2012

Revolução no Mundo !”

Órgão Central do Comintern (EH)

 

 

 

ÁFRICA DO SUL

 

Não é a classe operária que é violenta, mas sim o capitalismo!

 

As greves “selvagens” não são crime!

Mas abater trabalhadores grevistas é o maior dos crimes!

 

 

 

[ver o vídeo ]

 

 

 

 

45 mineiros em greve foram assassinados pelo estado capitalista para que os lucros dos donos das companhias de mineração fossem preservados!

 

 

Os mineiros escavaram o mesmo chão sobre o qual vieram a morrer.



 

 

 

Joseph Mathunjwa, presidente da Associação Militante dos Mineiros e da União da Construção (AMMUC) disse que:

"Nós não vamos a lado nenhum. Se for preciso, nós estamos preparados para morrer.”

 

 

 

 

Viva a revolução socialista mundial!

 

 

 

 

Mineiros de todo o mundo – uni-vos!

Mineiros – unam todos os países!

 

 

 

 

 

O

Comintern (EH)

apresenta o seu relatório acerca

dos mineiros grevistas de Marikana.

 

 

 

A sua luta merece toda a nossa solidariedade, bem como a solidariedade internacionalista do movimento operário mundial!

 

Nós estamos furiosos e condenamos o horrível massacre dos 45 mineiros Sul-Africanos. Nós estamos de luto pelos mineiros que lutaram heroicamente por uma vida melhor para as suas famílias. Nós exprimimos as nossas condolências ás famílias que perderam os seus pais, filhos, irmãos e amigos e cuja vida será mais difícil do que nunca.

 

O massacre de Marikana está em total acordo com o massacre de Sharpeville em 1960 e do Soweto em 1976 – a única diferença é que a cor dos assassinos agora é negra.

Agora, quando a polícia mata trabalhadores grevistas, o CNA social-fascista já não se pode mais esconder por detrás da “luta contra o Apartheid”. Agora os negros matam outros negros. Os verdadeiros assassinos são os da “Aliança Tripartida” – composta pelos capitalistas, pelo governo burguês Sul-Africano e pela COSATU (sindicatos)!

 

Este banho de sangue foi uma provocação fascista sistematicamente planeada e executada com o propósito de exterminar fisicamente as forças revolucionárias da classe operária! Uma coisa é certa: Os assassinos dos trabalhadores não ficarão impunes! No final, os operários vão derrotar os sues carrascos e o capitalismo será enterrado! O poder global dos trabalhadores é inevitável segundo a lei da história da humanidade!

 

Os mineiros grevistas dizem que:

 

Nós estamos preparados para lutar.”

Eles podem despedir-nos se quiserem, nós não vamos voltar para o trabalho.”

Regressar ao trabalho seria um insulto á memória dos nossos companheiros assassinados.”

É melhor morrer do que trabalhar em condições tão deploráveis.”

Não temos medo da morte porque aqueles que trabalham no subsolo é como se já estivessem mortos.”

A mina é uma sepultura pronta a enterrar-te a qualquer momento.”

Nós vamos protestar até conseguirmos o que queremos.”

A polícia pode matar-nos que nós não nos vamos embora.”

A polícia não está aqui para proteger as vidas das pessoas, mas sim a propriedade da mina.”

O governo é liderado pelo CAN – por isso o CAN assassinou-nos.”

 

 Um grande grupo de mulheres que não estavam empregues na mina afirmavam que:

 

Nós juntámo-nos aos nossos maridos na sua luta pela vida. Nós não conseguimos aguentar mais isto. Nós juntamo-nos a eles na sua luta porque somos nós que sofremos em casa por causa das esmolas ridículas que os nossos maridos ganham.”

 

 

Mas a companhia mineira só está preocupada com a quebra de produção (perda de lucros) da mina. A companhia declarou abertamente que:

 

A Lonmin dá as boas-vindas á presença dos Serviços de Polícia e de Segurança Sul-Africanos (SPSSA) na mina, e está a cooperar com as autoridades para ajudar a restaurar um ambiente seguro para os seus empregados (!) o mais depressa possível. Se a indústria continuar a ser prejudicada por acções ilegais não será apenas a economia que sofre, mas também todos os nossos empregados e as suas famílias.”

 

Que grande mentira! A verdade é que as greves minimizam os lucros dos capitalistas! É por isso que a Lonmin chamou a polícia para reprimir violentamente os mineiros em greve.

 

500 polícias armados até aos dentes com carros blindados e camiões de segurança têm patrulhado a área em redor da mina da Lonmin enquanto que um helicóptero (do tipo militar “Atlas Orix”) circulava acima do lugar onde os trabalhadores tinham sido reprimidos com canhões de água e com bastões. A polícia abriu fogo sobre milhares de trabalhadores. Depois de três minutos de fogo, os cadáveres amontoavam-se no chão, mergulhados em rios de sangue.

 

 

A polícia matou 45 trabalhadores e ainda se atreveu a apresentar-se como “vítima” no final do massacre.

Como pode a polícia justificar-se perante aqueles que estão de luto pelos mortos? Os ministros defendem a violência da polícia:

“Foram os trabalhadores que começaram a violência.”

