PLATAFORMA REVOLUCIONÁRIA MUNDIAL

 

 

PORTUGUÊS

 


 

PLATAFORMA REVOLUCIONÁRIA MUNDIAL

DA INTERNACIONAL COMUNISTA

(DECLARAÇÃO PROGRAMÁTICA MUNDIAL)

7 de Novembro de 2009

 

Trabalhadores!

A plataforma é o futuro! Leiam-na! Ela indica o caminho da vossa Libertação!

Aniquilem o imperialismo mundial!

Destruam implacavelmente o capitalismo mundial!

Viva a revolução proletária armada!

Viva a ditadura proletária mundial!

Viva o internacionalismo proletário globalizado!

Vivam os 5 Clássicos do Marxismo-Leninismo!

Viva o Comintern (EH) – o único verdadeiro defensor da revolução proletária mundial!

 

 

 

Prefácio

 

Actualmente, vivemos tempos revolucionários. O capitalismo mundial confronta-se com a crise mais

profunda e implacável de toda a sua história. Esta crise afecta biliões de pessoas e piora ainda mais

as condições de vida miseráveis das massas trabalhadoras em todos os continentes.

A única maneira de mudar este estado de coisas é através de uma revolução socialista mundial capaz

de derrubar e abolir de uma vez por todas o poder global da burguesia mundial e todos os vícios

inerentes ao sistema capitalista. Não existem “terceiras vias” ou outras alternativas inventadas pelos

social-democratas com o propósito de aliviar as tensões e de extinguir a chama revolucionária que

arde no coração do proletariado mundial. É óbvio que para que esta revolução seja bem-sucedida, ela

deve ser guiada por uma ideologia verdadeiramente revolucionária e proletária, livre de todo e

qualquer tipo de revisionismo. Esta ideologia só pode ser encontrada nos ensinamentos dos 5

Clássicos do Marxismo-Leninismo: Marx, Engels, Lénine, Estaline e Enver Hoxha, cujo estandarte é

hoje em dia defendido apenas pelo Comintern (EH).

Esta plataforma é essencial para a luta dos povos de língua portuguesa não só pelas razoes acima

referidas, mas também porque o proletariado lusófono tem um lugar seguro como parte da classe

proletária revolucionária mundial. De facto, os povos de língua portuguesa têm sofrido muito nas

mãos do sistema capitalista-revisionista, mas os imperialistas nunca conseguiram destruir a

solidariedade e o apoio do Comintern ás classes trabalhadoras de lusófonas, nem nunca puderam

apagar a contribuição que estas mesmas classes trabalhadoras deram para a nobre causa da

revolução proletária nos tempos de Lénine e de Estaline. Mais tarde, as massas trabalhadoras de

língua portuguesa tiveram um papel importante na luta do Movimento Mundial Marxista-Leninista do

Camarada Enver Hoxha contra o revisionismo moderno e contra o cerco imperialista, até porque

todas as zonas lusófonas foram e ainda são obrigadas a lidar com estes dois males. Além disso, a

prática orientada do internacionalismo proletário é crucial para o proletariado lusófono porque esta

orientação é vital para o processo de transformação das classes trabalhadoras lusófonas em unidades

de combate da futura guerra revolucionária global.

Até recentemente, Portugal era um dos países mais pobres e retrógrados de todo o continente

europeu. Apesar de ser um país colonialista, Portugal esteve, ao longo da sua história, sujeito á

dominação de imperialismos mais poderosos, tal como o imperialismo Britânico, o que muitas vezes

determinou a lentidão do desenvolvimento económico do país. De 1926 a 1974, Portugal foi

governado por uma ditadura conservadora e tradicionalista directamente inspirada no fascismo

italiano e caracterizada por um anti-comunismo feroz e por uma polícia política especializada na

repressão sangrenta das aspirações e revoltas dos trabalhadores. Internamente, o regime fascista

era apoiado pelos grandes industriais monopolistas, pelos latifundiários e pela Igreja Católica,

enquanto que internacionalmente o regime era apoiado principalmente pelos imperialismos Britânico

e Americano, que beneficiavam da política benevolente do regime relativamente aos investimentos

Anglo-Americanos, da exploração do povo português e da oportunidade de fazer de Portugal um

baluarte contra o social-imperialismo soviético rival. Nos anos 60 e 70 do século XX, o fascismo

português tentou fazer andar para trás a roda da história e negou a independência formal aos povos

das colónias Africanas e Asiáticas, iniciando uma guerra que custou a ambos os lados profundas

perdas materiais e humanas e que empobreceu ainda mais Portugal. Durante o regime fascista,

Partido Comunista Português esteve sempre do lado das massas oprimidas, lutando heroicamente. Na

verdade, houve muitos comunistas portugueses que deram a própria vida na luta contra o fascismo,

defendendo os explorados e propagando o internacionalismo proletário. O PCP era uma secção

orgulhosa do Comintern de Lénine e de Estaline que lutou para concretizar a unidade contra o

capitalismo mundial dentro das regiões lusófonas. Infelizmente, o PCP é hoje num partido ultrarevisionista

que abandonou todo e qualquer espírito revolucionário e cuja principal função é enganar

as massas de forma a prolongar a vida do capitalismo.

Em 1974, o regime foi derrubado pela Revolução dos Cravos. Esta Revolução teve um carácter

democrático-burguês, e apesar de ter origens progressistas e populares ela acabou por conduzir á

implementação em Portugal de um regime burguês que persiste até hoje disfarçado de “democracia”.

Foi durante o período imediatamente a seguir á Revolução dos Cravos que o antigo Partido Comunista

Português (Reconstruído/Bandeira Vermelha) nasceu. Este partido defendeu a Albânia socialista e

baseava-se na correcta linha Marxista-Leninista do Partido do Trabalho da Albânia. Apesar de se ter

extinguido no início dos anos 1990, o PCP (R) pode ser considerado como o embrião da futura secção

portuguesa do Comintern (EH) e a sua experiência deve ser tida em alta estima revolucionária.

Desde 1986, Portugal está subjugado ao domínio totalitário da União Europeia imperialista e é ainda

uma das economias mais frágeis da zona Euro. Em Portugal existem inúmeros partidos Trotskistas,

Krushchevistas, Maoistas, etc. que tentam iludir as classes trabalhadoras direccionando-as para

objectivos errados, e isto para não falar dos partidos abertamente reaccionários e da mentalidade

conformista herdada do longo domínio fascista e que ainda hoje afecta grande parte da população

portuguesa. Na mesma linha, os sindicatos portugueses estão completamente infiltrados pelas

ideologias revisionistas e capitulacionistas e servem apenas para desanuviar as tensões a favor da

burguesia e para perpetuar o sistema capitalista.

 

Quanto ao Brasil, este país gigantesco é considerado como o mais desigual de toda a América do Sul

e um dos mais desiguais de todo o mundo em termos socio-económicos. No Brasil, a riqueza mais

fabulosa vive lado a lado com a miséria mais horrenda. Durante muitos séculos, o Brasil foi uma

colónia portuguesa que servia apenas para encher os bolsos dos reis portugueses com ouro e

diamantes (materiais que o Brasil ainda possui em abundância). Quando o Brasil se tornou

independente, o colonialismo Português foi substituído pelo colonialismo Britânico e mais tarde pelo

colonialismo Americano. Durante a segunda metade do século XX, o intervencionismo do

imperialismo Americano alcançou o seu auge com a imposição durante 20 anos de uma ditadura

militar reaccionária que torturou e assassinou comunistas e esquerdistas, vendeu os recursos

naturais do país ás multinacionais americanas, aumentou a dívida externa do Brasil (que é hoje um

dos países mais endividados do mundo) e agravou ainda mais as condições de vida do proletariado

brasileiro. Actualmente, o Brasil é uma nova potência imperialista que preenche os 5 critérios da

definição de Lénine do “imperialismo como fase final do capitalismo”. Devemos também sublinhar o

papel que ainda hoje é desempenhado pelo racismo na sociedade brasileira e que vem da época da

escravatura negra, sendo usado pelas classes dominantes brancas com o objectivo de dividir as

massas trabalhadoras brasileiras.

Relativamente ao movimento comunista Brasileiro, ele tem estado totalmente paralisado devido ás ideologias revisionistas e neo-revisionistas representadas pelo social-fascista Partido “Comunista” do Brasil social-fascista, que mesmo durante a sua suposta fase “anti-revisionista” e “Hoxhaista” foi dominado pelas tendências anti-socialistas e pró-capitalistas que impediram o proletariado Brasileiro de adquirir uma verdadeira consciência Marxista-Leninista. Actualmente, o PCB é um dos principais apoiantes do imperialismo Brasileiro que explora não apenas as classes trabalhadoras da América Latina, mas também as classes trabalhadoras de todo o mundo.

Para lutar contra a burguesia imperialista Brasileira e os seus lacaios neo-revisionistas do PCB, é essencial que os proletários Brasileiros criem um novo partido Estalinista-Hoxhaista que vai constituir a vanguarda das massas oprimidas Brasileiras, que as vai liderar em direcção á revolução socialista mundial, em direcção á realização da ditadura do proletariado mundial e em direcção ao socialismo e ao comunismo mundiais.

 

 

No que respeita á África lusófona (Angola, Moçambique, Guiné, Cabo Verde, etc. …), estes países

estiveram meio milénio (!!) sob o domínio colonial português, durante o qual foram ferozmente

explorados pela burguesia portuguesa. Depois de terem atingido a independência em 1975 (que estes

povos só conseguiram através de uma corajosa luta de libertação nacional anti-colonialista), estes

países viram-se no meio das rivalidades entre o Imperialismo Americano e o social-imperialismo

Soviético. Essas rivalidades impuseram violentas guerras civis que causaram milhões de vítimas (as

guerras civis de Angola e Moçambique são consideradas como tendo sido das mais sangrentas na

história de África). Finalmente, o social-imperialismo soviético triunfou e estes países começaram a

ser oprimidos pela burguesia imperialista soviética através dos seus lacaios locais, que tentavam

enganar as massas afirmando mentirosamente estarem a seguir uma linha “socialista” ou mesmo

“Marxista-Leninista”! (o Camarada Enver desmascara e expõe implacavelmente todos estes traidores

oportunistas e explica a situação Angolana de forma magistral no seu excelente livro “Imperialismo e

a Revolução”). Hoje em dia, os países africanos de língua portuguesa figuram entre os mais pobres

do mundo. As oligarquias dominantes nestes países conseguem lucros escandalosos através d

corrupção e da exploração do povo, enquanto negam a esse mesmo povo até os direitos

democráticos mais básicos. No entanto, devemos notar que estas oligarquias capitalistas e tirânicas

que governam os países africanos lusófonos contam com o apoio do social-imperialismo Chinês, que

deriva directamente das teorias reaccionárias e anti-Marxistas do “Terceiro Mundo” engendradas por

Mao Zedong e que tenta hoje atingir posições dominantes em toda a África. Por isso, os povos

africanos de língua portuguesa devem combinar a luta contra a burguesia local com a luta contra a

burguesia imperialista chinesa, que ainda tenta esconder o seu carácter agressivo e predatório atrás

da máscara da “ajuda socialista (!!) aos países do terceiro mundo”.

Os povos destes países possuem um sentido de revolta muito acentuado mas ainda desorganizado, e

se eles tomassem conhecimento acerca da ideologia Estalinista-Hoxhaista, isso iria certamente

inflamar a África lusófona com o fogo da revolução!

Na zona Asiática do mundo lusófono, devemos realçar o caso de Timor, um país cuja história recente

reflecte a barbaridade do imperialismo. Após se ter libertado do colonialismo português em 1975,

Timor foi invadido pelo regime indonésio do general Suharto, caracterizado por um anti-comunismo

brutal (apenas alguns anos antes este mesmo regime tinha massacrado selvaticamente entre

500.000 e 1 milhão de comunistas). Esta invasão ocorreu sob as ordens dos imperialismos Americano

e Australiano e contou também com o apoio do social-imperialismo Soviético e do social-imperialismo

Chinês (os mares de Timor são riquíssimos em petróleo). Durante a invasão indonésia, o reino de

terror imposto por Suharto exterminou um terço da população total (de 600.000 para 400.000

habitantes, segundo fontes burguesas), naquilo que pode ser qualificado como um dos maiores e

mais terríveis genocídios de toda a história em termos proporcionais. O movimento de resistência do

povo timorense contra a ocupação indonésia foi firmemente apoiado pelo Movimento Mundial

Marxista-Leninista do Camarada Enver Hoxha.

Politicamente, o povo timorense encontra-se numa situação muito semelhante á dos povos africanos

de língua portuguesa e o Estalinismo-Hoxhaismo fará certamente grande sucesso em Timor, porque a

ideologia Estalinista-Hoxhaista representa as mais profundas a aspirações do povo timorense.

Finalmente, o que é que podemos concluir de todas estas situações?

Em todas as zonas lusófonas do mundo, os efeitos negativos da exploração inerente ao sistema

capitalista-imperialista são sentidos pelas massas trabalhadoras oprimidas que, em alguns casos,

ainda não possuem uma consciência política satisfatória. Em geral, pensamos que o factor

revolucionário objectivo está preenchido nas zonas de língua portuguesa. Pelo contrário, é o factor

revolucionário subjectivo que está em falta. Para ultrapassar esta limitação, estes países necessitam

urgentemente de verdadeiros Partidos Comunistas, já que hoje em dia não existe um único partido

baseado na linha correcta do novo Comintern (EH ) nem nos 5 Clássicos do Marxismo-Leninismo em

nenhum dos países lusófonos. Para além disso, devemos também notar a influência regressiva que a

religião Católica ainda tem sobre a maioria dos povos de língua portuguesa.

No entanto, quando chegar o tempo da revolução socialista mundial, o proletariado lusófono irá

certamente superar todas estas dificuldades e, juntamente com todo o proletariado mundial, irá

acabar definitivamente com todos os sofrimentos e humilhações que o sistema capitalista-revisionista

e a burguesia reaccionária mundial lhe tem imposto.

Menção final: o Comintern (EH) agradece á tradutora portuguesa.

 

 

 

A Revolução Russa foi o teste final para a revolução proletária mundial.”

Nós não estamos a lutar somente pela nossa vitória socialista – nós lutamos pela vitória

dos trabalhadores de todo o mundo – juntamente connosco.”

A era da revolução proletária e comunista começou.”

Não há poder sobre a terra que consiga parar o movimento da revolução comunista

mundial.”

A fundação da Internacional Comunista foi a percursora da vitória do comunismo em todo

o mundo.”

Na sua essência, a Internacional Comunista não desapareceu – permanece até hoje e

também permanecerá no futuro.”

LÉNINE

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Viva o nonagésimo (90) ano do Comintern!

Viva o nonagésimo-segundo (92) aniversário da Revolução de Outubro!

7 de Novembro de 2009

Na ocasião do nonagésimo-segundo aniversário da Revolução de Outubro (1917) e do nonagésimo

aniversário do Comintern (1919), o Comintern / ML decidiu passar a designar-se COMINTER (EH ).

Nós explicámos esta mudança através da publicação da nossa declaração programática mundial,

escrita por Wolfgang Eggers e adoptada pelo Comité Executivo do Comintern (EH)

 

 

 

PLATAFORMA REVOLUCIONÁRIA MUNDIAL

DECLARAÇÃO PROGRAMÁTICA DA INTERNACIONAL COMUNISTA

 

A crise do parasítico, podre e moribundo sistema capitalista é a véspera da Revolução Socialista

mundial!

A presente situação internacional é uma situação revolucionária, caracterizada pelos seus colapsos

ruinosos e pelas suas dolorosas oscilações que alteram a vida de todos os seres humanos. O

imperialismo mundial condena o proletariado mundial e as massas do mundo inteiro ao abismo das

condições de vida mais catastróficas e intoleráveis. O imperialismo mundial gera o empobrecimento

das classes trabalhadoras, que nunca mais se livrarão desse empobrecimento sem eliminarem o

sistema que lhe dá origem. O capitalismo assinou já a sua sentença de morte, porque o mundo não

está disposto a sofrer mais a sua dominação. O poder do capitalismo mundial provoca a oposição

crescente das massas – o capitalismo mundial está condenado á morte.

O proletariado mundial, a única classe verdadeiramente revolucionária, compreende a sua missão

histórica e derrota os baluartes do imperialismo em todos os continentes. O proletariado mundial

conduz as massas com o objectivo de transformar o mundo antigo num mundo totalmente novo. Ele

derruba o poder do capitalismo mundial, elimina a exploração e a repressão e abole o mundo

miserável do capitalismo.

O proletariado mundial vai confiscar aos capitalistas de todo o mundo as suas riquezas e ao mesmo

tempo vai também eliminar a pobreza mundial. Através deste feito heróico e revolucionário que

marcará a história da Humanidade, o proletariado mundial obrigará a burguesia mundial a render-se,

chegando assim para esta a última fase da sua história.

A época do imperialismo mundial termina.

A época do socialismo mundial começa.

Não é surpreendente que todas estas profundas alterações não deixem a ciência do Marxismo-

Leninismo completamente intocada e imóvel.

De acordo com a sua natureza revolucionária, o Marxismo-Leninismo revolucionar-se-á e entrará num

novo capítulo da sua história. De facto, a instauração mundial do revisionismo conduzirá sem querer

á restauração mundial do Marxismo-Leninismo.

A internacional Comunista prova ser a primeira a desenvolver a sua estratégia e táctica a partir dos

factores objectivos e subjectivos da luta de classes mundial. Por si só, isto salienta a natureza

mundialmente revolucionária da Internacional Comunista.

Os revolucionários da Internacional Comunista nunca poderão revolucionar a sua luta global sem

primeiro revolucionarem a sua própria ideologia – de outra maneira, eles não conseguirão iluminar o

caminho da revolução socialista mundial.

O Estalinismo-Hoxhaismo é o Marxismo-Leninismo revolucionário dos dias de hoje.

O Estalinismo-Hoxhaismo é o desenvolvimento qualitativo do Marxismo-Leninismo para se tornar

na ideologia dominante do socialismo mundial.

Só há uma única força revolucionária capaz de salvar o mundo da destruição – é o proletariado

mundial.

Só há uma única ideologia que pode liderar o proletariado mundial até á vitória: a ideologia proletária

Estalinista-Hoxhaista.

Nós não temos intenção de proclamar a substituição formal do Marxismo-Leninismo. Meros apelos

não garantem a vitória da revolução socialista mundial. O proletariado necessita do nível

cientificamente mais avançado do Marxismo-Leninismo. Temos por isso o dever de desenvolver a

teoria do Estalinismo-Hoxhaismo que é, como é óbvio, baseada no Marxismo-Leninismo. Acima de

tudo, queremos aguçar o Marxismo-Leninismo como arma ideológica e com isso preparar o

proletariado mundial para as batalhas decisivas que em breve terão lugar. Os nossos esforços par

desenvolver qualitativamente o Marxismo-Leninismo não são feitos por acaso ou concebidos

arbitrariamente, eles são a expressão dos pontos de vista de classe que avaliam as mudanças

objectivas que ocorram nas relações de classe a nível mundial. É essencial que esta plataforma

programática seja publicada ainda antes da véspera da revolução socialista mundial.

Preâmbulo:

O apelo de Lénine é o ponto de partida para a nossa declaração programática mundial:

Por todo o mundo, o sistema burguês experimenta uma crise revolucionária de grandes

dimensões. Os partidos revolucionários devem agora provar na prática que possuem

compreensão e entendimento dos factos, contactos com as massas exploradas e

determinação e habilidade para transformar esta crise numa revolução vitoriosa.” (Lenin,

Volume 31, page 227; English edition).

Esta plataforma do partido Estalinista-Hoxhaista mundial tem como objectivo precisamente ajudar os

partidos revolucionários a provarem na prática aquilo que Lénine indicou.

Primeiro, as três definições mais importantes:

O que é o Estalinismo-Hoxhaismo?

O Estalinismo-Hoxhaismo consiste nas lições insubstituíveis dos 5 Clássicos do Marxismo-

Leninismo: Marx, Engels, Lénine, Estaline e Enver Hoxha.

Desenvolveu qualitativamente o Marxismo-Leninismo no sentido da transição mundial para

o socialismo, mais exactamente:

O Estalinismo-Hoxhaismo consiste na teoria e na táctica da revolução proletária mundial,

em geral e na teoria e na táctica da ditadura mundial do proletariado, em particular.

O que são as organizações Estalinistas-Hoxhaistas de novo tipo?

O proletariado mundial não possui outra arma na luta pelo poder mundial do que a sua

organização, que combina e centraliza as unidades de luta de todos os países.

A forma mais elevada de organização de classe do proletariado mundial é o partido

mundial Estalinista-Hoxhaista, a Internacional Comunista de tipo Bolchevique, o Comintern

(EH).

O novo tipo de organizações Estalinistas-Hoxhaistas são criadas pelo proletariado mundial

para unir e liderar a luta das divisões proletárias de todos os países com o objectivo

comum de derrubar a burguesia mundial, de estabelecer a ditadura mundial do

proletariado e de criar o socialismo global.

O Partido Mundial Estalinista-Hoxhaista é o continuador consciente do movimento de

classe do proletariado mundial.

O Comintern / EH é o continuador da tradição gloriosa da Internacional Comunista de

Lénine e de Estaline.

O que é o Movimento Mundial Estalinista-Hoxhaista?

O Movimento Mundial Estalinista-Hoxhaista é o Movimento Mundial dos 5 Clássicos do

Marxismo-Leninismo

O Movimento Mundial Estalinista-Hoxhaista nasceu da necessidade de renovar o glorioso

Movimento Mundial Marxista-Leninista do Camarada Enver Hoxha. Nós queremos libertá-lo

de elementos oportunistas para preservar o seu espírito revolucionário. Nós somos os

continuadores da grande tradição do Movimento Comunista Mundial de Marx, Engels,

Lénine, Estaline e Enver Hoxha.

O Movimento Mundial Marxista-Leninista renovado é guiado centralizada e

conscientemente pelo Partido Mundial Estalinista-Hoxhaista.

O Movimento Mundial Estalinista-Hoxhaista é o movimento globalizado das divisões

proletárias combatentes de todos os países com o intuito de fazer triunfar o proletariado á

escala mundial.

O Movimento Mundial Estalinista-Hoxhaista é o autêntico movimento internacional que vai

eliminar e remover o status quo do capitalismo mundial.

Estas três frentes da luta de classes do proletariado mundial – teoria, organização e movimento

estão unidas numa unidade dialéctica inseparável. Esta unidade é um dos princípios básicos do

Bolchevismo mundial. O seu domínio e conhecimento caracterizam um verdadeiro camarada

Estalinista-Hoxhaista.

Neste momento, devemos colocar a famosa pergunta de Lénine relativa á situação mundial:

Que fazer?

Não é claro e óbvio que a vitória do proletariado mundial está condenada ao fracasso se o

proletariado for para campo de batalha sem ser guiado pela sua teoria revolucionária?

Não é claro e óbvio que esta teoria revolucionária não pode ser aplicada com sucesso num só e

único país (ainda que socialista), numa época globalizada como aquela em que vivemos?

Não é claro e óbvio que o desenvolvimento da teoria do socialismo mundial necessita de uma

cooperação centralizada com o objectivo de sintetizar e generalizar as experiências passadas do

Movimento Comunista Mundial, necessita de uma estratégia e táctica globais que sirvam de guias

para a revolução socialista mundial?

Não é claro e óbvio que a teoria revolucionária mundial necessita de um partido revolucionário

mundial que organize sistemática e globalmente o trabalho de todos os Clássicos do Marxismo-

Leninismo?

Não é claro e óbvio que o proletariado mundial é incapaz de liderar e coordenar os seus esquadrões

de combate nos campos de batalha da luta de classes mundial sem o seu Estado-maior, sem o seu

partido revolucionário mundial?

Não é claro e óbvio que a revolução socialista mundial está condenada ao fracasso sem a liderança

do partido revolucionário mundial?

Não é claro e óbvio que a vitória global do socialismo é impossível se o proletariado mundial

renunciar ao seu partido mundial Estalinista-Hoxhaista que é totalmente livre de oportunismo,

irreconciliavelmente contra revisionismos e capitulacionismos e impiedoso com o sistema de

exploração e opressão que a burguesia mundial impõe aos povos?

Não é claro e óbvio que o objectivo da teoria e prática do partido revolucionário mundial é acima de

tudo organizar as massas revolucionárias em luta contra o capitalismo mundial?

Não é claro e óbvio que – na era da transição global para o socialismo – a unidade do movimento

proletário mundial apenas pode ser conseguida pelo mais revolucionário dos partidos Estalinistas

Hoxhaistas, apenas pode ser conseguida pela luta feroz contra todos os outros partidos e

organizações burgueso-revisionistas?

Não é claro e óbvio que não podemos tolerar elementos e tendências oportunistas dentro do nosso

movimento revolucionário mundial e que devemos purificá-lo desses elementos e tendências?

Não é claro e óbvio que a morte de qualquer movimento é provocada frequentemente pela

manutenção de elementos inimigos nas suas fileiras?

Não é claro é óbvio que a vitória da revolução proletária mundial é impossível sem derrotarmos o

neo-revisionismo (anti-revisionismo nas palavras – revisionismo nas acções).

Sem teoria Estalinista-Hoxhaista, não pode haver um Partido Mundial Estalinista-

Hoxhaista.

Sem Partido Mundial Estalinista-Hoxhaista não pode haver Movimento Mundial Estalinista-

Hoxhaista.

I

A Teoria Mundial Estalinista-Hoxhaista

O caminho revolucionário para o socialismo mundial

A História de toda a sociedade humana é a história das lutas de classes. Esta luta de

classes atingiu agora o seu ponto mais elevado – a revolução socialista mundial. Assim, a

luta de classes de hoje não deve ter por objectivo algo que não seja o derrube imediato do

capitalismo mundial, a instauração imediata da ditadura do proletariado mundial e a

preparação para a criação de uma sociedade socialista mundial.

A luta de classes globalizada actual é a força impulsionadora dos eventos mundiais.

A luta de classes actual é distinta de todas as que a precederam. É baseada nas

contradições de classes globais que atingem hoje a sua polarização mais extrema. A

história do mundo actual é determinada pelas relações globalizadas de classe e reflectem o

carácter global da luta pela extinção do sistema que lhes dá origem. São os povos do

mundo, as massas oprimidas que escrevem a História do mundo, não apenas ao

removerem e abolirem as relações globalizadas de classe, mas também ao construírem o

seu próprio mundo comunista e sem classes.

Resumidamente, podemos afirmar que na situação actual existem duas classes

antagónicas globais que lutam entre si: o proletariado mundial que tem como objectivo

conquistar o poder político e a burguesia mundial que tem como objectivo manter nas suas

mãos esse mesmo poder.

Guerra entre as classes mundiais!”

Que as armas da revolução combatam as armas da contra-revolução!”

Que a violência do proletariado mundial se vire contra a violência da burguesia mundial!”

Por “proletariado mundial” entendemos a classes trabalhadora global que consiste nos proletários

de todos os países que constituem uma classe que resulta dos modos de produção globalizados. O

proletariado mundial é a mais explorada e oprimida das classes existentes e é a classe decisiva no

confronto, derrube e liquidação da burguesia mundial.

Já não há classes isoladas ‘em cada lado da barricada’. Isto – e apenas isto – constitui a

base científica que permite falar acerca de uma nova revolução” (Lénine, Volume 26, página

37).

Com o começo do século XXI, o proletariado mundial inicia a entrada na época do socialismo mundial

que sucederá á época do imperialismo mundial. Com esta transição, a luta de classes global funda

um novo capítulo na história mundial.

A plataforma do Comintern/EH chama a atenção do proletariado mundial para esta mudança nas

relações de classe. Nós ensinamos o proletariado mundial a reconhecer o seu papel hegemónico de

liderança e a cumprir a sua missão revolucionária, tornando-se na força decisiva de desenvolvimento

social.

