra que a análise Leninista do imperialismo manteve a sua completa validade nos nossos dias, ou seja, a nossa época é a época do imperialismo e das revoluções proletárias. A época da destruição do velho sistema capitalista, o colonialismo e o imperialismo, a tomada do poder pelo proletariado e a libertação dos povos oprimidos é o período inabalável da vitória do socialismo á escala mundial. A vida e os factos confirmam as conclusões científicas do Marxismo-Leninismo e do camarada Enver Hoxha, pois hoje a situação no mundo é, em geral, revolucionária. Esta situação amadureceu em muitos países ou está amadurecendo rapidamente. Noutros países está em processo de desenvolvimento. O mundo de hoje é como uma "erupção de um vulcão, como um fogo ardente, um fogo que vai queimar a classe dominante com todos os seus opressores e exploradores.” O camarada Enver sublinha:

"É uma tarefa fundamental dissipar a névoa que os revisionistas espalharam sobre a revolução, expor as manobras e especulando sobre a revolução, e desmascarar as suas metas contra-revolucionárias, chauvinistas, hegemónicas.”

O camarada Enver argumenta que a luta irreconciliável decisiva contra todas as formas do domínio imperialista e das forças reaccionárias pró-imperialistas é o único caminho possível para alcançar a libertação nacional e social dos povos. De grande importância são as conclusões Marxistas-Leninistas do camarada Enver de que os movimentos de libertação nacional anti-imperialista dos povos são parte integrante de um único processo revolucionário da revolução proletária mundial na época actual e da transição revolucionária do capitalismo ao socialismo. Eles são um poderoso apoio para o proletariado na sua luta contra o capitalismo. A luta de libertação dos povos oprimidos só pode ser vitoriosa se estiver intimamente ligado com a causa do proletariado e do socialismo.

Na base do Marxismo-Leninismo e da generalização da experiência do movimento revolucionário e comunista, Enver Hoxha especificou os problemas básicos do desenvolvimento dos partidos Marxistas-Leninistas, a sua têmpera no fogo da acção revolucionária, as suas actividades para mobilizar as massas na luta de classes e na revolução e a sua unidade internacionalista. O camarada Enver Hoxha expressou a sua convicção inabalável de que esses partidos terão um grande futuro no cumprimento de tarefas históricas como porta-estandartes da revolução proletária e da libertação dos povos, que os revisionistas modernos deitaram para o lixo.

«Estes partidos», escreve Enver, "carregam o fardo da estratégia Leninista global contra os imperialistas que lançam a sua contra-revolução contra a revolução mundial e a grande teoria do Marxismo-Leninismo. Eles carregam o fardo de fazer as massas conscientes sobre os sacrifícios inevitáveis. É a sua tarefa unir, organizar, orientar e conduzir as massas para a vitória."

Particularmente, o camarada Enver criticou o revisionismo contemporâneo Chinês, o conteúdo anti-Marxista e anti-proletário da sua ideologia e seus sermões, a sua estratégia chauvinista e social-imperialista, o seu papel profundamente contra-revolucionário. O camarada Enver Hoxha escreveu:

"As ideias de Mao Tsetung" foram desenvolvidas na época da decadência do capitalismo, isto é, no momento em que as revoluções proletárias estão na ordem do dia e quando o exemplo da grande Revolução Socialista de Outubro, os grandes ensinamentos de Marx, Engels, Lenine e Estaline se tornaram num guia infalível para o proletariado e os povos revolucionários do mundo. A teoria de Mao Tsetung, “o pensamento Mao Tsetung”, que nasceu nestas novas condições tinha que tentar esconder-se sob o manto da teoria mais revolucionária e científica da época, o Marxismo-Leninismo mas na essência manteve-se uma teoria em oposição à causa da revolução proletária e que vem em auxílio do imperialismo em crise e decadência. Por isso, dizemos que Mao Tsetung e o “pensamento Mao Tsetung” são anti-Marxistas.”

O camarada Enver Hoxha provou de forma convincente por inúmeros factos que o revisionismo contemporâneo Chinês não é um fenómeno dos últimos anos, nem certamente apenas do período após a morte de Mao Zedong, como alguns supõem equivocadamente. As suas raízes ideológicas e teóricas residem no chamado "Pensamento de Mao Zedong" que já tinha começado a tomar forma antes da Segunda Guerra Mundial, especialmente depois de 1935, quando o vergonhoso 7º Congresso Mundial da Internacional Comunista teve lugar e ajudou Mao Zedong a chegar ao poder no Partido Comunista da China. No seu livro, o camarada Enver Hoxha defendeu o Comintern contra a traição de Mao Zedong:

"Mao Zedong e outros líderes Chineses acusam o Comintern de ter supostamente impedido e complicado as coisas para eles travando uma luta consistente pela tomada do poder e a construção do socialismo na China. Mas os factos do passado e, especialmente, o presente Chinês confirmam que as decisões do Comintern sobre a China estavam correctas em geral, e que o Partido Comunista da China não agiu com base e no espírito dos princípios do Marxismo-Leninismo.”

O significado especial do livro do camarada Enver Hoxha - em matéria de exposição do revisionismo Chinês - é o facto de que pela primeira vez uma análise Marxista-Leninista detalhada foi elaborada e apresentada sobre o chamado "Pensamento de Mao Zedong". Enver Hoxha detectou que o Maoismo nunca é um desenvolvimento do Marxismo-Leninismo, e que Mao nunca foi um clássico do Marxismo-Leninismo. O chamado "Marxismo-Leninismo-Maoismo" é uma ideologia revisionista:

Mao Tsetung usou as críticas contra Estaline a fim de justificar o seu desvio dos princípios Marxistas-Leninistas que Estaline sempre defendeu e enriqueceu ainda mais. Com seu ataque contra Estaline, os revisionistas Chineses pretendiam desacreditar o seu trabalho e autoridade para aumentar a autoridade de Mao Tsetung para o posto de líder mundial, um clássico do Marxismo-Leninismo que supostamente tem seguido uma linha correcta e infalível! Estas críticas também expressaram o seu descontentamento acumulado contra Estaline sobre a censura e as críticas que ele e o Comintern fizeram da liderança do Partido Comunista da China e Mao Tsetung sobre a sua incapacidade de implementar os princípios do Marxismo-Leninismo sobre o papel dirigente do proletariado na revolução, do internacionalismo proletário, a estratégia e a táctica da luta revolucionária, etc."

Como o camarada Enver definiu o "pensamento Mao Zedong":

O “Pensamento Mao Tsetung” é uma amálgama de pontos de vista em que as ideias e teses emprestados do Marxismo são misturadas com princípios idealistas, pragmáticos e revisionistas de outras filosofias. Ele tem as suas raízes na antiga filosofia Chinesa, no passado político e ideológico, na prática estatal e militarista da China. Todos os líderes Chineses, aqueles que tomaram o poder no presente, bem como aqueles que foram e que caíram do poder, mas que manobraram para colocar os seus planos contra-revolucionários em prática, tiveram e têm o “pensamento Mao Tsetung” como a sua base ideológica. O próprio Mao Tsetung admitiu que os seus pensamentos podem ser explorados por todos, tanto pelos esquerdistas como pelos direitistas, como ele chama aos diversos grupos que compõem a liderança Chinesa.

Em "O Imperialismo e a Revolução”, o camarada Enver Hoxha aponta convincentemente que houve uma consequência directa da aplicação do "pensamento Mao Zedong" que o Partido Comunista da China - a partir do ponto de vista ideológico, político, organizacional e do ponto de vista da sua composição de classe - nunca foi um verdadeiro partido revolucionário, Marxista-Leninista do proletariado foi uma consequência do "Pensamento de Mao Zedong" que a revolução Chinesa não foi desenvolvida de acordo com os ensinamentos do Marxismo-Leninismo, que era democrático-burguesa. Ela não foi transferida para a revolução socialista e não poderia levar ao estabelecimento de uma verdadeira ditadura do proletariado e, portanto, as comportas foram abertas para o livre desenvolvimento do capitalismo na China.

Também é um facto que o "Pensamento de Mao Zedong" substituiu o internacionalismo proletário através de ideias racistas e de chauvinismo de grande potência. O camarada Enver submete a teoria dos "três mundos" a uma crítica justificada abrangente e Marxista-Leninista e prova que ela está enraizada no "Pensamento de Mao Zedong".

Enver Hoxha também escreveu:

"Somos contra os teóricos revisionistas que pregam que toda a luta revolucionária deve ser reduzida á luta pela independência nacional. Eles negam a libertação social. Lenine nos ensina que a revolução deve ser coroada com a liquidação total da burguesia e seu poder. Só nesta base se pode falar de verdadeira liberdade, independência e soberania.”

De particular importância é que o camarada Enver tenha desmascarado com grande tenacidade as perigosas políticas belicistas da camarilha social-imperialista Chinesa. Eles abandonaram as doutrinas e atitudes Marxistas-Leninistas em relação á questão da guerra, paz e revolução.

"A grande urgência dos líderes Chineses para transformar o seu país o mais rápido possível numa superpotência, e estabelecer a sua hegemonia, especialmente no chamado terceiro mundo", escreveu o camarada Enver Hoxha em "O Imperialismo e a Revolução", obrigou-os a uma política de estratégia de incitar guerras imperialistas.” Eles tentam instigar um enfrentamento frontal entre os EUA e a União Soviética na Europa, enquanto a China aquece o fogo atómico à distância. De acordo com os planos do governo Chinês, os dois principais rivais seriam destruídos mutuamente e a China permanecerá como o único governante Todo-Poderoso do mundo. Os Marxistas-Leninistas e os revolucionários em todo o mundo vêem que o Partido do Trabalho da Albânia defende o Marxismo-Leninismo, quando os outros o atacam, que defende os princípios do internacionalismo proletário, quando os diversos revisionistas deitaram esses princípios ao lixo. Eles vêem que o Partido do Trabalho da Albânia defende não só os interesses do seu próprio país, mas também expressa e representa interesses queridos a todo o proletariado, os interesses do verdadeiro socialismo, os interesses de todos aqueles que se baseiam em e são guiados pelo Marxismo-Leninismo para a transformação revolucionária do mundo. Ao mesmo tempo, percebe-se que a política que a China está seguindo nas suas relações com o imperialismo dos EUA, bem como com o social-imperialismo Soviético, está a suscitar dúvidas, descontentamento e críticas constantes em todos os lugares, especialmente nos países do chamado terceiro mundo. Isso é natural, porque as pessoas honestas desses países vêem que a política Chinesa não é correcta, que é uma política que suporta um imperialismo, que muito do que os líderes Chineses pregam não se conforma com as suas obras e realidade concreta. Os povos vêem que a China está seguindo uma política social-imperialista que ameaça os seus interesses. O Partido do Trabalho da Albânia lutou, luta e lutará sempre com firmeza em defesa da pureza das ideias Marxistas-Leninistas. Ele é e será sempre contra todos aqueles que se esforçam para distorcê-las e substituí-las por ideias burguesas, revisionistas, contra-revolucionárias. O nosso partido é um partido proletário, um partido Marxista-Leninista, um participante activo na revolução mundial, pela qual ele está determinado a fazer qualquer sacrifício, assim como tem feito até agora. Não há força que possa fazer nosso partido desviar-se do curso totalmente internacionalista, glorioso e honrado. Não há força que possa intimidá-lo ou conquistá-lo. O nosso partido não pode conciliar-se com qualquer tipo de oportunismo, com qualquer tipo de desvio do Marxismo-Leninismo, com qualquer distorção do mesmo. Ele vai lutar com determinação contra o revisionismo Chinês tal como contra o revisionismo de qualquer outro tipo.

E o livro termina com as seguintes frases:

Agora, para o nosso Partido bem como para todos os partidos Marxistas-Leninistas em todo o mundo, deve ser dada à luta contra o revisionismo Chinês a maior atenção. Esta é uma questão importante, mas isso não quer dizer que ao lidar com ela nos seja permitido esquecer o revisionismo Soviético, Titoista, ou o eurocomunismo que são vertentes muito perigosas do revisionismo moderno. No que diz respeito às suas tácticas e estratégias, todas estas tendências anti-Marxistas, independentemente das diferenças em suas formas de luta têm o mesmo objectivo.

Por todas essas razões, nunca devemos desviar a nossa atenção da luta que deve ser travada contra o imperialismo Americano e toda a burguesia capitalista reaccionária do mundo ou da luta contra o revisionismo da União Soviética, China, etc. Apesar de todas as contradições que eles têm entre si, todos esses inimigos estão ligados por um fio - a luta contra a revolução, contra os partidos Marxistas-Leninistas e a sua unidade, contra a organização geral do proletariado e das massas de trabalho.

A luta contra o revisionismo moderno e, especialmente, contra o revisionismo da União Soviética, Titoista e Chinês não é uma tarefa fácil. Pelo contrário, essa luta é e será severa e prolongada. Para que possa ser travada com sucesso passo a passo, os comunistas, os quadros, os intelectuais e todas as massas trabalhadoras do nosso país devem estar imbuídos da ideologia de Marx, Engels, Lenine e Estaline, e também devem estudar a rica experiência do nosso Partido na luta contra o revisionismo moderno. Somente desta forma seremos capazes de superar os obstáculos e sairmos ilesos. Como sempre, o nosso Partido do Trabalho deve adoptar posições claras e firmes na linha Marxista-Leninista correcta. Esta linha do nosso Partido, com os seus objectivos claramente definidos, ajuda a expor o imperialismo norte-americano, o social-imperialismo Soviético, bem como social-imperialismo Chinês, e a travar a luta implacável contra eles com sucesso. A tarefa do nosso Partido, e de todos os verdadeiros comunistas do mundo, é lutar com dedicação para defender a nossa teoria Marxista-Leninista e purificá-la de todas as distorções que a burguesia, os revisionistas modernos e todos os oportunistas e traidores fazem dele. O Marxismo-Leninismo é a ideologia triunfante. Aquele que a abraça, defende e desenvolve é um membro do glorioso exército da revolução, do grande e invencível exército de verdadeiros comunistas que estão liderando o proletariado e todos os oprimidos para transformar o mundo, para destruir o capitalismo e construir o novo mundo, o mundo socialista. É evidente que cada lutador Estalinista-Hoxhaista deve estudar e divulgar este grande livro do camarada Enver Hoxha.

 

A verdade sobre as relações Sino-Albanesas

1. Os contactos entre os nossos dois partidos e países foram estabelecidos após o triunfo da revolução na China, após a fundação da República Popular da China. Eles tornaram-se mais e mais fortes, especialmente depois de 1960, quando a luta aberta contra revisionismo Khrushchevista começou. A luta contra o imperialismo e o revisionismo moderno juntou os nossos partidos, mas com a saída da China desta luta os seus caminhos se separaram. A luta do Partido do Trabalho da Albânia contra o revisionismo moderno havia começado antes mesmo da condenação do Titoismo pelo Informbureau. Ele continuou com mais força depois da morte de Estaline, quando a variante Khrushchevista do revisionismo começou a aparecer. O nosso Partido estendeu e intensificou esta luta cada vez mais, crescendo em oposição contra as atitudes e acções anti-Marxistas de Khrushchev e seu grupo, tanto na sua política externa e nas suas relações com os partidos comunistas em geral e com o nosso partido em particular.

O desvio Khrushchevista representou a revisão da teoria Marxista-Leninista em todos os campos e em todas as questões. A estratégia Khrushchevista visava minar a ditadura do proletariado e a restauração do capitalismo na União Soviética, transformando o país numa superpotência imperialista, pela sua divisão e dominação do mundo, juntamente com o imperialismo Americano. Para realizar esta estratégia, Khrushchev atacou Estaline e o Bolchevismo, ele defendeu a extinção da luta de classes no seio da União Soviética e fora dela. Sob o pretexto de que a relação de forças no mundo tinha mudado, que o imperialismo e a burguesia reaccionária internacional se tinham tornado razoáveis, justificou o abandono da tese fundamental do Marxismo-Leninismo sobre a revolução violenta e espalhou ilusões sobre a via “pacífica”. Nas suas relações com partidos comunistas e operários, os Krushchevistas agiram de acordo com o seu conceito de "partido mãe" e "Batuta". Eles queriam que os outros partidos se submetessem ao seu ditame e adoptassem os seus pontos de vista, para os transformar em instrumentos da sua política externa. Nesta linha, Khrushchev, Brezhnev e outros reconciliaram-se com os revisionistas Jugoslavos e fizeram causa comum com eles na luta contra o Marxismo-Leninismo e a revolução. Contra esta linha traidora e contra-revolucionária do Krushchevismo, o Partido do Trabalho da Albânia respondeu com a sua determinada e incansável luta. Em particular, ele se opôs e denunciou a reabilitação ideológica do Titoismo por Khrushchev, que com este acto claramente mostrou que ele estava completamente afundado no pântano do oportunismo e da traição. Documentos provam que, apesar das suas vacilações na sua posição para com o revisionismo Jugoslavo, no início de 1960, o Partido Comunista da China também condenou a reabilitação de Tito e do seu grupo por Khrushchev. Em Junho de 1960, como é sabido, o Encontro de Bucareste foi realizado.

A linha contra-revolucionária de Khrushchev e dos Krushchevistas foi ainda melhor confirmada. Eles não só atacaram o Marxismo-Leninismo em todas as direcções, mas também atacaram o Partido Comunista da China directamente. Nessa reunião, o Partido do Trabalho da Albânia abertamente foi em ajuda do Partido Comunista da China e defendeu-o até o fim, atraindo, assim, sobre si o fogo da raiva e o peso das pressões de todos os revisionistas Krushchevistas.

Considerando que o nosso Partido iniciou e realizou a luta contra o revisionismo Khrushchevista com consistência e determinação, a liderança Chinesa vacilou e não conseguiu. Na fase inicial das polémicas ferozes entre o Partido do Trabalho da Albânia e os revisionistas Krushchevistas, a China estava de acordo com a Albânia, mas isso só na superfície, porque, na realidade, como ficou provado mais tarde, ela estava buscando uma reconciliação com os Soviéticos e a extinção da polémica com eles. Isso ficou evidente também na fala de Chou En-lai no 22 º Congresso do Partido Comunista da União Soviética, onde, na verdade, ele não defendeu o nosso Partido, mas exigiu que a polémica cessasse. A demanda para cessar a polémica não foi nem no interesse de Albânia socialista, nem ao interesse da própria China. Quem com ela beneficiou foi Khrushchev e a sua luta contra o socialismo e o Marxismo-Leninismo.

2. A posição vacilante do Partido Comunista da China na luta contra o revisionismo manifesta-se claramente em Junho de 1962. Naquela época, o Partido do Trabalho da Albânia enviou uma delegação a Pequim para realizar conversações com a liderança do Partido Comunista da China sobre questões importantes que tinham a ver com as tácticas e estratégias da luta comum dos nossos dois partidos na arena internacional. A liderança Chinesa defendeu a sua linha de reconciliação com os revisionistas Soviéticos com a necessidade de unir-se "com todo mundo" contra o imperialismo dos EUA, que, em suas palavras, era o inimigo principal.

3. No Verão de 1964, a propaganda Chinesa assumiu o problema fronteiriço Sino-Soviético. De acordo com o ponto de vista do nosso partido, a liderança Chinesa estava fazendo dois erros crassos. Em primeiro lugar, o problema da fronteira, naquele momento, não ajudava na luta ideológica contra o Krushchevismo. Pelo contrário, ela forneceu a liderança Soviética com uma arma poderosa contra a China e os Marxistas-Leninistas a fim de neutralizar o efeito da luta ideológica que travavam para expor a traição Khrushchevista e apresentar a nossa luta como uma disputa de fronteira ou reivindicações territoriais. Por outro lado, pondo em causa a rectificação das fronteiras da União Soviética com alguns países europeus após a Segunda Guerra Mundial, Estaline foi atacado injustamente e a acusação feita pela reacção internacional contra ele foi que tinha incentivado a criação de "esferas de influência". A liderança Chinesa concordou com Tito que quando ele veio para corrigir as injustiças que a Jugoslávia tinha sofrido no passado às mãos das potências vitoriosas, se confirmou esta tese.

4. Em Outubro de 1964 N. Khrushchev foi derrubado. Este evento revelou novamente a posição vacilante dos líderes Chineses para com os revisionistas Soviéticos. As esperanças de uma reconciliação com e aproximação para com eles foram revividas. Este evento só adiou a decadência do revisionismo, levou o revisionismo para mais perto de seu túmulo, enquanto os sucessores de Khrushchev estavam tentando impedir o revisionismo de cair nessa sepultura, pela execução da política do Krushchevismo sem Khrushchev.

5. O nosso partido apoiou a Revolução Cultural a pedido pessoal de Mao Tsetung, que declarou ao nosso partido que a China estava enfrentando um perigo colossal, e que ninguém sabia quem iria ganhar na China, se as forças socialistas ou dos revisionistas (Da minutas da conversa com a delegação do Partido e do governo Albanês, Maio de 1966). O Partido do Trabalho da Albânia assistiu a China num momento muito crítico, quando ela estava passando por grandes transformações e estava sendo brutalmente atacada pela frente unida do revisionismo imperialista. A Revolução Cultural, mais frequentemente do que não, preservou o espírito e as acções de uma luta sem princípios, que não foi conduzida por um verdadeiro partido da classe operária para o estabelecimento da ditadura do proletariado. Assim, esses confrontos entre grupos fraccionistas terminaram no estabelecimento na China de um poder estatal dominado por elementos burgueses e revisionistas. A actual liderança Chinesa quis e quer que o Partido do Trabalho da Albânia denuncie a Revolução Cultural de acordo com a vontade e as razões da liderança Chinesa. O Partido do Trabalho da Albânia nunca aceitará tal ditame. Juntamente com todos os revolucionários do mundo está esperando que o Partido Comunista da China faça a verdadeira análise desta Revolução Cultural.

6. O Partido do Trabalho da Albânia fez esforços para defender a China na arena internacional, embora em muitas questões tivesse opiniões opostas. Mas a sua liderança considerou este desejo irracional e preferido o seu próprio isolamento da Albânia, desculpando-se com vários pretextos perante todos os estados que manifestaram a sua vontade de estabelecer relações com ela.

7. Em 1968, uma delegação do Partido e do Governo da Albânia teve a tarefa de apresentar para a liderança Chinesa os nossos pedidos de ajuda para fortalecer o potencial de defesa da Albânia. Chou En-lai disse abertamente: Albânia, como um país pequeno, não tinha necessidade de armamento pesado e não estava de todo em posição de se defender sozinho da agressão estrangeira, particularmente do social-imperialismo Soviético e do imperialismo dos EUA, não importa quanta ajuda militar receberia da China. Portanto, de acordo com Chou En -lai, o único caminho para a Albânia lidar com a agressão estrangeira era a de aplicar as tácticas de guerra de guerrilha no país e concluir uma aliança militar com a Jugoslávia e com a Roménia. O Bureau Político do Comité Central do nosso Partido condenou por unanimidade, rejeitou esta proposta anti-Albanesa e contra-revolucionária de Chou En -lai para conduzir a Albânia socialista na armadilha de belicismo por meio de alianças militares com o objectivo final de transformar a região dos Balcãs em um barril de pólvora como os social-imperialistas Soviéticos e os imperialistas norte-americanos estão a tentar fazer. Estes actos do governo Chinês e a oposição do nosso Partido a esses actos reaccionários tiveram consequências muito graves nas relações entre os nossos dois países. O nosso partido nunca interferiu nos assuntos internos da China. Mas a liderança Chinesa, em certos momentos, tem criminalmente interferido nos assuntos internos da Albânia. Se esses actos condenáveis ​​realizados pela liderança Chinesa em conluio com os traidores Albaneses fossem realizados, a independência e soberania da República Popular Socialista da Albânia teriam sido liquidadas.

8. Enquanto o nosso partido está trabalhando para fortalecer a cooperação fraternal com a China, ao mesmo tempo que queria travar e intensificar a luta contra o imperialismo, o revisionismo moderno e a reacção, a China viu tudo apenas a partir do seu próprio ângulo, ela queria dominar os outros. A visita de Nixon a Pequim lançou as bases de uma nova política por parte da China. O eixo da política Chinesa mudou três vezes em dez anos, 1962-1972. Primeiro, o Partido Comunista da China respeitou a fórmula estratégica de uma "frente unida com os soviéticos e outros revisionistas contra o imperialismo dos EUA e seus aliados". Mais tarde, o Partido Comunista da China avançou com o slogan de "uma ampla frente unida do proletariado e dos povos revolucionários de todos os países contra o imperialismo dos EUA, o revisionismo Soviético e a reacção de diversos países". Depois da visita de Nixon à China, a estratégia Chinesa novamente fala de uma " ampla frente unida", mas desta vez ela inclui "todos aqueles que podem estar unidos", incorporando nela mesmo os Estados Unidos da América contra o social-imperialismo Soviético.

9. Depois da sua aproximação com o imperialismo e aberturas para com os Estados Unidos da América e seus aliados dos EUA, a liderança do Partido Comunista da China proclamou a teoria anti-Marxista e contra-revolucionário dos "três mundos" que apresentou como uma estratégia da revolução, e fez esforços para a impor no movimento comunista Marxista-Leninista e a todos os povos do mundo como a linha geral da sua luta. Actualmente, o plano Chinês para se tornar numa superpotência encontrou a sua expressão concentrada na teoria infame dos "três mundos". A teoria dos "três mundos" visa substituir o Marxismo-Leninismo com uma fusão eclética de ideias oportunistas e teses revisionistas sindicalistas e anárquicas procurando amortecer o espírito revolucionário do proletariado e a sua luta de classe, defendendo uma aliança com a burguesia e o imperialismo. Alegando que o tempo não está maduro para a revolução, a teoria dos "três mundos" procura preservar o status quo, a situação actual do capitalismo, a opressão colonialista e neo-colonialista e a exploração. A implementação da teoria dos "três mundos" levou a liderança Chinesa a se unir mesmo com o "diabo". Os imperialistas norte-americanos e os monopolistas da Europa, com os fascistas e racistas, reis e senhores feudais, os militaristas mais raivosos e os belicistas, Pinochet e Franco, ex-generais Nazistas da Wehrmacht Alemã e do exército imperial Japonês, criminosos como Mobutu e reis, chefes e presidentes sanguinário de empresas multinacionais Americanas tornaram-se seus aliados.

10. O Partido do Trabalho da Albânia tem feito todos os esforços para resolver as diferenças surgidas entre as duas partes e que se foram tornando mais pronunciadas com a passagem do tempo, na estrada Marxista-Leninista. Partindo desse desejo, uma vez que a liderança Chinesa falhou sistematicamente em responder ás suas cartas e se recusou a enviar delegações oficiais para a Albânia, uma vez que as diferenças ideológicas com a liderança Chinesa foram assumindo grandes proporções, o Comité Central do Partido do Trabalho da Albânia não ficou indiferente, mas não fez outros esforços de iniciar negociações de camaradagem com ela. A liderança Chinesa não concordou com a nossa delegação que foi a Pequim, impedindo assim o caminho para as negociações numa época em que reis e príncipes, reaccionários e fascistas foram recebidos com grande pompa em Pequim. Ficou claro que a liderança Chinesa estava persistentemente trilhando seu caminho anti-Marxista, que nas relações com o nosso partido e país foi orientada pelos conceitos de chauvinismo de grande potência, que ela estava tentando ditar a sua linha incondicionalmente e indiscutivelmente.

11. O Partido do Trabalho da Albânia nunca pisoteia os princípios Marxistas-Leninistas, e nunca foi nem nunca será ferramenta de ninguém. Nas diferenças e contradições políticas e ideológicas com o Partido do Trabalho da Albânia, no fracasso das tentativas do governo Chinês para impor os seus pontos de vista e linha sobre o Partido do Trabalho da Albânia está a verdadeira razão da decisão da China de cessar a ajuda á Albânia: Depois da tentativa frustrada de subjugar a Albânia socialista, a liderança Chinesa está agora a tentar vingar-se e a prejudicar a construção do socialismo na Albânia. Ao fazê-lo, ela está revelando o seu rosto anti-Marxista e contra-revolucionário ainda mais claramente. Para os seus objectivos egoístas, para tornar a China numa potência mundial central, a liderança Chinesa está divulgando-se como um "defensor dos pequenos e médios países", que está lutando contra "a divisão injusta da economia mundial", que é contra a "discriminação económica contra os países em desenvolvimento por parte das potências imperialistas", que defende o "desenvolvimento da sua economia nacional", pois "o fortalecimento da sua independência e soberania" permite lutar contra “o bullying do pequeno pelo grande", etc. Mas quando o governo Chinês se comporta como um inimigo para com a Albânia, quando deixa de dar ajuda e créditos porque o Partido do Trabalho da Albânia não se submete á batuta do seu maestro, toda a falsidade da linha Chinesa é vista, tal como as mentiras que a liderança Chinesa quer vender para os povos do "terceiro mundo" a fim de os suprimir e escravizar, impondo a sua vontade. Queremos dizer aos líderes Chineses: Vocês ampliaram as diferenças ideológicas e divergências também no campo das relações do Estado com o nosso país. Com isso, vocês deram um golpe forte na amizade Sino-Albanesa pela qual o povo Albanês e o povo Chineses lutaram tanto. Vocês tornaram públicas as divergências e diferenças e começaram a polémica aberta. Nós aceitamos este desafio e não temos medo de polémica. Mas vocês são totalmente responsáveis por todos os seus actos hostis, anti Marxistas e anti-Albaneses perante o povo Chinês e o povo Albanês, perante toda a opinião pública mundial. A República Popular Socialista da Albânia e o povo Albanês, sob a liderança consistente do Partido do Trabalho da Albânia com o camarada Enver Hoxha á cabeça, vai honradamente cumprir a sua missão histórica para a construção do socialismo baseando-se nas suas próprias forças, provando ao proletariado e a todos os povos do mundo a vida inesgotável e indomável da ideologia Marxista-Leninista que permite que mesmo um pequeno país cercado pelo imperialismo e o revisionismo, como a Albânia é, possa construir o socialismo com sucesso. A Albânia nunca se vai submeter a ninguém, ela vai ficar até ao fim fiel ao Marxismo-Leninismo e ao internacionalismo proletário. Vamos marchar sem parar no caminho do socialismo e do comunismo iluminados pelos ensinamentos imortais de Marx, Engels, Lenine e Estaline. O povo Albanês, com o Partido do Trabalho á cabeça, vai resolutamente e consistentemente apoiar as lutas revolucionárias e de libertação dos povos, os seus esforços pela liberdade, a independência e o progresso social. Vamos lutar intransigentemente até ao fim contra o imperialismo dos EUA, o social-imperialismo da União Soviética, o revisionismo moderno e a reacção mundial. A Albânia nunca curvou as costas ou a cabeça, seja no passado ou hoje, nem nunca o irá fazer no futuro. A liderança Chinesa vai cair. O acto reaccionário que cometeu contra a Albânia é revoltante para a consciência de cada homem e mulher honestos no mundo. Apesar de cercada, a Albânia socialista não está isolada, pois goza do respeito e do amor do proletariado mundial, dos povos amantes da liberdade e dos homens e mulheres honestos de todo o mundo. Este respeito e amor vai crescer ainda mais no futuro. A nossa causa é justa! A Albânia socialista triunfará! (trechos da carta do CC do PTA e do governo da Albânia para o CC do PC da China e o governo da China, em 29 de Julho de 1978) - em língua Inglesa

Em 6 de Agosto de 1971, Enver Hoxha enviou uma carta aos líderes Chineses na qual criticou a visita de Nixon a Pequim. Essa crítica não foi ainda feita abertamente, mas com o 6º Congresso do PTA, todos puderam reconhecer a atitude diferente sobre a estratégia e táctica relativamente aos principais inimigos dos povos. A partir do 6º Congresso, o PTA e o PC da China não tornaram a trocar delegações como era costume entre dois partidos amigos. Os dirigentes revisionistas Chineses queriam forçar o camarada Enver Hoxha a desistir do seu ponto de vista de vista revolucionário e a subordinar a Albânia ao novo rumo da política externa Chinesa. Enver Hoxha enfatizou que qualquer apoio de uma superpotência contra a outra é anti-Marxista, que o apoio aos aliados Europeus do imperialismo norte-americano contra o social-imperialismo Soviético é anti-Marxista, que a divisão dos três mundos é anti-Marxista. Os dirigentes Chineses deixaram de considerar a Albânia como sua aliada enquanto reabilitaram e apoiaram os revisionistas Jugoslavos na luta contra ela.

Em Maio de 1966, a China e a Albânia declararam ambas as superpotências - o imperialismo norte-americano, bem como o social-imperialismo Soviético – como sendo os principais inimigos dos povos. Mas, depois de os líderes Chineses terem mudado a sua atitude e declararem o social-imperialismo Soviético como o inimigo mais perigoso e começarem a colaborar com os imperialistas norte-americanos ("Normalização das relações Sino-Americanas", “Visita de Nixon a Pequim, 1972”, etc.). Enver Hoxha estimou esses eventos como o ponto de viragem dos líderes Chineses para lutarem abertamente contra a nova superpotência mundial social-imperialista, colocando-se ao lado do rival americano contra o outro rival, a União Soviética.

Em Maio de 1966 a China e a Albânia declarou ambas as superpotências - o imperialismo norte-americano , bem como o social-imperialismo soviético - os principais inimigos dos povos . Mas, depois que os líderes Chineses tinham mudado a sua atitude e declarou o social-imperialismo soviético como o inimigo mais perigoso e começou a colaborar com os imperialistas norte-americanos ("normalização das relações Sino-americanas"). Tem que ser mencionado que os revisionistas Chineses nunca deram resposta à Albânia, e muito menos teve conversações com o PTA. Enver Hoxha debateu a luta contra o revisionismo Chinês no 2º e 3º Plenários do CC do PTA em Junho de 1977 e analisou profundamente a atitude anti-Marxista e as actividades contra-revolucionárias dos líderes Chineses revisionistas sem deixar de fora a responsabilidade de Mao Tsetung. Mais tarde, estas discussões da 2 ª e 3 ª Sessão Plenária do CC do PTA foram trabalhados no seu famoso livro "O Imperialismo e a Revolução", que foi publicado em 1979.

Claro, Enver Hoxha não se ajoelhou diante de Tito e Khrushchev - sabendo muito bem que eles reagiriam com punições, sanções económicas e extorsões predatórias.

"O Marxismo-Leninismo nos dá o direito de dizer a nossa palavra e esta lei não pode levar ninguém para longe de nós nem por pressão política e económica, nem por ameaças." (Citado do discurso de Enver Hoxha na Reunião dos 81 partidos Comunistas e Operários em Moscovo em 16 de Novembro de 1960)

E Enver Hoxha também tinha previsto as mesmas consequências do agravamento do relacionamento com os dirigentes revisionistas Chineses. Depois de os líderes Chineses terem rompido ideologicamente com a Albânia, eles começaram a retirar o seu apoio económico oficialmente em 7 de Julho de 1978. Toda a ajuda económica e militar e os empréstimos foram encerrados com efeito imediato, e todos os especialistas Chineses retirados da Albânia. Numa carta do CC do PTA e do governo da Albânia para o CC do PC da China e o governo da China, em 29 de Julho de 1978 - em língua Inglesa, a acção Chinesa foi condenada como uma violação brutal das regras elementares e normas internacionais das relações, uma acção que expressa o duro golpe de uma grande potência imperialista contra o socialismo na Albânia, em particular, e contra o Marxismo-Leninismo, em geral.


A ruptura unilateral dos acordos de cooperação económica e militar com a Albânia pelo Governo Chinês, a violação arbitrária da sua parte dos contratos celebrados oficialmente entre os dois países, a suspensão do trabalho em muitos projectos importantes para a nossa economia socialista, requisitar de volta os seus peritos, e assim por diante, reflectem uma linha política e ideológica definitiva da liderança Chinesa. Eles são o resultado do abandono pela liderança Chinesa do Marxismo-Leninismo e dos princípios do internacionalismo proletário, da sua aproximação e colaboração com o imperialismo norte-Americano, a burguesia internacional e a reacção, da sua renúncia à ajuda e apoio ás forças revolucionárias e de libertação na arena internacional, das intenções da China para se tornar uma superpotência imperialista. Este curso da liderança Chinesa, que passou por um processo de ziguezague, deparou-se com a oposição constante do Partido do Trabalho da Albânia, que preza a causa do socialismo, da revolução e da libertação dos povos acima de tudo. Isso explica o aparecimento de graves contradições ideológicas e políticas que têm sido gradualmente crescentes entre o Partido do Trabalho da Albânia e o Partido Comunista da China. Precisamente porque o nosso Partido e o povo Albanês não aceitaram submeter-se á linha Chinesa, a liderança do Partido Comunista da China e o Governo Chinês foram tão longe ao ponto de cortarem toda a ajuda para a Albânia socialista e estenderem as divergências ideológicas às relações interestaduais.

E essa provocação dos dirigentes revisionistas Chineses causou mais polarização do Movimento Mundial Marxista-Leninista em seguidores do Maoismo, por um lado, e os seguidores do Hoxhaismo, por outro lado. Mais do que isso: foi o acto histórico final em que os verdadeiros Marxistas-Leninistas se separaram completamente do último bastião do revisionismo moderno, portanto, do revisionismo Chinês. Estes eventos foram a expressão do fato de que o Hoxhaismo e o Maoismo são ideologias hostis que são impossíveis de ser reconciliadas. A importância da divisão entre o Marxismo-Leninismo e o Maoismo foi a do último ato de libertação da influência do revisionismo moderno nas fileiras do movimento comunista mundial.

O Comintern (SH) comentou esta carta histórica Albanesa na nossa Declaração de 29 de Julho de 2003 – em língua Inglesa:

"Esta carta é um marco inabalável na história da defesa da ditadura do proletariado nas condições do cerco imperialista-revisionista. Ela é um marco no processo revolucionário da superação revolucionária da sociedade capitalista pela sociedade socialista. É uma prova da sempre jovem duradoura ciência do Marxismo-Leninismo. Ela documenta a fonte inesgotável do internacionalismo proletário de que a força da revolução proletária mundial cresce sem parar. Esta carta é um marco no caminho revolucionário para a libertação nacional e social completa dos povos do imperialismo, do social-imperialismo, do fascismo, do social-fascismo e da reacção mundial. E é um marco no caminho para eliminar a exploração de pessoas por pessoas. O internacionalismo proletário atingiu um nível elevado há 25 anos, quando o proletariado mundial e o movimento mundial Marxista-Leninista lutou ao lado da Albânia - que encarna o centro do mundo socialista, sob a liderança do PTA - para o avanço do bloqueio e cerco imperialista-revisionista porque através deste acto histórico não apenas a Albânia socialista foi defendida, mas também as condições internacionais para a possibilidade de organizar revoluções socialistas vitoriosas noutros países e para facilitar o desdobramento para a luta de libertação anti-imperialista - anti-revisionista dos povos explorados e oprimidos pelas nações imperialistas.

A solidariedade do movimento mundial Marxista-Leninista em 1978 provocou uma enorme onda de entusiasmo entre o povo Albanês e foi uma contribuição importante para mobilizar as forças de resistência contra o revisionismo Chinês. O entusiasmo pela luta de princípios e determinada do povo Albanês contra o revisionismo Chinês incentivou a força do movimento mundial Marxista-Leninista para levar essa luta anti-revisionista num cenário internacional e para liderar esta luta em cada país. Este foi o maior destaque da unidade do movimento mundial Marxista-Leninista. Nada aumentou mais a mobilização das forças da Albânia contra o revisionismo Chinês do que a solidariedade internacionalista."

