Abaixo a aliança entre os governos burgueses e os sindicatos reformistas/revisionistas!

 

 

 

 

 

 

Relatório da Secção Portuguesa do Comintern (EH)

 

 


Lisboa, 14 de Novembro de 2012 durante a tarde


A manifestação da greve geral de 14 de Novembro de 2012, na qual participou a Secção Portuguesa do Comintern (EH), ocorreu num dos contextos mais explosivos da história recente de Portugal. As infames medidas de austeridade impostas aos Portugueses pelo FMI e pela União Europeia imperialista levaram o país à beira da falência. O desemprego aumentou como nunca antes e a pobreza está assustadoramente generalizada. E ao contrário do que os ideólogos pró-capitalistas afirmam, a situação não está a melhorar. Na verdade, a dívida do país tem aumentado exponencialmente e o défice é agora muito maior do que era há algum tempo atrás. O regime de direita que governa Portugal está a fazer o possível para obrigar os trabalhadores a pagarem a crise capitalista, a forçá-los a morrerem de fome a fim de pagarem aos credores estrangeiros – cujas taxas de juros abusivas asfixiam as famílias Portuguesas.


Quando chegámos ao centro de Lisboa para a manifestação, os sinais de miséria estão presentes em todo o lado. Muitos desempregados perderam as suas casas para os bancos e vivem agora nas ruas, implorando por esmolas. E mesmo as pessoas que trabalham encontram-se neste tipo de situação devido aos dramáticos cortes salariais cortes e á inflação galopante. Em Portugal, todos os bens básicos são insuportavelmente caros e muitas pessoas não se alimentam adequadamente. As doenças relacionadas com a falta de alimentos afectam um número cada vez maior de trabalhadores. E como se isto não fosse suficiente, o sistema de saúde é um dos sectores que sofreu mais cortes. Na verdade, foi sem surpresa que vimos muitas pessoas marchando sob o slogan "A saúde não é um negócio" contra as políticas social-Darwinistas que determinam que apenas aqueles que conseguem pagar um hospital privado têm direito a receber tratamento médico adequado.

Isto porque, a fim de satisfazer a ganância por lucros dos bancos imperialistas estrangeiros, o Governo Português anunciou que a quantidade de comida dada aos pacientes nos hospitais será seriamente reduzida juntamente com as despesas com o pessoal e com a tecnologia médica. Esta é uma situação verdadeiramente terrível, porque a imensa maioria da população Portuguesa não consegue pagar o atendimento num hospital privado e, portanto, estão condenados aquele que é considerado um dos piores sistemas de saúde da Europa. Isto é particularmente verdadeiro entre os idosos pobres, muitos dos quais recusam-se a serem enviados para os hospitais quando estão doentes, afirmando que "se ficarmos em casa, podemos recuperar, mas se vamos para os hospitais Portugueses, morremos de certeza".


Na manifestação, também havia uma grande quantidade de trabalhadores de farmácia protestando sob o lema "Farmácias de luto". Este slogan foi originado pelo facto de que, devido aos cortes salariais, os Portugueses estão a deixar de comprar até mesmo os medicamentos mais essenciais, e isto conduz muitos trabalhadores do sector farmacêutico para o desemprego.


Uma vez mais, observámos com raiva que os revisionistas Portugueses estavam presentes. Na verdade, a greve geral que deu origem à manifestação foi invocada pela CGTP – um sindicato de grandes dimensões que é totalmente controlado pelo P "C" P. Como já tínhamos referido em relatórios anteriores, a enorme influência exercida pelo P "C" P sobre os trabalhadores Portugueses é altamente preocupante, até porque eles sabem como manipular os trabalhadores com o objectivo de os fazer acreditar que apoiarem os revisionistas Portugueses é a solução para todos os seus problemas. E, infelizmente, há muitas pessoas desesperadas que continuam a ver o P "C" P como sendo um "verdadeiro partido socialista". Mas o facto de os revisionistas Portugueses continuarem a chamar-se "comunistas" e a usarem uma bandeira vermelha com um martelo e uma foice não os torna menos revisionistas ou menos reaccionários. Pelo contrário, isso prova o seu propósito de enganar o proletariado Português acerca das suas verdadeiras tendências social-fascistas que visam a impedir o estabelecimento do socialismo autêntico.


