15. 1. 2004

Neo-revisionismo ou Leninismo?

 

O que é o Marxismo-Leninismo hoje

– 80 anos após a morte de Lenine?

 

O Marxismo-Leninismo

de hoje

é a aplicação actual das ideias e das lutas de Marx e de Lenine

a favor do socialismo anti-revisionista e anti-social-fascista,

pela Reconquista da Ditadura Proletária,

pela Reconstrução dos Países Socialistas,

pelo Renascimento e pela Renovação do Socialismo,

por uma etapa mais elevada da Revolução Mundial em direcção ao Socialismo Mundial

na Época do Imperialismo e da Revolução Proletária


para comemorar o Camarada

Lenine

- por ocasião do 80º aniversário do seu falecimento



 

 

Neo-revisionismo ou Leninismo?


 

 

O Leninismo é o Bolchevismo Mundial, é o Marxismo da época do imperialismo e da revolução proletária, tal como realçou Estaline.

A revolução é um problema que tem de ser resolvido na prática e neste momento – tem de ser resolvido como continuação da luta contra o mundo imperialista-revisionista, tal como realçou Enver Hoxha.

Por isso, se nós defendemos o Leninismo hoje,

Nós temos de continuar a defesa de Estaline e de Enver Hoxha!

A re-conquista revolucionária do socialismo das garras do mundo imperialista-revisionista – esta é a etapa histórica do Leninismo de hoje e é também a definição da época do imperialismo e da revolução proletária,

Esta é a actual linha de demarcação entre o Neo-Revisionismo e o Marxismo-Leninismo.

Este é o significado e a compreensão do Leninismo de hoje. Em resumo, esta é a base para a realização da linha geral ideológica, política e organizacional do Comintern ML para liderar a luta de classes socialista e internacionalista do proletariado mundial em combinação com as lutas de libertação revolucionárias dos povos explorados e oprimidos do mundo e direcção ao comunismo.



Vamos unir as fileiras dos Leninistas de todo o mundo!

Vamos lutar de forma astuta, corajosa, disciplinada, firme e honesta pela defesa da grande herança de Lenine.

O Leninismo é a ideologia invencível do proletariado mundial que nos vai guiar até ao comunismo!

Vamos levantar bem alto a bandeira da vitória Leninista!

Por ocasião do 80º aniversário da morte de Lenine, o Comintern ML apela a todos os Marxistas-Leninistas, aos Comunistas e aos revolucionários do mundo para defenderem as ideias revolucionárias e o trabalho revolucionário do camarada Lenine. Vamos lutar contra o imperialismo e contra o oportunismo pelo triunfo da revolução mundial e do socialismo á escala global – tal como Lenine fez de maneira exemplar.


Há 80 anos atrás – no dia 21 de Janeiro de 1924 – o camarada Lenine faleceu; ele foi o Marxista mais extraordinário que se seguiu a Karl Marx e a Frederik Engels e que continuou e desenvolveu de forma brilhante as suas ideias e trabalhos Marxistas e revolucionários. Lenine transformou o Marxismo adaptando-o ás condições do Leste e aplicou-o magistralmente ás condições da Rússia. O camarada Lenine foi o fundador e o mestre do Bolchevismo, ele foi o líder do partido Bolchevique, ele foi o líder da Grande Revolução Socialista de Outubro, ele foi o arquitecto do primeiro estado socialista do mundo no qual a ditadura proletária foi uma realidade. O camarada Lenine foi também o fundador e o líder da gloriosa Internacional Comunista, ele foi o líder do proletariado mundial e de todos os povos oprimidos do mundo. Lenine marcou a época da queda do capitalismo mundial e da marcha triunfal da revolução socialista em direcção ao socialismo mundial. Lenine foi o líder da revolução mundial.

Lenine é imortal.

Ele vive no coração de cada trabalhador revolucionário e de cada comunista.

O Leninismo é hoje mais do que nunca uma arma ponderosa e uma força enorme nas mãos astutas do proletariado mundial – o coveiro do capitalismo mundial. O Leninismo é uma arma letal contra todos os nossos inimigos de classe, quer eles lutem contra nós abertamente quer eles se escondam por detrás das suas máscaras.


Quem é hoje em dia um verdadeiro Leninista?

Será que toda a gente que se auto-denomina “Leninista” é realmente um verdadeiro Leninista? A nossa resposta é não. Distinguir os verdadeiros Leninistas dos falsos “Leninistas” é uma questão que se prende com a luta de classes ideológica entre o proletariado revolucionário e a burguesia reaccionária: uma luta de classes entre os Marxistas-Leninistas e aqueles que são “Leninistas” em palavras mas anti-Leninistas nos actos.

Foi Lenine que libertou os verdadeiros Marxistas dos falsos “Marxistas” da Segunda Internacional na luta contra o oportunismo e o social-chauvinismo. Foi Estaline que libertou os verdadeiros Leninistas dos Trotskistas, Boukharinistas, etc., que se auto apelidavam de “Leninistas” e de “Bolcheviques”e de todas as outras forças retrógradas da burguesia que lutavam pela dissolução do socialismo e pela restauração do capitalismo. Foi Enver Hoxha que libertou os verdadeiros Estalinistas dos revisionistas modernos na luta pelo fortalecimento do socialismo e da revolução sob as condições do cerco revisionista e imperialista após a morte de Estaline. É a nossa vez de libertar Enver Hoxha dos neo-revisionistas na luta pela libertação revolucionária e socialista das garras do mundo imperialista e revisionista.


Então quem são os verdadeiros Leninistas de hoje?

O verdadeiro Leninista é – acima de tudo e em primeiro lugar – aquele seguidor de Lenine que se tornou um clássico do Marxismo-Leninismo na luta pela defesa bem-sucedida e pelo desenvolvimento do Leninismo – o camarada Estaline! É impossível defender o Leninismo contra Estaline. A luta contra Estaline não significa mais do que a luta contra Lenine. O Leninismo fracassa sem os ensinamentos de Estaline. Aqueles que põem isto em causa, aqueles que se apelidam de “defensores do Leninismo contra o Estalinismo” são revisionistas, Trotskistas, etc., mas nunca serão verdadeiros Leninistas. Eles são Leninistas em palavras e anti-Leninistas nos actos. O anti-Leninismo mais perigoso é aquele que se esconde por detrás da máscara do “Leninismo”. Isto não é mais do que uma tentativa fútil por parte da burguesia para prolongar e manter a sua ditadura e/ou para a reconquistar. Por isso, aqueles que pretendem ser verdadeiros Leninistas devem estudar e aplicar os ensinamentos de Estaline que desenvolveu o Leninismo de forma irrepreensível. É preciso ser-se um autêntico Estalinista para se poder ser um defensor do Leninismo.

Mas como podemos ser verdadeiros Leninistas e Estalinistas se não defendermos os Clássicos contra o revisionismo moderno, contra o Maoismo, o neo-Trotskismo e todos os outros tipos de ideologia burguesa que se mascaram por detrás do “Leninismo”? Não é possível defender Lenine e Estaline sem defender Enver Hoxha, que foi o maior dos Leninistas após a morte de Estaline, que é o quinto Clássico do Marxismo-Leninismo. Um neo-revisionista é alguém que luta contra o Marxismo-Leninismo por detrás do disfarce dos 5 Clássicos. A história da luta de classes internacional prova que a burguesia sempre ocultou a sua ideologia reaccionária por detrás dos Clássicos mais antigos contra os Clássicos mais recentes com a única intenção de lutar contra o Marxismo-leninismo como um todo.