Na sua carta ao camarada Hysni Kapo, o camarada Enver Hoxha escreveu em palavras distintas:

A linha Marxista-Leninista correcta do nosso partido não só hoje, mas também no futuro, é apoiada pelos revolucionários Marxistas-Leninistas em todo o mundo, será apoiada pelo proletariado mundial e os povos. O diário, a rotina cheia de luta do nosso partido confirma isso. Não se deve rotular Mao Zedong como um "profeta" da revolução, mas sim como um "profeta da contra-revolução". Ele representou o tipo de anarquista em cujo sangue corre a confusão, o caos, o enfraquecimento da ditadura do proletariado e do socialismo, mas sob a condição de que esta anarquia permanente fosse liderada por ele ou pela sua típica ideologia anarquista Chinesa. Mao Zedong é um Bakunin Chinês. A Revolução Cultural foi uma expressão das ideias e acções deste Bakunin Chinês. (Enver Hoxha: Carta ao Camarada Hysni Kapo em 31 de Julho de 1978) – em língua Inglesa:

O camarada Enver Hoxha comentou a divisão num par de partidos Marxistas-Leninistas, após a linha de demarcação contra o revisionismo Chinês ter sido traçada:

Actualmente, existem dificuldades e perigos para os novos partidos Marxistas-Leninistas que surgiram após a década de 1960 e, especialmente, para alguns que foram criados sob a influência da revolução cultural Chinesa. Em alguns desses novos partidos "Marxistas-Leninistas", especialmente em alguns países da Europa e da América Latina, o seu surgimento em cena, a organização e a união de suas fileiras foram feitas não por elementos da classe trabalhadora mas por elementos isolados que tiveram a experiência do fraco trabalho reformista e anti-Marxista dos partidos revisionistas. Além de tudo isso, esses partidos foram formados e desenvolvidos, por assim dizer, em completa legalidade e, juntamente com outros, muitos elementos posaram como Marxistas-Leninistas, mas não o eram. Alguns líderes desses partidos levaram o problema de ânimo leve, uma coisa que, naturalmente, se reflectiu no seu trabalho. Eles consideraram a ruptura com os partidos revisionistas como um acto muito importante. Na verdade, este realmente foi um acto importante, mas o curso que estavam a seguir, as formas e os métodos de organização do seu trabalho, especialmente os políticos e a linha organizacional que foram aprovadas e aplicadas, deveriam ter maior importância. Como foi visto, em certos problemas internacionais e questões teóricas eles adoptaram posições mais ou menos correctas, mas ainda assim, em alguns aspectos, a sua linha política foi desenvolvida nas mesmas formas que a linha dos partidos revisionistas, eles não foram capazes de fazer um julgamento adequado das situações dentro dos seus próprios países e no campo internacional. Nem sobre os mais importantes eventos do movimento comunista internacional, por exemplo, sobre a luta contra o revisionismo Soviético e, posteriormente, nas análises que deveriam ter sido feitas sobre o desenvolvimento da situação na China, a luta entre facções que se estavam desenvolvendo lá e a revolução cultural Chinesa. Em muitos casos, ficou claro que eles não tinham profundidade Marxista-Leninista nos seus julgamentos e opiniões, mas tiveram a arrogância suficiente para considerar as suas acções como indiscutíveis. Na Europa, ocorreu que após a exposição do Partido Comunista da China e das ideias de Mao Zedong, opiniões anti-Marxistas surgiram, que em alguns casos foram abraçadas até mesmo pelos seus líderes. Isso explica por que alguns desses pequenos partidos, ainda não consolidados, que começaram a sua actividade com objectivos correctos na estrada Marxista-Leninista se desviaram. Isto é o que aconteceu com os Partidos Comunistas (Marxistas-Leninistas) da França, Bélgica, Holanda, os países escandinavos e, recentemente, com o Partido Comunista da Itália (Marxista-Leninista), etc. [The Marxist – Leninist Movement and the World Crisis of Capitalism - Tirana, Agosto de 1979] (em língua Inglesa).

Tudo isso mostrou que a luta contra o revisionismo Chinês teve que ser continuada com implacabilidade e firmeza com o objectivo de purificar totalmente o Movimento Mundial Marxista-Leninista de restos de influência Maoista. A este respeito, o 8º Congresso do Partido do PTA foi de grande importância. No seu relatório, o camarada Enver Hoxha enfatizou:

O nosso partido tem travado uma grande luta de princípios contra o revisionismo Chinês, a sua ideologia, política, posições e acções. O revisionismo Chinês é uma corrente no movimento comunista mundial oportunista e a sua fundação - é uma ideologia com características arcaicas - é um amálgama de antigas teorias Chinesas de Confúcio e Mêncio e novas teorias sem qualquer ligação estrutural orgânica pintadas com a fraseologia Marxista. O “pensamento Mao Zedong” representa uma ideologia hegemónica de dominação mundial, baseada num conjunto heterogéneo de teoremas e ideias contraditórias e pragmáticas. Quando a China começou a construção do novo Estado Chinês, que emergiu da guerra de libertação, o navio Chinês se revolvia confusamente, às vezes para a direita, ora para a esquerda, nas águas dessa ideologia. Esta foi a fonte dessas vacilações da China e da falta de definição do carácter do seu sistema político e económico.

A teoria que orientou a nova China não era o Marxismo-Leninismo. Os slogans Marxistas em caracteres Chineses pintados na fachada deram a falsa impressão de que algumas características do socialismo científico existiam. Eles impediram que os desvios contínuos fossem claramente discernidos. Enquanto o papel da ditadura do proletariado nunca foi alcançado na China, a ditadura de grupos e personalidades rivais foi ocultada e desenvolvida. Enquanto o papel de liderança do partido era recusado, estava escondida uma organização e liderança caóticas no partido. Enquanto falava sobre a hegemonia da classe operária, o seu papel de liderança, esse foi deixado para o campesinato, porque era a sua ideologia pequeno-burguesa que predominou na China. Enquanto falava sobre a alteração de estruturas de classe, em essência, nada mudou do que era. A economia Chinesa continuou sem qualquer orientação clara ou perspectiva, independentemente da existência do chamado plano que não tem a mais remota semelhança com um plano científico, muito menos com um plano baseado num sistema centralizado. Na verdade, ele não tem mesmo as características de um plano descentralizado. A economia Chinesa exerce-se pelo seu próprio impulso. Nesta organização flácida e nesta ideologia sem espinha dorsal, a ideia predominante era a da hegemonia do grande estado Chinês, que «tinha sido chamado pela história» para representar o novo modelo de sociedade socialista, para representar o “Marxismo-Leninismo da nova era”, como Mao Zedong pensava.

Neste desenvolvimento da China tivemos a discernir que, sob o manto da «revolução» espreitava a contra-revolução, que, sob o manto de Mao Zedong que espreitava o anti-Marxismo, uma tendência do revisionismo moderno que estava buscando formas e estruturas políticas, ideológicas, organizativas adequadas para o «continente Chinês» e para as suas aspirações capitalistas - imperialistas. O «anti-imperialismo», «anti- sovietismo» e «anti-americanismo», que foram alternadamente salientados na China de Mao Zedong foram manobras temporárias. Eles não eram convicções ideológicas, não eram princípios, mas foram as manobras para equilibrar os estados poderosos do mundo, um jogo no tabuleiro de xadrez mundial com os poderes político-militares imperialistas para o fortalecimento da China.

Foi com essas visões de mundo, com essas posições ecléticas, oportunistas tanto no plano interno da China como no seu plano externo, que a «Revolução Cultural Proletária» dos Guardas Vermelhos foi realizada e que a revanchista «revolução» dos reaccionários e de todos os remanescentes da antiga China está ocorrendo hoje. Estas foram as bases sobre as quais a malfadada «teoria dos três mundos» e as «alianças destes três mundos» foram elaboradas e os grandes planos foram feitas em política internacional Chinesa, com consequências muito perigosas para a paz mundial.

Levou muito tempo ao nosso Partido discernir o curso anti-Marxista do Partido Comunista da China e do Estado Chinês, com o qual tivemos boas relações de amizade. Para o nosso grupo a essência teórico-política dessa amizade foi muito importante, a questão da luta para preservar a pureza do Marxismo-Leninismo e a questão do socialismo e da revolução eram importantes.

No início, travámos uma luta de princípios por meio de debates, entre camaradas, mas aos poucos ficámos amargurados por causa da atitude anti-Marxista da China. Por parte do Partido do Trabalho da Albânia, esta foi uma luta sem concessões, mas também uma luta desigual e difícil. Se essa luta não fosse travada a construção do socialismo na Albânia teria sido ameaçada de extinção. A importância da luta do Partido do Trabalho da Albânia reside no facto de que destruiu dois mitos: que a China era um país em que o socialismo estava sendo construído, e que o pensamento de Mao Zedong era o Marxismo-Leninismo do nosso tempo. Nesta luta para defender os princípios, o nosso partido teve em conta todas as dificuldades económicas que poderiam ser criadas para o país. O “pensamento Mao Zedong”, divulgado como o «desenvolvimento científico do Marxismo-Leninismo» poderia ter tido uma certa influência, como aconteceu de facto no movimento comunista internacional e com certos partidos Marxistas-Leninistas, em particular. Por causa de muitas circunstâncias, esses partidos, sendo bastante incapazes de fazer uma análise profunda dessa tendência ideológica revisionista, pensam que a China e Mao Zedong são os líderes da revolução proletária, os defensores resolutos na luta contra o imperialismo norte-americano e o social-imperialismo Soviético, os defensores naturais das guerras de libertação nacional dos povos.

Assim, uma luta de princípios determinada teve que ser travada a fim de desenganar o enganado. O Partido do Trabalho da Albânia realizou esta luta. Esta é uma experiência que vivemos tanto no momento em que o próprio Mao Zedong estava vivo como depois da sua morte. A Albânia socialista não se isolou do mundo por conta dessa luta, como os revisionistas Jugoslavos afirmam. O oposto ocorreu. O Partido do Trabalho da Albânia e a República Popular Socialista da Albânia fizeram com que as suas posições internas e internacionais ficassem ainda mais fortes. Nesta luta para defender o Marxismo-Leninismo e a revolução e para se opor à ideologia pseudo-Marxista do “pensamento Mao Zedong”, outros partidos Marxistas-Leninistas irmãos também lutaram com sabedoria e determinação revolucionária e fizeram uma contribuição valiosa.

A exposição da China como um país não-socialista e do “pensamento Mao Zedong” como uma teoria anti-Marxista eliminou uma perigosa ilusão do movimento Marxista-Leninista internacional, assim como havia ocorrido com o revisionismo da União Soviética, o Jugoslavo e outras correntes revisionistas reaccionárias. Qualquer disfarce, qualquer falsificação, qualquer desvio da teoria científica do Marxismo-leninismo não podem ser mantidos por muito tempo. Mais cedo ou mais tarde ele é exposto, pois contraria os ideais da classe trabalhadora e dos povos que lutam pela liberdade, pela democracia genuína, pelo socialismo, por uma sociedade sem exploradores e explorados. Os actuais desenvolvimentos na China, toda a política interna e externa da liderança Chinesa, provam que as análises e conclusões do Partido do Trabalho da Albânia eram absolutamente precisas e correctas. A liderança Chinesa deixou o campo livre para o desenvolvimento da economia capitalista, abriu as portas para o fluxo de capital estrangeiro de escravização, uniu-se numa estreita aliança com o imperialismo Americano e a reacção internacional. A China surgiu abertamente como uma potência imperialista agressiva com pretensões á hegemonia mundial. Tornou-se num dos principais centros de contra-revolução mundial que luta com todos os meios para impedir a libertação dos povos e estrangular a revolução. Hoje, o revisionismo Chinês surgiu abertamente como uma corrente reaccionária, ele rompeu qualquer relação não só com os movimentos revolucionários e de libertação, mas também com qualquer movimento democrático e progressista. Em todos os casos ele está ao lado das forças mais sinistras, obscurantistas e fascistas do mundo.

A desordem, corrupção, confusão e confrontos que ocorreram e estão ocorrendo na China são consequências directas do “pensamento de Mao Zedong”. A crítica que os líderes Chineses de hoje fazem a Mao Zedong não tem absolutamente nada em comum com a crítica Marxista que fazemos. Ela não tem nenhuma ligação com o conteúdo das suas ideias que os actuais líderes Chineses retêm e aplicam na prática. A sua crítica é uma expressão da luta pelo poder entre diferentes grupos Maoistas rivais. Estes grupos não podem rejeitar Mao Zedong, porque todos eles encontram apoio e justificativa para as suas acções nas suas ideias. Sem se libertarem de Mao Zedong, o proletariado Chinês e o povo Chinês não serão capazes de encontrar o caminho certo que leva ao socialismo.
No futuro, também, o Partido do Trabalho da Albânia vai continuar a sua luta de princípios consistentes pela exposição completa do revisionismo Chinês, pelo estabelecimento de uma linha divisória clara entre o Marxismo-Leninismo e as ideias anti-Marxistas de Mao Zedong.

Sem denunciar e rejeitar o “pensamento Mao Zedong”, sem combater e erradicar qualquer influência dele no movimento revolucionário não pode haver nenhuma conversa séria sobre a luta contra o revisionismo Chinês ou contra o revisionismo moderno como um todo, o movimento Marxista-Leninista não pode ser devidamente consolidado e desenvolvido e a causa da revolução levada avante com êxito. (Este é o excerto completo do Relatório do 8º Congresso da PTA sobre a questão do revisionismo Chinês)

Apenas um ano após a morte de Enver Hoxha, no seu relatório ao 9º Congresso em 1986, o renegado Ramiz Alia dirigiu-se á questão do revisionismo Chinês apenas com 4 (!) frases curtas, porém no anterior (!) Congresso do Partido, o camarada Enver Hoxha insistiu sobre isso:

No futuro, o Partido do Trabalho da Albânia vai continuar a sua luta de princípios consistentes pela exposição completa do revisionismo Chinês, pelo estabelecimento de uma linha divisória clara entre o Marxismo-Leninismo e as ideias anti-Marxistas de Mao Zedong.

O camarada Enver Hoxha escreveu no seu diário em 30 de Dezembro de 1984, pouco antes da sua morte, o seguinte parágrafo sobre a situação na China:

Hoje eu quero pensar um pouco sobre o desenvolvimento dos acontecimentos na China, sobre a evolução do país para o capitalismo e as suas ligações com o sistema capitalista mundial, e sobre os negócios entre as duas superpotências imperialistas. As previsões do nosso partido sobre o caminho em que a clique de Deng Xiaoping e companhia levaria a China e seu povo estão sendo confirmadas. A China acabou completamente na órbita do capitalismo mundial. As suas ligações com os Estados Unidos da América, em particular, são de todos os lados, elas se estendem para todos os campos. Delegações políticas, económicas e militares estão em vaivém. Uma e outra vez, por uma questão de fazer um pouco de barulho demagógico, não é estranho ouvir-se sobre alguns «desacordos» e «discordâncias», ao passo que, na verdade, só há acordo entre eles. O mundo capitalista -monopolista ocidental está totalmente satisfeito com os desenvolvimentos internos da China. Por que não deveria estar satisfeito? Por decisão do plenário do Comité Central do partido revisionista Chinês, foi oficialmente decidido mudar a estrutura económica existente com o objectivo principal de abertura da China para o mundo exterior, ou seja, ao capital estrangeiro; a auto-administração Titista foi estabelecida em fábricas; a propriedade privada e até mesmo o uso de mão de obra contratada foi restaurada nas áreas rurais, o mercado privado e comercial e o direito do exercício privado de artesanato foram ressuscitados, os direitos políticos foram reconhecidos a 20 milhões de chineses, ex-camponeses ricos, proprietários de terras, contra-revolucionários e elementos do mal, foram criadas regiões económicas especiais e enclaves capitalistas estrangeiros em quase todas as grandes cidades do litoral, os bancos internacionais e os grandes monopólios têm o direito de abrir suas agências em Pequim e nas principais cidades chinesas, entre muitas outras coisas.

Em Novembro deste ano, Dalian, uma das grandes cidades da China, foi o palco da «Conferência internacional sobre investimentos estrangeiros e seus aspectos legais na China», com a participação de 250 especialistas chineses e norte-americanos, gestores de empresas, juristas e banqueiros, entre eles estava também o ex-secretário de Estado americano, Cyrus Vance. De 1979 até hoje, os créditos de empréstimos dos compradores de governos estrangeiros e organizações internacionais chegaram a 12 biliões e 500 milhões de dólares, e os investimentos estrangeiros directos a 8 mil milhões de dólares. O ministro das Finanças chinês, como a agência de notícias HSINHUA informa, numa reunião com uma delegação da comissão do Senado americano para a banca, habitação e urbanismo, declarou que «a China continuará a abrir as suas portas a todos os países, grandes e pequenos», e que «foram tomadas medidas e continuarão a ser tomadas medidas para proteger os interesses dos investidores estrangeiros». Segundo ele,"até ao final de 1984 as empresas de comércio exterior têm investido até 3-4 mil milhões de dólares para a criação de empresas com capital conjunto ou não na China.»

É assim que a camarilha contra-revolucionária de Deng Xiaoping abriu não só ambas as portas, mas todas as quatro portas da China ao capital monopolista internacional e, em primeiro lugar, ao capital norte-americano. Quais são as consequências de uma tal situação?
Sobre a situação interna na China, ouvimos hoje as mesmas coisas que ouvimos sobre os Estados Unidos da América e outros países capitalistas: que os jovens estão indo pelo caminho da degeneração completa e violência, vandalismo, estupro, etc., etc., está a tornar-se algo generalizado.

Deng Xiaoping e seus seguidores, que aparentemente eliminaram os seus rivais pelo poder, estão tentando, sob disfarces diversos, incluindo aqui mesmo algumas teses do marxismo científico e do pensamento Mao Zedong enxertadas sobre o budismo, encontrar e aplicar um "socialismo com características chinesas”, que é um socialismo monstruoso proveniente do capitalismo clássico e do revisionismo Titista e moderno. O Ocidente descreve esses esforços, mudanças e decisões de Deng Xiaoping e sua camarilha na China como «vitórias do curso de Deng Xiaoping», ao passo que os revisionistas Titistas, no seu jornal Politika, avaliam-nos como a entrada da China «na época das mudanças mais revolucionárias na sua história socialista»! A virada na direcção capitalista na China, assim como ocorreu na Jugoslávia, União Soviética e outros países ex-socialistas, leva ao aprofundamento da polarização na política e na economia entre a classe dominante da nova burguesia, que está crescendo cada vez mais rica, por um lado, e as massas de trabalho, que estão a tornar-se cada vez mais pobres, por outro lado. Deng Xiaoping diz que na China não há espaço para o «surgimento de uma nova burguesia e para os milionários». Besteiras! O exemplo da Jugoslávia, que tem como seu guia, mostra não só que a nova burguesia que está emergindo e engorda é tão opressiva e selvagem para os povos como a burguesia capitalista em qualquer outro país, mas também que os milionários que fazem a lei em todos os campos estão surgindo também. Temos este exemplo na União Soviética, onde uma nova burguesia revisionista surgiu e engorda à custa dos gloriosos povos deste país que outrora foi o berço da revolução socialista proletária. A China tem sido governada por uma burguesia astuta e por milionários internos e externos. Este domínio hoje está se expandindo e crescendo cada vez mais forte. No caso da China, temos de ver também uma característica específica, que é devida à sua grande extensão geográfica, á sua enorme população e á sua riqueza natural colossal. A imposição do capitalismo e suas leis escravizantes sem piedade sobre as massas trabalhadoras Chinesas vão criar problemas muito maiores lá do que na Jugoslávia. A economia capitalista Titista, por exemplo, até agora, precisou de 20 biliões de dólares a fim de permanecer nos seus pés. A economia Chinesa terá necessidade de mais várias centenas de biliões de dólares, que, assim como na Jugoslávia, trarão os grilhões da escravidão capitalista, a pilhagem cruel das riquezas nacionais e a subjugação política até á perda da independência nacional.

Será que as centenas de milhões de Chineses, a classe trabalhadora Chinesa, o proletariado e o campesinato tolerarão esta subjugação? Será que os rivais de Deng ao poder na liderança chinesa permitir-lhe-ão ir nesta carreira? O nosso partido nunca fez alusões e previsões infundadas. As análises que fez até agora foram baseadas em eventos e factos sobre a China ou qualquer outro país concreto, contando com o materialismo histórico e dialéctico, com o Marxismo-Leninismo. Como já escrevi acima, elas nunca provaram ser falsas, mas foram confirmadas totalmente. Estamos convencidos de que as ideias expressas aqui em conexão com o curso futuro dos acontecimentos na China, após a rápida carreira de Deng Xiaoping para a restauração do capitalismo, que Deng chama “socialismo com características Chinesas”, vão encontrar a sua confirmação na prática. [Panorama]

No seu relatório, o traidor Ramiz Alia alegou que o revisionismo Chinês "perdeu toda a sua influência." Esta tese Neo-Revisionista era uma capitulação em toda a linha. Na verdade, Ramiz Alia tinha enterrado a luta Anti-Maoista do camarada Enver Hoxha e de todo o Movimento Mundial Marxista-Leninista. Essa traição foi um serviço á burguesia mundial em geral, e á burguesia Chinesa em particular, e foi um duro golpe contra o Marxismo-Leninismo, contra o proletariado mundial e a revolução socialista mundial. Isso incentivou o movimento mundial Maoista a continuar a sua luta contra o Marxismo-Leninismo e a semear a divisão dentro do movimento revolucionário mundial. Os Maoistas consolidaram a sua posição e ainda tentaram conciliar o Maoismo com o Hoxhaismo com a intenção de obter o controle sobre o Movimento Mundial Hoxhaista. No entanto, os Estalinistas-Hoxhaistas defendem o legado revolucionário do camarada Enver Hoxha e nunca vão parar de lutar contra o Maoismo. O Comintern (EH) defende a bandeira Anti-Maoista do camarada Enver Hoxha e mudou-se para o contra-ataque (ver: Declaração de guerra contra o Maoismo). A luta continua até á destruição total do Maoismo á escala mundial.

 

 

 

 

Enver Hoxha -

entre o 7º e o 8º Congresso do Partido 1976-1981

Subsequentemente ao 7º Congresso do PTA que tinha decidido sobre o avanço da linha geral Marxista-Leninista, o camarada Enver Hoxha, fez uma visita ás cidades e ao campo em todo o país (por exemplo, na região de Vlora) para mobilizar as massas, dando conselhos valiosos para a melhoria da implementação das decisões do 7º Congresso do Partido. Enver Hoxha falou com as pessoas, não só sobre as novas tarefas económicas, políticas e ideológicas para fortalecer ainda mais a construção do socialismo, mas também sobre a situação do mundo e a necessidade de defender o único país socialista do mundo contra o cerco capitalista-revisionista. O camarada Enver Hoxha foi muito franco:

"O nosso lema deve ser: trabalhando, vivendo e lutando como sob o cerco!"

Em 3 de Abril de 1977, as eleições dos Conselhos Populares ocorreram. Este foi um evento importante para o fortalecimento da ditadura do proletariado e a Frente Democrática. Quando o camarada Enver Hoxha deu o seu voto, ele gritou: "Viva o Partido!" As eleições tinham sido uma grande vitória e expressão da unidade de aço do partido e do povo. Em 05 de Maio de 1977 o aniversário e celebração da guerra de libertação ocorreram. O camarada Enver Hoxha disse as seguintes palavras:

Hoje não chorem, você bravos companheiros, os nossos corações são fortes, como os vossos eram até recentemente, todo o povo Albanês vos tem no coração e na memória, bem como o seu sacrifício, heroísmo e a sua abnegação para sempre marchar para a frente e alcançar essas metas até atingirmos o fim pelo qual vocês deram a vossa vida!

Em 24 de Maio de 1977, Enver Hoxha enviou uma mensagem de saudação aos habitantes de Gjirokastra (-a cidade do seu nascimento e do bairro no qual recebeu o honroso título de "Herói do Trabalho Socialista") - por ocasião da abertura do museu dedicado aos professores que sacrificaram as suas vidas como pioneiros da educação, escola e linguagem. A criação de escolas na Albânia esteve conectada com as lutas patrióticas e só foi possível graças às armas do povo. Na história Albanesa, a educação sempre fez parte da luta progressista de libertação nacional dos povos. E Gjirokastra foi o centro de educação no qual Enver Hoxha cresceu e na qual ele foi educado como um filho patriótico do povo Albanês.

Nesta mensagem, Enver Hoxha enfatizou que "as palavras e os actos do partido não estão desvinculados da história heróica do povo Albanês." (...) "Os inimigos internos e externos perseguiram e atormentaram os nossos patriotas honrados, porém, eles não puderam fazer mais nada além disso. Eles jamais poderiam impedir o nosso povo patriótico de lutar pela liberdade com o seu espírito revolucionário de luta, com a coragem e fidelidade típicos do povo Albanês. Estes atributos nunca se perderam porque estas altas virtudes estão enraizadas há séculos e encontram-se ancoradas no cérebro e no coração de todo o povo."

Em 20 de Junho de 1977, o 8º Congresso da União Albanesa do Trabalho (BPSH) foi aberta como algo de grande importância para a execução do 7º Congresso do PTA. O camarada Enver Hoxha enviou um endereço de saudações que foi lido no Congresso. Ele escreveu que o Sindicato é uma escola de comunismo sobre as condições da ditadura do proletariado, que educa os trabalhadores para a melhoria da sua ideologia Marxista-Leninista e que cumpre o papel de liderança da classe operária na produção socialista, no estado e da sociedade. O sindicato é um elo da cadeia e correia de transmissão entre o Partido Marxista-Leninista e a classe trabalhadora. A sua tarefa é fortalecer a união com a cooperativa de camponeses, a melhoria da relação entre a indústria e a agricultura, e a minimização da diferença entre a cidade e o campo. A sua tarefa é lutar pela realização do 6º Plano Anual. É necessária a eficiência, produtividade e consolidação da economia para romper o cerco capitalista-revisionista. A independência do poder económico dos trabalhadores desempenha um papel essencial para a manutenção da sua independência política e ideológica.

A melhoria da base material técnica é fundamentalmente parte da revolução técnico-económica para a construção do socialismo. A União do Trabalho deve estar consciente sobre o seu papel dentro do movimento sindical internacional. Ela apoia a luta do proletariado mundial contra o capitalismo mundial. A União do Trabalho da Albânia luta contra a traição dos sindicatos reformistas, revisionistas aos interesses da classe trabalhadora em todos os países capitalistas. O Sindicato também está em solidariedade com as massas trabalhadoras nas nações oprimidas e apoia a sua luta de libertação contra o neo-colonialismo das potências imperialistas e social-imperialistas e contra os seus lacaios reaccionários dentro dos seus países. Delegações de vários sindicatos revolucionários de todos os continentes do mundo foram convidados e participaram no Congresso. O camarada Enver Hoxha terminou a sua mensagem salutar com as palavras:

Que o espírito de determinação, o espírito de sacrifício e o heroísmo da nossa classe operária gloriosa se levantem no trabalho em todas as frentes! Que o impulso e o entusiasmo da classe operária, mulheres e jovens, das massas trabalhadoras da cidade e do país poderoso irrompam para cumprir o plano de 1977 e o plano quinquenal para tornar a nossa pátria socialista mais forte, mais bonita e florescente.

Em 17 de Junho de 1977, o camarada Enver Hoxha fez um discurso na reunião da Mesa do Politburo sobre as teses do projecto elaborado para o relatório do 7º Congresso da União da Juventude Trabalhadora da Albânia (BRPSH - Bashkimi i Rinisë së Punës së Shqipërisë). Este discurso foi publicado em " Zeri i Popullit " em 13 de Julho de 1977. No seu discurso, o camarada Enver Hoxha apontou a tarefa do Congresso - ou seja, decidir a mobilização da nova geração através de uma linha clara, Marxista-Leninista que tem um significado decisivo para a construção do socialismo. A União da Juventude Trabalhadora tem um papel importante na educação das grandes massas da juventude - ou seja, para prepará-las para a vida revolucionária activa em todos os campos. As conquistas do socialismo não podem ser coroadas com sucesso sem luta de classes contra todos os inimigos internos e externos. O camarada Enver Hoxha disse:

O alto-forno não funciona e não haverá aço se não removermos a escória.

Os inimigos de classe não só sabotam a actual construção do socialismo, mas também tentam paralisar as perspectivas socialistas da Juventude. O PTA está consciente sobre o perigo da degeneração da juventude pelas influências pequeno-burguesas e revisionistas, toda essa fumaça e espelhos lançados pelo capitalismo do exterior. Portanto, a juventude deve ser intensamente bem preparada para assumir o lugar dos camaradas mais velhos. A juventude deve estar sempre atenta e consciente sobre o facto de que o seu futuro depende completamente do reforço da ditadura do proletariado. A moral comunista e a educação política e ideológica são absolutamente decisivas para a defesa das grandes tradições patrióticas e revolucionárias do passado. Este discurso do camarada Enver Hoxha foi entusiasticamente recebido pela juventude Albanesa. O jovem compreendeu a sua missão perfeitamente - ou seja, continuar a revolução socialista e a defender o grande trabalho do partido e do povo. Na linha da frente estavam os militantes da construção do troço ferroviário Prenjas - Guri i Kuq. No 7º Congresso da União da Juventude Trabalhadora da Albânia, o camarada Enver Hoxha enfatizou:

Certifiquemo-nos de que as próximas gerações novas vão crescer como vocês, que estão a preparar-se para o glorioso partido do proletariado, que o sangue fresco fluirá para as fileiras do partido. Esta é a única maneira de o nosso partido permanecer sempre jovem e forte, invencível e vitorioso até chegar à sociedade comunista. Trabalhar, pensar, criar, realizar e estejam atentos! Viva o partido! Viva a Juventude!

No 7º Congresso da União da Juventude Trabalhadora da Albânia participaram também as delegações de organizações de jovens revolucionários de todo o mundo.

Em Outubro de 1977, o camarada Enver Hoxha recebeu os delegados de alguns partidos irmãos Marxistas-Leninistas - entre outros, João Amazonas do Brasil, o camarada Ernst Aust (KPD / ML) da Alemanha, Eduardo Pires de Portugal , Roland Pettersson da Suécia, Pablo Munez Vega do Equador, Antonio Fernandez do Peru , Raoul Marco de Espanha. As negociações ocorreram numa atmosfera de internacionalismo proletário. Enver Hoxha também recebeu um telegrama de Sanmun Gatasan (Partido Comunista do Ceilão) por ocasião do 33º aniversário do estabelecimento de poder popular na Albânia. Em 17 e 18 de Novembro de 1977, o camarada Enver Hoxha apresentou um relatório da Mesa do Politburo na Sessão da Terceira Sessão Plenária do Comité Central do PTA: "No que diz respeito à luta contra os diferentes ramos do revisionismo moderno dentro do movimento comunista mundial.” O relatório foi aprovado e decidido por unanimidade No seu relatório, o camarada Enver Hoxha disse:

"Temos que discutir a questão da luta de classes na arena internacional. Cada desvio do Marxismo-Leninismo na arena internacional tem influência directa sobre a independência e soberania do nosso povo. Os renegados do Marxismo-Leninismo tentam enganar o movimento comunista internacional acumulando alguns centros de satélites ideológicos e político-económicos. A Albânia é a única república socialista do mundo que é guiada pelos quatro Clássicos do Marxismo-Leninismo. O mundo não "gira em torno de nós." O centro do Marxismo não “voou” simplesmente da Alemanha para a Albânia. Nós só implementamos a teoria do Marxismo-Leninismo nas condições do nosso país, e não há dúvida de que esta luz quente irradia para todo o mundo. Não há limites para a aplicação da ideologia Marxista-Leninista. Nós respeitamos todos os amigos e aliados que nos ajudaram. Mas se esses amigos e aliados traírem o Marxismo-Leninismo, então rompemos essas relações de amizade, não importa se isso aumenta as dificuldades económicas para nós ou não. Enquanto comunistas devemos estar sempre à frente na luta contra o revisionismo moderno.” (tradução do Volume 62, 18 de Novembro de 1977, edição Albanesa)

Por ocasião das celebrações do Ano Novo 1977/1978, no meio dos jovens pioneiros, o camarada Enver Hoxha disse:

As suas belas canções nos enchem de alegria profunda. Vocês estão reunidos aqui hoje vindos de todas as partes da Albânia para celebrar o ano novo. Congratulamo-nos com toda a juventude Albanesa e todo o povo Albanês, dentro e fora do país, onde quer que vivam, nesta ocasião, e desejar-lhes um feliz ano novo. Que o amor pela nossa querida pátria socialista se fortaleça ainda mais nos seus corações, nos corações de todos os Albaneses. Saudamos também os pioneiros no mundo e todos os nossos camaradas comunistas que lutam em todo o mundo por uma vida feliz em seus países onde vivem uma vida miserável. Os nossos corações estão unidos com os corações de todos os revolucionários e pioneiros de todos os continentes do mundo que também lutam como o nosso povo, os nossos jovens e os nossos pioneiros.

 

 

Estar perto das crianças, entre o seu amor, falar com estes pequenos camaradas, os futuros cidadãos da República, era um desejo permanente do camarada Enver Hoxha. Tais momentos relaxantes, lindos e felizes ocorreram durante toda a vida de Enver Hoxha. Numa escola, durante uma caminhada, nas celebrações de Ano Novo, em reuniões com os alunos em circulação, nas saudações das crianças nos aniversários de Enver Hoxha, entre os seus próprios filhos e netos. Todos estes foram momentos inesquecíveis para as crianças e foram momentos de rejuvenescimento igualmente felizes para o seu amado pai e professor, tão caro aos seus corações.

 

 

1978

 

Em 1978, o livro A AUTO-ADMINISTRAÇÃO JUGOSLAVA – TEORIA E PRÁTICA CAPITALISTASfoi publicado:

Como o 7º Congresso do PTA apontou, os Titistas e o capitalismo internacional estão divulgando o sistema de «auto-administração» como «um caminho testado para o socialismo», e estão usando-o como arma favorita na luta contra socialismo, a revolução e as lutas de libertação. Tendo em vista o seu perigo, eu acho que devemos expressar algumas opiniões sobre este livro. Como é sabido, o capitalismo tem sido plenamente estabelecido na Jugoslávia, mas o capitalismo é engenhosamente disfarçado. A Jugoslávia se apresenta como um Estado socialista, mas de um tipo especial, como o mundo nunca viu antes! De facto, os Titistas se vangloriam de que o seu Estado não tem nada em comum com o primeiro Estado socialista que emergiu da Revolução Socialista de Outubro e que foi fundado por Lenine e Estaline na base da teoria científica de Marx e Engels. Desde o início, os renegados Jugoslavos se desviaram da teoria científica do Marxismo-Leninismo sobre o Estado socialista e trabalharam para impedir a instauração da ditadura do proletariado a fim de que a Jugoslávia iria continuar no caminho do capitalismo. Em outra ocasião, eu expliquei que antes e depois da libertação da Jugoslávia, o grupo renegado Titista, que se disfarçou e posou como um defensor do sistema socialista estabelecido na União Soviética, e que alardeou que iria construir o socialismo com base da teoria científica do Marxismo-Leninismo, na realidade, se opôs a essa ideologia e á experiência revolucionária soviética.

A teoria e a prática da «autogestão» jugoslava é uma negação directa dos ensinamentos do Marxismo-Leninismo e das leis universais sobre a construção do socialismo. A essência do «socialismo de auto-administração» é a ideia de que supostamente o socialismo não pode ser construído através da concentração dos meios de produção nas mãos do Estado socialista através da criação da propriedade do Estado como a mais alta forma de propriedade socialista, mas através de fragmentar o propriedade do Estado socialista em propriedade de grupos individuais dos trabalhadores, que supostamente administrá-la-iam directamente em si. Não pode haver democracia socialista para a classe trabalhadora sem seu Estado de ditadura do proletariado. O Marxismo-Leninismo nos ensina que a negação do Estado de ditadura do proletariado é a negação da democracia para as massas de trabalhadores. A negação pelos revisionistas Jugoslavos do Estado de ditadura do proletariado e da propriedade social socialista, em que se baseia, levou-os para uma gestão descentralizada da economia, sem um plano de Estado unificado. O desenvolvimento da economia nacional com base num plano de Estado unificado e sua gestão por parte do Estado socialista com base no princípio do centralismo democrático é uma das leis universais e princípios fundamentais da construção do socialismo em cada país.

Caso contrário, o capitalismo é construído, como na Jugoslávia. Elaborando a ideia revisionista de «socialismo específico», em torno dos anos 50, os Titistas proclamaram em todo o mundo que eles tinham rejeitado definitivamente o sistema de Estado socialista e substituí-lo por um novo sistema, o «socialismo auto-administrativo», em que socialismo e Estado são estranhos uns aos outros. Esta «descoberta» revisionista não passava de uma cópia das teorias anarquistas de Proudhon e Bakunine sobre «a auto-administração dos trabalhadores", que têm sido expostas como uma falsificação grosseira das ideias reais de Marx e Lenine sobre o Estado da ditadura do proletariado. Os pontos de vista dos revisionistas Jugoslavos sobre o Estado são completamente anarquistas. Sabe-se das chamadas do anarquismo para a abolição imediata de qualquer tipo de Estado, portanto, da ditadura do proletariado. A fim de apresentar o seu sistema notório de «auto-administração socialista» como justo e aceitável, os Titistas opõem-se à ditadura da burguesia e á ditadura do proletariado. Não fazendo distinção entre capitalismo e socialismo, os Titistas consideram todos os outros sistemas políticos «dogmáticos». Como é que o problema das nações e nacionalidades na Jugoslávia se coloca? A partir de uma análise objectiva e científica desta situação muito difícil e conturbada, a conclusão incontestável que emerge da questão nacional na Jugoslávia é que ela não será resolvida, a menos que o Marxismo-Leninismo seja implementado lá, isto é, a menos que o capitalismo auto-administrativo seja derrubado. Como servos fiéis da burguesia capitalista, os Titistas negam a revolução proletária e a luta de classes. Ao afirmar que a «sociedade de consumo» pode ser transformada em socialismo gradualmente, sem uma revolução violenta, mas em virtude de uma “caída do céu”, eles procuram desarmar o proletariado e esmagar seu partido Marxista-Leninista.
A negação do papel do partido comunista na construção do socialismo e a redução deste papel a um papel «ideológico» e «orientador» está em oposição aberta ao Marxismo-Leninismo. Os inimigos do socialismo científico fundamentam esta tese por «discutir» que a liderança do partido é supostamente incompatível com o papel decisivo que deve ser desempenhado pelas massas de produtores, que, segundo eles, devem exercer sua influência política directamente, e não através do partido comunista, porque isso traria «despotismo burocrático»! Ao contrário das teses anti-científicas desses inimigos do comunismo, a experiência histórica tem mostrado que o papel principal indivisível do partido revolucionário da classe operária na luta pelo socialismo e o comunismo é absolutamente essencial. Como é sabido, a liderança do partido é uma questão de vital importância para o destino da revolução e da ditadura do proletariado.

