1912 – 2012

 

100º ANIVERSÁRIO DA INDEPENDENCIA DA ALBÂNIA

28 de Novembro de 2012

 

 

"A Albânia tem percorrido a história de espada na mão – em direcção á revolução socialista mundial!”


 


O içar da bandeira nacional em Vlora foi o símbolo da vitória de todas as regiões Albanesas, desde as terras altas de Dukagjini no Norte, até á Cameria no Sul, desde as costas do Adriático e do mar Jónico no Ocidente, até ao Kosovo e ás terras baixas de Tetovo a Oriente.


 
 


 
Enver Hoxha:


“O trabalho de Ismail Qemali e dos outros patriotas é um trabalho glorioso de significado histórico que será recordado para sempre. Ele mostrou ao mundo que a Albânia, que contribuiu fortemente para a libertação de todos os povos dos Balcãs, não só existia – o que o inimigo tentou negar – mas que era agora livre e independente, que vivia agora de forma independente como país independente, com o seu próprio governo e o seu próprio desenvolvimento.”


(Enver Hoxha, Collected Works, Vol. 24, p 15, traduzido da língua Inglesa)
 
 
 
 
O significado do dia 28 de Novembro de 1912


Os Albaneses nunca vão esquecer o período histórico no qual as hordas Otomanas no apogeu do seu poder estavam a empurrar irresistivelmente e a ameaçar toda a civilização Europeia com a destruição. Neste período horrível, o povo Albanês escreveu com o seu sangue algumas das páginas mais brilhantes da história do continente Europeu.

Em meados do século XIX, os movimentos populares contra a ocupação Otomana tornaram-se mais amplos e mais frequentes. As batalhas na Serra Melesin (Leskovik) em 1831, em Shkodra em 1835, e em Dibra Gjakova em 1844, foram os avisos prévios da grande revolta camponesa de 1847, quando os Albaneses lutaram " de bandeira na mão por todos eles" como afirma uma canção popular. Este foi o prólogo de todos os eventos que se seguiram a partir desde 1878 a 1912. Neste período, um conjunto de homens "da caneta ou do fuzil" começaram a surgir no horizonte Albanês, colocando-se à frente do movimento nacional de libertação e pela independência, organizando a luta para quebrar as cadeias da escravidão estrangeira e para estabelecer a independência nacional, pela criação do Estado Albanês, um estado que, no entanto, não seria mais um estado feudal, mas sim um estado democrático.


Os Albaneses pegaram em armas em 1911 e ergueram-se como se fossem um só homem. Em 1912, as insurreições Albanesas contra a Turquia entraram numa nova fase, a da insurreição geral armada liderada por uma comissão regional insurreccional que teve o seu centro na região do Kosovo. Os patriotas do Kosovo deram o primeiro sinal da insurreição geral que se espalhou por toda a Albânia e que foi coroada com a proclamação da independência do país no dia 28 de Novembro de 1912. De seguida, deu-se a formação de um governo Albanês presidido pelo grande Ismail Qemali que tinha a sua sede em Vlora.


As grandes potências não reconheceram a proclamada independência da Albânia. Elas forçaram o governo Albanês a demitir-se e colocaram no seu lugar um príncipe estrangeiro, Wilhelm von Wied, à frente do novo Estado que deixou cerca de metade dos territórios Albaneses fora da pátria mãe – por causa da delimitação das fronteiras.

Durante a Primeira Guerra Mundial, a Albânia foi transformada num campo de batalha onde os exércitos dos imperialistas e das potências chauvinistas se confrontavam.

Após a guerra, as grandes potências imperialistas - Estados Unidos, Grã-Bretanha, França e Itália, tentaram descaradamente resolver as suas diferenças ás custas dos povos (no infame Tratado de Londres de Abril de 1915 e na Conferência de Paz de Paris de 1919). A publicação e a denúncia dos tratados secretos imperialistas no final de 1917 foram levadas a cabo pelo governo Soviético liderado por Lenine. Nesses tratados, estipulava-se o desmembramento da Albânia, o que incentivou o movimento nacional anti-imperialista do povo Albanês e intensificou a vigilância das massas patriotas.


Em Janeiro de 1920, as grandes potências imperialistas estavam a planear oferecer o Norte da Albânia á Jugoslávia e Vlora e o interior do país á Itália, que também ficaria com um mandato sobre os restantes territórios Albaneses. Mas os patriotas Albaneses disse "Não!" A ideia da luta armada para defender a liberdade e a independência da pátria, que foi lançado no Congresso de Lushnja, expressa a firme determinação popular. A vitória de 1920, alcançada em Vlora, confirmou uma grande lição da história da Albânia, uma verdade extraída das batalhas seculares do povo Albanês: é o próprio povo, com as suas forças inesgotáveis, que pode e deve levar a cabo as missões definidas pela história.