Durante a manifestação, os revisionistas Português também distribuíram panfletos contendo as suas nojentas "exigências" social-burguesas. Nós aceitámos um panfleto com o objectivo de conhecer o seu conteúdo para o criticar neste relatório.
Assim, segundo os panfletos do P “C” P, todos os males se devem ao facto de que "o governo não respeita a Constituição". Este "argumento" é simplesmente surpreendente, porque ao contrário do que afirmam os revisionistas Portugueses, é a Constituição Portuguesa burguesa que é em si uma das causas da miséria do povo, porque no capitalismo, toda a Lei se destina a proteger e a perpetuar a exploração. E a Constituição Portuguesa defende a propriedade privada e a acumulação privada. Isto por si só é suficiente para a qualificar como sendo um documento anti-socialista e pró-capitalista. O facto de que a Constituição supostamente "defende" alguns falsos "direitos sociais" só serve para provar ainda mais as nossas palavras, porque isso demonstra que a Constituição foi concebida para esconder o carácter de classe do Estado capitalista com o objectivo de evitar que as massas trabalhadoras adquiram uma consciência verdadeira revolucionária e comunista, maximizando assim os lucros das classes dominantes. No entanto, esta defesa descarada da Constituição Portuguesa burguesa feita pelo P "C" P está totalmente de acordo com a linha ideológica dos revisionistas Portugueses: a de manterem viva a tirania da exploração através de um "capitalismo equilibrado do bem-estar equilibrado" que supostamente eliminará a luta de classes e as genuínas aspirações socialistas.

Outro grupo presente na manifestação foi o dos estudantes universitários que tinham fechado a cadeado as suas respectivas faculdades e decidiram participar na greve. E, de facto, eles têm todas as razões para protestar: desde que o FMI e a União Europeia intervieram em Portugal, muitos alunos abandonaram a faculdade porque não podem pagar as propinas – e aqueles que o conseguem fazer enfrentam muitas dificuldades porque os cortes afectam também o sistema de ensino, e há universidades às quais faltam condições mínimas. Nós decidimos juntar-nos a um grupo de estudantes que gritavam "Austeridade é pobreza!" e que seguravam cartazes dizendo: "Desemprego = miséria". Infelizmente, muitos desses alunos estavam sob a influência do Bloco de Esquerda, um partido reformista de ideologia Trotskista cuja finalidade é afastar os trabalhadores e os estudantes do caminho da revolução. Além disso, houve também um grande número deles que tinham claras inclinações Anarquistas: alguns vestiam camisolas com o "A" de Anarquia e gritavam "Contra toda a autoridade!" – um slogan obviamente anti-Marxista que se opõe diametralmente à disciplina proletária de ferro que deve caracterizar as actividades e as organizações Estalinistas-Hoxhaistas. O veneno Anarquista tem-se expandido muito nos últimos tempos – um obstáculo que nós, Estalinistas-Hoxhaistas, teremos que superar se quisermos triunfar.


Ao longo da manifestação, havia também abundância de cartazes e de palavras de ordem anti-Merkel: " Merkel Nazi, estás a arruinar Portugal!" era um dos mais comuns. Afinal, a greve geral e a manifestação tiveram lugar pouco tempo após a visita de Merkel a Portugal, uma visita que muitos trabalhadores Portugueses encararam como uma provocação, especialmente dado o facto de que ela é a representante do imperialismo mais poderoso da Europa: o imperialismo Alemão. Na verdade, os capitalistas financeiros Alemães lucram ziliões com a crise na Europa em geral, e no Sul da Europa em particular. Durante a sua visita, Merkel disse traiçoeiramente que "A Alemanha quer ajudar", mas o que os banqueiros e plutocratas Alemães realmente querem é aumentar o seu poder e riqueza fabulosos através de asfixiarem os países Europeus como Portugal com dívidas intermináveis
​​e taxas de juros exorbitantes.

 

Neste relatório, nós aproveitamos a oportunidade para saudar os camaradas da Secção Alemã do Comintern (EH) que protestaram simultaneamente connosco no dia 14 de Novembro de 2012 no seu respectivo país. A união entre as Secções do Comintern (EH) é inquebrável – juntos, derrotaremos todos os nossos inimigos de classe em todas as nações do mundo segundo os princípios do internacionalismo proletário.


No que respeita aos Maoístas, eles estavam ausentes da manifestação. Isto é bastante natural, dado o facto de que a greve e a manifestação tinham sido convocadas pela CGTP e pelo P "C" P. Os Maoistas Português fazem o possível para retratar-se como sendo "opostos" ao P "C" P a fim de esconder das massas o facto de que ambos são lados da mesma moeda: a moeda do revisionismo e do social-fascismo.


