Declaração do Comintern (EH)

sobre os acontecimentos na Venezuela

 

março 2014

 


 

 

O social-fascista e anti-comunista Maduro com os representantes dos seus mestres: a classe burguesa imperialista – monopolista Chinesa. Em segundo plano, é possível ver o retrato de Mao. Faz sentido. Afinal de contas, o Maoismo foi o instrumento ideológico que abriu o caminho para a ascensão dessa mesma burguesia que está hoje à beira de governar todo o mundo, incluindo a Venezuela.


Há cerca de um ano atrás, o líder anti-socialista da Venezuela, Hugo Chávez, morreu. Naquela ocasião, o Comintern (EH) publicou um artigo denunciando o Chavismo e apelando para a formação da Secção Venezuelana do Comintern (EH), a fim de ajudar o proletariado Venezuelano a aderir ao caminho da revolução socialista mundial.

Como explicámos, longe de ser o "herói socialista" que os revisionistas e neo-revisionistas de todo o mundo gostam de elogiar, Chávez foi, na verdade, o representante da ala inicialmente "patriótica" da burguesia Venezuelana, cujo objectivo era derrubar o exclusivo poder que a burguesia compradora ao serviço do imperialismo Norte-Americano estava tendo em todo o país. No entanto, em um mundo dominado pelas superpotências imperialistas que espalham suas teias por toda esta terra que é impossível para um país burguês-capitalista como a Venezuela permanecer verdadeiramente independente. E assim, a burguesia "patriótica" a quem Chávez representava rapidamente se tornou numa burguesia pró-Chinesa de tipo compradora. O social-imperialismo Chinês está à beira de dominar o mundo e está prestes a substituir o imperialismo Americano como superpotência dominante do mundo.

De facto, os acontecimentos na Venezuela também estão relacionados com a presente decadência do imperialismo Americano que vem ocorrendo. Só temos que lembrar as "negociações" vergonhosas que o porta-voz da burguesia norte-Americana - Obama - tem que fazer a fim de evitar que o país entre em falência (algo que vai acontecer mais cedo ou mais tarde, de qualquer maneira). Uma vez a superpotência hegemónica mundial indiscutível, o imperialismo norte-Americano está agora extremamente endividado para com o social-imperialismo Chinês e fabricar guerras ao redor do mundo é a única forma que tem de permitir que os magnatas de sua indústria gigantesca de armamento podem continuar fazendo enormes lucros. Claro, as leis socio-económicas são irreversíveis. O imperialismo norte-americano entrou na sua decadência e nem mesmo as tentativas mais desesperadas da burguesia Norte-Americana podem mudar isso. No entanto, isso não significa que o imperialismo Americano deixou de ser um perigoso inimigo do proletariado mundial e das classes trabalhadoras. Pelo contrário.

No ano passado, a classe burguesa imperialista Americana tentou maximizar os seus lucros com o lançamento de uma guerra contra a Síria. No entanto, como este país é essencial para os interesses estratégicos do imperialismo Chinês e é dominado pelo regime compradore pró-Chinês de Bashar Al-Assad, os imperialistas Americanos / Ocidentais logo entenderam que eles teriam que voltar atrás, pois eles estariam enfrentando um inimigo mais poderoso. Desta forma, eles viram como seus planos foram frustrados e foram forçados a cuidar de outros alvos, como a Venezuela, onde as recentes revoltas dos trabalhadores contra o regime Chavista anti-comunista e social-fascista foram vistos pela burguesia imperialista Americana / Ocidental como uma oportunidade para conquistar os trabalhadores para o seu lado e usá-los como ferramentas para derrubar um governo que representa e defende o seu principal rival imperialista de dominação sobre a América Latina e pelo mundo inteiro: o social-imperialismo Chinês.

Apesar das falsas alegações dos Chavistas que "a Venezuela está no caminho do desenvolvimento socialista", a verdade é que este país continua a ser um país típico compradore burgueso-capitalista e está se tornando uma neo-colónia do imperialismo Chinês onde as massas trabalhadoras vivem na mais abominável pobreza, o que faz da Venezuela um dos elos mais fracos da cadeia imperialista na América Latina.

Após a morte de Chávez, a burguesia compradora pró-Chinesa Venezuelana teve que encontrar um sucessor que possa garantir a continuação do caminho Chavista que descrevemos no nosso artigo anterior: aumento da dependência neo-colonial para com o imperialismo mundial em geral e o imperialismo Chinês em particular "vestido" com máscaras esquerdistas e "socialistas". A identidade deste sucessor tinha sido indicada pelo próprio Chávez quando ele ainda estava vivo:

"Minha opinião firme, tão clara como a lua cheia - irrevogável, absoluta, total - é que você eleja Nicolas Maduro como presidente. Peço isso a você do meu coração. Ele é um dos jovens líderes com a maior capacidade de continuar, se eu não puder." (Hugo Chávez, Dezembro de 2012)

Claro, Chávez não designou Maduro como seu sucessor por acaso. Ele fez isso porque sabia que Maduro era o "homem certo" para manter os trabalhadores Venezuelanos e proletários longe de abraçar o Estalinismo - Hoxhaismo, de aderir a um caminho verdadeiramente socialista e comunista.

Desde há um ano, Maduro tentou cumprir seus objectivos da melhor forma que podia. Como veremos, ele continuou a aprofundar a situação da Venezuela como uma neo- colónia Chinesa e ele continuou a gritar slogans Chavistas "socialistas". No entanto, as classes exploradas e oprimidas Venezuelanas não podem ser enganadas para sempre. Eles são os que todos os dias sentem na própria pele o que o "socialismo" Chavista realmente é, eles são os que sentem todos os dias em sua própria pele a repressão que a burguesia compradora Chavista pró-Chinesa lança nas favelas pobres do país, eles são os que todos os dias sentem na própria pele que o "socialismo" de Chavez e Maduro é nada mais do que um monte de mentiras cujo objectivo é mantê-los em cativeiro e alienação, fazendo-os acreditar que "a Venezuela está marchando em direcção a uma sociedade socialista" enquanto permite que a burguesia pró-Chinesa continue calmamente explorando-os e oprimindo-os. Quando Maduro anunciou seu chamado "plano de governo", em 2013, ele ridiculamente afirmou que um dos objectivos principais, alegadamente, seria "defender, expandir e consolidar o nosso tesouro mais precioso que temos reconquistado após 200 anos: a independência nacional". Quando confrontada com a realidade, esta afirmação é tão absurdamente falsa que é mesmo patética. Na verdade, depois de muitas décadas como uma neo-colónia do imperialismo norte-Americano, devido ás políticas Chavistas, a Venezuela está se tornando uma neo- colónia do social-imperialismo Chinês.