 

O carácter terrível dos acontecimentos em Marikana não depende de quem atacou primeiro, mas sim de que classe é que está a travar a luta, e de que política de classe é que esta luta é uma continuação.

O certo é que a polícia não veio para proteger os direitos dos trabalhadores.

Eles protegeram os direitos dos exploradores!

Os trabalhadores têm direito á greve!

Eles têm o direito de proteger a sua greve, de proteger as suas vidas também com armas se for preciso!

 

É preciso armar o proletariado para derrotar, expropriar e desarmar a burguesia.

Estas são as únicas tácticas possíveis para uma classe revolucionária, tácticas que se seguem logicamente e são ditadas pelo desenvolvimento objectivo do militarismo capitalista.

O massacre foi causado pelas classes dominantes e só terminará definitivamente com uma revolução da classe trabalhadora.

 

A verdade é que a classe operária não pode derrotar o seu inimigo de classe só com paus, facas e catanas contra as forças contra-revolucionárias equipadas com o armamento mais moderno que as transforma em autênticas máquinas de matar.

É o proletariado revolucionário e a sua liderança comunista que decidem e determinam as suas próprias tácticas e movimentos, bem como onde e quando é que o proletariado deve entrar ou retirar-se dos campos de batalha da luta de classes contra a burguesia. O proletariado entra na luta naquelas situações favoráveis em que a supremacia das forças revolucionárias está assegurada. E o proletariado retira-se do campo de batalha se os aspectos negativos e arriscados dominarem.

E obviamente que os aspectos arriscados dominavam em Marikana. Só os agentes provocadores poderiam incitar os trabalhadores a enfrentar as forças contra-revolucionárias cuja força é claramente superior. O derramamento de sangue desnecessário por parte dos trabalhadores deve ser evitado a todo o custo. Ao analisarmos a situação, nós não podemos excluir que – dentro da mina – existam alguns agentes provocadores que fingem lutar entre os mineiros em greve. Provavelmente, eles prepararam uma armadilha para os mineiros.

Num país social-fascista como a África do Sul, é muito importante proteger os trabalhadores perante as forças armadas fascistas. Com este propósito, as organizações especiais de autodefesa são urgentemente necessárias.

 

As greves armadas não são formas típicas de luta económica. Elas formam uma excepção que ocorre nas situações mais extremas da vida dos trabalhadores. De facto, as greves armadas fazem sentido no contexto de uma situação revolucionária que traga á luz várias formas de luta de massas [greves gerais, etc.] que são precisas para concretizarmos o objectivo estratégico do estabelecimento da ditadura proletária. Até agora, não existe nenhuma situação favorável á revolução mundial, nem existem líderes Estalinistas-Hoxhaistas entre os grevistas. Não existem organizações genuinamente comunistas dirigidas aos mineiros – não existe uma Secção do Comintern (EH) que esteja pronta a coordenar as acções de massas à escala nacional com as acções de massas á escala global.

 

Os trabalhadores tiraram-nos as armas” notou um polícia. Será que isto é bom? Sim, é até excelente! Mas seria muito melhor se as forças armadas e policiais protegessem os mineiros contra a exploração capitalista exercida pelos proprietários da mina. No entanto, a luta armada dos mineiros realça a sua coragem e firmeza extraordinárias.

Os mineiros armados são um exemplo brilhante da luta de todos os trabalhadores na África do Sul e em todo o mundo. Mas a verdade é que sem uma liderança comunista experiente á frente de um exército proletário forte, não haverá hipótese de derrotarmos a escravatura assalariada. Por isso, é tarefa da Internacional Comunista a de liderar a classe operária na luta revolucionária pelo poder político – começando pela luta económica contra as dificuldades diárias dos trabalhadores.

 

 

Alguns meses atrás, a Lonmin teve de encerrar algumas das suas minas por causa do baixo custo da platina que conduziu milhares ao desemprego. A mina fechou durante 6 semanas já no contexto de derramamento de sangue pelos trabalhadores. E em Janeiro também já houve choques violentos. Nessa altura, uma mina da Impala Platinum também foi obrigada a fechas pró 6 semanas. Agora, é a Lonmin que tenta isolar os 3000 Operadores Mineiros militantes – e isto sabendo de antemão que apesar de apenas 25 % dos trabalhadores poderem regressar ao seu local de trabalho, a verdade é que a produção só é possível se estiver presente um mínimo de 80% da força de trabalho.

 

O delegado das minas declarou a greve ilegal e recusou-se a negociar com o comité autónomo dos mineiros em greve acerca dos aumentos salariais. Eles conseguiram isto porque dois sindicatos disputavam entre si a questão de saber qual deles era mais competente para conduzir as negociações. Assim, aos mineiros nada mais restou senão avançarem para a greve selvagem. As greves “selvagens” e “ilegais” são aquelas que são proclamadas pelos trabalhadores sem o apoio e contra a vontade da União Nacional dos Mineiros (UNM). Hoje em dia, as greves “selvagens” são uma forma extrema mas comum de os trabalhadores se tentarem opor á repressão cada vez maior que a crise económica exerce sobre a África do Sul. Estas greves não são lideradas nem pela UNM nem pela AMMUC. No entanto, a UNM está contra a greve enquanto a AMMUC apoia os grevistas. O representante da AMMUC foi ouvido pelos trabalhadores enquanto os representantes da UNM foram obrigados a retirar-se. Os mineiros tinham formado a sua própria liderança grevista independente e baseavam-se nas suas próprias forças. Esta foi uma boa decisão porque assim eles não cederam a liderança da greve aos líderes sindicais corruptos.