Só o proletariado mundial possui a audácia para unir e liderar todas as massas oprimidas e

exploradas. O proletariado mundial não tem qualquer consideração pelo mundo capitalista. Ele odeia

e condena o mundo capitalista. O proletariado mundial deve cumprir sem hesitações a sua missão de

liderar a luta das classes oprimidas mundiais, removendo assim todos os obstáculos á sua libertação.

O proletariado mundial nada tem a perder senão as cadeias. Pelo contrário, tem um mundo a ganhar.

Na época do socialismo mundial, o proletariado global surge como a classe dominante que determina

o curso da história do mundo.

O partido mundial proletário, o Comintern /EH, considera-se o depositário da consciência políticoideológica

do proletariado mundial e prepara esta classe para o seu próximo domínio. Lidera a classe

proletária global para a vitória do socialismo e lidera-a também, mais tarde, para a vitória do

comunismo mundial.

No que respeita ás relações de classe globais. O proletariado de um só país necessita da liderança do

proletariado mundial para atingir a vitória. Só o proletariado mundial – como líder da luta de classes

global – será capaz de remover o comando dos destinos das nações das mãos do capitalismo

mundial. Os proletários de todo o mundo necessitam da ditadura do proletariado sobre a burguesia

mundial. E eles só conseguirão tudo isto se se organizarem como divisões de um exército

centralizado mundial – liderado pelo seu Estado-maior global e acompanhado por todos os seus

aliados de classe.

A sociedade capitalista global dividiu-se em dois campos antagónicos – o campo da burguesia

mundial e o campo do proletariado mundial. Cada um destes campos possui o seu próprio centro – o

centro revolucionário do proletariado mundial e o centro contra-revolucionário da burguesia mundial.

Um dos principais princípios do proletariado mundial consiste em unir os seus aliados de classe contra

os capitalistas mundiais, mobilizá-los e liderá-los numa frente unida contra o capitalismo. Por sua

parte, a burguesia mundial tenta unir os seus aliados numa frente contra-revolucionária com o

propósito de defender o capitalismo mundial.

A favor ou contra o capitalismo mundial – esta é a linha de demarcação entre os dois campos

hostis, entre os dois movimentos antagonistas que lutam entre si numa escala planetária. A vitória ou

a derrota do capitalismo mundial decidirá o futuro do mundo:

Barbárie mundial ou socialismo mundial?

Não há outra alternativa.

Nunca houve “três mundos” nem “quatro mundos”, etc. E actualmente o mundo nem sequer se

encontra dividido entre o mundo capitalista e o mundo socialista. Hoje em dia existe apenas um

mundo capitalista dominado pelo imperialismo mundial. Isto significa que a anterior linha do

movimento comunista internacional já não é válida porque já não existem estados socialistas. O

Comintern /EH reviu a antiga Linha Geral do Movimento Comunista Mundial e elaborou a nova Linha

Geral em 2001. Através desta declaração programática mundial, a Linha Geral do Comintern /EH foi

corrigida, melhorada e completada.

Como resultado do novo modo de produção á escala global, o proletariado mundial formou uma

classe também global mas isto diz respeito apenas ao seu estatuto económico e não significa que o

proletariado global tenha ganho ainda uma consciência de classe global. A “Guerra entre as classes

mundiais!”, é essencialmente uma guerra pelo poder político de classe, é em primeiro lugar uma luta

política mundial. Consequentemente, nestas condições, o proletariado mundial precisa do seu próprio

partido político.

Com o seu partido-líder, o proletariado mundial em luta torna-se uma classe conscientemente

organizada, torna-se numa verdadeira classe socialista, baseando-se na sua própria política

revolucionária mundial – demarcando-se das políticas do mundo capitalista em geral e do mundo

revisionista em particular.

Apenas durante o curso de lutas de classes bem organizadas e conscientes entre o proletariado

mundial e a burguesia mundial a revolução mundial se tornará invencível.

A revolução socialista não se encontra reduzida a um impulso momentâneo. Ela é apenas o apogeu

de uma sucessão de lutas de classes longas e complicadas. A luta de classes agudizar-se-á ainda

mais depois da vitória da revolução socialista. De facto, o período de transição para o socialismo é

inevitavelmente um período de vitórias e derrotas. A revolução socialista só pode resultar de um

período mais ou menos extenso de lutas de classe á escala mundial.

O proletariado mundial já não necessita apenas de uma simples consciência socialista, nem sequer da

consciência socialista do proletariado de um único país, como nos tempos do socialismo “num só

país”.

A definição da nova consciência socialista traduz-se numa:

consciência socialista mundial,

que é a consciência do proletariado revolucionário mundial no sentido de aplicar os

ensinamentos dos 5 Clássicos do Marxismo-Leninismo para a conquista do poder político,

para a concretização do socialismo mundial.

Nestas condições, só podem ser revolucionários aqueles que apelam á consciência

socialista mundial com o objectivo de servir incondicionalmente o proletariado

revolucionário.

Apenas esta consciência é capaz de conduzir a classe trabalhadora globalizada á

eliminação da escravatura assalariada e das condições de vida miseráveis. A consciência

socialista mundial possibilita que o proletariado mundial consiga criar melhores condições

de vida num mundo sem capitalismo.

Apenas quando o proletariado mundial adquirir uma consciência socialista completa é que estará

preparado para a revolução mundial – tanto objectiva como subjectivamente.

A vitória da revolução mundial depende do acordo entre os factores objectivos e subjectivos em cada

situação revolucionária.

Quanto mais elevado for o grau de correspondência entre os factores objectivos e

subjectivos numa dada situação revolucionária, maiores são as possibilidades de vitória.

Este princípio significa que uma situação revolucionária á escala mundial deve tornar-se num

processo revolucionário consciente.

Apenas quando as classes trabalhadoras de todos os países formarem um todo global, então o

proletariado mundial estará em posição não apenas de interagir mas também de retroagir entre todos

os países. Desta forma, os diferentes países alcançarão um poder completo como divisões do exército

revolucionário mundial que será o exército mais poderoso e revolucionário em toda a história da

sociedade de classes.

A centralização e concentração da força proletária serão atingidas se as divisões de todos os países

(sem excepção) se unam como partes de um todo.

Não são as classes trabalhadoras dos diferentes países que se unem a si próprias. Pelo contrário, é o

proletariado mundial que une as classes trabalhadoras de todos os países. Este princípio corresponde

ás leis objectivas do desenvolvimento da contradição entre o trabalho mundial e o capital mundial.

Trata-se da negação do capital nacional pelo capital mundial, a negação o trabalho nacional pelo

trabalho mundial que resulta do modo globalizado de produção capitalista que divide o mundo em

duas classes irreconciliáveis.

É, pois, o capitalismo mundial que transforma os proletários de todos os países em partes

constituintes e objectivas de uma classe global. E é o Partido Mundial Estalinista-Hoxhaista que

transforma estas partes constituintes e objectivas em partes subjectivas da classe proletária mundial.

Ele harmoniza o carácter subjectivo e objectivo de todas estas partes desta classe global nos

diferentes países.

O objectivo da luta de classes do proletariado mundial é basicamente a sua luta pela eliminação da

inevitabilidade da oposição entre as forças produtivas, por um lado, e as relações de produção, por

outro lado, nas condições do capitalismo globalizado e das suas crises.

O propósito das lutas de classe actuais é libertar as leis do desenvolvimento económico não apenas

dos tentáculos da propriedade privada capitalista global, mas também abolir a inevitabilidade da

contradição acima referida. Isto significa abolir a inevitabilidade da exploração do homem pelo

homem. Apenas desta maneira, a lei do desenvolvimento económico (concordância entre as forças

produtivas e as relações de produção) pode servir o proletariado mundial, pode servir a Humanidade.

O objectivo da luta de classes actual é o derrube da burguesia dominante mundial e o

estabelecimento da ditadura armada do proletariado mundial. Isto significa: harmonização da

superestrutura global com o modo de produção geral de cada país do mundo (por exemplo, a criação

da União Mundial dos Estados Socialistas, de um sistema mundial de sovietes de trabalhadores,

camponeses e soldados, etc. …).

Com esta combinação entre meios e objectivos, a lei da luta de classes global verificar-se-á e

atingirá a sua meta.

A luta dos trabalhadores de todo o mundo só se tornará numa luta de classes verdadeiramente

internacional se todos os elementos progressistas das classes trabalhadoras de todos os países se

consciencializarem do facto de que cada proletário pertence ao proletariado mundial e de que os

proletários de todo o mundo devem, nas presentes condições, dirigir a sua luta não apenas contra os

capitalistas do seu próprio país, mas também e sobretudo contra a classe mundial dos capitalistas,

destruindo os governos e as associações capitalistas internacionais que são instrumentos do domínio

de classe da burguesia mundial.

Só quando os proletários de todos os países tenham consciência de serem partes constituintes e

militantes do proletariado mundial, apenas quando eles reconheçam a sua própria luta quotidiana no

seu país como parte imanente da luta de classes contra a burguesia mundial e o seu aparato de

opressão, então a sua luta poderá ser qualificada de luta de classes á escala global.

As condições de uma classe tomadas como um facto em si próprio não chegam para determinar o

carácter revolucionário dessa classe. A consciência e a luta revolucionárias de uma classe definem

bastante melhor o seu carácter revolucionário. Este princípio aplica-se não só ao proletariado de cada

país mas também ao proletariado mundial.

 

Não é o facto do proletariado mundial englobar partes constituintes e indiscutíveis do proletariado de

cada país que determina o carácter revolucionário desse mesmo proletariado mundial.

Da mesma forma, não é a quantidade de membros mas sim a consciência e a luta

revolucionárias mundiais desenvolvidas pelo proletariado que determinam o seu carácter

revolucionário. Este é o ABC dos ensinamentos actuais do Estalinismo – Hoxhaismo.

Ainda assim, algumas actividades de classe neste ou naquele país parecem, por vezes, desenvolverse

mais rapidamente do que as do proletariado mundial como um todo, mas podemos observar que o

proletariado mundial começa a mover-se cada vez mais rapidamente em direcção á revolução

mundial. Isto sucede porque a luta de classes global nasce das contradições de classe mais gritantes

do novo modo de produção capitalista á escala global.

Estas contradições não devem ser igualadas com as antigas contradições do modo de produção

capitalista num único país. Assim, o proletariado mundial torna-se a força dominante das lutas de

classes em cada país do mundo.

As armas com as quais a burguesia mundial combateu e combate o advento da sociedade socialista

virar-se-ão agora contra essa mesma burguesia.

A burguesia mundial não apenas forjou com as suas próprias mãos as armas que a condenarão á

morte, como também globalizou o capitalismo mundial porque ela segue forçosa e inevitavelmente a

lei capitalista da maximização dos lucros.

Desta forma, a burguesia mundial também globalizou a classe que ditará o seu desaparecimento – o

proletariado mundial.

A consequência da unificação e polarização da burguesia mundial é a unificação e a polarização do

proletariado mundial. A centralização do poder mundial nas mãos da burguesia conduz

consequentemente á centralização do poder mundial nas mãos do proletariado mundial.

Assim, a globalização do proletariado é a pré-condição para a concretização da sua força

internacionalista e esta é a chave para o derrube final do capitalismo, é a chave para garantir que o

capitalismo nunca mais voltará a ser restaurado, uma garantia que o proletariado que constrói o

socialismo num só país nunca poderia ter. De facto, mesmo que os trabalhadores de um determinado

país vençam temporariamente a burguesia, tal não se deve á presença da sociedade socialista neste

ou naquele país, tal não se deve á presença do campo global-socialista, mas sim á unificação dos

trabalhadores na futura classe revolucionária mundial.

O Estalinismo-Hoxhaismo ensina ao proletariado mundial que a vitória nas presentes

condições da globalização é possível sem a existência (!!) do socialismo “num só país”.

O desenvolvimento das contradições catastróficas do imperialismo mundial, que inevitavelmente

conduz á guerra, o crescimento do movimento revolucionário mundial – tudo isto faz com que a

vitória do proletariado á escala mundial seja não só possível como também absolutamente

necessária (!!).

Antigamente, a vitória era possível num único país. As s acções conjuntas do proletariado dos países

mais avançados não eram necessárias para alcançar a vitória sobre a burguesia mundial. Hoje em

dia, a vitória sobre essa mesma burguesia é possível através de acções conjuntas do proletariado de

todos os países devido á degenerescência do imperialismo mundial, que é caracterizado por

profundas crises, doenças agudas e mesmo colapsos. A verdade, é que estes novos desenvolvimentos

podem mesmo ser vistos como uma confirmação Estalinista-Hoxhaista da negação da negação do

socialismo “num só país”.

A falta de mobilidade dos proletários de todos os países era baseada na falta de centralização

internacional. Isto causou dificuldades no re-estabelecimento do socialismo “num só país” e na reconquista

da ditadura do proletariado “num só país”, etc.

 

Todos estes obstáculos serão ultrapassados pelo movimento comunista e proletário centralizado e

global que confrontará o poder político centralizado do capitalismo mundial, que a cada dia que passa

mergulha em crises cada vez mais profundas.

Deste modo, o proletariado mundial pode imaginar todas as consequências nocivas e fatais de mais

de meio século de luta (1943-2000) sem a sua Comunista Internacional.

Deste modo, o proletariado mundial pode comprovar a traição dos revisionistas que provocaram a

dissolução do Comintern. A História do Movimento Comunista Internacional demonstra que passou a

maior parte do tempo sem uma Internacional Comunista. Isto sem esquecer os Partidos Comunistas

que tiveram de lutar sem um partido mundial centralizado.

Esta falha influenciou o carácter do Movimento Comunista Internacional. Consequentemente, isto

conduziu á subestimação do papel da Internacional Comunista bem como no que respeita á luta de

classes “num só país”. E – de facto – isto acelerou o slogan revisionista do “caminho nacional para o

socialismo”.

Deste modo, o proletariado mundial pode imaginar o valor da fundação do Comintern / ML no ano

2000 – o início de um novo século com uma nova Internacional Comunista.

Apenas o proletariado mundial – desenvolvendo-se como uma classes independente e auto-suficiente

– pode atingir a necessária centralização táctica dos proletários de todos os países.

É o proletariado mundial que modela e modifica a formação dos proletários de cada país e não o

contrário – da mesma forma que o capital nacional foi modelado e modificado pela forma global do

capital. O proletariado mundial é o factor dominante que transforma todos e cada país em divisões do

exército proletário mundial.

O modo de vida da burguesia mundial está condenado a ser substituído pelo modo de vida do

proletariado mundial, a classe sem propriedade. A burguesia mundial é incapaz de permanecer na

sua posição de classe dominante devido á lei capitalista que a obriga a procurar o máximo lucro.

Ela é incapaz de continuar a dominar o mundo porque ela é incompetente para assegurar o seu

domínio sobre as classes exploradas dentro do actual sistema de exploração global.

A globalização do capital foi fortalecida pela exploração e opressão dos diferentes países, chegando

ao ponto de a quantidade de capital e trabalho extraídos a estes países ser tal que os levam á

bancarrota – estes países estão permanentemente na corda bamba em termos económicos e

políticos.

O capitalismo mundial conduz biliões de pessoas a uma situação de tal modo insustentável que, para

apaziguar as tensões, o próprio capitalismo tem de alimentá-las em vez de as explorar, como era sua

intenção.

A sociedade mundial já não pode viver sob o domínio da burguesia mundial, pois a sociedade mundial

não deseja perecer juntamente com o capitalismo mundial.

Com a globalização da economia mundial, a burguesia condena á destruição a sua própria existência

ao criar cadeias globais de relações privadas de produção.

A burguesia mundial produz assim o proletariado mundial – o seu coveiro.

A burguesia mundial acaba mesmo por “dar origem” aos líderes comunistas que esclarecem e

confirmam a questão da socialização da propriedade privada da produção global como a questão

básica do movimento revolucionário mundial – (“expropriação dos expropriadores!”).

A eliminação da propriedade privada da produção global é o único método eficaz para quebrar as

cadeias da escravatura assalariada capitalista que enriquece e aumenta o poder da burguesia.

 

Sob as condições da globalização, as acções da classe trabalhadora de cada país assume directa e

imediatamente um carácter global. Pela primeira vez na história, a globalização objectiva da classe

proletária corresponde na perfeição ao carácter do internacionalismo proletário. E apenas porque as

novas formas de luta globalizadas podem ser harmonizadas (!) com o carácter internacionalista do

proletariado nas condições globalizadas de hoje, e por isso a luta de classes proletária e globalizada

atinge a sua maior e mais completa eficácia, a qual será forte o suficiente para conseguir uma vitória

sobre a burguesia mundial numa escala global.

Assim:

A actual crise da globalização capitalista é a véspera da revolução socialista mundial!

Quais são, no tempo presente, os fundamentos económicos da revolução socialista

mundial?

Actualmente, testemunhamos a maior crise económica e global do sistema capitalista e que resultou

do conflito provocado pela oposição entre o carácter privado das relações de produção, por um lado,

e o carácter social das forças produtivas globais, por outro. O carácter privado dos meios de produção

globais encontra-se também em flagrante discordância com o carácter social da produção global.

Esta discordância global é causa e efeito da actual crise económica global que conduz á destruição

global das forças produtivas (sobreprodução). Esta é precisamente a base económica da revolução

global, da revolução socialista mundial, cujo destino é destruir as relações de produção existentes e

criar novas relações de produção que se harmonizem globalmente com o carácter das forças

produtivas globais.

Atravessamos hoje uma situação mundial objectivamente revolucionária que requer uma estratégia e

táctica de luta de classes revolucionária específicas e elas são as estratégias e as tácticas

globalizadas do Comintern / EH.

Agora, devemos falar acerca da existência das condições objectivas para a revolução mundial

dentro do sistema económico imperialista global, visto como um todo.

Mesmo que existam certas irregularidades uniformes no desenvolvimento de certos países, isso não

será um obstáculo porque o sistema global já se encontra objectivamente pronto para a revolução

mundial.

A centralização do capital global requer a centralização das forças organizativas da

revolução socialista. Do capitalismo nasce o capitalismo global. Da revolução socialista

nasce a revolução socialista mundial – não directamente através da revolução socialista “num só

país”, mas através da agudização das contradições do capital global.

Se o proletariado mundial é a única força que pode revolucionar a sociedade mundial como um todo,

então o proletariado mundial é também a fonte do movimento revolucionário á escala planetária. O

proletariado mundial inicia a mobilização global e estende a vitória das massas a todos e cada um dos

países do mundo.

O proletariado mundial possui todos os meios materiais que são necessários para construir

o socialismo mundial. Assim, o proletariado mundial pode e deve suplantar o poder da burguesia

mundial com o apoio dos seus aliados de classe para construir o socialismo com os materiais e

propriedades que o capitalismo deixou para trás.

A história da classe proletária globalizada é a história da revolução mundial globalizada.

A globalização da revolução proletária mundial é determinada por certos pontos cruciais como a base

científica das novas relações de classe nas condições políticas económicas da globalização e que

determinam a nova política revolucionária do Comintern / EH.

 

A política do Comintern /EH é uma política global, na verdade ela é a política da vanguarda

da classe proletária global, uma nova política mundial que é baseada nos ensinamentos

dos 5 Clássicos do Marxismo-Leninismo.

A dialéctica da história recente demonstra que a crise global acelerou muitíssimo a socialização dos

monopólios capitalistas mundiais. Isto significa que as condições materiais básicas do futuro

mundo socialista encontram-se asseguradas da melhor forma possível.

Já Marx tinha previsto a inevitabilidade da transformação da sociedade capitalista na

sociedade socialista como sendo uma lei económica de carácter objectivo. Marx e Engels

descreveram no “Manifesto Comunista” a tendência do capitalismo para a globalização, em

consequência da qual a revolução socialista também teria uma tendência inerente para se

globalizar. A globalização do capitalismo é a última etapa antes da instauração do

socialismo mundial!

O socialismo mundial consiste num estado globalizado que detém o monopólio do poder

político e que serve todos os povos do planeta ao mesmo tempo que elimina de uma vez

por todas os monopólios capitalistas mundiais.

Perante estas condições, não podemos ficar de braços cruzados, simplesmente a ver como se

desenrola a crise global. Nós temos de nos manter a par da presente situação revolucionária mundial.

Devemos avançar directamente para o socialismo mundial sob pena de permanecermos na solidão do

isolamento nacional. O modo global de produção inviabilizou a reconquista do socialismo “num só

país”. No entanto, todas as portas se encontram abertas no sentido da luta pelo estabelecimento dos

países socialistas mundiais, sem as limitações provenientes do socialismo “num só país”.

Os países socialistas mundiais representam a solução para o problema do isolamento do socialismo

nas condições do cerco capitalista-revisionista. Os países socialistas mundiais significam o fim das

situações em que a ditadura do proletariado “num só país” se vê forçada a partilhar o poder com a

ditadura mundial da burguesia.

O Estalinismo-Hoxhaismo preconiza o abandono da velha fórmula do socialismo “num só país” e a sua

substituição por uma nova fórmula, a fórmula que conduz á criação dos “países socialistas á

escala mundial”. O requisito do socialismo “num só país” era válido no período histórico dos inícios

do socialismo. A globalização possibilitou que o socialismo “num só país” já não seja uma condição

necessária e essencial para a revolução mundial. O socialismo “num só país” serviu em tempos a

revolução global. Actualmente, já não o pode fazer porque não existem países socialistas e também

porque não poderia subsistir como antigamente nas modernas condições da globalização.

A luta pelo socialismo deve forçosamente passar pelo avanço em direcção á revolução

mundial e abrir o caminho para a globalização do socialismo!

Hoje em dia, a globalização corresponde a um processo que é contrariado pelo próprio sistema

capitalista que lhe dá origem, porque quanto mais a globalização avança, maiores e mais profundas

serão as crises cíclicas desse sistema. Assim, é o próprio capitalismo que tenta contraditoriamente

bloquear o aprofundamento da globalização! O proletariado mundial deve, portanto, remover este

bloqueio se quiser estender o socialismo a todo o planeta!

E uma questão de vida ou de morte que exige que as forças do proletariado mundial peguem em

armas e tomem o poder político mundial com o objectivo de fazer uso dos meios de produção globais,

de desenvolver esses mesmos meios de forma a abrir caminho para uma nova ordem

económica socialista. Este é o único caminho para ultrapassar as inevitáveis crises cíclicas do

capitalismo. Esta é a única alternativa para evitar a crescente pauperização das massas. Não há outro

caminho. Quem tem medo de marchar em direcção ao socialismo mundial não está obviamente

preparado para fazer parte do exército proletário mundial!

Com a globalização, o capitalismo cumpriu o seu último dever. No momento da sua mais profunda

crise, o capitalismo coloca o mundo globalizado ás portas da revolução mundial que conduzirá ao

 

derrube da burguesia global. O proletariado mundial é maduro e forte o suficiente para fazer dos

proletários de todos os países uma autêntica base para a remoção do capitalismo mundial.

A vitória do socialismo nos tempos actuais corresponde nada mais, nada menos do que á vitória do

socialismo mundial – baseada no proletariado mundial como a classe dominante global, como a força

condutora do novo campo global-socialista.

No entanto, a conquista do poder global não é um problema crucial tendo em conta o crescente

poderio de muitos milhões se soldados proletários. Na realidade, o principal problema consiste na

transmissão do poder global para cada país. Este processo de transmissão é, estrategicamente, o

ponto mais fraco da revolução mundial.

O estabelecimento da ditadura do proletariado em cada país torna-se possível e necessário através

do poder global do proletariado mundial. A destruição do entrelaçamento global – que liga os países

capitalistas uns aos outros e ao capitalismo mundial – é uma pré-condição absolutamente necessária

para a vitória sobre o capitalismo em cada país. O proletariado revolucionário mundial, tomado como

um todo completo, criará as condições para a vitória global como pré-condição da vitória do

proletariado de cada país. Desta forma, o proletariado mundial substitui o proletariado de cada país

no papel de alavanca e de base da revolução á escala planetária.

O papel de alavanca e de base da revolução mundial não são determinados estaticamente, mas sim

dialecticamente dentro das várias fases de todo o processo;

Em primeiro, o derrube global e em segundo lugar o derrube nacional do capitalismo.

Para o derrube global e centralizado da burguesia global, o proletariado mundial necessita de se

aperfeiçoar no seu papel de alavanca e de base da revolução, recrutando divisões de guerra em todos

os países. Esta é a primeira fase da revolução mundial.

Na segunda fase da revolução mundial, os proletários de cada país precisam do proletariado mundial

como alavanca e base para o derrube da burguesia nos seus respectivos países.

As duas fases da revolução mundial são basicamente determinadas pela divisão do poder capitalista

em capitalismo mundial, de um lado, e capitalismo nacional de cada país, por outro lado. Senão

atentarem neste facto importantíssimo, os proletários põem em risco a sua vitória comum. A

revolução mundial estaria condenada antes mesmo de se iniciar.

A transformação de cada estado burguês em estado proletário – para consolidar a ditadura mundial

do proletariado – deve pois ser atingida imediatamente. E é exactamente esta a parte mais

complicada, difícil e perigosa de todo o período de processamento da revolução mundial. Este é o

melhor momento para a contra – revolução impedir a vitória do proletariado mundial e tentar isolá-lo

em cada país. Todo este processo fracassa se a contra-revolução for bem sucedida na sua tentativa

de impedimento da consolidação da revolução nos países.

Este problema pode ser resolvido com o auxílio da doutrina Marxista da permanência da revolução.

Apenas são necessárias algumas pequenas modificações acessórias de adaptação ás condições

globalizadas de hoje. Falaremos agora acerca da permanência global da revolução socialista

mundial. Colocamos assim algumas modificações dentro da citação da Karl Marx que melhor nos

parece provar a essencialidade da permanência global da revolução mundial actual.

Karl Marx descreveu a permanência da revolução da seguinte maneira:

Enquanto o pequeno burguês deseja finalizar a revolução o mais rapidamente possível a

partir da implementação das exigências referidas [actualmente: fica satisfeito com o simples

acto do derrube global da burguesia pelo proletariado mundial – nota do editor], é nosso dever e

interesse fazer com que a revolução seja permanente [actualmente: conduzi-la a cada país e

consolidá-la], até que todas as classes proprietárias tenham sido mais ou menos removidas

do poder [actualmente: em todos os países – nota do editor], o poder estatal conquistado pelo

proletariado e seus associados, não apenas num país [actualmente: não apenas á escala global

 

– nota do editor], mas sim em todos os países mundialmente dominantes [actualmente: mas

sim em cada um dos países do mundo – nota do editor] progrida tão rápida e profundamente

que a competição entre os proletários dos vários países cessou e que pelo menos as forças

produtivas estejam concentradas nas mãos do proletariado [actualmente: nas mãos do

proletariado mundial – nota do editor]; (Marx/Engels: “debate do secretariado central para o Bund

em Março de 1850”, Obras escolhidas em dois volumes, Volume I, página 97, Edição Alemã).

O Estalinismo – Hoxhaismo ensina que a permanência da revolução mundial e a

permanência da revolução em cada país estão relacionadas dialecticamente entre si.

A teoria da permanência da construção do socialismo mundial é a teoria da elaboração da

concordância permanente entre a construção do socialismo global e a construção do

socialismo em cada país.

Os partidos Comunistas dos seus respectivos países cobrirão a retaguarda da Internacional

Comunista enquanto despedaça os baluartes do capitalismo global.

Os partidos Comunistas de cada país determinarão como implementar e fortalecer o poder proletário

nos seus próprios países. O sucesso do desenvolvimento da revolução mundial depende dos

desenvolvimentos revolucionários em cada país. Finalmente, a permanência da revolução mundial

decide, em última instância, da vitória ou da derrota da ditadura mundial do proletariado.