Vamos oferecer aos nossos leitores alguns dos exemplos mais significativos disto que ocorreram apenas desde que Maduro substituiu Chávez:

"A China e a Venezuela assinaram vários acordos de domingo, durante uma visita do presidente Venezuelano que se destina a reforçar os laços económicos entre a nação sul-americana e seu credor principal. (...) Os dois líderes assinaram 12 acordos de domingo, incluindo os relacionados com um acordo de fundo de financiamento (...)." (http://bigstory.ap.org/article/venezuelas-president-china-signs-agreements, Venezuela's president in China, signs agreements, Setembro de 2013, traduzido do Inglês)

Além disso, no âmbito da primeira visita do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro á China, a China comprometeu-se a investir cerca de US $ 20 biliões em projectos de petróleo na Venezuela. Maduro e seu colega Chinês, Xi Jinping manifestaram interesse em consolidar a aliança estratégica China-Venezuela e assinaram uma dúzia de acordos de investimento, incluindo uma nova linha de crédito no valor de US $ 5 biliões e um acordo para produzir 200 mil barris de petróleo adicionais por dia na Bacia Petrolífera do Orinoco. A Venezuela também concordou com a criação de uma joint venture com a empresa estatal Chinesa Sinopec para a exploração do bloco Junín 10. USD 14 biliões devem ser investidos no projeto visando a produção de 200 mil barris por dia, disse Maduro via Twitter. Nós assinamos um acordo de financiamento com o Eximbank no valor de USD 391 milhões para a construção do terminal marítimo em Pequiven em Morón (noroeste da Venezuela) para exportação de amoníaco", o presidente Venezuelano postou em sua conta no Twitter. Maduro também assinou um acordo de financiamento de US $ 700 milhões com o China Development Bank para o desenvolvimento do sector de mineração. Anteriormente, o líder Venezuelano havia anunciado via Twitter um acordo firmado com a agro-empresa Chinesa Beidahuan para a semeadura de 60.000 hectares de milho, arroz e soja em diferentes partes da Venezuela. (http://www.eluniversal.com/economia/130923/venezuela-china-sign-agreements-for-more-than-usd-20-billion, Venezuela-China sign agreements for more than USD 20 billion, Setembro de 2013, traduzido do Inglês)

E há mais:

Maduro, no entanto, não é estranho a Pequim. Ele desempenhou um grande papel em facilitar a expansão das relações com a China, servindo como ministro das Relações Exteriores da Venezuela a partir de 2006 até ao início deste ano. O principal objectivo é consolidar e expandir a parceria estratégica entre a Venezuela e a China que o ex- presidente, Hugo Chávez, iniciou com os líderes Chineses, Maduro disse a Xi." (http://usa.chinadaily.com.cn/world/2013-09/23/content_16985765.htm, China signs 12 deals with Venezuela, Setembro de 2013, traduzido do Inglês)

Então, aqui temos o neo-colonialismo social-imperialista em seu "esplendor" contando com a ajuda activa de seus dóceis lacaios "socialistas" como Maduro.

E a neo-colonização da Venezuela pelos imperialistas Chineses e a sua "ajuda" e “empréstimos" tem vindo a aumentar mais e mais:

"O presidente Venezuelano, Nicolás Maduro anunciou que a China depositou no chamado Fundo Chinês, criado em 2007, US $ 5 biliões (...). Duas outras tranches de financiamentos já aprovadas totalizaram US $ 6 biliões cada, incluindo US $ 4 biliões fornecidos pela China e US $ 2 biliões fornecidos pela Venezuela em cada caso. A Venezuela vende mais de 600 mil barris de petróleo para a China, um dos seus principais parceiros económicos (...).” (http://www.eluniversal.com/economia/131230/venezuela-china-sign-usd-5-billion-loan-agreement, Venezuela, China sign USD 5 billion loan agreement, Dezembro de 2013, traduzido do Inglês)


E os social-fascistas Chineses e Venezuelanos chegam mesmo ao ponto de afirmar que:

"A Venezuela e a China são sinceros e amigáveis, buscando uma cooperação mutuamente benéfica." (http://news.xinhuanet.com/english/china/2013-09/22/c_132740919.htm, Venezuela agree stronger strategic partnership, Setembro de 2013, traduzido do Inglês)

Assim, segundo eles, "parceria estratégica" e "cooperação amigável mutuamente benéfica" significa escravizar os trabalhadores Venezuelanos pessoas com asfixiantes "créditos" e "empréstimos" que transformam o país em uma neo-colónia Chinesa e que causam o agravamento sistemático das condições de vida dos trabalhadores enquanto a classe burguesa imperialista Chinesa maximiza os lucros e é submersa em riqueza ultrajante. E isso para não mencionar o facto de que essa exploração e opressão exercida sobre os trabalhadores Venezuelanos também contribui para a dura exploração e opressão que é exercido sobre os trabalhadores Chineses, porque um povo não pode ser livre se a sua burguesia oprime outros povos. Em contraste com a forma " positiva" como os social-imperialistas Chineses e seus lacaios social-fascistas da Venezuela retratam "empréstimos" e "créditos", supostamente para "construir o socialismo do século XXI", o camarada Enver Hoxha nos proporciona uma posição verdadeiramente comunista:

"Através destes chamados créditos (...), as grandes preocupações capitalistas e os estados a que pertencem trazer grande pressão sobre os Estados beneficiários e dos povos, e mantê-los sob controlo. (...) Por outro lado, estes créditos, que os grandes monopólios fornecem (...) são os elos da cadeia imperialista ao redor dos pescoços dos seus próprios povos." (Enver Hoxha, O Imperialismo e a Revolução, Tirana, 1979, edição em Português)

"O capitalismo nunca faz investimentos, concede empréstimos ou exporta capitais para outros países sem antes calcular os lucros que vai receber. (...) Há também outras formas de acordo de créditos, como as praticadas com esses estados pseudo-socialistas que estão tentando disfarçar o curso capitalista em que estão a decorrer. Estes são grandes créditos concedidos sob a forma de créditos comerciais que, naturalmente, deve ser reembolsados dentro de um curto espaço de tempo. Estes são fornecidos em conjunto por vários países capitalistas, que calculam com antecedência os lucros económicos, bem como políticas que irão tirar do Estado destinatário, tendo em conta tanto o seu potencial económico e capacidade de pagamento. Em nenhum caso, os capitalistas fornecem seus créditos para a construção do socialismo. Eles fornecem-nos para destruir o socialismo. Portanto, um verdadeiro país socialista nunca aceita créditos, sob qualquer forma, de um país capitalista, burguês ou revisionista." (Enver Hoxha, O Imperialismo e a Revolução, Tirana, 1979, edição em Português)

(...) A União Soviética está a implementar uma política tipicamente neo-colonialista. As economias desses países (satélites Soviéticos) foram transformadas em apêndices da economia Soviética." (Enver Hoxha, O Imperialismo e a Revolução, Tirana, 1979, edição em Português)

Basta substituir a União Soviética imperialista pela China imperialista e estas palavras do camarada Enver ainda são hoje em dia inteiramente válidas.