É por isso que os líderes social-fascistas da UNM (fiéis ao estado capitalista) lançaram uma campanha para denegrir os grevistas. Frans Baleni, o secretário-geral da União Nacional dos Mineiros defendeu as acções da polícia dizendo que:

“A polícia foi paciente, mas aquelas pessoas estavam armadas com armas muito perigosas.”

O porta-voz da UNM, Lesiba Seshoka ameaçou os grevistas: “Nós faremos todos os possíveis para desarmar toda a gente e por prender os responsáveis pelos assassinatos. A AMCWU usa os trabalhadores como carne para canhão. Prendam Mathunjwa e Steve Kholekile!” Os líderes da UNM apresentam os mineiros não apenas como “Hooligans”, mas também incitam a polícia a “punir estes criminosos”. Algum tempo atrás foi dito que um dos líderes da UNM tinha sido abatido por causa da sua traição. Sindicalistas alvejam sindicalistas – é possível imaginar um ataque mais extremo contra o proletariado mundial? “Dividir para reinar!” Este é o slogan das classes dominantes de todo o mundo. E no último ano um dos odiosos líderes da UNM foi atingido e perdeu um olho. Não admira que os líderes da UNM se escondam cobardemente nos veículos blindados da polícia. Eles nem se atreveram a ir ter com os mineiros! Em vez disso eles preferiram ficar a dar instruções aos polícias.

 

 

 

O Congresso dos Sindicatos Sul-Africanos (CSSA) é uma federação de uniões que se opõem aos grevistas e que apoiam as acções da polícia.

A CSSA foi fundada em 1985 e é a maior das três principais federações sindicais da África do Sul, com 21 sindicatos afiliados que por sua vez agrupam cerca de 1,8 milhões de trabalhadores.

A CSSA é parte de uma aliança com o CNA com o Partido Comunista da África do Sul (PCAS) que se chama a Aliança Tripartida.

O papel da CSSA nesta aliança tem sido objecto de debate, uma vez que a organização tem criticado algumas das políticas do governo do CNA. Enquanto que alguns sindicatos afiliados querem mais independência do partido político governante, outros argumentam que esta aliança dá á CSSA uma influência política “que é benéfica para os seus membros” (influência enquanto agentes da burguesia no seio do movimento operário!). Os líderes da UNM são fura greves, e eles adoram especialmente tentar aniquilar as greves “ilegais” dos mineiros.

A UNM (União Nacional dos Mineiros) está combinada com as multinacionais e com o CNA. A UNM corrupta possui acções lucrativas nas multinacionais. A UNM (300.000 membros) é o braço armado da burguesia social-fascista Sul-Africana que domina o movimento operário. Na realidade, os sindicatos burgueses estão envolvidos com as grandes companhias enquanto os mineiros conduzem a luta independentemente e contra os proprietários das minas de platina de Marikana, contra o estado capitalista Sul-Africano e contra os social-fascistas da UNM.

 

A história da Lonmin começou com os 360.000 membros da União Nacional dos Mineiros formada nos anos 80. Sob a liderança de Cyril Ramaphosa, o sindicato tornou-se no maior afiliado do Congresso dos Sindicatos Sul-Africanos (CSSA), que por sua vez era um poderoso aliado do CAN. Cyril Ramaphosa faz agora parte dos quadros superiores da Lonmin, a empresa que possui a mina onde o massacre ocorreu! Os mineiros, que ganham actualmente entre 4000 e 5000 rands ($484-$605) por mês, afirmam querer que os seus salários sejam aumentados até 12,500 rands ($1,512). Os mineiros estão fartos das promessas vazias da UNM - após 18 anos os salários permanecem os mesmos. Baleni, o secretário da UNM que já recebia um ordenado principesco, teve um aumento salarial de 40 % (!) no último ano e o seu ordenado atinge mais de 105 000 rands por mês.

 

Enquanto isto, os mineiros da Lonmin vivem em barracas de ferro sem água corrente nem electricidade:

“Eles cortam o abastecimento de água durante todo o dia. Eles levam a nossa platina e enriquecem-se, mas para onde é que vai o nosso dinheiro?”.

Não admira que – nas minas de Lonmin e noutros locais de trabalho – o número de membros da UNM tenha declinado de 66 % para 49 %. Consequentemente, os militantes sindicais expulsos fundaram uma nova união, a Associação Militante dos Mineiros e da União da Construção. Este novo sindicato foi organizado á revelia da UNM. As disputas entre os dois sindicatos já tinham culminado na violência armada este ano numa outra mina.