Apenas as revoluções socialistas em cada país serão capazes de assegurar, consolidar e garantir a

vitória do proletariado mundial.

No entanto, nunca é demais lembrar que tudo isto não pode nem vai acontecer se o proletariado

mundial não conseguir reverter a balança do poder. A revolução em cada país não pode garantir a

sua vitória sem a destruição do poder imperialista mundial. Este é um pré-requisito básico para a

vitória da revolução mundial.

Estes são os dois elementos mais importantes da revolução mundial: tomada do poder global e o

papel essencial dos países na protecção da retaguarda dessa mesma tomada do poder.

Se a combinação de ambos estes elementos não for estrategicamente harmonizada de acordo com as

mudanças de condições durante o processo da revolução mundial, então a vitória não poderá ser

completamente atingida. Isto significará complicações e dificuldades adicionais que devem ser

tomadas em conta ANTES da Internacional Comunista lançar a ordem de pegar em armas. De outra

maneira, produzir-se-iam inevitavelmente sacrifícios desnecessários.

A abolição final das raízes capitalistas nos vários países não pode ser levada a cabo pelo poder do

proletariado mundial como força substituinte do poder do proletariado de cada país. Teremos de

considerar que o modo de produção capitalista global foi construído sobre a base capitalista existente

nos países. Assim, esta situação permanece um factor sério que não pode ser ignorado. Os modos de

produção nacionais encontram-se ainda presentes e formam uma unidade indivisível em conjunto

com o modo de produção globalizado.

Neste contexto, Lénine criou a mais importante das leis universais do capitalismo (que se divide

em duas partes):

O capitalismo em desenvolvimento abarca duas tendências históricas relativas á questão

nacional.

A primeira é o despertar da vida e dos movimentos nacionais, a luta contra toda a opressão

nacional e a criação de estados-nações.

A segunda é o desenvolvimento e o crescimento de diversas formas de relações

internacionais, o atenuamento das fronteiras nacionais e a criação da unidade

internacional do capital, bem como da sua vida económica, política, científica, etc.

 

Ambas estas tendências constituem uma lei universal do capitalismo.

A primeira predomina no início do seu desenvolvimento, a segunda caracteriza um

capitalismo maduro que se move em direcção á transição para a sociedade socialista”

(Lénine, Volume 20, página 27, edição Inglesa).

A segunda tendência corresponde á globalização actual. Nós, Estalinistas-Hoxhaistas, não podemos

ignorar a importância da presente efectividade da primeira tendência que ainda existe como parte da

acima referida lei universal e indivisível do capitalismo. O Estalinismo-Hoxhaismo toma ambas as

tendências em consideração nas condições da actual globalização:

O Estalinismo-Hoxhaismo é a teoria e a táctica da exploração das interacções das

contradições antagonistas entre ambas as tendências do capitalismo pela revolução

mundial!

O imperialismo mundial é caracterizado pelas contradições antagonistas entre ambas as tendências e

é por isso incapaz de aproximar e unir as diferentes nações. Muito pelo contrário, o imperialismo

mundial baseia-se na exploração e opressão nacionais (Estaline).

No entanto, para os Comunistas, estas tendências são apenas dois lados do mesmo

problema respeitante á libertação dos povos oprimidos do domínio imperialista. Porque os

Comunistas sabem que a união de todas as nações numa economia mundial unificada só é

possível na base da concordância voluntária e da confiança mútua” (Estaline: “ Os

Fundamentos do Leninismo”, capítulo: “a questão nacional”).

O espírito do internacionalismo proletário reflecte o apoio das forças anti-imperialistas, a

solidariedade com as nações que são exploradas e oprimidas pelo imperialismo mundial. O

Estalinismo-Hoxhaismo ensina-nos a usar a luta imperialista dos povos explorados e oprimidos como

uma alavanca essencial para a revolução socialista mundial.

Porquê?

Através da globalização, o capitalismo impôs a sua vontade sobre cada país do mundo e alterou

consequentemente o carácter dos movimentos de libertação nacional. A lei universal do capitalismo

enunciada por Lénine significa que, na fase inicial do seu desenvolvimento, o carácter nacional destes

movimentos prevalece, enquanto que a globalização lhes confere uma matriz internacional, dá-lhes

um carácter anti-imperialismo mundial e prepara os povos para o socialismo mundial, aproxima-os do

proletariado mundial com quem formam uma frente unida á escala global.

A junção do movimento mundial proletário com os movimentos de libertação nacional numa ÚNICA

frente contra o imperialismo, esta é a pré-condição para a realização da lei universal do socialismo.

O Estalinismo-Hoxhaismo compreende tanto a lei universal do capitalismo como a lei universal do

socialismo e encara-as como uma reflexão dos processos objectivos que ocorrem por si mesmos,

independentemente da vontade dos próprios povos. Isto não quer dizer que os povos não possam ter

influência na confirmação da predominância dos efeitos da lei universal do socialismo sobre a lei

universal do capitalismo. É óbvio que devemos aprender a controlar estas leis: a enfraquecer e

restringir os efeitos da lei universal do capitalismo e a promover e fortalecer os da lei universal do

socialismo.

Nós só podemos liderar com sucesso a nossa luta pelo socialismo mundial se conseguirmos

harmonizá-la coma lei universal do socialismo.

O Estalinismo-Hoxhaismo deriva da lei universal do socialismo enunciada por Lénine:

A lei universal do socialismo possui duas tendências:

A primeira tendência:

 

O despertar do movimento socialista em países isolados, formação do sistema soviético de

operários, camponeses e soldados numa escala nacional, o apontar na direcção do

socialismo “num só país”, a luta contra a exploração e a opressão em países isolados, a

luta pelo direito á auto-determinação, a luta pela revolução em países isolados, surgimento

de nações socialistas, queda dos elos mais fracos da cadeia global do capitalismo,

coexistência do socialismo com o capitalismo e verificação da ditadura do proletariado

num só país” [martelo, foice e espingarda].

A segunda tendência:

O despertar da unidade do proletariado mundial, do movimento socialista global e da

revolução socialista mundial; eliminação das barreiras nacionais que entravam o

movimento mundial Marxista-Leninista, destruição do cerco imperialista-revisionista de

países isolados, destruição de toda a rede do imperialismo mundial pela comunidade global

dos povos sobre sob a liderança do proletariado mundial, lutando por um mundo socialista

que não admita a coexistência com o sistema capitalista, surgimento da unidade socialista

internacional, tendência para avançar em direcção ao sistema económico socialista,

desenvolvimento e multiplicação das relações entre estados socialistas, surgimento de um

estado socialista á escala mundial, globalização do sistema soviético de operários,

camponeses e soldados [martelo-planetário, foice-planetária e espingarda planetária =

ditadura do proletariado mundial].

A primeira tendência é predominante na fase inicial do desenvolvimento do movimento socialista,

enquanto que a segunda se refere ao seu amadurecimento e á sua preparação para a transição para

a sociedade socialista mundial.

Contrastando com o que sucede na lei universal do capitalismo, a lei universal do socialismo é

efectiva através da interacção não-antagónica entre ambas as suas tendências.

Para nós Comunistas, estas duas tendências são apenas dois lados da mesma questão: a questão da

ultrapassagem e da abolição final, graças á eliminação da inevitabilidade do seu carácter antagónico,

das sociedades de classes. Porque:

o Comunismo sabe que apenas desta forma os povos se podem libertar e criar em conjunto o mundo

comunista. O mundo das nações não pode ser livre enquanto no mundo ainda existirem povos

explorados e reprimidos.

Um socialismo mundial que explora e oprime os outros países socialistas não pode ser um verdadeiro

socialismo á escala global. E vice-versa: um país socialista não pode ser um verdadeiro país socialista

senão servir prioritariamente o socialismo mundial.

A questão nacional no primeiro período – resolvida pelo Marxismo-Leninismo – não pode ser igualada

com a solução Estalinista-Hoxhaista da questão nacional no período do socialismo á escala planetária.

Elas distinguem-se não apenas pelo âmbito e época histórica, mas especialmente pelo seu carácter

intrínseco.

De novo, ambas as tendências constituem no seu todo – numa unidade não-antagónica – a lei

universal do socialismo. Elas não estão separadas pela Grande Muralha da China. A tendência do

socialismo “num só país” não é eliminada pela segunda tendência, pelo socialismo mundial. É claro

que nós, socialistas-globais, não pomos simplesmente de parte o socialismo “num só país”. Nós

apenas tentamos libertá-lo das suas limitações através da concessão de prioridade á segunda

tendência pelo desenvolvimento aprofundado do socialismo.

[nota importante…

para explicar o termo: socialismo num só país”, explicitamente colocado entre aspas. Este termo

é a classificação Marxista-Leninista para um país socialista que se encontra cercado pelo capitalismo

mundial ou por vários países capitalistas.

 

Socialismo num país (sem aspas) significa algo diferente. Esta é outra classificação Marxista-

Leninista para um país socialista que se encontra rodeado por todos os outros países socialistas.

Aplica-se ás condições do segundo período do socialismo correspondente á abolição do cerco

capitalista-revisionista.

O antigo Movimento Marxista-Leninista Mundial lutou sob as condições do primeiro período do

socialismo = baseado no socialismo “num só país”. Um factor agravante era o cerco capitalistarevisionista.

Também a divisão entre o Movimento Mundial Marxista-Leninista e a Albânia provou ser

um obstáculo decisivo para o antigo Movimento Mundial Marxista-Leninista em geral, e para o

socialismo “num só país”, em particular.

Num Movimento Comunista Mundial, este problema deixa de existir e o próprio Movimento assume

um novo carácter.

O novo Movimento Mundial Estalinista-Hoxhaista constrói o seu próprio centro mundial de forma

indivisível relativamente a todos os países do mundo. Luta globalizada, coordenada, centralizada e

directamente pela implantação do socialismo á escala planetária – com o objectivo de superar as

antigas condições desvantajosas inerentes ao socialismo “num só país”. Luta pela eliminação do

mundo capitalista através da revolução mundial; por um mundo de países socialistas, pelo socialismo

global].

Ambas as tendências são complementares e fundem-se na direcção do Comunismo mundial de forma

incondicional, para obter identidade e tornar-se assim na base para a lei universal do Comunismo. A

lei universal do Comunismo é baseada no desenvolvimento aprofundado da lei universal do

socialismo, é a abolição de todos os restos da sociedade de classes, bem como o que dela ainda

possa permanecer enquanto derivado das contradições antagónicas entre o trabalho manual e

intelectual, entre a cidade e o campo, etc., etc.…

Não é apenas essencial que a lei universal do capitalismo seja ultrapassada pela lei universal do

socialismo, mas também como é que este processo de transformação irá decorrer.

A lei universal do capitalismo globalizou o carácter geral dos antagonismos de todas as sociedades de

classes com uma tal amplitude que conduziu ao amadurecimento da lei universal do socialismo, que

pode agora desenvolver-se com toda a sua efectividade. Nisto consiste a substituição da lei universal

do capitalismo. Através da lei universal do capitalismo, são criadas as condições nas quais a lei

universal do socialismo é colocada na posição de transformar o carácter antagónico da

sociedade global de classes num carácter não-antagónico. Isto pode ser conseguido pelo

fortalecimento do carácter não-antagónico entre ambas as tendências da lei universal do socialismo.

O período do socialismo mundial irá durar tanto tempo quanto aquele que for necessário para que a

ditadura do proletariado mundial satisfaça com sucesso a lei universal do socialismo, nomeadamente

no sentido de superar finalmente a sociedade de classes NÃO-ANTAGÓNICA, para que essa mesma lei

universal do socialismo possa ser transformada na lei universal da sociedade sem classes.

Mais uma vez, a lei universal do socialismo ensina-nos que a construção do socialismo globalizado

não pode ser garantida somente pela ditadura do proletariado mundial se não forem removidos os

germes mais ou menos poderosos a partir dos quais o capitalismo pode germinar e/ou se o

socialismo não for construído sobre bases sólidas em cada país.

Esta situação conduziria inevitavelmente á restauração do capitalismo mundial e, consequentemente,

á derrota da revolução mundial. Assim, esta fase da revolução socialista mundial não pode ser

“saltada”. Ela requer esforços especiais da parte do proletariado revolucionário de cada país sob a

liderança internacional de todo o proletariado mundial e do seu sistema socialista centralizado á

escala global.

Finalmente, o proletariado mundial prova ser a força condutora em todo o processo da revolução

mundial.

As peculiaridades da revolução mundial:

 

Em primeiro lugar, a peculiaridade da revolução mundial é que vai ganhando velocidade NO

DECURSO da sua explosão e ainda antes de adquirir um carácter mais impetuosos. As massas não

podem ser mobilizadas a partir de uma posição estática. A revolução mundial inicia-se neste ou

naquele país, mas nunca em todos os países de uma só vez e de forma instantânea.

Em segundo lugar, outra peculiaridade da revolução mundial consiste em que esta é a única

revolução que se floresce não por si própria mas exclusivamente graças ás revoluções de menores

dimensões que ocorrem nos vários países.

A terceira particularidade da revolução mundial consiste em que esta é a única revolução que pode

virtualmente garantir a vitória de todas as outras revoluções menores que ocorrem nos vários países.

A quarta peculiaridade da revolução mundial é que esta é a única revolução que é capaz de resolver

o problema do cerco capitalista-revisionista da ditadura do proletariado. Esta foi a maior limitação do

socialismo “num só país”.

Estas quatro peculiaridades destacam os propósitos da revolução mundial, nomeadamente

(1) a renascença (reconquista) do socialismo, (2) a criação do socialismo mundial e (3)

preparar a abrir o caminho para o comunismo mundial.

A revolução mundial não é algo que se possa exportar de um país para outro. Não se tratam de

revoluções sucessivas, que se seguem umas ás outras. A revolução mundial não começa num lado do

mundo para acabar depois no lado contrário desse mesmo mundo. A revolução mundial não é um

jogo de sorte nem de adivinhas no qual se possa deduzir onde é que ela vai primeiramente irromper

e que curso é que tomará. As especulações não são nem podem ser as bases sobre as quais o

proletariado mundial funda as suas vitórias estratégicas.

A revolução mundial é a aplicação optimizada dos desenvolvimentos mais profundos da

ciência revolucionária Marxista pelo proletariado mundial e pela sua Internacional

Comunista.

A revolução mundial não é um suporte definitivo em si mesma, mas sim um meio de acelerar a

vitória do proletariado em todos os países do mundo.

A revolução mundial é em si mesma uma revolução global que provoca e incentiva as

revoluções em todos os países do mundo, envolvendo-os num processo global, abrangente

e revolucionário. Quanto mais bem-sucedida for a revolução mundial a incluir todas estas

revoluções, maior será a sua completitude e a sua efectividade.

A revolução mundial é sistemática e cientificamente planeada pela Internacional

Comunista e é o resultado de uma estratégia e de uma táctica muito complexas e de

dimensões globais. A revolução mundial implica o aperfeiçoamento da arte da guerra de

classes, ela é a batalha global do exército proletário mundial armado, bem como a

coordenação dos proletários armados em todos e cada país do mundo.

É uma questão de duração do período das lutas revolucionárias globais, com as suas vitórias e

derrotas.

A revolução socialista “num só país” nunca poderia garantir a vitória do socialismo “num só país”.

Caso aconteçam sucessões de revoluções socialistas, estas devem sempre ir aumentando no que

respeita ao nível e qualidade ideológicos; por exemplo, a revolução socialista para a destruição da

ditadura dos revisionistas, ou ainda a remoção da restauração do capitalismo através da reconquista

do socialismo.

Nas condições presentes, mesmo a restauração do socialismo não é possível “num só país”. Para isso,

requer-se um processo revolucionário global. A revolução internacional não substitui a revolução em

cada país. Pelo contrário, a revolução mundial estimula cada uma destas revoluções e vice-versa.

 

No entanto, há algo a dizer: ao iniciarmos a revolução mundial, seremos apoiados, no futuro

próximo, pelas revoluções vitoriosas em países isolados, onde podemos esperar que essas vitórias

consolidem a revolução mundial. Isto é uma coisa.

Outra coisa completamente diferente é afirmar:

Ao iniciarmos a revolução mundial, devemos levá-la tão longe quanto possível, mesmo se

as revoluções nos vários países ainda não saíram vitoriosas. Isto porque devemos

aproveitar as condições de luta altamente vantajosas que existem no momento (num

período de apodrecimento e morte global do imperialismo) e que nos permitem, ainda

assim, vencer e até inflamar as revoluções nesses países isolados. Esta afirmação é um

assunto diferente. Porquê?

Vamos colocar esta questão de forma simples e directa. De facto, aquilo que tem maior importância

é:

O proletariado mundial é a única força que pode derrotar o capitalismo mundial e é por isso

o sujeito revolucionário mundialmente mais importante e crucial. Encontra-se assim

determinado a iniciar a revolução socialista mundial. O proletariado mundial possui o seu

próprio partido mundial mobilizar e centralizar as várias secções nos vários países através

dos partidos Comunistas isolados.

O dever mais importante de cada Partido Comunista é, assim, fornecer o máximo apoio á

revolução socialista mundial para que o proletariado mundial esteja apto a englobar todas

as suas energias ao mais alto grau, no sentido de concentrar a capacidade de greve global

com o objectivo de adquirir força suficiente para arrasar com todos os bastiões do

imperialismo mundial.

Mesmo se uma ou outra divisão nacional do proletariado mundial for ainda incapaz de sair

imediatamente vitoriosa da revolução no seu próprio país, mesmo assim metade da vitória

nesse país já está conseguida porque a cada secção nacional do proletariado mundial

pertence uma parte no triunfo global do proletariado mundial.

A outra metade da vitória virá imediata e directamente do proletariado mundial, que

triunfou globalmente. Sustentando-se no seu poder global, o proletariado mundial está

pronto e profundamente agradecido por poder apoiar e ajudar a atingir a vitória da

revolução socialista naqueles países.

Esta fórmula Bolchevista global é baseada nos ensinamentos do Estalinismo-Hoxhaismo e

constitui a espinha dorsal da estratégia mundial do Comintern / EH.

É crucial sabermos lutar nas condições das crises globais, de forma a aprendermos a criar

novas formas de luta de classes global que permitam superar estas crises e conduzir ao

derrube do domínio capitalista mundial e ao consequente estabelecimento da ditadura do

proletariado. Ou a ditadura mundial do proletariado ou a ditadura mundial da burguesia –

não há terceiras alternativas.

Devemos, pois, apontar as energias das forças revolucionárias globais em direcção aos elos

mais fracos das contradições do sistema imperialista mundial de maneira a despedaçá-lo.

O imperialismo mundial será enfraquecido de tal maneira que as forças revolucionárias

globais serão suficientemente fortes para poderem ser divididas em duas secções. De

facto, a melhor maneira para despedaçar o imperialismo consiste na concentração de duas

forças opostas que pressionem os seus pontos mais débeis. A frente mundial proletária e a

frente de libertação nacional formam a frente unida anti-imperialista.

Assim, a divisão em duas secções que pressionem o imperialismo em direcções opostas é

inevitável para que as cadeias do imperialismo sejam abertas – e, claro, para que no final

essas cadeias sejam completamente quebradas e eliminadas. Isto é necessário de acordo

com a lei universal do capitalismo que conduz inevitavelmente á explosão do antagonismo

entre as suas duas tendências (!).

E todos estes velhos elos da cadeia do capitalismo mundial serão finalmente trasformados

em novos elos da cadeia do socialismo mundial pelas novas forças do proletariado mundial.

Transformar o carácter destrutivo das suas forças de classe num carácter construtivo

dessas mesmas forças de classe – esta é a dialéctica da força mundial revolucionária do

proletariado mundial. Esta é a dialéctica da revolução mundial no seu grau mais elevado!

As dialécticas do processo da revolução mundial podem ser definidas da seguinte forma:

Primeiro:

Despedaçar os elos mais fracos da cadeia imperialista.

Segundo:

Quebrá-los através da pressão exercida em duas direcções opostas (através de uma

coordenação centralizada).

Terceiro:

Integrar esses mesmos elos numa nova cadeia mundial socialista.

Somos a favor ou contra a globalização?

Nós somos contra a globalização capitalista. No entanto, somos totalmente a favor da

globalização socialista (fortalecendo a segunda tendência da lei universal do socialismo).

A nossa luta anti-capitalista não está limitada á luta contra os abusos mais extremos do capitalismo

globalizado. Nós somos revolucionários mundiais e não reformistas mundiais! Nós lutamos em

primeira linha pela destruição do capitalismo e não pela sua reforma, nem á escala global, nem á

escala nacional.

Basicamente, os Estalinistas-Hoxhaistas lutam contra qualquer forma ou influência do capitalismo e

a favor de uma luta de classes incondicional, íntegra, ilimitada e universal!

Nós recusamos ficar sob o escudo dos interesses do capitalismo nacional para os “defender” contra os

interesses do capitalismo global ou vice-versa. O proletariado mundial usa o seu próprio e

inconfundível escudo! O proletariado mundial usa em seu proveito os antagonismos que

inevitavelmente existem entre as duas tendências da lei universal do capitalismo.

Não se pode realmente lutar contra a lei universal do capitalismo se se negligencia o antagonismo

resultante da interacção entre estas duas tendências, por um lado; e as contradições antagónicas

dentro do capitalismo global bem como as contradições antagónicas dentro do capitalismo nacional,

por outro lado.

Sim – nós somos contra a globalização da propriedade privada dos meios de produção, contra as

relações de produção capitalistas globais, contra a escravatura assalariada globalizada, contra o

empobrecimento dos povos do mundo globalizado, conta a globalização das guerras imperialistas e

do fascismo, contra o capitalismo monopolista mundial, etc., etc.… No entanto, a nossa luta contra o

capitalismo não está limitada ás suas formas globalizadas. Nós lutamos contra toda a exploração e

opressão capitalistas.

Tal como somos contra as cadeias nacionais do capitalismo, também somos contra as suas cadeias

globais porque o nosso objectivo é a eliminação da inevitabilidade de quaisquer cadeias com que o

capital tenha acorrentado o proletariado. O maior perigo é assim constituído pela inevitabilidade das

cadeias. Esta inevitabilidade será eliminada através da destruição do capitalismo e da construção do

socialismo á escala mundial.

Mas isto não é tudo.

Como Estalinistas-Hoxhaistas, nós diferenciamo-nos fundamentalmente de todos os outros oponentes

da globalização, nomeadamente porque nós lutamos contra a inevitabilidade do capitalismo. Esta é

uma diferença básica e profunda.

Nós não somos apenas pela eliminação do actual sistema capitalista global. Nós somos pelo

socialismo mundial que implica necessariamente a eliminação final do capitalismo.

Nós não toleramos a coexistência entre capitalismo e socialismo. Opomos radicalmente as nossas

novas políticas revolucionárias Estalinistas-Hoxhaistas a todas aquelas forças que defendem a

fórmula ultrapassada da “coexistência pacífica” das duas formações sociais antagónicas, o socialismo

e o capitalismo. Nós não esquecemos a restauração do capitalismo e nunca a esqueceremos. Assim, a

nossa resposta aos velhos “movimentos anti-globalização” é clara e distinta:

O poder político do proletariado é globalmente indivisível!

O mundo e a globalização são indivisíveis. O proletariado mundial bem como os povos recusam o

capitalismo como sendo o futuro definitivo do mundo. O mundo será partilhado entre os próprios

povos. E assim, pouco a pouco, todos os povos do mundo serão assimilados na revolução. A nova

fórmula Estalinista-Hoxhaista do socialismo mundial traduz-se no seguinte:

De cada país segundo os seus benefícios – a cada país segundo as suas necessidades!”

A globalização socialista criará uma nova comunidade mundial, proporcionará a aproximação e,

finalmente, a junção de todas as nações na sociedade comunista mundial. Esta globalização servirá

também para prevenir a subjugação de umas nações por outras, bem como para abolir a

inevitabilidade das nações.

O comunismo sempre se opôs a qualquer tentativa para parar ou dificultar o progresso do

desenvolvimento económico global (Lénine). Isto constitui o ABC do Marxismo-Leninismo.

O Comintern /EH não vai tentar inibir a globalização económica. Os desenvolvimentos económicos

são desenvolvimentos objectivos que não podem ser eliminados (Estaline) mesmo se o quiséssemos.

Esta afirmação é uma base fundamental do nosso programa socialista mundial ( programa do antigo

Comintern, 1928). Finalmente, a globalização origina todas as condições materiais necessárias para a

transformação da globalização capitalista em globalização socialista. Nós lutamos pela harmonização

entre as relações de produção socialistas e as forças produtivas globais. Nós lutamos pela eliminação

das relações de produção capitalistas globalizadas, não contra a globalização em si, mas sim pelo

progresso do modo de produção socialista global.

A globalização é uma lei de desenvolvimento objectiva da humanidade á qual nós Comunistas não

nos opomos. Pelo contrário, nós fazemos os possíveis para harmonizar as relações de produção com

as forças produtivas numa escala global. Através do domínio das leis económicas universais, nós

vamos aprender a utilizá-las no sentido da prosperidade da economia socialista mundial e para

preparar o caminho para a globalização do comunismo.

A burguesia mundial favoreceu a globalização com o propósito de adiar a sua queda. No

entanto, ela vai cair exactamente por causa da globalização. De facto, será o capitalismo que

será removido e não a globalização. O proletariado libertar-se-á da globalização capitalista apenas se

libertar a globalização das suas algemas capitalistas; e isto só poderá ser feito através da

globalização socialista.

O proletariado é o poder revolucionário e coloca o modo de produção globalizado ao serviço do

socialismo mundial. O proletariado mundial é o mestre da globalização.

 

Resumindo:

Aqueles que se opõem ao capitalismo global lutarão ao nosso lado. No entanto, aqueles

que negam a globalização proletária progressiva são opositores do comunismo e lutarão do

lado oposto da barricada.

Lénine falou da assimilação nacional e caracterizou-a como sendo um “fantasma” para os

nacionalistas. Com esta controvérsia, ele pretendia atingir o filisteísmo nacional dentro do movimento

comunista mundial:

O que é mais visível é a tendência histórica do capitalismo para (...) assimilar nações –

uma tendência que se manifesta cada vez mais ao longo das décadas e constitui uma das

principais forças condutoras da transformação do capitalismo em socialismo.” (Lénine,

Volume 20, página 28, edição Inglesa).

O Estalinismo-Hoxhaismo é a doutrina que nos permite tirar proveito da globalização como

uma das mais poderosas forças condutoras da transição para o socialismo mundial.

O slogan: “Globalização OU Socialismo?” é, pois, um slogan anti-Marxista, neo-revisionista e

pequeno-burguês.

No entanto, o slogan do Comintern é:

A Globalização comunista contra a globalização capitalista!”

Nós somos a favor da globalização da luta de classes no sentido de eliminar a inevitabilidade do

capitalismo, nós somos pela globalização do poder político do proletariado mundial. A globalização do

socialismo é a continuação do desenvolvimento do socialismo “num só país”, é a continuação do

desenvolvimento do campo global-socialista, é a pré-condição inevitável do comunismo globalizado.

O Bolchevismo é uma táctica para tudo” (Lénine)

O actual Bolchevismo Mundial consiste numa táctica globalizada da luta de libertação do proletariado

mundial. O Bolchevismo foi em tempos uma táctica para tudo através do apoio do proletariado “num

só país”. O Bolchevismo Mundial é uma táctica para tudo através do apoio do poder mundial

de todo o proletariado.

Nós somos pela utilização do aumento e recrudescimento global das contradições de classe. Nós

queremos que a crise revele ás massas a realidade do sistema capitalista. Nós queremos acabar de

vez com as crises globais. Podemos fazê-lo de forma justa e revolucionária ou não – e esta questão

decidirá a vitória ou a derrota da revolução mundial!