Mesmo o alegado "anti-americanismo" de Chávez e de Maduro não é nada mais do que uma mentira vazia destinada a enganar as classes exploradas e para tê-las apoiando o Chavismo social-fascista e rejeitando o verdadeiro socialismo porque o Chavismo iria supostamente "libertá-los do imperialismo americano". Actualmente, graças aos seus lacaios burgueses compradores, em todo o mundo, o imperialismo Chinês está no processo de se tornar mundialmente predominante, mas como ele ainda está substituindo o imperialismo Americano em escala mundial, o mesmo acontece na Venezuela.

Na verdade, o site "Cauda do Dragão" nos informa que, apesar da sua retórica anti-Americana frequente, a Venezuela permanece em grande parte dependente financeiramente de os EUA. Não se gaba disso e tem procurado ao longo dos anos de Chávez escapar da esfera de influência dos EUA. É bastante natural que ele foi se tornando mais e mais para a China. Na verdade, Chávez visitou a China seis vezes em 14 anos em tentativas de integrar seu sistema mundial. O dragão faminto por energia, por outro lado tem objectivos muito claros em Venezuela: garantir, através de investimentos e empréstimos uma parte equitativa das maiores reservas de petróleo recuperáveis
​​do mundo. Na última década, mas especialmente nos últimos 3 anos, o comércio bilateral aumentou mais de forma exponencial a partir de $ 500 milhões em 1999 para US $ 7,5 biliões em 2009 e mais de US $ 20 biliões em 2012 (PDVSA). A China é hoje o segundo parceiro comercial da Venezuela depois dos EUA (Ministério do Comércio da Venezuela). Em 2012, 65% das exportações de petróleo foram para a parceira tradicional petróleo da Venezuela, os EUA, através de sua subsidiária americana Citgo, a China ficou em segundo lugar com 20%. Estes números mostram claramente o novo interesse da China no 10º maior exportador de petróleo do mundo (2012). Mais importante ainda, de acordo com o Serviço Geológico dos EUA e da OPEP, a Venezuela possui as maiores reservas de petróleo do mundo em sua Faixa Petrolífera do Orinoco (embora principalmente petróleo pesado que precisa de refinamento importante). A indústria do petróleo, que responde por 95% das exportações do país, é controlada pela PDVSA (Pétroles de Venezuela). De facto, a China é o maior credor da Venezuela. A difícil situação económica da Venezuela (inflação elevada em 20%, o défice orçamental em 20%, com crescimento da dívida pública a 50 % do PIB em 2012) significa que não pode facilmente pedir emprestado nos mercados de capitais globais. Pequim e Caracas estabeleceram um Fundo de Investimento Conjunto em 2007, com um investimento inicial de US $ 4 biliões em China mais tarde aumentado para um total de US $ 12 biliões em 2009. Este fundo é utilizado, principalmente, para o investimento em infra-estrutura, energia e projectos agrícolas. Estes "empréstimos atrelados", contudo, exigem a compra de equipamentos e vendas de petróleo. Por exemplo, o Banco de Desenvolvimento da China emprestou US $ 500 milhões para a PDVSA para comprar máquinas e equipamentos para extracção de petróleo, com contratos em sua maioria atribuídos a empresas Chinesas. Assim, a China serve como uma alternativa aos bancos internacionais para financiamento, ao mesmo tempo garante o acesso ao petróleo da Venezuela a um preço fixo baixo e criando oportunidades de negócios. Pequim emprestou US $ 46,5 biliões desde 2008, o que representa mais da metade dos empréstimos que o país tem recebido (95% são empréstimos de para - óleo). Assim a Venezuela está se tornando dependente de petróleo da dívida, que é, naturalmente, uma grande vantagem para as empresas estatais Chinesas no acordo de comércio e negociações de contratos.

Na era Chávez, a China tem investido fortemente na matéria-prima. Em primeiro lugar em óleo: China importa cerca de 10% das suas importações de petróleo globais da Venezuela - 600 000 barris por dia em 2013 com o objectivo de chegar a 1 000 000/por dia em 2015. Destes, 270 000 barris / dia são para pagar dívidas, por um preço às vezes tão baixo quanto $ 5/barril de acordo com wikileaks. Empresas estatais Chinesas também foram premiadas com muitos contratos de prospecção, perfuração e refino no exterior e especialmente no vasto cinturão de Orinoco. Sinopec e CNPC ambos estabeleceram joint ventures para explorar reservas e construir refinarias na região de Junin enquanto CITIC (China Internatioal Trust and Investment Corporation) e Sinohydro concordaram em construir condomínios nas áreas Junin e Carabobo. A China também tem investido fortemente na mineração Venezuelana. Além de contratos para a construção de condomínios industriais e 33 000 casas no cinto, CITIC também foi agraciado com uma joint-venture em 2012 para explorar o Las Cristinas e a sua mina de ouro e cobre no estado de Bolívar, que é uma das reservas de ouro mais importantes do mundo. Este é um bom exemplo da mudança do Ocidente para os investidores Chineses e, especialmente, a CITIC que é um dos credores Chineses da Venezuela. Além disso, como com a PDVSA, de propriedade da empresa de mineração CVG da Venezuela (Corporacion Venezolana de Guayana) acordado em 2010 com a WISCO (Wuhan Iron and Steel Corp - 3 ª companhia de aço da China) sobre a fixação de minério de ferro de longo prazo sob os preços de mercado em comparação com outros concorrentes sul-Americanos (como a Vale do Brasil). Isso mostra a capacidade da China para negociar mais baratas matéria-prima e garantir novos contratos importantes, depois de anos de dominação por os EUA e outras potências ocidentais. Os investimentos da China não se limitam aos recursos naturais e são diversificados. Muitos projectos estão em andamento permitindo a transferência tecnológica para a Venezuela. A companhia ferroviária joint venture foi lançada em 2009 controlada em 40% pelo CREC (China Railways Engenharia Corp). Mais importante, a China construiu e lançou dois satélites da Venezuela. O primeiro, um satélite geoestacionário de telecomunicações chamado Simón Bolívar, foi lançado em 2008 a partir de Sichuan na China. O segundo, um satélite de monitoramento chamado Miranda, foi recentemente lançado em 2012 a partir de Gansu também na China e foi amplamente saudado na América Latina como um grande salto tecnológico. A China também lançou muitas joint ventures em electrónica, com fábricas construídas na Venezuela, permitindo a transferência de know-how. Em 2009, a primeira empresa de celular da Venezuela, VTELCA (Venezolana de Telecomunicaciones), foi criada como uma joint venture entre o governo e as telecomunicações estatais Chinesas ZTE. A fábrica produz o "Vergatario" para os mercados da Venezuela e do Caribe. A maioria dos trabalhadores (donas de casa e trabalhadores) vêm de aldeias vizinhas e são treinados e supervisionados pelos Chineses e a ZTE fornece peças e know-how. Mais uma vez, a principal prioridade da China é para assegurar recursos e realizar negócios. De facto, a China está a investir na Venezuela para a segurança energética, para o negócio e lucro. Além dos inúmeros benefícios bilaterais, tem dois principais aspectos negativos na China e suas relações internacionais com os EUA, mas também na Venezuela e sua economia. Por exemplo, devido à distância de transporte (leva cerca de 40 dias para enviar petróleo para a China) e problemas de refino, as empresas estatais Chinesas vendem até um terço do petróleo Venezuelano localmente para o lucro (há uma lacuna perceptível entre PDVSA exportação e números das importações Chinesas). Quanto a Caracas, uma das consequências da dependência das exportações de petróleo levantado é a diminuição de outros negócios, devido à "doença holandesa". Este efeito ocorre quando importante de exportação de recursos naturais aumenta o valor da moeda de um país, tornando assim as outras exportações mais caras e menos competitivas. Um bom exemplo na Venezuela é na indústria têxtil, onde é cada vez mais barato importar têxteis Chineses do que para produzi-los localmente (o que mais uma vez beneficia indirectamente a China). Além dessas dificuldades, as perspectivas são boas para as relações China-Venezuela, mesmo após a morte de Chávez. Desde sua eleição, Maduro já prometeu que sua primeira viagem ao exterior seria a China. Ele mesmo disse: "a melhor homenagem que podemos dar ao nosso Comandante Chávez é aprofundar a nossa relação estratégica com a nossa amada China". A China parece estar sempre pronta para garantir novos negócios na economia de petróleo da Venezuela. Palestras também começaram em 2012 para estabelecer um acordo de livre comércio com o Mercosul. A estratégia do dragão de empréstimos atrelados e empréstimos - para - óleo significa que é ao mesmo tempo a obtenção de recursos e criação de negócios por meio de seu investimento. Embora livre de risco, é claro que a Venezuela precisa de fundos Chineses no futuro e deve respeitar os acordos, mesmo no caso de um colapso do governo de Maduro. Ela também está se estabelecendo como a segunda potência na região do Caribe e da América Latina. (http://dragonstrail.wordpress.com/2013/04/29/china-in-venezuela-loans-for-oil/, China in Venezuela: loans for oil, Abril de 2013, traduzido do Inglês)