Além disso, nos dias anteriores, os Maoistas estiveram ocupados com a organização dos protestos anti-Merkel. À primeira vista, esta parece ter sido uma atitude correcta. No entanto, como tudo que vem dos Maoistas é inerentemente contra-revolucionário, isto nunca poderia ser uma excepção. O zelo dos Maoistas em chamarem a atenção dos trabalhadores Portugueses para o imperialismo Alemão tem um motivo oculto: o de afastar a atenção dos trabalhadores de outro imperialismo cujas origens podem ser encontradas precisamente no revisionismo Maoista: o social-imperialismo Chinês. E se lembrarmos o facto de que o social-imperialismo Chinês está à beira de se tornar no imperialismo mais poderoso do mundo, não é difícil de entender a pressa dos Maoistas em aproveitarem-se do contexto político-económico do país para lançarem uma falsa campanha contra o imperialismo Alemão. Mas a realidade é teimosa: em termos de dimensão, o imperialismo Alemão parece uma brincadeira de crianças quando comparado com o social-imperialismo Chinês. E foi o social-fascismo Maoista que deu à luz a este monstro.


Enquanto isso, a nossa manifestação foi avançando em direcção a São Bento (a praça da cidade onde a Assembleia da República Portuguesa está localizada) e percebemos que as forças policiais iam intensificando rapidamente a sua presença. Quando os primeiros manifestantes chegaram à frente da Assembleia, a polícia bloqueou a entrada. Toda a gente começou a gritar "Ladrões! Ladrões! Somos governados por ladrões!” e “Os nossos salário são nossos!” E foi então que a polícia começou a provocar os manifestantes, espancando-os e humilhando-os. Havia pessoas com sangue nos rostos e nós também fomos violentamente empurrados por várias vezes. Foram incendiados alguns objectos e começaram-se a atirar pedras, mas a polícia recebeu novas ordens e investiu contra os manifestantes.

 

 


Este episódio lembrou-nos de que o fascismo e a "democracia" burguesa são irmãos gémeos, são duas formas da mesma coisa: a ditadura de classe capitalista. A "democracia" burguesa inclui necessariamente características fascistas, assim como a forma fascista de dominação burguesa também inclui alguns traços da "democracia" burguesa. E isto é inevitável uma vez que estão inevitavelmente ligados um ao outro, uma vez que eles se escondem atrás um do outro.


Mais tarde, após o fim da manifestação, pensámos que os membros de baixa patente das "forças de segurança" são trabalhadores tão explorados como quaisquer outros. Em vez de lhes atirarmos pedras como fazem os Anarquistas, seria muito melhor ter os servidores policiais oprimidos ao nosso lado contra o capitalismo, o imperialismo e a austeridade. Mas para isso nós temos que divulgar e expandir a nossa ideologia Marxista-Leninista-Estalinista-Hoxhaista – que é a única ideologia autenticamente socialista capaz de libertar definitivamente os trabalhadores do mundo em geral, e os trabalhadores Portugueses em particular da tirania plutocrática do lucro.


A fundação de um partido Estalinista-Hoxhaista em Portugal é hoje mais necessária do que nunca. Sob a liderança do Comintern (EH), o proletariado Português alcançará grandes vitórias.


No dia após a manifestação, o primeiro-ministro afirmou o seu "choque profundo" perante as supostas "cenas de violência causadas ​​pelos manifestantes". Pobres políticos burgueses... eles chamam "violência" a umas quantas pedras atiradas contra a polícia numa manifestação predominantemente reformista-anarquista e controlada pelos capitalistas. Se eles estão "profundamente chocados" com isto, o dia da conquista do poder pelo proletariado mundial Estalinista-Hoxhaista certamente que lhes causará um ataque cardíaco mortal...


Trabalhadores Portugueses – uni-vos!


Lutem contra as medidas de austeridade imperialistas!


Rejeitar todos os tipos de revisionismo e de social-fascismo!


Não se deixem enganar pelas mentiras burguesas!


O socialismo é o único caminho para a vossa libertação da exploração!

Derrubem a Europa imperialista!  

Abaixo a aliança entre os governos burgueses e os sindicatos reformistas/revisionistas!

A revolução socialista na Europa é a única forma de sairmos da crise!  

Viva a ditadura do proletariado Europeu!

 Viva a República Socialista Unida da Europa!  

 Viva o Movimento Mundial Estalinista-Hoxhaista!