Nos anos 1920-1924, a expansão do amplo movimento anti-feudal pela democratização do país foi coroada com o triunfo da revolução democrática de Junho de 1924 O governo de Fan Noli estabeleceu relações diplomáticas com a União Soviética.

Em Dezembro de 1924, as quadrilhas reaccionárias dos senhores feudais Albaneses entraram na Albânia vindos da Jugoslávia e da Grécia e, com o apoio das tropas Jugoslavas e dos Guardas Brancos, eles lançaram um ataque geral contra a revolução. No dia 24 de Dezembro, eles capturaram Tirana. Assim, com o apoio das grandes potências imperialistas, a ditadura selvagem dos latifundiários e da burguesia (que era na verdade um regime de terror branco) foi estabelecida na Albânia. Em 1928, Ahmet Zog instituiu a monarquia e proclamou-se rei dos Albaneses. Tendo suprimido toda a liberdade democrática e os direitos civis, ele intensificou a opressão e a exploração das massas populares pela classe dirigente corrupta.


As missões militares Italianas e as organizações fascistas intensificaram a sua actividade nas fileiras do exército Albanês, preparando o terreno para a invasão do dia 07 de Abril de 1939. Zog e a sua camarilha fugiram do país. Mas o povo Albanês não se rendeu. Eles expressaram o seu profundo ódio para com os invasores Italianos e nunca desistiram de derrotar o regime de ocupação estrangeira.

As leis fascistas em todo o país criaram uma atmosfera de incerteza e terror. O povo Albanês pagou um pesado tributo de sangue e sacrifícios por lutar por mais de cinco anos e meio contra os ocupantes fascistas Italianos e Alemães. Mas finalmente, a brilhante vitória dos povos contra os agressores Nazi-fascistas foi conseguida. Ao lutar pela sua libertação nacional e social, o povo Albanês também combateu e derramou o seu sangue pela vitória comum dos povos contra a praga fascista.

A guerra partisan travada pelo povo Albanês foi, á escala mundial, uma guerra contra os próprios fundamentos do inimigo. Embora o seu objectivo fosse a libertação do país, a Guerra de Libertação Nacional do povo Albanês foi um apoio para a guerra anti-fascista dos povos. Desde o início, o Partido Comunista, liderado pelo camarada Enver Hoxha, ligou a guerra do povo Albanês contra o fascismo Italiano e o nazismo Alemão com a grande aliança anti-fascista. Como resultado desta política correcta, o povo Albanês alinhou-se ás forças da coligação anti-fascista no decurso da Segunda Guerra Mundial. Ele lutou com um heroísmo sem precedentes e ganhou um lugar de honra na guerra pela derrota do fascismo Italiano e do nazismo Alemão. A grande vitória na Guerra de Libertação Nacional foi a base para a restauração bem-sucedida da independência da Albânia e da liberdade – e assim, a proclamação de 1912 voltou a estar em vigor.

O povo Albanês lutou pela liberdade e independência durante séculos – geração após geração…

Ele ganhou a sua liberdade e a sua independência graças ao seu sangue derramado.

Com a restauração do capitalismo na Albânia, após a morte do camarada Enver Hoxha, o povo Albanês perdeu a sua liberdade e independência sob a pressão crescente do cerco imperialista do mundo capitalista-revisionista.

Esta é, portanto, uma lição histórica para os povos de todo o mundo. Aqueles que perderem o socialismo, perdem também a liberdade e a independência. A liberdade e a independência para todos os povos de todo o mundo apenas estão garantidas num mundo socialista. Portanto, a luta pela revolução socialista mundial é, simultaneamente, a luta pela garantia da liberdade e da independência de toda a humanidade. Num capitalista só existe escravidão e dependência. Neste sentido, a burguesia Albanesa não tem o direito de comemorar o dia 28 de Novembro de 1912, porque esta é precisamente a classe que desprezou os interesses nacionais do povo Albanês. Hoje, a classe burguesa da Albânia é uma lacaia das mesmas potências que não reconheceram a independência da Albânia em 1912 e que tentaram eliminar/apagar a Albânia do mapa político dos Balcãs!

O cerco capitalista-revisionista apenas conseguiu atingir os seus objectivos através da traição ao socialismo. Foi a camarilha revisionista Albanesa de Alia que destruiu as conquistas da liberdade e da independência, entregando-as de mão beijada aos imperialistas.

A capitulação dos líderes revisionistas Albaneses perante o cerco imperialista constituiu a mais grave traição em toda a história da Albânia! O pior inimigo é o inimigo interno.