Se ainda havia dúvidas se nossas afirmações acerca da Venezuela se tornar numa neo- colónia Chinesa eram verdadeiras ou não, este texto fornece aos leitores a resposta final. E esta situação é lógica e inevitavelmente acompanhada por todos os tipos de males socio-económicos que são inerentes a qualquer ordem burguesa, anti-socialista, pró-imperialista, neo-colonial e social-fascista. Assim como actualmente ocorre com todas as outras nações capitalistas, a Venezuela Chavista está sofrendo de uma grave crise económica que está piorando as condições de vida dos trabalhadores ainda mais. Recentemente, o ministro das Finanças da Venezuela reconheceu que as políticas económicas dos falecido presidente Hugo Chávez e seu sucessor não conseguiram. Nelson Merentes disse que o governo não resolve os "problemas estruturais" da economia. Os Venezuelanos estão sofrendo com a maior inflação da América Latina, o crescimento lento e escassez. A política do Governo tem sido acusada de inflação alta, a indústria de baixo desempenho e falta de suprimentos básicos. (http://www.bbc.com/news/world-latin-america-23924372, Venezuela admits its economy has 'structural problems', Setembro de 2013, traduzido do Inglês)





Esta é uma prova da natureza totalmente capitalista do social-fascismo Chavista. A inflação não pode existir e não existe em países genuinamente socialistas (gráfico retirado do site http://www.ft.com/intl/cms/s/0/01e3bff0-26d7-11e3-9dc0-00144feab7de.html#axzz2vetx2gmI).

Além desses efeitos terríveis que a crise económica tem trazido sobre a Venezuela (causada pelo facto de que, como qualquer outro país burguês, ele está submetida aos esquemas e inevitabilidades do sistema capitalista mundial), as políticas brutais de exploração da burguesia social-fascista Chavista são igualmente responsáveis pelos níveis surpreendentes de criminalidade. Estes níveis da taxa de criminalidade na Venezuela são tão escandalosos que o regime de Maduro chegou a impedi-los de serem conhecidos:

"O governo Venezuelano admitiu abster-se deliberadamente de liberar as estatísticas de criminalidade para o público, ao pedir a mídia para cooperar em "melhorar a percepção de segurança" em um dos países mais violentos do mundo. (...) O governo Venezuelano parou de publicar figuras do crime semanais em 2005 (...). De acordo com o Observatório Venezuela na violência, uma ONG com sede em Caracas, as taxas de homicídio mais que triplicaram na última década. (…) No final de Abril, os números divulgados pela Agência Nacional de Polícia CICPC indicaram que os homicídios alcançaram outro recorde nos primeiros quatro meses de 2013, com uma média de 58 assassinatos por dia. (...) Mantendo figuras do crime para fora dos olhos do público tem sido uma parte da estratégia do Chavismo para lidar com níveis extremos de violência. Dado que os principais motores de violência incluem corrupção desenfreada no seio das forças de segurança e um sistema judicial pobre (...), é fácil entender por que o Estado não pode ter visto a honestidade como a melhor política." (http://www.insightcrime.org/news-analysis/venezuela-government-admits-keeping-crime-figures-secret, Venezuela Government Admits Keeping Crime Figures Secret, Julho de 2013, traduzido do Inglês)

Então, aqui temos uma das consequências do "socialismo do século 21" Chavista, aqui temos o que Maduro e a burguesia social-fascista Venezuelana chamam "os esforços para proporcionar as pessoas com maior felicidade": 58 assassinatos por dia (!). Estes níveis surpreendentes de criminalidade são típicos de uma sociedade capitalista onde a violência exercida pelo Estado burguês contra as classes exploradas e oprimidas se reflecte em todas as esferas da vida. No verdadeiro socialismo, a criminalidade vai desaparecer porque as suas causas socio-económicas e materiais também irão desaparecer. Isso é óbvio e já ocorreu na Albânia socialista do camarada Enver e na União Soviética dos camaradas Lenine e de Estaline. Portanto, as afirmações de Maduro que "só o socialismo vai acabar com a criminalidade" são de facto verdade, mas nunca em Venezuela Chavista, porque ela nunca teve nada a ver com o socialismo autêntico. E o mesmo pode ser dito sobre a corrupção crónica e tráfico de drogas, outras doenças capitalistas que assombram o governo social-fascista de Maduro. Henrique Capriles, um político burguês Venezuelano, admite que:

"Maduro e sua gangue serão lembrados como presidindo ao período mais corrupto da história da Venezuela (...) as condições económicas se deterioraram, com a taxa oficial de inflação agora superior a 45 por cento e bens básicos frequentemente se esgotando." (http://www.independent.co.uk/news/world/americas/president-nicolas-maduro-seeks-to-rule-venezuela-by-decree-8869844.html, The successor to Hugo Chavez blames US ‘sabotage’ as corruption soars and economy slips towards chaos, Outubro de 2013, traduzido do Inglês)