A influência política directa das massas trabalhadoras na sociedade socialista não é de forma alguma prejudicada pelo partido comunista, que representa a classe trabalhadora, cujos interesses não são contrários aos interesses dos demais trabalhadores. Pelo contrário, é apenas sob a liderança da classe operária e da sua vanguarda que as massas trabalhadoras participam amplamente no governo do país e realizam os seus interesses. Num país verdadeiramente socialista, como a Albânia, a opinião das massas trabalhadoras sobre importantes problemas é directamente solicitada. Nunca houve um partido sem classe, nem nunca o haverá. Partidos e Estados são produtos de classe. Foi assim que eles vieram à existência e é assim que eles vão estar até ao comunismo.
O sistema político de «auto-administração" é um disfarce para encobrir a traição revisionista ao Marxismo-Leninismo, ao socialismo científico e ao comunismo. O Titistas Jugoslavos, como anti-Marxistas, não são e nunca foram pela construção do socialismo, mas pela perpetuação do capitalismo em diferentes formas. Eles estão tentando inventar todos os tipos de «teorias» com o objectivo de, pelo menos, retardar o processo de decadência da ordem social capitalista, uma vez que eles são impotentes para detê-lo. Para os revisionistas Jugoslavos, qualquer pessoa e qualquer Estado pode construir o socialismo sem se basear em leis e princípios universais e na ideologia Marxista-Leninista. Eles não aceitam que o socialismo só pode ser um sistema socio-económico e afirmam que podem existir várias formas de socialismo. Deliberadamente abusando e distorcendo a tese Marxista-Leninista sobre a correcta aplicação criativa da ideologia da classe operária de acordo com as condições específicas de cada país, eles insistem que não há leis universais para a construção do socialismo em todos os países, e que cada país pode construir um «socialismo» diferente dos outros, de acordo com a sua própria maneira. A verdade é que para a construção do socialismo é absolutamente necessário que devam ser tidas em conta as condições concretas de cada país, mas em cada país o socialismo só pode ser construído com base no Marxismo-Leninismo, com base em leis e princípios comum a todos os países, leis e os princípios de que você não pode desviar-se se você não quiser acabar em capitalismo, como a Jugoslávia.

A ideia expressa por Lenine que o proletariado lideraria, organizaria e executaria o poder soviético e governaria o país por meio de seu partido, foi e é fundamental para a teoria Marxista-Leninista. É precisamente esta a questão essencial da importância teórica e prática da qual os Titistas fogem e tentam disfarçar esse desvio distorcendo Lenine.
Estaline, como Lenine, via a democracia do ponto de vista de classe, como uma forma de organização política da sociedade, como condição política para as massas governarem o país, para defender e fortalecer a ditadura do proletariado, para bloquear o caminho para a degeneração revisionista e a restauração do capitalismo. Estaline, como Marxista-Leninista, estava muito correctamente e severamente em oposição a conceitos unilaterais, liberais e anarquistas da democracia e tomou uma posição contra as distorções pequeno-burguesas e o uso indevido dos direitos e liberdades que a democracia proletária garante. E ele estava absolutamente certo. Os revisionistas, pelo contrário, querem transformar a democracia proletária numa democracia burguesa, na teoria como na prática. É por isso que eles são contra Estaline.

O Partido do Trabalho da Albânia implementou de forma consistente a doutrina Marxista-Leninista sobre o Estado da ditadura do proletariado e a democracia socialista, o papel de liderança e indivisível do partido da classe operária e a necessidade de travar a luta de classes. A nossa realidade histórica prova da maneira mais convincente que, quando as leis universais do Marxismo-Leninismo são implementadas, tendo em conta as especificidades de cada país, os triunfos da revolução e do processo de construção da sociedade socialista não podem ser interrompidos. O exemplo da Albânia refuta a «teoria» dos filósofos capitalistas e revisionistas contra a ditadura do proletariado, o papel de liderança do partido, e a luta de classes. As nossas grandes vitórias na frente da construção socialista são devidas, em primeiro lugar, á nossa lealdade ao Marxismo-Leninismo. Se sempre triunfámos sobre nossos inimigos, isso aconteceu justamente porque temos princípios revolucionários honestos e corajosos. Precisamente porque a prática da construção socialista na Albânia tem incorporado a teoria Marxista-Leninista, foi submetida a ataques dos inimigos desta teoria.

Nós vamos entrar em conflito corajosamente com os adversários da nossa ideologia, porque, quando se trata de defender os princípios Marxistas-Leninistas, não nos podemos envolver em desleais negociações e compromissos, como os capitalistas e os revisionistas querem nos impor. A luta entre os Marxistas-Leninistas e os traidores á ideologia do proletariado continua e continuará até que o revisionismo, que surge e se desenvolve como uma agência da burguesia e do imperialismo, seja varrido da face da terra. É nosso dever, como Marxistas-Leninistas, defender a visão do mundo revolucionária da classe trabalhadora. Nas condições actuais, quando o revisionismo Chinês foi adicionado ao velho revisionismo, essa tarefa tornou-se ainda mais imperativa. Para executar esta tarefa com sucesso temos de reconhecer, analisar e denunciar as teorias e práticas dos inimigos anti-Marxistas e contra-revolucionários que, sob o slogan do "desenvolvimento criativo do marxismo» e da «luta contra o dogmatismo», atacam a doutrina marxista da ditadura do proletariado e do partido de novo tipo, em primeiro lugar. A sociedade socialista se torna mais forte em luta contra seus inimigos, por isso os comunistas devem estar na vanguarda desta luta até que a vitória seja alcançada. Somos revolucionários e defendemos a ordem socio-económica socialista que é a ordem nova e mais progressista do mundo, enquanto os revisionistas são reaccionários porque reverenciam e capitulam perante a velha ordem burguesa. O futuro é sombrio para os nossos adversários e brilhante para nós. No entanto, o futuro não vem por si mesmo, deve ser cuidadosamente e continuamente preparado com a luta nas áreas de política, ideologia, economia, defesa e assim por diante. O livro de Kardelj, como muitos outros, que a burguesia e o revisionismo internacional estão publicando para propagar as suas ideias reaccionárias, anti-Marxistas e anti-Leninistas, deve ser denunciado para que os comunistas, os trabalhadores e os povos progressistas que não estão familiarizados com a realidade revisionista, ou sabem dela apenas um pouco, não sejam enganados pelos seus slogans de «esquerda». A fim de reforçar a nossa vigilância, para cumprimos a missão que nos cabe como comunistas, devemos recordar a grande observação de Lenine, «As pessoas sempre têm sido as vítimas ingénuas do engano e auto-engano na política e sempre o serão até eles aprendam a ver por trás das diferentes frases, declarações e promessas morais, religiosas, políticas e sociais os interesses de alguma classe em especial” (VI Lenine, Obras Completas, vol. 19, p. 9, Alb. ed.).

No dia 30 e 31 de Janeiro de 1978, a Quarta Sessão Plenária do Comité Central do PTA teve lugar. Nela, o camarada Enver Hoxha deu um discurso. A traição dos dirigentes revisionistas Chineses era uma expressão da crescente pressão de todo o mundo capitalista-revisionista, cujo objectivo era isolar a Albânia socialista e estrangulá-la economicamente. Esta era uma situação crítica e um grande desafio para o PTA. A mobilização total de todo o país estava, portanto, na ordem do dia. O camarada Enver Hoxha submeteu as medidas económicas mais importantes que deveriam ser tomadas:

1. Desenvolvimento e implementação dos planos económicos em consequência da difícil situação causada pelo crescente cerco dos imperialistas e revisionistas.


2. O desenvolvimento independente da economia, que não deve ser confundida com a "autarcia", mas como meio para depender das próprias forças mobilizando as massas que devem aprender a entender a tensa situação do país. A principal tarefa é a revolução técnico-científica de todas as forças produtivas.


3. Medidas para a melhoria da cooperação entre todas as áreas da indústria porque os pequenos projectos são tão importantes quanto os grandes.


4. A agricultura é a base decisiva para fornecer as pessoas com os produtos alimentares necessários para cumprir os grandes esforços que têm de ser feitos.


5. O problema do comércio exterior. Os inimigos imperialistas e revisionistas tentam paralisar e dificultar as relações comerciais da Albânia com países estrangeiros. Assim, este não é apenas um problema económico, mas também um problema política que tem de ser resolvido com base da melhoria dos produtos para a exportação.

No dia 14 de Março de 1978, o seguinte artigo foi publicado (em língua Inglesa):

Nós temos de nos acostumar á psicologia do povo e dos indivíduos

 

 

Enver Hoxha em Lukovë

1978




Visitas ao Sul da Albânia


Em 15 de Março de 1978, Enver Hoxha visitou a cidade do seu nascimento, a cidade com a qual ele estava ligado por memórias da sua infância e juventude, pela memória de seus pais, que não eram mais vivos, de velhos camaradas e amigos dos anos passados
​​, quando ele estava a crescer para a maturidade, estava a aprender e a ser formado como um homem do futuro, como um lutador pelo novo mundo. Os dias que Enver passou em Gjirokastra foram uma grande festa para a cidade e as pessoas. Mas eles foram muito curtos para ele. Para o povo de Gjirokastra, também, todos eles foram muito curtos para expressar o seu afecto para com o seu querido, filho, companheiro e amigo. Esta foi a última visita de Enver á sua Gjirokastra.

Nos seus discursos, Enver Hoxha enfatizou:

Nunca devemos permitir que as coisas que ganhámos possam vir a ser danificadas. Caso contrário, o nosso povo, que lutou e luta por um feliz presente e por um futuro ainda mais próspero e seguro não pode ver assegurada a continuação da construção e fortalecimento do socialismo. Apenas os revisionistas substituem a luta de classes pela "revolução técnico-científica". Cada estágio de desenvolvimento cria novas condições de progresso na nossa sociedade socialista. No entanto, se as novas condições não são compreendidas e mal implementadas, então, o país regride e não progride. O partido tem que entender e deixar claro para as massas que cada fase do desenvolvimento, do progresso, cria novas condições na nossa sociedade socialista. Se estas novas condições são criadas como devem ser, os avanços do país serão fiáveis e em direcção ao progresso. Se estas condições não são compreendidas e se desenvolvem de forma distorcida, o país não se move na direcção do progresso, mas no sentido da regressão. O Partido deve sempre ter em conta estas duas eventualidades e lutar persistente e incessantemente pelo progresso contra a regressão. O correcto desdobramento da luta de classes, a realização correcta da linha do partido deve ser uma expressão revolucionária de atender voluntariamente os princípios brilhantes do socialismo científico com a finalidade de satisfazer as demandas e bem-estar do povo. O trabalho dos comunistas não está terminado pelo preenchimento desta ou daquela tarefa especial. Eles também têm a tarefa de conduzir o povo, de liderar a classe - num novo caminho para o futuro. A presente linha deve ser sempre combinada com a linha de perspectiva de acordo com os ensinamentos de Marx, Engels, Lenine e Estaline. [trechos do discurso: "QUANDO O PRESENTE ASSENTA EM FUNDAÇÕES DE AÇO, O FUTURO ESTÁ ASSEGURADO" - Obras Escolhidas, Volume V, página 195 e seguintes]

Em 24 de Março de 1978, o camarada Enver Hoxha visitou a cidade costeira de Saranda e em 26 de Março o belo terraço de plantações de Ksamil com o seu pomar de citrinos e azeitonas. A mão do homem, o trabalho e suor dos jovens, acrescentou a coroa verde ao azul do mar Jónico. A época do socialismo, o Partido e Enver Hoxha aumentaram a beleza da paisagem Albanesa, tornaram-na mais próspera e colocaram os seus activos ao serviço do povo. Para o camarada Enver Hoxha, a natureza, a beleza e o bem-estar do povo eram inseparáveis. O seu pensamento, combinado com o trabalho de todo o povo, foi incorporado nesta transformação incrível.

O camarada Enver Hoxha disse:

Há exactamente 19 anos atrás, visitei este lugar, juntamente com o renegado Khrushchev, que não chegou a ver laranjas, mas que queria estabelecer uma porta para uma base militar da sua frota de submarinos. No entanto, foi o PTA que havia identificado e desmascarado o renegado Khrushchev primeiro. E pela enésima vez, tenta-se desorientar os revolucionários, dividir o movimento comunista mundial e sabotar a luta revolucionária do proletariado mundial e dos povos por meio da "Teoria dos Três Mundos" revisionista. Nós sempre dizemos a todos a verdade abertamente! Não há apenas capitalistas e revisionistas no mundo. Eles são uma minoria. Na terra, há biliões de pessoas honestas, lutadores pela verdade. Estes combatentes da liberdade são nossos amigos, os amigos da Albânia. Nós os amamos e eles nos amam. Juntos somos mais fortes, enquanto os capitalistas são fracos. Ninguém gosta de vigaristas e golpistas. Ninguém gosta de ladrões e opressores. As nossas vitórias devem ser defendidas. Aqueles que dormem vão para os cães. Não vamos cair no sono. Só os tolos vão dormir. Todos os verdadeiros Marxistas-Leninistas e revolucionários honestos consideram tais ataques como ataques contra si mesmos. E eles vão dar-lhes a resposta adequada que eles merecem! Eles irão reforçar os seus esforços pela consolidação do Movimento Mundial Marxista-Leninista sobre a base do Marxismo-Leninismo e do internacionalismo proletário, e eles não vão enfraquecer a sua luta até á vitória final da causa da classe operária e do comunismo.

 

 

Dois povos amigos”

(em língua Inglesa)



O camarada Enver Hoxha visitou também os habitantes da minoria grega em Dropulli e disse:

As grandes ideias de Karl Marx e Lenine não são úteis só para os Albaneses, mas também para a minoria Grega. Os comunistas criaram escolas Gregas como uma questão de internacionalismo proletário, como uma questão de amor, como uma questão de luta de classe unida. Nós amamos o povo Grego, e vamos sempre amar o povo Grego - os nossos camaradas de armas. O rio dorme, mas não o inimigo. A amizade entre o povo Albanês e o povo Grego é uma amizade duradoura. Ela vai ser reforçada e vai florescer continuamente para o bem dos nossos povos, da paz e da segurança na região dos Balcãs. Ninguém conseguirá atrapalhar essa amizade.

Para a minoria grega na Albânia, Enver Hoxha foi sempre um líder amado, um querido amigo e professor. Ele próprio se criou entre um povo sem preconceitos nacionais e manter o seu amor e respeito para com eles apreciando a sua honestidade, bravura e amor pelo trabalho. Mais tarde, quando ele foi formado como um revolucionário e comunista, estes sentimentos puros e sinceros tornaram-se parte da sua consciência e actividade como líder do povo Albanês e do proletariado mundial. Durante a Guerra de Libertação Nacional, o Partido Comunista da Albânia, liderado por Enver Hoxha, forjou a unidade da minoria Grega e do povo Albanês, lutando ombro a ombro na luta comum pela liberdade da Pátria. O socialismo reforçou essa unidade, porque a política sábia e justa do Partido trouxe uma vida feliz ás pessoas das minorias, o progresso garantiu-lhes a igualdade e a dignidade. A linha do Partido criou as condições para lhes fazer valer a sua individualidade, para desenvolver a sua cultura, língua e tradições progressistas. O nível de progresso económico na zona da minoria Grega na Albânia, está entre as mais altas do país. A educação dos povos minoritários na sua língua materna, a riqueza do seu folclore e outros campos da cultura espiritual assumiram grande desenvolvimento para além de qualquer comparação com o passado. Os cidadãos da RPSA de nacionalidade Grega têm todos os direitos que todos os outros membros da nossa sociedade e desempenham o seu papel respeitado como trabalhadores, como quadros dirigentes dos órgãos do Partido e do Estado, como cientistas e artistas.

No seu livro "Dois povos amigos" (Tirana, 1985) trechos do seu diário político e outros documentos sobre as relações Albanesas e Gregas podem ser lidos. Enver Hoxha entregou este livro para publicação no final de 1984. Ele falou sobre a brilhante filosofia Grega e sobre a grande contribuição que o povo Grego tem feito para o tesouro da cultura mundial. Assim como ele era um patriota ardente, ele também era um internacionalista ardente. Ele dedicou a sua luta e trabalho não só ao desenvolvimento e florescimento da vida do povo Albanês, mas também á causa da colaboração e amizade entre todos os povos amantes da liberdade do mundo. Graças ao seu carácter e natureza generosa e amante da liberdade, o povo Albanês é um amigo sincero de todos os povos do mundo, sejam grandes ou pequenos. Mas uma amizade de laços tradicionais une-o com o povo Grego fraterno com o qual ele está unido por "um destino comum e uma luta comum contra os mesmos inimigos". Quanto mais pacíficas forem das fronteiras, mais segura será a paz nos Balcãs. Este é também um exemplo para as relações entre os outros povos dos Balcãs na sua luta contra as intrigas e conspirações das potências imperialistas e social-imperialistas que usam todos os meios para incitar a hostilidade entre os povos desta península.



8º Congresso da Associação das Mulheres da Albânia


No dia 1 de Junho de 1978, o camarada Enver Hoxha enviou uma mensagem de saudação ao 8º Congresso da Associação das Mulheres da Albânia em nome do Comité Central do Partido.

Podemos ver a distância gloriosa que a mulher albanesa tem percorrido, o caminho da luta pela revolução socialista, sem a qual não pode haver verdadeira libertação e emancipação da sociedade, incluindo a das mulheres do nosso país. Esse caminho mostra o que a revolução proletária fez pela mulher, e o que a mulher fez pela revolução proletária orientada pelo partido Marxista-Leninista.

A emancipação da mulher Albanesa é uma das maiores vitórias da revolução socialista. E esta vitória parece ainda mais magnífica em comparação com a situação das mulheres no mundo capitalista e revisionista. Lá, a mulher é, na realidade, não mais do que uma mercadoria que é implacavelmente explorada. As mulheres são as primeiras vítimas das graves consequências da crise económica e financeira. Eles são lançadas á rua e são a parte mais oprimida e discriminada da sociedade.

O programa militante do 7º Congresso do PTA não pode ser realizado sem a participação activa das mulheres. O partido convida a mulher para o trabalho, porque a produção não vai para a frente sem ela. Apela a que ela mantenha sempre a arma na mão, porque sem ela o país não pode ser defendido. Apela a que ela eleve a sua formação Marxista-Leninista, o padrão educacional e cultural e o seu padrão técnico e profissional, porque senão a personalidade da mulher não pode ser melhorada. O partido chama-a para a governação do país, porque não pode haver desenvolvimento da democracia sem a sua participação. Tanto os homens como as mulheres devem combater e superar todas as remanescentes dos velhos preconceitos e mentalidades retrógradas que impedem as mulheres de aceder á plena emancipação na sociedade socialista. Na batalha e no trabalho pela construção do socialismo, as mulheres da nova Albânia vão elevar o seu espírito do internacionalismo proletário. Elas vão sempre ficar do lado das mulheres progressistas que lutam pela sua emancipação e os seus direitos. Elas vão ficar do lado dos povos que lutam pela sua libertação nacional e social.

 

Enver Hoxha no VIII Congresso da AMA

Durres, Junho de 1978

 

Em 12 de Junho de 1978, o artigo do camarada Enver Hoxha foi publicado por ocasião das comemorações do 100º aniversário da Liga de Prizren – 1878 – ver o link: [Algumas reflexões sobre os homens da Renascença] - (em língua Inglesa)

 

100º aniversário da Liga de Prizren – Junho de 1978

 

Em 26 e 27 de Junho de 1978, o quinto Plenário do CC do PTA, liderado pelo primeiro-secretário camarada Enver Hoxha, realizou uma reunião sobre a nova situação da defesa nacional. Esta reunião era urgente devido ao crescente perigo de agressão contra a Albânia, que estava crescendo rapidamente após a traição dos revisionistas Chineses - ou seja, a sua recusa de outros fornecimentos de equipamentos militares, o cancelamento da aliança de defesa com a Albânia e a demissão do apoio militar da China. O camarada Enver Hoxha recorreu às experiências com a demissão do apoio militar pelos Krushchevistas e sob a sua liderança esse problema foi resolvido com sucesso mais uma vez. O camarada Enver Hoxha ensinou que a protecção da pátria socialista é o “dever dos deveres”:


A história prova que tudo o que deve ser alcançado com sangue e suor, também deve ser defendido com sangue e suor.


Enquanto o cerco capitalista-revisionista existir, não há absolutamente nenhum período de paz. Mesmo por meio da revolução socialista mundial, a construção do socialismo mundial é apenas relativamente "pacífica", porque o perigo de restauração do capitalismo existe. A luta de classes existe enquanto existir a sociedade de classes. Somente na sociedade sem classes do comunismo mundial podemos realmente falar de um período pacífico de construção.

A luta contra o revisionismo não pode ser afastada da defesa do Marxismo-Leninismo. Esta é realmente uma e a mesma luta e também é válida no que diz respeito á questão militar: não há construção do socialismo sem a sua defesa militar. Neste contexto, o PTA, com o camarada Enver Hoxha á cabeça, combateu o conceito militar organizacional tacanho do traidor B. Balluku. A condição de prontidão de defesa da Albânia foi seriamente danificada pelas actividades hostis de Balluku. Após a vitória sobre esse traidor era necessário reorganizar o exército sistemática e completamente.

É claro que quanto mais forte o país socialista está em todos os campos económico, político, ideológico e cultural, tanto mais forte a defesa nacional será. A defesa da pátria socialista não é apenas uma questão do exército, mas uma questão de todo o povo que deve ser universalmente educado para dominar a arte da guerra popular nas condições particulares da Albânia.

O ponto crucial é o de revolucionar o conceito político e ideológico de defesa, portanto, a solução do problema militar por meio das lições do Marxismo-Leninismo e das experiências da Guerra de Libertação Nacional. Arranjos tiveram de ser feitos a tempo para evitar quaisquer efeitos surpresa das armadilhas e tácticas do inimigo interno e externo. As forças militares e todo o povo devem estar sempre em estado de alerta. Todos os trabalhadores da fábrica, cada cooperativa agrícola, todas as regiões do país estão em permanente contacto com o exército. Cada membro da comunidade socialista sabe o que fazer, sabe o seu lugar em caso de um ataque dos inimigos.

No tempo do regime de Zogu, a Albânia foi totalmente abandonada ao inimigo, e nos tempos da guerra de libertação nacional, a pátria foi ocupada pelos fascistas Italianos e Alemães. No entanto, todo o território da Albânia socialista está sempre completamente nas mãos de todo o povo, e qualquer tentativa de invasão dos inimigos será derrotada em todas as frentes. O factor decisivo é o factor interno sem subestimar o factor externo. Há um forte apoio por parte das forças progressistas e amantes da liberdade em todo o mundo e do Movimento Mundial Marxista-Leninista. Estas forças iriam erguer-se rapidamente no caso de uma agressão imperialista-revisionista contra a Albânia. Mas o elemento exterior só pode ser despoletado se a situação interna for sólida e auto-sustentável.

 

Enver Hoxha participando numa cerimónia militar – Julho de 1978


Em 10 de Julho de 1978, o camarada Enver Hoxha participou num comício de quadros das escolas militares por ocasião da celebração do 35º aniversário do exército do povo. Ele falou-lhes:

O exército do nosso povo é um exército que defende a ditadura do proletariado e o socialismo, e não a burguesia e suas riquezas. O nosso exército é um exército político que está equipado com a ideologia Marxista-Leninista. Existe o princípio de que a política proletária está no comando, e que o factor ideológico tem prioridade sobre o factor militar. Os inimigos preparam a nossa destruição. No entanto, vamos ganhar, porque a nossa política é correcta, enquanto que a sua política está errada, é injusta e agressiva. A ideologia do inimigo está fadada ao fracasso. O futuro pertence á nossa ideologia. Nós representamos a nova ordem social, o socialismo, o comunismo, enquanto os inimigos representam o capitalismo e o imperialismo, uma ordem social decadente. O inimigo deve ser derrotado antes que ele consiga ocupar o nosso país por mar, por ar ou pelas fronteiras. A revolução vai destruir o capitalismo mundial. No entanto, o inimigo vai se defender até á última por meio de guerras, primeiro por meio de guerras locais e depois pela Guerra Mundial. Não temos ilusões. Temos de aproveitar as contradições dentro do mundo capitalista-revisionista ao serviço da revolução mundial e do nosso estado socialista. Temos um forte e heróico exército do povo que se educa liderado pelo nosso partido heróico, endurecido nas batalhas da classe proletária.

Em 20 de Setembro de 1978, o Conselho Geral da Frente Democrática reuniu-se para preparar a campanha das eleições em 12 de Novembro de 1978. Também nessa ocasião o camarada Enver Hoxha estava presente. Nesta reunião, ele proferiu um importante discurso:


A DEMOCRACIA PROLETÁRIA É A VERDADEIRA DEMOCRACIA


(Discurso proferido na reunião do Conselho Geral da Frente Democrática da Albânia em 20 de Setembro de 1978)

As eleições para a Assembleia Popular vão fortalecer o poder do povo que surgiu a partir da gloriosa luta de libertação nacional e que se preparou em duras batalhas para construir o socialismo. Com o seu voto livre e democrático, o povo Albanês está determinado a expressar a ditadura do proletariado sob a liderança do partido. Esta é a arma segura para defender as vitórias, a grande garantia para continuar sempre levando para diante a causa do socialismo na Albânia de forma pura e forte. Que estas eleições sirvam sempre a contínua expansão e fortalecimento da nossa democracia socialista, que é uma característica fundamental do nosso poder nacional e das nossas vidas. (Rádio Tirana - 23 de Setembro de 1978)

A conexão e a interacção entre a base e a superestrutura, em que o papel principal é desempenhado pela base económica, bem como a revolucionarização contínua da nossa superestrutura socialista, convenceram o nosso povo sobre o caminho correcto do progresso da nossa sociedade socialista. A classe operária e a sua vanguarda Marxista-Leninista levaram-nos no caminho da construção do socialismo, e é por isso que grandes sucessos foram alcançados. Na República Popular Socialista da Albânia, a classe operária, o campesinato cooperativista e as outras pessoas que trabalham exercem o poder através dos órgãos representativos, bem como directamente. Na Albânia, as massas do povo participam activamente no governo do país, na gestão da economia, discutindo leis e planos económicos, verificando a actividade dos órgãos de poder, e assim por diante. Eles têm o direito de expressar suas opiniões livremente sobre todos os problemas de interesse social ou pessoal. Eles receberam esse direito do Partido nos termos da Constituição, portanto, apenas na Albânia socialista pode falar-se de uma verdadeira democracia no sentido pleno da palavra, que não é apenas proclamada em palavras, mas garantida também em actos. Esses direitos são formalmente proclamados pelas Constituições burguesas e revisionistas, mas na realidade elas não garantem as premissas para a implementação dos direitos proclamados. Atacando o engano burguês da chamada igualdade de direitos no Estado capitalista, Estaline escreveu que “Falam da igualdade dos cidadãos, mas esquecem-se de que não pode haver verdadeira igualdade entre patrão e trabalhador, entre o proprietário de terras e os camponeses, pois enquanto os primeiros estão na posse da riqueza e do poder político na sociedade os últimos são privados de ambos, pois os primeiros são os exploradores e os últimos os explorados.” (J.V. Estaline. Works, vol. 14, p. 61, edição Albanesa). A nossa Constituição diz: «Todo o poder do Estado na República Popular Socialista da Albânia emana e pertence ao povo trabalhador». O nosso partido Marxista-Leninista é inspirado e alimentado pela ideologia Marxista-Leninista e o seu único objectivo é aumentar o bem-estar do povo, para concluir a construção do socialismo sob a ditadura do proletariado. Aqueles que pensam que não há liberdade para os cidadãos e não há democracia porque não há pluralidade de partidos nem conversas sem fim no parlamento na Albânia digam o que quiserem. A liberdade mais completa para as massas trabalhadoras nas formas mais adequadas e democráticas existe aqui, caso contrário o país não teria florescido como tem e a unidade monolítica do povo ao redor do partido não poderia ter sido alcançada. A unidade entre o partido e o povo é a chave para as nossas vitórias, e é justamente com a intenção de corrosão desta chave de ouro que os inimigos capitalistas e revisionistas recorrem às calúnias mais cínicas. Em alguns dos países não-socialistas a «democracia» é expressa formalmente na organização de muitos partidos que no decorrer das campanhas para as eleições parlamentares, através da sua poderosa influência sobre as massas trabalhadoras, enganando-as nas eleições e manipulando os seus resultados, conseguem enviar um grupo dos seus deputados para o parlamento. Os deputados desses partidos não são nada para além de políticos enganadores especializados na defesa da ordem no poder, e no fortalecimento das posições do estado capitalista dos monopólios. No parlamento, eles fingem dar «liberdade» e «democracia» para o seu país e povo. Não importa o quanto os deputados burgueses se envolvem em conversa fiada sobre «direitos humanos», porque em última análise é o capitalismo, a grande burguesia que governa lá. Em acções envolvendo também a média burguesia, a grande burguesia mantém sob o seu domínio o proletariado, o campesinato pobre e o resto das pessoas que trabalham, como os artesãos e os intelectuais pobres, um estrato social cujo espírito revolucionário foi enfraquecido pelo desemprego e pela fome. Quando as massas do povo vão além das directrizes estabelecidas pelos partidos políticos nas suas demandas e insistem em realmente garantir as verdadeiras liberdades e os direitos que lhes pertencem, então as forças da ordem capitalista avançam e afogam os seus protestos no sangue. A história do mundo tem inúmeros factos deste tipo. Mas o que é a democracia burguesa na realidade? É uma forma de dominação da burguesia, enquanto que os direitos e liberdades, embora proclamado «para todos», têm um carácter totalmente formal e enganoso porque as condições da existência da propriedade privada dos meios socio-económicos que garantem a implementação efectiva desses direitos e liberdades não existem. As leis que são aprovadas nos parlamentos burgueses e revisionistas expressam a vontade da classe dominante e defendem os seus interesses. Os partidos do capital que compõem a maioria parlamentar beneficiam dessas leis. Mas os outros partidos, aqueles que estão supostamente na oposição e muitas vezes representam os interesses da aristocracia operária e dos camponeses ricos, não deixam de se beneficiar também. Estes partidos de «oposição», que são supostamente opostos aos partidos da maioria parlamentar, que apoiam o grande capital fingem «criticar», e assim por diante, mas todo o seu clamor não faz nada para acabar com o desemprego, a emigração ou a inflação. Por mais que a oposição possa gritar no parlamento, os preços sobem, a degeneração aumenta, tal como os crimes, assassinatos, assaltos e sequestros dia e noite nas ruas, tornando-se cada vez mais alarmante. E os capitalistas e revisionistas chamam a este caos e confusão, a esta liberdade de malfeitores para cometer crimes, «a verdadeira democracia»! De acordo com o imperialismo, vai a partir de democracia para a reacção. Uma sociedade que defende e se baseia na ordem da exploração não é progressiva nem democrática. A burguesia capitalista e os revisionistas atacam-nos porque nos baseamos firmemente sobre a ditadura do proletariado. Eles nivelam a acusação contra nós comunistas que na nossa sociedade o indivíduo supostamente não conta para nada! Isto é uma calúnia projectada para encobrir a opressão brutal do proletariado e dos trabalhadores pelo capital. A existência de classes antagonistas é a fonte da supressão da personalidade do homem e das massas de trabalho. Pelo contrário, se já existe um sistema social que realmente liberta o homem da angústia, preocupações, sentimentos de inveja e das antigas ressacas idealistas este é o sistema social socialista, que é o único sistema que provoca a eliminação de classes exploradoras, da propriedade privada e põe fim à exploração do homem pelo homem.

Apenas a ditadura do proletariado sozinho» ensina-nos Lenine, "emancipa a humanidade da opressão do capital, da mentira, da falsidade e da hipocrisia da democracia burguesa - democracia para os ricos - e estabelece a democracia para os pobres, ou seja, faz as bênçãos da democracia real. A exploração capitalista não pode ser realizada sem propaganda política intensiva para confundir a mente das pessoas e sem uma série de leis que impõem restrições drásticas máximas aos direitos dos trabalhadores."

O revisionismo moderno tem na sua agenda o reformismo, que constitui a essência de seus pontos de vista, teorias e práticas. O reformismo opõe-se à ideologia Marxista-Leninista e ao derrube do capitalismo através da revolução violenta. A força motriz da revolução proletária é a luta de classes implacável do proletariado e seus aliados, os camponeses pobres e as outras camadas oprimidas contra a burguesia, o capital monopolista de Estado e o capital financeiro, ao passo que o reformismo nega a necessidade da luta de classes, da revolução socialista e da ditadura do proletariado. A nossa teoria Marxista-Leninista tornou bastante claro que não pode haver transição para a sociedade socialista permanecendo no âmbito da ordem capitalista, mas apenas através de derrubar essa ordem e as suas instituições a partir das suas bases, através da criação do poder do Estado do proletariado que é liderado pela sua vanguarda - o partido comunista Marxista-Leninista. O socialismo coloca o homem numa posição tal que ele sente e vê por si mesmo que ele não está isolado do mundo, mas é um membro de uma sociedade nova que tem como objectivo o avanço do indivíduo no âmbito do desenvolvimento da sociedade. Nesta sociedade o homem é elevado ao seu lugar de direito, com base nas suas habilidades e no trabalho que ele faz, ele é livre para trabalhar e desfrutar o fruto da sua labuta. Nem o burguês, o capitalista, nem o revisionista podem compreender a liberdade do indivíduo na nossa sociedade porque eles medem a individualidade com o seu próprio critério de padronização e manipulação dos povos. Os órgãos representativos do povo no poder do Estado são a Assembleia do Povo e os conselhos do povo. De acordo com a Constituição da República Popular Socialista da Albânia «os órgãos representativos dirigem e controlam a actividade de todos os outros órgãos do Estado, que são responsáveis ​​perante eles e prestam-lhes contas.»

A política da Frente é uma política que apoia e está em conformidade com os interesses da luta que o proletariado mundial e os camponeses oprimidos de todo o país estão travando, que apoia a luta dos pobres urbanos, da intelectualidade progressista, dos jovens, de todos aqueles que querem construir uma vida digna e decente, uma vida em que tudo é ganho com o trabalho árduo que não deve servir para encher os bolsos de ladrões e capitalistas.

Ao mesmo tempo, um volume de textos seleccionados das obras do camarada Enver Hoxha "Sobre a ditadura do proletariado", foi publicado em Albanês:

"A ditadura do proletariado significa a mais ampla democracia, mais profunda e completa para os trabalhadores. Proteger uma democracia socialista ampla é uma condição básica para a preservação e consolidação da ditadura do proletariado, e vice-versa, a ditadura do proletariado é uma condição necessária para a existência de uma verdadeira democracia decisiva para os trabalhadores" (p. 671).

"A experiência do nosso país livre e independente", escreve o camarada Enver Hoxha "mostra que, sem a ditadura do proletariado, a vitória da revolução não pode ser garantida, a resistência dos inimigos externos e internos não é removida, a sua actividade não é suprimida, a defesa da pátria socialista não é garantida e a construção da sociedade socialista e comunista não pode ser alcançada" (p. 499).

A importância histórica fundamental da ditadura do proletariado é confirmada claramente pela experiência negativa da União Soviética e de outros países que produziu o abandono dos princípios da ditadura do proletariado. O revisionismo é a arma mais perigosa de contra-revolução, levando à destruição do sistema socialista, á restauração da escravidão capitalista, ao social-fascismo" (p. 670).

"Portanto", enfatiza o camarada Enver Hoxha, "a atitude para com a ditadura do proletariado foi e continua a ser a pedra de esquina que separa os Marxistas-Leninistas e os verdadeiros revolucionários proletários de qualquer tipo de oportunistas e renegados da classe operária" (p. 670).

Como o camarada Enver Hoxha sublinhou, o nosso partido tem a firme convicção de que "o abandono total ou parcial da ditadura do proletariado não é imparável. Pelo contrário, é inteiramente possível que a ditadura do proletariado, uma vez que é estabelecida, em todos os aspectos permaneça sempre pura, intocado e inabalável e esteja continuamente a ser desenvolvida e aperfeiçoada" (p. 516).

"Sob a liderança do partido e da classe operária, as massas do povo devem estar prontas para defender sempre e em todas as coisas as realizações da ditadura do proletariado, as suas leis, a sua ideologia, as suas políticas. Esta é o único caminho correcto e saudável - até ao fim" ( p. 484).

 

 

Postal por ocasião do 70º aniversário


Em 16 de Outubro de 1978, o camarada Enver Hoxha comemorou o seu 70 º aniversário. Na mensagem de saudação do Comité Central do PTA pode ser lido:

Caro camarada Enver,

a sua vida e obra de um comunista indomável, de um líder proletário e professor são - também no futuro - para nós, seus companheiros e camaradas, um grande exemplo de entusiasmo na nossa luta e no nosso trabalho para a aplicação coerente da linha Marxista-Leninista do Partido, para a consolidação da sua unidade monolítica, para o aumento contínuo e consolidação do seu papel de liderança. Mais uma vez, desejamo-vos, querido camarada Enver, saúde e longa vida. Lideram-nos sempre - o partido e o povo - nas grandes batalhas de classe contra o imperialismo e o revisionismo – até aos novos patamares do socialismo, para a glória do Marxismo-Leninismo.

 

Enver Hoxha - 1978

 

Em 14 de Outubro de 1978, por ocasião do seu 70º aniversário, uma fábrica de carros e de tractores recebeu o nome "ENVER HOXHA." O camarada Hysni Kapo disse no seu discurso, entre outras coisas:

"O Comité Central do Partido, como vocês sabem, decidiu nomear a fábrica estatal de veículos e tractores: "Enver Hoxha". Este é um sinal do imenso amor e profunda gratidão que sentimos pelo camarada Enver Hoxha por ocasião do seu 70º aniversário, ou seja, todo o partido, a nossa classe operária heróica, o nosso povo e, particularmente, o seu próprio colectivo maravilhoso.

A linha do partido revolucionário correcta e consistente, as ideias brilhantes, conselhos e ensinamentos do camarada Enver e toda a sua obra que se baseia na teoria do Marxismo-Leninismo nas condições concretas do nosso país são uma grande fonte de entusiasmo e um guia para os comunistas e todo o nosso povo no caminho brilhante do socialismo. A principal fonte de incitamento revolucionário e educação para todos os comunistas e todos os trabalhadores do nosso país foram e são as lutas heróicas do camarada Enver no topo do PTA e do nosso Estado. A sua visão e a sua atitude inabalável eram imparáveis em face de todas as tempestades porque elas baseavam-se no Marxismo-Leninismo e na linha correcta do partido. O combinado de carros e tractores "Enver Hoxha" tem desempenhado um papel muito importante para o rápido desenvolvimento da nossa economia e vai continuar a fazê-lo. A nova planta fabril, que estamos inaugurando hoje, é uma vitória para a política Marxista-Leninista correcta do nosso partido heróico que sempre seguiu o princípio Leninista de construir o socialismo com as nossas próprias forças. Apesar de muitos obstáculos e dificuldades causados pela liderança Chinesa, os nossos trabalhadores competentes, técnicos, engenheiros e especialistas dedicaram as suas mãos de ouro e todas as suas faculdades físicas e mentais e planearam, construíram, montaram e finalmente colocaram em serviço a fábrica em tempo recorde e com alta qualidade.