Quando os social-democratas revolucionários se tornaram numa minoria da social-democracia oportunista no início do século XX, foi Lenine quem defendeu o Marxismo e apoiou a Esquerda Marxista Internacional através da sua luta gigantesca contra a traição anti-Marxista da social-democracia internacional. E foi Estaline que apoiou os Bolcheviques internacionais na luta contra os revisionistas Trotskistas, anti-Leninistas, etc. E foi Enver Hoxha que apoiou os Marxistas-Leninistas na luta contra os revisionistas modernos e contra os social-fascistas e os social-imperialistas. Por isso, um verdadeiro Leninista é hoje um comunista que continua a luta dos 5 Clássicos contra a influência das agencias da burguesia dentro das fileiras da internacional comunista e do movimento proletário, é aquele que continua a luta contra o revisionismo – que se transformou em neo-revisionismo recentemente. Um verdadeiro Leninista luta contra os inimigos de classe que se mascaram como “Marxistas-Leninistas” para ocultar o regresso do Marxismo-Leninismo, para paralisar a luta anti-revisionista, para paralisar a luta anti-social-fascista e anti-social-imperialista. A nova forma de “Social-fascismo” a que nos referimos deve exprimir a luta pela vingança por parte dos revisionistas para reconquistar ou manter as suas ditaduras social-fascistas e social-imperialistas mascaradas por fraseologia Marxista-Leninista e cujo objective é salvar o imperialismo mundial graças ao chamado “socialismo renovado e purificado do revisionismo” baseado na teoria da “auto-regulação” revisionista e nas teorias da “manutenção do capitalismo através do socialismo burguês”, que por sua vez se baseiam nas premissas impossíveis de transformar um país revisionista num país socialista se a revolução socialista proletária violenta, sem o esmagamento da burguesia revisionista e do seu sistema opressivo e explorador fundado nas premissas impossíveis de que a burguesia poderia transformar o socialismo burguês em socialismo proletário. A burguesia dos países revisionistas nunca conseguirá “ultrapassar” as suas falhas históricas através do “regresso ás origens do Marxismo-leninismo tradicional, ás origens dos Clássicos”. A base política, social, ideológica, económica e organizacional do social-fascismo mundial está concentrada e centralizada nos países revisionistas, social-fascistas e social-imperialistas ainda existentes. Os propósitos deste social-fascismo é reconstruir o baluarte revisionista contra a revolução socialista mundial e contra o estabelecimento da ditadura do proletariado mundial, contra o movimento mundial Marxista-Leninista e contra os autênticos países socialistas que se estabelecem de acordo com os modelos da União Soviética de Lenine e de Estaline e da Albânia de Enver Hoxha. As premissas fraudulentas do Neo-Revisionismo consistem na habilidade suspeita para “provarem” que o revisionismo consegue “regressar” ao Marxismo-Leninismo. Nós, enquanto Leninistas, sabemos pelas nossas próprias experiências que é impossível ultrapassar o revisionismo através da “crítica e da auto-crítica”, através das “transformações radicais”, através das “frentes unidas”, através de “declarações de solidariedade”, através de supostos “regressos ao Marxismo-Leninismo revolucionário”, etc. Se nós queremos mesmo ultrapassar o revisionismo, nós temos de traçar a nossa linha de demarcação entre o revisionismo e o Marxismo-Leninismo e de destruir a influência do revisionismo até ás suas raízes, não importa que tipo de novas roupagens “revolucionárias” é que o revisionismo possa vestir. Nós temos de derrotar completamente os revisionistas. O revisionismo nunca se transformará em Marxismo-Leninismo. Até mesmo os neo-revisionistas não estão convencidos acerca deste absurdo, mas ainda assim eles querem fazer os proletários de estúpidos. O neo-revisionismo finge querer “libertar” os proletários do capitalismo, mas na realidade o que ele pretende é amarrá-los ao capitalismo ainda mais.

É já uma componente insubstituível da táctica burguesa a de manipular o quinto Clássico do Marxismo-Leninismo, o camarada Enver Hoxha, com a intenção de manter a ditadura da burguesia. A burguesia nunca se renderá voluntariamente. A contra-revolução está obrigada a corromper os ensinamentos do camarada Enver Hoxha enquanto nós Hoxhaistas existirmos, enquanto nós formos um perigo para o sistema capitalista. Enquanto nós Marxistas-Leninistas continuarmos a luta revolucionária do camarada Enver Hoxha, a burguesia é forçada a tentar paralisar a nossa luta Hoxhaista. Enver Hoxha fez fracassar as tentativas dos revisionistas modernos que pretendiam conspurcar o nome do camarada Estaline. E é a nossa vez de fazer fracassar as intenções dos neo-revisionistas que pretendem conspurcar o nome do camarada Enver Hoxha.

Quando Marx morreu, Engels permaneceu. Quando Engels morreu, Lenine permaneceu. Quando Lenine morreu, Estaline permaneceu. Quando Estaline morreu, Enver Hoxha permaneceu. Mas quando Enver Hoxha morreu, quem permaneceu? Nós, os verdadeiros Hoxhaistas, permanecemos e vamos permanecer até á última batida do nosso coração! Nós estamos sozinhos, porque não existe um novo Marx, nem um novo Engels, nem um novo Lenine, nem um novo Estaline ou um novo Enver Hoxha que continue o desenvolvimento do Marxismo-Leninismo, que continue a liderança do socialismo mundial revolucionário e do movimento proletário mundial em direcção ao comunismo. Não há outra forma de nos deixarmos guiar pelos ensinamentos dos 5 Clássicos do Marxismo-Leninismo. E sem dúvida que nascerão novos líderes do Marxismo-Leninismo durante a nossa luta para terminar a missão revolucionária do proletariado mundial. Não há tempo para esperar por um novo continuador dos Clássicos. Nós temos de basear a nossa luta nos 5 Clássicos e temos de tentar desenvolver os seus ensinamentos em demarcação relativamente a todas as influências revisionistas da burguesia mundial. Os Clássicos provaram isto de forma historicamente bem-sucedida e é a nossa vez de o provarmos hoje. Nós, Marxistas-Leninistas, nunca desistiremos. Nós estamos prontos a liderar o proletariado mundial em direcção á sua vitória sobre o imperialismo mundial com base no desenvolvimento dos ensinamentos de Marx, Engels, Lenine, Estaline e Enver Hoxha!

Por ocasião dos eventos que marcaram a queda da Albânia socialista, os participantes do Movimento Mundial de Enver Hoxha juntamente com os verdadeiros defensores de Enver Hoxha na Albânia que sobreviveram á contra-revolução e que resistiram com bravura á influência reaccionária dos novos revisionistas na Albânia tornaram-se conscientes de que mais ninguém além deles poderia levar adiante a bandeira do camarada Enver Hoxha. E nós começámos a reconstruir o movimento revolucionário no espírito de Enver Hoxha enquanto minoria entre a maioria de renegados e de capitulacionistas que abraçaram o Neo-Revisionismo. Não foi apenas a clique de Ramiz Alia que tirou vantagem da nossa confiança em defender o camarada Enver Hoxha após a sua morte (tal como os Krushchevistas fizeram com Estaline para derrubarem a União Soviética socialista). Através do culto de personalidade relativamente a Lenine e a Estaline, os revisionistas modernos destruíram a União Soviética e a Albânia socialista de Enver Hoxha para as venderem por uma bagatela aos imperialistas mundiais. No entanto, os imperialistas mundiais são conscientes de que isto não vai ser o fim. Eles sabem muito bem que os povos da Albânia e da União Soviética não vão tolerar a traição como destino sem resistirem. Os imperialistas mundiais em cooperação com a nova burguesia interna destes países são obrigados a construírem um novo baluarte revisionista contra o perigo da reconquista da ditadura proletária. A burguesia mundial é forçada a penetrar no movimento revolucionário das revoluções socialistas na Albânia e na antiga União Soviética com o propósito de tomar a liderança deste movimento revolucionário e das organizações revolucionárias que dele fazem parte em benefício da defesa do imperialismo mundial. É por esta razão que a burguesia mundial recruta um novo grupo de aristocracia “comunista” na luta contra o surgimento dos novos líderes e das novas organizações comunistas por todo o mundo. Para o recrutamento desta “aristocracia comunista”, a burguesia mundial não se limita aos estados revisionistas existentes, mas ela tenta penetrar directamente nos centros do movimento comunista revolucionário que se esforça por reconstruir verdadeiros partidos e organizações Marxistas-Leninistas. Os Leninistas de hoje devem estar conscientes destas tentativas da burguesia mundial e eles devem tirar as conclusões necessárias para fazerem com que estas tentativas fracassem. Se a burguesia mundial se refere ás antigas vitórias dos revisionistas, nós Leninistas temos de nos referir ás vitórias do Leninismo de forma a impedirmos a nova vaga do revisionismo mundial.

A história do movimento comunista mundial provou muitas vezes que: Quando um líder comunista faleceu, os inimigos de classe dentro das nossas fileiras comunistas destaparam as suas máscaras e continuaram a sua luta contra-revolucionária com ataques abertos contra o comunismo e contra os nossos líderes comunistas.