Além disso, 1,3 toneladas de cocaína foram encontradas recentemente em um jacto da Air France de Caracas a Paris. Quando confrontado com o facto de que este tipo de operação de tráfico de drogas gigantesca só poderia ser feita com o conhecimento e cooperação activa dos mais altos funcionários do governo social-fascista da Venezuela, Maduro respondeu que "foi tudo uma conspiração e sabotagem Americana". (http://www.independent.co.uk/news/world/americas/president-nicolas-maduro-seeks-to-rule-venezuela-by-decree-8869844.html, The successor to Hugo Chavez blames US ‘sabotage’ as corruption soars and economy slips towards chaos, Outubro de 2013)

E como se tudo isso não fosse suficiente, seguindo a linha de Chávez, em defesa dos interesses da burguesia compradora pró-Chinesa, Maduro está planeando "nacionalizar" o "sector privado", acusando-o de sabotagem e de minar seu governo. (http://www.independent.co.uk/news/world/americas/president-nicolas-maduro-seeks-to-rule-venezuela-by-decree-8869844.html, The successor to Hugo Chavez blames US ‘sabotage’ as corruption soars and economy slips towards chaos, Outubro de 2013) Na verdade, Maduro percebe este "sector privado” como sendo próximo dos interesses da burguesia compradora pró-Americana que antes governava Venezuela e cujo poder o regime quer destruir e substituir pelo da sua própria burguesia. É por isso que ele tem a intenção de "nacionalizar". Claro, essas “nacionalizações" feitas pelo regime burguês -capitalista e social - fascista de Maduro não têm nada a ver com o socialismo e significam que os meios de produção que ainda estão nas mãos de burguesia pró-Americana serão agora transferidos para as mãos da burguesia pró-Chinesa igualmente exploradora e repressiva sempre em benefício de seus mestres imperialistas neocolonialistas Chineses. Nada mais do que isso, como já explicámos em outros artigos relativos com esta questão.

Mesmo o jornalista pró-social-fascista e pró-Chavista Nil Nikandrov admite que:

"A situação na Venezuela é complicada (...) roubo de comida tornou-se frequente (...). O contrabando causa enormes prejuízos para a segurança alimentar. Centenas de organizações mafiosas estão agindo ao longo da fronteira com a Colômbia. (...) Em muitos casos, o petróleo não chega até ás estações de serviço. Os grupos paramilitares asseguram a protecção de contrabando (...). Na verdade, nem Chávez nem Maduro tocaram nos fundamentos do capitalismo. (...) Não havia consenso dentro do Partido Socialista Unido.” (http://www.resistir.info/venezuela/venezuela_maidan_p.html, A conspiração na Venezuela, ou a praça Maidan na versão latino-americana, 2014, traduzido do Português)

Tal é o "socialismo do século 21" de Chavez e Maduro: um regime compradore, social-fascista e anti-socialista, neo-colonial, burguês-capitalista que serve os imperialistas mundiais através do abate implacável e da exploração dos proletários da Venezuela, os trabalhadores e outras classes oprimidas. Nas ruas da Venezuela, confrontos sangrentos entre trabalhadores Venezuelanos e forças social-fascistas foram-se intensificando cada vez mais e já deixaram muitos mortos e centenas de feridos, principalmente das classes trabalhadoras:

"Os confrontos eclodiram de novo nas ruas da capital Venezuelana, Caracas. Manifestantes anti-governamentais, que têm realizado manifestações por quase um mês, culpam as autoridades para a escassez de alimentos e medicamentos." (http://www.bbc.com/news/world-latin-america-26495159, Venezuela protests: Tense scenes on Caracas streets, Março de 2014, traduzido do Inglês)

"Pelo menos 22 pessoas foram mortas desde que os protestos na Venezuela começaram há mais de um mês atrás. Ele (conflito) desde então se espalhou para outras cidades e foi acompanhado por Venezuelanos descontentes pela alta inflação e escassez de alimentos do país.” (http://www.bbc.com/news/world-latin-america-26525145, Venezuelan student leader shot dead at protest, Março de 2014, traduzido do Inglês)

Diante da fúria da luta revolucionária das massas trabalhadoras Venezuelanas, o regime burguês de compradore de Maduro já está preparando a imposição de ainda mais medidas fascistas a fim de manter a Venezuela como um lugar seguro para os interesses e os lucros imperialistas Chineses:

"O Sr. Maduro (...) afirmou sua necessidade de poderes especiais." (http://www.independent.co.uk/news/world/americas/president-nicolas-maduro-seeks-to-rule-venezuela-by-decree-8869844.html, The successor to Hugo Chavez blames US ‘sabotage’ as corruption soars and economy slips towards chaos, Outubro de 2013, traduzido do Inglês)

É por causa de tudo isso que, desde 2013, o proletariado Venezuelano, os trabalhadores e outras classes exploradas e oprimidas se levantaram contra a repressão do regime burguês-capitalista pró-Chinês de Maduro.

Claro, os revisionistas e neo-revisionistas de todo o mundo afirmam teimosamente que a situação Venezuelana foi "inteiramente fabricada pelo imperialismo norte-Americano", que está "tentando derrubar o governo socialista de Maduro". Isso é falso. Nem regime de Maduro tem absolutamente nada a ver com o socialismo, nem a genuína revolta dos trabalhadores contra o social-fascismo foi fabricada pelo imperialismo norte-Americano. É verdade que, em sua busca para iniciar novos conflitos rentáveis​​, o imperialismo Americano conseguiu enganar e atrair algumas pessoas honestas e até mesmo alguns trabalhadores através de suas mentiras falsas sobre "democracia ocidental" e "liberdade". Mas não temos dúvidas de que a grande maioria dos trabalhadores Venezuelanos que hoje em dia lutam contra o regime de Maduro neo- colonial ao serviço dos social-imperialistas Chineses não são comprados pelo imperialismo norte-Americano, mas eles estão lutando contra uma estrutura socio-económica que os submete á exploração selvagem e sangrenta da repressão enquanto afirma estar na "construção do socialismo"!