O amado líder do nosso partido e do nosso povo, o camarada Enver Hoxha, visitou a fábrica de tractores há quatro anos e meio atrás, em 14 de Abril de 1974. Naquela época, ele disse entre outras coisas:

"O partido confiou-vos uma grande obra. Façam esforços para aumentar a produção de novos produtos para as necessidades da agricultura."

Esta recomendação do camarada Enver, essa directiva do partido foi implementada graças às habilidades e energias criativas do seu colectivo de trabalhadores talentosos, técnicos, encarregados e engenheiros. Com a sua grande obra, e com os muitos produtos que vocês vão gerar e criar, vamos vai fortalecer ainda mais a aliança entre a classe operária e os agricultores da cooperativa. Na luta para alcançar as tarefas do 7º Congresso, nós ganhámos outra grande vitória. Vocês deram um outro presente muito valioso para a economia e o povo: com as vossas próprias forças, vocês fizeram o primeiro tractor utilitário 75 hp Albanês e agora vocês podem definir todas as forças de um 55 hp para construir motores agregados para tractores e colheitadeiras. O Comité Central do Partido e o governo dão-vos os parabéns por essa grande vitória e desejam-vos sempre o maior sucesso no vosso trabalho.

 

Enver Hoxha – eleições

Novembro de 1978

 

Em 8 de Novembro de 1978, o camarada Enver Hoxha fez um discurso numa reunião com os eleitores no seu distrito eleitoral número 209, em Tirana:

"A Albânia avança – com segurança e sem medo":

Nos países capitalistas, eles perguntam-se sobre os resultados das nossas eleições e perguntam: não existe ninguém na Albânia que não goste do regime no poder? Eles julgam-nos por suas ideias burguesas, e eles não podem imaginar que a esmagadora maioria do nosso povo está directamente ligada ao estado da ditadura do proletariado, que é a mais democrática e progressista em todo o mundo. O socialismo trouxe ao povo Albanês coisas muito boas que não podem ser comparadas com qualquer outro sistema social. Nestas circunstâncias, a parte dos poucos eleitores que podem ser contra o nosso sistema socialista sabem muito bem que o grande poder do povo está absolutamente expresso no seu próprio poder estatal. Estes poucos eleitores percebem que é inútil votar contra a Frente Democrática. Não há o menor obstáculo para votar livremente nas eleições. Pelo contrário, é garantida a liberdade para todos. Na República Popular Socialista da Albânia as classes antagónicas com interesses irreconciliáveis ​​não existem mais. A propriedade privada e a exploração do homem pelo homem foi eliminada e proibida. Durante a campanha de eleições não há batalhas selvagens como pode ser visto nos países capitalistas e revisionistas. As nossas eleições não são manipuladas por pessoas ou partidos que só pensam na maximização da riqueza dos diferentes grupos de capitalistas burgueses. As nossas eleições são eleições nas condições da ditadura do proletariado. Elas são inspiradas pelo partido do proletariado. O partido tem como objectivo aumentar a prosperidade do povo, o seu padrão cultural e educacional, o seu potencial de defesa e assegurar a liberdade e independência.

 
 

 

1979


O camarada Enver Hoxha sempre analisou os eventos mundiais de todo o mundo por meio do método do materialismo dialéctico e histórico, tendo em vista a sua influência e significado no desenvolvimento da revolução mundial. Até hoje, todas as suas anotações no seu diário, todos os seus livros, discursos, comentários em "Zeri i Popullit", etc., são muito úteis e estimulantes para a orientação certa, para a inspiração e para a confiança da vitória do povo Albanês, dos comunistas e revolucionários internacionais, de todo o proletariado mundial e dos povos. Um excelente exemplo é o seguinte no «Zeri i popullit»:

A CLASSE TRABALHADORA IRANIANA SAIU PARA O CAMPO DE BATALHA, DERUBOU O XÁ E SACUDIU O MUNDO CAPITALISTA” (Artigo publicado no jornal «Zeri i popullit») (18 de Fevereiro de 1979) p. 708 – Obras Escolhidas, Volume V)

Os imperialistas e revisionistas nunca realmente entenderam os fenómenos sociais, e eles nunca podem entendê-los e interpretá-los adequadamente. Eles julgam-nos pelos seus esquemas fossilizados que foram gerados por seus interesses anti-históricos de classe egoístas. O seu ódio contra-revolucionário não lhes permite analisar nem mesmo um único fenómeno social objectivo ou prever sequer uma única situação. Os eventos explodem nas suas mãos como bombas.

A revolução no Irão não é, como os revisionistas em Pequim alegam, o trabalho dos agentes e também não é o resultado da modernização, como interpretam como os políticos do Ocidente. É o resultado do surto das muitas contradições da sociedade feudal e burguesa Iraniana, é o surto de indignação popular e ódio que os povos acumularam contra a tirania do Xá e a dominação imperialista desde há décadas, é o resultado da determinação do povo e das classes exploradoras em conseguirem uma vida melhor, em escaparem á sua vida miserável. Várias tentativas são feitas para dar á revolução Iraniana uma pintura religiosa. Os acontecimentos no Irão podem certamente ter uma certa influência subjectiva da seita religiosa xiita que desempenhou um papel positivo na derrubada do regime feudal de Pahlavi. Mas não é a ideologia religiosa que levou as grandes massas á revolta e luta contra o Xá. As aspirações democráticas da grande massa secular do povo Iraniano, os slogans políticos da luta do povo, o objectivo específico pelo qual a multidão luta não podem ser identificados com as exigências éticas e teóricas dos ensinamentos islâmicos. A imagem externa do povo do Irão pode parecer religiosa, mas nas suas acções e, especialmente, nesta revolução, ele foi muito progressista e muito objectivo. Ele levantou-se e derramou o seu sangue pela derrubada da monarquia e o estabelecimento de uma república democrática no país, pela nacionalização do petróleo e do seu uso para o benefício do desenvolvimento da economia nacional e do povo, para terminar com a dependência do capital estrangeiro e pelo cancelamento de todos os acordos económicos, militares e políticos escravizantes com os estrangeiros, sejam eles os Norte-Americanos, os Soviéticos, os Britânicos e os Chineses, pela consolidação de um Estado soberano e independente, pela liberdade de reunião e de associação, pela erradicação da corrupção feudal e punição dos opressores e exploradores, pela igualdade social e a justiça, etc., etc.

Para os povos do mundo, é claro que o ímpeto por trás da revolução Iraniana não é uma ofensa religiosa. O seu impulso foi o fluxo democrático e progressista poderoso das massas que queriam uma verdadeira revolução progressiva na cultura e na educação e transformações profundas para eliminar o atraso do povo. Essas mulheres e meninas corajosas que lutaram com o SAVAK [os serviços de inteligência Iranianos] e a Guarda Imperial tiveram que derramar o seu sangue, elas não tomaram as ruas para preservar o véu e defender a prisão doméstica, mas para a abolir. Assim, portanto, era o grande problema da libertação dos trabalhadores, camponeses, mulheres e jovens. A partir das tendências básicas de desenvolvimento do mundo de hoje o Partido do Trabalho da Albânia sublinhou que a questão da revolução e da libertação dos povos não é só um ideal e um desejo, mas também é um problema com solução pendente. A revolta do povo Iraniano é a confirmação disto mesmo. Não é, no entanto, nem a primeira nem a última confirmação. O exemplo do Irão vai reflectir-se em outros países, que sentirão a sua influência. As condições em muitos países vão agora causar surtos revolucionários inevitáveis. Os acontecimentos no Irão principalmente mostraram que a força motriz nesta revolução de carácter democrático foi o proletariado Iraniano, que enfrentou conflitos sangrentos com a reacção, enquanto mostrou a sua força indomável não só na luta contra o Xá mas também contra o imperialismo estrangeiro. Os acontecimentos actuais no Irão dizem respeito não só ao povo deste país, mas também concedem outras lições extremamente valiosas. Contrariamente às alegações da burguesia e dos revisionistas, estes eventos confirmaram a tese fundamental do Marxismo-Leninismo que foi defendida ao longo deste período pelo nosso partido enfaticamente: para que a revolução liberte o povo do jugo nacional e social, é necessário categoricamente que a classe trabalhadora entre no campo de batalha.

"A classe trabalhadora" disse o camarada Enver Hoxha, "é a força decisiva no desenvolvimento da sociedade, a força motriz para a transformação revolucionária do mundo... Ela continua a ser a principal força produtiva da sociedade, a mais avançada na libertação nacional e social, a mais interessada no socialismo, a representante das melhores tradições da organização revolucionária e da luta revolucionária". No Irão foi a classe trabalhadora que ofereceu o peito aos tanques e metralhadoras do Xá. Acima de tudo, foi a greve geral, em especial dos trabalhadores do petróleo, que paralisou a vida do país. Manifestações e passeatas contra o Xá já existiam antes, mas só quando as bombas de óleo foram desligadas, os comboios pararam e as fábricas deixaram de fornecer energia é que se deu o terramoto que destruiu as bases da classe dominante feudal, o Xá teve de viajar para Marrocos e o governo Bakhtiar foi derrubado. A classe trabalhadora demonstrou que ela era o verdadeiro poder no país e não as muitas centenas de milhares do exército do Xá, nem as armas americanas e os biliões de dólares de petróleo depositados nos bancos de Teerão. Através da sua luta, através do papel crucial que desempenhou na revolução democrática, ela mostrou que o futuro pertence à classe trabalhadora.

Os acontecimentos no Irão também confirmaram outra importante teoria do Marxismo-Leninismo, ou seja, que a revolução não será realizada sem violência, que ela não vencerá sem sangue. O regime do Xá resistiu até á última bala, até ao último segundo, foi sempre defendido pelos imperialistas Americanos, pelos social-imperialistas Chineses, pela burguesia monopolista internacional, pelos reis e xeques. Se o povo Iraniano tivesse seguido o alardeado pelos sermões Krushchevistas sobre "o caminho da paz", a pregação da reforma estrutural dos "Eurocomunistas", ou a teoria dos "três mundos" dos Chineses, então a camarilha do Xá e dos imperialistas reinaria calma e imperturbável, tal como sucede em muitos países ao redor do mundo. Mas o próprio povo Iraniano não teve nenhuma ilusão, ele não tinha medo de enfrentar a revolução, a luta sangrenta e fazer sacrifícios a fim de ganhar a sua liberdade e independência para se livrar do jugo que pesava sobre os seus ombros. Esta é a grande importância actual da revolução Iraniana para todos os outros povos que vivem sob dupla opressão – opressão pelos Estados imperialistas estrangeiros e pelo domínio das cliques reaccionárias locais. A revolução no Irão ilustra e demonstra concretamente a precisão das teses que o camarada Enver Hoxha defendeu no seu livro "O Imperialismo e a Revolução", nomeadamente, que sob as actuais condições a liberdade e independência da dominação imperialista não podem ser obtidas, que o colonialismo não pode ser eliminado e a plena soberania nacional não pode ser estabelecida se as cliques internas que estão conectadas com os imperialistas estrangeiros ou compradas por eles não forem combatidas. O povo Iraniano jogou no levante e deu a sua vida para se libertar da brutal exploração e opressão a fim de ganhar mais liberdade e democracia. Até que ponto ele vai prosseguir nesta direcção, quão radicais as reformas serão - isso depende das verdadeiras forças revolucionárias e na medida em que estas serão capazes de manter o espírito da revolução para o elevar desde um nível mais baixo até um nível mais elevado. Lenine enfatiza que a revolução é um assunto sério e que não se pode brincar com ela, pois tem que ser levada até ao fim se já se entrou nela. A revolução no Irão ainda está em desenvolvimento e não se pode dizer que alcançou todos os objectivos. O facto é que as forças da reacção interna e as forças imperialistas estão tentando fazer uma contra-revolução, seja por meio da violência directa a partir de dentro, pela intervenção militar externa, ou pela degeneração pacífica da revolução. Para levar a revolução até ao fim, o povo Iraniano tem de aumentar a sua vigilância ao máximo e não permitir que caia novamente sob o jugo dos imperialistas estrangeiros, os Norte-Americanos, os Soviéticos ou outros que através de manobras, intrigas, compromissos, corrupção tentem recuperar de volta em novas formas as suas antigas posições.

Depois da destruição do governo do Xá, novos órgãos do poder serão agora criados no Irão. De grande importância é o processo pelo qual isto ocorrerá. Ele pode ser progressivo, mas também pode ser regressivo. Existem duas possibilidades. Para ocupar posições avançadas, o povo Iraniano tem de destruir toda a base e toda a superestrutura da monarquia feudal do Xá e tem de a substituir por uma nova base democrática adequada para o seu país e que não seja burguesa. Ele terá que fazer muitos esforços para prevenir as infiltrações da burguesia feudal em todas essas instituições e tomá-las nas suas próprias mãos. É preciso fazer esforços para que aqueles que entendem a grande reforma social e económica sejam os seus mais fiéis representantes. Certamente não é tarefa fácil levar a revolução de uma etapa para a outra e até ao fim. Mas as forças progressistas devem ganhar terreno passo a passo, ocupando posições democráticas e progressistas sólidas contra os elementos que resistem e os vestígios do passado de feudalismo retrógrado. A classe operária, os camponeses pobres, os simples soldados terão de formar o seu partido Marxista-Leninista, o partido dos trabalhadores, camponeses e soldados. Devem analisar também a situação objectiva e subjectiva. Eles devem preparar-se para serem abordados pelos Soviéticos, os Eurocomunistas, os pseudo-comunistas Maoistas, bem como pelos provocadores "partidos comunistas" que são criados pelas agências dos EUA e do imperialismo Britânico.

Hoje, os comunistas Marxistas-Leninistas, os verdadeiros revolucionários, mais do que nunca têm o seu lugar na vanguarda da luta contra a reacção, contra as intrigas e as interferências do social-imperialismo Soviético, etc. Nestes momentos muito importantes pelos quais passa uma revolução, eles não podem ser nem sectários nem oportunistas. Nem por um momento eles podem participar no jogo daqueles que enganam o povo e das superpotências estrangeiras. Um país que possui petróleo e cujo povo valente está de armas na mão encontra-se em revolução, derrubando um mundo velho e podre para construir um mundo novo que lhe permita ser capaz de se defender contra qualquer inimigo. A luta derrubou o governo despótico do Xá e o imperialismo dos EUA. O povo Iraniano desferiu um duro golpe contra todo o mundo capitalista, ajudando a luta de libertação de todos os povos, a causa da democracia e do progresso no mundo. Portanto, os Albaneses têm um grande respeito pelo povo Iraniano, e curvamo-nos perante aqueles que lutaram heroicamente nas ruas do Irão e deram as suas vidas pela vitória da revolução. Por isso, queremos que ele concretize todos os seus desejos e aspirações e que possa viver livre, independente e soberano na sua terra natal.

 

 

Em 20 de Março de 1979, o CC do PTA, sob a liderança do camarada Enver Hoxha tomou decisões sobre como preparar as actividades por ocasião da celebração do centenário de aniversário do camarada Estaline:

O Partido do Trabalho da Albânia considerou e considera a defesa de JV Estaline e seu trabalho como uma grande questão de princípio. Defendemos a questão de Estaline, ou seja: para defender o Marxismo-Leninismo, a revolução, a ditadura do proletariado, para sermos lutadores determinados contra o imperialismo, a burguesia mundial e contra todo tipo de revisionismo, para lutarmos pela causa da liberdade e independência dos povos, para mantermos bem alto a bandeira do internacionalismo proletário. O Comité Central do PTA decidiu celebrar solenemente o 100º Aniversário de JV Estaline no nosso país:

1. Organizar uma ampla campanha política, ideológica e propaganda sobre a vida e obra de JV Estaline. Esta campanha servirá para se ficar mais profundamente familiarizado com o grande legado revolucionário teórico e prático de JV Estaline, com a finalidade de lutar baseados na construção e defesa de nossa pátria socialista por nossas próprias forças, a sermos inspirados por sua vida e obra para a luta contra o imperialismo, o revisionismo e a reacção.

2. Neste país, palestras, debates e outros eventos com as massas trabalhadoras terão lugar na cidade e no campo a fim de propagar a doutrina de Estaline, o ídolo na luta pela causa da revolução e do socialismo. Na véspera festa de aniversário, conferências serão organizadas em Tirana e em todos os distritos.

3. Com o objectivo de familiarizar o máximo possível com a herança teórica de JV Estaline, algumas das suas obras mais importantes são reimpressas. Tal será preparado por meio de álbuns, exposições fotográficas e exposições, e outro material ilustrativo.

4. O Instituto de Estudos Marxistas-Leninistas do Comité Central do PTA e a Escola do Partido "Lenine" organizarão uma conferência de aniversário da vida e obra de JV Estaline.

5. Por meio da actividade cultural e artística, o 100º aniversário de Estaline será altamente valorizado. Sobre isso, filmes e cerimoniais são para ser filmados e apresentados juntamente com programas de televisão. Obras de arte devem ser criadas e expostas.

6. Os comités do Partido, organizações de massa, instituições educacionais, culturais e científicas devem desenvolver programas e medidas especiais para a realização da melhor forma possível da organização de todas as actividades do 100º Aniversário de JV Estaline.

Em Dezembro de 1981, a casa "Nentori Publishing” publicou o famoso livro de Enver Hoxha:

"Com Estaline"

(Memórias), que ele havia escrito por ocasião do centenário do nascimento do quarto Clássico do Marxismo-Leninismo. O camarada Enver Hoxha descreveu todas as suas cinco reuniões com o camarada Estaline, que tiveram lugar em Julho de 1947, em Março / Abril de 1949, em Novembro de 1949, em Janeiro de 1950, e em Abril de 1951. Ele escreveu:

21 de Dezembro deste ano marca o centenário do nascimento de Joseph Estaline, líder muito amado do proletariado da Rússia e do mundo, o fiel amigo do povo Albanês e o querido amigo dos povos oprimidos de todo o mundo lutando pela liberdade, a independência, a democracia e o socialismo. Toda a vida de Estaline foi marcada por uma luta incessante e feroz contra o capitalismo russo, contra o capitalismo mundial, contra o imperialismo e contra as correntes e tendências anti-Marxistas e anti-Leninistas que se tinham colocado ao serviço da reacção e do capital mundial. Ao lado de Lenine e sob a sua liderança, ele foi um dos inspiradores e líderes da Grande Revolução Socialista de Outubro, um militante firme do Partido Bolchevique. Após a morte de Lenine, por 30 anos a fio, Estaline liderou a luta pelo triunfo e defesa do socialismo na União Soviética. É por isso que há um grande amor e respeito por Estaline e lealdade a ele e á sua obra nos corações do proletariado e dos povos do mundo. É também por isso que a burguesia capitalista e a reacção mundial exibe uma hostilidade interminável para com este combatente leal e excepcional, resoluto co-lutador de Vladimir Ilyich Lenine. Estaline ganhou o seu lugar entre os grandes clássicos do Marxismo-Leninismo com a sua luta de princípios pela implementação consistente da defesa e desenvolvimento das ideias de Marx, Engels e Lenine. Perante o corpo de Lenine, Estaline prometeu que ele iria seguir fielmente os seus ensinamentos, iria realizar seus ditames para manter o título sublime de puro comunista, para salvaguardar e fortalecer a unidade do Partido Bolchevique, para preservar e exercitar incessantemente a ditadura do proletariado, para fortalecer constantemente a aliança da classe operária com o campesinato, para permanecer fiel até o fim aos princípios do internacionalismo proletário, para defender o primeiro estado socialista das ambições dos inimigos burgueses e dos proprietário de terras locais e os inimigos imperialistas externos que queriam destruí-lo, e para realizar a construção do socialismo num sexto da terra. Joseph Estaline manteve a sua palavra. À frente do Partido Bolchevique ele sabia como conduzir a construção do socialismo na União Soviética e fazê-la a grande Pátria do proletariado russo. E todos os povos da União Soviética tinham nela uma base colossal para a revolução mundial. Ele mostrou-se um digno continuador da obra de Marx, Engels e Lenine, e deu brilhantes provas de que ele era um grande, lúcido e resoluto Marxista-Leninista.

As consistentes ideias revolucionárias Marxistas-Leninistas correm como um fio vermelho através de todas as obras de Estaline, escritas e aplicadas na prática. Nenhum erro de princípio pode ser encontrado nas obras deste notável Marxista-Leninista. O seu trabalho foi bem ponderado no interesse do proletariado e das massas trabalhadoras, no interesse da revolução, do socialismo e do comunismo, em prol da libertação nacional e das lutas anti-imperialistas. Ele não era eclético nas suas opiniões teóricas e políticas, nem ele estava vacilando nas suas acções práticas. Aqueles que contavam com a amizade sincera de Joseph Estaline estavam confiantes na sua marcha para a frente em direcção a um futuro feliz para o seu povo. Aquele que se desviou não poderia escapar á vigilância ​​nem ao julgamento de Joseph Estaline. O julgamento teve as suas raízes nas grandes ideias da teoria Marxista-Leninista, que havia cristalizado na sua mente brilhante e alma pura. Durante toda a sua vida ele soube manter-se firme no leme e seguir um rumo correcto para o socialismo entre as ondas e tempestades criadas pelos inimigos. Na situação actual dos povos do mundo, o proletariado mundial, as pessoas honestas com o coração puro podem julgar por si mesmos a veracidade das posições de Estaline. Mas as pessoas podem julgar o acerto da sua linha Marxista-Leninista somente num amplo panorama político, ideológico, económico e militar.

Até ontem, a burguesia e os revisionistas, falsificando a história através de sua propaganda, já enegreciam a actividade de Estaline na mente das pessoas, mas agora que as pessoas estão esclarecidas sobre o que os Krushchevistas, Titistas, Maoistas, os Eurocomunistas e outros são, e o que os hitleristas foram, o que os imperialistas norte-americanos e o capitalismo mundial são, eles sabem por que Estaline lutou, por que os bolcheviques lutaram, por que os proletários e os verdadeiros Marxistas-Leninistas estão lutando, e quais os seus inimigos, as correntes e tendências ao serviço do capitalismo e dos revisionistas. Aqueles que pensam que o comunismo "fracassou" sempre se decepcionaram e certamente irão se decepcionar ainda muito mais. O tempo está provando a cada dia que a nossa doutrina é viva e omnipotente. Qualquer pessoa que avalia o trabalho de Estaline como um todo pode entender que o génio e espírito comunista desta personalidade marcante são raros no mundo moderno. A grande causa de Marx, Engels, Lenine e Estaline, a causa do socialismo e do comunismo é o futuro do mundo. Nós, comunistas Albaneses, temos aplicado com sucesso os ensinamentos de Estaline, em primeiro lugar, a fim de ter um Partido de aço, sempre fiel ao Marxismo-Leninismo, severo contra os inimigos de classe, e temos tomado muito cuidado para preservar a unidade do pensamento e acção do Partido e reforçar a unidade do Partido com o povo. Nós seguimos os ensinamentos de Estaline sobre a construção da indústria socialista e a colectivização da agricultura, e fizemos grandes sucessos. O nosso partido e as pessoas vão lutar pelo fortalecimento constante da estreita aliança da classe operária com o campesinato sob a liderança da classe trabalhadora. Nós nunca seremos enganados pela bajulação e truques de inimigos, sejam internos ou externos, mas continuaremos a luta de classes, tanto interna como externamente, e sempre vamos estar vigilantes para a sua actividade. Caso contrário, se não estivermos vigilantes, se não tivéssemos aplicado os ensinamentos de Marx, Engels, Lenine e Estaline fielmente, a Albânia teria afundado na lama do revisionismo moderno, não seria mais independente e socialista, e nela não existiria mais a ditadura do proletariado, mas antes a escravidão para com as potências imperialistas-revisionistas. O nosso partido e povo vão continuar o caminho de Karl Marx, Friedrich Engels, V1adimir Ulyanov Lenin e Joseph Estaline. As futuras gerações da Albânia socialista vão lealmente seguir a linha do seu partido amado. Os Albaneses, comunistas e patriotas sem partido, fazem a vénia em relação à memória do professor glorioso, Joseph Estaline. Por ocasião do centenário do seu nascimento, recordamos com devoção o homem que nos ajudou, que nos permitiu multiplicar as forças do nosso povo, que o partido fez dono do seu próprio destino. Para o acto da libertação e da construção do socialismo no nosso país também estamos em débito para com a ajuda internacionalista de Estaline. A sua experiência rica e muito valiosa nos guiou na nossa actividade. Neste ano jubilar, o nosso Partido está envolvido numa actividade ampla e contínua para tornar a vida gloriosa e a obra do grande Marxista-Leninista Joseph Estaline ainda mais conhecida. Toda a actividade do nosso partido, desde a sua fundação até os dias actuais, atesta o seu amor e respeito e lealdade para com a doutrina imortal dos nossos grandes clássicos e, portanto, às ideias de Joseph Estaline. E assim será no nosso país, geração após geração.

Eu, como militante do Partido, como um dos seus líderes, a quem o partido tem honrado enviando-me várias vezes para atender o camarada Estaline, para conversar com ele sobre os nossos problemas, a nossa situação e buscar o seu conselho e ajuda, tentei registar minhas lembranças dessas reuniões, como eu senti e vi o comportamento de Estaline para com o representante de um partido pequeno e de um povo como o nosso. Ao tornar essas memórias disponíveis para publicação, pretendo ajudar os nossos comunistas, as pessoas e os jovens a se familiarizarem com a figura do grande e imortal homem do trabalho. Neste glorioso aniversário, eu me curvo em devoção e lealdade ao partido e ao povo que me deu à luz, me criou e me temperou, e a Joseph Estaline, que me deu esses conselhos valiosos para a felicidade do meu povo e memórias indeléveis que guardo no meu coração e na minha mente. Para nós, Marxistas-Leninistas e para os inúmeros simpatizantes com os elevados ideais da classe trabalhadora em todo o mundo, este centenário deve servir para fortalecer a unidade de combate nas nossas fileiras.

Quando estamos convencidos de que estamos agindo correctamente, nós, comunistas Albaneses, vinculados com o nosso povo, como a carne ao osso, não nos rendemos nem mesmo perante a mais feroz tempestade. E estamos convencidos de que vamos resistir a qualquer tempestade, assim como o Partido Bolchevique e o Poder Soviético fizeram, assim como os grandes capitães da revolução, Lenine e Estaline, resistiram.”

As últimas frases do grande livro de Enver Hoxha foram as seguintes:

Vou sempre manter fresco e vívido na minha mente e coração como ele olhou naquele momento da tribuna do Congresso, como ele entusiasmou os nossos corações quando ele chamou os partidos comunistas dos países socialistas " brigadas de choque do movimento revolucionário mundial". Desde aqueles dias, prometemos que o Partido do Trabalho da Albânia manteria sempre o título de "brigada de choque" e que iria proteger os ensinamentos e instruções de Estaline como a menina dos seus olhos, como uma missão histórica, e que lideraria tudo de forma consistente. Repetimos este compromisso solene! Desde os dias da grande dor, quando o imortal Estaline nos foi levado, que estamos orgulhosos que o nosso Partido, como brigada de choque de Estaline, nunca voltou atrás na sua palavra, nunca foi e nunca será guiado por outra coisa senão pelos ensinamentos de Marx, Engels, Lenine e do discípulo e continuador consistente do seu trabalho, o nosso querido amigo, o glorioso líder Joseph Vissarionovich Estaline.”

 

Enver Hoxha participando na celebração

do centenário do camarada J. V. ESTALINE


No dia 1 de Maio de 1979, o dia internacional de luta do proletariado, o camarada Enver Hoxha estava na arquibancada e foi recebido pelas massas com forte entusiasmo: "Viva o camarada Enver Hoxha! Viva o Marxismo-Leninismo! Viva o Partido!" Os slogans foram principalmente relacionados com o 35º aniversário da libertação. Outros chamaram a atenção para o novo livro "O Imperialismo e a Revolução". De repente, um grupo de trabalhadores parou marchando na frente das arquibancadas e gritaram: "Abaixo o social-imperialismo Russo e Chinês". Alguns diplomatas do Tratado de Varsóvia e representantes do governo Chinês abandonaram a protestar as arquibancadas acompanhados pelo aplauso das massas.

 

Enver Hoxha saudando o 5º Congresso do Frente Democrática – Junho de 1979

4 de Junho - 6 de Junho de 1979, o 5º Congresso da Frente Democrática da Albânia começou e o camarada Enver Hoxha abriu o Congresso como Presidente do Conselho Geral da Frente Democrática da Albânia. O camarada Enver Hoxha fez o discurso de abertura e o discurso de encerramento. No centro do encontro esteve a celebração do 35º aniversário do dia da libertação da Albânia. Um dia antes, o seu artigo "A FRENTE DEMOCRÁTICA LIDERADA PELO PARTIDO É A GRANDE ORGANIZAÇÃO QUE REÚNE, ORGANIZA E EDUCA POLITICAMENTE AS MASSAS", foi publicado no jornal «Bashkimi», em 3 de Junho de 1979:

A voz e a obra dos grandes homens da Albânia, os seus veementes apelos foram: Albaneses uni-vos! Enquanto os gritos de nossos inimigos foram: Albaneses dividam-se! As grandes potências imperialistas sempre falaram neste idioma, pois desta forma elas seriam capazes de nos dominar e oprimir, seriam capazes de escravizar a nossa nação aos seus próprios interesses. Os estrangeiros e as pessoas dentro do país que semearam a divisão afirmaram que um pequeno país e um povo pequeno como o nosso não poderiam existir sem a ajuda de uma grande potência. Mas as pessoas de bem, que lutaram com a espada, a espingarda e a caneta, pensavam o contrário. E eles estavam correctos. Com a ideologia Marxista-Leninista que o inspirou e com o espírito progressista militante de seu próprio povo que o caracterizava, o partido lançou-se ao fogo pela causa mais sagrada, para levar a cabo a revolução a fim de alcançar os objectivos dos nossos grandes pais e avós que lutaram para ver a Albânia livre, independente e democrática. Neste período, a situação alterou-se. A Revolução Socialista de Outubro triunfou na União Soviética. O grande exemplo da União Soviética iluminou o caminho aos comunistas Albaneses, que mostraram ao nosso povo não apenas em palavras, mas também em obras, que a luta e o derramamento de sangue são o único caminho para a salvação: o caminho da unidade e da luta decidida contra os ocupantes estrangeiros que tinham pisado o nosso país, bem como contra os inimigos internos que colaboram com os estrangeiros.

O Comintern, a Terceira Internacional Comunista, que Lenine e Estaline lideraram aconselhou os comunistas Albaneses a encontrarem o caminho certo da luta, esse caminho que a ideologia Marxista-Leninista lhes mostrou. Ele ensinou-lhes a vincularem -se com a classe trabalhadora, para irem entre as massas do povo trabalhador, para ganharem força a partir deles, como Anteu, e nas condições concretas apropriadas criarem o seu partido comunista. Precisamente porque nós seguimos este caminho, nós, comunistas Albaneses triunfámos. A unidade do nosso povo foi temperada na luta de popa com os inimigos externos e internos que tentaram elevar e restabelecer o capitalismo. Com o fim da guerra, as potências imperialistas que, até ontem, eram aliadas na luta contra o fascismo, transformaram-se em inimigos perigosos que trabalhavam para derrubar o estado popular. No entanto, eles foram totalmente incapazes de conquistar o povo Albanês, a classe trabalhadora Albanesa, e o seu glorioso Partido do Trabalho.
A construção do socialismo e a instauração da ditadura do proletariado tornaram-se numa grande realidade na Albânia. A construção das bases do socialismo, de acordo com os ensinamentos de Lenine e Estaline começou. Os ensinamentos desses dois líderes do proletariado mundial ajudaram-nos na nossa estrada. Enquanto ele esteve vivo, o grande Estaline deu-nos toda a assistência possível. Os traidores revisionistas Krushchevistas e todos os traidores ao Marxismo-Leninismo em todo o mundo jogaram lama nele, mas eles não podem ofuscar a glória do seu nome. José Estaline, cujo centenário de nascimento celebraremos este ano, foi um grande Marxista-Leninista, um discípulo fiel de Marx, Engels e Lenine, foi o professor que iluminou os comunistas e o povo Albaneses e lhes deu força, e contribuiu para garantir que a nova Albânia iria avançar sem medo e orgulho e vencer todos os inimigos que ela viria a enfrentar. Inimigos externos e os inimigos internos, inimigos declarados e inimigos disfarçados estavam a surgir continuamente para dificultar o nosso curso. O Partido sabia como descobri-los um após o outro, expor as suas tramas contra o socialismo e a liberdade da Pátria e torná-los impotentes, porque era um partido da classe operária, um partido que seguiu fielmente o Marxismo-Leninismo, o partido que contou com as grandes massas do povo. Ainda há quem alegue que a Albânia existiu graças à ajuda da União Soviética e de outros países ex-socialistas, graças à ajuda dos Titoistas, quando é sabido que estes últimos não só não nos ajudaram, mas pelo contrário, roubaram-nos tudo o que podiam. Alega-se também que a Albânia existiu graças à ajuda dos Chineses! Este é uma outra mentira. Aceitámos os créditos que nos concederam, pensando que tinha a ver com os Marxistas-Leninistas, embora esses créditos não representem mais do que uma percentagem muito pequena dos investimentos que o nosso povo tenha feito.
Com os créditos fornecidos, os estados pseudo-socialistas, que foram expostos um após o outro, e nisto o Partido do Trabalho da Albânia tem desempenhado um papel importante, tinham objectivos imperialistas. Mas esses objectivos sinistros foram descobertos pelo Partido do Trabalho que pôs fim ao seu jogo e os denunciou. Não temos dívidas para com ninguém, temos reembolsado
​​os créditos que recebemos, e apenas algumas coisas ainda continuam a ser enviadas de volta para eles, portanto, eles que se calem. A sua «ajuda» tinha objectivos malignos. Através desta «ajuda» queriam fazer da Albânia a sua ferramenta, para torná-la numa neo-colónia. Mas eles não tiveram sucesso. O Partido do Trabalho da Albânia nunca traiu o seu próprio povo, a sua ideologia, o Marxismo-Leninismo e é por isso que triunfou.

Todas as pessoas honestas e progressistas de todo o mundo vêem na Albânia um exemplo vivo de que um pequeno povo, completamente cercado pelo capitalismo e a burguesia, se mantém inabalável, invencível e constrói o socialismo com as suas próprias forças. Numa altura em que a grande crise mundial do capitalismo tomou conta dos países imperialistas e social-imperialistas, quando os preços de todas as coisas necessárias para os povos estão subindo, quando milhões de trabalhadores são expulsos dos seus empregos, o nosso país está a construir o socialismo com sucesso. Aqui, uma indústria poderosa, uma agricultura avançada e uma cultura profundamente humana e pura estão a florescer e a desenvolver-se. A nossa cultura não serve apenas o progresso do país, mas também faz a sua própria contribuição para o grande tesouro da cultura mundial. O terramoto que nos atingiu algumas semanas atrás foi o terramoto mais pesado que já atingiu o nosso país. Aldeias inteiras foram destruídas. Vamos lidar com este dano com as nossas próprias forças. Em cinco meses, todas as aldeias devastadas serão reconstruídas mais bonitas do que eram, elas serão novas aldeias socialistas. A fim de expressar a sua gratidão ao partido para com o seu cuidado parental, os camponeses que sofreram danos no terramoto dizem: o Partido estava aqui connosco antes dos nossos vizinhos poderem chegar até aqui. Todos na Albânia se levantaram como um só homem para superar as dificuldades que foram criadas. Isto é o que ocorre sempre entre nós quando a necessidade surge. Um por todos e todos por um. Milhares de pessoas têm ido e dezenas de milhares de outros manifestaram o desejo de ir para o trabalho para liquidar as graves consequências que o terramoto causou aos nossos irmãos e irmãs nas zonas danificadas. Nas nossas estradas e caminhos-de-ferro vêem-se filas intermináveis ​​de camiões e trens transportando materiais de construção. Desde o primeiro dia, ás pessoas que sofreram essa calamidade, especialmente na região Norte: em Shkodra , Lezha , Mat , Mirdita , Kruja , Dibra , Puka e Tropoja nunca faltou nada. As pessoas foram alojadas em tendas a velocidade relâmpago e elas nunca encontraram dificuldade até mesmo para terem açúcar ou café, e muito menos para o pão, carne e vegetais das quais elas tinham suprimentos mais amplos do que antes.

O Partido ensina aos comunistas que eles devem permanecer, como sempre, na vanguarda de todos os trabalhos e de todos os esforços, e apresentar vigor e auto-sacrifício no desempenho de tarefas. Sendo membros da Frente Democrática da Albânia, eles devem estar entre os militantes mais destacados, mostrar maturidade política e modéstia nas suas atitudes, amar o povo e estar intimamente ligados com ele, preservar a unidade do Partido com o povo, fortalecer a organização da Frente e de todas as outras organizações de massas que são alavancas do Partido e animam e dão vitalidade e força à sua grande actividade e pensamento. Quanto mais as directrizes e os problemas que o Partido invoca forem discutidos na parte dianteira, mais críticas serão feitas contra o laxismo inadmissível, os hábitos nocivos que existam ou possam vir a surgir, as manifestações estranhas, o liberalismo e a burocracia; e assim na Albânia o socialismo será mais forte e mais estável, e também mais forte será a nossa Pátria.

A manifestação da unidade de aço massas-partido-estado foi a luta contra o terramoto catastrófico em 15 de Abril de 1979. Nos distritos de Shkodra, Lezha, Mirdita, Dibra, Kruja, Mati, Puka e Tropoja 35 pessoas morreram, 382 ficaram feridas, 17 122 casas em 551 aldeias e cidades de Shkroda, Lezha e Rreshen foram danificadas ou destruídas. 100 000 pessoas ficaram desabrigadas. O camarada Enver Hoxha desempenhou um papel de liderança em ajudar as pessoas acometidas pela tristeza. Por sua directiva foram tomadas todas as medidas necessárias e urgentes. Na sequência do convite do camarada Enver Hoxha toda a Albânia se levantou para remover os impactos do terramoto. A solidariedade socialista notável foi organizada e todas as forças do povo, e do partido se mobilizaram. Dentro de um tempo recorde de cinco meses a tarefa foi cumprida: foram reparados 14 522 habitações e outros edifícios. Foram construídas 2.441 novas casas e 165 apartamentos, bem como vários edifícios económicos e sociais, tais como escolas, creches, infantários, centros culturais, instituições de saúde. 47 km de fiação eléctrica foram reparados, e 44 km de tubulações de água foram colocados nas novas aldeias e áreas residenciais. Após a conclusão deste trabalho grande e complexo, todas as famílias afectadas puderam mudar para as casas novas ou reparadas. O Estado assumiu todos os custos. O partido e o estado entregaram a todos os agricultores novos conjuntos habitacionais como um presente pessoal. Eles não tiveram que pagar nenhum aluguer.