A AMMUC recruta os seus membros principalmente de entre os expulsos da UNM que criticaram os líderes traidores. Em primeira linha, a AMMUC apoiou os mineiros que estão sujeitos às condições mais duras e que dirigem a greve; estes mineiros ganham 4000 rands por mês mas foi-lhes prometido 12.500 rands por mês: “Nós queremos 12,500R!” Os mineiros frustrados não queria ser iludidos com promessas fiadas de negociações salariais e eles foram forçados a defender as suas exigências salariais com paus, facas e catanas. Os baixos salários foram os catalisadores da greve. Os 50.000 membros da AMMUC organizaram zonas livres de polícia juntamente com os trabalhadores pobres {por sinal, o Comintern [EH] defende a globalização das zonas livres da polícia!).

 

Joseph Mathunjwa, um dos líderes da AMMUC declarou que:

 

“Nós não vãos a lado nenhum. Se for preciso, nós estamos preparados para morrer.”

 

No entanto, o AMMUC segue a linha espontaneísta do sindicalismo puro. Esta é uma forma errada de enfrentar a UNM social-fascista. Este conflito só pode ser resolvido se os trabalhadores aniquilarem e destruírem a UNM. Os operários nunca serão vitoriosos se não derrubarem os capitalistas e o seu estado através dos seus próprios instrumentos – os sindicatos social-fascistas. Isto não é uma questão de luta espontânea. Isto é uma questão de luta revolucionária liderada pelos sindicatos revolucionários que se apoiam no proletariado mundial, na Internacional dos Sindicatos Vermelhos e Revolucionários (ISVR), na Internacional Comunista (Estalinista-Hoxhaista) e nas suas Secções de todo o mundo!

 

 

 

Enver Hoxha disse:

 

Os sindicatos ou trade-unions são as mais importantes organizações de massas. Nos países capitalistas e revisionistas, essas organizações hoje em dia servem geralmente à burguesia, ao revisionismo, para manter subjugados o proletariado e todas as massas trabalhadoras. Em seu tempo Engels já dizia que as trade-unions na Inglaterra haviam se transformado de organizações que aterrorizavam a burguesia em organizações a serviço do capital. As organizações sindicais amarraram o trabalhador com mil e um fios, com mil e um elos de uma cadeia escravizante, de forma que o operário isolado seja esmagado mais facilmente quando se revolta. Os dirigentes oportunistas dos sindicatos trabalham para que as revoltas dos operários de uma ou mais empresas que se lançam em greves e manifestações permaneçam sob controle e assumam um caráter apenas econômico. A aristocracia operária desenvolve um vasto labor de manipulação nesse sentido. Desempenha um importante papel corrosivo, repressivo, ludibriador e transformou-se de há muito em bombeiro da revolução nos países capitalistas. Os principais partidos burgueses e revisionistas possuem agora seus sindicatos em todos os países capitalistas. Esses sindicatos atuam hoje em unidade e estabeleceram uma estreita colaboração para conter o movimento revolucionário do proletariado, para desorientar política e moralmente a classe operária.

Na França e na Itália, por exemplo, os sindicatos dos partidos revisionistas são grandes e poderosos. Mas o que fazem eles? Procuram manter o proletariado subjugado, adormecê-lo e, quando ele se revolta e se enfurece, enveredá-lo pela via das conversações com o patronato e tapar-lhe a boca com alguma pequeníssima migalha dos superlucros capitalistas. E o que é dado volta a ser tomado através da alta dos preços.

Portanto, para o proletariado libertar-se do capitalismo em cada pais precisa necessariamente escapar ao jugo dos sindicatos dominados pela burguesia e pelos oportunistas bem como de toda sorte de organizações ou partidos social-democratas e revisionistas. Todos esses organismos apóiam o patronato de diferentes formas e procuram criar a ilusão de serem «uma grande força» «um freio», de que «podem se impor aos grandes capitalistas» supostamente em favor do proletariado. Isso não passa de uma grande mentira o proletariado deve destroçar tais organismos. Mas como destroçá-los? Destroçá-los combatendo a direção desses sindicatos erguendo-se contra suas traiçoeiras ligações com a burguesia, rompendo a «tranqüilidade» a «paz social» que eles buscam instituir, uma «paz» que se disfarça com pseudo-revoltas periódicas dos sindicatos contra o patronato.

Também se pode atuar visando destroçar esses sindicatos penetrando neles, para combatê-los e corroê-los por dentro, para contestar suas decisões e acções injustas. Essa actividade deve compreender nas fábricas grupos de operários tão grandes e poderosos quanto for possível. É preciso objectivar em cada caso a conquista de uma férrea unidade do proletariado na luta não só contra o patronato, mas também contra seus agentes, os pelegos sindicais. O enérgico desmascaramento de todos os elementos traidores à frente dos sindicatos, do das direções sindicais e dos sindicatos reformistas em geral liberta os operários de muitas ilusões que eles ainda alimentam quanto a essa liderança e a esses sindicatos.

Ao penetrar nos sindicatos existentes, os marxista-leninistas nunca caem em posições trade-unionistas, reformistas, anarco-sindicalistas, revisionistas, características das direções dessas entidades. Nunca se tornam sócios dos revisionistas e outros partidos oportunistas e burgueses na direção dos sindicatos. Seu fito é desmascarar o caráter burguês e o papel reacionário que os sindicatos atuais possuem em geral nos países capitalistas e revisionistas, minar essas organizações e abrir caminho para a criação de sindicatos verdadeiramente proletários.” (Enver Hoxha, O Imperialismo e a Revolução, Tirana, 1979, edição em Português)

 

 

 

 

 

Depois de mais de 18 anos no poder, os revisionistas criaram uma sociedade exclusiva.