 

 

 

 

 

 

Nesse meio tempo, revisionistas e neo-revisionistas de todo o mundo mostram a sua cara feia e apoiam abertamente o regime social-fascista Venezuelano. Não estando satisfeito com o sangue e sofrimentos que as massas trabalhadoras Venezuelanas estão sofrendo nas mãos do social-fascismo de Maduro, eles se atrevem a acusá-lo de ser "muito suave":

"Eu acho que o governo de Maduro deve agir com mais energia. É impossível pensar que tais terroristas poderiam actuar em qualquer país (...) A resposta que Maduro está dando é muito tolerante. Este é o momento para prender os terroristas.” (http://www.resistir.info/petras/petras_17fev14.html, O governo de Maduro deve actuar com mais energia, 2014, traduzido do Português)

Aqui, James Petras , um dos revisionistas norte-Americanos mais conhecidos, qualifica mesmo os proletários Venezuelanos e trabalhadores que combatem o neo-colonialismo e social-fascismo pró-Chinês como "terroristas"! Há muitos revisionistas que ainda afirmam que Maduro deve seguir o que é feito na Cuba revisionista, onde as práticas de repressão, tortura e assassinato pela burguesia social-fascista Castroista chegam a medida indizível. Então, o Sr. Petras está totalmente enganado. Os verdadeiros terroristas não são os membros das classes exploradas e oprimidas que lutam nas ruas da Venezuela contra o regime neo-colonial Chavista pró-Chinês de dominação exploradora de seu país. Os terroristas são aqueles que, como o Sr. Petras e todos os outros revisionistas e neo-revisionistas, fazem o seu melhor para apoiar e perpetuar essa mesma dominação exploradora.

E os líderes do revisionista Partido "Comunista" Português, o mesmo que é capaz de afirmar sem corar que a China imperialista e a Coreia do Norte monarco-fascista são "países socialistas" também fazem comentários semelhantes em relação á Venezuela. Urbano Rodrigues, um admirador confesso do antigo imperialismo Soviético, arrogantemente afirma que:

"A solidariedade com a Venezuela Bolivariana é um dever revolucionário.” (http://www.resistir.info/venezuela/mur_06mar14.html, A solidariedade com a Venezuela Bolivariana é uma exigência revolucionária, 2014, edição em Português)

Mas ao contrário do que ele declara, o dever de qualquer revolucionário autêntico hoje em dia não é defender o social-fascismo pró-Chinês Venezuelano, mas apoiar o combate das classes trabalhadoras Venezuelanas lideradas pelo proletariado para derrotar tanto o imperialismo Chinês como o imperialismo Americano, juntamente com todos seus lacaios burgueses.

E esse tipo de revisionistas “abertos” não é o único que apoia o imperialismo – capitalismo global na Venezuela e no mundo todo. Também os neo-revisionistas, que são "anti-revisionistas", em palavras, mas em acções são revisionistas, compartilham esta mesma linha. Por exemplo, os Maoistas colombianos do MLM, que gostam de se gabar de seu "anti-revisionismo ortodoxo" e gostam de posar como "verdadeiros comunistas", usar os seus textos para justificar as acções repressivas do regime burguês compradora neo-colonial Venezuelano e de seus mestres social-imperialistas Chineses:

Este caos acontecendo na Venezuela faz tremer o governo Chavista, que falhou em sua tentativa de reformar o capitalismo e humanizá-lo e de superar com sucesso a crise económica mundial.” (MLM Colombiano, Ni el Chavismo ni la Oposición Representan al Pueblo Venezolano, traduzido do Espanhol)

Assim, de acordo com os Maoistas colombianos, o social-fascismo de Maduro está longe de ser um regime intrinsecamente explorador e opressor, mas tinha objectivos "nobres" que eventualmente falharam, como por exemplo, humanizar o capitalismo, para superar a crise económica, etc. Se seguirmos as palavras destes "comunistas de linha-dura", nada do que acontece é culpa do governo Chavista Venezuelano. Não. Ele tentou realizar seus bons propósitos, mas acabou falhando. Fins certos, caminho errado para alcançá-los. Então, essa é a forma como os "anti-revisionistas" do MLM desviam os trabalhadores Venezuelanos de luta contra o regime Chavista compradora social-fascismo de Maduro com a desculpa de que, no final, "não era sua responsabilidade". Eles fazem isso porque sabem que hoje em dia, a luta do proletariado Venezuelano contra a opressão e a exploração capitalista-imperialista deve necessariamente incluir a luta contra o regime Chavista social-fascista burguês-capitalista. Se esta luta não existe, então a revolução socialista e a ditadura do proletariado continuarão a ser meros sonhos. E isto é o que os Maoistas e todos os outros neo-revisionistas querem. É assim que, por trás de seus slogans "anti-revisionistas" e "posições ortodoxas", a natureza inerentemente revisionista e anti-socialista dos Maoistas sempre aparece. Mas nem mesmo todo seu abjecto neo-revisionismo pode extinguir o fogo da revolução na Venezuela. Estes Maoistas, como os neo-revisionistas e anti-comunistas que são, rejeitam totalmente o facto de que o governo Chavista não falhou essencialmente nada. Pelo contrário, ele tem feito muito bem na sua missão manter trabalhadores Venezuelanos sob a escravidão fazendo-os acreditar que o "socialismo" estava realmente sendo construído em seu país, que vem fazendo muito bem em fazer o possível para transformar a Venezuela em uma neo-colónia da classe burguesa imperialista Chinesa. Se ele nunca conseguiu melhorar as condições de vida dos trabalhadores ou abolir a crise capitalista, isto é simplesmente porque estes nunca foram seus objectivos (até porque é impossível “reformar” ou “humanizar” o sistema capitalista-imperialista, temos necessariamente de o aniquilar de forma total e definitiva). De facto, como o regime compradora burguês-capitalista que é, aqueles nunca poderiam ter sido seus objectivos. Portanto, longe de ter "fracassado", o social-fascismo Chavista está excelentemente realizando seus objectivos. Ou pelo menos ele estava fazendo isso até muito recentemente. Quando os trabalhadores e outras classes exploradas e oprimidas subiram em revolta, tempos difíceis vieram para ele, porque nem todo o poder de sua máquina de estado repressiva financiada pelos social-imperialistas Chineses será capaz de esmagar a luta do proletariado contra o capitalismo e imperialismo e pelo verdadeiro socialismo e comunismo.

Além dos Maoistas, temos também os neo-revisionistas do CIPOML, que traíram o camarada Enver Hoxha e a Albânia socialista, e agora dedicam seu tempo a fazer o melhor que podem para manter a ordem mundial capitalista-imperialista viva espalhando seu lixo anti-socialista entre as fileiras de classes trabalhadoras mundiais. Em seu site, no meio de louvores a Dimitrov e outro lixo oportunista, podemos encontrar o seguinte:

" (...) Os trabalhadores e o povo da Venezuela elegeram democraticamente Nicolás Maduro como Presidente da República. O imperialismo dos EUA e seus aliados europeus agiram como (...) quem representa a oligarquia e seus interesses e eles sofreram uma derrota (...) Já em 2002, a acção conspiratória dos Estados Unidos, Espanha (...) arquitectou um plano para pôr fim ao governo de Chavez (...), que foi derrotado pela acção enérgica do povo revolucionário mobilizado nas ruas e pela posição de sectores patrióticos das Forças Armadas, que conseguiram neutralizar a agressão burguesa." (http://www.cipoml.info/index.php/en/homepage/50-english/en-home/242-apropos-of-the-situation-in-venezuela, ICMLPO Statement in Support of the Struggle of the People of Venezuela Against Threats of New Imperialist Interference, traduzido do Inglês)