Houve também neo-revisionistas que tiraram proveito da nossa confiança na defesa do camarada Enver Hoxha contra os traidores Albaneses. Nós precisámos de muito tempo para conseguirmos desmascarar aqueles que fingiam ser fiéis á bandeira de Enver Hoxha só para nos enganar. Os objectivos destes traidores são manipular a herança do camarada Enver Hoxha pelos mesmos velhos propósitos de sempre: a destruição do Marxismo-Leninismo, a destruição do socialismo, a destruição da revolução socialista, o fracasso da construção de um novo Movimento Mundial Hoxhaista, o fracasso da reconquista do socialismo e da reconstrução da ditadura proletária. Tudo isto em benefício do capitalismo. É óbvio que eles negam as nossas acusações e viram-nas contra nós, mas isto é compreensível porque os traidores devem tentar ao máximo preservar as suas máscaras. Por isso, nós temos o dever de os desmascarar de forma firme e completa. Nós não devemos subestimar o perigo do Neo-Revisionismo porque isso seria equivalente a uma reconciliação com os revisionistas. Em termos estratégicos, o revisionismo é um destroço que flutua no âmbito do imperialismo mundial, mas tacticamente nós não podemos subestimar o perigo representado por aquilo que resta do revisionismo, que está pronto disfarçar-se uma vez mais para melhor sabotar a época da resistência anti-imperialista e a reorganização da luta pelo socialismo proletário. O neo-revisionismo é um veneno letal dentro das fileiras do movimento revolucionário actual. É a continuação da luta entre o revisionismo e o Marxismo-leninismo – uma luta de vida ou de morte. Neo-Revisionismo ou Leninismo? – esta é a questão que se coloca na decisão acerca do futuro do comunismo.

Com o surgimento do Comintern ML, os Marxistas-Leninistas estão agora a reorganizar as suas forças internacionais para resolver este problema. E nós juramos no 80º aniversário da morte do camarada Lenine que o Leninismo vai ganhar esta luta contra o Neo-Revisionismo!


Não existem despotismos, traições ou demagogias que possam enfraquecer a obra revolucionária de Lenine – o Leninismo é imbatível.

Mas o que significa isto?

Será que isto significa encarar o Leninismo com algo “puro” e mecânico? Nós, Marxistas-Leninistas, sempre fomos adversários do “Leninismo” literal da mesma forma que nós somos adversários da restauração neo-revisionista do culto da personalidade em redor de Lenine, em particular por ocasião da sua morte – e aniversários. Será que isto significa “defender” o leninismo como se fosse uma religião e não como um guia para a nossa luta de classes revolucionária contra a burguesia? Será que conservar o Leninismo e evitar que ele fique contagiado com “infecções” burguesas significa congelá-lo? Será que isto significa enterrar o Leninismo juntamente com Lenine? Será que isto significa criar novos “dogmatismos” para satisfazer os “historiadores progressistas” – que são na verdade lacaios da burguesia? Será que isto significa que o Leninismo pertence á “ciência” burguesa e não á ciência das classes exploradas e oprimidas? Será que isto significa que devemos separar o Leninismo da teoria política e ideológica, fazendo a vontade aos intelectuais pequeno-burgueses que pretendem “guiar” a luta económica dos trabalhadores que supostamente são demasiado “estúpidos” para entenderem política, teoria e ideologia?

A verdade é que o Leninismo só pode sobreviver e desenvolver-se se o purificarmos das influências burgueso-revisionistas, se destruirmos todas as tentativas revisionistas para transformar a arma revolucionária Leninista numa arma contra-revolucionária da burguesia contra o proletariado e os Marxistas-Leninistas.

Os Leninistas já provaram historicamente a vitória da combinação do movimento operário e da teoria socialista na luta CONTRA o intelectualismo e o economismo “revolucionário”!

As classes oprimidas e exploradas do sistema capitalista – e em primeiro lugar a classe revolucionária do proletariado – já provaram historicamente ao mundo que é possível mudar a vida através do Leninismo, que é possível aplicar vitoriosamente esta ciência da revolução, esta ciência que os libertou da exploração e da opressão e que lhes permitiu construir a sua própria sociedade socialista. É por esta razão que os revisionistas nunca conseguirão desviar as classes exploradas e oprimidas do objectivo da futura sociedade comunista sem classes projectada pelo Leninismo.


O que fazem os Neo-revisionistas?

Eles seguem a ideologia burguesa segundo a qual o Marxismo-Leninismo parou após a queda da Albânia socialista. Por isso, eles apoiam-se nos países revisionistas ainda existentes como sendo as suas “pátrias” que têm de ser “protegidas do imperialismo mundial” e eles fingem querer salvar o “socialismo” (quer dizer, o revisionismo) através de diferentes “frentes de unidade e de solidariedade”. A verdade é que eles apenas tentam salvar o cadáver do revisionismo, eles tentam salvar o capitalismo e tentam impedir-nos a nós Leninistas de reconquistar o socialismo proletário. O apoio ao socialismo burguês não traduz a vontade de defender “os baluartes contra o imperialismo mundial”, mas sim a vontade de lutar contra a restauração do socialismo proletário, do Marxismo-Leninismo aperfeiçoado e pronto para a revolução mundial. O socialismo proletário e o Marxismo-leninismo apenas podem ser restabelecidos através da destruição dos países revisionistas ainda existentes e através da eliminação do revisionismo em geral. Os revisionistas tentam retratar o Marxismo-Leninismo como uma ciência que “está parada”, incapaz de se desenvolver e que será enterrada pelo capitalismo. Mas os revisionistas vão falhar nas suas tentativas de nos impedir de enriquecer o Leninismo através de novas experiências, novos conhecimentos, novas análises, conclusões e generalizações da luta de classes internacional. Algumas das fórmulas e conclusões da época de Lenine mudaram necessariamente ao longo de mais de 80 anos após a sua morte, e elas devem ser substituídas por novas fórmulas e conclusões da luta contra o Neo-revisionismo que correspondam ás novas tarefas da revolução mundial para reconquistar o socialismo e para o proteger através do estabelecimento do socialismo mundial.

O Leninismo não reconhece conclusões e fórmulas invariáveis e obrigatórias para todos os tepos e épocas. O Leninismo é inimigo de todo o dogmatismo e de toda a vulgarização – que não são mais do que gémeos revisionistas. Nós, Leninistas, sabemos muito bem que os métodos sectários e dogmáticos são métodos da burguesia contra o Leninismo. E nos tempos recentes – quando os arquivos da União Soviética foram “abertos” [houve muito barulho acerca disto, mas onde estão as informações e resultados que poderiam fazer avançar a luta do proletariado mundial??], a burguesia esforçou-se para inventar “descobertas sensacionais” anticomunistas com o propósito de envenenar os povos contra o Leninismo. Nós, Leninistas, não podemos ignorar aquilo que se passa com os novos arquivos que estão nas mãos dos nossos inimigos de classe. Nós temos de aproveitar este desafio para tirarmos proveito das “novas informações” de forma a usá-las para enriquecer a continuação do nosso caminho Leninista para a vitória da revolução proletária. A burguesia não é estúpida ao ponto de nos ajudar fornecendo-nos novos conhecimentos acerca da história Leninista. E a burguesia não é estúpida ao ponto de se contentar em impedir-nos de ter acesso aos arquivos. Pelo contrário, a burguesia é esperta o suficiente para aproveitar a oportunidade para falsificar os documentos históricos, preparando-os como uma arma contra o proletariado mundial e a revolução mundial. Os documentos dos arquivos servem de pretexto aos revisionistas para mudarem de máscaras e são fundamentais para o desenvolvimento do Neo-Revisionismo. A verdade histórica que os Leninistas querem revelar é perigosa para os revisionistas porque nós vamos continuar a desmascará-los com novos materiais históricos e nós vamos encontrar – disso podem estar certos! – novas provas da traição dos revisionistas. Vai ser uma corrida contra o tempo desmascarar e desarmar os Neo-Revisionistas antes de eles se tornarem fortes o suficiente para envenenarem o movimento revolucionário mundial. O curso da luta de classes mostra-nos quem são os nossos aliados e quem são os nossos inimigos.

Camaradas!