 

Enver Hoxha - cumprimentando o povo de Shkodra


após o terramoto em 1979



Enver Hoxha esteve pessoalmente entre as pessoas de Lezha e Shkodra a fim de estar ao lado delas, assim como ele sempre esteve ao seu lado na alegria e tristeza de cada vila e cidade e de cada casa Albanesa. Numa cerimónia de abertura da nova área residencial, o camarada Enver Hoxha fez um discurso e disse:


A conclusão da construção de hoje é uma alegria indescritível para todos os povos, para o partido e para mim. Em nenhum outro país do mundo as consequências de um desastre do terramoto foram eliminados tão rapidamente quanto na Albânia socialista. Somos um pequeno país e um pequeno povo. Mas o povo Albanês é caracterizado por uma grande força e coragem sem precedentes quando se trata de defender seu país e sua vida. O nosso povo nunca perdeu a coragem. Nos países onde a burguesia domina, dificilmente se preocupa com o povo atingido pelo terramoto. Os fundos infiltram-se em mãos corruptas e não chega às vítimas. Em contraste com todos os outros países, a Albânia demonstra grandes capacidades. O único estado dos proletários não admite rendas nem impostos. Isto, irmãos e irmãs, companheiros e amigos, é o socialismo, isto é a ditadura do proletariado, que é a vitória da revolução socialista sobre os inimigos capitalistas internos e externos. Esta é a linha do nosso Partido, que expressa a vontade e os interesses do povo e da pátria socialista. Durante muitos, muitos anos, a burguesia e os revisionistas do mundo estão tentando enganar, dizendo o oposto do que está acontecendo na Albânia. Eles caluniam tudo o que fizeram o povo Albanês e o PTA com o seu poder. Os fascistas devastaram o nosso país na Segunda Guerra Mundial e roubaram nossas riquezas. Eles não nos ajudaram na reconstrução nem pagaram pelos seus danos uma reparação póstuma. Nem os pedidos, nem a construção de torres e minaretes nos ajudou. Só o trabalho dos libertados da escravidão capitalista pode fazer milagres. Só a luta contra a reacção, contra o capitalismo, contra o revisionismo salva a humanidade. Em países onde o Estado capitalista domina, estão em toda parte greves, anarquia, a inflacção, a criminalidade, manifestações e confrontos com aqueles que sugam o sangue das pessoas. No nosso país socialista sucede algo totalmente diferente. Não há necessidade nem sofrimento. Não há desemprego, não há impostos, não há aumentos de preços nem inflacção. A educação e cuidados de saúde são gratuitos. As rendas de apartamentos são incrivelmente baixas para nós. Esses factos falam por si. Este belo país, fomos nós que o construímos e não os Titoistas, os revisionistas Soviéticos ou os revisionistas Chineses. Todo o mundo capitalista-revisionista tem mil vezes tentado nos difamar e prejudicar e nos escravizar. O que temos construído ninguém pode negar, nem o nosso maior inimigo.


Nós acendemos nos corações da geração mais jovem o exemplo dos nossos sentimentos imortais e populares mais puros de liberdade, independência, amor ao Partido do Trabalho da Albânia, ao Estado da ditadura do proletariado. Nós fazemos os nossos filhos flamejantes internacionalistas, que se preciso se lançam ao fogo a fim de sempre defender as fronteiras da pátria, a revolução proletária e as lutas anti-imperialistas de libertação nacional. Viva o partido! Viva o povo!


Em 5 de Julho de 1979, o camarada Enver Hoxha tomou a iniciativa no Bureau Político do PTA, que impõe nova minimização das diferenças entre a cidade e o campo. Particularmente, a situação das mulheres foi melhorada e também novos jardins-de-infância foram estabelecidos no campo. Numa reunião da Mesa Política, que teve lugar no dia 13 de Outubro de 1979, o camarada Enver Hoxha iniciou medidas para a melhoria da oferta e da exportação de recursos energéticos (petróleo, gás e carvão). Em 29 de Outubro de 1979, o camarada Enver Hoxha apresentou propostas importantes para a melhoria do trabalho dos sindicatos. Decisões foram tomadas pelo Secretariado do CC do PTA. Em Agosto de 1979, o artigo do camarada Enver Hoxha "O movimento Marxista - Leninista e a crise mundial do capitalismo" foi publicado:


Na minha opinião, nós Marxistas-Leninistas, a classe trabalhadora, os revolucionários e pessoas progressistas em todo o mundo devem tomar os maiores esforços para aumentar a superioridade das forças da revolução. Por quê? Porque o capitalismo, que está passando por grandes perturbações no momento possui meios poderosos e desenvolveu diversos modos de governo, acção, sabotagem e interrupções que impedem o avanço da revolução. Reverter a situação em favor da revolução... isto requer a criação de novos partidos Marxistas-Leninistas e o fortalecimento dos já existentes, é claro, aderindo firmemente aos ensinamentos de Marx e Lenine. Eles só são capazes de fazer uma análise detalhada da situação no país, a relação entre as classes, a força da classe trabalhadora, seus pontos fortes e fracos, bem como as formas e os métodos que a burguesia utiliza para subjugar os trabalhadores e as pessoas. Não nos esqueçamos de que, enquanto o capitalismo e os vários intervenientes no seu serviço estão em profunda crise, eles estão lutando para encontrar formas, meios e expedientes para confundir os Marxistas-Leninistas que estão a liderar a classe operária, para que eles não consigam fazer a classe consciente da necessidade de agir, mantendo-a sob o seu domínio. As ideias Marxistas-Leninistas absolutamente claras devem ser combinadas com acções, não podemos prosseguir a partir da ideia de que as acções devem ser realizadas somente quando as forças do partido são grandes ou capazes de enfrentar a máquina militar do imperialismo. Mas isso não deve ser tomado para significar que agora os comunistas devam lançar-se em acções aventureiras. Evitar o aventureirismo não deve impedir os comunistas de agir de uma maneira Marxista-Leninista. Nos pensamentos e nas acções, o lugar dos partidos Marxistas-Leninistas é sempre na vanguarda. E se os pensamentos devem ser combinados com acções, não devemos ir para a batalha sozinhos, mas á cabeça da classe operária e seus aliados. A fim de irmos para a batalha junto com eles é necessário penetrar nas fileiras. A classe trabalhadora, com o seu partido Marxista-Leninista á cabeça, deve ser capaz de entender quando o momento nacional adequado existe para organizar e avançar para a insurreição. Nesse sentido, são precisamente os Marxistas-Leninistas que devem ser os mais capazes, os mais bem acordados, os melhores organizadores a fim de se tornarem o factor subjectivo da liderança da revolução. De maneira nenhuma devemos proceder a partir da ideia de que as condições ainda não estão maduras para a revolução, ou que a revolução não pode eclodir nos países capitalistas desenvolvidos, portanto, temos que esperar que ela se desenvolva naqueles estados ou continentes em que a opressão, as formas e os métodos de exploração são supostamente diferentes daqueles nas metrópoles. A classe trabalhadora e os partidos Marxistas-Leninistas das metrópoles devem dar os povos de vários países grande ajuda, devem ajudar os seus movimentos revolucionários. O maior apoio e ajuda é tornar a vida impossível para o capitalismo monopolista e o capital estrangeiro, que colabora com o capital local para a opressão dos povos dos países coloniais e neo-coloniais. Portanto, os partidos Marxistas-Leninistas nos países capitalistas terão que trabalhar e lutar incansavelmente a fim de enfraquecer o capital monopolista internacional, as empresas multinacionais que oprimem e exploram os povos, e tornar a vida difícil para eles para que as pessoas ataquem sempre as ligações na cadeia capitalista que são mais fracas, ou seja, eles devem subir em revolta para tomar o poder e realizar reformas democráticas e, em seguida, estabelecer a ditadura do proletariado, a estrutura e superestrutura socialista. Em vários países capitalistas subdesenvolvidos hoje as pessoas estão ardendo na insurreição e revolução. Mas, embora os povos desses países se estejam a erguer, lutando e fazendo sacrifícios, os elementos da burguesia, unidos com o grande capital, ainda estão fazendo tudo o que podem através de inúmeros truques e intrigas para sufocar a insurreição ou transformá-la num movimento em seu favor, e, nesse caso, tal movimento serve apenas para eliminar essa ou aquela facção do cenário político a fim de levar ao poder uma outro clique capitalista mais moderada, mas que opera de acordo com o capital monopolista. Isto acontece, é claro, por causa da falta de clareza política e a falta de organização da classe trabalhadora. É um facto que de tempos em tempos, quando a crise atinge o seu clímax, as guerras parciais e, talvez, até mesmo a guerra mundial poderiam acontecer. Só a revolução na estrada Marxista-Leninista pode prevenir, evitar ou derrotar a guerra mundial. Caso contrário, as grandes contradições que existem entre as superpotências, entre as empresas multinacionais podem causá-la. Portanto, uma vez que entendemos este importante problema, desta forma, devemos fazer todos os esforços para derrotar os planos e acções que a burguesia e seus lacaios estão a fazer na preparação de uma guerra geral sangrenta. Esta apenas pode ser uma insurreição que é liderada pela classe trabalhadora que tem a doutrina Marxista-Leninista como seu guia. O terrorismo é a preparação preliminar para golpes militares fascistas da burguesia, que, em momentos de exacerbação da luta de classes, quando vê que não pode resistir á força e ao ataque das pessoas vai para a ofensiva, lança um golpe de Estado e a junta militar fascista assume o poder. Assim, o terrorismo é a preparação preliminar para o fascismo. Os teóricos anti-Marxistas condenam o terrorismo nas formas em que se manifesta hoje, mas eles não fazem distinção entre actos de terrorismo e as acções militantes no sentido de revolução que a classe trabalhadora, liderada por um partido Marxista-Leninista, tem de realizar. Ser contra a revolução, eles são contra qualquer acção, e o poder do Estado da burguesia e seus defensores sociais-democratas e revisionistas chamam qualquer acção, qualquer tentativa nessa direcção, e qualquer organização militar da classe trabalhadora liderada pelo partido Marxista-Leninista como um acto terrorista. De facto, os revisionistas votam a favor do reforço da polícia e dos órgãos de segurança a fim de combater o terrorismo e anarquismo. Isso significa permitir que a burguesia tenha uma mão livre para atacar qualquer forma de organização e luta da classe operária e sua vanguarda para libertar-se do jugo do capitalismo. Se não entendermos esta situação correctamente, se equipararmos a acção revolucionária com o terrorismo e anarquismo, então será impossível para a revolução avançar e a classe trabalhadora permanecerá para sempre à mercê do capital, sob a opressão das leis de burguesia, e, como consequência, vão frustrar-se todos os seus esforços para se libertar da escravidão. Os novos partidos Marxistas-Leninistas não podem contentar-se apenas com a publicação de um jornal ou revista, o que, naturalmente, têm circulação muito limitada. Estes meios de propaganda tem a sua própria importância, mas muitas vezes eles não conseguem produzir o efeito desejado entre as massas, e muito menos penetrar e organizar o trabalho dentro de grandes grupos de massas. Tanto as normas Marxistas-Leninistas que organizam, temperam e fazem o partido coerente e militante, e a sua penetração, organização e luta no interior dos sindicatos ou outras associações da classe operária são questões de grande importância para a revolução. Os partidos Marxistas-Leninistas, especialmente na Europa, não devem permanecer espectadores por trás da barricada em que a classe trabalhadora está lutando. Claro, o trabalho legal deve ser realizado, mas em paralelo com este trabalho o partido deve criar a sua força clandestina que irá dirigir o trabalho legal. É absolutamente essencial que as exposições do revisionismo e seus partidos, com suas formas, métodos e políticas deva ser feita, embora não somente através de artigos de jornal e discursos, mas deve ser acompanhada de acções para que o proletariado veja claramente a distinção entre o seu partido Marxista-Leninista e os partidos revisionistas e social-democratas, não apenas os seus objectivos políticos e ideológicos diferentes, mas especialmente porque o partido do proletariado luta para colocar seus objectivos em prática e, assim, ele vai reforçar as suas fileiras com tais elementos, admiti-los como membros do partido. Somente através desse trabalho é que os partidos Marxistas-Leninistas nos países capitalistas podem ter a certeza de que suas fileiras serão aumentadas com pessoas convictas e disciplinadas, leais ao Marxismo-Leninismo, preparadas para a revolução através da violência e não através de reformas. É nosso dever ensinar os membros do partido e os elementos da classe trabalhadora que se mobilizam em torno de si para fazer pequenos sacrifícios enquanto se preparavam para grandes sacrifícios, até dar a vida em todas as frentes de luta contra a burguesia que estão sendo travadas e que serão travadas no futuro. Neste sentido, o objectivo dos partidos Marxistas-Leninistas que militam nos países capitalistas é estar nas barricadas, os partidos devem capturar fábricas, devem enfrentar as forças da ordem e os partidos que apresentem as leis, regulamentos e fórmulas que a reacção criou. Os momentos importantes através dos quais o mundo capitalista está passando no momento, os momentos de grande crise, são objectivamente muito apropriados para lançar ataques sobre o capital nos seus pontos fracos. Cabe a nós, Marxistas-Leninistas, entender essas fraquezas cuidadosamente para que a luta e a resistência sejam desenvolvidas tanto nos países capitalistas desenvolvidos como nos países atrasados. A responsabilidade recai sobre os partidos Marxistas-Leninistas dos países desenvolvidos para provar-se à altura das suas tarefas e dar o exemplo aos partidos Marxistas-Leninistas ou aos elementos revolucionários dos países atrasados.

Neste momento, podemos dizer que as massas trabalhadoras e elementos progressistas dos países economicamente mais atrasados, que sofrem a opressão do capital, estão mais na linha da frente, mais activos, mais militantes do que nos países capitalistas desenvolvidos e embora não haja Marxistas-Leninistas lá, eles provaram sua superioridade através da realização de actividades militantes contra a opressão interna e a interferência externa. A conclusão ressalta que as metrópoles continuam a oprimir os países neo-coloniais subdesenvolvidos e, logicamente, que os partidos Marxistas-Leninistas em alguns países opressores não estão reagindo com a força revolucionária necessária para evitar esta opressão. Pode-se observar que a solidariedade internacionalista necessária com os povos progressistas que estão em revolta contra o duplo jugo do capital estrangeiro e local não existe nesses países. Este é um grande problema que deve abranger todos os Marxistas-Leninistas, e, em primeiro lugar, os partidos Marxistas-Leninistas nos países governados pelo capital. Onde quer que a burguesia capitalista opera, ela está lutando com todas as forças para lidar com a terrível crise económica, e que, longe de diminuir está se tornando mais profunda, descarregando as suas consequências sobre os ombros das massas. A crise energética, a crise financeira, os preços de montagem, a inflação, o desemprego e o terrorismo que a cada dia está assumindo proporções alarmantes estão despertando a desconfiança das grandes massas do povo para com os regimes vigentes, mas, ao mesmo tempo, elas assustam as camadas médias da população, obscurecem a sua visão do futuro, das formas e meios para escapar da crise, isto é, do regime que deu origem a todos estes males. Precisamente aqui e em oposição a esta situação, o ônus recai sobre nós Marxistas-Leninistas e os nossos partidos para lutar contra a corrente contrária, para encontrar as formas, meios e formas de mobilizar as massas. Se as massas trabalhadoras, os partidos Marxistas-Leninistas e os povos progressistas não conseguem entender que a ditadura fascista vem como resultado da difícil situação que o poder do capital está passando e que, mais cedo ou mais tarde, o fascismo será estabelecido, porque a crise vai continuar uma vez que o capitalismo vai se esforçar para proteger seu lucro à custa das massas trabalhadoras que se tornarão cada vez mais empobrecidas. Eles estão desarmados porque eles não entendem o porquê de tal coisa e não lutam contra ela, essas massas aceitarão a escravidão de um círculo fascista, pensando que vai ser um caminho para sair da crise. Na verdade, não é uma saída para a classe trabalhadora e as pessoas que trabalham, porque o fascismo representa a ditadura mais feroz do capital, que vai oprimir as massas dos povos ainda mais do que ele está fazendo hoje. Ele é o último recurso da exploração do capital. A nossa teoria Marxista-Leninista nos ensina: Toda a actividade revolucionária deve ser guiada pela teoria revolucionária Marxista-Leninista, que o partido Marxista-Leninista defende e aplica fielmente. O objectivo de todo o movimento revolucionário genuíno deve ser o de estabelecer a hegemonia da classe trabalhadora. Os Marxistas-Leninistas actuam em duas direcções paralelas: tanto contra o regime no poder, contra os partidos burgueses, seja social-democratas, socialistas ou revisionista, e, ao mesmo tempo, também, contra o terrorismo. Os inimigos devem ser atacados em todas as frentes em unidade com as massas, de outro modo o sucesso não pode ser alcançado. Para fazer isso, requeremos uma organização forte, coragem e muitos sacrifícios dos nossos partidos Marxistas-Leninistas. As tarefas que surgem para nós Marxistas-Leninistas nessas situações são, certamente, muito grandes e muito difíceis, porque nossos inimigos são numerosos, altamente organizados e muito poderosos. Estas tarefas tornam-se ainda maior e mais difíceis para os partidos Marxistas-Leninistas que militam nos países capitalistas. Mas a compreensão profunda e correcta do Marxismo-Leninismo, o guia infalível que nos orienta em cada passo da nossa vida e da linha ideológica, bem como no campo organizacional, a coordenação eficaz da actividade ilegal com a actividade legal, a selecção de aliados e alianças confiáveis tornarão a nossa luta e a superação de dificuldades mais fáceis e nos levará à vitória sobre os inimigos burgueses-revisionistas.


No dia 8 de Setembro de 1979, o camarada Enver Hoxha teve uma conversa com João Amazonas do Brasil:

A EXPERIÊNCIA DOS PARTIDOS MARXISTAS-LENINISTAS DEVE SER ESTUDADA E UTILIZADA PARA FORTALECER A NOSSA LUTA COMUM



 

Hysni Kapo

1915 - 1979



Em 23 de Setembro de 1979, o mais próximo companheiro e amigo de Enver Hoxha morreu – o camarada Hysni Kapo. Ele foi um dos melhores líderes do partido, e todos nós sabemos que ele nunca iria se tornar um renegado como Ramiz Alia. Estamos totalmente convencidos de que o camarada Hysni Kapo seria a melhor escolha para a defesa e a liderança da Albânia socialista contra o cerco capitalista-revisionista depois da morte do camarada Enver Hoxha. Infelizmente, Hysni Kapo tinha morrido antes do camarada Enver Hoxha. O camarada Hysni Kapo, este grande internacionalista proletário, foi uma grande perda para o povo Albanês e para todo o proletariado revolucionário mundial e é tão insubstituível como o camarada Enver Hoxha. Aqui vamos publicar uma carta do camarada Enver Hoxha que foi enviada para Hysni Kapo no 30 de Julho de 1978:
Carta ao Camarada Hysni Kapo.


 

 

Hysni Kapo e Enver Hoxha em 1975




Qemal Stafa Stadium

 

Em 29 de Novembro de 1979, a camarada Enver Hoxha participou nas celebrações por ocasião do 35º aniversário da libertação da pátria e da vitória da revolução do povo.

Também delegações dos partidos Marxistas-Leninistas, delegações de sindicalistas revolucionários estrangeiros, delegações de mulheres estrangeiras e organizações de juventude e delegações do Kosovo estavam presentes.

 

Enver Hoxha - 1979

 

De 22 de Novembro a 23 de Novembro de 1979 - no quadro do 35 º aniversário – foi realizada uma reunião científica sobre o tema: “Problemas da construção do socialismo na Albânia", na Universidade de Tirana e na Escola do Partido "Lenine" Além disso, o camarada Enver Hoxha participou na conferência científica. As delegações dos partidos irmãos também foram convidadas e revelaram-se participantes activos. Em Novembro de 1979, o camarada Enver Hoxha enviou uma mensagem de saudação em nome do CC do PTA por ocasião do 3º Congresso do Partido Comunista de Espanha / Marxista-Leninista, e também para o Partido Comunista do Japão (à esquerda), por ocasião das comemorações da fundação. Em 27 de Novembro de 1979, ele também enviou um telegrama ao CC do PC Brasil por ocasião da morte prematura do camarada Diógenes Arruda que lutou por quase 50 anos como um lutador resoluto, corajoso e honesto pelos ideais da revolução e pelo Marxismo-Leninismo. No dia 21 de Dezembro de 1979, Enver Hoxha escreveu uma carta sobre as medidas de punições para os comunistas que fizeram erros. Nesta carta, o camarada Enver Hoxha apontou que aumentar a vigilância que não deve misturar-se com sectarismo e formalismo. Para melhorar o cumprimento das normas e regras do partido fez propostas educacionais para análises completas de comportamento errático, debate sério nas unidades de base do partido e correcções com a ajuda do colectivo.

 

O camarada Ernst Aust com o camarada Enver Hoxha


Em 30 de Novembro de 1979, a camarada Enver Hoxha encontrou-se com o camarada Ernst Aust - o fundador e líder do Partido Comunista da Alemanha / Marxista-Leninista [fundado em 1968 - Secção Alemã do Comintern (EH)]:

SOMENTE SOB A LIDERANÇA DE UM PARTIDO MARXISTA-LENINISTA GENUÍNO É QUE OS OBJECTIVOS PODEM SER ATINGIDOS

30 de Novembro de 1979

Primeiro que tudo, eu quero agradecer-lhe muito sinceramente por ter vindo ao nosso país e pela sua participação nesta celebração tão importante para o nosso povo e o nosso Partido, o 35º aniversário da libertação da Albânia socialista. Você já esteve aqui noutras ocasiões, também, e conhece o nosso país e o nosso Partido, sabendo também dos sentimentos que nutrimos por você.

Nesta reunião, eu gostaria de discutir uma série de problemas que nós pensamos que são de interesse tanto para você quanto para nós. Quanto mais fortes os Marxistas-Leninistas são, mais monolíticos são, com actividade extensa e sempre com uma linha clara. Com a luta do dia-a-dia, o proletariado aqui na Europa vai assumir uma cor política e essência revolucionárias. As greves, manifestações e reivindicações dos proletários Europeus, que estão ocorrendo nos momentos de grande crise pela qual o imperialismo e o capitalismo mundial estão passando, vão cada vez mais assumir um carácter político.

Assim, as condições exigem que devemos trabalhar dentro dos sindicatos existentes, mas também devemos trabalhar para estabelecer os nossos próprios sindicatos que devemos defender e usar como arma política contra o capital e os dirigentes sindicais; devemos defender os direitos económicos que a classe trabalhadora tem ganho através da luta, mas também devemos lutar pelos verdadeiros direitos dos trabalhadores, isto é, pelos seus direitos políticos.

Nesta ocasião, gostaria de salientar que para nós, Marxistas-Leninistas, a revolução já começou, é um processo em desenvolvimento, e portanto devemos levá-lo até ao fim. A questão fundamental desta revolução é a tomada do poder do Estado pelo proletariado pela força, pela violência, porque a burguesia capitalista que detém o poder do Estado não o abandona voluntariamente ou através de reformas.

O capitalismo mundial, a social-democracia e o revisionismo moderno sempre lutaram, distorceram e deturparam o internacionalismo proletário, a colaboração dos comunistas e a unidade de pensamento e acção dos partidos comunistas e operários. Sobre nós, os partidos Marxistas-Leninistas, recai a tarefa urgente de colocar todas estas coisas no caminho certo.

Primeiro que tudo, precisamos de reuniões para troca de experiências, para coordenar as acções principais para uma determinada situação, precisamos de reuniões de carácter militante no qual prevaleça a unidade, e não reuniões a fim de discutir e dividir. Na nossa opinião, estas reuniões, seja bilaterais, trilaterais e multilaterais, ou geral, são determinadas pelas necessidades objectivas da luta, pela necessidade de troca de experiências e para consultas especiais sobre os problemas relacionados com o que todos nós enfrentamos. O nosso partido claramente definiu este ponto de vista no seu sétimo congresso. Agora eu coloco outra pergunta. Se olharmos para o estado actual dos partidos comunistas (Marxistas-Leninistas) da Europa, juntamente com os bons resultados alcançados no seu fortalecimento, parece-nos que alguns deles são novos, ainda não estão devidamente consolidados politicamente, ideologicamente e organizacionalmente. Os nossos problemas comuns aqui, na velha Europa, são capitais, mas são problemas não só da Europa, mas do mundo inteiro, de todos os povos, porque nenhuma parte do mundo, nenhuma classe, nenhum partido, independentemente da sua natureza e da ideologia em que se baseia, pode isolar-se dos eventos que estão ocorrendo em todo o globo ou deixar de tomar parte nesta luta complicada. A superestrutura desses estados responde a essa estrutura. Em todos os países capitalistas da Europa, o fascismo disfarçado tem as suas próprias formas e forças da organização, a social-democracia tem os seus inúmeros partidos e o revisionismo moderno também os tem. Os inimigos esforçam-se para manter a divisão do proletariado Europeu e todos nós, Marxistas-Leninistas, podemos ver isso. É por isso que a burguesia, o capitalismo, o revisionismo e a social-democracia pervertem, distorcem, lutam contra e negam o Marxismo-Leninismo. A unidade é o problema fundamental dos nossos partidos Marxistas-Leninistas, do lema que sempre foi e ainda é: "Proletários de todos os países, uni-vos!” Isto é conseguido quando é dada atenção também ao slogan: “Proletários de um país uni-vos!” Nós, Marxistas-Leninistas, somos contra o terrorismo e contra o anarquismo, tanto em teoria como na prática. No entanto, estamos a preparar a revolução, portanto, somos obrigados a chegar às vias de facto com o exército da burguesia. Por esta razão, a burguesia já está preparando o terreno e doutrinando as massas psicologicamente para criar a impressão de que nós, os comunistas e proletários que se levantam na insurreição contra o sistema de opressão e exploração, são supostamente terroristas, anarquistas, assassinos e assaltantes de bancos, rotulando-nos ainda com outros epítetos que são perfeitamente adequados para grupos terroristas e anarquistas, mas que não o são de forma adequada para os comunistas. É o sistema capitalista que cria esses gangues, que provoca a degeneração dos seus membros e os encoraja a operar com e sob rótulos pseudo-revolucionários, pseudo-proletários e pseudo-comunistas. Este é o exército do fascismo com o qual o proletariado entrou em conflito e vai sempre colidir quando ele se ergue na luta revolucionária. Esses gangues são os aparelhos auxiliares do exército, da polícia e de todos os órgãos de coerção da burguesia. Portanto, é uma tarefa primordial dos nossos partidos comunistas (Marxistas-Leninistas) educar e treinar o proletariado e as massas dia-a-dia ao envolvê-las em acções menores e, em seguida, em acções maiores contra a burguesia e as diversas formas de opressão que emprega, especialmente contra o exército e os outros meios de opressão da ordem capitalista. A essência da nossa luta é fazer com que o soldado, filho do povo, se torne numa pessoa política e não num autómato, mas que conscientemente sabote as ordens, disciplina e armamentos do exército, corroa o poder da casta de oficiais reaccionários, se recuse a abrir fogo sobre o povo e, no momento culminante, vire as suas armas contra o sistema, contra os seus superiores, e se junte aos rebeldes. Devemos sabotar a guerra imperialista. Isto é feito através da preparação das massas e da coordenação da luta contra a estrutura e superestrutura capitalista para sabotar o exército da burguesia. O partido Marxista-Leninista transforma a guerra imperialista em guerra civil. Isto é o que o Marxismo-Leninismo nos ensina, juntamente com as formas e os meios que devem ser encontrados para que possamos desenvolver e concretizar esta grande lição na prática. Isto só será alcançado quando prepararmos o soldado para tal acção, quando ele entende esta acção e está consciente da sua importância, quando ele sabota as plantas e depósitos de munições e a infra-estrutura do exército burguês e quando, ao mesmo tempo, apoia o partido Marxista-Leninista através da luta e no decorrer da luta organiza o exército do povo armado e, á cabeça do proletariado, lança ataques directos para derrubar o poder da burguesia e colocar o poder nas mãos do povo, que é o principal objectivo da revolução. Assim, cabe à classe operária em aliança com o campesinato e outras camadas exploradas, sob a liderança do seu próprio partido comunista Marxista-Leninista, realizar a revolução e tomar o poder nas suas próprias mãos. Só um verdadeiro partido Marxista-Leninista é capaz de estudar e compreender esses grandes e importantes problemas correctamente, para organizar a luta, a revolução, e atingir os objectivos que a história tem para o proletariado e para o partido como a principal força e direcção do proletariado. Pensamos que só um partido de tipo Leninista-Estalinista pode levar a revolução proletária até á sua conclusão bem-sucedida e construir uma nova sociedade, o socialismo e o comunismo. A revolução proletária exige a disciplina proletária de ferro. Portanto, o partido de vanguarda da classe operária é caracterizado pela unidade de pensamento e acção revolucionários Marxistas-Leninistas. Deve haver apenas uma linha e não duas num partido Marxista-Leninista. No partido há verdadeira democracia dentro dos princípios e normas estabelecidas, há discussão aberta e construtiva na qual várias opiniões podem existir sobre vários problemas, há uma verdadeira camaradagem Marxista-Leninista e amor comunista sincero uns pelos outros. A burocracia, o liberalismo e o sectarismo são combatidos, sempre dentro dessas normas, e o culto dos indivíduos, o favoritismo e outros males e ressacas herdados da sociedade burguesa-capitalista são combatidos. O período pelo qual estamos passando é glorioso e revolucionário, mas também difícil para os nossos partidos. A nossa luta deve ser travada com as fileiras cerradas para que nós não nos deixemos infiltrar pelo inimigo, seja através de agentes e de provocadores, seja ideologicamente, a fim de nos dividir. O «pensamento Mao Zedong» é uma dessas armas que está a ser empregue no presente para este fim. Não devemos entender o problema do trabalho ilegal de uma forma sectária e fechar-nos isoladamente, negligenciando todas as formas de luta que a «legalidade» permite, embora não devemos esquecer que essa legalidade é efémera. O trabalho legal do partido é conhecido pelo inimigo enquanto que o seu trabalho ilegal, que é combinado com e orienta o trabalho legal, não deve ser conhecido pelo inimigo. A luta legal deve, sem falta, alcançar certos limites, certos resultados que servem à revolução, criar os factores objectivos para isso, preparar os ataques em massa em larga escala contra o sistema capitalista opressor e o seu estado. Temos que lutar juntos, ombro a ombro, com fileiras cerradas e a ajudar-nos uns aos outros tanto quanto pudermos. Nós, Marxistas-Leninistas no poder, iremos ajudar-vos na vossa luta revolucionária. Por outro lado, vocês ajudam a Albânia socialista onde o Partido do Trabalho está no poder, onde a ditadura do proletariado foi estabelecida e a nova sociedade socialista está a ser construída com sucesso de acordo com os ensinamentos de Marx, Engels, Lenine e Estaline. Enfatizamos a luta contra os vários tipos de revisionismo moderno, porque esta é a variante mais recente e menos desmascarada da social-democracia no período do imperialismo, do capitalismo em decadência, no período das revoluções anti-imperialistas e das revoluções proletárias. Em essência, os vários tipos de revisionismo moderno tem os mesmos pontos de vista ideológicos e os mesmos objectivos:

- A rejeição da teoria Marxista-Leninista como uma teoria supostamente inadequada para os nossos tempos;
- A rejeição da revolução e da tomada do poder através da violência;

- A integração do capitalismo no «socialismo», através de reformas pluralistas e defendendo a colaboração, harmonia e coexistência de classes e suas ideologias;

- A preservação das estruturas estatais capitalistas existentes, bem como das crenças supersticiosas ao aceitar apenas algumas mudanças formais menores.
Embora o policentrismo de Togliatti tenha sido alcançado em geral, não haverá mais divisões e fragmentação. Hoje, vemos uma série de variantes do revisionismo moderno:


1. O revisionismo contemporâneo Soviético que «domina» uma série de partidos revisionistas dentro da sua esfera de influência que, em geral, são os antigos partidos comunistas. Este agrupamento revisionista disfarça-se com o Leninismo, mas combate-o como teoria e como prática revolucionária. Os partidos deste grupo revisionista operacional nos países capitalistas estão na oposição, mas eles também estão a fazer esforços para participar nos governos capitalistas dos seus próprios países. A sua demagogia é muito perigosa.


2. «Eurocomunismo», que é realizado pelos partidos revisionistas Espanhol, Francês e Italiano, bem como outros que abertamente rejeitam a teoria Marxista-Leninista e a ideia da revolução, defendem o parlamentarismo, o pluralismo, o reformismo na teoria e na estrutura, rejeitam a luta de classes, pregam a paz de classes, lutam pela participação nos governos capitalistas e pela colaboração legal com o capitalismo integrando-se na sua estrutura e superestrutura.


3. O revisionismo Chinês com o «pensamento Mao Zedong» como uma teoria pseudo- Marxista, eclética, Boukharinista, revisionista, oportunista, com tendências para a hegemonia mundial, tanto na ideologia como na política. Apesar de não estar bem cristalizado, o «pensamento Mao Zedong» é uma teoria da burguesia Chinesa em desenvolvimento, que tem tendências agressivas, belicistas, social-imperialistas. Esta teoria pseudo-Marxista rejeita o Marxismo-Leninismo enquanto se disfarça como uma teoria da revolução, e do mesmo modo ela tenta disfarçar a luta que o revisionismo Chinês está travando pela hegemonia mundial e pelo neo-colonialismo, rejeita a luta de classes, e tem um pronunciado Asiático mas também de carácter mundial abertamente contra o internacionalismo proletário.


4. O Titoismo, uma corrente revisionista que opera sem disfarce contra o Marxismo-Leninismo, coloca-se abertamente ao serviço do capitalismo mundial, é o construtor de uma estrutura pseudo-socialista, anarco-sindicalista com todas as características anti- socialistas e anti-Marxistas-Leninistas. O Titoismo é um amigo e defensor dos «Eurocomunistas» e está tentando tornar-se no seu líder, mas sem sucesso. Esta corrente também está fazendo esforços para influenciar a China, para a colocar com mais firmeza no curso capitalista, e essa influência começou a ter efeito em várias direcções embora a China pretenda criar e esteja criando o seu sistema capitalista á sua própria maneira.


5. Várias correntes ecléticas, socio-supersticiosas, socio-burguesas, anti-Marxistas que aparecem continuamente como cogumelos após a chuva. Os nossos partidos devem ter em mente que essas variantes revisionistas, que estão todas no ataque contra o socialismo e a revolução, também têm as suas teorias com as quais querem manipular as massas dentro do país e fora dele, no plano internacional. As teorias dos «três mundos», «os não -alinhados», «o mundo em desenvolvimento», ou teorias como a que afirma que «o socialismo está a ser construído em todos os lugares» são o ópio dos povos, são teorias antipopulares que estão surgindo como uma reacção á situação anti-imperialista e servem precisamente para proteger o sistema capitalista dos ataques das massas, para dificultar o movimento anti-imperialista e a luta dos povos. Na nossa luta fundamental, na nossa estratégia e táctica, na nossa luta e actividade diária devemos sempre tomar todas as acções dos nossos inimigos em conta e desmascará-los abertamente e sem descanso. É por esta razão que devemos temperar o nosso partido todos os dias, que devemos armá-lo com a nossa teoria Marxista-Leninista e devemos salvaguardar e fortalecer a unidade ideológica Marxista-Leninista do partido. Somente assim podemos e vamos encontrar o caminho mais correcto na nossa luta complicada mas gloriosa, porque esta é a grande luta pela libertação dos povos da escravidão capitalista, a luta pelo triunfo da revolução proletária em todos os continentes.”

 

 

"Obras Escolhidas"

VOLUME VI
(1980 - 1984)

 

 

 

1980

Nos dias 14 e 15 de Janeiro de 1980 o 7º Plenário do CC do PTA reuniu-se liderado pelo camarada Enver Hoxha. Foi apresentado um relatório sobre a questão: "Etapas do desenvolvimento socialista do país e as perspectivas actuais da melhoria da administração da organização do trabalho científico do partido." Após discussão, o relatório foi aprovado por unanimidade. 35 anos de poder do povo - são 35 anos de esforços do povo Albanês pela construção e consolidação da ordem socialista. Nestes 35 anos, o sonho do socialismo foi transformado em realidade. A revolução socialista na Albânia não seguiu um "ziguezague" ou foi jogada para trás. A revolução socialista na Albânia avançou sempre com sucesso e ininterruptamente. Esta é uma característica especial da revolução socialista Albanesa. O camarada Enver Hoxha guiou através da implementação dos princípios do Marxismo-Leninismo. Ele era o líder do partido por quem o socialismo na Albânia se tornou invencível. O camarada Enver Hoxha mostrou ao mundo, tanto em teoria e prática: se as forças revolucionárias se basearem na teoria científica, se aplicarem correctamente o Marxismo-Leninismo às condições particulares do seu país, então elas vão encontrar o caminho correcto para o socialismo. O pensamento teórico do camarada Enver Hoxha foi um grande contributo para a defesa e desenvolvimento do Marxismo-Leninismo, tanto á escala nacional como internacional. É uma arma forte nas mãos do partido e das massas para lutar em direcção ao comunismo. É uma fonte inesgotável de entusiasmo para as pessoas e todo o mundo revolucionário. As experiências bem sucedidas de 35 anos de socialismo florescente foram reflectidas nas grandes obras do camarada Enver Hoxha. Após o 7º Congresso do PTA, as relações de produção estiveram em sintonia com o rápido crescimento das forças produtivas realizadas pela dura luta de classes. A Albânia desenvolveu plenamente a sociedade socialista sem quaisquer créditos externos apesar do agravante cerco capitalista-revisionista. A consciência socialista da classe operária e dos trabalhadores chegaram a um nível mais elevado. O desenvolvimento da economia, educação e defesa do país exigia novos métodos progressivos em ciência e tecnologia. Todo o esforço e trabalho do PTA e do Estado Albanês foram concentrados para desenvolver um novo padrão mais elevado da ciência. O camarada Enver Hoxha disse que as consequências seriam muito perigosas para a sociedade socialista se as leis do materialismo dialéctico e histórico fossem violadas, se os princípios Marxistas-Leninistas da economia política fossem ignorados, e se as leis da ciência natural fossem negligenciadas. Cada menor irregularidade pode se tornar irreparável. Portanto, o camarada Enver Hoxha lutou contra o subjectivismo e voluntarismo, especialmente dentro dos principais órgãos do partido e do Estado. Todas estas questões importantes foram discutidas sob a liderança do camarada Enver Hoxha nos 7º e 8º Plenários do CC do PTA (Janeiro a Junho de 1980).