Então, Maduro é um "democrata" e Chávez era um "patriota" defendido pelo "povos revolucionário" contra a "agressão burguesa pelo imperialismo dos EUA". Nem uma única palavra sobre o social-imperialismo Chinês e sua transformação da Venezuela em sua neo-colónia, nem uma palavra sobre seus lacaios compradores, burgueses Venezuelanos, nem uma palavra sobre a natureza exploradora, pró-capitalista e contra-revolucionária dos regimes de Chávez e de Maduro que só poderiam "ganhar" as "eleições" através da utilização de violência social-fascista e enganos contra as massas trabalhadoras oprimidas. Nem uma palavra de condenação contra o anti-comunismo Chavista e nem mesmo uma única palavra de louvor para com os proletários Venezuelanos que estão se levantando em revolta contra a escravidão insuportável neo- colonial social-fascista e pró-imperialista. Quando lemos este tipo de documentos e pensamos que os partidos que constituem a CIPOML faziam parte do Movimento Marxista-Leninista do camarada Enver Hoxha, é verdadeiramente uma grande indignação e uma grande tristeza.

Os neo-revisionistas, como os da CIPOML e os Maoistas do MLM, causam enormes prejuízos à causa da revolução socialista mundial, porque eles escondem seu carácter anti-socialista reaccionário por trás de mantos "anti-revisionistas", "Estalinistas" e às vezes até "Hoxhaistas". Eles tentam convencer os trabalhadores da "correcção" de seu caminho para o "socialismo", que seria supostamente "livre de dogmatismos e sectarismos". Na verdade, tudo o que eles querem é desviar os proletários do mundo, os trabalhadores e outras classes exploradas e oprimidas do único caminho autêntico para a libertação de todos os tipos de males inerentes ao sistema mundial capitalista-imperialista-revisionista. Na verdade, tudo o que eles querem é desviá-los da única maneira de conseguir o verdadeiro socialismo e o verdadeiro comunismo: o Marxismo-Leninismo - Estalinismo - Hoxhaismo. Se não seguirmos e aplicarmos os ensinamentos dos 5 Clássicos do Marxismo-Leninismo, vamos acabar com nada mais do que com um "socialismo" de tipo Chavista.

Os eventos na Venezuela desmascaram exemplarmente o carácter pró-imperialista, social-fascista dos neo-revisionistas á escala global que apoiam o imperialismo mundial e que encorajam uma nova guerra imperialista. Nossa posição é clara: "A guerra contra a guerra imperialista na Venezuela!" Nossa linha é clara: A luta Albanesa anti-fascista, anti-imperialista foi vitoriosa por causa da linha revolucionária do camarada Enver Hoxha. Nós propagamos que o povo Venezuelano deve aprender com a vitória do povo Albanês, o povo Venezuelano deve ir no espírito da luta de libertação revolucionária albanesa. O objectivo é claro: Construção do socialismo no espírito dos 5 Clássicos do Marxismo-Leninismo!!!

Os anti-imperialistas não podem destruir o imperialismo mundial se eles apoiam uma potência imperialista contra a outra. Todos os imperialistas - sem excepção - têm a maximização do lucro como objectivo e são inimigos do proletariado mundial e dos povos. Excluindo-se a luta contra uma única potência imperialista (como a China) da luta anti-imperialista isto significa APOIO AO IMPERIALISMO MUNDIAL e enfraquecimento da revolução socialista mundial e da luta de libertação do povo, como na Venezuela.

O camarada Enver Hoxha nos ensinou ("O Imperialismo e a Revolução") que temos que lutar contra ambas as superpotências EUA e RÚSSIA, contra o imperialismo mundial em geral, e cada campo imperialista e seus lacaios burgueses nacionais em todos os países - incluindo os revisionistas. Embora a Rússia seja um inimigo perigoso dos povos como pode ser visto na Ucrânia, a verdade é que a China hoje substituiu a antiga superpotência Soviética / Russa, e as palavras do camarada Enver agora devem ser interpretadas de acordo com esta nova situação. A luta do povo Venezuelano contra tanto o imperialismo Americano e o Chinês é uma luta que o camarada Enver Hoxha apoiaria em qualquer caso, se ele estivesse ainda vivo.

Os neo-revisionistas - como os Maoistas, etc. - violam os ensinamentos do camarada Enver Hoxha e ficam do lado da burguesia contra o proletariado. Eles são "anti- imperialistas" em palavras, mas pró-imperialistas em obras. Essas forças que apoiam o imperialismo mundial são inimigos dos povos, são inimigos do proletariado mundial, são inimigos da revolução socialista mundial, e estas forças devem ser desmascaradas. Desenhar a nossa linha de demarcação contra estas forças é absolutamente necessário. Que eles nos difamem como "apoiantes" do campo imperialista ocidental.

Ninguém pode negar o fato de que somos o único partido que é guiado pelos 5 Clássicos do Marxismo-Leninismo, especialmente a respeito da Venezuela:

O Comintern (EH) é o único partido em todo o mundo que propaga a construção do socialismo autêntico, na Venezuela, no espírito de 5 Clássicos. O Comintern (EH) defende a linha política internacionalista do camarada Enver Hoxha a saber que o proletariado dos países neo-coloniais explorados e oprimidos como a Venezuela deve fazer uma revolução socialista para se libertar dos imperialistas mundiais e da burguesia reaccionária em seus países, seja ele de tipo compradora ou do tipo " nacional". Não subestimamos o perigo dos imperialistas ocidentais e Americanos cuja expansão deve ser desmascarada, parada, frustrada e destruída, especialmente pela luta anti-imperialista do proletariado nos países imperialistas ocidentais. Faríamos um grande erro se deixarmos isso para a iniciativa dos revisionistas e neo-revisionistas. Portanto, temos muito claro que lutamos simultaneamente contra o imperialismo mundial em geral, e contra a rivalidade entre o imperialismo ocidental (principalmente Americano) e o imperialismo Chinês nas costas do povo Venezuelano. Simultaneamente, estes dois campos imperialistas não têm interesse em revoluções violentas em suas "colónias". Por isso, eles cooperam na prevenção do proletariado Venezuelano contra a violência da revolução socialista. Ambos os lados temem as revoluções nos países oprimidos e explorados. Esta centelha revolucionária poderia inflamar a revolução em outras "colónias" - e pior do que isso na sua própria terra natal. É claro que os imperialistas cooperam para impedir que o proletariado mundial faça a revolução socialista mundial. Por isso, eles fazem esforços para acabar com todos os levantamentos o mais cedo possível, para que eles não se possam espalhar e expandir.