Nós nunca devemos esquecer que não podemos permanecer parados com as nossas correctas teses Marxistas: não é questão de interpretar o mundo, mas sim de o mudar. A história da burguesia revelou que as classes exploradoras e opressoras nunca ficam satisfeitas com as interpretações do mundo. As classes exploradoras e opressoras são sempre aquelas que usam os conhecimentos, a ciência e os poderes mentais da sociedade como superstrutura para consolidar o seu domínio de classe e do seu sistema económico de exploração. A burguesia provou historicamente que através do revisionismo é possível restaurar o capitalismo e interromper o desenvolvimento da revolução proletária após a Revolução de Outubro – com a excepção da vitoriosa revolução Albanesa: os países revisionistas ainda existem o sob a máscara tanto do Leninismo como de ideologias anti-Leninistas – como o Maoismo, por exemplo – eles estão activos “em nome do Leninismo”! Isto constitui uma derrota para o Leninismo e uma vitória para a burguesia. Assim, se nós quisermos ser verdadeiros Leninistas, nós temos de provar ao mundo que se foi possível restaurar o capitalismo, também será possível restaurar o socialismo! Consequentemente, o Leninismo de hoje é a ciência da restauração do socialismo, é a ciência da restauração da ditadura proletária, é a ciência da libertação das concretizações proletárias das garras do revisionismo. O Leninismo é mais forte do que o revisionismo. Nós, Leninistas de hoje, devemos ganhar a batalha final pela reconquista do socialismo porque o futuro pertence ao proletariado mundial. É impossível quebrar o elo mais fraco do imperialismo mundial se não formos capazes de ganhar a luta contra o Neo-Revisionismo. Actualmente, é impossível defender o Leninismo sem a destruição da influência da burguesia mundial dentro das fileiras do movimento Marxista-Leninista dos trabalhadores de todo o mundo. O afastamento do Leninismo do proletariado mundial é realizado através de métodos cruéis e fascistas de proibição e de queimas de livros de Lenine que são combinadas com a falsificação dos livros de Lenine e com métodos para enganar o proletariado. A vulgarização e o populismo não foram apenas praticados pela burguesia após a morte de Marx e de Engels (vulgarização do Marxismo). Eles foram praticados também após a morte de Lenine. A vulgarização do Leninismo é uma arma perigosa dirigida contra o proletariado mundial. Supostamente, os revisionistas devem reactivar a vulgarização do Marxismo-Leninismo quando a revolução proletária está iminente. Por isso, é nosso dever enquanto autênticos Leninistas o de fazer fracassar as intenções dos revisionistas e o de elevar a bandeira de Lenine em direcção á reconquista da ditadura proletária. Assim, hoje em dia nós só somos verdadeiros Leninistas se manobrarmos o leninismo enquanto guia para a reconquista do socialismo proletária e para a destruição do socialismo burguês e revisionista. Camaradas, não podemos esquecer que os países revisionistas ainda existentes são uma perigosa reserva da burguesia mundial para colocar novos obstáculos CONTRA a revolução proletária mundial, CONTRA a reconquista do socialismo proletário, CONTRA o Leninismo! Esta reserva internacional dos países revisionistas tem de ser isolada e desarmada porque ela envenena o movimento mundial Marxista-Leninista e proletário. Os países revisionistas querem colocar o movimento mundial Marxista-leninista sob o seu controlo! Toda e qualquer reconciliação com o Neo-Revisionismo fortalecem esta reserva tóxica – e é contra-revolucionária! A verdade é que nós temos de ensinar o proletariado mundial no contexto da luta de classes internacional diária.

Enver Hoxha e Estaline provaram a correcção do Leninismo em palavras e em actos, eles provaram que o revisionismo é evitável se o partido comunista permanecer fiel aos princípios revolucionários, se ele seguir uma genuína linha Bolchevique e se ele estiver determinado em encorajar a política da luta de classes, bem como todas as medidas destinadas a evitar a degeneração burguesia desde o início. O Marxismo-Leninismo é mais forte do que todas as correntes revisionistas do mundo – e isto não é apenas uma questão quantitativa, mas também uma questão qualitativa.

Na opinião do Comintern (ML), a tendência mais perigosa do Neo-revisionismo actual é a traição contra Enver Hoxha – nomeadamente aquela tendência que pretende defender Enver Hoxha em palavras, mas que faz o contrário nos actos. Ramiz Alia e o seu grupo Neo-Revisionista devem ser chamados aqui em primeiro lugar, mas para além dele existem correntes dentro do movimento Marxista-Leninista de hoje que denunciaram Ramiz Alia como traidor em palavras, mas que o defendem na prática. Os Neo-Revisionistas percorrem este caminho traiçoeiro com o único objectivo de distorcer os ensinamentos dos clássicos Marx, Engels, Lenine, Estaline e Enver Hoxha, de rejeitar os princípios do Marxismo-Leninismo.

Sem a táctica do Neo-revisionismo, é impossível para a burguesia deter o nosso movimento e dirigi-lo para propósitos revisionistas, porque o Neo-revisionismo está disfarçado sob a máscara do “anti-revisionismo”. O Neo-revisionismo é anti-revisionismo em palavras, mas revisionismo nos actos.

Lenine considerava o esmagamento da burguesia e o estabelecimento da ditadura proletária não como um fim, mas sim como o começo da revolução socialista mundial que se desenvolve ininterruptamente durante todo o período histórico da transformação do capitalismo para o comunismo – e nós só estamos no início do processo da revolução mundial proletária e socialista.

Enquanto esta gigantesca transformação da sociedade mundial não estiver completamente realizada – tal como Lenine realçou – a luta de classes internacional vai agudizar-se e desenvolver-se de maneira estável acompanhado os movimentos da revolução mundial. O propósito é exactamente o de seguir esta linha revolucionária de desenvolvimento da revolução mundial até que a vitória completa seja atingida (e isto não deve ser confundido com a linha moribunda dos países revisionistas ainda existentes que querem fazer retroceder o proletariado mundial para novos “modelos” de capitalismo!). As principais armas desta luta são os autênticos partidos Comunistas e a sua unificação na Internacional Comunista. E eles são urgentemente necessários para conquistar a ditadura proletária – respectivamente, para a reconquistar tanto á escala nacional como á escala internacional através da continuação da luta de classes do proletariado.

O Leninismo não é apenas a forma como o proletariado se deve libertar do capitalismo mundial, mas também como ele se deve livrar do oportunismo e do revisionismo através dos quais o mundo capitalista e revisionista tenta impedir o proletariado de construir o seu socialismo em demarcação relativamente ao socialismo burguês. Sob a liderança de Lenine, as ideias socialistas foram concretizadas apesar do oportunismo e do revisionismo. Ele elaborou um plano concreto para construir o socialismo e edificar as bases do comunismo em linhas gerais.

Todas as vitórias do socialismo foram concretizadas graças á teoria Leninista. E não haverá socialismo futuro que não se baseie no Leninismo. Todas as “teorias socialistas” que neguem ou rejeitem o socialismo Leninista estão condenadas ao fracasso. Todos os países “socialistas” de hoje não são países do socialismo Leninista. Eles são nações revisionistas, cadáveres do oportunismo que não podem ser salvos pelas falsificações do Leninismo, apesar do que afirmam os líderes destes países. Eles não vão cair por eles próprios enquanto forem úteis á burguesia mundial para enganar o proletariado mundial e os povos oprimidos e explorados.

Apenas se o proletariado mundial e os povos explorados e oprimidos aprenderem pelas suas próprias experiências que os países revisionistas ainda existentes não são socialistas é que o proletariado mundial e os povos oprimidos e explorados se podem libertar do imperialismo e do social-imperialismo, do fascismo e do social-fascismo.

Estaline e Enver Hoxha elaboraram planos concretos de como resistir á restauração do capitalismo, como resistir ao cerco do mundo capitalista e revisionista de forma correcta e eficaz. E eles só conseguiram levar os seus planos á prática porque ambos se baseavam completamente no Leninismo.

O Comintern (ML) elaborou planos de como reconquistar o socialismo, de como destruir os vestígios revisionistas de forma completa e de como evitar dar-lhes oportunidades de sobreviverem através de injecções de capitalismo, de como construir um novo socialismo sobre as ruínas dos países revisionistas e de como esmagar o imperialismo e o social-imperialismo mundial á escala internacional. O Comintern (ML) elaborou a “Linha-Geral da estratégia e da táctica da continuação da revolução socialista mundial” que começou com a vitória da Revolução de Outubro de Lenine.

Sob a liderança do camarada Enver Hoxha, o mundo capitalista e revisionista não foi capaz de esmagar o socialismo Albanês nem de varrer o socialismo do planeta.

A sua luta e os seus ensinamentos resistiram aos ataques de todas as correntes revisionistas de todo o mundo, incluindo do revisionismo Maoista. Os ensinamentos do camarada Enver Hoxha são a garantia da protecção e do desenvolvimento do Marxismo-Leninismo de hoje. Os ensinamentos de Enver Hoxha são os ensinamentos do Marxismo-Leninismo de hoje.