No dia do 8º Plenário do CC do PTA, o camarada Enver Hoxha declarou:

O progresso do país está inseparavelmente ligado com o desenvolvimento da ciência e da tecnologia. A ciência e a tecnologia têm feito progressos e são desenvolvidas directamente ao serviço das necessidades da produção e da vida social, já que esta, por sua vez sempre promoveu o desenvolvimento da ciência e da tecnologia.
Nosso país é o único país que constrói com sucesso a sociedade verdadeiramente socialista, em condições históricas específicas, rodeado pelo mundo capitalista -revisionista e sem receber ajuda financeira ou empréstimos do exterior. Este não é o caso nos outros estados, não só nos pequenos, mas também nos grandes capitalistas e revisionistas, onde a ciência e a tecnologia são usadas para explorar as grandes massas trabalhadoras e suprimi-las para alcançar seus alvos de assalto. Em nosso país, preparamos as grandes tarefas do 7º Plano Quinquenal. Nós vamos resolvê-lo e executá-lo totalmente por nossas próprias forças. Exactamente essas condições são as que levam o Politburo a discutir os problemas da ciência e da pesquisa científica.
A prática da sociedade é a fonte do desenvolvimento das ciências e do critério, o que confirma a justeza de suas teses. O seu desenvolvimento é sempre baseado no materialismo dialéctico e histórico. O desenvolvimento e multiplicação de conhecimento leva à especialização. E a especialização requer o mais próximo possível a cooperação entre as várias disciplinas científicas, distribuidoras de pesquisa e técnicas diferentes. A ciência não poderia esclarecer muitas coisas e fenómenos na explicação harmoniosa do mundo se eles não revelassem as conexões entre eles. Nenhuma ciência pode, portanto, ser estudada, aplicada e ser desenvolvida se os seus problemas e os métodos não são vistos em relação aos de outras ciências. Sob as condições do nosso país, é necessário para nós insistir na aplicação. Empirismo e academismo na actividade científica devem ser combatidos. Os cientistas devem proceder a partir do princípio de que os dados teóricos e experimentais só podem ser recolhidos para a ciência se eles estão logicamente ligados. A revolução socialista dá à ciência uma forte influência. Sabe-se que o desenvolvimento da ciência prosperou na revolução democrático-burguesa francesa, mas a grande Revolução Socialista de Outubro sob a liderança de Lenine e Estaline deu á ciência um estímulo colossal. Com a vitória da revolução do povo e da construção do socialismo, a ciência experimentou uma forte recuperação. É um facto inegável que, nas condições do socialismo, a doutrina Marxista-Leninista pode ser melhor defendida, os pontos de vista e práticas burguesas e revisionistas podem ser desmascarados mais profundamente e a velha história gloriosa do nosso povo poderia ser explorada mais profundamente. As ciências têm desempenhado um papel importante na educação comunista e na melhoria das relações de produção e superestrutura social. Temos que fazer mais esforços e precisamos de mais coragem, mais segurança e abordagem metódica para a aquisição e aplicação da ciência. Caso contrário, o progresso será baixo e não atenderá às grandes e crescentes necessidades do país.

Lenine nos ensinou: "Temos de aprender... e, em seguida, fazer com que a aprendizagem não permaneça letra morta ou um slogan na moda (e devemos admitir com toda a franqueza que isso acontece muitas vezes), que a aprendizagem deve realmente tornar-se parte de nosso próprio ser, que ela deve realmente e totalmente tornar-se um elemento constitutivo da nossa vida social. Em suma, não devemos fazer as exigências que são feitas por burgueses da Europa Ocidental, mas exigir um ajuste apropriado para um país que tem a intenção de tornar-se num país socialista." (Lenine, Volume 33, página 489)

A revolução do trabalho científico na produção, engenharia, tecnologia é exigida.
A Grande Revolução Socialista de Outubro, que foi liderada por Lenine e Estaline sobre a base dos ensinamentos de Marx e Engels é conhecida em todo o mundo. Portanto, todos falam dela - bem ou mal - no entanto, a nossa revolução é relativamente pouco conhecida. A grande maioria das pessoas no mundo sabem que há uma Albânia socialista que é firme e tem a sua própria linha. Eles perguntam:
"Como isso é possível, como pode a Albânia ser tão firme?” É a tarefa das nossas ciências sociais explicar os factores objectivos de nossa revolução e nossa construção socialista, para explicar o papel e as funções do partido e da implementação de uma verdadeira teoria Marxista-Leninista às condições concretas do nosso país. Esta teoria mostra-nos a maneira revolucionária para avançar. Estamos com absoluta certeza de que vamos esmagar o imperialismo e o revisionismo. Na época de hoje acontece - independente da pressão, chantagem, fraude e corrupção - o que os nossos grandes clássicos, Marx, Engels, Lenine e Estaline previram cientificamente: a contradição antagónica entre as forças produtivas e as relações de produção capitalistas exploradoras e opressoras está em fase de solução. O proletariado, que é reprimido e explorados, os milhões de famintos na Ásia, África e América Latina e outras partes do mundo irão suportar isso até que o copo esteja cheio e, em seguida, eles vão erguer-se para a revolução, inevitavelmente.

Na unidade sénior de cada instituição governamental - no centro, como na base - a liderança política e económica estão em primeiro lugar. Em segundo lugar, como suporte para os primeiros, organismos científicos vêm em seu serviço, e depois segue a administração. O trabalho deste Plenário deve, necessariamente, seguir uma análise séria e profunda... que deve ser acompanhada de medidas e acções em favor da construção do socialismo, a defesa do país, para melhorar as condições de vida das pessoas.


Com base nos princípios de produção socialista, a parte principal do seu crescimento tem de ser conseguida pelo aumento da produtividade e da qualidade do trabalho e não pelo crescimento quantitativa da quantidade da população trabalhadora. O produto social deve crescer mais rapidamente do que o produto em si. A produtividade do trabalho deve ser desenvolvida mais rapidamente do que a renda per capita da população. Só assim o constante aprimoramento do bem-estar das pessoas pode ser garantido pela reprodução socialista avançada. Somente desta forma o desenvolvimento da construção socialista pode ser acelerado. A construção forte e consolidada do socialismo é a melhor forma de defender uma sociedade socialista. E vice-versa, romper o cerco capitalista-revisionista é a melhor maneira de fortalecer o desenvolvimento do socialismo em seu próprio país e a propagação do socialismo em todo o mundo por meio de um exemplo vivo da vantagem do socialismo em comparação com o capitalismo.
Os métodos para alcançar novos avanços da economia socialista da Albânia foram:
uso e economia de energia de trabalho e valores materiais, questões financeiras, poupando as fontes internas de acumulação, a eficiência da produção social, grau operacional quase completo das capacidades de produção, aumento de produtividade e redução de custos, rentabilidade das oficinas, o emprego eficiente de novas forças de trabalho, etc. Especialmente, foi necessário melhorar os métodos de planeamento. As consequências da globalização tinham de ser evitadas através de uma melhor cooperação e conexão entre todos os ramos e sectores da economia. Também é necessária a harmonização de planeamento económico, financeiro e técnico, bem como a harmonização do desenvolvimento do plano e a sua realização e solução de todas as tarefas em cada elo da cadeia do planeamento do plano homogéneo do Estado - com base na democracia do socialismo - ou seja, a integração da participação completa de todas as pessoas que trabalham. O nível mais elevado de consciência socialista das massas serve para evitar violações da disciplina de trabalho, danos derivados do indevido das propriedades da comunidade e desinteresse. A educação político-ideológica teve que ser combinada com a pesquisa técnico-científica e de ensino. Isto não é uma questão que pode ser resolvida a partir de "cima". Esta luta pelo fortalecimento da sociedade socialista deverá simultaneamente ser desenvolvida a partir de baixo para cima. Em suma: as massas devem elevar a sua consciência revolucionária para serem capazes de resistir à crescente pressão do cerco capitalista. O camarada Enver Hoxha ensinou que o trabalho do partido é uma ciência que tem de ser dominada com base avançada no Marxismo-Leninismo. A ciência socialista é a chave para resolver todos os problemas do desenvolvimento da sociedade socialista e seu caminho em direcção ao comunismo. Os comunistas devem estar conscientes sobre o perigo que o trabalho de rotina se transforma em trabalho burocrático, se o espírito revolucionário se perde. A questão do proletariado é, portanto, uma questão de convicção, mobilização e revolutionarização permanente da sociedade socialista guiada pelos ensinamentos dos 5 Clássicos do Marxismo-Leninismo.


Entre os dias 11 e 12 de Fevereiro de 1980, a Quarta Reunião da 9ª legislatura da Assembleia Nacional ocorreu. O camarada Enver Hoxha participou nesta reunião. Na ordem do dia esteve o relatório "Sobre o cumprimento do plano de Estado e do Orçamento do Estado para 1979 e do projecto de plano e orçamento do Estado para 1980". A lei sobre títulos honoríficos e prémios na República Popular Socialista da Albânia foi discutida, bem como decretos que foram emitidas pelo Presidium da Assembleia Nacional entre as sessões da Assembleia do Povo. Os temas foram discutidos de acordo com os conselhos do camarada Enver Hoxha sobre a situação internacional, pelo fortalecimento da economia e defesa do país inteiro contra o aumento da pressão do cerco capitalista-revisionista, em geral, e a pressão do revisionismo Chinês em particular.

 

Enver Hoxha – 1980


A classe operária, os quadros, os activistas do sindicato e todas as massas trabalhadoras da Albânia tiveram grande interesse no livro do camarada Enver Hoxha "Os Sindicatos – A Escola do comunismo". "Sobre os Sindicatos" é uma colecção das suas obras entre 1941 e 1979. Foi publicado por ocasião do 35º Aniversário da fundação dos Sindicatos da Albânia (11 de Fevereiro de 1945). Ele destacou a importância dos sindicatos para a construção do socialismo. É um guia valioso para a orientação da classe trabalhadora na Albânia e em todo o mundo. Antes, não havia sindicatos na Albânia. O camarada Enver Hoxha foi o iniciador da sua fundação num momento em que a Albânia acabava de ser liberada da ocupação fascista. Muitos membros fundadores ainda estavam carregando seus fuzis Partisans e estavam na linha da frente pela transformação da revolução popular na revolução socialista. A primeira tarefa dos sindicatos foi a reconstrução da Albânia após os danos de guerra e, em seguida, a mobilização de todas as forças que trabalham para a construção directa do socialismo - sem etapas intermediárias. A atitude exemplar de internacionalismo proletário que os sindicatos Albaneses adoptaram em relação ao proletariado mundial e os sindicalistas revolucionários de todo o mundo na sua luta contra os líderes reformistas, revisionistas dos sindicatos amarelos e na sua luta contra todos os tipos do revisionismo, incluindo o revisionismo chinês deve ser mencionada.


Por ocasião do 10º aniversário do PC do Canadá / ML, o CC do PTA enviou uma carta de felicitações no dia 25 de Março de 1980. A resposta veio de Montreal, no dia 30 de Março de 1980, no qual foi expressa a resolução de seguir a linha geral do 7º Congresso do PTA e lutar contra o imperialismo, o social-imperialismo, a reacção, o revisionismo e o oportunismo de todos matizes guiados pelos ensinamentos do Marxismo-Leninismo e do internacionalismo proletário. O telegrama foi assinado pelo "Conjunto Internacionalista dos partidos Marxistas-Leninistas" (que tinham participado nas celebrações).

 

 

Em 22 de Abril de 1980, as celebrações por ocasião do 110º aniversário de VI Lenine ocorreram. O camarada Enver Hoxha não estava presente.


Em Abril de 1980, o livro de Enver Hoxha: "Discursos, conversas e Artigos - 1969-1970" foram publicados em Inglês e Francês e mais tarde também em espanhol e russo. Pouco depois, a famosa obra "O Eurocomunismo é Anti-comunismo" foi publicada - uma obra de grande valor na luta do Marxismo-Leninismo contra o revisionismo moderno.

 

 

Enver Hoxha no 1º de Maio de 1980

 

 

 

O EUROCOMUNISMO É ANTICOMUNISMO

 


O livro "O Eurocomunismo é Anti-comunismo" é dividido em quatro capítulos. O primeiro analisa o início dos principais ramos do revisionismo contemporâneo e do seu papel na estratégia do imperialismo. O segundo e o terceiro capítulo tratam da formação do eurocomunismo, com seu carácter anti-Marxista, reformista e oportunista e seu papel contra-revolucionário ao serviço da burguesia e do imperialismo. Além disso, se preocupa com a relação dos "eurocomunistas" com os outros ramos do revisionismo moderno. O quarto capítulo trata dos problemas básicos e desenvolvimento do Movimento Mundial Marxista-Leninista. Enver afirma que o surgimento do eurocomunismo não deve ser visto como uma simples traição de pessoas determinadas ou grupos, mas como um "fenómeno social originado por pressões da burguesia sobre a classe trabalhadora e sua luta". Concretamente, Enver mostra as condições objectivas e subjectivas que permitiram o surgimento do eurocomunismo, ele refuta e destrói as falsas concepções através de uma sólida argumentação Marxista-Leninista.
A degeneração dos partidos eurocomunistas começou há algum tempo, durante o período da Segunda Guerra Mundial. Na luta contra o fascismo, esses partidos pararam a meio do caminho, eles hesitaram em avançar a luta revolucionária. Eles defenderam as liberdades democráticas, mas eles mantiveram essa tarefa longe do objectivo socialista, não foram capazes de vincular os objectivos de curto prazo com os interesses gerais do proletariado. Eles se enganaram com a "democracia" burguesa e apoiaram a ideia de realizar o socialismo por meio de eleições, através do parlamento. Estas debilidades seriam muito úteis para a burguesia, que os incentiva em benefício de seus interesses. Durante essa época, logo após a guerra, o imperialismo estava em grande dificuldade. A derrota do fascismo representou um duro golpe para as posições do capitalismo em todo o mundo. Os povos que trabalham levantaram a sua consciência em busca de emancipação. O imenso prestígio da União Soviética e do sistema socialista foi amplamente divulgado.

Um campo socialista muito poderoso que incluía a URSS e as democracias populares da Europa e da Ásia foi formado. Os partidos comunistas consolidaram a sua influência entre as massas. As forças revolucionárias estavam cada vez mais crescentes, enquanto os defensores do capitalismo estavam se tornando mais e mais isolados. No entanto, o imperialismo mundial rapidamente elaborou uma estratégia para destruir a revolução, para aniquilar os partidos comunistas e abolir a ditadura do proletariado. Ela costumava exercer pressões económicas, políticas, ideológicas e militares e fê-lo a uma escala global. Nesta estratégia, o papel desempenhado pelos oportunistas e pelos revisionistas foi a do cavalo de Tróia: eles deveriam agir dentro das fileiras do movimento dos trabalhadores a fim de destruir a sua organização e actividades revolucionárias para privar os proletários do seu partido, para promover confusão ideológica e a desorientação política. Sem condições de atacar frontalmente o Marxismo-Leninismo, os revisionistas tentam apresentar-se como "os seguidores de Marx" e eles fingem "desenvolver" a teoria proletária de uma alegada "forma criativa".
Eles substituem a luta revolucionária por "compromissos históricos" com os partidos burgueses e por "formas democráticas" do reformismo capitalista. Eles destacam as mudanças que ocorreram na sociedade com o objectivo de esconder o facto de que as regras que determinam o seu desenvolvimento permanecem exactamente as mesmas.
Sua traição chegou a tal ponto que Enver Hoxha afirma que "os programas dos partidos revisionistas são os programas dos partidos burgueses, socialistas e social-democratas que estão chafurdando nas mesmas águas". O antecessor do revisionismo contemporâneo foi Earl Browder, que chegou a defender a transformação do Partido Comunista dos Estados Unidos numa associação cultural e de propaganda cujo objectivo seria melhorar a "democracia" Americana em direcção ao socialismo. Enver Hoxha analisa a sua evolução e prova que essas ideias têm muitas semelhanças com as concepções que já haviam sido expostas por Mao Zedong durante este período. O Browderismo afirma que as diferenças de classe nos EUA tinham terminado, e apoiou a "unidade nacional" entre burgueses e proletários. Essas "teorias" causaram um grande dano nos EUA e em algumas partes da América Latina. Blas Roca, líder do Partido "comunista" cubano até escreveu um livro para defender esses pontos capitulacionistas de vista. Codovilla, na Argentina, e muitos outros líderes no Uruguai e Chile também decidiram apoiar este lixo ideológico. No Brasil, Prestes elogiou Browder mas ele foi forçado a esconder o seu entusiasmo diante da resposta vigorosa que vem do movimento comunista mundial a esta traição aberta da teoria revolucionária. Enver também desmascara o "Maoismo" - que tentou apresentar-se como um oponente do revisionismo - mas que, finalmente, revelou-se como nada mais do que uma quantidade de ideias que, sob o pretexto de adaptar o marxismo às condições chinesas, negou princípios fundamentais do marxismo. Enver igualmente prova que o Titoismo tem desempenhado um papel importante na estratégia imperialista porque dividiu o campo socialista durante um momento crucial da luta entre o capitalismo e o socialismo, quando a correlação de forças á escala mundial era favorável ao proletariado. Enver Hoxha sublinha o papel nocivo do revisionismo Khrushchevista, que conquistou o poder na URSS, restaurou o capitalismo lá e transformou o primeiro país socialista e o centro da revolução mundial num país imperialista e contra-revolucionário. Os revisionistas Soviéticos formaram uma nova burguesia no poder, eles exploram os trabalhadores do seu próprio país e espalham a sua influência venenosa por todo o mundo. A traição Khrushchevista promove o oportunismo em todos os lugares e tornou-se uma corrente muito agressiva de proporções internacionais. Este livro de Enver Hoxha se concentra no eurocomunismo - que é , de facto, anticomunismo - e mostra as várias maneiras em que influencia fortemente os partidos francês, espanhol e italiano. Esses renegados contra-revolucionários estão tentando "adoçar" o capitalismo tanto quanto puderem. Eles argumentam que o proletariado supostamente se encontra "integrado" dentro do capitalismo em tal grau que não tem mais interesse na revolução. E que as mudanças ocorridas na sociedade fizeram com que os outros sectores sociais, particularmente os intelectuais, se igualem com o proletariado. Eles falam sobre "reformas estruturais" que supostamente permitem mudanças na correlação de forças sociais, permitindo, assim, a transição gradual para o socialismo através da democratização da sociedade burguesa. Eles assumem que essas mudanças seriam apoiadas pela maioria da burguesia. Na Itália, os eurocomunistas de Berlinguer defendem que a transição para o socialismo será alcançada através da linha que foi definida pela Constituição Republicana, em aliança com a Democracia Cristã. Na França, eles apoiam a formação de um "bloco de esquerda", com os socialistas de Mitterrand e com as outras forças burguesas a fim de construir um “socialismo autogestionário democrático". Na Espanha, sob a liderança de Santiago Carrillo, eles se tornaram admiradores da monarquia - o que é "democrático", de acordo com eles - e eles fazem o seu melhor para adaptar as actuais instituições burguesas aos interesses populares. Eles ainda dizem que o exército espanhol - o mesmo que manteve Franco no poder durante várias décadas - pode ser "educado" para abandonar suas ideias de direita. Diante de tudo isso, não é surpreendente que para os eurocomunistas os conceitos de luta de classes e da ditadura do proletariado são ultrapassados - afinal, eles jogaram fora até mesmo o conceito de proletariado em si. Eles substituíram a poderosa arma de um partido de vanguarda Marxista-Leninista por um aglomerado amorfo que está exclusivamente preocupado com a "luta" parlamentar. Eles substituem a revolução pela conciliação de classes. No Brasil, o chamado Partido Comunista Brasileiro - que é dividido em várias facções - segue este mesmo caminho. Sob o pretexto de lutar pela sua legalização, os seguidores de Giocondo Dias caiem na subserviência completa á burguesia. Eles estão ansiosos para subordinar tudo à permissão oficial para ter um assento no parlamento e certamente sonham estar cada vez mais perto do poder burguês. Recentemente, esses revisionistas foram para o Congresso Nacional a fim de apresentar os seus estatutos e programas - que foram elaborados em pleno acordo com os padrões estabelecidos por todos os partidos burgueses. O que é mais "radical" neste documento é a defesa da "alteração substancial" com o objectivo de "modificar o carácter e as funções das instituições do Estado". Eles concluem que "a democracia de massa é o caminho para o socialismo no Brasil" e explicam que o socialismo é "um sistema social no qual a democracia política é realizada através da democracia económica e social." E, finalmente, eles dizem que os militantes do seu partido devem "aceitar a teoria social desenvolvida por Marx e Lenine como um método científico de análise da realidade." Tudo é muito "inofensivo", de acordo com o total dos desejos burgueses. Para eles, o marxismo não é nada mais do que um simples método de análise - não tem nada a ver com a teoria revolucionária. E o socialismo é apenas um sistema social, cujo único objectivo é realizar a democracia. No entanto, infelizmente para os oportunistas, a própria vida rejeitou estas falsidades. Na verdade, vivemos numa época diferente da de Marx e Engels. E o capitalismo desenvolveu-se mesmo relativamente aos tempos de Lenine e Estaline. Mas podemos falar sobre mudanças no que respeita ao conteúdo da exploração capitalista? Podemos dizer que os materiais e as condições sociais que separam o proletariado e a burguesia mudaram? É verdade que a natureza opressiva e exploradora do capitalismo mudou? Podemos afirmar que os trabalhadores não são mais despojados trabalhando sob o comando do capital para proporcionar valor acrescentado aos capitalistas? Claro que não. Sobretudo no contexto da actual crise - que é a mais profunda e abrangente da sua história - o capitalismo vê como todas as suas contradições internas estão se intensificando, e isso aprofunda ainda mais o fosso entre trabalhadores e capitalistas. A luta de classes está se tornando mais aguda a cada dia que passa e a revolução é hoje mais do que nunca “um problema que exige solução imediata" - como Enver Hoxha diz.

Como podemos falar sobre o suposto nivelamento de todos os estratos sociais e sobre a integração do proletariado nos "benefícios do capitalismo na cara dos 10 milhões de desempregados nos EUA, dos 2,5 milhões de desempregados na França e de muitos outros na Alemanha, Inglaterra, Itália e no resto do mundo capitalista? Como explicar as "maravilhas" deste sistema social aos trabalhadores que têm seus salários congelados por imposição dos governos capitalistas que são lacaios dos exploradores e cuja única finalidade é salvaguardar os lucros da burguesia? E sobre as reduções das conquistas existentes em relação à segurança social e relativamente aos cuidados de saúde, em particular? Como podemos falar sobre a suposta expansão da democracia quando a burguesia está adoptando novas leis fascistas e está aumentando a repressão policial contra os trabalhadores? Na verdade, longe de negar, a realidade confirma plenamente o Marxismo-Leninismo. Nos seus esforços desesperados para esconder esse facto, os revisionistas de todos os tipos só podem revelar-se como agentes da burguesia cujo objectivo é perpetuar o capitalismo. Enver Hoxha observa que

"a estratégia e a táctica da burguesia, que também foram aprovadas pelos Eurocomunistas, tentam dividir a classe trabalhadora a fim de evitar a formação de uma única força de combate que eles serão obrigados a enfrentar."

Através da sua crítica de princípios ao revisionismo, Enver Hoxha é capaz de fortalecer e consolidar o aço da teoria revolucionária do partido proletário - uma arma necessária para unir a classe trabalhadora a fim de ganhar a liberdade genuína e construir o socialismo e o comunismo. Ele afirma que

"a Revolução e o socialismo são as únicas coisas que o proletariado e as massas precisam resolver em conjunto com as contradições irreconciliáveis ​​da sociedade capitalista para acabar com a opressão e a exploração, para alcançar a verdadeira liberdade e igualdade. E enquanto houver opressão e exploração, enquanto existir o capitalismo, os pensamentos e as lutas das massas são sempre direccionados para a revolução e do socialismo."

A luta contra o revisionismo é uma tarefa permanente. Desmascarado e derrotado num determinado momento, essa erva daninha depois ressurge com novas roupas, sempre vestida com uma linguagem revolucionária para servir a burguesia, pregando a reconciliação entre as classes. Esta luta é uma parte inalienável da guerra de classes no campo ideológico. Enver Hoxha sempre foi um excelente defensor do Marxismo-Leninismo e um crítico intransigente do revisionismo. Apesar de liderar o PTA, ele enfrentou uma dura batalha contra o Titoismo, que tomou o poder na Jugoslávia e pressionava o Partido e o governo da Albânia nos campos político, económico, ideológico e militar. Da mesma forma, uma vez que o infame XXº Congresso do PCUS se deu a conhecer, ele esteve resolutamente lutando contra o Krushchevismo e contra o imenso poder da União Soviética, que foi transformada numa superpotência social-imperialista. O livro "O Eurocomunismo é anticomunismo" esclarece importantes problemas teóricos e ajuda a compreender o papel do revisionismo na estratégia hegemónica da URSS e dos EUA. É uma leitura essencial para os trabalhadores e para todos aqueles que estudam o Marxismo-Leninismo. (Rogério Lustosa)


O camarada Enver Hoxha escreveu:

O movimento Marxista-Leninista nasceu e se desenvolveu neste grande processo de diferenciação do revisionismo moderno e da luta pela causa do comunismo e tomou para si levantar e levar adiante a bandeira da revolução e do socialismo, traído e rejeitado pela ex-partidos comunistas. A degeneração revisionista tinha-se transformado em bombeiros para conter as chamas da revolução e as guerras de libertação dos povos. A formação de novos partidos Marxistas-Leninistas foi uma vitória de importância histórica para a classe trabalhadora de cada país, bem como para a causa da revolução á escala mundial. Tendo em vista a luta que os revisionistas modernos lançavam contra a teoria e prática leninista sobre o partido, o genuíno revolucionários comunista luta pela defesa, fortalecimento e desenvolvimento dos partidos proletários construídos sobre a base dos ensinamentos do Marxismo-Leninismo. Eles estão conscientes de que, sem tal partido, sem um destacamento de vanguarda organizada da classe operária, a revolução não pode ser realizada, a luta de libertação nacional não pode ser travada correctamente até ao fim e a revolução democrático-burguesa não pode ser aprofundada e passar para a revolução proletária.

Um partido da classe operária se torna seu destacamento verdadeiramente organizado, o seu pessoal supremo quando é educado com mestres da teoria Marxista-Leninista, e quando ele usa esta arma poderosa e insubstituível com competência, de forma criativa na luta de classes para o triunfo da revolução, para o estabelecimento da ditadura do proletariado e da construção do socialismo. O verdadeiro partido Marxista-Leninista é caracterizado pela posição clara e firme que mantém para com o revisionismo moderno, para com o Krushchevismo, o Titoismo, o “pensamento Mao Zedong”, o Eurocomunismo, etc. O estabelecimento de uma linha de demarcação clara sobre esta questão é de grande importância de princípios.


O camarada Enver Hoxha terminou seu livro com as seguintes palavras:

A burguesia, os revisionistas e todos os outros oportunistas estão tentando conter a revolução e extinguir o ideal comunista. Em determinadas fases e em condições históricas especiais, eles ainda conseguem confundir o proletariado e as massas trabalhadoras, e obscurecer as perspectivas do futuro socialista em algum grau. Mas este é um fenómeno temporário e passageiro. A revolução e o socialismo como uma teoria e actividade prática não podem ser impostas sobre as massas de fora por indivíduos ou grupos de pessoas isoladas. A revolução e o socialismo representam a única chave de que o proletariado e as massas precisam para resolver as contradições irreconciliáveis ​​da sociedade capitalista, para colocar um fim à sua exploração e opressão e estabelecer a verdadeira liberdade e igualdade. Enquanto houver opressão e exploração, enquanto existir o capitalismo, o pensamento e a luta das massas será sempre direccionada para a revolução e o socialismo. Os Eurocomunistas rejeitaram a bandeira do Marxismo- Leninismo, a revolução e a ditadura do proletariado. Eles pregam a paz de classe e cantam hinos à democracia burguesa. No entanto, os males da sociedade burguesa não são curados e suas contradições não são resolvidas com sermões e hinos. A história já provou isso e as suas lições não podem ser anuladas. O proletariado, os oprimidos e os explorados estão movendo-se naturalmente para a revolução, para a ditadura do proletariado e o socialismo. Assim como, naturalmente, eles estão buscando o caminho que leva ao cumprimento dessas aspirações históricas, o caminho que a teoria imortal de Marx, Engels, Lenine e Estaline mostra. Somente os Marxistas-Leninistas mantêm bem alto a bandeira da revolução e levam-na para a frente. É dever dos novos partidos comunistas Marxistas-Leninistas assumirem a liderança das batalhas de classe que os eurocomunistas abandonaram para fornecer o proletariado e as massas com a luta de vanguarda militante que eles estão buscando sob a sua liderança. A situação não é fácil, mas vamos recordar as palavras optimistas de Estaline, de que "não há fortaleza que os comunistas não possam tomar". Esse optimismo revolucionário decorre das leis objectivas do desenvolvimento da sociedade. O capitalismo é uma ordem condenada pela história á liquidação. Nada, nem a resistência frenética da burguesia, nem a traição dos revisionistas modernos pode salvá-lo da sua desgraça inevitável. O futuro pertence ao socialismo e ao comunismo.


Entre 27 e 28 de Junho de 1980, a Quinta Reunião da 9ª de legislatura da Assembleia Nacional ocorreu. O camarada Enver Hoxha participou nesta reunião. Nesta reunião, o novo direito do trabalho foi decidido de acordo com as directrizes do 7º Congresso do PTA. Na sociedade socialista a conformidade dos interesses individuais e sociais são baseadas na propriedade social dos meios de produção, ao passo que os interesses sociais são supraordenados. O direito do trabalho está ancorado na constituição socialista e praticamente garantido por toda a sociedade socialista, a propriedade socialista, as relações socialistas de produção, o desenvolvimento proporcional e bem planeado de toda a vida socio-económica do país socialista. Portanto, não há nenhum desemprego comparado com os países capitalistas-revisionistas. O direito do trabalho está inseparavelmente ligado com o dever do trabalho: Todo mundo de acordo com as habilidades, todos de acordo com as suas contribuições. Os trabalhadores e os funcionários são pagos de acordo com a quantidade e a qualidade do trabalho realizado. O Estado se preocupa com a diferenças salariais moderadas - assim nem criação de igualitarismo nem camadas privilegiadas. Homens e mulheres obtêm os mesmos salários, enquanto que as medidas adicionais de protecção e apoio são garantidas pelo Estado socialista devido à sua situação na vida familiar.


 



Em 1 de Julho de 1980, o camarada Enver Hoxha escreveu o artigo:


“A grande crise económica mundial está a intensificar-se.”

 


Ele escreveu:

Esta grande crise económica é uma crise de superprodução, do boom industrial (Inglês no original), mas, ao mesmo tempo, causou uma profunda crise na produção. Na verdade, em todos os países capitalistas e revisionistas ela levou ao aumento do desemprego, a inflação, os aumentos de preços, etc. Isso significa que, neste momento, a produção caiu e se começou a limpar os estoques de bens. No entanto, a burguesia capitalista não limpa esses estoques de mercadorias reduzindo os preços, mas sim pondo os trabalhadores nas ruas, ou seja, diminuindo a produção. Assim, desde que a indústria capitalista não funcione mais no seu antigo nível de produtividade, a crise de matérias-primas emerge. Esta crise, da mesma forma, é muito grave e é acompanhada com a luta interimperialista colossal pelos mercados. Esta luta, às vezes aberta e às vezes subversiva, é acompanhada de um aumento dos orçamentos militares e das armas convencionais e atómicas nucleares sofisticadas para níveis incomparavelmente maiores do que nunca. Actualmente, a luta dos povos que são oprimidos e explorados pelo capital mundial em crise assumiu proporções e uma variedade de formas nunca antes vistas. Esta é precisamente a verdadeira origem da grande crise económica que tomou conta do mundo capitalista e revisionista. Na superfície, parece que os conflitos armados, os conflitos no campo das relações económico-financeiras, a grande crise de energia e assim por diante são apenas entre os estados capitalistas, mas na verdade a origem desses conflitos é mais profunda e está corroendo o Estado capitalista burguês que está se esforçando para se defender, para se manter vivo, para curar suas numerosas feridas, etc. a força que está corroendo o Estado capitalista burguês é a luta de todas as formas e em todos os níveis que os povos do mundo estão travando. De uma forma ou de outra, aqui com maior ou menor intensidade, a classe operária e todos os explorados estão cientes e lutam contra todas as formas do regime capitalista, local ou internacional, que está explorando, empobrecendo e oprimindo-os economicamente e moralmente. Portanto, há grande descontentamento e revolta entre os povos do mundo.

 

Em quase todos os países capitalistas, greves envolvendo milhões de pessoas estão ocorrendo, há confrontos violentos com a força da lei e da ordem, há revoltas armadas, mas também golpes militares, actos de terrorismo e anarquismo organizado pelos governos capitalistas burgueses dominantes, há uma quantidade colossal de contrabando e roubo organizado à escala nacional e internacional, há um desenvolvimento ilimitado e monstruoso da corrupção política, moral e física. Assim, o caminho está sendo preparado para o fascismo chegar ao poder. Hoje estamos vivendo no período da decadência do capitalismo, do enfraquecimento, desintegração e falência desse sistema, desta sociedade degenerada. Não há nenhuma maneira de sair deste caos, desta imundície que não seja através da revolução, a remoção cirúrgica do tecido podre, a tomada do poder de Estado pela classe trabalhadora que tem a missão de estabelecer a ditadura do proletariado. O que Lenine disse sobre este processo está sendo confirmado e certamente ocorrerá.
Ver a situação como um todo, com um olhar Marxista-Leninista, permite ver que a luta de classes está sendo travada em todos os cantos do mundo em formas clássicas e não- clássicas. Em todos os lugares as pessoas estão extremamente ansiosas e preocupadas. Seu descontentamento e raiva contra as forças opressoras, nacionais ou estrangeiras, está a aumentar e a tomar forma material específica. Independentemente de quem está liderando a luta armada de libertação nacional dos povos, o sangue dos povos que lutam pela sua liberdade e independência reflecte seu ódio e ira contra a opressão capitalista nacional e estrangeira, e no curso dessas lutas dos povos distinguimos os indivíduos ou grupos anti-populares, bem como as alianças com as forças mais progressistas e mais revolucionárias. Em cada movimento, em cada manifestação ou greve, em cada manifestação pública, política ou económica, é impossível não protestar contra os efeitos destrutivos da crise grave e não colocar o dedo sobre as pessoas responsáveis pela exploração e opressão do povos, as forças que querem a destruição da humanidade.
Os comunistas Marxistas-Leninistas devem ser capazes de fazer análises correctas para determinar a estratégia e táctica adequadas, para formar alianças em favor da revolução, empreender acções revolucionárias correctas e não aventuras e ver tudo isso do ponto de vista marxista e da teoria leninista porque só assim se pode servir a libertação dos povos do capitalismo e fazer a revolução.

Guerras de libertação nacional não são apenas guerras. Elas ajudam os factores objectivos e subjectivos a amadurecerem. Os Marxistas-Leninistas devem ajudar na criação desses factores. Os Marxistas-Leninistas nunca devem cruzar os braços e não tomar parte nas guerras justas, seja como partidos, ou como grupos, quando eles ainda não estão organizados como partidos, ou como combatentes individuais. Eles nunca devem ficar distantes das massas que lutam pela libertação social e nacional, mas, enquanto lutam no meio deles, eles devem confirmar as suas convicções comunistas, organizar-se e colocar a classe trabalhadora na liderança. Mesmo quando eles não estão organizados, devem emergir na vanguarda das massas através de sua luta e sacrifícios, de modo que os avanços da guerra de libertação nacional pelos seus objectivos mínimos e, em seguida, pelos seus objectivos finais. A criação de condições para a eclosão de guerras de libertação nacional não depende da vontade de uma ou outra personalidade. Trata-se das situações objectivas e subjectivas que provocam o início das guerras de libertação nacional, que são uma forma de alto nível da luta de classes. A classe que surge na linha da frente e lidera a guerra de libertação nacional é a mais progressista, o factor decisivo. A classe trabalhadora é a mais progressiva das classes progressistas. Ele deve assumir a liderança da guerra de libertação. Se no início da guerra não têm assegurada a sua posição de liderança, ele deve estar na vanguarda da luta e sacrifícios, porque só assim ele pode assumir a liderança política e militar, garantir o cumprimento dos objectivos da guerra de libertação nacional e realizar os seus próprios desejos. Nesta grande crise económica do capitalismo mundial, os comunistas Marxistas-Leninistas, onde quer que estejam no mundo, devem definir claramente a sua linha e arquibancadas e saber como aplicar essa linha na prática. Nestas situações muito complicadas em que há conflitos de interesses de classes que não são separados por divisões claras, mas estão interligados e interdependentes, só um verdadeiro partido Marxista-Leninista pode ver claramente as vantagens e as desvantagens, distinguir os inimigos dos amigos, saber com quem se unir, contra quem e como eles devem lutar e liderar a guerra, etc.

 

Enver Hoxha visita a irmã do militante comunista do Grupo Korca, Sotir Gurra

Agosto de 1980

 

Em Julho – Agosto de 1980, o camarada Enver Hoxha visitou o distrito de Korca. Ele foi calorosamente recebido com entusiasmo pelos trabalhadores da fábrica de açúcar, que foi criada com as suas próprias forças. Depois de ter conduzido com sucesso o Plenário do CC do PTA para definir o curso do uso avançado da ciência e da tecnologia, o camarada Enver Hoxha estava no local e nas fábricas para discutir as novas tarefas científicas com os trabalhadores. O camarada Enver Hoxha esteve em todos os lugares para participar pessoalmente e com grande simpatia em toda a iniciativa revolucionária e de trabalho que o povo Albanês tem feito para a prosperidade da sua pátria socialista amada. Ele também visitou os memoriais que foram construídos em honra dos combatentes da libertação, a casa do veterano Agush Gjergjevica e Miha Lako. Neste distrito de Korca, o camarada Enver Hoxha já actuava a como comunista antes de o partido ser fundado. Aqui está o berço do famoso "Grupo de Korca". É perfeitamente compreensível que o camarada Enver Hoxha tenha vindo muitas vezes a Korca para ver seus antigos companheiros de armas, suas famílias e amigos. Os cidadãos de Korca recebiam o camarada Enver Hoxha como um filho dedicado. Durante as viagens, em visitas a cidades e distritos da Pátria, Enver Hoxha procurou reuniões, conversas simples, em que as pessoas falavam livremente, com o coração aberto, como acontece com alguém próximo e querido para eles. Onde quer que fosse, ele iria perguntar sobre seus muitos conhecidos, sobre sua saúde, suas famílias e seus problemas. Ele perguntava especialmente sobre aqueles que ele havia conhecido na guerra comum pela liberdade e o socialismo, sobre os patriotas e combatentes, sobre os indivíduos que se distinguiram em seus esforços para a felicidade das pessoas. Muitos deles, ele tinha conhecido pessoalmente durante esses anos, alguns conheceu mais tarde, e outros ele tinha acabado de conhecer através das letras amigáveis ​​que haviam trocado.