 

Um velho ditado Africano diz que:

“Um leopardo nunca muda as suas manchas!”

– E isto diz respeito também ao governo revisionista e aos seus lacaios da UNM!

 

Um dos slogans internacionais dos revisionistas é:

“Abaixo a Ofensiva Monopolista!”.

Na África do Sul é:

“Abaixo a Ofensiva Monopolista Branca!”

Desta forma traiçoeira, os revisionistas querem “purificar” o capitalismo do monopolismo. É claro que este é um slogan falso porque o monopolismo é o resultado imanente e inevitável do desenvolvimento do capitalismo. Se quisermos eliminar realmente a ofensiva monopolista nós temos de destruir completamente as suas bases, nós temos de destruir o capitalismo. E é isto que os revisionistas não querem. Eles querem um capitalismo com “rosto humano” ao qual eles chamam “socialismo”. Os revisionistas não estão contra o capitalismo, mas apenas contra os seus aspectos mais extremos - quando muito.

 

O governo capitalista-revisionista da África do Sul (incluindo a jovem oposição de Malema!) quer nacionalizar as minas. Isto favorece a burguesia nacional (o capitalismo de estado) e não a classe operária (socialismo).

 

Nós dizemos:

“Não há falsa nacionalização de Malema e do CNA!”

Nós dizemos

“Sim” á expropriação de todas as minas e bancos sem indemnização.

Nós dizemos “Sim” á socializaçao global de todos os meios de produção!

Nós dizemos “Sim” á ditadura do proletariado mundial!

 

 

Ao longo da História, o velho PCAS apoiou a greve contra as companhias mineiras de uma perspectiva de classe no contexto da luta entre a classe operária e a classe capitalista e ele condenou a exigência de preservação da barreira racial bem como o slogan

“Trabalhadores de todo o mundo, unam-se e lutem por uma áfrica do Sul branca!”.

Com o fracasso do levantamento – em parte devido á recusa dos trabalhadores negros em tomar parte nele – o Partido Comunista foi obrigado pelo Comintern a adoptar a tese da República Nativa que defendia que a África do Sul deve pertencer aos Nativos, ou seja, aos negros. O Partido reorientou-se no seu Congresso de 1924.

 

 

No entanto, o CNA permaneceu social-democrata de tipo reformista em toda a sua linha. O programa do CNA não ameaça a existencia do capitalismo na África do Sul e defende a dependencia dos investimentos estrangeiros. Por sinal, o PCAS social-fascista é membro dos chamados “Encontros Internacionais dos Partidos Comunistas e Operários” que foram iniciados pelo KKE da Grécia!

 

 

E o que dizem os Trotskistas acerca de tudo isto?

 

Os Trotskistas declaram que os eventos de Marikana foram: “Uma prática traidora por parte dos partidos Estalinistas que constitui uma importante lição para o movimento operário internacional. Uma vez mais, a classe trabalhadora mundial pode ver que o Estalinismo é um inimigo mortífero!” (Revolutionary Communist International Tendency (RCIT), 17.8.2012, traduzido da versão em Inglês)

 

 Esta é a velha mentira dos Trotskistas: eles consideram os partidos revisionistas e social-fascistas como sendo “Estalinistas”.

A única lição importante que o movimento operário internacional pode retirar daqui é que a burguesia reaccionária mundial canta – e sempre cantou – a mesma cantiga enganosa. A classe operária mundial pode ver que o Trotskismo é um inimigo mortal da União Soviética de Lenine e de Estaline, da revolução socialista mundial e da ditadura do proletariado mundial!!

 

 

 

 

A África do Sul é – juntamente com a China, o Brasil, a Rússia e a Índia – um membro dos BRICS, ou seja, é uma potência imperialista em ascensão.

A África do Sul é uma das duas sociedades mais desiguais do mundo (a par com o Brasil). A pobreza, a desigualdade e o desemprego estão na origem do massacre de Marikana.

Os mineiros de Marikana são dos maiores produtores de platina do mundo. A Lonmin – que está registada tanto na Bolsa de Londres como na Bolsa de Joanesburgo – está afiliada ao grupo Platinum Group Metals (PGMs). Os metais produzidos são essenciais para muitas finalidades industriais, especialmente para engenhos conversores de emissão combustível, bem como para a joalharia. Cerca de 80% das reservas mundiais de platina estão na África do Sul e são muito usadas em engenhos conversores de emissão combustível em carros. Se a indústria automóvel está em crise, então a indústria mineira também está. De facto, a Lonmin baseada em Londres perdeu em resultado da crise cerca de 20 % do seu valor de mercado. Os investidores perderam quase um bilião de euros. Além do mais, desde terça-feira que a produção parou na mina. Segundo as informações fornecidas pela Lonmin, isto significa uma perda de 15.000 onças de platina. Entretanto, nos mercados, o preço da onça de platina aumentou num só dia de $39 para $1433. Tudo isto enquanto a cotação da Lonmin caía quase 5 % em Londres e cerca de 4 % em Joanesburgo.