O Leninismo sobreviveu graças aos ensinamentos do camarada Estaline e do camarada Enver Hoxha. Se separamos o Leninismo de Estaline e de Enver Hoxha, isso é sinónimo de destruir e de enterrar o Leninismo. É esta a intenção dos Neo-Revisionistas – enterrar o Leninismo atacando Estaline e Enver Hoxha.

E o que dizer acerca daqueles camaradas que seguiram Lenine no caminho do movimento mundial Marxista-Leninista do camarada Enver Hoxha? A maioria deles retirou-se do movimento mundial Marxista-Leninista do camarada Enver Hoxha e sofrem com o veneno do Neo-Revisionismo. Outros tornaram-se renegados perigosos que estão ocupados em criticar o movimento mundial Marxista-Leninista do camarada Enver Hoxha, outros ainda reconciliaram-se com o Maoismo ou tornaram-se Neo-Maoistas. Há ainda alguns que tentam causar a morte do movimento mundial Marxista-Leninista do camarada Enver Hoxha. Como é que isto aconteceu?

O movimento mundial Marxista-Leninista do camarada Enver Hoxha era uma valiosa arma dirigida contra os revisionistas. Era claro que os revisionistas detestavam isto. Eles reactivaram as suas forças de resistência e mobilizaram todas as suas energias de defesa. Eles pressionaram muito o movimento mundial Marxista-Leninista do camarada Enver Hoxha e isto acabou por produzir efeitos, especialmente após a morte do camarada Enver Hoxha e a traição de Ramiz Alia e da sua clique. A Albânia socialista do camarada Enver Hoxha era a base da revolução mundial. Era óbvio que a destruição do socialismo na Albânia a partir de dentro bem como a partir de fora danificariam a confiança do proletariado mundial no socialismo e na revolução. O desmantelamento Neo-Revisionista do socialismo na Albânia conduziu ao enfraquecimento do o movimento mundial Marxista-Leninista do camarada Enver Hoxha. A propaganda dos revisionistas de que “o socialismo Albanês fracassou” pretendia também enfraquecer a posição do comunismo em todo o mundo. Ramiz Alia e os seus apoiantes em todo o mundo ajudaram o revisionismo a fazer retroceder o movimento revolucionário internacional. O falso “caminho de defesa cem por cento Enver Hoxha” de Ramiz Alia revelou ser antes um caminho cem por cento anti-Enver Hoxha, um caminho de capitulação, de destruição – a) de destruição do socialismo na Albânia e b) de destruição do internacionalismo proletário ao eliminar a Albânia enquanto base da revolução mundial c) um caminho de tendências Neo-Revisionistas (reminiscências do Maoismo, por exemplo: o socialismo falhou na Albânia, portanto Enver Hoxha estava “errado” – Mao estava “certo”). As distorções de Enver Hoxha criadas por Alia correspondem ás distorções do Leninismo por Sinovjev. Em 1926, Estaline desmascarou Sinovjev na sua obra “As Questões do Leninismo”.

A retirada do movimento mundial Marxista-Leninista do camarada Enver Hoxha provou ser uma desistência total da luta anti-revisionista e conduziu á reconciliação com os mesmos Neo-Revisionistas. Apenas uma minoria de Marxistas-Leninistas determinados defenderam Enver Hoxha e tiveram - de então em diante – de lidar com a pressão dos renegados que atiraram fora os ensinamentos do camarada Enver Hoxha e que apoiam – de forma aberta ou disfarçada – os social-imperialistas e os social-fascistas. A maneira traiçoeira como fingiram denunciar “a deterioração do Leninismo causada pelas tendências revisionistas e burocráticas do Hoxhaismo” ultrapassou todos os limites. Ela corresponde á anterior “denúncia” revisionista da “deterioração do Leninismo causada pelas tendências revisionistas e burocráticas do Estalinismo”. Mas as acusações de sermos “Leninistas dogmáticos e ortodoxos”, ou “Estalinistas dogmáticos e ortodoxos” ou ainda “Hoxhaistas dogmáticos e ortodoxos” são na verdade acusações contra o Marxismo-leninismo e têm o propósito de isolarem os verdadeiros Marxistas-Leninistas do proletariado e do movimento operário, de forma a “salvar a ovelha dos lobos” e a trazer o proletariado de volta aos rebanhos revisionistas.

Através disto, os Neo-Revisionistas são o instrumento da burguesia que se aproveita da luta anti-revisionista do movimento mundial Marxista-Leninista do camarada Enver Hoxha para assimilá-la e subjugá-la aos interesses opressores e exploradores da burguesia. Sucedeu o mesmo quando a burguesia se aproveitou do Leninismo para mascarar a restauração do capitalismo. Tal como todas as antigas correntes do oportunismo, o Neo-Revisionismo é um instrumento da burguesia para transformar as armas do Marxismo-Leninismo em armas contra o Marxismo-Leninismo.




Defender o Leninismo significa desmascarar as “Ideias de Mao Zedong” anti-Leninistas

U dos instrumentos mais bem sucedidos da burguesia para desarmar o proletariado e o povo são indubitavelmente as “Ideias de Mao Zedong” anti-Leninistas. Foi através destas “Ideias” que o revisionismo Chinês ascendeu ao poder e impediu – de facto – o estabelecimento da ditadura do proletariado, ele impediu que o Leninismo se tornasse uma realidade na China. O desmascaramento das “Ideias de Mao Zedong” constituiu uma das lutas mais difíceis alguma vez travadas contra a ideologia burguesa porque neste caso ela escondeu-se por detrás do Leninismo. E esta luta ainda não foi terminada de forma bem-sucedida. Nós, Marxistas-Leninistas liderados pelo camarada Enver Hoxha, precisámos de décadas para descobrir o verdadeiro carácter anti-Leninista das “Ideias de Mao Zedong”. Entretanto, foi revelado que não existe uma única questão acerca da qual o “Pensamento Mao Zedong” não se oponha aos ensinamentos de Lenine. Não é possível nem necessário provar o seu anti-Leninismo por ocasião do 80º aniversário da morte do camarada Lenine, porque nós, Marxistas-Leninistas, já provámos isto através de muitos documentos, especialmente através dos documentos da autoria do próprio camarada Enver Hoxha (“Reflexões sobre a China”, “O Imperialismo e a Revolução”, etc.).

Além do mais, há alguns Maoistas que proclamam Mao Zedong como sendo “um Clássico do Marxismo-Leninismo” e que declararam as “Ideias de Mao Zedong” como correspondendo “ao terceiro e mais elevado nível do Marxismo”. Há um movimento mundial que se refere ao chamado “Marxismo-Leninismo-Maoismo”. Eles afirmam serem anti-revisionistas e defensores do Marxismo-Leninismo. Eles dizem ser anti-revisionistas e defensores do Marxismo-Leninismo. O problema é a combinação do Marxismo-Leninismo com o Maoismo. Se os “MLM” –istas defendem o Maoismo, então eles violam o Marxismo-Leninismo. Se eles defendessem o Marxismo-Leninismo, então eles violariam o Maoismo.” Teorias que se auto excluem não podem ser combinadas com a intenção de atingir um resultado “frutuosos e elevado” chamado “Marxismo-Leninismo-Maoismo”. Se “frutificarmos” a ideologia proletária com a ideologia burguesa, nós não conseguimos uma ideologia vantajosa para todas as classes – contrariamente ao que Mao Zedong acreditava quando construiu um protótipo Chinês de um sistema burguês ao qual ele chamou “socialismo” que tolera a existência da burguesia (desde quando é que ela “apoia” a construção do socialismo proletário?!). Pelo contrário, o Leninismo presume que só pode existir socialismo se a burguesia tiver sido abolida enquanto classe. O Leninismo diz definitivamente não á divisão do poder com as classes exploradoras e opressoras durante a ditadura proletária. Os elementos capitalistas são liquidados pela ditadura proletária, de outra forma teríamos algo que é tudo menos uma ditadura do proletariado. Não existem classes capitalistas que explorem o proletariado no socialismo Leninista. A classe operária é a proprietária dos instrumentos e dos meios produtivos. De outra maneira, a exploração e supressão da classe operária não podem ser evitadas. Lenine libertou o proletariado graças á Revolução de Outubro armada, ele esmagou a classe dos capitalistas, conquistou os instrumentos produtivos dos capitalistas e aboliu a propriedade privada dos meios de produção dando assim o poder ao proletariado explorado. A classe operária da União Soviética e a da Albânia socialista tornaram-se numa nova classe que esmagou o sistema capitalista e que criou a propriedade socialista dos instrumentos e dos meios produtivos.