 

 

O livro: "Os Krushchevistas" já foi escrito em 1976 e, posteriormente, publicado em 1980.
Este livro do camarada Enver Hoxha é mais uma prova da luta de princípios do PTA contra o revisionismo de todos os matizes, mais uma prova para a defesa da pureza do Marxismo-Leninismo. "Os Krushchevistas" é outra obra da série das suas lembranças do livro "Com Estaline", que foi lançado em Dezembro de 1979. No livro "Os Krushchevistas", Enver Hoxha elaborou uma imagem nítida e detalhada dos seus contactos com os dirigentes do PCUS e outros partidos comunistas e dos trabalhadores, do desenvolvimento das relações entre o PTA e terceiros no período 1953 - 1961, ou seja, desde a morte de Estaline até á ruptura final com os Krushchevistas . Acima de tudo, as conversas, reuniões e visitas mútuas e consultas conjuntas sobre problemas políticos, ideológicos, económicos e militares são o conteúdo básico deste livro. A ruptura com o revisionismo Soviético ocorreu num processo complexo e contraditório, que foi caracterizado por um curso em ziguezague, a normalização intermediária e, finalmente, por lutas contínuas a partir das quais as diferenças irreconciliáveis ​​e o conflito aberto entre o revisionismo e o Marxismo-Leninismo surgiu inevitavelmente.
O seu livro lidou com os líderes Soviéticos que estavam no poder após a morte de Estaline. Enver Hoxha não só analisou a sua postura revisionista político-ideológica, mas também as características pessoais que vieram à tona durante as negociações. Com base na reflexão profunda das suas próprias experiências durante as negociações, o camarada Enver Hoxha veio mais tarde a adquirir conhecimentos teóricos e conclusões que pavimentaram o caminho do PTA e de todo o movimento mundial Marxista-Leninista para a luta histórica contra o revisionismo moderno. E isso prova que o camarada Enver Hoxha é o quinto clássico do Marxismo-Leninismo. O livro " Os Krushchevistas" é, portanto, um excelente exemplo de que a Albânia socialista mostrou ao mundo inteiro que foi capaz de resistir com sucesso á influência do mundo capitalista-revisionista. O Hoxhaismo mostrou também que a construção do socialismo num país avança vitoriosa apesar do aumento da pressão pela superpotência revisionista Soviética. O camarada Enver Hoxha rotulou as raízes da restauração do capitalismo: burocracia, tecnocracia, negligência de vigilância revolucionária, a regra dos apparatchiks sobre o partido e o Estado, o surgimento de uma casta megalomaníaca, euforia patológica e arrogância, crueldade, carreirismo, luta por privilégios, cobiça - características burguesas bem conhecidas. E acima de tudo: livrarem-se da bússola estalinista!
O camarada Enver Hoxha defendeu o Estalinismo diante dos olhos dos líderes contra-revolucionários da União Soviética - como Khrushchev, Mikoyan, Malenkov, Beria, Bulganin, Kosygin, Kozlov, Manilowski, Andropov, etc. Foram eles que impulsionaram o culto de Estaline, enquanto eles forjavam intrigas e conspirações por trás do camarada Estaline, enquanto eles instigavam golpes, enquanto promoviam os seus inimigos. E, finalmente, eles assassinaram o camarada Estaline traiçoeiramente. O sucesso da sua conspiração foi também favorecido pela atitude liberal - passiva da "velha guarda", á qual pertencia Molotov, Kaganovich, Voroshilov, etc. O camarada Enver Hoxha rotulou-a como "o cadáver do bolchevismo". No livro, os métodos com os quais os Krushchevistas tentaram subjugar a Albânia são apresentados - tais como: palestras oficiais, "feriados" - convites, reuniões "acidentais”, recepções, fingida generosidade, dispositivos de escuta, as actividades do KGB, provocações abertas e extorsão em conexão com a hospitalidade fingida, adulação, lisonja, etc., em suma: os métodos de cenoura e da vara. Noutros países, os partidos Krushchevistas conseguiram eliminar os líderes revolucionários e levar os elementos anti-Marxistas-Leninistas para os principais lugares. Mas os revisionistas Soviéticos encontraram na Albânia um osso duro de roer. O Livro de Enver Hoxha é um duro golpe para os Krushchevistas em particular, e devastador para o revisionismo moderno em geral. Devemos apontar para as partes do livro em que o camarada Enver Hoxha desmascara o Titoismo e o revisionismo chinês. O camarada Enver Hoxha prosseguiu:
O facto de que a nossa pequena Pátria e as pessoas não sofreram o trágico destino de todos aqueles que estão agora definhando sob a escravidão imperialista ou social-imperialista é a melhor prova da justeza da linha consistente, corajosa e íntegro que o nosso Partido do Trabalho tem seguido sempre. O mérito deste curso correcto pertence a todo o Partido e, em particular, á sua liderança, o Comité Central, que, imbuído e fiel aos ensinamentos do Marxismo-Leninismo, á nossa teoria de orientação, sempre conduziu o partido e as pessoas correctamente. Nos grandes testes que tivemos de suportar, a unidade do Partido, com a sua liderança e a unidade do povo em torno do partido têm sido brilhantes e tornaram-se ainda mais temperadas. Essa unidade de aço deu o apoio ao partido na difícil mas gloriosa luta contra os revisionistas Krushchevistas também. Essa unidade tem sido e é a base da estabilidade e da confiança com que a Albânia tem marchado e está marchando para a frente, suportando a pressão e chantagem, os agrados e demagogia de inimigos de todos os matizes. Como comunista e líder do partido, eu também tive de participar activamente e dar a minha contribuição para toda essa luta heróica do nosso Partido. Enviado pelo Partido e sua liderança, desde a libertação da Albânia, e especialmente durante os anos de 1950-1960, tenho liderado delegações do Partido muitas vezes de estado em reuniões oficiais com os líderes Soviéticos e com os principais líderes dos outros partidos comunistas e dos trabalhadores. Da mesma forma, muitas vezes, quando trocaram visitas recíprocas, tomei parte nas consultas e reuniões internacionais dos partidos comunistas em que eu expressei e defendi a linha correcta, as decisões e instruções do Partido.

O camarada Enver Hoxha dividiu seu livro nos capítulos seguintes:


1. BRIGAS ENTRE OS LÍDERES SOVIÉTICOS

Estaline morre. No dia seguinte, o topo da liderança Soviética divide as carteiras. Khrushchev sobe os degraus do poder. A desilusão do primeiro encontro com os «novos» líderes Soviéticos em Junho de 1953. Crítica mal-intencionada de Mikoyan e Bulganin. O fim do reinado de curta duração de Beria. O encontro com Khrushchev, em Junho de 1954". Você ajudou na exposição de Beria – a palestra “teórica” de Khrushchev sobre o papel do primeiro-secretário do partido e primeiro-ministro. A máfia revisionista actua dentro e fora da União Soviética. Um dia após a morte de Estaline em 6 de Março de 1953, o Comité Central do partido, o Conselho de Ministros e o Presidium do Soviete Supremo da URSS foram convocados para uma reunião conjunta urgente. Em ocasiões de grandes perdas, como a morte de Estaline, reuniões urgentes são necessárias e indispensáveis. No entanto, as muitas mudanças importantes que foram anunciadas na imprensa um dia depois mostraram que esta reunião urgente havia sido realizada por nenhuma outra razão, mas... para a distribuição das pastas! Estaline tinha acabado de morrer, seu corpo ainda não tinha sido colocado na sala onde a homenagem final foi prestada, o programa para a organização de uma homenagem e cerimónia de funeral ainda não foi elaborada, os comunistas Soviéticos e o povo Soviético choravam a sua grande perda, enquanto o topo da liderança Soviética encontrou tempo para compartilhar as carteiras! Malenkov tornou-se primeiro-ministro, Beria tornou-se o primeiro vice-premier e ministro de assuntos internos, e Bulganin, Kaganovich, Mikoyan, Molotov compartilharam os outros lugares. Grandes mudanças foram feitas em todos os principais órgãos do partido e do Estado nesse dia. A Presidência e a Secretaria do Presidium do Comité Central do partido foram fundidos num único órgão, os novos secretários do Comité Central do partido foram eleitos, um número de ministérios foram reunidos ou unidos, foram feitas alterações no Presidium e no Soviete Supremo, etc. Nós, e muitos como nós, achávamos que Molotov, o colaborador mais próximo de Estaline, o mais antigo e o mais maduro bolchevique, com a maior experiência e mais conhecido dentro e fora da União Soviética, seria eleito primeiro secretário do Comité Central do Partido Comunista da União Soviética. Mas tal não ocorreu. Malenkov foi colocado na liderança, com Beria em segundo lugar. Atrás deles, naqueles dias, um pouco mais na sombra, havia um «pantera» que se preparava para devorar e liquidar os dois primeiros. Este era Nikita Khrushchev. Estaline provou ser um notável Marxista-Leninista com princípios claros, com grande coragem e frieza e maturidade e visão de um revolucionário marxista. Se nós reflectirmos sobre a força dos inimigos externos e internos na União Soviética, nas manobras e propaganda desenfreada e sobre as tácticas diabólicas que eles usaram, então podemos apreciar devidamente os princípios e acções correctas de Estaline na liderança do Partido Comunista da União Soviética. Se houve alguns excessos no decorrer desta luta justa e titânica, não foi Estaline quem os cometeu, mas Khrushchev, Beriae outros, que, por motivos ocultos e sinistros, mostraram-se os mais zelosos expurgos no momento em que eles não eram tão poderosos. Eles agiram dessa forma para ganhar crédito como «defensores ardorosos» da ditadura do proletariado, como «impiedosos com os inimigos» com o objectivo de subir os degraus a fim de usurpar o poder mais tarde.


2. ESTRATÉGIA E TÁCTICA DENTRO DA UNIÃO SOVIÉTICA DE KRUSHCHEV

As raízes da tragédia da União Soviética. As fases pelas quais passa Khrushchev para tomar o poder político e ideológico. A casta Khrushchevista corrói a espada da revolução. O que está por trás de Khrushchev e da «liderança colectiva». Khrushchev e Mikoyan - o chefe da conspiração contra-revolucionária. A brisa do liberalismo está soprando na União Soviética. Khrushchev e Voroshilov falam abertamente contra Estaline. Khrushchev constrói seu próprio culto. Os inimigos da revolução são proclamados «heróis» e «vítimas». Antes da morte de Estaline, Khrushchev e seus colaboradores mais próximos estavam entre os principais líderes que fizeram os preparativos e aguardavam o momento adequado para a acção aberta em larga escala. É um facto que estes traidores conspiradores foram endurecidos com a experiência de vários contra-revolucionários russos, a experiência dos anarquistas, trotskistas e Boukharinistas. Esta foi uma actividade hostil diabólica que desacreditou a União Soviética, o Partido Comunista da União Soviética e Estaline, que, como os factos históricos mostram, estava cercado por inimigos. Quase nenhum dos membros do Comité Central e do Presidium levantaram as suas vozes em defesa do socialismo e de Estaline.


3. MARXISTAS-LENINISTAS, NÃO! VENDEDORES AMBULANTES, SIM!

Mikoyan, um vendedor ambulante cosmopolita e inveterado anti-Albanês. Conversas difíceis em Junho de 1953 em matéria económica - os líderes Soviéticos negoceiam sobre a ajuda para a Albânia. Khrushchev «aconselha» um ano depois: "Vocês não precisam da indústria pesada», «Vamos fornecer-lhes óleo e metais», «Não se preocupem com o pão, vamos fornecê-lo com tudo que você quer”. Brigas com Mikoyan. Descontentamento no Comecon dos chefes revisionistas. Ochab, Dej, Ulbricht. Em Junho de 1956 o Comecon consulta em Moscovo Khrushchev: “…devemos fazer o que Hitler fez.» Conversas com Khrushchev novamente. Os seus «conselhos»: «A Albânia deve avançar com a produção de algodão, ovelhas, peixes e frutas cítricas.»


4. A PEDRA DE TOQUE

Khrushchev tem os olhos sobre a Jugoslávia. O primeiro sinal do flirt: a carta Soviética de Junho de 1954; Khrushchev culpa o Bureau de Informação pela traição do líder jugoslavo. Intensa troca de correspondência cordial entre Khrushchev e Tito. Khrushchev decide reabilitar os renegados. A nossa oposição clara: as cartas de Maio e Junho de 1955. Conversa com o embaixador Levichkin: «Como podem tais decisões serem tomadas de forma tão leve e de forma unilateral?» Insistente convite para ir á União Soviética em férias». Encontro com Suslov. Mikoyan telefona à meia-noite: "Encontrem-se com Tempo, ultrapassem os vossos desacordos.» O encontro com SV Tempo. Flirtes de Khrushchev com Tito foram particularmente desagradáveis para nós. Nós, por nossa parte, continuamos a lutar contra o revisionismo Titoista jugoslavo com a maior severidade e defendemos as arquibancadas Marxistas-Leninistas correctas de Estaline e do Bureau de Informação relativamente aos líderes revisionistas jugoslavos. Nós fizemos isso, não só enquanto Estaline era vivo, mas também no período de transição que a União Soviética passou após a morte de Estaline, quando Khrushchev triunfou com o seu golpe e fez a lei, bem como depois de Khrushchev cair. E esta é a posição que devemos manter sempre para com o revisionismo jugoslavo até que esteja completamente destruído ideológica e politicamente. Na nossa resposta por escrito, rebatemos a ideia de Khrushchev de que a «ruptura das relações levou os líderes jugoslavos para o colo do imperialismo», com a tese de que foram os líderes jugoslavos que traíram o Marxismo-Leninismo e colocaram o seu povo e a sua terra natal no curso da escravidão sob os ditames dos imperialistas anglo-Americanos, que a sua linha anti-Marxista foi o factor que gravemente danificou os interesses vitais dos povos da Jugoslávia, que foram eles que levaram a Jugoslávia para fora do campo socialista, que transformaram o partido jugoslavo num partido burguês e o isolaram do movimento mundial do proletariado.


5. O “PARTIDO MÃE” QUER SER O CONDUTOR
Khrushchev busca hegemonia no movimento comunista mundial. Seu ataque contra o Comintern e o Bureau de Informação. Os Krushchevistas estendem os seus tentáculos para outros partidos. As mortes súbitas de Gottwald e Bierut. Memórias inesquecíveis da reunião com Dimitrov e Kolarov. Relações correctas, mas formais com a Romênia. O oportunismo da liderança romena. Impressões agradáveis
​​da Checoslováquia; vagueando à vontade e visitas a locais históricos. Sufocante atmosfera em toda a União Soviética. Os aparatchik nos cercam em toda parte. As nossas relações com os alemães orientais. Os Krushchevistas queriam ter não apenas os países de democracia popular mas também todo o movimento comunista internacional sob a sua direcção. Claro que, dentro do movimento comunista mundial, os Krushchevistas não surgiram com uma plataforma revisionista completamente aberta desde o início. Assim como na União Soviética, eles tentaram adoptar uma linha flexível a fim de não despertar uma reacção imediata no seu próprio partido ou nos outros. O «leninismo» de que falava, as boas palavras aqui ou ali sobre Estaline, sua propaganda barulhenta de «princípios leninistas nas relações entre os países socialistas», serviu para disfarçar o que estava em incubação e para preparar gradualmente o terreno para o seu ataque frontal subsequente. Isto eles alcançaram no 20º Congresso do Partido Comunista da União Soviética. Lá, eles puseram as cartas na mesa, pois Khrushchev e Co. tinham trabalhado por um longo tempo para paralisar qualquer reacção possível dentro ou fora do país.


6. A PROCLAMAÇÃO OFICIAL DO REVISIONISMO
O 20º Congresso do PCUS. As teses de Khrushchev - a Carta de revisionismo moderno. O relatório “secreto” contra Estaline. Togliatti exige o reconhecimento dos seus «méritos». Tito na União Soviética. Molotov é demitido da função de ministro das Relações Exteriores. Tentativa frustrada do "grupo anti-partido». O fim da carreira do marechal Zhukov. Outra vítima das manobras de bastidores dos Krushchevistas: Kirichenko. Maio 1956: Suslov exige que se reabilite Koci Xoxe e companhia. Dune 1956: Tito e Khrushchev estão descontentes com a gente. Julho de 1957: Khrushchev organiza um jantar em Moscovo para que nós nos encontremos com Rankovic e Kardelj.


7. ELABORAÇÃO DO IMPÉRIO

Transformar os países socialistas em domínios russos. Mudanças na liderança búlgara ditadas por Moscovo. «Relógio» de Zhivkov é acertado em Moscovo. O complexo do Danúbio e a eliminação oficial do Bureau de Informação. As ilusões reformistas dos partidos italianos e franceses. Togliatti, o pai do «policentrismo». Encontro inesquecível com dois camaradas franceses: Marcel Cachin e Gaston Monmousseau. As vacilações de Maurice Thorez. Destruição da unidade do movimento comunista, um serviço colossal ao imperialismo mundial. Khrushchev teve que se livrar de seus adversários, não só na União Soviética, mas também nos países de democracia popular. Aqueles que acreditavam na linha Marxista-Leninista de Estaline tiveram que ser abatidos das lideranças partidárias. Da mesma forma, aqueles que eram contra Tito, com quem Khrushchev havia chegado a um acordo, tiveram que ser removidos, enquanto que aqueles que tinham condenado os agentes de Tito nos seus próprios países tiveram de reabilitar esses traidores e eles mesmos serem removidos da liderança. Khrushchev usou todos os métodos: Gottwald morreu, Bierut morreu, Gomulka e Kadar foram colocados ao poder, Dej trocou de lado, Rakosi e Chervenkov foram liquidados. Nós éramos os únicos a quem Khrushchev era incapaz de liquidar.


8. A MINHA PRIMEIRA E ÚLTIMA VISITA Á CHINA

As nossas relações com o PCC e a RPC até 1956. Convites de China, Coreia e Mongólia. Um evento surpreendente na Coreia: dois membros do Bureau Político fogem . . . para a China! Ponomaryov defende os fugitivos. Mikoyan e Peng Dehuzi «afinam» Kim Il Sung. O encontro com Mao Zedong: “Nem os jugoslavos, nem vocês estavam errados», «Estaline cometeu erros», «É preciso cometer erros». Li Lisan no 8º Congresso do PCC: “Peço-lhe que me ajude, porque eu posso errar de novo» Decepção e preocupação com o 8º Congresso do PCC. Reuniões em Pequim com Dej, Yugov, Zhou Enlai e outros. Bodnăraş como intermediário para nos reconciliar com Tito. A partir da conversa com Mao nós não aprendemos nada construtivo, que seria de valor para nós, e o encontro pareceu-nos sobretudo um gesto de cortesia. Ficámos especialmente decepcionados com as coisas que ouvimos da boca de Mao sobre o Bureau de Informação, Estaline e a questão jugoslava. O tempo confirmou que em nenhuma instância, seja em 1956 ou nos anos 60, o Partido Comunista da China agiu a partir das posições do Marxismo-Leninismo. Em 1956, ele correu para pegar a bandeira do revisionismo, a fim de ultrapassar Khrushchev e ganhar o papel do líder no movimento comunista e operário para si. Mas quando Mao Zedong e seus companheiros viram que não seria fácil saírem triunfantes sobre o patriarca do revisionismo moderno, Khrushchev, eles mudaram de táctica, fingiram rejeitar sua antiga bandeira, apresentaram-se como «Marxistas-Leninistas puros», esforçando-se, desta forma, para ganhar as posições que haviam sido incapazes de ganhar com sua antiga táctica. Quando esta segunda táctica acabou, eles descartaram “a sua máscara supostamente Marxista-Leninista e mostraram-se na arena como sempre tinham sido, oportunistas, campeões leais de uma linha de conciliação e capitulação para o capital e a reacção. Fomos vendo todas essas coisas confirmadas na prática, através de uma longa luta, difícil e gloriosa que o nosso Partido travou em defesa do Marxismo-Leninismo.


9. OS «DEMÓNIOS» ESCAPAM AO CONTROLO
A contra-revolução em acção na Hungria e na Polónia. Matyas Rakosi. Quem cozinhou o «caldo» em Budapeste? Conversa com os líderes húngaros. Debate com Suslov em Moscovo. A «auto-crítica» de Imre Nagy. Rakosi cai. Reacção surge à frente. Khrushchev, Tito e Gero na Crimeia. Andropov: «Nós não podemos chamar os insurgentes de contra-revolucionários.» A liderança Soviética está hesitante. O Partido dos Trabalhadores Húngaros está liquidado. Nagy anuncia retirada da Hungria do Pacto de Varsóvia. Parte das manobras de bastidores: as cartas Tito - Khrushchev. Polónia 1956 - Gomulka no trono. Em retrospecto: Bierut. Programa contra-revolucionário de Gomulka. O que podemos aprender com os acontecimentos de 1956. As conversações em Moscovo, em Dezembro de 1956. Como na Hungria, Alemanha Oriental, Roménia e em outros lugares, o partido polaco foi formada através da fusão mecânica do partido existente com os partidos burgueses, os chamados partidos dos trabalhadores. Talvez tal coisa tivesse sido necessária a fim de unir o proletariado sob a liderança de um partido único, mas esta união deve ter sido provocada por uma grande dose de trabalho ideológico, político e organizativo para garantir que os ex-membros de outros partidos fossem não só assimilados, mas o que é mais importante, fossem completamente educados com as normas ideológicas e organizacionais Marxistas-Leninistas. Mas isso não foi feito, quer na Polónia, Hungria ou em outro lugar e tudo o que aconteceu de facto foi que os membros dos partidos burgueses mudaram seus nomes, tornaram-se «comunistas» mantendo seus antigos pontos de vista. Assim, os partidos do proletariado não foram reforçados, mas, pelo contrário, foram enfraquecidos, porque os social-democratas e oportunistas como Cyrankiewicz, Marosan, Grotewohl, etc., impuseram as suas opiniões nos mesmos.


10. RETIRADA TEMPORÁRIA COM FINS DE VINGANÇA

Os Soviéticos exigem «unidade». A Reunião de Moscovo de 1957. Negociações de Khrushchev para trazer Tito para a reunião. A “raiva” de Khrushchev é de curta duração. Debate sobre a fórmula: “Chefia pela União Soviética”. Gomulka: «Nós não somos dependentes da União Soviética» Mao Zedong: «Nosso campo deve ter uma cabeça, porque mesmo uma cobra tem cabeça» Togliatti: "Devemos abrir novas estradas», «somos contra um único centro de referência», «nós não queremos usar a tese de Lenine sobre o partido do novo tipo». Sofisma de Mao: 80 por cento, 70 por cento e 10 por cento marxistas» A Declaração de Moscovo e a reacção Jugoslava. Khrushchev disfarça sua traição com o nome de Lenine. Os verdadeiros comunistas foram apanhados de surpresa. Nesse sentido, o sentimentalismo doentio anti-Marxista que os impediu de levantar suas vozes contra seus partidos que foram se degenerando, contra antigos dirigentes que estavam traindo, contra a União Soviética que tanto amavam, de perceber a catástrofe para a qual a pátria de Lenine e Estaline estava indo, desempenhou um papel negativo. A burguesia capitalista ajudou a aprofundar essa confusão, tanto quanto possível, com todas as suas forças e meios económicos e propaganda. Desta forma, o plano ardiloso de Khrushchev foi desenvolvido em detalhe através de intrigas, de pressão, demagogia, chantagem, acusações falsas e violação dos tratados, acordos e convénios que existiam entre a União Soviética e a China, bem como entre a União Soviética e Albânia, até que os Khrushchevites chegaram ao «famoso» encontro de Bucareste.


11. «A CENOURA» E A «VARA»

O nosso partido e a delegação do Governo vão para a União Soviética. Manobras de Khrushchev: a «cenoura» em evidência - o governo Soviético converte os créditos em subvenções. Leningrado: PospyeIov e Kozlov censuram os nossos discursos. «Não devemos mencionar os jugoslavos.» Nossa conversa oficial com Khrushchev e outros. Khrushchev fica irritado: " Você quer nos levar de volta ao curso de Estaline», «Tito e Rankovic são melhor do que Kardelj e Popovic. Tempo é um asno… ele é instável.» Um encontro casual com o embaixador jugoslavo em Moscovo, Micunovic. A visita de Khrushchev á Albânia em Maio de 1959. Khrushchev e Malinovski pedem-nos bases militares: «Vamos controlar todo o Mediterrâneo a partir do Bósforo até Gibraltar.» O conselho sobre o extermínio de cães. A Embaixada Soviética em Tirana, um centro do KGB. Em primeiro lugar e acima de tudo, tivemos que manter o partido nos trilhos do Marxismo-Leninismo para lutar contra a penetração de revisionismo e travar esta luta pela persistência de defender as normas leninistas e proteger a unidade na liderança e no Partido. Esta foi a principal garantia para nos manter imunes ao Titoismo e Krushchevismo. Como antes, a questão jugoslava foi uma das principais questões que nos dividiram dos Krushchevistas, que fizeram tudo em seu poder para nos fazer reconciliar-nos com os revisionistas jugoslavos. Khrushchev queria a nossa reconciliação com eles, porque por meio desta reconciliação ele queria ver-nos abandonar nosso curso Marxista-Leninista resoluto, abandonar qualquer posição correcta de princípios nos planos interno e internacional, isto é, submeter-se á linha Khrushchevista. Nós expressámos abertamente os nossos pontos de vista sobre a situação internacional tensa neste período, falámos sobre as verdadeiras causas dos distúrbios que estavam ocorrendo no campo socialista, duramente atingido pelas manobras do imperialismo liderado pelo imperialismo norte-Americano, denunciámos o revisionismo moderno e defendemos os princípios básicos do Marxismo-Leninismo. Nós não confiamos nos líderes jugoslavos, porque eles falam contra o sistema social dos nossos países e são contra a base do Marxismo-Leninismo. Em toda a propaganda, eles não dizem uma palavra contra o imperialismo, pelo contrário, se juntaram ao coro das potências ocidentais contra nós. Em 14 anos, nós não vimos a liderança jugoslava fazer a menor mudança que nos faça pensar que tenha entendido qualquer de seus graves erros e desvios. Nós não vamos dar qualquer passo que prejudicasse os interesses do socialismo e do Marxismo-Leninismo, nós não vamos entrar em guerra com eles e nem vamos interferir nos assuntos internos da Jugoslávia. Nós não somos e nunca fomos por tais acções, mas consideramos que é nosso dever permanente defender a nossa linha política e ideológica correcta e expor incessantemente o oportunismo e o revisionismo.
"Você Albaneses surpreendem-me,» Khrushchev disse. «Vocês são teimosos.» «Não,» disse. «Somos Marxistas». Para nós, a liderança do Partido Comunista da União Soviética tinha terminado. Khrushchev e os Krushchevistas eram revisionistas, traidores. A guerra seria declarada. O tempo da declaração de guerra era apenas uma questão de meses, enquanto nossas relações continuaram a cair numa discussão.


12. DE BUCARESTE A MOSCOVO
Fevereiro de 1960: Mikoyan sobre as diferenças Chinesas e Soviéticas. Agravamento da situação entre Moscovo e Pequim. Kosygin Paya faz uma «visita» a Mehmet Shehu em Moscovo. O enredo de Bucareste. Hysni Kapo não pestaneja sob a pressão de Khrushchev. Os Soviéticos põem os seus agentes secretos em movimento e estabelecem o bloqueio para nos matar de fome. A luta na comissão preparatória para o Encontro de Moscovo. A nossa delegação em Moscovo. Atmosfera gelada. Os Gargantuas Soviéticos. Pressão, bajulação, provocações. Os marechais do Kremlin. Um breve encontro com Andropov. A táctica de Khrushchev: «Não deve haver polémicas.» Os mercenários reagem contra a nossa fala. As últimas conversações com os renegados Krushchevistas.
A julgar pelos objectivos que as Khrushchevites buscaram alcançar, politicamente, ideologicamente e organizacionalmente, o Encontro de Bucareste era um putsch trotskista, anti-marxista, revisionista. Desde a forma da sua organização, este encontro foi uma trama do início ao fim. Mikoyan nos falou longamente sobre as diferenças com o partido chinês. Mikoyan girou seu conto de forma a criar a impressão de que eles mesmos estavam em posições de princípios leninistas e estavam a lutar contra os desvios da liderança chinesa. Entre outras coisas, Mikoyan usou
​​como argumentos várias teses dos Chineses que, de facto, para nós, também, não estavam certas do ponto de vista da ideologia Marxista-Leninista. Assim, Mikoyan mencionou as teorias pluralistas das «cem flores», a questão do culto de Mao, o "grande salto em frente”, etc. «Temos o Marxismo-Leninismo e não precisamos de qualquer outra teoria» disse Mikoyan, «enquanto não aceitamos a das cem flores". Khrushchev estava preparando o enredo de Bucareste e queria nos manipular para nos obrigar a todo o custo a concordar com suas teses revisionistas. Tal era a situação na véspera da reunião de Bucareste, que, do começo ao fim, permaneceria uma mancha na história da Internacional Comunista e do movimento dos trabalhadores. Os Krushchevistas estavam, alegadamente, a definir a data da próxima reunião, mas a definição da data foi uma formalidade. Os Krushchevistas tinham outro objectivo. O que era importante para eles era a tomada de uma série de decisões para ir «em bloco» para a futura reunião de todos os partidos. «Como um bloco», de acordo com eles, queria dizer irem muito unidos em torno dos revisionistas Krushchevistas a fim de dar apoio incondicional à sua traição da teoria Marxista-Leninista e á prática revolucionária Marxista-Leninista correcta em todos os problemas nacionais e internacionais.

 

Em suma, Khrushchev pensou que tinha chegado o momento de estabelecer a sua lei de ferro sobre o rebanho que ele queria comandar. Eles abriram fogo e gostaríamos de responder ao seu fogo com todas as nossas forças. Agora, não havia e não podia haver qualquer conciliação ou «acordo» táctico com os Krushchevistas. A grande luta havia começado. Seria uma grande e extremamente difícil luta, cheia de sacrifícios e repercussões, mas gostaríamos de continuar até o fim com confiança e optimismo, porque sabíamos que a correcção estava do nosso lado, do lado do Marxismo-Leninismo. A Reunião de Bucareste é uma trama organizada contra o Marxismo-Leninismo, na qual Khrushchev e companhia estão revelando seus rostos como revisionistas raivosos, por isso não vamos fazer nenhuma concessão aos revisionistas mesmo que fiquemos sozinhos contra todos eles. As nossas posições foram correctas e Marxistas-Leninistas. A trama organizada por Khrushchev teve que ser derrotada. Este não é o lugar e tempo para analisar os motivos que impulsionaram os líderes Chineses e para explicar se houve ou não algo íntegro nas posições deles naquela época (eu escrevi sobre estes assuntos no meu diário), mas uma coisa era clara: nesse período, o Partido Comunista da China surgiu como um defensor do Marxismo-Leninismo. A luta em defesa do Marxismo-Leninismo contra o revisionismo era a única base que nos colocou em acordo com o Partido Comunista da China. Khrushchev não podia perdoar-nos o que fizemos contra o revisionismo. Mas também não podemos perdoá-lo pelo que ele tinha feito contra o Marxismo-Leninismo, contra a revolução, contra a União Soviética, contra a Albânia e a Internacional Comunista e o movimento dos trabalhadores. Perante os comunistas Albaneses, as provocações dos revisionistas Soviéticos enfrentaram uma barricada insuperável, uma rocha inabalável. Os únicos elementos traiçoeiros que se opunham á unidade monolítica de nossas fileiras foram Liri Belishova e Koço Tashko, que se renderam à pressão dos Soviéticos e, nos momentos de tempestades e testes severos, mostraram suas verdadeiras faces como capituladores, provocadores e anti-Marxistas. Como os eventos confirmaram, estes dois elementos há muito tempo se colocaram ao serviço de Khrushchev, tinham-se tornado seus agentes e lutaram para atacar o nosso partido e a sua liderança a partir de dentro. O Partido e o povo desmascararam-nos e condenaram-nos com ódio e desprezo. Nos seus esforços para superar a resistência do PTA e do povo Albanês, os Krushchevistas abandonaram todos os escrúpulos, indo tão longe a ponto de ameaçar o nosso país com o bloqueio para nos matar de fome. Estes inimigos fanáticos do socialismo e do povo Albanês em particular, recusaram-se a fornecer-nos com grãos num momento em que as nossas reservas de pão nos iam durar apenas 15 dias. Quando o povo Albanês estava em perigo de ficar sem pão, Khrushchev preferiu alimentar os ratos e não os Albaneses. Segundo ele, havia apenas dois caminhos para nós: ou submeter-se ou morrer. Esta foi a lógica cínica deste traidor. O Comité Central apelou ao partido e ao povo para fechar as suas fileiras, para salvaguardar e reforçar a sua unidade e patriotismo, para manter a calma, para evitar a queda para provocações, para ser vigilante e destemido. Dissemos que este era o caminho para garantir o triunfo da linha Marxista-Leninista correcta que estávamos seguindo. Dissemos ao Partido que, independentemente do facto de que os inimigos eram muitos e poderosos, nós triunfaríamos. Agora, estávamos nos preparando para o Encontro de Moscovo, onde previmos que uma luta feroz seria travada. O nosso partido tinha decidido que na reunião atacaria abertamente a traição dos revisionistas Krushchevistas que se tinham colocado em oposição à teoria Marxista-Leninista. Gostaríamos de lutar contra a sua prática e política traidora, iríamos defender a União Soviética, o leninismo e Estaline, atacaríamos o 20º Congresso do Partido Comunista da União Soviética e denunciaríamos todas as vis acções anti-Albanesas dos Krushchevistas e de Khrushchev pessoalmente. Ao contrário dos desejos dos Krushchevistas, a nossa delegação na Comissão insistiu na declaração de que «o revisionismo é o principal perigo no movimento comunista» e que o revisionismo jugoslavo deve ser mencionado especificamente como uma agência imperialista. Nossos camaradas apontaram enfaticamente o perigo da tese de que «o revisionismo foi derrotado ideologicamente» que Khrushchev queria impor a todos os outros partidos. «Não só o revisionismo existe, mas seus tentáculos estão crescendo hoje» disse o camarada Hysni Kapo. A Andropov, o camarada Enver Hoxha disse: Diga a Khrushchev que não é ele quem decide se a Albânia é ou não é um país socialista. O povo Albanês e seu partido Marxista-Leninista já decidiram isso com o seu sangue. Havia uma atmosfera tensa quando a reunião abriu. De propósito, colocaram-nos perto da tribuna do orador para que pudéssemos estar sob o dedo da reprovação dos anti-Marxistas «promotores» Krushchevistas. Mas, ao contrário de seus desejos, nós fomos os promotores e acusadores dos renegados e os traidores. Eles estavam no banco dos réus. Mantivemos a cabeça erguida porque estávamos com o Marxismo-Leninismo. Khrushchev segurou a sua cabeça com as duas mãos, quando as bombas do nosso Partido estouraram em cima dele. Eu não vou me debruçar sobre o conteúdo do discurso que apresentei em nome do nosso Comité Central em Moscovo, porque ele foi publicado, e as opiniões do nosso Partido sobre os problemas que nós levantámos já são conhecidas em todo o mundo. Quero apenas sublinhar a maneira como os seguidores de Khrushchev reagiram quando ouviram os nossos ataques contra seu chefe. Khrushchev e todos aqueles que o seguiam se esforçaram para garantir que o documento aprovado de carácter internacional, que incluiria toda a linha dos revisionistas Krushchevistas, que distorcia as teses fundamentais do Marxismo-Leninismo sobre a natureza do imperialismo, a revolução, a convivência pacífica, e assim por diante. No entanto, nas comissões, as delegações do nosso partido e do Partido Comunista da China se opuseram fortemente ao exposto e a essas distorções. Nós conseguimos que muitas coisas fossem corrigidas, muitas teses dos revisionistas foram rejeitadas e muitas outras foram colocadas correctamente, até que o documento final surgiu e foi aceito por todos os participantes da reunião. Ficou claro que o próprio Khrushchev violaria a Declaração do Encontro de Moscovo e que nos acusaria de estarmos a violar as directivas e decisões da reunião.


13. O ACTO FINAL

Unidade de aço do Partido e do nosso povo. Os Soviéticos querem ocupar a base de Vlora. Situação de tensão na base. O Almirante Kasatonov sai com o rabo entre as pernas. Os inimigos sonham com mudanças na nossa liderança. O 4 º Congresso do PTA. Pospyelov e Andropov em Tirana. Os delegados gregos e a Checoslováquia obtêm a resposta que merecem ás suas provocações. Emissários de Khrushchev em Tirana falham na sua missão. Eles «convidam-nos» para irmos a Moscovo novamente! Ataque público de Khrushchev ao PTA no 22º Congresso do PCUS. A quebra definitiva: em Dezembro de 1961 Khrushchev corta as relações diplomáticas com a República Popular da Albânia. Todo o Partido e as pessoas foram informados dos acontecimentos e da situação criada especialmente após a reunião de Moscovo. Sabíamos que os ataques, provocações e chantagens seriam aumentados e se intensificariam como nunca antes, estávamos convencidos de que a ira de Khrushchev seria derramada sobre nós, o nosso partido e as pessoas para nos forçar a submeter-se. Falámos com o partido e as pessoas com o coração aberto, explicámos tudo o que havia ocorrido, e tornámos a actividade perigosa dos revisionistas Krushchevistas clara para eles. Como sempre, o Partido e o povo mostraram seu alto nível de maturidade, seu brilhante patriotismo revolucionário, seu amor e lealdade para com o Comité Central do Partido e a sua linha correcta. Eles entenderam a situação difícil que estávamos passando, portanto, dedicaram todas as suas energias físicas e mentais ao máximo, mobilizaram-se totalmente, temperaram mais a sua unidade e os revisionistas Soviéticos estatelaram-se contra uma parede de aço. O ano de 1961 foi transformado num ano de testes gloriosos. Em todos os lugares, em todos os sectores. As provocações, insinuações e sabotagem dos Krushchevistas foram repelidas sem medo e resolutamente. Nada foi autorizado a passar. Moscovo, seguida imediatamente pelas capitais dos seus satélites, começou a pressão económica sobre nós. Como a primeira forte pressão, os revisionistas suspenderam os contratos assinados e acordos de qualquer natureza, e, posteriormente, rasgaram-nos ao estilo hitlerista. Eles começaram a retirar seus especialistas, pensando que tudo em nosso país chegaria a um impasse. Mas eles estavam gravemente equivocados. Khrushchev imediatamente recebeu não só a nossa resposta, mas também a de todo o povo Albanês: em milhares de milhares de telegramas e cartas que vieram ao nosso Comité Central a partir de todos os cantos do país, desde as mais variadas camadas da população, os comunistas e o nosso povo expressaram a sua indignação profunda e legítima para com as acções traiçoeiras de Khrushchev, apoiaram a linha do Partido com toda a sua força e prometeram que iriam defender e aplicar esta linha correcta até ao final em face de qualquer teste ou sacrifício. Então, Khrushchev realizou seu acto final contra nós - a única coisa que pode fazer - de forma unilateral, ele rompeu as relações diplomáticas com a República Popular da Albânia. Este foi o seu último gesto desesperado de vingança: «Uma vez que não querem ficar debaixo da minha asa, deixem que os imperialistas os devorem» pensou. Mas ele estava terrivelmente errado, como ele havia estado enganado toda a sua vida. Nós demos uma resposta firme á sua hostilidade e dos lacaios Krushchevistas. Heroicamente e com firmeza Marxista-Leninista, o Partido do Trabalho da Albânia resistiu aos ataques do revisionismo moderno liderado por Khrushchev e contra-atacou duramente, com solidariedade exemplar, com grande clareza Marxista-Leninista e com argumentos e factos indiscutíveis e inegáveis.