 

 

A crise global bateu forte nos mineiros – não apenas na África do Sul, mas também por todo o mundo. As companhias de mineração tentam que sejam os mineiros a pagar a crise.

 

Contra isto, os mineiros deve organizar acções de resistência multinacionais.

O objectivo é a socialização global dos recursos minerais e da produção industrial mundial a eles associada.

 

O conflito entre os proprietários do capital doméstico e estrangeiro está ser suportado pela classe operária Sul-Africana. No entanto, será que o facto de os trabalhadores poderem escolher se quem os explora é a burguesia nacional ou estrangeira constitui verdadeira liberdade? A exploração é e será sempre exploração.

 

O proletariado mundial e a classe operária Sul-Africana estão contra todos os tipos de escravatura assalariada.

Os trabalhadores lutam por uma África do Sul socialista onde a exploração do homem pelo homem tenha sido eliminada para sempre.

O proletariado Sul-Africano é parte do proletariado mundial e luta por uma África socialista num mundo socialista.

 

Os eventos de Marikana são uma greve levada a cabo pelos pobres contra o estado e contra as classes dominantes.

 

Estas acções revolucionárias espalhar-se-ão inevitavelmente por toda a África do Sul e por todo o continente Africano.

 

Quebrar as cadeias das multinacionais globais, dos estados capitalistas e dos sindicatos social-fascistas é a única maneira de aniquilarmos a escravatura assalariada mundial de uma vez por todas.

 

Após o Apartheid, a África do Sul aproxima-se de uma nova revolução. Estes acontecimentos vão inspirar uma revolta ao estilo da Primavera Árabe na África do Sul. A luta dos mineiros é parte da futura revolução socialista mundial na qual os mineiros de Marikana ocuparão um lugar de honra.  

 


 

 

 

 

 

(em língua Inglesa)

Resolução

A Questão Sul-Africana

Adoptada pelo Comité Executivo da Internacional Comunista

Sexto Congresso do Comintern

1928




 

 

Os maoístas

na África do Sul



No que respeita aos Maoistas Sul-Africanos, é favor ler o seguinte excerto da nossa terceira parte da Declaração de Guerra contra os Maoistas” – capítulo 6.1 – “Partido Comunista da África do Sul (Marxista-Leninista)”:


 

 

6.1

- Partido Comunista da África do Sul (Marxista-Leninista)

 

 

A África do Sul é de longe um dos países mais industrializados de todo o continente Africano. Ao contrário do que acontece em muitas partes da região, a África do Sul é uma nação na qual as relações produtivas capitalistas são altamente desenvolvidas e no qual há um número muito significativo de proletários urbanos. Como sabemos que o desenvolvimento das relações produtivas capitalistas causa necessariamente o aprofundamento da consciência revolucionária dos trabalhadores, não é de todo surpreendente que as classes dominantes da África do Sul tentem encontrar maneiras de neutralizar essa consciência usando o revisionismo Maoista para enganar os trabalhadores Sul-Africanos. É por isso que uma das raras organizações Maoistas de África está localizada precisamente na África do Sul, um país cuja classe trabalhadora está entre as mais reprimidas de todas.

Depois de séculos sob o domínio colonial Britânico, as massas trabalhadoras da África do Sul obtiveram a independência formal só para se encontrarem sob o domínio ultra-reaccionário dos plutocratas racistas brancos que impuseram um sistema de opressão terrível não apenas sobre os trabalhadores negros, mas também sobre os trabalhadores pobres brancos. O objectivo deste sistema era dividir os proletários segundo a raça, evitando assim que eles se unam contra os seus exploradores comuns. Simultaneamente, sob o pretexto de que os negros eram "racialmente inferiores", as classes dominantes da África do Sul condenavam os proletários negros na pobreza e na degradação mais asquerosa com o objectivo de os manter como uma grande reserva de força de trabalho humana faminta e desesperada que pudesse ser facilmente subjugada pelos plutocratas brancos, que fizeram (e continuam a fazer...) super-lucros escandalosas provenientes da exploração desses trabalhadores negros. No entanto, este sistema abertamente reaccionário envolveu muitos riscos, pois poderia incentivar a aquisição de uma consciência comunista tanto pelos proletários negros como pelos brancos, tão óbvio e explícito era o carácter de classe do sistema socio-económico e do estado racista Sul-Africano. Era uma situação perigosa não só para as classes dominantes locais, mas também para os imperialistas norte-americanos que apoiavam o sistema do Apartheid altamente rentável. A fim de evitar que os trabalhadores Sul-Africanos adquirissem uma ideologia autenticamente socialista foi fabricado um plano cujo objectivo era manter as terríveis condições de vida dos trabalhadores Sul-Africanos dando-lhes uma falsa impressão de "liberdade". E foi assim que a mascarada do "fim do sistema do Apartheid" foi posta em prática no início dos anos 90. Este disfarce conseguiu enganar muitos trabalhadores que pensaram sinceramente que iriam viver numa "democracia multirracial".