E o que dizer acerca de Mao e da sua “Revolução Cultural”? Esta revolução não foi nem socialista nem proletária e é contrária à Revolução de Outubro e aos ensinamentos de Marx, Engels, Lenine e Estaline. Ela não foi dirigida por um partido bolchevique, nem pelo próprio proletariado. Foi um movimento anarquista de uma parte do exército e dos estudantes contra o proletariado Chinês. As raízes deste “movimento” foram as “Ideias Mao Zedong” segundo as quais era necessária uma revolta palaciana para destruir alguns reaccionários dentro do partido que lutavam pelo poder. Os líderes da “Revolução Cultural” não eram líderes Bolcheviques nem proletários que lutassem pela ditadura proletária com base no Marxismo-Leninismo, mas sim elementos anti-Leninistas e fascistas que lutavam entre si e que prejudicaram gravemente o caminho para o socialismo. Mao Zedong foi responsável por todo este desastre porque ele foi o iniciador da “Revolução Cultural”.

Também não se pode negar que Mao Zedong vacilou na luta contra os revisionistas Soviéticos. Mao iniciou a reconciliação com Brejnev nos anos 60 e foi de novo Mao Zedong que colaborou com os imperialistas Americanos contra os rivais Soviéticos. Mao é o criador da “Teoria dos Três Mundos” que é anti-Leninista. O Leninismo divide o mundo somente em dois: o mundo capitalista e o mundo socialista.

O Leninismo ensina-nos o internacionalismo proletário. Lenine foi o fundador e líder do Comintern e da revolução proletária mundial. Pelo contrário, as “Ideias de Mao Zedong” são chauvinistas, nacionalistas e paralisaram a revolução mundial. Mao Zedong não aceitava Lenine nem o COMINTERN. Ele sempre se rebelou contra as decisões de Estaline e do Comintern. A Proposta Chinesa para a Linha Geral do movimento Comunista Mundial é totalmente revisionista, tal como foi analisado pelo Comintern (ML) e provado na sua “Linha-Geral do Comintern (ML) – as estratégias e as tácticas da revolução mundial proletária e socialista” (em língua Alemã).

As “Ideias Mao Zedong” vieram lentamente á luz como sendo uma variante do revisionismo que começou antes da Segunda Guerra Mundial, mais precisamente em 1935, quando Mao Zedong chegou ao poder. No 9º Congresso do PC da China, as “Ideias de Mao Zedong” foram proclamadas como sendo “a fase mais elevada do Marxismo-Leninismo”. Numa carta a Tschiang Tsching, escrita no dia 8 de Julho de 1966, Mao explicou que a direita pode usar as suas “Ideias” para tomar o poder, mas que também a esquerda pode fazer o mesmo para esmagar a direita. Isto prova que Mao Zedong não era Leninista. O Pensamento Mao Zedong contradiz totalmente as ideias do Leninismo no que respeita á liderança do partido Bolchevique de tipo Leninista tal como foi defendido e praticado por Estaline e por Enver Hoxha. Mao Zedong não era um defensor do partido da classe proletária e não concebia a relação entre o partido Bolchevique e a classe do proletariado. Não existia uma linha Bolchevique, mas sim as políticas das facções que eram inaceitáveis para Lenine dentro das fileiras do partido Bolchevique. A existência de "duas linhas" é um produto das “ideias Mao Tsetung” e totalmente incompatível com um partido Marxista-Leninista que se baseia na linha única proletária. As "Ideias Mao Tse-Tung" ensinam a unidade com o inimigo, dando-lhe uma mão e lutando contra ele com a outra. Estas ideias são diametralmente opostas ao partido comunista Leninista vanguardista, que tem apenas uma linha monolítica e apenas uma unidade de pensamento e acção. O partido Bolchevique é formado como um só todo e não deve ser nunca a arena de elementos provenientes de diferentes classes. Mao Zedong não pode nem quis levar a peito os princípios e os parâmetros de um partido Bolchevique. Isto também diz respeito aos seus sucessores. Foi o próprio Mao Zedong que decidiu que Liu Schao – tschi, depois Deng Hsiao – ping, Lin Piao e Hua Kuo – feng deveriam ser os presidentes do partido após a sua morte – e isto após todos os seus crimes e traições revisionistas! As “Ideias de Mao Zedong” são a versão modernizada da velha ideologia reaccionária do Império Chinês. Ao longo dos séculos, a ciência militar Chinesa foi enriquecida por incontáveis experiências. Mao Zedong deu especial importância á política e á táctica militar. No entanto, as armas por si mesmas não são prova da existência de uma “guerra popular” revolucionária – como foi proclamado por muitas organizações Maoistas de todo o mundo. Isto parece muito “revolucionário”, mas é realmente verdade? Lenine sempre proclamou a hegemonia do proletariado como sendo a única classe revolucionária para liderar a luta armada – e isto diz respeito á estratégia e á táctica da luta popular revolucionária. A teoria da guerra popular é uma teoria de Lenine. O “Pensamento Mao Zedong” (“cerquem e conquistem a cidade a partir do campo” – revolução proletária em palavras, mas revolução camponesa nos actos!) é contrário á teoria dialéctica de Lenine acerca da revolução proletária (o campesinato como o seu aliado mais importante sob a liderança proletária). Mao Zedong não era capaz de diferenciar e de combinar a revolução democrático-burguesa com a revolução proletária porque ele não compreendia a coerência que Lenine demonstrou magistralmente na teoria e na prática. Foi por esta razão que Mao Zedong não foi capaz de liderar uma revolução proletária. A diferença entre a guerra popular na China e na Albânia baseia-se nas diferentes classes, partidos e na ideologia que os guiava. Na Albânia havia um partido Bolchevique liderado pelo camarada Enver Hoxha que aplicava os ensinamentos de Lenine – a guerra popular que foi encabeçada pelo partido Bolchevique na Albânia triunfou e permitiu e estabelecimento da ditadura proletária.

Na Rússia, os proletários e esmagaram a ditadura burguesa com as suas armas. O capitalismo caiu graças á violência da Revolução de Outubro. Lenine estabeleceu e fortaleceu o Exército Vermelho como arma da ditadura proletária para abolir a burguesia enquanto classe e para controlar os seus vestígios para que estes não tivessem a possibilidade de restaurar o capitalismo. Contrariamente a Mao Zedong, Lenine nunca tolerou elementos burgueses nem no Partido Comunista nem em nenhum outro lugar. O Exército Vermelho resistiu ao cerco capitalista que colaborava com o Exército Branco contra-revolucionário dentro do país. As armas pertenceram ao proletariado e foram comandadas pelo partido Bolchevique. Na China, pelo contrário, “as armas comandavam o partido”. Todas as questões políticas eram resolvidas através de revoltas militares; o exército estava acima do partido. Fosse durante os tempos da luta de libertação, fosse durante a “Revolução Cultural” ou após a morte de Mao – foram sempre os militares que tomaram as decisões políticas e que desempenharam o papel decisivo na sociedade Chinesa – e não o partido Bolchevique. Isto é típico de todos os países revisionistas nos quais as armas da social-burguesia mantêm o proletariado oprimido e é contrário ao que sucede nos países socialistas, onde as armas do proletariado dominam os inimigos de classe dos trabalhadores. E tudo isto foi ensinado pela “Ideias de Mao Zedong” mascaradas com frases Marxistas-Leninistas. Na China, nunca houve um partido Bolchevique, o Marxismo-Leninismo nunca esteve no poder, nunca houve uma ditadura proletária nem nunca houve socialismo. A China revisionista de Mao Zedong não tinha nada que ver com Lenine. Mao era um metafísico e escondeu as suas teorias cíclicas e evolucionistas por detrás de frases Leninistas. Mao Zedong opinava que a revolução era constituída por épocas periódicas de “grande harmonia” e por épocas de “grande desordem” – uma “Revolução Cultural” a cada 5, 10 ou 20 anos, etc. Isto não é conciliável com o materialismo histórico e dialéctico de Lenine, que explicou o desenvolvimento progressivo da sociedade através de espirais como chave para o auto-movimento de todos os seres, como a chave para os saltos qualitativos e graduais, mudanças de unidades e de contrários, desaparecimento do que é antigo e ascensão do que é novo, etc. Mas Mao Zedong proclama fórmulas sofísticas do tipo “o reverso do dogmatismo torna-se ou Marxismo ou revisionismo”, e “a metafísica transforma-se em dialéctica e a dialéctica em metafísica”, etc.

É esta a fase “mais elevada” do Leninismo?