As palavras revolucionárias e opiniões do Partido do Trabalho da Albânia foram ouvidos com respeito em todo o mundo. O proletariado viu que este pequeno partido estava gloriosamente defendendo o Marxismo-Leninismo com sucesso contra as cliques revisionistas que estavam no poder. O revisionismo contemporâneo, liderado pelo revisionismo Soviético, foi exposto e ainda está sendo exposto com coragem revolucionária pelo nosso Partido. A União Soviética revisionista sofreu colossais derrotas em todos os campos. Seu disfarce pseudo-Marxista foi arrancado e ela perdeu o prestígio e autoridade que tinha sido forjada por Lenine, Estaline e o Partido Bolchevique. Os comunistas, os revolucionários e os combatentes pela libertação das pessoas não foram nem podem ser enganados pela demagogia dos revisionistas Krushchevistas. O nosso partido tem feito, está fazendo e sempre fará a sua contribuição para este trabalho revolucionário. Assim, as relações entre a Albânia socialista e a União Soviética revisionista chegaram ao fim. No entanto, a nossa luta contra a actividade traiçoeira e fascista, social-imperialista dos revisionistas Krushchevistas e de Brezhnev não acabou e não acabará. Temos atacado e vamos continuar a atacá-los até que sejam eliminados da face da terra, até a luta comum dos povos, revolucionários e Marxistas-Leninistas em todo o mundo triunfar em todos os lugares, incluindo na União Soviética. Um dia, o povo Soviético condenará severamente os Krushchevistas e vai honrar e amar o povo Albanês e o Partido do Trabalho da Albânia tal como nos amou em tempos melhores, porque o nosso povo e partido lutou com firmeza contra os Krushchevistas, que são nossos inimigos comuns.

1976

Sobre a difamação do grande Estaline pelos Krushchevistas, o camarada Enver Hoxha corajosamente declarou:

"É preciso defender o trabalho de Joseph Estaline. Quem não o defender é um oportunista e um canalha."


O camarada Enver condenou a revisão Khrushchevista dos princípios fundamentais e as conclusões do Marxismo-Leninismo. Esta posição foi uma grande inspiração para os Marxistas-Leninistas de todo o mundo que começaram a se organizar para lutar contra o revisionismo Khrushchevista que tomou conta dos partidos comunistas de seus países. O trabalho do camarada Enver Hoxha "Os Krushchevistas - Memórias" é um excelente contributo para o tesouro do Marxismo-Leninismo:

O Partido do Trabalho da Albânia lutou e lutará decididamente pela defesa da pureza das ideias Marxistas-Leninistas. E ele está sempre determinado a lutar por ela. Ele é contra todos aqueles que tentam distorcer essas ideias e substituí-las por meio de ideias contra-revolucionárias burguesas e revisionistas. O nosso partido será sempre contra eles.


 

 

1981

 

 

Em 1981, o famoso livro do camarada Enver Hoxha "Quando o partido nasceu", foi publicado. A Academia de Ciências da Albânia foi criada em 1981.


Em 25 e 26 de Fevereiro de 1981, o 9º Plenário do CC do PTA ocorreu dirigido pelo primeiro-secretário do CC, o camarada Enver Hoxha. O importante discurso do camarada Enver Hoxha ainda não tinha sido publicado. No que diz respeito ao conteúdo do 9º Plenário, ele tratou do Plano do Ano 1981 e do 8º Congresso do PTA no primeiro de Novembro de 1981. Em 30 de Abril de 1981, os 22 km de linha ferroviária - que liga Lac e Lezha - foram inaugurados. Esta linha-férrea foi criada logo após a que liga Prrenjas e Pogradec. 17 000 jovens voluntários participaram nestas acções de massas revolucionárias. Tudo isso era parte da criação de uma grande rede de linhas em todo o país. Todas essas acções de massa foram iniciadas pelo camarada Enver Hoxha. Elas estavam enraizadas desde os tempos da guerra de libertação nacional, na qual a juventude revolucionária participou heroicamente. O camarada Enver Hoxha disse:


"Vestidos em trapos e descalços, na neve e chuva, mas ainda assim destemidos e firmes, eles se lançaram à luta ferozmente... onde a coragem, bravura e abnegação, onde as habilidades organizacionais foram necessárias."


Desta forma, a luta foi continuada durante a construção do socialismo. A qualquer momento, as acções de massa ligavam a juventude com o povo, deu-lhe fé e levantavam a moral comunista, o colectivismo, a coragem e o sacrifício no espírito do Marxismo-Leninismo.

 

 

Enver Hoxha - celebrando o 1º de Maio de 1981


Como todos os anos, o camarada Enver Hoxha celebrou a solidariedade internacional no primeiro de Maio de 1981, o dia da luta dos trabalhadores em todo o mundo. Em Tirana, o camarada Enver Hoxha saudou os participantes da manifestação que cantavam o Hino da "Internacional".

 

No verão de 1981, o camarada Enver Hoxha passou as férias em Vlora.



Nesta ocasião, ele visitou alguns lugares históricos, por exemplo, o lugar onde o companheiro Hysni Kapo e seus partidários haviam vencido a batalha de 20 dias contra os fascistas alemães em 1943. O monumento expressa a verdade histórica de que a liberdade só pode ser conseguido com o sangue. O camarada Enver Hoxha teve uma conversa amigável com os veteranos. Ele, o próprio, esteve aqui em Maio de 1943 a destruir grupos hostis dentro do partido - logo após a sua fundação. O camarada Enver Hoxha enfatizou:

"O Partido nos ensina a lutar. Ele nos ensina como criar uma melhor vida. O trabalho sempre foi bem-sucedido. "

Depois, o camarada Enver Hoxha participou das comemorações dos Jovens Pioneiros.


Em 6 de Maio de 1981, o camarada Enver Hoxha realizou um discurso na reunião dos secretários do CC do PTA. No início da reunião, o camarada Enver Hoxha perguntou aos camaradas do Comité de Ciência e Técnica uma série de questões relacionadas com o cumprimento das metas do 8º Plenário do CC do Partido, perguntou sobre a organização, as funções e competências da Comissão de Ciência e técnica, sobre suas relações e cooperação com a Academia de Ciências, com a Universidade e com as outras instituições científicas do país, etc. Depois de ouvir as respostas e as contribuições dos companheiros em conexão com a questão na agenda, o camarada Enver Hoxha, disse entre outras coisas que

A comissão de ciência e técnica deve exercer influência sobre o desenvolvimento da ciência e da aplicação prática das suas realizações.

 

 

 

Enver Hoxha
- Liderando a reunião do Bureau Político do CC do PTA

1981



Em 15 e 16 de Junho de 1981, a reunião do 10º Plenário do CC do PTA ocorreu - dirigida pelo camarada Enver Hoxha. No final da reunião, o camarada Enver Hoxha proferiu um importante discurso que ainda é inédito. Tratou-se das tarefas do Partido, dos órgãos do Estado e das massas de trabalho no que diz respeito ao cumprimento do 7º Plano Quinquenal 1981-1985. O camarada Enver Hoxha falou também sobre os trágicos acontecimentos no Kosovo, que foram causados ​​pelos chauvinistas sérvios que atacaram furiosamente a Albânia. O camarada Enver Hoxha tomou uma objectiva posição de princípios Marxista-Leninista neste conflito perigoso
(Enver Hoxha sobre o Kosovo). O 10º Plenário aprovou a atitude correcta do camarada Enver Hoxha (seu discurso no youtube). Em 1981, o camarada Enver Hoxha preparou um plano de resgate militar para o povo do Kosovo.



 

Enver Hoxha com uma cesta de cravos vermelhos do povo de Kosovo


De 25 a 27 de Junho de 1981, o 7º Encontro da 9ª legislatura da Assembleia Popular da República Popular Socialista da Albânia teve lugar em que o camarada Enver Hoxha participou como primeiro secretário do CC do PTA e como Presidente do Presidium da Assembleia Popular. Um novo Código Civil e o novo Código de Processo Civil foram necessários para consolidar o desenvolvimento das relações socialistas de produção, a eliminação da propriedade privada e a extensão da propriedade de empresas estatais e cooperativas agrícolas. O direito civil Albanês não regula todas as relações económicas do país mas apenas as relações de propriedade existentes, principalmente entre as instituições, instalações de produção, cooperativas agrícolas e organizações públicas, entre eles e os cidadãos e entre os próprios cidadãos. As leis civis são baseadas na Constituição socialista, na liderança do PTA, no Marxismo-Leninismo como ideologia dominante, na luta de classes como a lei objectiva da sociedade socialista, na linha de massas como uma expressão activa da democracia socialista, na luta contra a burocracia e o liberalismo. No seu livro "O Imperialismo e a Revolução", o camarada Enver Hoxha escreveu que as propriedades de monopólio do Estado representam as propriedades do estado capitalista, as propriedades das classes burguesas dominantes. Mesmo nos países dominados pelos revisionistas modernos esta propriedade, independentemente de sua aparência, em substância, não é nada mais do que a propriedade capitalista da burguesia revisionista que detém o poder político nas suas mãos. Como exemplo prático, no Código Civil, o Estado controla o nível das rendas e protege os cidadãos de rendas ilícitas e sobrecarregadas.


O novo Código de Processo Civil estava comprometido com o partido, o Estado e as organizações de massas assumindo mais responsabilidades na participação na prevenção e minimização de conflitos civis dentro da sociedade socialista. A base da sociedade, por exemplo, os colectivos dos trabalhadores tem o direito de intervir activamente num conflito civil. As audiências dos tribunais só são realizadas se os conflitos civis não foram resolvidos com antecedência. Assim, a ditadura do proletariado na Albânia rejeitou o julgamento como o único e exclusivo método para proteger e arbitrar conflitos de direitos civis pessoais. Em contraste com os países capitalistas e revisionistas, as audiências eram resolvidas dentro de curto espaço de tempo para evitar o uso indevido de atrasos durante alguns meses ou mesmo anos. Assim como impostos e taxas foram geralmente abolidos, também os custos judiciais, em particular, foram abolidos. O camarada Enver Hoxha enfatizou que todos os órgãos do Estado devem ser organizados de tal forma que cada corpo entende seus direitos e deveres dentro da sociedade socialista, em geral, e no seu local de trabalho ou vida privada em particular. O camarada Enver Hoxha exercia de forma significativa influência na criação, execução e controlo de todas as leis socialistas na Albânia.

Em 15 de Julho de 1981, o camarada Enver Hoxha escreveu no seu diário algumas reflexões importantes sobre a posição da Albânia socialista na arena internacional (REFLEXÕES - publicado em 1986: "As superpotências"). Em retro perspectiva, essas reflexões devem ser entendidas como um apelo ardente para defender o socialismo na Albânia e resistir à pressão da crise do mundo capitalista-revisionista por todos os meios. Indirectamente, ele também é um aviso para aquelas forças dentro Albânia que tendem a desistir da luta e a se render.


O camarada Enver Hoxha definiu as contradições no mundo actual:
No mundo de hoje, muitas contradições estão se desenvolvendo, tornando-se mais profundas e aumentando em escopo e intensidade. Há profundas contradições entre as superpotências, entre as superpotências e os países capitalistas industrializados, entre eles e outros países do mundo com diferentes sistemas e descrições estranhas, como "países em desenvolvimento", "países subdesenvolvidos", "países atrasados", "países pobres", etc., etc. Todas estas coisas fazem a situação geral mais perigosa. Ao mesmo tempo, todo o mundo capitalista-revisionista está chafurdando em uma crise económica, política e moral sem precedentes. A burguesia capitalista e revisionista está fazendo todos os esforços para descarregar as consequências catastróficas da crise sobre as costas das massas trabalhadoras, que, apesar de que são eles que produzem as bênçãos materiais, são oprimidos pela classe exploradora. Esta tendência da burguesia faz com que as suas contradições de classe do proletariado e das massas trabalhadoras sejam mais profundas, aumenta o abismo entre ricos e pobres, agrava as contradições inter-imperialistas, aquelas entre os "aliados" dos grupos capitalistas e revisionistas, e entre as metrópoles e os países coloniais e neo-coloniais.


O camarada Enver Hoxha definiu a presente principal contradição da seguinte forma:

Hoje, a maior e mais aguda contradição é que entre o mundo capitalista e a classe operária e as massas trabalhadoras de todos os países do mundo. Essa contradição não pode ser resolvida pelos regimes capitalistas-revisionistas. Neste campo, lutas concretas estão sendo travadas pela libertação nacional, pela libertação social e reformas, e há greves e manifestações de carácter político-económico. Todas essas coisas que abalaram os alicerces da burguesia capitalista mundial estão agitando-os mais e mais a cada dia, construindo situações revolucionárias. Na arena internacional, as diferentes formas de luta estão sendo desenvolvidas por ambas as partes. O uso da violência, o bastão e a demagogia capitalista-revisionista têm aumentado em frequência e brutalidade. Desde o seu arsenal de armas, a burguesia capitalista, assustada com a crescente onda de revoluções, fez uso extensivo da corrupção das cliques no poder ao espalhar a degeneração intelectual e moral por todos os meios de propaganda. A burguesia também está usando a sua arma favorita em tempos de crise, o terrorismo, por meio do qual ele tenta despertar repulsa entre as pessoas contra o desejo ardente de libertação do grilhão do capital e ao identificar o terrorismo com a actividade dos revolucionários genuínos ela tenta assustar as massas, para as colocar contra a revolução, para preservar a ordem de opressão e emergir sem grande dor desta crise letal.


O camarada Enver Hoxha definiu a época actual da seguinte e excelente maneira:

A época actual pode ser chamada a época da desestabilização total do capitalismo, de instabilidade política, de insegurança geral e perspectivas sombrias e pouco claras para o futuro. Os povos não podem e não devem colocar qualquer confiança na política dos estados capitalistas-revisionistas e na demagogia social dessa política. O que os povos devem discernir claramente são os factos concretos através da densa névoa com que a superestrutura do regime capitalista-revisionista obscurece a sua visão, distorce a realidade, engana o povo e tenta denegrir a estrada da revolução, não são as formas da estrutura dos Estados capitalistas-revisionistas, mas o conteúdo, a essência desta estrutura, eles devem perceber qual a classe que ela serve. Este é um grande problema, grave, que é difícil de resolver, mas não é insuperável. As forças que se opõem ao ataque capitalista são maiores e mais poderosas. Mas essas forças devem estar totalmente despertas, sua consciência temperada, elas devem ser organizadas á escala nacional e internacional. O dispositivo em que a força do capitalismo se baseia é a sua política de "dividir para reinar". Por este meio, o capitalismo esmaga os mais fracos e torna-os incapazes de se oporem, liga-os com mil fios de modo que eles sempre serão escravos, sejam indivíduos, povos ou estados, explora-os ao máximo e cria neles a ilusão que eles estão vivendo num "mundo livre e democrático", no qual eles devem se contentar com a vida miserável que levam, por que ele deveriam estar gratos ao seu suserano. Os povos devem se opor a este dispositivo com o glorioso slogan de Marx: "Proletários de todos os países - uni-vos!" Um slogan que tem aterrorizado a burguesia capitalista em todos os momentos. Neste desenvolvimento caótico e desigual nenhum progresso pode ser feito sem luta e sem todos os tipos de confrontos entre opressores e oprimidos, entre exploradores e explorados. Os estados capitalistas competem uns com os outros pela supremacia. Na maioria dos casos, por causa de seus diferentes interesses, esta competição entre eles se desenvolve em discórdia. Quem sai por cima, quem consegue fazer cair os seus rivais, quem consegue fazer a lei e impor a sua política de dominação é apresentado como o mais inteligente, o político mais capaz. No entanto, a sua posição dominante não é eterna, porque ele criou dois tipos de adversários: os indivíduos da sua própria classe, que são rivais por posições dominantes e pelos lucros capitalistas e o grande adversário - a classe operária e as massas trabalhadoras que, através de todas as formas de luta de classes, corroem a ordem capitalista a partir de dentro causando divisões e trazendo derrota após derrota em cima dela. Impelida pela sedução de ganhos ilegais, a tendência da burguesa será para escravizar povos e se envolver em especulações sem escrúpulos, ao custo de sangue e suor, o mundo capitalista nunca vai encontrar a estabilidade em qualquer campo da vida. Apesar de que os grandes avanços alcançados são o resultado do trabalho e suor das massas trabalhadoras, estas são excluídas de quaisquer benefícios delas. As massas têm sido polarizadas e, como tal, são adversárias permanentes da exploração desumana pela burguesia capitalista.

Nesta realidade, na derrota e instabilidade político-económica, os estados capitalistas-revisionistas estão tentando encontrar uma solução temporária para os problemas mais graves e perigosos. No entanto, as soluções que elas oferecem não podem ser satisfatórias, porque eles são unilaterais no seu objectivo e aplicadas num terreno que treme como resultado das turbulências populares. Os grandes antagonismos dentro das fileiras do capital e aqueles entre a burguesia e a classe operária e as massas trabalhadoras fazem estas soluções anti-populares e ineficazes. Deste ponto de vista de classe, o desenvolvimento actual do mundo capitalista leva a uma compreensão mais realista da política que o capital segue para prolongar sua existência, dos métodos e tácticas da sua luta contra os povos. O imperialismo, o social-imperialismo e o capitalismo monopolista mundiais estão tentando preservar essa hegemonia absoluta e torná-la permanente, na teoria e na prática. Pensamos que essa hegemonia deve ser combatida e destruída sem piedade. O mundo tem que sair deste círculo vicioso de escravidão moderna espiritual, económica e política. Esta escravidão moderna é um acto cruel da classe burguesa capitalista e da ordem económica e política que criou. A classe trabalhadora de todos os países, as grandes massas do povo trabalhador, que são oprimidos e explorados, são os destruidores dessa hegemonia capitalista. O Marxismo-Leninismo deve guiar todas essas massas na revolução para a vida nova, genuinamente socialista sem exploradores e explorados. A Albânia socialista é a prole da revolução proletária. Guiados pela teoria Marxista-Leninista construímos a nova sociedade, a sociedade socialista. O Partido do Trabalho da Albânia sempre se baseou na teoria de Marx, Engels, Lenine e Estaline, aplicou esta teoria sem vacilações ou desvios, sem medo e na oposição e através da luta intransigente com as ideologias capitalistas-revisionistas.


O camarada Enver Hoxha respondeu da seguinte forma à questão do chamado "isolamento da Albânia neste mundo":
Entre este caos, a crise económica, política e moral, os inimigos imperialistas e revisionistas estão fazendo um grande barulho sobre a "posição isolada" do nosso país. Mas estará a Albânia realmente isolada do mundo exterior, como os revisionistas de todos os matizes e os vários inimigos imperialistas reivindicam? A resposta a esta pergunta depende da posição de classe política e a partir da qual se vê esta questão. Do ponto de vista ideológico e político do nosso estado, a República Popular Socialista da Albânia nunca foi, não é e não estará isolada. Nós temos relações diplomáticas com a maioria dos estados do mundo, e não há nada que nos impeça de ter tais relações com os restantes. Com os Estados Unidos da América e a União Soviética, no entanto, não queremos tais relações. Da mesma forma, não temos relações diplomáticas com a Grã-Bretanha ou a República Federal da Alemanha, que têm dívidas não pagas á República Popular Socialista da Albânia, o primeiro do ouro roubado e o último das reparações de guerra. Sabemos que os estados revisionistas (Jugoslávia, União Soviética, etc.) e os Estados capitalistas (EUA, etc.) dizem que o nosso país está isolado do mundo porque ele não entrou e não vai entrar nas suas órbitas, porque não é economicamente dependente deles, não aceita créditos deles ou entra em dívida para com eles, porque não é politicamente dependente deles, não permite que a sua independência e soberania sejam violadas nem que a sua ordem estatal e a sua ideologia Marxista-Leninista sejam alteradas. É assim que tem sido e será no futuro, também. Na opinião de alguns desses estados, a República Popular Socialista da Albânia, que persegue uma política independente em todas as áreas e em todas as circunstâncias, é uma espécie de anacronismo. Podemos entender isso. Para eles, é um anacronismo que o nosso estado de ditadura do proletariado não esteja em crise, que não seja influenciado pela grande crise mundial, que o nosso estado tenha estabilidade política, que a nossa economia esteja se desenvolvendo ano a ano, contrariamente ao que sucede em todos os países capitalistas-revisionistas em todo o mundo. A Albânia, com a sua ordem socialista em construção, é um caso isolado – afirmam os capitalistas e revisionistas que estão em crise política, económica e moral. Nesta perspectiva e por causa da situação muito boa no nosso país, sim, eles têm o direito de dizer que estamos "isolados" deles e dos males da sua ordem social e política.


Portanto, com a sua política de princípios e independente, com a sua coragem e os resultados tangíveis que alcançou, pequena como é, a Albânia tem um papel socio-político duplo na arena internacional - por um lado, expõe a ordem capitalista -revisionista e sua política, por outro lado, desempenha um papel revolucionário construtivo, encorajando os povos do mundo que lutam por sua libertação do jugo do capital. É por esse grande papel que a questão de a Albânia socialista estar ou não isolada deve ser julgada. A Albânia socialista e o Partido do Trabalho da Albânia, que a lidera, ama, respeita e defende todos os povos do mundo, enquanto que, por sua vez, estes estão em unidade com a gente. A Albânia socialista tornou-se um grande exemplo em que as massas trabalhadoras colocam suas esperanças. Nestas condições e circunstâncias, então, não se pode falar de isolamento da Albânia. São os capitalistas, os revisionistas, os imperialistas e social-imperialistas que estão isolados, desacreditados e odiados pelos povos. E é precisamente eles que tentam apresentar a República Popular Socialista da Albânia como isolada, que se esforçam, sem sucesso, para distorcer suas opiniões correctas e suas vitórias, e em última análise, isso faz parte de seus esforços para isolar a teoria Marxista-Leninista, para chamá-la obsoleta e anacrónica. Neste contexto, eles tentam provar que "o socialismo pode ser construído" guiado por qualquer tipo de ideologia reformista, oportunista ou mesmo fascista. Em sentido amplo, os estados capitalistas-revisionistas não estão preocupados com a existência de um pequeno país e povo como o nosso, mas a ideologia que orienta o nosso povo, a sociedade socialista genuína que está sendo construída com sucesso em nosso país, onde não há problemas políticos ou económicos e onde uma cultura sã está sendo desenvolvida, preocupa-os muito. É por isso que os inimigos dos povos tentam apresentar a situação político-moral do nosso povo de uma forma distorcida e menosprezar o grande e ininterrupto progresso socio-económico do nosso país.
A luta de todos os inimigos de todos os povos contra o nosso país socialista continua das mesmas posições de classe, mas com variações de intensidade. Isto acontece porque, embora seja verdade que há unidade entre os capitalistas e revisionistas como inimigos do socialismo, também há diferenças, conflitos e disputas entre eles. Há conflitos e disputas também entre grandes e pequenos Estados, entre os altamente desenvolvidos, os menos desenvolvidos e os não desenvolvidos. Na presente época da grande crise do capitalismo, os Estados capitalistas-revisionistas são política e economicamente dependentes. Claro, os mais fortes e maiores são menos dependentes dos mais fracos e menores, mas todos eles são sensíveis e afectados pelas contradições que estão se tornando cada vez mais agudas. Essas contradições têm seu efeito político e económico e são expressas nas arquibancadas de todos os estados, internamente e nas relações internacionais entre os vários estados. Não apenas hoje, não só agora, mas desde que foi fundado, o nosso Partido e Estado proletário declarou publicamente que irá aplicar princípios de política externa aberta, uma política de boa vizinhança e relações com todos os países com base na igualdade, o respeito à soberania, não-ingerência nos assuntos internos e benefício mútuo. E eles têm aderido a esta política sem o menor desvio. No entanto, também deixamos claro para quem se preocupa em ouvir, que tal política não significa concessões ou desistência da luta decidida para a defesa da nossa ideologia, o Marxismo-Leninismo, a luta contra o imperialismo e o capitalismo ganancioso, ou o apoio à justa luta do proletariado mundial pela libertação social e lutas de libertação nacional dos povos contra o colonialismo e o neocolonialismo. O Partido do Trabalho da Albânia é um partido forte não por causa do número dos seus membros, mas por causa da ideologia Marxista-Leninista que o inspira e orienta. Nós, comunistas Albaneses, estamos conscientes das dificuldades que encontramos e vamos encontrar em nosso caminho, mas, ao mesmo tempo, estamos totalmente convencidos de que vamos superá-las, porque estamos no caminho certo.


Enver Hoxha ensinou aos povos e, especialmente, ao povo Albanês que "compreendam que a sua independência e as vitórias alcançadas devem ser defendidas como elas foram conquistadas, de armas na mão, mesmo com o seu sangue, se necessário, e deve ser ainda mais consolidada com suas próprias forças e recursos através da luta e esforços. Alguns pensam que isso não pode ser feito, que os empréstimos e créditos dos capitalistas e revisionistas são indispensáveis. Isso não é verdade. Quando a verdadeira liberdade e independência são entendidas correctamente por um povo e desenvolvidas correctamente por sua liderança, elas trazem bem-estar, desenvolvimento e fazem-nos conscientes do seu próprio destino. Empréstimos externos e créditos não foram e não são do interesse dos povos. Para eles, os empréstimos e os créditos são uma corda em volta de seus pescoços." A restauração do capitalismo na Albânia Socialista é uma lição amarga para o povo Albanês, para o proletariado mundial e para todos os povos do mundo. Ramiz Alia e sua camarilha pisou a constituição socialista debaixo dos pés ou seja, violou a proibição de empréstimos externos e créditos. Os traidores se renderam aos imperialistas e traíram o camarada Enver Hoxha e suas lições. Ramiz Alia se tornou um lacaio dos imperialistas e ajudou a colocar a corda em volta do pescoço do povo Albanês.”

 

 

 

 

O 8º Congresso do PTA


Novembro de 1981

 

Enver Hoxha - relatório ao 8 º Congresso do PTA

Nov. 1981

RELATÓRIO DE ACTIVIDADE
DO COMITÉ CENTRAL DO PARTIDO
DO TRABALHO DA ALBÂNIA

 Apresentado ao 8o Congresso do PTA
em 1 de Novembro 1981

 




O principal evento do ano de 1981 foi o 8º Congresso do PTA e o relatório entregue pelo camarada Enver Hoxha. O 8º Congresso do PTA foi uma orientação político-ideológica para a defesa e consolidação do regime da ditadura do proletariado. Enquanto a ideologia Marxista-Leninista, as perspectivas de construção do socialismo e a unidade do Movimento Mundial Marxista-Leninista contra o revisionismo chinês foram levantadas a um nível elevado pelo 7º Congresso, o 8º Congresso pode ser caracterizado pela consolidação das conquistas socialistas por meio de superação de fraquezas e erros, pagando cada vez mais atenção aos crescentes inimigos internos e externos através do aumento da consciência para uma melhor defesa do país contra a pressão crescente do mundo capitalista-revisionista e pelo aumento da luta de classes para o fortalecimento da ditadura do proletariado e consolidação da base económica da construção do socialismo. No seu relatório, o camarada Enver Hoxha falou abertamente sobre todos os pontos fracos que podem ter consequências existenciais sérias se eles não fossem eliminados. Na verdade, ele atacou abertamente a influência das aparências revisionistas. No seu relatório, o camarada Enver Hoxha já lutava contra as forças que o traíram após sua morte e que destruíram a Albânia socialista.

 

 

Enver Hoxha - fazendo o discurso de encerramento


No seu discurso de encerramento do 8º Congresso do PTA, Enver Hoxha disse:

O povo Albanês não poupará esforços nem suor porque está convencido de que a única maneira de manter e consolidar a vitória da revolução, de garantir o presente e garantir o futuro é que a construção socialista faça progressos.

O Bureau Político rejeitou o relatório do espião Mehmet Shehu para o 8º Congresso por causa de erros óbvios. Se quisermos explicar o desenvolvimento sucessivo da restauração do capitalismo na Albânia após a morte do camarada Enver Hoxha, então devemos estudar cuidadosamente o relatório ao 8º Congresso do PTA que o camarada Enver Hoxha fez em 1 de Novembro 1981 - ou seja, 3 anos e meio antes da sua morte. Este foi o seu último relatório, e não é por acaso que ele citou os relatórios do camarada Estaline [um para o XVII Congresso do PCUS [B] (26 de Janeiro de 1934) e outro para o XVIII (10 de Março de 1939)]. Todos estes relatórios de Estaline e de Enver Hoxha eram uma declaração de guerra contra a ameaça crescente do revisionismo, a burocratização dentro das próprias fileiras do partido e do Estado, a degeneração do socialismo e a sua infiltração na ditadura do proletariado. Eles eram um apelo de alerta para a intensificação da luta de classes da classe trabalhadora para defender a sua ditadura. Em seu relatório, o camarada Enver Hoxha citou o relatório de Estaline para o XVII Congresso do PCUS (B) [1934]:


" A verificação bem organizada sobre o cumprimento das decisões é o holofote que ajuda a revelar a forma como o aparelho está a funcionar a qualquer momento e a trazer os burocratas para a luz do dia." (Estaline, Works, Volume 13, edição Albanesa, página 330).


E o camarada Enver Hoxha citou o relatório de Estaline ao XVIII Congresso do PCUS (B) [1939]:


"Deve ser aceite como um axioma que quanto maior o nível político e o conhecimento Marxista-Leninista dos trabalhadores em qualquer ramo do Partido e do estado, melhor e mais frutífero será o trabalho em si, e mais eficazes os resultados do trabalho e, vice-versa, quanto mais baixo o nível político dos trabalhadores e menos eles estão imbuídos com o conhecimento do Marxismo-Leninismo, maior será a probabilidade de interrupções e falhas na obra dos próprios trabalhadores, tornando-se superficial e deteriorada até á sua degenerando por completo." (Estaline, Works, Volume 14, edição Alemã, página 219).


Nos seguintes trechos do relatório para o 8º Congresso do PTA, é amplamente e concretamente explicado porque Enver Hoxha citou o camarada Estaline – para superar fraquezas e erros que podem levar à degeneração do socialismo no caso de não serem corrigidos bem e a tempo:
O trabalho do Partido é, antes de tudo, o trabalho com as pessoas, o trabalho para a sua educação, o esclarecimento, mobilização e organização. Isso nunca deve ser esquecido, caso contrário, o Partido é desviado de sua principal tarefa e função como líder, se transforma em um organismo operacional e assume funções do Estado. Isto constitui um grande perigo para um partido no poder. (Obras Escolhidas, volume 6, páginas 343-344, edição em Inglês).

Costumamos a repetir que fomos obrigados a marchar em caminhos inexplorados que temos sido obrigados a buscar e criar. No entanto, isso não pode ser conseguido sem um profundo conhecimento da teoria Marxista-Leninista e sem estudo científico e generalização da prática revolucionária dos comunistas e das massas trabalhadoras. Estudos ajudam a combater as manifestações de rotina, o formalismo e superficialidade. (Obras Escolhidas, volume 6, páginas 345-346, edição em Inglês).

Na prática, existem casos em que o trabalho do Partido é concebido de forma restritiva. Alguns órgãos do partido e de base esquecem a perspectiva, não penetram abaixo da superfície dos problemas e baseiam-se apenas no que eles aprenderam com a prática, sem confrontar isso com experiência e pensamento avançados, com as mudanças que ocorreram na vida do país e das pessoas. Na maioria dos casos de não cumprimento de planos económicos ou falhas no trabalho de certas empresas, cooperativas agrícolas ou alguns distritos, tais manifestações são a causa. (Obras Escolhidas, volume 6, página 345, edição em Inglês).

 

Enver Hoxha no 8º Congresso do PTA
Nov. 1981


O trabalho do partido não é apenas agitação e propaganda para esclarecer e convencer as pessoas, mas também o trabalho de organização e mobilização para implementar a linha e as directrizes do partido. (Obras Escolhidas, volume 6, página 346, edição em Inglês). Neste ou naquele sector os problemas ainda não foram resolvidos e a situação não muda. (ibidem, páginas 346-347)


A experiência tem demonstrado que os problemas são resolvidos e as tarefas cumpridas, não apenas por apelos à consciência dos comunistas e dos trabalhadores, mas também quando o trabalho para realizar tarefas e convencer as pessoas é acompanhado por todos - medidas, organização e orientação concreta, etc. As medidas ideo-políticas e técnico- organizacionais constituem uma unidade dialéctica, pois elas educam, mobilizam e impulsionam as pessoas para acções revolucionárias. A perfeição do papel de vanguarda dos comunistas tem sido a principal tarefa dos órgãos e organizações básicas do Partido e permanece assim no futuro. Nas condições actuais, especialmente, é dever dos comunistas aumentar as suas exigências sobre si mesmos para defender este título elevado, para lutar contra qualquer manifestação alienígena em si e nos outros, a serem pessoas avançadas em todas as direcções. Os comunistas devem ser firmes na sua determinação revolucionária e participação activa na luta diária para a construção do socialismo e da defesa da Pátria, devem estar sempre na mais difícil e importante frente do trabalho e luta, devem ser organizadores talentosos e líderes que actuam com responsabilidade pela implementação da linha do partido. Para ser um comunista, um revolucionário, isso significa que você deve empreender e realizar grandes tarefas, não deve marcar o tempo ou se contentar com os eventos normais, mas lutar por um desenvolvimento rápido em todas as frentes daquilo que é novo, e estar sempre ao seu lado a defendê-la. (ibidem, página 347)


Entre algumas organizações partidárias, alguns quadros e membros do partido em empresas, cooperativas agrícolas, departamentos centrais e instituições, é necessário combater as manifestações de espera de instruções, procrastinação e hesitação, a falta de iniciativa para resolver problemas que estão dentro de suas competências. Métodos de trabalho, gestão e organização não podem ser prescritos de uma vez por todas e inalteráveis. A vida avança, nossa sociedade socialista está-se desenvolvendo incessantemente, as condições mudam. Este desenvolvimento nos obriga a sermos criativos e inventivos para encontrarmos novas formas, mais flexíveis e variadas de trabalho, e de renovar continuamente e enriquecê-los de modo que eles respondam melhor às exigências da época. (ibidem, página 348)

As acções devem servir para combater métodos burocráticos e tecnocráticos, a procrastinação, facilidade pessoal e auto-satisfação. Não pode haver luta sem esforços, não há acções revolucionárias para a solução de problemas sem um senso de responsabilidade. As tarefas são realizadas trabalhando e lutando com devoção e sacrifício, realizando os nossos deveres até ao último detalhe, com boa qualidade e alta eficiência. (ibidem, página 349) As organizações e quadros comunistas que desistem da luta persistente para superar as dificuldades e obstáculos e para cumprir as tarefas continuam a existir. Manifestações de indiferença, de encobrir falhas e fraquezas com afirmações gerais são nada mais que um reflexo da falta de um senso de responsabilidade. Há ainda manifestações de liberalismo e sentimentalismo, um espírito de justificação, assim como o formalismo e superficialidade em exercício. Às vezes, a auto-crítica é fraca porque as tarefas e decisões foram definidas apenas em termos gerais e, como consequência, não podem ser controladas. (ibidem, página 350)
Cada membro do partido, independentemente de seu cargo e função, deve prestar contas completas a si mesmo, e exigir que os outros façam o mesmo, pelo seu trabalho para realizar a linha e as directrizes do Partido, as decisões da organização e os deveres do Estado. Isto é conseguido quando os membros do partido se envolvem em auto-crítica com coragem e sem hesitações, bem como na crítica de alguém que não cumpre sua tarefa, quando travam uma luta decidida contra o medo, a vingança e a indiferença pequeno-burguesas. A atitude de auto-crítica em relação a falhas, a coragem dos membros do partido para criticar é um exemplo e uma grande fonte de inspiração para todas as massas trabalhadoras. (ibidem, páginas 350-351)

É dever dos órgãos e organizações do Partido dinamizar e fortalecer o controle do partido e do controle do Estado, o controle operário e de massas, e ver que elas são exercidas de forma consistente, de forma combinada. Controle de cima, controle paralelo ou controle de baixo devem necessariamente ser mais activos, devem ser acompanhados com a ajuda concreta, devem abrir perspectivas e ensinar as pessoas a organizar o seu trabalho, como se mobilizarem e lidarem com as dificuldades para o cumprimento das tarefas. (ibidem, página 351)


Manifestações de formalismo e burocracia, qualquer tendência de estar em ordem com os números e percentagens, devem ser decididamente combatida. Ninguém deve ser admitido no Partido simplesmente porque ele é o filho de um operário, camponês ou membro do partido, por causa dos méritos de seu pai ou mãe, mas por conta de seus próprios méritos pessoais, qualidades e habilidades. Manifestações como a subestimação do período de actuação condicional do candidato, ou a incapacidade de aplicar rigorosamente as regras para a realização do período probatório, que são vistos às vezes, devem ser combatidos. (ibidem, página 353)

Tendo em vista a análise do processo de degeneração do PTA após a morte do camarada Enver Hoxha, não devemos omitir que os seguintes ensinamentos importantes deste relatório do camarada Enver Hoxha não estão incluídos nos trabalhos das suas Obras Seleccionadas volume 6 (que estava publicado em 1987 - portanto, dois anos após a morte do camarada Enver Hoxha!).


Esses especialistas com diferentes funções devem permanecer criativos e não se transformar em meras pessoas administrativas. O Comité Central chama a atenção para o facto de que (em paralelo com a luta contra o conservadorismo, o sectarismo e a tecnocracia), devemos lutar contra a implementação formal desta orientação, que visa manter mecanicamente algumas proporções específicas em detrimento da qualidade. Nós não devemos permitir que as pessoas incompetentes permaneçam numa posição de responsabilidade. É absolutamente necessário que cada quadro responsável e sério se preocupe com o seu sucessor. Os quadros devem armar-se continuamente com a ideologia do partido, para implementar a linha do partido em conformidade com as leis do Estado e participar activamente na luta de classes. Só assim os fenómenos da burocracia e do liberalismo, intelectualismo e tecnocracia serão combatidos com sucesso. Só assim a ideologia comunista e o carácter comunista dos quadros devem ser reforçados. O sistema da ditadura do proletariado é baseado no centralismo democrático. Este é todo um complexo de órgãos e organismos com diferentes funções, competências e responsabilidades. O problema é que todo o sistema está continuamente a ser consolidado. Deve funcionar de forma sincronizada: Cada indivíduo deve executar cuidadosamente os seus deveres e, de acordo com todo o partido, concretizar os objectivos e programa do partido. Todas as alavancas do partido são guiadas pelo partido, não só em geral, mas também por cada órgão partidário. Cada pequeno enfraquecimento do papel dirigente do partido em cada elo da cadeia causaria sérias consequências. A burguesia e os revisionistas modernos tentam minar o sistema da ditadura do proletariado na medida em que dissociam as alavancas do partido, transformando-as em organizações independentes e colocando-as em paralelo e contra o partido. O partido critica quanto antes essas práticas como estrangeiras e prejudiciais, se um dos órgãos ou uma organização partidária está tentando colocar uma tutela burocrática sobre as alavancas do partido com o propósito de ditar tudo e sufocar a auto-actividade das alavancas do partido. As especificidades de cada organização partidária não devem ser admitidas absoluto, porque todos estão trabalhando e lutando pelo mesmo objectivo. Nos órgãos do poder do Estado e da administração central do Estado e da base, as organizações partidárias, os seus dirigentes e trabalhadores têm persistentemente lutado contra qualquer falta de responsabilidade, contra vários desleixos, contra encalhar em minúcias diárias, contra a falta de iniciativa e de auto- actividade, contra sintomas de servilismo, a conformidade ou a vaidade, contra as configurações sectárias, contra o pensar e agir degenerado. Esta luta só é bem-sucedida se é guiada pela educação, mas também através da organização de uma disciplina rigorosa e de controlo. A lealdade sem limites do nosso partido para com a doutrina imortal de Marx, Engels, Lenine e Estaline, a sua capacidade de aplicar esta doutrina de uma forma criativa, em conformidade com as condições do país e as circunstâncias internacionais complicadas, a sua determinação em defender a pureza dos princípios dessa doutrina dos ataques e distorções de muitos inimigos,