Esta é a nossa tarefa como revolucionários mundiais. O nosso objectivo é destruir totalmente o

capitalismo e não tentar “humanizá-lo” ou “reformá-lo”! Esta é a tarefa dos revisionistas e não a

nossa.

As nossas tácticas Bolchevistas mundiais podem ser expressas através deste slogan:

Proletários de todo o mundo – unam todos os países!”

O proletariado de cada país libertará o seu próprio país como parte da libertação do mundo inteiro,

tal como o proletariado mundial se libertará do domínio opressivo do capitalismo mundial com o

objectivo de libertar cada país do domínio opressivo do capitalismo nacional. Esta é a libertação

revolucionária do proletariado tanto da dominação capitalista estrangeira como da dominação

capitalista no seu próprio país:

Trabalhadores de todos os países – uni-vos!”

 

Proletários de todo o mundo – unam todos os países!”

A combinação destas duas tácticas do internacionalismo proletário actual – tal é o método dialéctico

da união global do proletariado contra a união global da burguesia mundial. Esta é a dialéctica da luta

pela socialismo mundial. Ela serve a vitória da ditadura mundial do proletariado, uma necessidade se

quisermos ajudar todos os países a livrarem-se do capitalismo mundial.

As zonas de influência do capitalismo mundial são o elo crucial da cadeia.

Devemos tomar este facto em consideração para proceder á conquista de toda a cadeia do

imperialismo global. É também exactamente neste ponto que se encontra a posição da alavanca

revolucionária mundial. Aquilo que era válido para a União Soviética deve agora ser aplicado á escala

planetária. Estaline tinha previsto:

Das duas uma: ou nós somos bem sucedidos na revolucionarização das zonas de

influência do imperialismo – os países coloniais e semi-coloniais do Este – e conseguimos

assim acelerar o colapso do imperialismo, ou falhamos e fortalecemos por isso o

imperialismo, enfraquecendo consequentemente o nosso movimento. Este é o ponto crucial

da questão” (Estaline, Volume 5, página 208).

O Estalinismo-Hoxhaismo encara a união do proletariado como um processo global. Este processo

possui dois lados inextrincavelmente relacionados:

a união do proletariado num país isolado pela derrota da burguesia nacional, por um lado; e a união

do proletariado internacional pela derrota de toda a burguesia mundial, por outro lado. Uma coisa

não é possível sem a outra. Ambas são interdependentes entre si. E precisamente por que constituem

dois lados diferentes, eles interagem. E é isto o que fazem quotidianamente...

A fonte de alinhamento dos diferentes graus de preparação dos proletários de cada país para que o

proletariado mundial unido atinja o seu grau de preparação mais elevado é, hoje em dia, o

capitalismo mundial globalizado com todas as suas contradições inerentes.

A revolução socialista mundial não triunfará porque destrói a burguesia mundial com uma só

investida, mas sim porque as forças da burguesia nacional serão estilhaçadas pelo capitalismo

mundial, porque a burguesia possui em países diferentes níveis de maturidade também diferentes, o

que vai influenciar o ritmo do seu declínio.

Os inimigos da burguesia mundial tiram vantagens do adiamento da batalha final, batalha essa que

será travada entre o capitalismo mundial e o socialismo mundial. Mas esta fonte estende-se e

aprofunda-se a si própria, a tal ponto que cada vez gera mais comunistas. Talvez este processo seja

mais lento do que aquilo que gostaríamos, mas ainda assim é algo inexorável. Esta fonte apoia a

assimilação do proletariado revolucionário mundial. Ela agudizará a luta e contribuirá para que os

proletários aprendam as acções mais apropriadas contra o inimigo despedaçado: “proletários do

mundo – unam todos os países!” Esta é a fonte do comunismo.

A competição ruinosa entre os poderes capitalistas em conjunto com o seu medo comum da

revolução socialista mundial. Estas são as forças condutoras da contra-revolução global.

A unidade organizada das forces proletárias e a sua temeridade face ao capitalismo mundial. Estas

são as forças condutoras da revolução socialista mundial, com o trabalhador industrial

globalizado na sua vanguarda!

Nós favorecemos a

posição-chave do trabalhador industrial globalizado

como a mais progressiva das forças condutoras do nosso movimento revolucionário

mundial.

 

Porquê?

A resposta para esta pergunta é clara e óbvia: o trabalhador industrial global é o elemento unificador

de todas as forças revolucionárias mundiais. O sistema capitalista mundial escolheu para seu principal

coveiro o trabalhador industrial global.

Apenas a sua posição global como trabalhador industrial lhe permite abrir o caminho para a libertação

global da classe trabalhadora.

Apenas através da globalização dos trabalhadores industriais é que são criadas as condições

materiais do socialismo mundial. O proletariado industrial globalizado será o principal suporte e guia

da sociedade globalizada. O proletariado industrial globalizado constitui a força mais produtiva e a

que detém a maior percentagem de produção de mais-valia em todo o planeta. Além disso, esta

classe detém a posição mais importante na organização social do Trabalho mundial. Isto significa que

o trabalhador industrial globalizado é o mais produtivo. Consequentemente, ele é o mais lucrativo

para os capitalistas mundiais. O modo de produção globalizado conduz o trabalhador industrial

moderno para a posição-chave da produção mundial e com isto rebaixa-o á pior posição existente

dentro do sistema de escravatura assalariada. No âmbito de uma frente unida global, esta situação

dá origem a lutas de classe muitíssimo duras.

O proletariado industrial globalizado coloca em movimento todas as forças revolucionárias

e liberta as energias de todos os outros elementos do proletariado. Ele ajuda os elementos

menos progressistas a avançar e prepara assim o proletariado para a revolução proletária

mundial. É um motor da sua classe e tem como missão activar e mobilizar todo o

movimento global de classe.

O trabalhador industrializado globalizado é assim o representante de todos os povos explorados e

oprimidos.

E o trabalhador industrial globalizado é também o novo representante e o líder global do proletariado

de cada país que é forçado a vender a sua força de trabalho ao capitalismo global.

E por isso ele não é apenas o representante mas também o líder predestinado da luta de

classes proletária mundial, ele é o elemento mais revolucionário do proletariado mundial

contemporâneo.

De facto, apenas ele pode realmente atingir a unificação revolucionária dos países. Sem

ele, o proletariado dos países não pode ser libertado das cadeias capitalistas.

Organizar os melhores elementos do proletariado revolucionário é da mais alta prioridade para

formação da vanguarda, para o Comintern. O elemento de ligação mais importante da cadeia

global do proletariado é, sem dúvida, o trabalhador industrial global. O fortalecimento

deste elo de ligação em particular, e o fortalecimento da cadeia como um todo – é desta

maneira que a unidade global atinge a sua posição de poder.

O início do fortalecimento da consciência do trabalhador industrial global é o início da unidade

proletária global, é o início do poder proletário mundial. O despertar revolucionário do proletariado

mundial começa com o despertar do trabalhador industrial global. A revolução mundial é totalmente

impossível de compreender sem o papel político central do trabalhador industrial global.

Assim, é primeiramente o trabalhador industrial global que se encontra mais aberto e receptivo às

nossas políticas mundiais Estalinistas-Hoxhaistas. Ele é o primeiro a ser convencido. Forjar a

vanguarda global do proletariado começa com o forjar dos trabalhadores industriais globais mais

revolucionários. Não há unidade dos países sem a sua liderança. Não há eliminação do capitalismo

mundial sem a sua liderança. Não há ditadura mundial do proletariado sem a sua liderança. Não há

slogan global: “Proletários do mundo – unam todos os países!” sem a sua liderança.

A Internacional Comunista (Estalinistas-Hoxhaistas) foi rápida a aperceber-se do elevado valor da

força económica, social e política dos trabalhadores industriais globais e da sua inalienabilidade na

 

luta pelo socialismo mundial. Por isso, nós preferimos os seus interesses particulares como partes

essenciais de todos os interesses de classe do proletariado mundial. Por isso, nós estamos

interessados em desenvolver acima de tudo a sua consciência comunista global.

Considerando o seu status económico, social e político, o trabalhador industrial global é o mais

próximo da futura sociedade internacional sem classes. A sua consciência revolucionária mundial

acerca do mundo sem classes pode e deve ser desenvolvida profunda e rapidamente.

Presentemente, a força mais revolucionária é o trabalhador industrial global! Ele desenvolve e eleva a

sua consciência através do estudo e da prática dos ensinamentos do Marxismo-Leninismo. Ele é tanto

o principal suporte como o principal elemento de liderança do comunismo mundial. Com os seus

braços robustos e sob a sua liderança, ele edifica e fortalece o Partido Comunista Internacional.

Sob as condições globais dos tempos actuais, o proletariado mundial define-se como sendo

a única classe revolucionária. Os proletários de cada país são revolucionários mundiais

apenas enquanto unidades de combate do proletariado mundial.

A força revolucionária, que cada trabalhador possui contribui para o fortalecimento da sua classe

global, serve finalmente para o conduzir para a sua própria emancipação. Ele pode facilmente vencer

a contra-revolução organizada pelo mundo reaccionário com um esforço mínimo, porque conta com o

apoio fraterno de milhões de camaradas.

Assim, hoje: gasto de energias para o crescimento do poder global do proletariado mundial, para a

vitória da causa comum e

amanhã:

pelos interesses do seu país, pelos seus próprios interesses e

depois de amanhã:

uma contribuição ainda maior para a causa colectiva internacionalista, que por isso mesmo constitui

uma contribuição muito importante para o seu próprio país.

Este é um processo que vai atingir níveis sucessivamente mais elevados.

Trabalhadores de todo o mundo – uni-vos!”

e:

Trabalhadores – unam todos os países!”

- estas são as duas fórmulas recombinantes (?) que expressam o novo espírito do internacionalismo

proletário na direcção tanto do pólo nacional como do pólo internacional.

Trabalhadores de todo o mundo – liderem a vossa luta pela unidade dos países contra o

imperialismo mundial!”

Isto é internacionalismo proletário no seu nível mais alto, atingindo o seu potencial mais elevado,

próprio de um poder mundial. Esta é a ideia básica do desdobramento dialéctico do internacionalismo

proletário no sentido da organização mundial revolucionária dos proletários de todos os países sob as

condições actuais do mundo capitalista globalizado. O que nós queremos dizer é que o proletariado

mundial tem o poder e por conseguinte a tarefa de unir, centralizar e organizar todas as forças

revolucionárias em cada país e a uma escala global. Ele deve lutar contra o imperialismo mundial,

não com as forças limitadas de certos países isolados mas sim com toda a fúria e energia do

proletariado mundial.

 

A primeira condição para a libertação revolucionária do proletariado é a união dos proletários de

todos os países. A segunda condição é a união dos países através do proletariado mundial.

Quanto mais alto for o nível da organização proletária mundial, mais elevada será a força do

movimento proletário mundial em cada país. Quanto mais elevada for a consciência de classe

proletária ao nível global, mais elevada será a consciência proletária em cada país.

No topo da luta de classes revolucionária mundial está o proletariado mundial, comandando as suas

unidades de combate em cada país.

Esta situação não poderá mais ser comparada com o socialismo “num só país”. A consciência

socialista do proletariado dominante “num só país” era a consciência orientadora do mundo

revolucionário. O socialismo “num só país” era então o centro do Movimento Comunista Mundial.

O socialismo “num só país” está ultrapassado. É ao socialismo á escala global que o futuro pertence.

O novo Movimento Comunista será consolidado através do seu próprio centro mundial e globalizado,

o Comintern. E este novo centro fortalece, pela sua parte, a globalização do Movimento Comunista

Mundial.

O Estalinismo-Hoxhaismo é a posição revolucionária e auto-determinada do proletariado mundial.

Antigamente, o proletariado mundial foi encabeçado pelo proletariado dominante do socialismo “num

só país”, respectivamente pelo campo socialista mundial liderado por Estaline. Hoje em dia, o

proletariado mundial desenvolve a sua própria força orientadora e é o representante dos seus

próprios interesses de classe. Assim, o portador dos interesses globais do proletariado de cada país é

agora o próprio proletariado mundial.

O Estalinismo-Hoxhaismo modifica a antiga fórmula Marxista-Leninista do “elo mais fraco da cadeia

imperialista e da necessidade da sua quebra.”

Os elos da cadeia que são independentes não se irão separar sucessivamente da cadeia imperialista.

Pelo contrário, através das acções centralizadas do proletariado mundial, todos os elos da cadeia se

unem num poder global de tais proporções que toda a cadeia imperialista é forçada a quebrar-se em

conjunto.

Desta forma, todos os elos da cadeia cairão mais cedo ou mais tarde.

Sob as condições globalizadas das crises capitalistas, o elo mais fraco fortalece-se pela sua unificação

com todos os outros elos – torna-se forte o suficiente para substituir a antiga fórmula por uma nova e

para esmagar directamente a cadeia imperialista como um todo.

No entanto, é importante notar a mudança de circunstâncias: Esta situação só é possível porque o

processo de decadência da cadeia imperialista se encontra num estado avançado e suficientemente

maduro para explodir.

O Estalinismo-Hoxhaismo ensina-nos que todos os novos elos da cadeia socialista mundial serão

duplamente libertados: Abolição da inevitabilidade do cerco burguês-revisionista – (1)

libertação em relação ao lado exterior, bem como abolição da inevitabilidade da

restauração do capitalismo – (2) libertação em relação ao lado interior.

Desta maneira, a revolução mundial avança na abertura do caminho para a vitória final e irreversível

do socialismo através da transformação deste em comunismo.

No entanto, o Estalinismo-Hoxhaismo não ensina que a revolução mundial pode garantir por si só a

“vitória” final e irreversível do socialismo á escala global, pois esta maneira de pensar seria

revisionista.

 

Este erro fatal aconteceu com o antigo Comintern, quando a vitória “final” e “irreversível” da União

Soviética foi proclamada no VII Congresso Mundial.

Apenas a luta de classes mais dura nos tempos do socialismo mundial é que pode

verdadeiramente garantir as vitórias finais. Isto é o que ensina o Estalinismo-Hoxhaismo.

O Estalinismo-Hoxhaismo ensina:

Se o enfraquecimento do imperialismo mundial é determinado pelas crises de globalização,

então a força do elo mais fraco da cadeia (aquele que se quebra primeiro) é determinada pelo grau

de globalização da unidade de todos os elos revolucionários.

Apenas através do enfraquecimento global e comum da cadeia imperialista (através de fissões,

fragmentação, degradação e, no final, através do seu rebentamento!), os países adquirem uma

melhor posição que lhes permita sair da cadeia imperialista.

O Partido Mundial Estalinista-Hoxhaista luta pelo aceleramento do processo da situação revolucionária

mundial. No entanto, não esperará pela queda dos elos da cadeia nem por uma fase mais

avançada do processo revolucionário mundial, como uma espécie de grand finale.

décadas atrás, o socialismo “num só país” teve de esperar pela queda dos elos “mais fracos”, porque

o imperialismo mundial era demasiado forte num contexto de cerco capitalista-revisionista. Mas

actualmente, a cadeia imperialista está já suficientemente fraca para que o processo decorra de

maneira mais rápida e até mais intensa.

Quanto mais consciente e activamente o proletariado de cada país se juntar á revolução

mundial, mais rápida e mais profunda será a libertação do seu país. O próprio processo

revolucionário mundial conduzirá até ela.

O caminho para a ditadura do proletariado num país isolado percorre-se inevitavelmente pela via

ditadura mundial do proletariado. Assim, a ditadura do proletariado num país isolado é um assunto

próprio desse mesmo país – mas sob a orientação e com o apoio de todo o proletariado mundial.

Se no princípio a história do movimento operário internacional – bem como a do movimento

Comunista – se desenvolveu num nível nacional, então isso significa que a história só se desenvolve

através da ultrapassagem dos obstáculos nacionais no contexto do actual período da globalização.

Inicialmente, o proletariado mundial utilizava a fórmula: “proletários do mundo – unam-se em todos

os países!” somente para servir os seus próprios interesses revolucionários. Numa segunda fase da

revolução mundial, os interesses revolucionários de cada país serão satisfeitos.

O derrube armado da ditadura da burguesia mundial constitui a tarefa central e decisiva da

revolução, constitui o meio necessário para adquirir o poder político mundial – não de uma

forma teórica e abstracta mas sim concreta. A vitória da revolução mundial é a pré-condição decisiva

para a vitória da revolução socialista em cada país sob as condições do sistema mundial capitalista

moribundo. O princípio da época do socialismo mundial está amarrado a esta condição decisiva. Sem

a vitória da revolução mundial – o socialismo mundial nunca se concretizará.

O proletariado mundial une os países para a revolução mundial, torna-se na classe

dominante e aniquila violentamente as velhas relações de produção do capitalismo

mundial.

O proletariado mundial destrói não apenas as relações de produção do mundo capitalista,

não apenas os modos de vida da burguesia mundial em particular, mas também as

substruturas de todas as anteriores sociedades de classes antagónicas, em geral. O

proletariado mundial abole finalmente todas as classes em geral, e assim a existência da

sua própria ditadura, em particular. No lugar da velha sociedade burguesa com os seus

antagonismos de classe, surge a associação comunista mundial, na qual o livre

desenvolvimento de cada um é condição necessária para o livre desenvolvimento de todos.

 

O imperialismo dispõe do mundo através das algemas do capital financeiro, submetendo

os proletários de todos os países, povos e raças á fome, ao ferro e ao sangue sob o seu

domínio e aumentando imensamente a exploração, a opressão e a escravatura do

proletariado.

Assim, o imperialismo imediatamente deposita nas mãos do proletariado a tarefa de

conquistar o poder e incita os trabalhadores a juntarem-se de forma muito próxima no

exército internacional dos proletários unidos de todos os países, pondo de parte fronteiras,

diferenças de nacionalidade, de cultura, língua, raça, género e profissão.

A ditadura do capital financeiro desaparece e dá lugar á ditadura do proletariado.

Nestas condições, o imperialismo lidera o processo de criação das condições materiais do

socialismo e produz simultaneamente os seus próprios coveiros através da educação do

proletariado para a necessidade de unir a luta internacional dos trabalhadores.”

“… a crescente internacionalização da luta entre a burguesia imperialista e o proletariado –

tudo isto torna necessário um programa institucional da Internacional Comunista para

todas as suas secções” (Programa do Comintern, 1928).

 

A Revisão Geral e o desenvolvimento histórico mundial

do Marxismo-Leninismo para o Estalinismo-Hoxhaismo


Nunca se deverá permitir que os revisionistas se escondam atrás dos Marxistas-Leninistas. Eles (os

revisionistas) tentam fazê-lo para poderem atacar o Estalinismo-Hoxhaismo refugiando-se nos

fundamentos formais do Marxismo-Leninismo.

Para uma melhor defesa do Marxismo-Leninismo, é necessário o desenvolvimento mais profundo do

Estalinismo-Hoxhaismo.

Nós somos capazes de forçar os revisionistas a restringir os seus ataques contra o Marxismo-

Leninismo apenas com base no modelo formal mais elevado do Estalinismo-Hoxhaismo. Esta é o novo

caminho para a compreensão das lições dos 5 Clássicos do Marxismo-Leninismo com o objectivo de

derrotar os revisionistas.

É impossível defender o Marxismo-Leninismo se encararmos Estaline apenas como um discípulo de

Lénine, ou se encararmos Enver Hoxha apenas como um discípulo de Estaline. Nós não negamos que

ambos foram realmente os melhores discípulos dos seus respectivos antecessores. No entanto,

Estaline e Enver Hoxha são, por si mesmos, dois Clássicos do Marxismo-Leninismo e “ um pouco

mais” do que apenas discípulos dos seus predecessores! De uma forma ou doutra, tanto Estaline

como Enver Hoxha desenvolveram as suas (completamente) próprias lições do Marxismo-Leninismo –

o Estalinismo e o Hoxhaismo. De facto, este é o ponto crucial. Os verdadeiros Marxistas-Leninistas

nunca negarão os ensinamentos Marxistas-Leninistas e independentes de Estaline e de Enver Hoxha.

O Estalinismo-Hoxhaismo ensina-nos que nós não podemos lutar só com base nos ensinamentos de

Marx, Engels e Lénine; na verdade, devemos lutar sobretudo com base nos ensinamentos de Estaline

e de Enver Hoxha. Apenas isto significa lutar realmente com base nos 5 Clássicos do Marxismo-

Leninismo. Nós não aceitaremos camaradas que não estejam dispostos a lutar pelo Partido Mundial

Estalinista-Hoxhaista, se eles não estiverem dispostos a lutar pelo Movimento Mundial Estalinista-

Hoxhaista contra os partidos neo-revisionistas e contra os movimentos neo-revisionistas.

Antigamente, nós não tivemos medo de construir os nossos novos partidos Marxistas-

Leninistas nem de organizar o nosso próprio Movimento Mundial Marxista-Leninista

quando os revisionistas modernos queriam destruir os nossos partidos comunistas e o

nosso movimento comunista mundial!!

 

Nessa altura, o Marxismo-Leninismo constituía a nossa linha de demarcação relativamente

aos revisionistas modernos. E hoje, o Estalinismo-Hoxhaismo constitui, da mesma forma, a

nossa linha de demarcação relativamente aos neo-revisionistas!!

Nessa época, nós criámos o nome adicional: “Marxistas-Leninistas”. Actualmente, quem

nos pode condenar se criarmos a designação “Estalinistas-Hoxhaistas” para contrastar, aos

olhos do proletariado mundial, com os neo-revisionistas??

A história recente do Marxismo-Leninismo é a história da vitória do proletariado governante, e por

isso do tempo em que o capitalismo mundial era ainda o poder dominante e em que o período da

vitória do proletariado se fazia sob as condições da coexistência de duas formações sociais

antagónicas, o capitalismo e o socialismo.

As ideias dominantes nas antigas sociedades socialistas foram as ideias do proletariado dominante

“num só país”, ou seja, as ideias do campo socialista mundial do camarada Estaline e, mais tarde, as

ideias dominantes da Albânia socialista. Esta foi a fase mais elevada do desenvolvimento do

Marxismo-Leninismo.

Desde a destruição do último país socialista – Albânia – nós defendemos as ideias dos 5 Clássicos do

Marxismo-Leninismo sob as novas condições materiais da globalização. Isto só é possível se a

ideologia dominante do socialismo “num só país” for transformada na ideologia dominante do

socialismo mundial.

Actualmente, aprender e aplicar o Estalinismo-Hoxhaismo significa munir e equipar o proletariado

mundial com a ideologia da revolução mundial, com a ideologia do socialismo globalizado.

Nós falaremos também acerca do posterior desenvolvimento do Marxismo-Leninismo através do qual

a consciência do mundo inteiro se deverá revolucionar.

Nós falaremos e reflectiremos sobre a actual sociedade globalizada do capitalismo mundial – nós

falaremos sobre o ulterior desenvolvimento da teoria da revolução mundial.

Falaremos também detalhadamente acerca do facto de que a dissolução das velhas fórmulas,

preceitos e doutrinas do Marxismo-Leninismo acompanha necessariamente o ritmo da dissolução dos

modos de vida não só na era da autarcia do imperialismo mundial, mas também na era da

coexistência entre capitalismo e socialismo.

A época presente é caracterizada por mudanças radicais na sociedade, na economia e na política do

mundo global. Estas mudanças são causadas por crises profundas.

Não é surpreendente que esta nova situação mundial reflicta a luta entre os proponentes e os

oponentes da revolucionarização do Marxismo-Leninismo.

O proletariado mundial procura uma solução radical com o objectivo de superar as suas condições de

vidas miseráveis, está á procura de mudanças revolucionárias á escala mundial. Por isso, é dever dos

Comunistas actuais criarem novas ideias revolucionárias para o proletariado mundial.

Este dever nunca poderá ser cumprido sem a revisão geral, sem a reconstrução do Marxismo-

Leninismo.

O Estalinismo-Hoxhaismo pode assim ser definido como o rearmamento do Marxismo-

Leninismo.

O avanço do Estalinismo-Hoxhaismo provoca a queda do domínio mundial da ideologia burguesa

mundial. Esta vitória na frente ideológica abre o caminho para as vitórias em todas as frentes da

guerra de classes, abre o caminho para a maior vitória na história do movimento comunista mundial

– a construção do socialismo mundial!

 

A lei universal do capitalismo descrita por Lénine contém também o antagonismo ideológico de

ambas as suas tendências (cosmopolitismo e nacionalismo). Este antagonismo conduz cada vez mais

á fascização, ás pressões que os seus pólos exercem entre si e finalmente ao seu ponto de atrito e

ruptura. O colapso da ideologia burguesa começa exactamente quando esta perde a sua influência

predominante sob a consciência do proletariado mundial, quando esta a consciência socialista

mundial se torna na consciência predominante do proletariado mundial. E para que isto aconteça, é

apenas uma questão de tempo.

Assim, é inevitável que a burguesia mundial, com a assistência dos seus lacaios neo-revisionistas,

nos tente impedir. No entanto, as suas tentativas apenas vão contribuir para desenvolver ainda mais

o Estalinismo-Hoxhaismo.

A burguesia mundial está consciente do facto de que o Estalinismo-Hoxhaismo se torna num

poder material á escala planetária a partir do momento em que seja harmonizado com a lei

universal do socialismo.

Compulsivamente, ela opõe-se a este perigoso desenvolvimento ao tentar impingir ao proletariado

mundial armas e meios de luta fracos e ultrapassados.

E a que tipo de armas fracas e entorpecedoras é que nos referimos? Armas entorpecedoras são

aquelas fórmulas ultrapassadas do Marxismo-Leninismo que não constituem perigo para a burguesia

mundial. A fórmula dos revisionistas é pois a seguinte:

Em palavras – rearmamento do “Marxismo-Leninismo” – mantendo o mais longe possível a

vitória da libertação do proletariado através da utilização de fórmulas Marxistas-Leninistas

velhas e ultrapassadas – em actos – através da pintura “vermelha” das armas

entorpecedoras.

O Estalinismo-Hoxhaismo é – falando em termos gerais - apenas um desenvolvimento do

Marxismo-Leninismo, é o Marxismo-Leninismo no seu modelo mais elevado e avançado, é a

ideologia dominante do proletariado mundial dominante, a ideologia com o impacto mais

duradouro da época do socialismo mundial.

Na sua fase actual, o Estalinismo-Hoxhaismo realça o último período do caminho

revolucionário e vitorioso em direcção ao socialismo mundial.

Então, qual é exactamente a definição de Estalinismo-Hoxhaismo?

O Estalinismo-Hoxhaismo é

a teoria e a táctica da revolução mundial proletária em geral e a teoria e a táctica da

ditadura mundial do proletariado em particular.

O Estalinismo-Hoxhaismo é

a teoria e a táctica da transformação global do capitalismo mundial em socialismo

mundial.

O Estalinismo-Hoxhaismo é

a ideologia da hegemonia do proletariado mundial.

A decisão do Comintern/EH não significa pôr em questão o Marxismo-Leninismo, não significa

substituí-lo. A nossa intenção é desenvolver o Marxismo-Leninismo de forma profunda de maneira a

actualizá-lo aos tempos actuais. O Estalinismo-Hoxhaismo é o Marxismo-Leninismo de hoje. Apenas

os nossos oponentes interpretam erradamente a nossa posição neste assunto como sendo “um desvio

do Marxismo-Leninismo”. A questão não é: “Estalinismo-Hoxhaismo OU Marxismo-Leninismo”, mas

sim o ajuste dos ensinamentos dos 5 Clássicos do Marxismo-leninismo ás actuais condições da luta

de classes global.

 

Por outras palavras, o Comintern demarca-se absolutamente dos oponentes acima referidos, cujo

objectivo é separar – ou mesmo excluir – o Estalinismo-Hoxhaismo do Marxismo-Leninismo, cujo

objectivo é tratar o Estalinismo-Hoxhaismo como uma ideologia hostil ao Marxismo-Leninismo.