Ou será que os nossos críticos estão completamente enterrados em métodos anti-Leninistas e neo-revisionistas?

Os MLM – istas condenam-nos como sendo “neo-revisionistas” porque nós criticamos o anti-Leninismo de Mao Zedong como o renegado que ele foi. Até certo ponto nós conseguimos entender os jovens MLM – istas, porque a maior parte dos camaradas que lutaram durante os anos 60 e 70 começaram a sua carreira política ao nível do MLM e precisaram de algum tempo – uns mais do que outros – para compreender o verdadeiro carácter das “Ideias de Mao Zedong”. No entanto, eles avançaram para o Marxismo-Leninismo através das suas próprias experiências, autocríticas e do apoio dos camaradas Albaneses. Nós não somos neo-revisionistas porque criticamos a reconciliação entre o Marxismo-Leninismo e as “Ideias de Mao Zedong”. Pelo contrário, enquanto Marxistas-Leninistas, nós somos inimigos do revisionismo Chinês e apoiamos a revolução socialista contra o regime social-fascista e social-imperialista da China. Nós apoiamos a revolução socialista do proletariado Chinês que só pode ser vitoriosa se o proletariado rejeitar a influência negativa das “Ideias de Mao Zedong” e se o proletariado agir em acordo com os ensinamentos de Marx, Engels, Lenine, Estaline e Enver Hoxha contra o revisionismo Chinês. Os neo-revisionistas estão a misturar o Marxismo-Leninismo com o revisionismo e o Maoismo é algo completamente revisionista.

Nós admiramos a luta dos revolucionários do Nepal e damos-lhes o máximo de apoio internacionalista que pudermos para que eles esmaguem os opressores e os exploradores internos e externos e construam uma sociedade progressista e anti-imperialista. No entanto, nós aconselhamos as classes oprimidas a seguirem os ensinamentos de Marx, Engels, Lenine, Estaline e Enver Hoxha e a rejeitarem as “Ideias de Mao Zedong”. Se persistirem no caminho Maoista, vocês não vão passar da “cepa torta”. Apenas o verdadeiro caminho Marxista-Leninista conduz á vitória do povo Nepalês, bem como á vitória de todos os povos de todo o mundo. Só ele conduz ao socialismo e ao comunismo.

Na nossa opinião, não existe linha de demarcação entre o revisionismo Chinês antes e depois da morte de Mao. O desenvolvimento do social-imperialismo e do social-fascismo Chinês actual é a consequência lógica das “Ideias de Mao Zedong” revisionistas. É natural que os Neo-Maoistas se escondam por detrás do “anti-revisionismo” do Maoismo. Os Neo-Maoistas escondem-se por detrás da luta “anti-revisionista” contra o social-fascismo e o social-imperialismo da China após a morte de Mao Zedong. Isto é muito perigoso. No entanto, é impossível lutar vitoriosamente contra o revisionismo Chinês através do revisionismo Chinês, ainda que este se oculte atrás de fraseologia Marxista-Leninista. Só se pode ser vitorioso se esmagarmos o revisionismo Chinês através do verdadeiro Marxismo-Leninismo. Não é possível ultrapassar o Maoismo através do Maoismo.

O Neo-Revisionismo é a mudança de pele do revisionismo moderno e … nada mais do que palavras propositadamente confusas. As diferenças entre os Neo-revisionistas não são de cariz substancial, mas apenas desacordos tácticos: o quão aberto – por um lado – e o quão mascarado – por outro lado – o revisionismo deve ser apresentado num determinado momento, sob certas circunstâncias e num dado tempo e lugar. A intenção da burguesia mundial é a de enganar o proletariado, as massas, os revolucionários e os Marxistas-Leninistas só para impedir a revolução em todo o mundo. Este fenómeno reflecte as dificuldades de ajustamento do revisionismo no contexto da luta de classes internacional que está em mudança permanente. E foi Lenine quem analisou e desmascarou magistralmente o processo de desenvolvimento do oportunismo na sua época e que elaborou as tácticas Bolcheviques para derrotarem as tácticas dos oportunistas. Não existem diferenças essenciais entre os tempos de Lenine e os actuais no que respeita á natureza do processo de desenvolvimento do revisionismo: é a táctica histórica da burguesia mundial contra o proletariado mundial na luta contra o Marxismo-Leninismo.

Não se pode ultrapassar o revisionismo através de mais revisionismo. Nem as ideias do “Bando dos Quatro”, nem o Neo-Maoismo (que critica as ideias e as obras de Mao em palavras, mas que os defende nos actos), nem o Kim Il Sungismo, nem o Castroismo, nem Che Guevara, etc. são compatíveis com a luta contra o revisionismo porque todos eles são revisionistas apesar de fingirem lutar contra esta ou aquela corrente revisionista. Basta ver o exemplo do revisionismo Chinês. Ele só se conseguiu desenvolver sob a máscara anti-revisonista da “luta contra o revisionismo Soviético”. Mas a luta contra o revisionismo Soviético não torna o revisionismo Chinês em algo positivo, porque ele deu origem ao social-imperialismo Chinês, e á ascensão da China como nova superpotência imperialista. É verdade que nós podemos aprender com a luta entre a China e a Rússia, mas sem nunca esquecer que esta luta nada teve que ver com o povo. Por isso, se Lenine aprendeu com Clausewitz, porque não podemos aprender com Mao? Nós, Marxistas-Leninistas, nunca nos negámos a aprender com os nossos inimigos de classe. Mao Zedong, Khrushchev, Castro ou até mesmo Ramiz Alia fizeram discursos em que elogiavam Lenine e o Leninismo e afirmavam pretender “defendê-lo” contra este ou aquele país revisionista que traiu o Leninismo. É desta forma que actuam todos os revisionistas de todo o mundo sem excepção – senão, eles não seriam revisionistas. Assim, não é possível ocultarmo-nos por detrás de um tipo de revisionismo para combater outro. Só podemos destruir o revisionismo e o oportunismo através do Marxismo-Leninismo, tal como os 5 Clássicos provaram historicamente.

Demos uma olhada aos Neo-Krushchevistas. Já houve muitas críticas que pretenderam desmascarar as “Ideias de Mao Zedong” e o revisionismo Chinês não para defender o Leninismo, mas para esconder o seu próprio revisionismo. Eles não são estúpidos. Eles sabem como se esconder por detrás de correctos argumentos Marxistas-Leninistas da mesma forma que os revisionistas Chineses desmascararam o Krushchevismo. E para sermos honestos, nós podemos aprender com a maneria como os revisionistas desmascaram os seus rivais. Mas esta luta não é revolucionária, porque eles só manipulam os argumentos “anti-revisionistas” para se esconderem por detrás do seu próprio revisionismo. E o mesmo se pode concluir relativamente a todas as outras correntes revisionistas. Através dos “argumentos anti-revisionistas”, todos os outros neo-revisionistas mudaram de pele, do Castroismo ao Neo-Castroismo, do Kim Il Sungismo ao Neo-Kim Il Sungismo, do Guevarismo ao Neo-Guevarismo, do Titoismo ao Neo-Titoismo, do Trotskismo ao Neo-Trotskismo, do Brejnevismo ao Neo-Brejnevismo, etc… etc…

Durante a época em que o camarada Enver Hoxha atacou o revisionismo Soviético sem atacar abertamente o revisionismo Chinês, ele tinha valor como sendo um “aliado da China”. Mas quando o camarada Enver começou a criticar explicitamente o “Pensamento Mao Zedong” como sendo revisionistas, então ele foi qualificado como “Neo-revisionista”. Esta foi uma das razões pelas quais o movimento Marxista-Leninista se dividiu. No entanto, esta divisão foi necessária para consolidar a linha de demarcação entre o Marxismo-Leninismo e o Maoismo. Assim, todas as tentativas de reconciliação entre o camarada Enver Hoxha e Mao Zedong são anti-Leninistas. Lenine purificou o movimento Marxista mundial do oportunismo no contexto da luta contra a ideologia burguesa e centrista dos oportunistas mascarados. Se reconciliarmos Enver Hoxha com Mao Zedong, isso significa que o proletariado mundial desistirá de Enver Hoxha enquanto grande Marxista-Leninista, enquanto clássico do Marxismo-Leninismo e entregá-lo-á às garras da burguesia mundial. Isto é inaceitável e nós, Marxistas-Leninistas, nunca toleraremos esta traição.