Um instrumento essencial usado para enganar os proletários Sul-Africanos foi a formação de uma pequena burguesia negra cuja existência é apoiada pelos mesmos plutocratas brancos que mantiveram vivo o sistema do Apartheid durante décadas. Esta burguesia negra - da qual o pró-capitalista Congresso Nacional Africano de Nelson Mandela é o melhor exemplo - provou ser a melhor gestora e protectora do domínio dos monopolistas brancos. Escusado será dizer que a grande maioria dos trabalhadores negros não conheceu melhorias nas suas condições de vida e de trabalho com a substituição do antigo sistema de Apartheid explícito pelo actual sistema de Apartheid oculto.

Inicialmente, tal como ocorreu durante o antigo Apartheid, as classes exploradoras da África do Sul continuaram a ser, basicamente, do tipo comprador. Recentemente, a burguesia Sul-Africana começou a envolver-se na expansão imperialista e hoje em dia este país já pode ser considerado como uma potência imperialista regional; mas apesar disso ele continua a estar sob a influência do imperialismo mundial em geral e do imperialismo Norte-Americano em particular. Nada disto é surpreendente se levarmos em conta que o fim do Apartheid explícito não significou a menor mudança das relações socio-económicas de exploração, as classes dominantes permaneceram fundamentalmente as mesmas. No entanto, houve uma parte da já referida burguesia negra que começou a querer algo mais do que meras esmolas dos imperialistas estrangeiros e dos capitalistas brancos. As principais tarefas que os monopolistas locais e os imperialistas estrangeiros delegam nesta burguesia negra consistem em contribuir para esconder que o domínio opressivo dos plutocratas racistas brancos e do imperialismo estrangeiro continuam hoje tal como durante a época do antigo Apartheid. Mas á medida que o tempo passou, esta burguesia negra dividiu-se em duas facções: uma de tipo puramente comprador que serve os interesses das elites pró-imperialistas da África do Sul, e outra de tipo nacionalista que visa toar o poder político-económico a fim de alcançar uma posição melhor dentro do mercado capitalista mundial a fim de estabelecer o seu domínio sem ter que dar a maior parte dos lucros aos imperialistas locais e estrangeiros.

E são precisamente os interesses desta burguesia nacional - cujo principal objectivo é o fortalecimento do imperialismo Sul-Africano - que o Partido "Comunista" da África do Sul ("Marxista-Leninista") representa. Os Maoistas Sul-Africanos tentam disfarçar esta verdade por detrás da fraseologia "revolucionária". Eles afirmam que:


"Em consonância com a reorganização dos esforços internacionais importantes por parte do governo Sul-Africano para estabelecer Zonas de Processamento de Exportações (ZPE) ou Zonas Económicas Especiais (ZEE) como um atractivo para investidores estrangeiros que nelas podem obter lucros máximos, incluindo o repatriamento de todos os lucros e a flexibilização do trabalho que inclui o direito dos patrões contratarem e demitirem trabalhadores à vontade e sem protecção sindical de qualquer natureza." (
http://www.icmlpo.de/, ICMLPO 8th International Conference - Contribution of CPSA (ML) – Country report South Africa, Maio de 2004, traduzido a partir da versão em Inglês)

Como pode ser concluído, os Maoistas Sul-Africanos criticam as "Zonas Económicas Especiais" que existem no seu país. Na verdade, estas "ZEE" foram inventadas pela burguesia comprador Sul-Africana em benefício das empresas monopolistas e imperialistas estrangeiras que maximizam os seus lucros através da exploração ilimitada dos trabalhadores Sul-Africanos. Mas os contra-revolucionários do P “C” AS ("ML") não se poderiam importar menos com o bem-estar destes trabalhadores. Eles estão apenas a usá-los como pretexto para criticar as "ZEE", porque eles encaram estas zonas como estando estreitamente relacionadas com o domínio da burguesia comprador que eles querem combater e derrubar com o objectivo de o substitui pelo da burguesia nacional. Na verdade, a ira dos Maoistas Sul-Africanos contra a "repatriação de lucros" feita pelos investidores estrangeiros imperialistas ilustra muito bem o fato de que os social-fascistas do P “C” A S ("ML") não estão minimamente preocupados com a opressão que os investidores estrangeiros imperialistas exercem sobre o proletariado Sul-Africano. Os Maoistas Sul-Africanos estão apenas chateados porque em vez de irem para os bolsos dos imperialistas estrangeiros e da burguesia comprador, eles preferiam ver os lucros ir parar aos bolsos dos seus próprios patrões da burguesia nacional.

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E os neo-revisionistas do P “C” A S ("ML") não hesitam antes de afirmar:

"Em conclusão, o PCAS (ML) está hoje activo na situação seguinte:

Todos os partidos que vêm do antigo movimento de libertação nacional contra a minoria racista como por exemplo o Congresso Nacional Africano (CNA) (...) descartaram o curso de libertação nacional como anti-imperialista, adoptaram o parlamentarismo neo-colonial e agora defendem a compradorização, estando preparados para servir os interesses dos capitalistas monopolistas e das suas instituições representativas tanto a nível interno como externo.” (http://www.icmlpo.de/, ICMLPO 8th International Conference - Contribution of CPSA (ML) – Country report South Africa, Maio de 2004, traduzido a partir da versão em Inglês)