O Estalinismo-Hoxhaismo não é uma das várias correntes existentes dentro do Marxismo-Leninismo.

Pelo contrário, é a única, é a ideologia correctamente desenvolvida do Movimento Marxista-Leninista

actual, o Movimento Estalinista-Hoxhaista.

Hoje em dia, a atitude tipicamente oportunista em relação ao Marxismo-Leninismo consiste

na estima e observância dos ensinamentos dos 5 Clássicos do Marxismo-Leninismo em

palavras, mas desprezo pelo Estalinismo-Hoxhaismo em acções. De facto, esta atitude

pode ser caracterizada como uma adaptação do Marxismo-Leninismo á ideologia burguesa,

pode ser caracterizada como uma adaptação do socialismo mundial ao capitalismo

mundial. A rejeição do Estalinismo-Hoxhaismo é o abandono dos 5 Clássicos do Marxismo-

Leninismo.

A defesa do Estalinismo-Hoxhaismo garante a ruptura ideológica com todos os oportunistas que se

escondem atrás da máscara do “Marxismo-Leninismo”. Eles degradam e deformam o Marxismo-

Leninismo e tornam-no inútil como arma ideológica da revolução socialista mundial.

A decisão actual do Comintern/EH não deve ser vista como um acto de confirmação formal do

Estalinismo-Hoxhaismo enquanto desenvolvimento ulterior do Marxismo-Leninismo, mas a verdade é

que esta decisão representa um desafio para um estudo mais detalhado do Estalinismo-Hoxhaismo e

para o melhoramento permanente destes excelentes ensinamentos.

Aqueles que concebem o Marxismo-Leninismo como sendo a única base da sua linha política não

podem encarar o Estalinismo-Hoxhaismo como um tabu.

O próprio Marxismo sempre se revelou vitorioso ao longo da sua história, principalmente quando os

Marxistas ascenderam á plataforma do seu mais elevado desenvolvimento (Lénine).

Enver Hoxha e Estaline provaram historicamente a exactidão do Marxismo-Leninismo quer nas

palavras, quer nos actos. Eles demonstraram que o revisionismo é totalmente evitável se o Partido

Comunista não abandonar os seus princípios revolucionários, se mantiver uma correcta linha

Bolchevista, se seguir a política da luta de classes e se tomar todas as medidas para eliminar todas

as fontes de degeneração oportunista.

No entanto, a exactidão historicamente provada do Marxismo-Leninismo não é o único mérito de

Estaline e de Enver Hoxha. Na verdade, o Estalinismo-Hoxhaismo é um enriquecimento dos

ensinamentos do Marxismo-Leninismo. Esta situação distingue-nos dos “Marxistas-Leninistas”. E nós

somos suficientemente hábeis para explicar esta diferença aos trabalhadores.

Esta decisão não foi tomada de forma espontânea, ela foi uma consequência lógica e há muito

esperada da anterior decisão estabelecida pelo Comintern /EH em 31/12/2000, nomeadamente para

defender Marx, Engels, Lénine, Estaline e Enver Hoxha como sendo os 5 Clássicos do Marxismo-

Leninismo.

A decisão tomada em 7 de Novembro de 2009 e a decisão tomada em 31 de Dezembro de 2000 não

são contraditórias. Pelo contrário, elas comportam uma relação dialéctica indissociável entre si.

Ninguém pode dizer “sim” a uma destas decisões e “não” á outra. Ambas formam em conjunto uma

unidade complementar, têm uma essência idêntica e são partes integrais da unidade teórica da

nossa organização e do nosso movimento.

Os revolucionários são revolucionários porque compreendem as suas actividades revolucionárias de

forma auto-crítica. Nós não tememos as revisões auto-críticas das velhas fórmulas do Marxismo-

Leninismo porque elas são inevitáveis e necessárias para o desenvolvimento da revolução.

 

O Marxismo é essencialmente uma ideologia crítica – é a expressão científica das reflexões críticas e

auto-críticas do proletariado. Um movimento só é um movimento revolucionário se avançar na

direcção de novos desenvolvimentos da teoria Marxista (contrariamente á “revisão” e á “evolução” do

oportunismo de “esquerda” ou de “direita” ou até do centrismo que não são mais do que adaptações

do Marxismo á ideologia burguesa).

Apenas os inimigos do Marxismo-Leninismo podem querer dificultar e impedir o desenvolvimento do

Marxismo. Não desenvolver o Marxismo-Leninismo significa a morte do Marxismo-Leninismo, significa

o triunfo da burguesia sobre o Marxismo-Leninismo. A burguesia só pode ser derrotada através do

desenvolvimento do Marxismo – e vice-versa: a burguesia só pode controlar e dominar o proletariado

se este não se basear no desenvolvimento do Marxismo.

Consequentemente, a burguesia apenas pode ser derrotada se o proletariado seguir o caminho do

desenvolvimento do Marxismo-Leninismo.

O Leninismo foi desenvolvido a partir do Marxismo. A vitória do Leninismo foi uma vitória sobre os

oportunistas que se erguiam contra o desenvolvimento do Marxismo.

O Estalinismo constituiu, da mesma forma, o desenvolvimento do Leninismo. A vitória do Estalinismo

foi uma vitória sobre os oportunistas que se erguiam contra o desenvolvimento do Leninismo.

Posteriormente, o Hoxhaismo foi o desenvolvimento do Estalinismo. A vitória do Hoxhaismo foi uma

vitória sobre os oportunistas (os revisionistas modernos), que se rebelavam contra o

desenvolvimento do Estalinismo.

Hoje em dia, há oportunistas que concordam com o Estalinismo-Hoxhaismo em palavras, mas

recusam-se terminantemente a aceitar a necessidade do seu desenvolvimento. Estes oportunistas

são insensíveis ao facto de que nada pode sobreviver sem se desenvolver. Estalinismo-Hoxhaismo em

palavras – Anti-Estalinismo-Hoxhaismo em acções!

O Estalinismo-Hoxhaismo constitui o nível até agora mais elevado, mas não o último, de

desenvolvimento do Marxismo-Leninismo. De facto, o desenvolvimento do Marxismo-Leninismo é um

processo que não tem fim. Não existem quaisquer tipos de limitações ao desenvolvimento do

Marxismo-Leninismo.

Tal como o Marxismo se desenvolveu na luta contra o socialismo pré-Marxista, o Leninismo

desenvolveu-se na luta contra a revisão burguesa do Marxismo, o Estalinismo desenvolveu-se na luta

contra a revisão burguesa do Leninismo e o Hoxhaismo desenvolveu-se na luta contra a revisão

burguesa do Estalinismo (revisionismo moderno).

O próprio Marxismo-Leninismo ensina-nos que o seu desenvolvimento é parte integral da sua defesa.

E o Marxismo-Leninismo ensina-nos também que nós somos os únicos tanto capazes como

responsáveis para desenvolver o Marxismo-Leninismo. O uso do Marxismo-Leninismo que não se

traduza mais tarde num seu desenvolvimento bem sucedido constitui um mau uso.

Para o desenvolvimento do Marxismo existem fases de desenvolvimento que se completam em si

mesmas, nomeadamente as 5 fases que foram construídas pelos 5 Clássicos, mas ninguém pode

pretender traçar uma linha final ao seu desenvolvimento. O fim do desenvolvimento do Marxismo

revolucionário é impossível e incompatível com os seus princípios mais básicos.

O Marxismo-Leninismo é uma teoria independente, é a ideologia do proletariado. No entanto, tal

como o proletariado se desenvolve através da globalização, tal como as relações de classe se

desenvolvem através da globalização, tal como a luta de classes se desenvolve através da

globalização, também a ideologia do proletariado se desenvolve através da globalização. A doutrina

do Marxismo-Leninismo não exclui a globalização. Pelo contrário, ela completa-a e dá-lhe

seguimento.

 

A necessidade de fazer progredir o Marxismo e a sua aplicação permanente ás condições mutáveis da

luta de classes estão de acordo com os princípios que devem reger o avanço e o melhoramento do

Marxismo.

Qual é o princípio do desenvolvimento do Marxismo-Leninismo?

Esta lei significa que o Marxismo é invencível quando harmonizado com as mudanças

objectivas da sociedade, através da aplicação dos métodos do materialismo histórico e

dialéctico. Uma teoria que se mantém a par das mudanças objectivas pode ser

transformada numa força material pela luta das massas. Pelo contrário, uma teoria que

não se mantém a par é incapaz de desenvolver as forças materiais.

No entanto, qual é o princípio da revisão geral do Marxismo?

Em contraste com o princípio geral Marxista do seu desenvolvimento necessário, está a revisão geral

Marxista de apenas um das suas derivações particulares.

As revisões gerais do Marxismo são necessárias em períodos críticos, originados por conflitos com

fórmulas ultrapassadas e conclusões do Marxismo (inexistência de acordo entre as mudanças

revolucionárias mundiais e as teorias obsoletas).

Em primeiro lugar, as velhas fórmulas já não correspondem ás novas condições de luta.

Em segundo lugar, as velhas fórmulas revelaram-se inúteis e ineficazes.

Em terceiro lugar, (na pior das hipóteses), as velhas fórmulas podem mesmo começar a dificultar

os processos revolucionários de mudança das formas de luta de classes ou até a facilitar a vitória dos

revisionistas sobre o Marxismo.

Opostamente ao que fazem os revisionistas – que revêem princípios Marxistas irrenunciáveis ou ainda

válidos com o objectivo de os substituir e de os abolir – o princípio da revisão geral Marxista significa

a restauração do Marxismo em casos de obsolescência.

Estes casos aparecem inevitavelmente se o Marxismo correr o risco de perder o seu potencial

revolucionário, se o seu desenvolvimento for negligenciado.

Nestes casos, o Marxismo só pode ser restaurado com uma profunda “limpeza de ferrugem” e através

de novas ideias, princípios, fórmulas e conclusões revolucionários. A teoria Marxista não está

preparada para lidar com a situação mundial revolucionária actual porque – após a morte do

camarada Enver Hoxha – ninguém deu seguimento ao seu desenvolvimento. Este é o ponto crucial –

falta de progresso da teoria Marxista.

Aplicar o princípio da revisão geral significa:

Remover tudo o que possa conduzir a força orientadora do Marxismo a tornar-se num

empecilho. A crise teórica do Marxismo-Leninismo apenas pode ser ultrapassada através

da revisão geral do Marxismo-Leninismo. Remover toda e qualquer contradição entre os

velhos modelos do Marxismo-Leninismo e as presentes condições do mundo através do

desenvolvimento do Estalinismo-Hoxhaismo.

A história do Marxismo conheceu muitas fases críticas no seu processo de desenvolvimento, durante

as quais a utilização do princípio das revisões gerais provou ser inevitável.

Os estudos e reflexões acerca da crise económica do capitalismo global são correctos se forem parte

da revisão geral. O Marxismo é mais do que apenas “O Capital” (livro de Karl Marx).

Os novos estudos económicos são inúteis se nós insistirmos em usar estratégias, tácticas e

instrumentos políticos de luta de classes que já não são válidos e se encontram ultrapassados. Está

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na própria natureza do economismo a tendência para negar a ciência da libertação do proletariado, e

o economismo rejeita esta ciência revolucionária por causa da sua alegada “nocividade” para a

espontaneidade do movimento operário.

A renúncia á revisão geral do Marxismo-Leninismo resultaria no facto de que utilizar armas políticoideológicas

totalmente ultrapassadas conduziria aos mesmos resultados das actividades da

burguesia: A ligação entre o movimento espontâneo dos trabalhadores e o socialismo científico, tal

como desejado por Lénine, seria algo caricatural e tornado impossível pela ciência socialista

ultrapassada

Na verdade, a principal tarefa dos economicistas é provar que a classe trabalhadora pode atingir o

socialismo mundial apesar das armas ultrapassadas ainda existentes na ciência do socialismo. Mas

neste caso, o proletariado mundial não precisaria mais dos comunistas. E ao “provar” a “inutilidade”

do Movimento Comunista Mundial no âmbito do movimento espontâneo dos trabalhadores.

Hoje em dia, os nossos estudos acerca da crise da globalização servem para criar uma nova linha

geral do Movimento Comunista Internacional e, simultaneamente, servem também para descartar a

linha antiga que deixou de ser válida. Este é um exemplo da diferença entre a aplicação tímida e a

aplicação completa do princípio da revisão geral do Marxismo.

Há muitos camaradas que cometem frequentemente outro erro, principalmente quando procuram a

razão para a crise do Movimento Marxista-Leninista Mundial. Eles escolhem o caminho mais fácil e

atiram a “batata quente” para as mãos dos camaradas dos outros países. Isto não é uma questão de

aplicação errada do Marxismo-Leninismo neste ou naquele país (erros de aplicação prática sob

condições diferentes). Isto é completamente errado. A aplicação prática correcta do Marxismo-

Leninismo NÃO é suficiente para garantir a vitória!

No fundo, o problema consiste na falta da revisão geral do Marxismo-Leninismo. O critério mais

elevado da teoria Marxista é a base da nossa linha política.

Estes camaradas não compreenderam correctamente o carácter do Marxismo-Leninismo, nem a

necessidade de usar o princípio do desenvolvimento da teoria Marxista.

Nós Marxistas-Leninistas temos de dominar não apenas o lado prático do uso do Marxismo-

Leninismo, mas também o lado teórico.

Sem avanço da teoria – perecimento da teoria.

Uma teoria moribunda significa um movimento moribundo, significa a morte de qualquer

movimento revolucionário.

A decadência inevitável do Movimento Marxista-Leninista Mundial só poderá ser parada através de

uma revisão geral da teoria Marxista-Leninista. A revisão geral constitui o incentivo principal para o

restabelecimento do Movimento Marxista-Leninista Mundial.

A história do Movimento Comunista Mundial prova de forma lamentável e dolorosa que qualquer

negligência ou aplicação errada do princípio do desenvolvimento do Marxismo-Leninismo conduz

sempre a derrotas catastróficas do nosso lado e a vitórias dos nossos inimigos de classe.

Esta situação sucederá inevitavelmente se nós não formos capazes de aprender com as experiências

importantíssimas do Movimento Comunista Mundial.

Todas as novas épocas criam as suas próprias doutrinas revolucionárias e abandonam as

doutrinas que só eram válidas para a época anterior.

Todos os que concordem com a nossa posição de que a derrota do socialismo, a substituição dos Dois

Mundos pelo imperialismo mundial, as crises da globalização capitalista mundial, o advento de novas

situações revolucionárias mundiais e outros desenvolvimentos históricos não podem ser explicados de

forma adequada pelos velhos modelos e critérios do Marxismo-Leninismo. Os 5 Clássicos do

Marxismo-Leninismo elaboraram os seus ensinamentos no contexto das suas respectivas épocas.

Eles previram o desenvolvimento nas suas linhas gerais, mas era impossível para eles analisar

concretamente o que iria ocorrer no futuro. De facto, fomos nós próprios Marxistas-Leninistas que

causamos a presente crise da teoria Marxista porque fomos incapazes de superar os seus modelos

ultrapassados.

Os Marxistas-Leninistas não se podem manter em silêncio no que respeita á vasta discordância entre

os velhos modelos e critérios do Marxismo-Leninismo e a presente situação mundial. Nós temos de

ser auto-críticos e isso significa que devemos manter a liberdade de movimentos.

A razão de ser do Comintern/ML estava fundada nesta consciência auto-crítica acerca de uma revisão

geral do Marxismo-Leninismo e nós tentámos elevar o nível da teoria Marxista durante 10 anos.

Assim, não é por acaso que nos denominamos Estalinistas-Hoxhaistas. Isto resultou do

desenvolvimento dos ensinamentos dos 5 Clássicos do Marxismo-Leninismo.

O que deve ser feito numa revisão geral?

Em primeiro lugar, devem-se manter todos os teoremas que são válidos não apenas para a

época do primeiro período do socialismo mas também para o segundo período do

socialismo, para o período do socialismo mundial (caso haja necessidade de os modificar,

tal deve ser feito apenas nos pormenores secundários).

Em segundo lugar, devem-se eliminar todos os velhos dogmas que já não são aplicáveis,

devido á globalização, devido ás mudanças da situação mundial, devido ás mudanças nos

modos de produção e devido ás mudanças nas próprias relações de classe.

Em terceiro lugar, nós também devemos criar novos princípios válidos que completem as

antigas doutrinas que ainda se mantêm válidas.

Com isto, nós aplicamos o método da revisão geral que aprendemos com os 5 Clássicos do Marxismo-

Leninismo.

No entanto, devemos admitir que fomos incapazes de desenvolver os ensinamentos do camarada

Enver Hoxha desde a sua morte. Este facto constituiu não só uma das nossas maiores fraquezas, mas

também a razão pela qual os oportunistas conseguiram arruinar o Movimento Mundial Marxista-

Leninista do Camarada Enver Hoxha. No fundo, foi uma dádiva para a burguesia mundial.

O Estalinismo-Hoxhaismo é uma ciência – é a fase mais elevada da ciência Marxista-

Leninista. Esta ciência não pode continuar imóvel – tem de ser desenvolvida e melhorada no

contexto das presentes condições da luta de classes globalizada.

Eis o que nos ensina o camarada Estaline:

Como ciência que é, o Marxismo não pode permanecer imóvel – ele deve desenvolver-se e

melhorar. No curso do seu desenvolvimento, o Marxismo deve ser enriquecido por novas

experiências e conhecimentos – e consequentemente, por novas fórmulas e conclusões que

correspondem de forma mais adequada ás novas tarefas históricas. O Marxismo não aceita

conclusões imutáveis e fórmulas definitivas para todas as eras e períodos. O Marxismo é

inimigo de qualquer tipo de dogmatismo.”

Hoje em dia, isto significa que o desenvolvimento do Estalinismo-Hoxhaismo deve estar de acordo

com as novas experiências e conhecimentos globalizados e deve esforçar-se por compilar novas

doutrinas e conclusões.

Se alguém tentar negar tudo isto através de argumentos alegadamente “Marxistas-Leninistas”, então

esse alguém é um inimigo do Marxismo, é um dogmatista tal como Estaline definiu correctamente.

 

Os dogmatistas não passam de cobardes que se escondem atrás da máscara do Marxismo-Leninismo

para justificar a sua capitulação a favor da burguesia.

Quem defende as doutrinas do Marxismo-Leninismo que são inválidas, inúteis e

ultrapassadas está na realidade a defender a burguesia e não o proletariado. É nosso dever

explicar as nossas novas fórmulas á classe trabalhadora de forma paciente e em tom fraterno.

No entanto, nós lutamos resolutamente tanto contra o dogmatismo como contra o revisionismo.

No que respeita á questão da revisão geral, o que distingue os dogmatistas dos revisionistas é

exclusivamente a diferente forma como uns e outros lidam com o assunto.

Por um lado, os dogmatistas querem impedir-nos de fazer a nossa revisão geral com o argumento de

que as revisões são sempre “desonestas”, “supérfluas” ou até “revisionistas”.

Por outro lado, os revisionistas pretendem sempre revisões gerais Marxistas em palavras e revisões

burguesas em actos (revisões gerais revisionistas do Marxismo).

Além disto, ambos prosseguem um objectivo comum: prevenir o avanço do Marxismo-Leninismo, o

que significa conduzir a revolução do proletariado mundial á derrota.

Pela sua parte, os centristas parecem fazer maravilhas assimilando novos teoremas e reconciliandoos

com os antigos. Mas não interessa desenvolver novas e fantásticas ideias Marxistas nem elaborar

brilhantes slogans revolucionários se estas ideias e estes slogans continuarem a ser entorpecidos

pelas ideias ultrapassadas e pelos slogans ultrapassados, aos quais falta remover. Na verdade, os

centristas fazem deste erro um princípio e é por isso que nós os devemos expor e lutar contra os

seus métodos ecléticos e anti-Marxistas bem como contra a sua “revisão geral” centrista.

Nós, Estalinistas-Hoxhaistas, devemos destruir os movimentos neo-revisionistas que nos atacam,

acusando-nos de sermos “sectários” por estarmos de fora das suas “frentes unidas”.

Em nome da “unidade e luta”, eles impossibilitam tanto a unidade como a luta através da sua

reconciliação com o revisionismo, através do seu abandono da revolução mundial. Os neorevisionistas

combinam ambos os processos de deformação e degeneração do Marxismo-Leninismo.

No entanto, contra eles, nós combinamos ambos os processos de reconstrução e de novo começo

teórico.

Até agora, a teoria Marxista-Leninista era a generalização científica indisputável das experiências dos

trabalhadores de todos os países, e especialmente das experiências dos trabalhadores dos dois únicos

países socialistas: a União Soviética de Lénine e Estaline e a Albânia de Enver Hoxha.

A ideologia globalizada do proletariado é originada pela classe que se torna globalizada. É a partir

desta nova ideologia globalizada e emergente que se desenvolve uma nova consciência da revolução

mundial, que será munida com as ideias mais avançadas do Marxismo-Leninismo, que será munida

com o Estalinismo-Hoxhaismo.

A essência de uma classe trabalhadora globalizada determina a sua nova consciência globalizada, que

é uma consciência extraordinária que não pode ser comparada com nenhuma das consciências

revolucionárias mundiais anteriores.

Por esta altura, celebra-se o 92º aniversário da Revolução de Outubro. Lénine e Estaline promoveram

a expansão da Revolução de Outubro numa escala internacional. 92 anos passados, o mundo sofreu

modificações, mas o mesmo não aconteceu com o significado da Grande Revolução de Outubro que

mantém total e plena actualidade. A teoria da Revolução vitoriosa de Outubro é imortal. Mas

esta vitória só é imortal se a utilização da sua teoria revolucionária mundial for compreendida no

contexto das condições presentes. Naquela época, o proletariado Russo teve de enfrentar a burguesia

Russa. Hoje em dia, o mundo inteiro terá de enfrentar a burguesia mundial.

 

Depois do colapso do revisionismo moderno, os neo-revisionistas substituíram os revisionistas

modernos no cumprimento da tarefa da falsa “defesa” da Revolução de Outubro (apenas em

palavras). Assim, os neo-revisionistas continuaram com a prática deste embuste. Não é óbvio que

devemos aumentar a nossa luta pela vitória global do Outubro Vermelho? Não é óbvio que devemos

lutar para calar os oportunistas? Não é óbvio que só podemos derrotar os oportunistas se

desenvolvermos a teoria da revolução socialista mundial? Sem a derrota do neo-revisionismo,

não pode haver defesa da Revolução de Outubro. De outra maneira, nós não conseguiremos

atingir a vitória final e não seremos capazes de derrotar a burguesia mundial.

Assim:

A teoria Marxista-Leninista do socialismo mundial manter-se-á válida:

em primeiro lugar, se for capaz de explicar cientificamente como é que os factores

objectivos da revolução global mudaram,

e em segundo lugar, se reflectir correctamente e confirmar cientificamente o novo advento

do movimento proletário globalizado nas suas formas gerais e de acordo com as suas

experiências.

Isto significa que:

A teoria Marxista-Leninista da revolução socialista mundial permanecerá válida quando se

verificar a harmonização científica entre o factor global objectivo e o factor global

subjectivo da revolução mundial. Por outras palavras: A teoria Marxista-Leninista da

Revolução de Outubro sobrevive como uma força orientadora da revolução mundial se for

desenvolvida através do Estalinismo-Hoxhaismo.

A teoria Marxista-Leninista da revolução socialista mundial não permanecerá válida,

em primeiro lugar:

se ignorar ou negligenciar a experiência do novo movimento proletário mundial no

contexto das condições da globalização,

e em segundo lugar:

se recusar rever as velhas doutrinas ultrapassadas do período do socialismo “num só país”,

se recusar a revisão geral necessária para o desenvolvimento do Estalinismo-Hoxhaismo.

Os princípios orientadores do Marxismo-Leninismo, tal como foram desenvolvidos durante o período

do socialismo “num só país”, devem ser sujeitos a uma revisão absolutamente necessária para os

modificar numa escala global.

Nós temos de elaborar novos parâmetros que nos permitam resolver a questão vital da

revolução mundial e da transformação do capitalismo mundial em socialismo mundial.

Como consequência da globalização, o desenvolvimento do Marxismo-Leninismo teve de

alterar a sua forma, teve de assumir a forma globalizada do Estalinismo-Hoxhaismo. O

Marxismo-Leninismo teve de se livrar da sua velha forma, que ainda correspondia ao

modelo do socialismo “num só país”, ao primeiro período do socialismo.

Qual é a força da teoria mundial Estalinista-Hoxhaista?

O carácter internacional da teoria mundial Estalinista-Hoxhaista consiste em que ela

proporciona a oportunidade para que a Internacional Comunista (do novo tipo) se possa

orientar na situação mundial globalizada, para que possa compreender a interdependência

dos acontecimentos mundiais, para que possa prever o curso das ocorrências

internacionais e para que consiga reconhecer não apenas como e onde é que as

ocorrências se desenvolvem no presente, mas também como e onde é que elas se irão

desenvolver no futuro (Estaline).

Apenas um novo Tipo de Internacional Comunista que domine a teoria mundial Estalinista-

Hoxhaista é capaz de avançar com confiança e de abrir o caminho do proletariado

internacional. E vice-versa – uma Internacional Comunista que não domine a teoria

mundial Estalinista-Hoxhaista está condenada a vaguear cegamente, a perder a confiança

nas suas próprias acções e não será capaz de liderar o proletariado mundial (Estaline).

A definição de Estaline:

A teoria do Marxismo, que determina os processos objectivos ao longo do seu

desenvolvimento e do seu perecimento, aponta a classe ou as classes que tomam

inevitavelmente o poder, ou que dele são expulsas de forma igualmente inevitável”

(Estaline, Volume 5, página 53).

Lénine previu: “A situação histórica objectiva tornou-se muito diferente” (Lénine, Volume 21,

página 149, Edição Inglesa). Certamente, esta afirmação mantém total actualidade:

Sem dúvida, nós vivemos hoje na junção entre duas épocas, e os acontecimentos

históricos que se desenrolam diante dos nossos olhos só podem ser compreendidos se

analisarmos, em primeiro lugar, as condições objectivas da transição de uma época para a

outra. Aqui temos importantes épocas históricas; em cada uma delas existem e existirão

sempre movimentos individuais e parciais, quer progressistas quer regressivos; na

verdade, existem e existirão sempre vários desvios ao tempo e á normalidade dentro de

cada movimento. Nós não podemos saber quão rapidamente e quão bem-sucedidos será o

desenvolvimento dos vários movimentos históricos numa determinada época, mas

podemos saber e sabemos QUE CLASSE é que se encontra á cabeça de uma ou de outra

época, determinando o seu conteúdo, a principal direcção do seu desenvolvimento, as

principais características da situação histórica daquela época, etc. Apenas nessa base,

tomando em consideração, em primeiro lugar, os traços fundamentais das várias “épocas”

(e não de simples episódios na história de países isolados), é que nós podemos

desenvolver correctamente as nossas tácticas; apenas o conhecimento dos traços básicos

de uma determinada época serve como fundamento para a compreensão das

características específicas de um país ou de outro” (Lénine, Volume 21, página 145, Edição

Inglesa).

Na nossa plataforma, nós levamos a peito as palavras de Lénine através da iluminação do caminho

revolucionário do proletariado mundial até á vitória do Socialismo Mundial.

Actualmente, podemos ver com os nossos próprios olhos a nova época da sociedade mundial com os

seus modos globais de produção característicos. Nós reconhecemos que o novo trabalhador industrial

constitui a força dirigente do proletariado mundial. Nesta situação, mesmo através das janelas sujas

do capitalismo globalizado, o socialismo mundial já brilha para nós – ele já está ao nosso alcance.

 

II

As organizações Estalinistas-Hoxhaistas de novo tipo

Na sua essência, a Internacional Comunista não pereceu – ela viveu até hoje e viverá

também no futuro!”