Uma frente unida que considera Mao Zedong como sendo “Marxista-Leninista” é uma frente unida contra o proletariado mundial, contra o Marxismo-Leninismo, contra a frente unida do movimento mundial Marxista-Leninista do camarada Enver Hoxha. O Leninismo de hoje não significa praticar a frente unida em cooperação com os anti-Leninistas, mas sim acentuar a nossa linha de demarcação relativamente a eles.

O revisionismo tenta afastar os clássicos entre si. Na época de Lenine, os slogans revisionistas diziam: “Vamos regressar a Marx e a Engels!”. Na época de Estaline: “Vamos regressar a Lenine!”. Na época de Enver Hoxha: “Vamos regressar a Estaline!”. Mas por detrás destes slogans, os revisionistas escondem as suas intenções oportunistas. A verdade é que os revisionistas de hoje só estudam os clássicos do Marxismo-Leninismo para aprenderem como é que eles lutavam contra os oportunistas da sua época. E com este conhecimento eles tentam encontrar novas armas para lutarem contra o Marxismo-Leninismo actual. Na realidade, os revisionistas aprenderam com os erros históricos dos seus predecessores e estão sempre a criar novas correntes de oportunismo – e há milhares delas, portanto eles trabalharam com afinco! A história provou que a burguesia mundial conseguiu adiar a queda do capitalismo através da adulteração do Marxismo-Leninismo. Mas a história provará que este adiamento é só temporário. O proletariado mundial é a classe progressista que construirá a futura sociedade socialista através da destruição da burguesia reacionária mundial e do capitalismo mundial. O revisionismo vai cair juntamente com as classes que o aplicam – as classes da exploração e da opressão. Assim, o revisionismo não pode impedir a queda do capitalismo a longo prazo. Se os revisionistas tentarem manipular os clássicos do Marxismo-Leninismo em favor dos capitalistas, eles vão com certeza fracassar.

A táctica revisionista de “jurar defender” o clássico antecedente só para destruir o clássico seguinte falhou vergonhosamente. Descredibilizar os líderes revolucionários para destruir o movimento revolucionário é um velho truque da contra-revolução, mas que não conseguiu deter as leis do desenvolvimento social durante o curso da luta de classes. Por isso, foram inúteis os esforços dos revisionistas para descredibilizar os clássicos – começando com Enver Hoxha e indo até á descredibilização de Karl Marx e do Marxismo como um todo. O Marxismo-Leninismo é irrefutável e invencível. Em primeiro lugar, os Marxistas-Leninistas defenderam todos os clássicos do Marxismo-Leninismo contra todas as manipulações da burguesia e contra o oportunismo e o revisionismo no contexto da luta de classes internacional. Nesta luta, a burguesia sempre falhou. A resposta á manipulação do Marxismo foi a gloriosa Revolução de Outubro. A adulteração de Lenine conduziu ao alargamento e ao fortalecimento da Grande União Soviética. E a manipulação de Estaline e de Enver Hoxha deverão enfrentar a vitória da revolução mundial e a extensão do socialismo mundial. O caminho em direcção ao comunismo é imparável e não há nada que os revisionistas possam fazer - não importa se eles tentam desempenhar o papel de “defensores” dos clássicos do Marxismo-Leninismo só para insultar hipocritamente os autênticos Marxistas-Leninistas como sendo “dogmáticos”, “sectários”, “neo-revisionistas”, etc. No final, é impossível isolar os líderes revolucionários das massas revolucionárias.

A burguesia não poupa esforços para isolar os clássicos do movimento revolucionário. Se a burguesia reconhece que é muito difícil encontrar argumentos contra os Clássicos do Marxismo-Leninismo, então ela tenta descredibilizar as acções dos clássicos, afirmando que este ou que aquele líder “não seguia correctamente” os ensinamentos dos clássicos, ou que esta ou aquela decisão “não é compatível” com os ensinamentos dos clássicos, que esta ou aquela organização “ofendeu” esta ou aquela decisão dos clássicos, que este ou aquele movimento contradiz os clássicos, que o proletariado neste ou naquele país “cometeu erros” na luta de classes, que o proletariado em geral “não está pronto” para o socialismo, que ele “não está pronto” para compreender os clássicos, etc. Através deste método, os adversários do proletariado tentam “provar” que a classe revolucionária, que as massas são “incapazes” de serem vitoriosas, que elas são “incapazes de colocar em prática os ensinamentos dos clássicos do Marxismo-Leninismo. A burguesia tenta fazer-nos acreditar que ela é a única classe capaz de “compreender” o Marxismo-Leninismo e que o proletariado pode “confiar” na liderança burguesa, que o socialismo burguês é mais “pragmático” e “fácil” de estabelecer do que o socialismo proletário, porque o proletariado não precisa de pensar mas apenas de trabalhar: “Portanto tirem as mãos dos clássicos porque nós vamos compreendê-los por vocês, seus proletários estúpidos!” Isto representa uma total falta de respeito pelo proletariado, uma ridicularização de todas as classes exploradas e oprimidas! Estes métodos burgueses arrogantes e abomináveis são dirigidos contra o movimento revolucionário operário e comunista, eles são dirigidos contra o Marxismo-Leninismo!

Defender os clássicos em palavras, mas tentar isolá-los do movimento proletário revolucionário na prática constitui um dos métodos mais destrutivos da contra-revolução. O culto da personalidade dos clássicos para liquidar esses mesmos clássicos é o propósito dos nossos inimigos de classe. A luta de classes em defesa de Lenine – 80 anos após a sua morte – ainda não está terminada. Pelo contrário, esta luta pela defesa de Lenine só agora começou! Esta luta vai levar muito tempo e será uma luta decisiva durante todo o período de transição entre o capitalismo e o comunismo. Além do mais, esta luta pelo Leninismo vai intensificar-se.

A luta pelo Leninismo que foi iniciada por Estaline e por Enver Hoxha de forma bem-sucedida não está acabada. Ela continuará e atingirá dimensões que nós nem podemos ainda imaginar.

Vamos dar uma olhada aos velhos revisionistas “modernos”. Toda a gente se recorda de os ver a esfregarem as mãos de satisfação enquanto escutavam Khrushchev a condenar Estaline nos seus discursos. Mas o que estão os Krushchevistas a fazer hoje em dia? Eles mudaram radicalmente de táctica e agora aplaudem Estaline contra Khrushchev. Porquê? Na sua época, os revisionistas precisaram de Khrushchev contra Estaline para tomarem o poder. Mas hoje eles perderam o seu poder. Então, o que é que eles fazem para o ter de volta? Para reconquistarem o seu poder, eles usam Estaline contra Khrushchev, cujos erros supostamente causaram a queda do poder dos revisionistas. Se os revisionistas fossem bem-sucedidos em tomar de novo o poder “com a ajuda de Estaline” – como eles acreditam – então eles livrar-se-iam de Estaline e reabilitariam Khrushchev. Isto não é uma piada, esta é a táctica dos revisionistas para reconquistarem o seu social-imperialismo e o seu social-fascismo através da falsa “simpatia” pelos clássicos do Marxismo-Leninismo – nós já condenámos estas tácticas como sendo social-fascistas. Uma vez mais, o proletariado e as massas exploradas e oprimidas são incentivadas pelos revisionistas e “reconquistarem o socialismo” (a restabelecerem o poder revisionista !!) a “combaterem o imperialismo mundial” (para estabelecerem o social-imperialismo mundial!!). E se for necessário, a burguesia apoiará pela segunda vez um cavalo de Troia revisionista que salve o capitalismo mundial das chamas da Revolução.

Lenine criou a Internacional Comunista para organizar a vitória sobre o revisionismo e o oportunismo. Se nós queremos ser verdadeiros Leninistas, nós temos de continuar a luta do Comintern, nós temos de organizar a nossa luta contra o Neo-Revisionismo á escala internacional.

Nós nunca vamos esquecer o juramento feito pelo camarada Estaline sobre a tumba do camarada Lenine no dia 26 de Janeiro de 1924:

“Quando o camarada Lenine faleceu, ele deixou-nos a tarefa de preservar fielmente os princípios da Internacional Comunista.

Camarada Lenine, nós juramos-te que vamos dedicar as nossas vidas a fortalecer e a alargar a aliança dos trabalhadores de todo o mundo – a Internacional Comunista!”

Nós devemos sempre cumprir este juramento que o camarada Estaline fez sobre a sepultura do camarada Lenine.


Viva o camarada Lenine!

Viva o Leninismo!

Viva o

fundador e líder

da

Internacional Comunista!


Wolfgang Eggers

15. 1. 2004

 

 

 

 

leia mais ...

 

Órgão Central do Comintern (EH)

Revolução no Mundo !”