Um dos defensores da adesão da Albânia à OTAN foi viúva do camarada Enver Hoxha – Nexhmije Hoxha. Qual é a consequência desta traição na situação actual?


 

 

Os Albaneses de hoje são forçados a derramar o seu sangue em defesa dos interesses dos imperialistas no Afeganistão.


Além disso, a Europa está em risco de se envolver no conflito militar na Síria. Sendo um dos 28 membros da NATO, a Albânia será obrigada a defender a Turquia fascista na fronteira com a Síria.

A Albânia tornou-se num país lacaio dos imperialistas e participa no bloco militar imperialista mais agressivo e mais contra-revolucionário do mundo.

Isto é completamente contrário à atitude da Albânia socialista do camarada Enver Hoxha. A política externa da Albânia socialista era honesta, independente, revolucionária e internacionalista. Ela era conduzida segundo os princípios do Marxismo-Leninismo e do internacionalismo proletário, defendendo os interesses supremos da pátria socialista e apoiando os movimentos revolucionários da classe operária e as lutas dos povos pela liberdade, pela independência e pela soberania contra a política agressiva e hegemónica do imperialismo.

Não pode haver liberdade e independência da Albânia no contexto do imperialismo mundial. Os comunistas Albaneses de hoje devem lutar pela abolição do imperialismo mundial e pelo re-estabelecimento de uma Albânia Socialista num mundo socialista!
A Albânia está pronta para a segunda revolução socialista!

A proclamação da liberdade e da independência da Albânia de 1912 deve ser restabelecida e defendida através do derrube da nova ditadura da burguesia. O proletariado Albanês só depende das suas próprias forças e constitui-se como um destacamento do exército do proletariado mundial que é guiado pelos ensinamentos dos 5 Clássicos do Marxismo-Leninismo – Marx, Engels, Lenine, Estaline e Enver Hoxha!


É agora o dever do proletariado revolucionário Albanês o de criar a sua própria secção da Internacional Comunista (EH) com o propósito de tomar parte na luta pela libertação dos proletários de todos os países – pela vitória da revolução socialista mundial.


"Ao longo dos séculos – o revolucionário povo Albanês caminhou de espada na mão pela liberdade e pela independência da Albânia e de todo o mundo – até á vitória da revolução socialista mundial!”


 

ENVER HOXHA:


"A bandeira erguida em 1912 coroou as lutas titânicas do povo Albanês, mostrou que, através da sua luta armada, através da sua unidade de aço em defesa de um grande objectivo – a defesa da sua pátria, da sua honra, dos seus costumes, das suas nobres tradições e línguas, o povo Albanês consegue vencer inimigos poderosos, pérfidos e implacáveis. O povo Albanês mostrou o seu espírito justo, indomável, intrépido, sábio e inabalável, conseguindo assim derrotar os seus inimigos – tal como vai conseguir vencer qualquer outro inimigo (não importa o quão grande e poderoso) que tente usurpar os seus direitos soberanos.”

 

 

álbum


Por ocasião do 50 º aniversário da declaração
Independência Nacional
1912 - 28 de novembro - 1962


em albanês, Inglês, russo e francês

publicação, graças à enverhoxha.ru

 

 

Este álbum pretende ilustrar, através de documentos fotográficos e materiais, um dos períodos mais brilhantes da história milenar do povo Albanês: o período da sua renascença nacional.

A publicação deste álbum é uma homenagem á nova geração que vive hoje livre no seu país socialista e que presta tributo aos seus antepassados que, sob as condições bárbaras do regime Otomano, numa época em que o horizonte político da Albânia estava rodeado de sombras, não hesitaram em trabalhar e em lutar com confiança até alcançarem a vitória no dia 28 de Novembro de 1912 – cujo 50º aniversário nós celebramos este ano no clima de festa que o nosso heroico Partido trouxe a este país. Este álbum está dividido em tópicos. Através das ilustrações, nós tentámos revelar os momentos mais importantes do período da renascença nacional. Estes eventos e momentos foram organizados cronologicamente, começando com os primeiros projectos da renascença nacional e terminando com a declaração da independência. O álbum apresenta não apenas os acontecimentos, mas também as principais personalidades da renascença em relação às suas actividades culturais e políticas. O material do álbum foi maioritariamente retirado dos Arquivos Históricos Centrais (Tirana) bem como da Biblioteca Nacional (Tirana), onde o pessoal de serviço nos prestou uma preciosa assistência. Muitos outros amigos e camaradas ajudaram a fazer este álbum oferecendo material fotográfico. A Empresa de Publicações do Estado «Naim Frashëri» agradece-lhes muito.


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Órgão Central do Comintern (EH)

Revolução no Mundo !”