Esta afirmação foi feita por Lénine quando fundou o Comintern, há 90 anos atrás.

 

O Comintern/EH é a única organização no mundo que defendeu e continua a defender o glorioso

estandarte do Comintern e que centrou o seu trabalho na reconstrução do Comintern durante 10

anos.

Como é óbvio, nós não nos esquecemos do 90º aniversário do Comintern, mas verificámos

deliberadamente quem é que se esqueceu deste acontecimento histórico. Em todo o mundo, quase

nenhuma organização revolucionária tomou em consideração este importante acontecimento da

história do Movimento Comunista Mundial. Nenhuma organização expressou a necessidade urgente

de seguir a fundação do Comintern elaborada por Lénine. Nenhuma organização tentou, pelo menos,

publicitar a reconstrução do Comintern, que constitui a solução de um problema urgente. No mundo,

quase não existem forças internacionalistas que nos apoiem nos nossos esforços para reorganizar a

Internacional Comunista. Esta é a situação neste momento. Será que os actuais líderes oportunistas

do Movimento Mundial Marxista-Leninista poderão continuar a manter o silêncio neste assunto crucial

para o proletariado mundial?

APESAR DE TUDO!

O antigo movimento comunista mundial da Internacional Comunista de Lénine e de

Estaline ainda está vivo!

O Comintern nunca chegou a morrer e viverá para sempre!

APESAR DE TUDO!

Lénine caracterizou a posição histórica da III Internacional da seguinte maneira:

A I. Internacional construiu os alicerces da luta proletária internacional pelo socialismo.

A Segunda Internacional correspondeu á época em que se preparou o terreno para uma

maior expansão do movimento entre as massas em vários países.

A III. Internacional aproveitou os frutos do trabalho da Segunda Internacional, expulsou o

oportunismo, o social-chauvinismo, as influências burguesas e pequeno-burguesas e

iniciou a ditadura do proletariado. O significado histórico da III. Internacional Comunista

consiste na implementação prática do grande slogan de Marx, o slogan que faz o balanço

do Século do desenvolvimento do socialismo e do movimento operário, o slogan que está

expresso no próprio conceito da ditadura do proletariado. Esta previsão engenhosa, esta

teoria engenhosa torna-se realidade” (Lénine, “A Terceira Internacional e o seu lugar na

história”, Moscovo, 15 de Abril de 1919).

A Primeira e a Segunda Internacional nasceram da luta contra as tendências anti-Marxistas do

socialismo pequeno-burguês, contra o Proudhonismo, o Bakuninismo, contra os Lassallianeristas e

outras correntes do anti-Marxismo reformista.

A III. Internacional, a Internacional Leninista, nasceu da luta contra a traição dos líderes oportunistas

da Segunda Internacional, contra o social-chauvinismo e o oportunismo de direita.

O Cominform do Camarada Estaline foi dirigido contra o perigo da influência do revisionista dentro do

campo socialista mundial.

Por seu lado, o Movimento Marxista-Leninista Mundial do Camarada Enver Hoxha nasceu da luta

contra o revisionismo moderno no poder.

O Comintern / EH deu seguimento á luta contra a traição dos 5 Clássicos do Marxismo-Leninismo, e

resultou da luta contra o neo-revisionismo no contexto do processo degenerativo do Movimento

Mundial Marxista-Leninista do camarada Enver Hoxha.

 

O Comintern / EH aproveitou os frutos do trabalho do Comintern, do Cominform e do Movimento

Mundial Marxista-Leninista do camarada Enver Hoxha, derrotando o neo-revisionismo, reconhecendo

a natureza revolucionária do proletariado mundial globalizado e o despertar do movimento operário

globalizado.

O significado histórico do Comintern / EH consiste na implementação prática do grande

slogan do Marxismo-Leninismo – o slogan da construção da ditadura mundial do

proletariado. O Comintern / EH lançou os fundamentos teóricos da luta do proletariado

mundial globalizado pelo socialismo global, pela criação de um novo campo proletário

mundial, pela ditadura do proletariado mundial.

Todas as Internacionais Comunistas foram criadas a partir de cima, para facilitar, fortalecer e

consolidar a organização da unidade internacional do proletariado militante de todo o mundo.

Após a dissolução da Internacional Comunista, seguiu-se um período de troca de ideias e

experiências entre os partidos comunistas, um período de relações bilaterais e multilaterais,

assistência mútua e de estratégias, tácticas e objectivos comuns. Esta situação caracterizou também

o período do Movimento Mundial Marxista-Leninista do Camarada Enver Hoxha, nomeadamente o

período da libertação do cerco burguês-revisionista.

Em vez de desaparecer, a Internacional Comunista apenas transitou para um período mais elevado,

no qual as suas tendências originais foram preenchidas até certo ponto (ver Marx em: “A Nova Era”,

20º Ano, Volume I, página 589).

A III. Internacional superou o carácter instável da Primeira e da Segunda Internacionais e foi

estabelecida como sendo um partido Bolchevista mundial com os seus princípios e normas

conhecidos. Estes princípios e normas são ainda válidos, apesar de terem de ser modificados no

contexto das condições da globalização.

Tanto o Comintern como o Cominform podem ser caracterizados pelo apoio e pela liderança central

do PCUS (B) de Lénine e de Estaline.

O Movimento Mundial Marxista-Leninista concretizou a sua separação da influência do revisionismo

moderno, inclusivamente do revisionismo Chinês e do “pensamento Mao Zedong”. Desde o início, o

Maoismo demonstrou uma atitude negativa relativamente á Internacional Comunista. Isto foi mais

tarde expresso na obra do revisionismo Maoista “polémicas na Linha Geral do Movimento Comunista

Internacional” (1963). Demarcando-se dos revisionistas Chineses, o camarada Enver Hoxha afirmou:

No caminho verdadeiramente revolucionário, a cooperação entre os nossos partidos

Marxistas-Leninistas deve ser completa” (Enver Hoxha, Relatório ao 7º Congresso do PTA).

O processo de cooperação intensiva, de esforços comuns e de acções unificadas dos partidos-irmãos

soba liderança do camarada Enver Hoxha foram indicações positivas para a preparação da formação

de uma nova Internacional Comunista do Movimento Marxista-Leninista Mundial – adoptar o espírito

do Comintern é a pré-condição para adoptar os seus princípios organizacionais:

Actualmente, o Comunismo Mundial deve ser marcado pelo espírito militante e

revolucionário dos tempos heróicos de Lénine, de Estaline, e do Comintern” (Enver Hoxha,

relatório ao 5º Congresso do PTA, Novembro de 1966).

Para Enver Hoxha, o comunismo mundial e o Comintern eram inseparáveis entre si – nisto

consiste o objectivo mais ambiciosos dos Marxistas-Leninistas.

Houve muitas discussões acerca dos prós e dos contras da refundação da nova Internacional

Comunista e acerca do momento exacto do seu renascimento. As diferenças relativas a este assunto

não foram discutidas abertamente, no entanto a atitude do PTA foi claramente formulada no seu 7º

Congresso, no qual se notou que ainda não era o momento certo para a reconstrução da

Internacional Comunista. Deduzir disto que:

 

Enver Hoxha estaria basicamente contra a reconstrução da Internacional Comunista” – é uma

presunção de má vontade.

Toda esta cooperação fraterna entre os partidos-irmãos se frustrou após a traição revisionista na

Albânia, após a destruição do socialismo, após o processo de degeneração do Movimento Marxista-

Leninista Mundial. As discussões relativas aos prós e contras da refundação da Internacional

Comunista deverão ser retomadas pelo Comintern/EH. Desde o ano 2000, o Comintern/ML tornou-se

na força dirigente e orientadora para a criação da base político-ideológica que abre o caminho para a

reconstrução do Comintern. O Movimento Mundial Marxista-Leninista foi privado do seu centro de

liderança e não estava nem capaz nem pronto para a reconstrução de uma liderança mundial forte

que seria construída com as suas próprias forças.

Desta forma, o Comintern/ML tornou-se na primeira Internacional Comunista do mundo, formada

apesar das dissidências de certos grupos dentro do Movimento Mundial Marxista-Leninista. Esta foi a

primeira Internacional Comunista a ser criada apesar de toda a resistência dentro do Movimento

Mundial Marxista-Leninista, nomeadamente através de um grupo reduzido de camaradas isolados que

souberam resistir corajosamente ás influências neo-revisionistas dominantes.

O Comintern/ML surgiu da luta contra os oponentes da reconstrução do Comintern dentro do

Movimento Mundial Marxista-Leninista. O Comintern/ML não era apoiado nem pelos representantes

dos partidos Comunistas nem por qualquer outra organização. O Comintern/ML nasceu de forma

solitária, mas APESAR DE TUDO – O Comintern/ML vive! O Comintern/ML formou os 5

Clássicos do Marxismo-Leninismo para defesa do comunismo.

Em que difere a Internacional Comunista do tipo antigo da de novo tipo?

Nós falamos acerca do antigo Comintern, a Internacional Comunista, no período do socialismo “num

só país” e falamos também do antigo Cominform, a organização mundial do campo socialista nos

tempos do camarada Estaline. Esta situação marcou a época na qual o proletariado mundial

partilhava o seu poder com o imperialismo dominante mundial. Desde sempre, a Internacional

Comunista foi o fruto do proletariado “de um só país” que forjou o seu tipo específico de organização.

O tipo específico do Comintern emana do tipo específico do Partido Bolchevique da União Soviética

que constituiu tanto a base como a alavanca da Internacional Comunista.

Antigamente, a Internacional Comunista foi um instrumento da coexistência pacífica entre o

capitalismo e o socialismo.

A Internacional Comunista de novo tipo é caracterizada (de forma desvantajosa) pela falta da

ditadura do proletariado “num só país”, pelo desaparecimento do mundo socialista, etc.

No entanto, ao longo desta plataforma, nós já expusemos todos os argumentos positivos relativos ao

potencial gigantesco do proletariado mundial no que respeita á globalização.

A conclusão é que um novo tipo de Internacional Comunista é determinado por um novo tipo de

proletariado globalizado. A criação da organização mundial do proletariado mundial pressupõe a

existência do proletariado mundial como suporte da produção global.

O novo tipo difere do antigo tipo da Internacional Comunista devido aos diferentes períodos históricos

em que cada um foi fundado.

O novo tipo de Comintern deve satisfazer a tarefa do proletariado mundial que consiste em

conquistar a proeminência em todo o mundo. O Comintern de novo tipo está pronto para tomar nas

suas mãos o poder político global sem ter de passar pela fase intermédia do socialismo “num só

país”.

O novo tipo de Comintern distingue-se porque luta não apenas pela destruição imediata do reinado

da burguesia mundial, mas também porque, simultaneamente, luta pelo estabelecimento da ditadura

mundial do proletariado, pela construção do socialismo mundial, por um mundo sem capitalismo, etc.

A nova Internacional Comunista não é um instrumento da coexistência pacífica entre o

socialismo e o capitalismo – tal como o antigo Comintern deveria ter sido um instrumento

do reinado absoluto da ditadura mundial do proletariado sobre todo o mundo, sem partilha

com o capitalismo.

É plausível que o novo tipo de Comintern não possa ser criado simplesmente através de uma cópia do

antigo Comintern porque são necessários modelos e critérios mais elevados para o desenvolvimento

deste novo tipo. Na época do antigo Comintern, a forma mais elevada de organização estatal

internacionalista era a União Soviética de Lénine e de Estaline – que continha elementos importantes

para a criação da base do sistema estatal socialista á escala planetária.

Do que nós precisamos é de uma organização estatal internacionalista comparável com a da União

Soviética, organização essa que seria a União dos Estados Socialistas Mundiais, um sistema global de

Sovietes de Operários, Camponeses e Soldados com o objectivo de garantir que a transição para o

socialismo mundial se faça da forma menos problemática possível.

Nós precisamos de uma Internacional Comunista de novo tipo que permita que o proletariado

mundial consiga unir e liderar os elementos mais regressivos das massas trabalhadoras e exploradas

de todo o mundo.

O tipo mais elevado de Comintern é o tipo globalizado de Comintern. O novo tipo de organizações

Estalinistas-Hoxhaistas consiste num tipo globalizado muito diferente de todos os anteriores tipos de

organizações Marxistas-Leninistas. O novo tipo de partido Estalinista-Hoxhaista é um tipo de partido

Bolchevista mundial que preenche completamente as exigências da luta de classes á escala global,

que se caracteriza por ser ao mesmo tempo carácter múltiplo e centralizado.

A Internacional Comunista de novo tipo é o principal instrumento para a libertação global do

proletariado mundial. Do que nós precisamos é de uma Internacional Comunista que oriente os

partidos Comunistas de todos os países e não grupos isolados em países distantes. Nós precisamos

de partidos Bolchevistas em cada país que estejam aptos para fornecer as suas divisões proletárias

ao exército proletário mundial.

O proletariado mundial não possui outra arma na luta pelo poder mundial além da sua

organização global, que combina e centraliza as unidades de luta de todos os países.

Não é claro e óbvio que não pode haver um Movimento Mundial Estalinista-Hoxhaista que não lute

sob a liderança da Internacional Comunista?

E vice-versa: Não pode haver um Partido Mundial Estalinista-Hoxhaista que não lute pela cooperação

do Movimento Estalinista-Hoxhaista em cada país, em particular, e pela cooperação dentro do

Movimento Mundial Estalinista-Hoxhaista, em geral!

Não são os partidos Comunistas dos diversos países que iniciam a formação da Internacional

Comunista. Na verdade, sucede o contrário: a Internacional Comunista é a força activa que converte

todas as formações proletárias dos partidos Comunistas em unidades de combate globalizadas do

proletariado mundial.

Nas condições da globalização, a lei predominante no contexto do movimento operário internacional

acaba por ser o factor predominante no que toca á dependência do movimento operário nos vários

países. É nisto que consiste a justa e honrosa relação existente entre a Internacional Comunista e o

Partido Comunista de cada país!

A Internacional consiste na união de pessoas (no inicio, de forma ideológica, mas com o

passar do tempo, também de forma organizacional) que são capazes de trabalhar pelo

socialismo internacionalismo nos difíceis tempos presentes, juntando as suas forças com o

objectivo de atingir posteriormente o inimigo” (Lénine, Volume 21, página 88).

Actualmente, ainda se sente a falta de camaradas, grupos e organizações que poderiam formar a

base organizacional da Internacional Comunista. No entanto, há pelo menos alguns camaradas que

apoiam a Internacional Comunista como simpatizantes.

Estes internacionalistas lutam pela forma mais elevada de organização de classe do proletariado

mundial, nomeadamente pela reconstrução da Internacional Comunista.

A Internacional Comunista ainda tem falta de uma base organizacional composta por camaradas,

grupos e organizações de todo o mundo, mas os seus simpatizantes podem delinear a estrutura da

base da Internacional Comunista.

O proletariado mundial necessita desta forma de organização que constitui o seu corpo executivo

para unir os diferentes países.

Os proletários armados de todos os países (incluindo os seus aliados de classes, um após outro e

mais cedo ou mais tarde) encontram-se á mercê do imperialismo mundial, servidos numa bandeja de

prata pelos revisionistas mundiais; se eles tentarem lutar sem a Internacional Comunista.

O proletariado mundial forja a sua vanguarda revolucionária composta por revolucionários mundiais

com o objectivo de apoiar e acelerar a unificação da vanguarda do proletariado de todos os países. O

proletariado mundial necessita de unidade nos seus destacamentos nacionais.

Esta unidade do proletariado mundial apenas é possível através de uma única organização mundial;

cujas decisões sejam levadas a cabo por todos os partidos Comunistas com confiança e convicção.

Aconselhar acerca de uma questão; expressar opiniões diversas, ouvir os pontos de vista maioritários

de todas as secções organizadas; determinar qual é o ponto de vista mais acertado; tomar uma

decisão; levar a cabo esta decisão de forma consciente – todos estes passos são conhecidos em todo

o mundo como constituindo unidade de luta. E essa unidade é infinitamente valiosa e importante para

o proletariado mundial. A separação, o isolamento, a desunião nos países e a alegada

“independência” dos partidos Comunistas só trazem fracassos e derrotas. Juntos eles são tudo e

conseguem tudo!

Comintern/EH – partidos Comunistas de todos os países, uni-vos!”

A Internacional Comunista é chamada a criar e a liderar todas as outras formas de organização

internacional dos proletários de todos os países.

Estas outras organizações proletárias internacionais – pela sua parte – unem as organizações dos

proletários dos vários países numa escala global (organizações da juventude, sindicatos, organizações

de auxílio, etc.).

A própria burguesia dominante forneceu ao proletariado mundial não apenas uma nova arma global

de luta contra essa mesma burguesia, que consiste na abolição das fronteiras nacionais como linhas

divisórias e isoladoras do proletariado dos diversos países; mas acima de tudo, ajudou-nos a

estabelecer uma nova posição, nomeadamente a posição global dos trabalhadores que nos permite

sermos reconhecidos como um partido mundial que é a Internacional Comunista.

“…a cooperação internacional entre as classes trabalhadoras constitui a primeira condição

da sua emancipação…” (Marx e Engels, Obras, Volume 17, página 558).

Os interesses da revolução mundial determinam os interesses revolucionários de cada país, assim: o

processo revolucionário mundial determina o processo revolucionário mundial em cada país. Assim: o

processo revolucionário mundial determina a força do elo mais fraco da cadeia imperialista, até que

este elo seja suficientemente fraco para ser quebrado juntamente com o resto da cadeia. Assim: -

tudo isto já não é apenas a tarefa do proletariado de um país isolado, mas sim o resultado do

trabalho de equipa de todo o proletariado mundial.

Os interesses gerais do partido proletário mundial determinam os interesses dos partidos Comunistas

de cada país. Assim: os partidos Comunistas crescem juntos como secções do Partido mundial, eles

são os seus destacamentos, eles são unidades da organização global, eles são mecanismos de

transmissão do poder proletário – em todo e qualquer canto do mundo.

Não pode haver unidade dos trabalhadores de todo o mundo,

não pode haver unidade do proletariado mundial,

não pode haver unidade do proletariado de cada país,

não pode haver unidade no Movimento Comunista Mundial,

não pode haver unidade na revolução socialista,

se …(!)

não houver subordinação das partes em relação ao todo,

não houver subordinação da vontade da minoria á vontade da maioria,

não houver subordinação dos proletários dos países isolados em relação ao proletariado mundial,

não houver subordinação das revoluções socialistas de cada país em relação á revolução socialista

mundial,

não houver subordinação dos partidos Comunistas de cada país em relação ao partido mundial,

etc., etc.

Esta é a única maneira de se atingir a verdadeira unidade e de se evitar divisões e desunidade.

Apenas desta forma a burguesia mundial enfraquece nos países isolados e na retaguarda do

imperialismo mundial.

Apenas desta forma a revolução mundial pode ultrapassar as actividades destrutivas iniciadas pela

burguesia neste ou naquele país.

Apenas desta forma o Movimento Mundial Marxista-Leninista pode ultrapassar as actividades

degenerativas dos revisionistas mundiais.

Apenas desta forma o partido mundial pode superar as actividades subversivas das agências da

burguesia mundial dentro das suas próprias fileiras.

Apenas desta forma a unidade global do proletariado mundial se torna possível de ser atingida á

escala planetária.

Em última instância, a vitória da libertação mundial depende das organizações

centralizadas Estalinistas-Hoxhaistas.

De acordo com esta afirmação, o Partido Comunista como vanguarda do proletariado de um país

isolado passa para segundo plano. Simultaneamente, o partido mundial ascende ao primeiro plano

devido á importância da hegemonia do proletariado mundial.

É compreensível que os partidos Comunistas não se recordem deste princípio do Bolchevismo,

especialmente se tomarmos em consideração que a dissolução do Comintern em 1943 já ocorreu há

66 anos!!! No entanto, o proletariado mundial não pode aceitar essa desculpa. Os partidos

Comunistas devem aplicar rigorosamente os 5 Clássicos do Marxismo-Leninismo que

lutaram durante toda a vida no espírito da Internacional Comunista. Cada obstáculo ao

desenvolvimento dos ensinamentos dos 5 Clássicos do Marxismo-Leninismo é um obstáculo á

reconstrução da Internacional Comunista. Esta doutrina deve ser defendida de maneira intransigente

por quem seja verdadeiramente comunista.

A Internacional Comunista era, é e será sempre indispensável.

Fortalecer a Internacional Comunista constitui uma tarefa comum e um dever honroso para

todos os camaradas do mundo – incondicionalmente e sem excepção.

Os Partidos Comunistas de todos os países são secções da Internacional Comunista, são

destacamentos do Estado-Maior do proletariado mundial, desde que aceitem voluntariamente as

normas globais do centralismo democrático. Hoje em dia, a luta dos trabalhadores constitui a forma

mais elevada da luta de classes internacionalista e diferencia-se das anteriores pela sua qualidade

global. O trabalhador global actual transforma a quantidade global da sua própria luta de classes em

qualidade global, e fá-lo da seguinte maneira:

(como um todo):

centraliza a luta desde o topo até á base ao mesmo tempo que democratiza essa mesma

luta desde a base até ao topo;

tal como:

(em particular):

centraliza a luta desde o topo, a nível mundial, até á base, a nível nacional, e também

democratiza a luta desde a base, a nível nacional, até ao topo, a nível mundial.

(Este é o princípio organizacional da luta de classes globalizada)

No que respeita ao esclarecimento desta questão crucial da

hegemonia do proletariado mundial

…o novo Movimento Mundial Estalinista-Hoxhaista vai substituir o degenerado Movimento Mundial

Marxista-Leninista em cada país. Isto acontece inevitavelmente porque há quem se recuse a aceitar o

facto de que a hegemonia do proletariado num país isolado é apenas uma parte da hegemonia geral

do proletariado mundial. Esta verdade foi fundamental para a emergência do partido Estalinista-

Hoxhaista independente.

A hegemonia do proletariado mundial constitui uma doutrina essencial dos 5 Clássicos do

Marxismo-Leninismo. Sem esta doutrina, o capitalismo mundial nunca poderá ser

removido. Sem esta doutrina, todo o edifício do socialismo mundial estaria condenado a

cair.

Aceitar a hegemonia do proletariado mundial inclui aceitar a Internacional Comunista

como uma parte irrefutável dessa mesma hegemonia. Sem a Internacional Comunista –

não pode haver hegemonia política do proletariado mundial e muito menos haverá

hegemonia do proletariado nos países isolados.

O repúdio e a negação da hegemonia do proletariado mundial constituem capitulação

diante da hegemonia da burguesia mundial. Ninguém pode apoiar a hegemonia do proletariado

mundial recusando-se (ao mesmo tempo) a apoiar a sua vanguarda, a Internacional Comunista. As

desorganizações de ideias que implica a mistura da hegemonia do proletariado mundial com a

hegemonia do proletariado em países isolados são danosas para as organizações do proletariado;

elas são nocivas tanto para a Internacional Comunista como para os Partidos Comunistas de países

isolados. De igual maneira, elas são danosas tanto para a revolução socialista num determinado país

como para a revolução mundial.

 

Consequentemente, isto significa que os partidos Comunistas fazem parte do partido do proletariado

mundial (note-se que a própria palavra “partido” é uma extensão da palavra “parte”). O Partido

Comunista é uma parte indivisível do proletariado, é a sua vanguarda. Da mesma forma, o partido

mundial é uma parte indivisível do proletariado mundial, é a sua vanguarda.

Assim, o partido num país isolado é uma parte indivisível do proletariado desse país, ele é a sua

vanguarda e também o proletariado de cada país é uma parte indivisível do proletariado mundial.

No entanto, a Internacional Comunista não é apenas a vanguarda do proletariado mundial.

Simultaneamente, a Internacional Comunista é a organização da multidão proletária mundial. Esta

diferença permanecerá enquanto as classes não tiverem desaparecido deste mundo. Sem a

organização da multidão proletária mundial, nós não podemos falar em liderança da Internacional

Comunista. Os Partidos Comunistas formam unidades com as suas tropas nos seus respectivos

países. A Internacional Comunista combina e lidera todas as unidades de luta no campo de batalha

global.

A Internacional Comunista não é apenas a soma dos Partidos Comunistas dos diversos países. A

Internacional Comunista é o sistema global das organizações Bolcheviques e da sua unificação num

todo completo. A Internacional Comunista é a mais elevada organização de classe do proletariado

mundial, mas não é a única. Todas as organizações globais servem o proletariado mundial de uma

forma ou de outra, mas a Internacional Comunista determina a linha política geral e a sua aplicação

através da realização da uniformidade da liderança global, e isto porque a Internacional Comunista

constitui a forma mais elevada de organização de classe. A liderança política da Internacional

Comunista supera todas as formas de organizações do proletariado mundial. A Internacional

Comunista é o instrumento central mais importante do Movimento Mundial Estalinista-Hoxhaista.

É claro que a Internacional Comunista é também o instrumento central mais importante da ditadura

proletária mundial. Esta é uma das diferenças essenciais entre o novo e o velho tipo de Comintern.

Antigamente, o socialismo era construído pelo partido Comunista nos vários países. Agora,

o Socialismo Mundial é construído soba liderança da Internacional Comunista.

Os oportunistas do Movimento Mundial Marxista-Leninista podem esbracejar quanto queiram, mas no

fim acabarão sempre por falhar porque não são capazes de subordinar as suas posições á hegemonia

do proletariado mundial. Todos os oportunistas falham devido a este axioma dos ensinamentos dos 5

Clássicos do Marxismo-Leninismo. A teoria oportunista das associações globais de partidos

comunistas “independentes” está em total contradição com a teoria e a prática do Estalinismo-

Hoxhaismo.

Enquanto o capital mundial existir e tiver a burguesia nacional á sua mercê, ele terá até o

proletariado de cada país á sua mercê. Apenas através da hegemonia do proletariado mundial

é que o proletariado de cada país pode superar esta situação desesperada.

Os líderes oportunistas prometem solenemente uma espécie a “Terra Prometida” aos trabalhadores.

Estes líderes esperam e rezam, eles rezam e esperam, e no entanto nunca serão capazes de

responder á pergunta de um operário: De onde virá essa “Terra Prometida”? Perante esta pergunta,

os líderes oportunistas recorrem ao charme oportunista: “Construam mentalmente o vosso próprio

socialismo!” Será isto internacionalismo construtivo? Será isto a fórmula para um movimento mundial

revolucionário forte? Os oportunistas lutam por uma causa perdida enquanto não se livrarem da

fórmula errada que consiste em pensar que a base e a alavanca da revolução mundial

permaneceriam para sempre nas mãos do socialismo “num só país”!

Os restos dos velhos partidos do Movimento Mundial Marxista-Leninista reprimem as suas memórias

acerca do papel heróico desempenhado pelo partido Marxista-Leninista do seu país nos tempos do

camarada Enver Hoxha. De facto, a sua “era”oportunista começou com o “centro mundial de Quito”.

Os líderes oportunistas vêem o mundo do ponto de vista dos seus próprios interesses. Eles organizam

regularmente “conferências internacionais” e publicam jornais com artigos de interesse para os

outros oportunistas. Nos seus próprios órgãos, eles dão regularmente informações acerca das

organizações associadas. No entanto, eles jogam bem o seu jogo e sabem como aliviar as tensões no

caso de as contradições entre eles ameaçarem explodir a qualquer momento.

Alguns escondem a sua bandeira “comunista” mais, outros menos. Todos eles se esforçam por

relegar a revolução socialista para as calendas gregas. Eles dirigem as energias para os assuntos

interiores dos seus respectivos países com o objectivo de impedir que essas mesmas energias sejam

utilizadas a favor da luta de classes do proletariado mundial. Nesta situação, eles não necessitam de

nenhuma Internacional Comunista que lute pelo socialismo mundial em vez de pelo socialismo “num

só país”.