Primeiro que tudo, não devemos esquecer que o CNA nunca foi um movimento genuinamente revolucionário. Era apenas uma organização burguesa-capitalista totalmente dedicada a salvar e a defender os interesses dos plutocratas brancos e dos imperialistas estrangeiros ao contribuir para o estabelecimento de uma falsa "democracia multirracial" apenas para enganar os trabalhadores Sul-Africanos. No entanto, no início do seu percurso, o CNA tinha realmente algo de "anti-imperialista" e tinha até mesmo uma aparência "de esquerda" porque foi muito reprimido durante a época do Apartheid explícito. Isto costumava acontecer quando os monopolistas brancos ainda não tinham reconhecido a utilidade do CNA enquanto valioso instrumento para manter os proletários Sul-Africanos longe da ideologia comunista. Mas como o CNA não era mais do que um mero movimento burguês, os seus líderes nem sequer pensar duas vezes antes de defenderem os interesses dos opressores internos e externos das massas trabalhadoras Sul-Africanas. Se os Maoistas Sul-Africanos fossem revolucionários genuínos, eles criticariam o CNA não só por causa da sua "compradorização", mas principalmente devido à sua natureza intrinsecamente pró-capitalista, pró-imperialista e anti-socialista. Mas, como os Maoistas Sul-Africanos existem apenas para promover a ascensão da burguesia nacional do seu país, eles só se preocupam com a "compradorização", isto é, com o fortalecimento da secção da burguesia Sul-Africana que eles pretendem derrotar:


"A economia Sul-Africana está estagnada a longo prazo (...). E quando falamos de crescimento, este refere-se principalmente aos investimentos em acções na bolsa de valores (Joanesburgo) e á criação de novos milionários que trabalham para os super-monopólios e para os seus bancos – sem esquecer a compradorização de antigos sindicalistas e de ex-membros do parlamento, incluindo ex-ministros. Nesta situação, a "criação de emprego" é uma frase vazia.” (
http://www.icmlpo.de/, ICMLPO 8th International Conference - Contribution of CPSA (ML) – Country report South Africa, Maio de 2004, traduzido a partir da versão em Inglês)

Assim, longe de defender mudanças autenticamente revolucionárias, longe de defender o socialismo e o fim de toda a repressão e exploração, os Maoistas Sul-Africanos só gritam sobre a "neo-colonização e a compradorização" – tentando atrair os trabalhadores Sul-Africanos para o lado da burguesia nacional. Na verdade, os proletários Sul-Africanos negros e brancos vivem na miséria mais absoluta e os slogans do P “C” A S ("ML") supostamente contra o imperialismo e o neo-colonialismo certamente os atraem. Eles até se podem sentir tentados a apoiar os Maoistas Sul-Africanos sem saber que o P “C” A S ("ML") visa apenas conquistá-los para promover a tomada do poder pela burguesia nacional, substituindo assim um grupo de exploradores por outro. E o mesmo acontece relativamente à compradorização dos sindicatos Sul-Africanos. Os social-fascistas do P “C” A S ("ML") não criticam esta situação porque pretendem fundar sindicatos genuinamente Maxistas-Leninistas. Muito pelo contrário, eles percebem que os sindicatos revisionistas Sul-Africanos estão sob o domínio da burguesia comprador e querem mudar esta situação colocando os sindicatos sob o controle da burguesia nacional. Como se pode constatar, tudo está unicamente relacionado com as contradições e rivalidades inter-burguesas.

Na verdade, os contra-revolucionários do P “C” A S ("ML") tentam apanhar os trabalhadores na sua armadilha revisionista enquanto fingem "denunciar a recolonização":


"Todas estas actividades do governo Sul-Africano e dos seus patrões dos super-monopólios e dos mega-bancos não têm muito impacto na diminuição dos níveis de desemprego porque o contrato de trabalho menos seguro é empregue em menor número do que o eram os trabalhos mais perduráveis. Isto resulta da crise estrutural do imperialismo e da reorganização da produção internacional com base na recolonização." (
http://www.icmlpo.de/, ICMLPO 8th International Conference - Contribution of CPSA (ML) – Country report South Africa, Maio de 2004, traduzido a partir da versão em Inglês)


Como pode ser observado, os Maoistas Sul-Africanos fazem exigências tipicamente reformistas sobre a flexibilização do trabalho e o desemprego. Ambos os fenómenos são inerentes ao capitalismo e só podem ser definitivamente abolidos quando o próprio capitalismo for aniquilado. E isto porque a busca capitalista e imperialista pelos lucros máximos determina em última instância a perpetuação destes dois males. É claro que não é errado um partido Marxista-Leninista combater a flexibilização do trabalho e o desemprego com a condição de subordinar sempre esta luta aos objectivos finais do socialismo e do comunismo. Mas os Maoistas Sul-Africanos fazem exactamente o oposto e apresentam este tipo de lixo social-democrata como sendo um fim em si mesmo.

Como já tínhamos mencionado, o proletariado Sul-Africano está entre os proletariados mais explorados e torturados de todo o mundo. Tanto os trabalhadores negros como brancos sofrem uma miséria terrível e sentem na pele as piores formas de repressão e de exploração capitalista. Portanto, nós Estalinistas-Hoxhaistas acreditamos firmemente que eles não vão demorar a perceber a gigantesca fraude anti-Marxista que o Maoismo em geral e o Maoismo Sul-Africano em particular realmente são.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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