Nós somos o único partido em todo o mundo, que fica do lado do proletariado Venezuelano em propagar sua luta para a transformação da revolução democrática em revolução socialista. A revolução socialista é a única maneira de se livrar do capitalismo na Venezuela, de se livrar dos imperialistas gananciosos que exploram e oprimem o povo Venezuelano com o apoio da burguesia Venezuelana. Lutamos pela ditadura do proletariado Venezuelano, como parte da luta da ditadura do proletariado mundial - somos em todo o mundo o único partido que propaga para estes fins e que luta pela sua implementação. É claro que também lutamos contra os provocadores fascistas que são comprados pela contra-revolução. Mas essas forças são uma minoria. A maioria nas ruas de Caracas foi e é a força revolucionária do povo Venezuelano. Somente social-fascistas difamam as forças da luta de libertação do povo como forças "terroristas". E os neo-revisionistas tomam a mesma linha.

Este breve artigo sobre os acontecimentos actuais na Venezuela tem como objectivo continuar e completar o anterior que tínhamos escrito sobre o Chavismo há cerca de um ano atrás. Com este pequeno texto, também tentamos desmascarar os revisionistas á escala global que apoiam a burguesia Venezuelana e que difamam a luta de libertação como "terroristas fascistas comprados pelos imperialistas dos EUA". Como já foi dito, não negamos a luta contra as forças pró-EUA imperialistas na Venezuela, mas isso não pode significar que nós mantemos silêncio e rejeitamos o nosso apoio ao povo Venezuelano para se livrar da burguesia que explora e suprime. É sempre a mesma aparência dos neo-revisionistas de todo o mundo:

A luta pela transformação das revoluções democráticas, anti-imperialistas de vários países na revolução socialista é atacada por meio de acusações de "pró- imperialismo", "sectarismo", "dogmatismo", etc...

Temos visto isso já quando os neo-revisionistas nos acusam como "pró-imperialistas" no que diz respeito ás nossas críticas contra o revisionismo e social-fascismo Coreano e Cubano, etc., etc.

A contra-revolução na Venezuela está a receber ajuda do imperialismo mundial para eliminar a revolução. A burguesia compradora pró-Americana e a sua fabricada "oposição anti-Chavista" tenta reconstruir a contra-revolução sob a nova liderança dos lacaios dos imperialistas ocidentais / Americanos, ela tenta substituir uma contra-revolução por outra. Seus gritos fraudulentos e preocupações sobre "direitos humanos" e "democracia" só são destinados a ter seus antigos privilégios de classe, posições e lucros de volta através da eliminação do poder e da influência do imperialismo Chinês e da sua burguesia compradora Chavista. Eles não têm nada a ver com o "medo do socialismo" como os revisionistas e neo-revisionistas afirmam, porque o socialismo simplesmente não existe nem na Venezuela, nem em qualquer lugar do mundo.

Com este artigo, pretende-se melhorar a consciência da luta contra a propaganda hostil dos revisionistas e neo-revisionistas de todo o mundo - incluindo os Maoístas e a CIPOML. Temos de atacar a voz desses lacaios do imperialismo mundial que recebem mais e mais influência quanto mais alto gritam nos últimos tempos. No entanto, existe a voz do proletariado revolucionário mundial - a voz do Comintern (EH)! Totalmente em contraste com a propaganda revisionista de todo o mundo! Neste momento, temos provado na prática que somos a principal organização mundial que continua com sucesso o caminho revolucionário do camarada Enver Hoxha em sua luta contra o revisionismo moderno. Nossa linha correcta do Estalinismo - Hoxhaismo triunfará. As massas revolucionárias e os verdadeiros comunistas de todo o mundo vão entender a nossa linha de demarcação de princípio contra o revisionismo de todos os tipos. Isso irá incentivar -nos porque os revisionistas vão aumentar o seu ódio contra nós. No entanto, temos quase meio século de experiências na luta contra o revisionismo, e vamos ganhar no final!

Principalmente, é muito importante propagar a necessidade indispensável de criação da Secção Venezuelana do Comintern (EH) - que será a vanguarda proletária das classes exploradas e oprimidas da Venezuela marchando sob a liderança centralizada do Comintern (EH), juntamente com todos os outros destacamentos de futuro exército vermelho mundial para a revolução socialista mundial, no sentido de ditadura do proletariado mundial, pelo socialismo mundial e o comunismo mundial. Sem a Secção Venezuelana da Comintern (EH) os levantes revolucionários estão condenados à derrota. No entanto, como Estalinistas-Hoxhaistas, entendemos muito bem a dialéctica da revolução na Venezuela. A revolução é um processo de desenvolvimento posterior. Quanto mais cedo o proletariado vai assumir a liderança da revolução, mais cedo o socialismo vai ganhar na Venezuela e em todo o mundo. Os ensinamentos Estalinistas-Hoxhaistas devem ser trabalhados e propagados na Venezuela pelo Comintern (EH). Esta é a tarefa de hoje do Comintern (EH), em contraste com os revisionistas e neo-revisionistas.




Abaixo o imperialismo mundial!

Abaixo o imperialismo Chinês!

Abaixo o imperialismo Americano / Ocidental!

Mãos fora do povo Venezuelano!

Viva a luta de libertação revolucionária do povo Venezuelano!

Viva a luta do proletariado Venezuelano contra o regime social-fascista!

Chávez pode estar morto, mas o anti-comunismo Chavista ainda está vivo!

Abaixo o regime de Maduro e seus simpatizantes revisionistas e neo -revisionistas de todo o mundo!

Trabalhadores Venezuelanos - uni-vos!

Não confundam "socialismo" com a substituição do neo-colonialismo Americano pelo neo-colonialismo Chinês!

Não se deixem enganar por falsos slogans "revolucionários" e "socialistas" de Maduro!

Há apenas um caminho para o verdadeiro socialismo: o do Marxismo-Leninismo - Estalinismo - Hoxhaismo!

O "socialismo do século 21" de Chávez e de Maduro = anti- comunismo!

Venezuela “Bolivariana” = Venezuela neo-colonial e social-fascista!

Como Chávez, também Maduro não tem absolutamente nada a ver com o verdadeiro socialismo e do comunismo, mas ele só representa os interesses da burguesia compradora Venezuelana pró-Chinesa!

Vamos condenar os crimes sangrentos que os social-imperialistas Chineses e seus servidores burgueses Venezuelanos cometem pelo máximo lucro!

Só através da criação da Secção Venezuelana do Comintern (EH) podem os trabalhadores Venezuelanos serem vitoriosos contra todos os tipos de exploradores e opressores internos e externos!

Viva a ditadura do proletariado Venezuelano!

Viva a Venezuela socialista num mundo socialista!

Vivam os 5 Clássicos do Marxismo-Leninismo: Marx, Engels, Lenine, Estaline e Enver Hoxha!

Viva a revolução violenta armada socialista proletária mundial!

Vamos estabelecer a ditadura do proletariado mundial!


Viva o socialismo mundial e o comunismo mundial!

Viva o partido mundial da Internacional Comunista (EH) – a única organização verdadeiramente comunista que existe!


 

 

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Órgão Central do Comintern (EH)

Revolução no Mundo !”