E vice-versa: A Internacional Comunista não pode liderar a luta de classes global através de alguma

espécie de autonomismo de certos grupos ao nível nacional. Desta maneira, a vitória da revolução

mundial é impossível.

A Internacional Comunista – por sua parte – expressa os interesses globais do proletariado

revolucionário mundial e deverá forçar os já referidos grupos a assumir uma posição defensiva dos

seus próprios interesses. Estes grupos argumentam que não querem ser “monopolizados” pela

Internacional Comunista. Eles pretendem querer resistir ao papel “hostil” alegadamente

desempenhado pela Internacional Comunista. Eles preferem a reconciliação com os interesses dos

revisionistas nos seus próprios países do que serem “submetidos” a uma organização mundial

“exterior” que, segundo esses grupos oportunistas, se encontra num patamar muito acima deles.

Tudo isto é expressão de um carácter de classe pequeno-burguês, é capitulação, é traição não

apenas dos interesses do proletariado nos seus respectivos países, mas é sobretudo traição dos

interesses de classe globais do proletariado mundial. Devemos notar ainda que todas estas atitudes

partilham muitíssimas semelhanças com a tão proclamada “autonomia” do Maoismo.

Actualmente, o proletariado mundial só precisa de partidos Comunistas do velho tipo

nacional nos países que servem a revolução mundial de forma incondicional e que colocam

as suas divisões proletárias á inteira disposição do exército proletário mundial.

O Movimento Mundial Marxista-Leninista não se encontra apenas num ponto de viragem, ele está

também numa encruzilhada.

Apenas pode optar por uma de duas coisas;

ou opta por:

... “primitivismo de círculos” num escala internacional (comparar com o mesmo fenómeno numa

escala nacional, ver Lénine: “O que fazer?”), uma organização que albergue diversas correntes

políticas e ideológicas e forneça esconderijos para elementos que representam interesses de classes

estranhos á revolução socialista mundial;

...alianças internacionais, formas organizacionais para celebrar acordos não-vinculativos entre os

vários grupos dos países que são geridos de forma horizontal;

... ligações federais “fraternais”; combinações internacionais de organizações independentes, etc.,

etc.

Isto é o que se pode chamar “inutilidade desorganizada” – “movimento mundial” e restos federalistas

de formações do antigo Movimento Mundial Marxista-Leninista liderados por certas organizações

oportunistas de diversos países. Nós acusamos estes movimentos internacionais de serem anti-

Leninistas porque eles infringem o significado internacionalista da afirmação de Lénine: “O que

fazer?” – numa escala global. Essencialmente, não há diferença entre os oponentes de Lénine na

Rússia e os auto-proclamados “Movimentos Mundiais Marxistas-Leninistas” actuais.

ou, pelo contrário, opta por:

uma luta determinada contra os erros e enganos das várias associações mundiais “Marxistas-

Leninistas”;

e por:

um movimento mundial Estalinista-Hoxhaista que seja estruturado de forma centralizada e vertical de

acordo com os princípios Estalinistas-Hoxhaistas do partido Bolchevique que possui a sua própria

teoria mundial Estalinista-Hoxhaista, bem como a sua própria estratégia e táctica baseadas no

centralismo democrático. Este é o Movimento Mundial Marxista-Leninista renovado e liderado de

forma firme e coerente. Como se deve fazer então a aplicação dos ensinamentos de Lénine contidos

na obra: “O que fazer?”

As armas globais do proletariado mundial podem triunfar sobre as armas globais da

burguesia mundial apenas se forem manobradas por um exército proletário mundial

estritamente centralizado, e que seja liderado pelo seu estado-maior nas lutas de classe

globais.

Esta questão deve ser decidida, resolvida e respondida com toda a clareza e na base dos

ensinamentos dos “5 Clássicos” – de outra maneira, a ditadura mundial do proletariado nunca será

levada a cabo de forma séria!

Hoje em dia, não existe outra opção que não seja a de criar o partido mundial do proletariado. Não

pode haver compromissos nesta questão de princípios importantíssima. A concretização do futuro

Movimento Estalinista-Hoxhaista é impossível sem o Partido Mundial Estalinista-Hoxhaista.

O núcleo da declaração fundadora do Comintern /ML em 31/12/2000 foi constituído pela nossa

ruptura completa com o oportunismo, foi a proclamação dos 5 Clássicos do Marxismo-Leninismo

como sendo a base da bolchevização do Movimento Mundial Marxista-Leninista do nosso tempo.

Entretanto, 10 anos passados, a nossa experiência ensinou-nos que não se pode bolchevizar um

movimento mundial oportunista – apenas se pode combatê-lo com base nesse mesmo

Bolchevismo.

A popularidade dos “5 Clássicos”, criada pelo Comintern /ML, foi expandida graças a inúmeras

organizações que adoptaram os “5 Clássicos” como seu símbolo. Esta é uma vitória do Comintern /ML

sobre os movimentos mundiais oportunistas – o primeiro passo para a formação do Movimento

Mundial Estalinista-Hoxhaista – um bastião global do Marxismo-Leninismo contra o falso autoproclamado

“Marxismo-Leninismo”!

A nossa plataforma espera que a nossa ruptura com o oportunismo internacional no ano 2000 seja

premiada com a ruptura com o oportunismo em todo o movimento Comunista mundial, para que

cada camarada possa tirar as suas próprias conclusões.

Até agora, o Comintern/ML apareceu sempre como a ala revolucionária dentro do Movimento Mundial

Marxista-Leninista, no qual os oportunistas nos tentam isolar. Passados 10 anos, é tempo de romper

de forma completa e permanente com os traidores do velho movimento mundial Marxista-Leninista.

Agora, é tempo de proclamar o nosso próprio Movimento Mundial Estalinista-Hoxhaista como linha de

demarcação. A mudança de nome para Comintern/EH foi a conclusão lógica da nossa luta antioportunista.

O novo termo “Estalinismo-Hoxhaismo” ganhará novos corações revolucionários e enchêlos-

á de orgulho e de felicidade. Só os elementos pequeno-burgueses ficarão assustados.

O Movimento Mundial Estalinista-Hoxhaista é o único verdadeiro sucessor do antigo e heróico

Movimento Mundial Marxista-Leninista do camarada Enver Hoxha, que foi (por sua parte) o único

verdadeiro sucessor do heróico Movimento Comunista Mundial. O Movimento Mundial Estalinista-

Hoxhaista é o Movimento Mundial dos 5 Clássicos do Marxismo-Leninismo. Esta é a

definição que melhor expressa a linha política global seguida pelo novo Comintern.

Os antigos oportunistas gostam de nos qualificar como “divisores”, na verdade eles gostariam de nos

chamar “sectários”. No entanto, nós temos uma visão diferente das coisas e esta situação traduz-se

para nós numa libertação do seu pântano oportunista. Nós seguimos as antigas tradições do

Bolchevismo e expressamos a nossa vontade férrea de seguir o exemplo de Lénine quando

ele rompeu corajosamente com a Segunda Internacional para formar a III. Internacional.

Nós não sabemos nem podemos prever como será o desenvolvimento da cena internacional nos

próximos anos. No entanto, uma coisa é certa; o nosso Comintern/EH vai continuar a sua luta

revolucionária para espalhar as novas ideias do Estalinismo-Hoxhaismo em todo o mundo. Os tempos

em que um partido isolado de um país isolado podia liderar os partidos Marxistas-Leninistas de todos

os países terminou definitivamente com o advento da globalização. Da mesma forma, os tempos do

“primitivismo de círculos” também se foram para sempre. A provar isto mesmo está a

necessidade de reconstrução do centro Comunista mundial.

Quem quer ser protegido da sujeição aos centros mundiais neo-revisionistas deve tomar parte na

criação do nosso novo Centro Mundial Bolchevique. A Internacional Comunista não vai regressar só

porque nos lamentamos. Ela regressará apenas através dos nossos esforços comuns para a sua

reconstrução. O Comintern/ML nasceu da luta contra o neo-revisionismo: De diferentes maneiras, os

neo-revisionistas tentam convencer o proletariado mundial a desistir da reconstrução da Internacional

Comunista. Em palavras: “defendem” a Internacional Comunista – nos actos: sabotam o seu

renascimento. É esta a essência do oportunismo no que respeita á questão da reconstrução da

Internacional Comunista.

Aqueles que fantasiam acerca de um restabelecimento “prematuro” do Comintern (passados 66 anos

desde a sua dissolução!!) e que tentam explicar que “ainda não é a altura certa” (!!) para a

Internacional Comunista não podem ser tomados a sério pelo proletariado mundial, especialmente se

tivermos em conta a situação revolucionária criada pela crise mundial!

Os comunistas sinceros e honestos devem encarar a necessidade da Internacional

Comunista de forma séria e solene, porque esta atitude é essencial para o Comintern/EH.

Não são os grupos oportunistas que vão liderar a vanguarda do proletariado mundial, mas sim o

partido mundial Bolchevique. Se Lénine conseguiu superar o “primitivismo de círculos” no seu país,

muito mais o conseguirão os Estalinistas-Hoxhaistas numa escala global. A unidade do Movimento

Mundial Estalinista-Hoxhaista só é possível se a tarefa presente for realizada: unidade na construção

do centro global do Partido Mundial Estalinista-Hoxhaista!

Não existe outra “unidade” no Movimento Mundial Estalinista-Hoxhaista além da unidade

na reconstrução da Internacional Comunista!

Ou o movimento Comunista mundial perece sem a força dirigente da Internacional Comunista ou o

movimento Comunista mundial supera a sua própria crise através de passos conscientes em direcção

á reconstrução do partido mundial. Nós acreditamos que o movimento Comunista mundial actual

necessita de se concentrar nos interesses mais elevados do proletariado mundial, sobretudo no

restabelecimento da Internacional Comunista. O movimento Comunista mundial precisa de um centro

mundial que lhe permita aderir ás 12 Teses do Bolchevismo de Estaline – que se traduzem na

necessidade de equipar o Movimento com as normas globais do centralismo democrático.

É extremamente danoso para o proletariado mundial o facto de certos partidos “Marxistas-Leninistas”

insistirem em criar uma imagem de “reino independente” acerca de si próprios. Lénine desmascarou

os fundamentos oportunistas das “ligas” federalistas e criou o novo tipo de Partido Bolchevique

Leninista – primeiro numa escala nacional e, mais tarde, numa escala internacional (o partido

mundial, o Comintern).

O antigo Movimento Mundial Marxista-Leninista apoiava a Albânia socialista do camarada Enver

Hoxha como sendo a base e a alavanca da revolução mundial. Com isto, os partidos-irmãos

expressavam o internacionalismo do Movimento Mundial Marxista-Leninista. No entanto, com a queda

da última ditadura do proletariado, o Movimento Mundial Marxista-Leninista perdeu o seu centro

dirigente mundial e deixou-se infiltrar pelo oportunismo devido ás pressões do mundo burguêsrevisionista.

Era claro e óbvio que o oportunismo tentou degenerar os elementos revolucionários

dentro do Movimento. Estes elementos revolucionários tornaram-se numa minoria porque não eram

fortes o suficiente para liderar o Movimento de volta ás suas origens revolucionárias. Eles precisavam

de tempo para se reorganizarem com base nos 5 Clássicos do Marxismo-Leninismo. Agora, eles estão

em posição de construir o seu próprio centro mundial, a Internacional Comunista, o novo Movimento

Mundial Estalinista-Hoxhaista sob a liderança do Comintern/EH; eles estão suficientemente fortes não

só para resistirem á influência dos movimentos mundiais neo-revisionistas, mas também para os

derrotarem.

Estaline afirmou: O que mais importa não é o tamanho de uma organização (se é grande ou

pequena), mas sim a sua linha política, se as suas bases ideológicas são correctas ou não.

É somente o proletariado mundial quem deve decidir aquilo que favorece (ou não) os seus interesses.

Nós confiamos no proletariado mundial. A nossa posição é clara:

O movimento Comunista mundial é a força orientadora do movimento revolucionário do

proletariado mundial. Ele é também a força orientadora em cada país do mundo, desde que

seja liderado pelo Partido Mundial Bolchevique de tipo Leninista-Estalinista. Neste sentido,

podemos dizer que o Comintern / ML foi fundado no ano 2000.

São bem-vindos todos os camaradas que queiram contribuir para que a Internacional Comunista seja

reconstruída o mais rapidamente possível e que queiram construir o partido mundial Bolchevique

juntamente com o centralismo democrático internacionalista que lhe é inerente. Nós saudamo-los

sem qualquer reserva. Nós não podemos forçar ninguém a juntar-se a nós, mas apesar de tudo

oferecemos a nossa cooperação honesta e internacionalista. O Comintern / EH esforça-se sempre

para ser um bom exemplo.

Mas o Comintern / EH nunca se submeterá às tendências reaccionárias de certos partidos Marxistas-

Leninistas que insistem em defender “o seu território”.

Os interesses específicos do proletariado ou de um grupo de um determinado país estão

subordinados aos interesses gerais do proletariado mundial e não vice-versa. Nós não

podemos servir o proletariado mundial se não nos livrarmos simultaneamente das tendências

nacionalistas, egoístas e obstrutivas, se não conseguirmos ultrapassar de vez o complexo do

socialismo “num só país”. O caminho em direcção á consciência e ao estilo de vida proletário é um

caminho de lutas de classe permanentes, é uma luta contra os maus hábitos enraizados nos

movimentos dos vários países do mundo.

Quem é um bom comunista no seu respectivo país, deve ser também (e em primeira linha)

um bom comunista no contexto mundial!

No entanto, aqueles que insistem em pôr a teoria Marxista-Leninista ao serviço do proletariado do

seu próprio país (prioritariamente) estão na verdade a minimizar a natureza internacionalista desta

teoria. Consequentemente, o movimento revolucionário num determinado país não se pode

desenvolver contra os interesses do movimento proletário mundial.

O Marxismo-Leninismo serve a libertação do proletariado como um todo, servindo em primeira linha a

revolução mundial e servindo também – consequentemente – o movimento proletário em cada país

específico.

Do que nós precisamos é de que a teoria Estalinista-Hoxhaista do proletariado mundial se estabeleça

nos diversos países do mundo, para que o movimento revolucionário mundial se possa expandir

nesses mesmos países.

Estaline sublinhou que: “O Partido Comunista do proletariado é formado por uma única peça

e não por blocos separados correspondentes a elementos de classes diversas” (Estaline,

Volume 11, página 280).

Da mesma maneira, a Internacional Comunista é formada por uma só peça constituída por todo o

proletariado mundial e não por vários blocos correspondentes a elementos de classes diversas com

tendências oportunistas vindos de vários países do mundo.

Em nome do proletariado mundial, nós Estalinistas-Hoxhaistas temos não só a coragem mas também

o dever de declarar:

Cada organização, cada grupo, cada movimento em qualquer país do mundo será tratado

como um adversário se insistir em lutar contra a reconstrução da Internacional Comunista.

Fazem parte do movimento Comunista mundial aqueles que lutarem pelo partido mundial

Bolchevique.

A favor ou contra” a liderança de um Partido Bolchevique – é precisamente nesta questão que o

oportunismo se separará inevitavelmente do Marxismo-Leninismo. Quanto mais rápida e consistente

for a resposta a esta questão, melhor será para o movimento Comunista mundial, melhor será para o

proletariado mundial.

Neste momento, são visíveis pelo menos três tendências respeitantes ao futuro desenvolvimento do

movimento Comunista mundial:

1. a tendência para se deixar tudo tal como está, em vez de se lutar contra os conceitos do

Marxismo-Leninismo já ultrapassados que inibem o desenvolvimento do movimento mundial

Marxista-Leninista. Esta atitude conduz a um estado de teimosia senil, conduz ao dogmatismo.

Esta tendência constitui uma rejeição da Internacional Comunista.

2. a tendência para substituir as doutrinas antiquadas por novas; no entanto, em vez de as

substituir pelas correctas, esta tendência substitui-as por doutrinas oportunistas. Isto significa

inevitavelmente degeneração e derrota. O resultado é óbvio: os princípios anti-Marxistas

conduzem a reconstrução da Internacional Comunista para o pântano oportunista, tornando-a

num instrumento dos nossos inimigos de classe.

3. a tendência para a reorganização do verdadeiro Partido Mundial Bolchevique, para

liderar o movimento Comunista mundial com base nos 5 Clássicos do Marxismo-

Leninismo.

As duas primeiras tendências têm carácter regressivo. Só a última tendência está correcta e tem

futuro.

Para cumprir a exigência histórica de uma organização internacional de proletários

revolucionários que são os coveiros do sistema capitalista, a Internacional Comunista é

o único poder global cujo programa é a ditadura do proletariado e o comunismo e que

está a agir abertamente como organizadora da revolução proletária internacional”

(Programa do Comintern, 1928).

A teoria e a prática do Comintern/EH consistem na organização da revolução mundial,

em geral e o estabelecimento da ditadura do proletariado mundial, em particular.”

O Partido Mundial é a forma mais elevada de organização internacional do proletariado.

O Comintern / EH é o defensor consciente do movimento globalizado do proletariado

mundial.

Com o objectivo de tornar o proletariado capaz de cumprir a sua grande missão

histórica, o partido comunista internacional deve organizar o proletariado num partido

político independente e oposto a todos os partidos burgueses, deve orientar todas as

manifestações de luta de classes, deve revelar os antagonismo irreconciliáveis entre os

interesses dos explorados e os interesses dos exploradores e deve explicar também o

significado histórico e as condições necessárias para a concretização da revolução

social (Lénine, Volume 29, página 102, “Projecto do Programa do R.C.P. [B]”; edição Inglesa).

Neste momento, nós só conseguimos recrutar a vanguarda do proletariado mundial através de

meios ideológicos. Esta é a nossa principal tarefa. Sem construção ideológica, o Comintern/EH

acabará antes de começar. Enviar para o campo de batalha a vanguarda do proletariado mundial

quando esta ainda não está ideologicamente formada (nem falando das restantes massas que não

fazem parte da vanguarda!) não seria apenas estúpido mas um verdadeiro crime. Se o partido

revolucionário nem sequer comanda a maioria da vanguarda das classes revolucionárias de todos

os países do mundo, não se pode falar seriamente em vitória da revolução socialista mundial.

Apenas se o Partido Mundial tiver a confiança total dos proletários de todo o mundo é que a

minoria será subordinada á maioria. Seria também um crime contra a maioria do proletariado não

declarar a batalha de classes no momento certo, mesmo que a minoria ainda não esteja

completamente convencida e formada ideologicamente. Sem esta força dirigente do partido

mundial – e sem a confiança da vasta maioria em todo o mundo – nós não podemos

sequer pensar em qualquer espécie de unidade de acção revolucionária mundial, e

muito menos na implementação da ditadura mundial do proletariado.

O partido comunista mundial nunca dividirá o seu papel dirigente com outros partidos.

O partido mundial proletário constitui a força fundamental no sistema mundial de ditadura do

proletariado.

A Revolução de Outubro triunfou há 92 anos porque as massas trabalhadoras eram

lideradas por um partido que lutava corajosamente e sob uma liderança Bolchevique

contra todos os elementos anti-Marxistas e oportunistas; para além disso, formou uma

organização unida e baseada na teoria revolucionária Marxista-Leninista e

caracterizava-se por uma disciplina de ferro e uma liderança distinta e persistente,

incomparável com qualquer dos partidos socialistas que tenham existido anteriormente.

 

A teoria acerca do papel do partido revolucionário, que foi projectada por Lénine e

desenvolvida por Estaline, é uma das lições mais cruciais. Sem a compreensão da teoria

acerca do papel do partido Bolchevique, não pode haver um partido da classe

trabalhadora em nenhum país, não pode haver um Partido Comunista mundial, não

pode haver uma Internacional Comunista que garanta a vitória final da Revolução de

Outubro numa escala global.

 

 

III.

O Movimento Mundial Estalinista-Hoxhaista

O Movimento Mundial Estalinista-Hoxhaista é o Movimento Mundial dos 5 Clássicos do

Marxismo-Leninismo.

Os esforços desenvolvidos pelo Movimento Mundial Marxista-Leninista do Camarada Enver

Hoxha não foram em vão. Eles continuam a ser um elemento vital para a nossa luta de

classes diária, bem como para as nossas perspectivas do socialismo mundial. Por isso,

estamos determinados em defender bastante mais do que apenas a sua gloriosa história.

O Comintern/ EH é a única organização no mundo que defende consistentemente e sem reservas a

linha revolucionária e a tradição gloriosa do Movimento Mundial Marxista-Leninista do Camarada

Enver Hoxha – apesar de quase todos os antigos partidos Hoxhaistas terem afundado no pântano do

oportunismo, em particular o Partido do Trabalho da Albânia.

O Comintern/EH tem o PTA do Camarada Enver Hoxha assim como o Partido Bolchevique

dos Camaradas Lénine e Estaline em alta estima. Ambos foram as forças centrais do Movimento

Comunista Mundial – sem esquecer os méritos de Marx e de Engels. O nosso movimento Comunista

mundial só tem valor se nós Comunistas aprendermos a compreender e a defender as suas virtudes.

A grande tradição Comunista constitui o terreno sólido sobre o qual marchamos vitoriosamente.

No espírito do internacionalismo proletário, o Movimento Mundial Estalinista-Hoxhaista apoia

especialmente os camaradas da Rússia e da Albânia que têm os 5 Clássicos do Marxismo-Leninismo

em alta conta. O Partido Mundial Estalinista-Hoxhaista é a força activa para a reconquista da ditadura

do proletariado e deve fazer todos os sacrifícios necessários para a libertação do proletariado

mundial.

Os dois únicos países verdadeiramente socialistas abriram o caminho para o socialismo mundial, eles

são os nossos antecessores e constituem um exemplo para nós. O proletariado mundial e o seu

partido têm uma dívida de gratidão para com o povo da antiga União Soviética e para com o povo da

Albânia. Nós não nos esquecemos da afirmação de Lénine:

Nós não lutamos apenas pela nossa própria vitória do socialismo – nós lutamos pela

vitória dos trabalhadores de todo o mundo – juntamente connosco.”

Os camaradas da Rússia e da Albânia podem estar seguros de que o proletariado mundial não luta

exclusivamente pela vitória do socialismo mundial. O proletariado mundial conduzirá também á

vitória final dos trabalhadores da antiga União Soviética dos camaradas Lénine e Estaline e da

República Socialista da Albânia do Camarada Enver Hoxha!

Qual é a diferença entre e novo Movimento Mundial Estalinista-Hoxhaista e o antigo

Movimento Mundial Marxista-Leninista do Camarada Enver Hoxha?

O Movimento Mundial Estalinista-Hoxhaista de novo tipo difere do antigo tipo do Movimento Mundial

Marxista-Leninista do Camarada Enver Hoxha principalmente pelo carácter globalizado do primeiro.

 

Antigamente, o campo socialista mundial do camarada Estaline qualificava-se a si próprio como a

“base e a alavanca” do Movimento Comunista Mundial. Isto era válido no primeiro período do

socialismo.

No entanto, isto já não é válido para o segundo período do socialismo. Devido á globalização, a “base

e a alavanca” da revolução mundial tornou-se demasiado ampla para o socialismo “num só país”. O

imperialismo mundial removeu o campo socialista e isto provocou a modificação da base e da

alavanca da revolução mundial.

O Movimento Mundial Estalinista-Hoxhaista constitui o novo tipo de Movimento Comunista Mundial

que abre as portas ao segundo período do socialismo – ao socialismo mundial. Agora, sob relações de

produção completamente alteradas, o proletariado mundial globalizado torna-se na nova “base e

alavanca” da revolução socialista nos países isolados, mas sempre protegido por meio da ditadura

mundial do proletariado.

O Movimento Mundial Estalinista-Hoxhaista pode ser caracterizado como o novo movimento

socialista globalizado. O Movimento Mundial Estalinista-Hoxhaista é o movimento socialista que

une e combina todas as formas da luta de classes global.

A fonte do movimento mundial revolucionário e da alteração das formas concretas da luta

de classes internacional são as contradições inerentes ao capitalismo mundial,

especialmente a contradição entre o capital mundial e o trabalho mundial, entre o

proletariado mundial e a burguesia mundial. Estas contradições determinam o

desenvolvimento do Movimento Comunista Mundial.

Nós, Comunistas, lutamos pela satisfação diária e imediata dos interesses e necessidades do

proletariado mundial; no entanto, no contexto do actual movimento global anti-imperialista, nós

representamos também o movimento socialista mundial do futuro próximo e o movimento comunista

mundial do futuro mais remoto.

No âmbito da luta de classes do proletariado de cada país, nós representamos os interesses da luta

de classes global do proletariado mundial.

Actualmente, o movimento comunista mundial encontra-se ás portas do socialismo mundial. Nós já

não lutamos soba s condições do socialismo “num só país” como nos tempos de Lénine, nós já não

lutamos sob as condições do antigo campo socialista mundial que surgiu do socialismo “num só país”

como nos tempos de Estaline. E também já não lutamos num mundo dividido entre duas formações

sociais antagónicas – a burguesa-revisionista e a socialista, como acontecia nos tempos do Camarada

Enver Hoxha.

Proletários de todo o mundo – unam todas as forças revolucionárias para protegerem a

União Soviética dos Camaradas Lénine e de Estaline!”,

e

Proletários de todo o mundo – unam todas as forças revolucionárias para protegerem a

Albânia socialista do Camarada Enver Hoxha!”;

estas eram as duas fórmulas correctas do internacionalismo proletário no contexto da antiga luta

revolucionária mundial contra o imperialismo e o revisionismo, quando o mundo ainda estava dividido

entre o capitalismo e o socialismo.

Desde então, o movimento Comunista mundial modificou-se e tornou-se num movimento de

erradicação global do capitalismo mundial, através da luta de classes directa entre as duas principais

classes originadas pela globalização capitalista – o proletariado mundial e a burguesia mundial.

A essência do actual Movimento Mundial Estalinista-Hoxhaista consiste na transformação

imediata do mundo capitalista num mundo socialista – sem a fase intermédia da luta entre

o campo socialista mundial e o campo capitalista mundial.

 

Nós já não lutamos nas condições do antigo “Campo Socialista Mundial” (unidade dos

países socialistas existentes nos tempos de Estaline)…

[os países socialistas devem lutar em comum para conseguirem ultrapassar o período da coexistência

pacífica entre o mundo socialista e o mundo capitalista, - sempre com a ajuda e o apoio do

proletariado mundial],

mas sim nas condições do novo “Campo Global-Socialista” (Campo do socialismo

mundial; de todos os países do mundo),

[Os proletários mundiais lutam em comum pelo socialismo mundial, “saltando” o período da antiga

“coexistência pacífica” que já não é necessária sob as condições globalizadas do sistema capitalista

mundial em decomposição],

Assim, lutamos pelo Campo Socialista Global que permite a tomada directa do poder global do

proletariado mundial.

A ditadura do proletariado mundial diferencia-se de todas as anteriores ditaduras

proletárias. De facto, é a única ditadura que elimina e abole a inevitabilidade da ditadura

de qualquer classe, até mesmo a da sua própria ditadura tanto nos países isolados como

em todo o mundo.

Esta é a diferença qualitativa da Comuna de Paris como o primeiro modelo de ditadura proletária na

época de Marx e de Engels; esta é a diferença qualitativa do protótipo Leninista da ditadura proletária

sob as condições do socialismo “num só país”; esta é também a diferença qualitativa nas condições

do estado mais avançado da ditadura do proletariado, o Campo Socialista Mundial de Estaline; e

finalmente, esta é a diferença qualitativa da ditadura proletária mais avançada de todas, a de Enver

Hoxha nas condições da ascensão do poder mundial imperialista-revisionista.

Assim, definimos:

A ditadura mundial do proletariado é a ditadura sob as condições do socialismo mundial, a

última e mais elevada forma de ditadura do proletariado.

O Movimento Mundial Estalinista-Hoxhaista é o movimento Comunista do mundo actual, que luta

directa e tenazmente pela ditadura do proletariado mundial.

Nós já não estamos na primeira época do socialismo, quando este partilhava o poder com o

capitalismo. Nós estamos às portas da época socialista mundial e isto significa:

Abolição da inevitabilidade da divisão em dois mundos

Esta é a essência da nossa declaração programática mundial:

nunca dividir o poder com o capitalismo e com a burguesia!

Estaline explicou a diferença entre a primeira e a segunda fase do socialismo e solucionou a questão

nacional através da vitória do socialismo mundial. Esta definição importantíssima permanece válida

para a resolução da questão nacional no período do socialismo mundial.

Estaline falou acerca de um “grave erro”:

Um Marxista não deve misturar fenómenos diversos tais como a “vitória do socialismo num

só país” e a “vitória do socialismo numa escala mundial”. Os Marxistas não tratam de

forma igual os fenómenos que são diferentes. Não nos podemos esquecer que estes vários

fenómenos se reflectem em duas eras completamente diferentes, e que diferem não

apenas no que respeita ao tempo histórico em que ocorreram (que é algo muito

importante), mas também no que respeita á sua própria essência.

 

O período da vitória do socialismo á escala mundial difere do período da vitória do

socialismo “num só país” na medida em que liquida o socialismo em todos os países, na

medida em que elimina a necessidade de submissão de umas nações a outras, abolindo o

medo do perigo da opressão nacional; na medida em que acaba com as desconfianças e as

inimizades entre as nações, na medida em que une as nações num sistema económico

socialista mundial consistente, criando assim as condições necessárias para uma fusão

gradual de todas as nações num só todo” (Estaline, “A Questão Nacional e o Leninismo”, 1929).

Esta definição correcta elaborada pelo Camarada Estaline é parte inseparável desta plataforma

programática mundial do Comintern/EH.

O Movimento Mundial Estalinista-Hoxhaista luta pela:

· liquidação do imperialismo em todos os países;

· eliminação da necessidade de subjugar outras nações;

· afastamento da preocupação acerca do perigo da opressão nacional;

· remoção das desconfianças e das inimizades nacionais;

· unificação de todas as nações num sistema económico socialista consistente;

· criação das condições para uma fusão gradual de todas as nações num único todo.

Proletários de todo o mundo – unam as revoluções socialistas de todos os países.

Proletários de todo o mundo – unam todos os países para a revolução socialista mundial!”

A revolução Comunista mundial constitui a ruptura mais radical com a propriedade privada,

incomparável com qualquer das anteriores lutas contra a propriedade privada no contexto das

sociedades de classes.

A revolução Comunista mundial luta por uma sociedade sem classes e sem propriedade privada, ou

seja, luta pelo comunismo mundial. Por outras palavras, os Comunistas apoiam o movimento

revolucionário mundial contra as contradições políticas e sociais do capitalismo mundial. Nós,

Estalinistas-Hoxhaistas, lutamos pela realização dos interesses e objectivos imediatos do proletariado

mundial. No entanto, nós representamos simultaneamente o futuro do movimento revolucionário

mundial – o comunismo.

Entretanto, os imperialistas mundiais estão condenados a ajudarem-nos a globalizar todas as forças

dirigentes da revolução mundial e é apenas uma questão de tempo até que estas forças dirigentes se

expandam através do estabelecimento de um centro global da revolução proletária mundial; isso

acontecerá quando o antigo Movimento Mundial Marxista-Leninista – que perdeu o carácter

orientador do conceito de socialismo “num só país” – for substituído por um movimento mundial

globalizado que possua o seu próprio partido centralizado, ou seja, for substituído pelo Movimento

Mundial Estalinista-Hoxhaista.

O nosso movimento precisa de um centro global, um campo mundial, para que o

movimento proletário mundial comum e o movimento proletário nos países isolados

possam ser unidos no âmbito de um movimento internacional de luta de classes.

Apenas nesta direcção será possível compreender a relação dialéctica entre a revolução

socialista mundial e a revolução socialista num país isolado – por outras palavras, estas duas

formas diferentes da revolução socialista têm de ser combinadas dialecticamente numa unidade que

active o processo revolucionário globalizado.

Com a construção do seu novo campo global-socialista, o proletariado mundial centraliza a sua luta

de classes globalizada, ele fortalece e acelera o seu próprio movimento revolucionário mundial com o

objectivo de capturar o poder político á escala global. Apenas o campo mundial Estalinista-Hoxhaista

proporciona a cada movimento de classe nos vários países a capacidade de acelerarem a sua

transformação e integração no movimento revolucionário mundial. Assim, este é um processo de

aceleração global no qual todos os movimentos independentes de cada país estão envolvidos de

forma dinâmica.

 

Este processo global não é possível sem a activação do processo próprio e dinâmico do movimento

revolucionário nos países isolados. Sob as condições globais da luta de classes, tanto as classes

globais como as classes nacionais seguem os seus próprios processos, que são causados pelas

contradições globais e nacionais do capitalismo mundial.

Mas a luta de classes actual atinge o seu grau mais elevado se ambas as formas de luta de classes, a

global e a nacional, se harmonizarem, se elas forem concordantes uma com a outra, se elas

formarem mutuamente um movimento progressista – não renunciando aos seus movimentos

próprios, mas pelo contrário – fazendo esses movimentos próprios estarem de acordo com outros

movimentos em desenvolvimento.

No seu conjunto, o Movimento Mundial Estalinista-Hoxhaista recebe toda a sua força e toda a sua

agilidade dos seus destacamentos da luta de classes nacional. As lutas de classes nos países isolados

não devem estar separadas umas das outras, não devem ser deixadas por sua conta e risco. As lutas

de classes nos países isolados são parte da lutas de classes globais e não podem por isso ser

separadas umas das outras. Sob as condições actuais, os países isolados não podem suportar

sozinhos todo o peso da luta de classes global.

Eles devem chegar ás suas próprias conclusões e lutarem pelos seus interesses e objectivos comuns.

No entanto, a verdade é esta: Os proletários determinam e decidem comummente o seu

destino e o do seu país através das suas lutas de classes no campo de batalha global.

E vice-versa:

Os destacamentos nacionais da luta de classes dão força ao movimento Estalinista-Hoxhaista. Sem

todos estes movimentos de luta de classes nacional, o movimento global não serviria de nada e

tornar-se-ia incapaz de orientar com sucesso as divisões de luta dos diversos países.

Sem o poder e a maleabilidade do Movimento Mundial Estalinista-Hoxhaista, as forças e as

capacidades dos destacamentos nacionais seriam totalmente ineficazes e inúteis face ás intervenções

e assaltos políticos e militares globais da contra-revolução.

E vice-versa: sem a força e a flexibilidade da luta de classes á escala nacional, a luta do Movimento

Mundial tornar-se-ia fraca e imóvel á escala global.

Para que isto não aconteça, as forças e os movimentos de todos os destacamentos nacionais devem

ser postos em conformidade com as forças e os movimentos a uma escala global.

A interacção dos movimentos revolucionários nacionais e globais relaciona-se com a

interacção dos movimentos contra-revolucionários nacionais e globais.

De um lado, os múltiplos Movimentos Estalinistas-Hoxhaistas de cada país juntam-se e formam uma

unidade consistente do movimento mundial. Do outro lado, o Partido Mundial Estalinista-Hoxhaista

centraliza o processo de unificação dos movimentos dos diversos países. Ambos os lados devem ser

necessariamente coordenados harmoniosamente. Desta forma, o movimento revolucionário mundial

expande-se na sua potência máxima para adquirir influência contra a burguesia mundial em geral, e

contra as burguesias nacionais, em particular. Este é o modo de acção, a natureza da

funcionalidade do Movimento Mundial Estalinista-Hoxhaista.

Sem este modo de actuação completo que opera entre as partes e o todo, nem a vitória da

revolução mundial socialista, nem a vitória da revolução socialista num país isolado seriam

possíveis.

A Lei da unidade Estalinista-Hoxhaista mostra-nos que a unificação do proletariado, ou

seja, o cumprimento dos seus interesses revolucionários em cada país em paralelo com a

unificação do proletariado mundial e com o cumprimento dos seus interesses globais são

dois conceitos que combinam e se completam entre si.

 

A universalidade e a versatilidade da revolução socialista mundial, que é expressa através

da variedade e da multiplicidade da revolução socialista em cada país, constitui a

manifestação típica do poder das suas acções unificadas e coordenadas, e constitui

também a fisionomia do processo revolucionário global da luta de classes do proletariado

mundial.

A essência da revolução socialista mundial não está de forma nenhuma contida na afirmação de que

as partes interagem com o todo (comparada com as transacções fechadas e estanques dos

movimentos revolucionários neste ou naquele país).

No entanto, a essência traduz-se, em geral, em como é que a revolução mundial interage com as

várias revoluções socialistas nos países isolados.

Caracteristicamente, é o movimento da transição das revoluções socialistas para a revolução mundial

que constitui o ponto de partida para a revolução mundial, para a expandir e consolidar nos vários

países isolados.

A globalização das revoluções socialistas nos países isolados, a sua expansão e unificação

em direcção á revolução mundial, por um lado, e a globalização da revolução mundial, a

difusão retroactiva e a consolidação da sua unidade e da sua força nos países isolados, por

outro lado – estes fenómenos causam-se mutuamente.

O que significa isto?

1. A globalização das revoluções socialistas nos países isolados ajudam a revolução

mundial não apenas a desenvolver as suas forças, mas também colocam essa mesma

revolução mundial numa posição que lhe permite garantir a unidade necessária entre as

revoluções isoladas dos múltiplos países.

2. A globalização da revolução mundial não apenas liga a revolução socialista nos países

isolados de uma maneira mais firme á revolução mundial, mas também garante a

protecção de todas as revoluções socialistas nos vários países.

Assim, o Estalinismo-Hoxhaismo desvenda as duas tendências da globalização

[o carácter antagónico do capitalismo globalizado e o carácter não-antagónico do socialismo

globalizado; incluindo o carácter do Movimento Estalinista-Hoxhaista]:

a) as vindas dos países e [Proletários de todos os países – uni-vos!]

b) as que retornam aos países [Proletários de todo o mundo – unam todos os países!]

No início, a primeira tendência é predominante mas á medida que o processo vai

avançando é a segunda tendência que passa a predominar. Ambas as tendências se

fundem para atingirem a sua identidade – que se traduz na preparação para o comunismo

globalizado.

Em particular, a velocidade deste processo revolucionário mundial é notável; de facto, a

sua velocidade aumenta á medida que as revoluções nos países continuam a unificar-se

cada vez mais, e a fundirem-se cada vez mais entre si no contexto da revolução mundial.

E ao contrário:

A velocidade da difusão retroactiva e da consolidação da revolução mundial nos países

isolados aumenta na mesma medida da velocidade da unificação e da fusão das revoluções

socialistas nesses mesmos países isolados.

 

A velocidade da revolução mundial e a velocidade das revoluções socialistas nos países isolados são

causa uma da outra.

A natureza das transições da conquista armada do poder proletário mundial é expressa na

maior aproximação entre os departamentos do combate nacional armado, na sua fusão

final com o gigantesco exército proletário mundial e na difusão retroactiva e consolidação

do exército revolucionário mundial em cada país.

Juntamente com a relação existente entre a revolução mundial e a revolução nos países

isolados, nós também determinamos – simultaneamente – o desenvolvimento coerente e a

aproximação entre a ditadura do proletariado mundial e a ditadura do proletariado nos

países isolados, constatando assim a relação especial que elas têm entre si, a sua

expansão, a sua unificação, a sua consolidação, a sua velocidade e a sua estabilização

mútua; em resumo: a unanimidade do seu desenvolvimento comum em direcção a um

sistema proletário dominante global e invencível!!!

Por este meio, nós preenchemos a nossa definição de Estalinismo-Hoxhaismo – como teoria e táctica

da revolução mundial proletária, em geral e como teoria e táctica da ditadura mundial do

proletariado, em particular - com novos e valiosos conteúdos cientificamente exactos.

Cada novo movimento revolucionário mundial (que é composto por inúmeros movimentos

revolucionários em todo o mundo) é sempre o produto e o resultado de todos os movimentos

revolucionários mundiais anteriores, e este facto requer não apenas o afastamento das tendências

desses movimentos anteriores mas também o seu declínio completo (Estaline).

A revolução socialista mundial não está confinada a ser a mera sucessora das revoluções anteriores,

mas é necessário ter estas últimas em consideração para que os seus erros e fraquezas possam ser

superados, para que a revolução proletária mundial possa eclodir com todo o seu poder, de forma

inevitável.

A essência da revolução socialista mundial é a permanência da fusão progressiva de todos os seus

múltiplos movimentos. Este processo permanente de transição conduz a uma qualidade cada vez

maior do desenvolvimento da revolução mundial. O Comunismo Mundial constitui a fase final desse

mesmo processo transição. No Comunismo Mundial a unidade “das partes com o todo” é finalmente

atingida. Isto significa que a interdependência e a coerência das “partes e do seu todo” desaparecem

(desaparecimento das nações, desaparecimento do estado mundial, etc.).

A revolução mundial é a última revolução da sociedade de classes, dos estados nacionais, das

classes, dos estados. O Comunismo Mundial é um mundo sem revoluções de classes. Pois se não

existem classes, é lógico que também não existam revoluções de classes.

Nós definimos a tarefa final da revolução mundial da seguinte maneira:

Abolição da inevitabilidade das revoluções de classes. Apenas a revolução socialista

mundial pode concretizar este objectivo – nenhuma outra espécie de revolução pode fazer

o mesmo.

O Movimento Estalinista-Hoxhaista nos países isolados e o Movimento Mundial Estalinista-Hoxhaista

fundem-se finalmente num movimento único e completo. Consequentemente, a essência do

Movimento Mundial Estalinista-Hoxhaista é substancialmente alterada. No Comunismo Mundial, o

Movimento Estalinista-Hoxhaista perde o seu carácter de classe e transforma-se no movimento mais

progressista da sociedade sem classes mundial.

Com a realização completa da sua identificação, o Movimento Mundial Estalinista-Hoxhaista existe

mesmo sem os seus destacamentos nacionais da luta de classes. Isto significa que o Movimento

Mundial Estalinista-Hoxhaista passa a desempenhar o papel do todo, deixando de servir os

movimentos parciais nos países isolados. E isto está de acordo com a sua lei de desenvolvimento. De

facto, isto é absolutamente indispensável, um mandamento obrigatório! De outro modo, o Movimento

Mundial Estalinista-Hoxhaista não poderia ser transformado no movimento da sociedade comunista

mundial. O Movimento Mundial Estalinista-Hoxhaista torna-se no movimento de classe mais elevado

imediatamente antes de se iniciar a era do comunismo!

No início, o Movimento Mundial Estalinista-Hoxhaista terá de lutar contra muitas marcas e influências

herdadas da globalização capitalista. No entanto, ele vai assumindo cada vez mais atributos e

características comunistas ao longo do seu desenvolvimento. É assim que nós entendemos a

dialéctica do carácter mutável do Movimento Mundial Estalinista-Hoxhaista:

No início:

= baseia a sua força no apoio das lutas de classes de cada país que estão agradecidas pela ajuda que

o Movimento lhes proporciona para a realização do seu poder coordenado e centralizado. A luta de

classes nos países isolados determina o desenvolvimento do Movimento Mundial Estalinista-

Hoxhaista.

Mais tarde:

= tendência das lutas de classes nos países isolados para se fundirem entre si numa luta de classes

uniforme á escala global, que passa a determinar a luta de classes nesses mesmos países isolados.

Finalmente:

=fusão das lutas de classes nos países isolados a um tal grau, que as acções do Movimento Mundial

Estalinista-Hoxhaista deixam de fazer sentido isoladamente em cada país – com a consequente

dissolução e desaparecimento desses mesmos países.

Nesta fase avançada do seu desenvolvimento, o Movimento Mundial Estalinista-Hoxhaista vê-se

finalmente livre dos limites do seu carácter de classe proletário mundial, o que lhe permite abrir as

portas para o comunismo mundial. É a partir daqui que nós concluímos a legitimidade do

nosso movimento revolucionário, o seu lugar na história do Comunismo, na história da

Humanidade.

O movimento Estalinista-Hoxhaista nos vários países e no mundo torna-se idêntico, todas

as partes se fundem num todo – e assim também a natureza do Movimento Mundial

Estalinista-Hoxhaista se modifica substancialmente, por passar a ser capaz de existir sem

destacamentos nacionais de combate, aliás, ele quase deve existir sem eles, de forma a

poder adaptar-se melhor á sua nova natureza – e tudo isto depois de ter recrutado as suas

forças de entre os departamentos dos diversos países, que em tempos determinaram o

crescimento do Movimento Mundial Estalinista-Hoxhaista – sem eles, o Movimento Mundial

Estalinista-Hoxhaista poderia não se ter desenvolvido de todo.

Como se distinguem os internacionalismos proletários correspondentes a cada um dos

diferentes períodos do socialismo?

A principal diferença entre o internacionalismo proletário do período do socialismo “num só país” e o

internacionalismo proletário do período do socialismo mundial é que o estabelecimento do socialismo

“num só país” exigia solidariedade incondicional e o apoio conjunto dos proletários de todos os países

– sem qualquer excepção.

No entanto, o Socialismo Mundial terá de ser apoiado á escala mundial. O Socialismo Mundial exige

um apoio ainda mais intenso por parte de cada país do mundo – sem qualquer excepção.

A globalização do internacionalismo proletário é caracterizada pelo movimento revolucionário nos

países isolados, que são partes indispensáveis do movimento revolucionário mundial. O

internacionalismo proletário globalizado significa que a luta de classes no “num só país” já não serve

apenas como apoio á revolução socialista “num só país” que também é apoiada por todos os outros

países. Para além disto, a luta de classes “num só país” torna-se na luta pela revolução socialista

mundial, torna-se na luta revolucionária do proletariado mundial que lidera a revolução socialista

mundial em cada país do mundo. O proletariado mundial modifica radicalmente a antiga forma de

internacionalismo proletário e determina o seu carácter mutável.

Assim, a antiga definição Leninista de internacionalismo proletário tem de ser modificada tendo em

atenção as actuais condições globalizadas da luta de classes:

Hoje em dia, só existe um verdadeiro internacionalismo:

Aquele que se traduz na dedicação ao trabalho de desenvolvimento do Movimento

Estalinista-Hoxhaista e da luta revolucionária do proletariado mundial, apoiando (através

de propaganda, de apoio moral e material) a sua luta e a sua linha de acção juntamente

com o proletariado de todos os países – sem excepção.

Quem é um internacionalista proletário no contexto das condições da globalização?

aqueles que lutam em qualquer situação contra qualquer caso de opressão e de exploração em todo o

mundo;

aqueles que conhecem as causas e as razões da opressão e da exploração sob as condições da

globalização;

aqueles que são guiados pelos ensinamentos do 5 Clássicos do Marxismo-Leninismo;

aqueles que unem as forças oprimidas soba liderança do proletariado mundial;

aqueles que organizam e lideram a luta proletária pela abolição revolucionária do sistema

capitalista mundial através da coordenação e da combinação de ambas as formas e fases

da luta, a nacional e a global.

Nós baseamos as nossas modificações á definição de Lénine na definição do camarada Enver Hoxha:

O internacionalismo proletário é a unidade de acção e de pensamento do proletariado de

cada país em particular, e do proletariado mundial em geral” (Enver Hoxha, Relatório ao 7º

Congresso do PLA, 1977, edição Alemã, página 242).

Fogo sobre a TRAIÇÃO neo-revisionista!

Os ensinamentos dos 5 Clássicos do Marxismo-Leninismo constituem a única arma ideológica que já

conseguiu vencer a ideologia burguesa-revisionista. Os ensinamentos dos 5 Clássicos do Marxismo-

Leninismo foram a única ideologia que alguma vez prevaleceu sobre a ideologia burguesarevisionista.

O imperialismo mundial foi forçado pela história a disfarçar ideologicamente as suas armas burguesorevisionistas

– e isto constitui já uma vitória histórica dos ensinamentos dos 5 Clássicos do Marxismo-

Leninismo. O uso enganador da ideologia proletária, através de roupagem Marxista, é sempre um

sinal da debilidade ideológica da burguesia. Na realidade, se a sua própria ideologia de classe

fracassa ao ponto de a burguesia ter de recorrer á manipulação da ideologia proletária para se tentar

esconder e salvar, isso só demonstra o estado de fraqueza em que essa mesma burguesia se

encontra.

O revisionismo actual é o disfarce parasítico e corrupto da ideologia burguesa, do autodenominado

Marxismo-Leninismo”.

O neo-revisionismo é o “anti-revisionismo” burguês, é anti-comunismo disfarçado.

 

Ultimamente, o revisionismo aparece sob a forma dos ensinamentos dos 5 Clássicos do Marxismo-

Leninismo de maneira a esconder a total eliminação do seu conteúdo revolucionário, do seu espírito

revolucionário; a sua adaptação e posterior substituição pela ideologia da burguesia mundial. É a

máscara “revolucionária” da contra-revolução a tentar esmagar o exército revolucionário do

proletariado mundial.

O revisionismo é um instrumento da ideologia contra-revolucionária da classe burguesa para adaptar

o movimento revolucionário do proletariado mundial á sociedade burguesa de classes com o objectivo

de manter ou restaurar o sistema capitalista de opressão e de exploração e também para dificultar ou

mesmo deter a manutenção ou a restauração da sociedade socialista. O revisionismo tenta frustrar a

transição para uma sociedade sem classes.

A história do revisionismo é o relato das tentativas inúteis da burguesia para transformar a luta dos

Comunistas contra o revisionismo em capitulação.

A burguesia camufla estes esforços inúteis sob a máscara de um falso “anti-revisionismo”, com o

objectivo de substituir os ensinamentos anti-revisionistas dos 5 Clássicos do Marxismo-Leninismo

pela ideologia burguesa-revisionista.

A lei do neo-revisionismo traduz-se na necessidade que a burguesia tem de lutar contra o

conteúdo revolucionário e contra o espírito dos ensinamentos dos 5 Clássicos do

Marxismo-Leninismo.

A burguesia finge adoptar formalmente o Marxismo depois de o separar do seu conteúdo, com o

propósito de manter o capitalismo em geral, e/ou com o propósito de restaurar o capitalismo (lei do

revisionismo moderno) em particular.

Para descrever resumidamente a lei do desenvolvimento do revisionismo, nós recorremos a um

termo usado na zoologia: Se uma cobra faz a sua mudança de pele, a cobertura superficial da pele

antiga é expulsa do seu corpo. Nós usamos esta descrição para explicar o processo de

desenvolvimento do revisionismo.

Este processo regenerativo do revisionismo foi sempre necessário para a burguesia, depois do

Marxismo, do Leninismo, do Estalinismo e do Hoxhaismo terem quase destruído completamente a

eficácia do revisionismo (enquanto as influências capitalistas existirem, o revisionismo não poderá ser

totalmente removido).

Sempre que os ensinamentos dos 5 Clássicos do Marxismo-Leninismo se desenvolvem, a ideologia da

burguesia mundial foi forçada a “fazer a mudança da sua pele revisionista”. Nós chamamos a este

processo as “4 fases da adaptação revisionista” da ideologia burguesa relativamente ao Marxismo, ao

Leninismo, ao Estalinismo e ao Hoxhaismo. Estes 4 períodos históricos da restauração da

ideologia capitalista foram necessários para que a burguesia pudesse derrotar os ensinamentos

dos 5 Clássicos do Marxismo-Leninismo baseando-se nas armas desses mesmos 5 Clássicos. O

revisionismo tem sempre de renovar a sua expressão (de mudar a sua pele) depois de ter sido

desmascarado, exposto e destruído pelo Marxismo-Leninismo. Tendo sido forçado a “mudar a sua

pele” – este constitui o processo de 4 fases através do qual o revisionismo faz os reajustamentos

necessários para conseguir lidar com o desenvolvimento da ideologia proletária, do Marxismo ao

Hoxhaismo. O neo-revisionismo é a mais elevada, a mais desenvolvida e a mais perigosa de

todas as formas de revisionismo.

A inevitabilidade da ideologia capitalista “mudar de pele” só é possível depois da vitória

completa do socialismo á escala mundial. O neo-revisionismo precisa de “fazer a mudança

de pele” á escala global, por causa da globalização do Estalinismo-Hoxhaismo. Mas nós

estamos preparados para ripostar!

Assim, os neo-revisionistas são os inimigos mais perigosos dentro das fileiras do nosso novo Campo

Mundial Estalinista-Hoxhaista: Eles usam o disfarce do “Estalinismo-Hoxhaismo” com o

objectivo de paralisar e liquidar o Movimento Mundial Estalinista-Hoxhaista.

 

Os neo-revisionistas seguem os ensinamentos anti-revisionistas dos 5 Clássicos do

Marxismo-Leninismo em palavras, mas com o propósito de os reconciliarem com o

revisionismo nos actos – esta é a característica do revisionismo moderno globalizado que

mudou a sua pele para o neo-revisionismo.

O neo-revisionismo é ecléctico, ele é a ideologia burguesa a tentar manipular os ensinamentos dos 5

Clássicos do Marxismo-Leninismo apresentando-os como sendo verdadeiros apenas em parte. É a

aplicação da política de reconciliação de classe que se traduz na coexistência pacífica entre o

Marxismo-Leninismo e o revisionismo moderno, na coexistência pacífica entre o Estalinismo-

Hoxhaismo e o neo-revisionismo.

O movimento mundial neo-revisionista é constituído por muitas correntes e tendências diferentes:

conglomerados, amálgamas e derivações dos já bem conhecidos Maoismo, Trotskismo,

Guevarismo, Castroismo, Kimilsungismo, Berianismo, etc., etc.

Nós chamamos-lhes Neo-Maoismo, Neo-Trotskismo, etc., etc. Porquê? Nós damos-lhes estas

classificações Marxistas porque todas estas correntes e tendências revisionistas foram já

desmascaradas, expostas e derrotadas por nós, Marxistas-Leninistas.

Nós forçámo-las a “mudar a sua pele”. Consequentemente, elas tentam esconder-se atrás do Anti-

Maoismo, Anti-Trtotskismo, etc, etc. (apenas em palavras). Para eles não há outra alternativa se

quiserem proteger a sua ideologia Maoista, Trotskista, Kimilsungista, etc., etc. Isto acontece

inevitavelmente porque de outra maneira a burguesia não conseguiria manter eficazmente a sua

ideologia oportunista.

Isto é aplicável também a todas as outras correntes e tendências do revisionismo.

O neo-revisionismo chegou ao ponto em que existem milhares de organizações que se autodenominam

Marxistas-Leninistas”. No entanto, elas não são realmente Marxistas-Leninistas.

Nestas condições, a unidade do Movimento Mundial Marxista-Leninista é quase impossível – a

burguesia mundial tenta por todos os meios provocar divisões. No entanto, a burguesia mundial só

foi bem-sucedida com esta táctica porque muitos Marxistas-Leninistas não lutaram o suficiente contra

o neo-revisionismo. Eles devem fazer a sua auto-crítica e admitir que o Movimento Mundial Marxista-

Leninista sofreu graves danos devido á sua cegueira e ás suas ilusões. O “socialismo real”

revisionista caiu, mas o mesmo não aconteceu com a ideologia revisionista! Nós não

podemos em caso algum subestimar o perigo do neo-revisionismo.

Nós libertámo-nos desta praga mundial através da criação do Movimento Mundial Estalinista-

Hoxhaista. E isto terá um efeito benéfico em todos os camaradas Estalinistas-Hoxhaistas honestos,

em todo o mundo. As nossas novas decisões provaram ser adequadas. A nossa plataforma

programática mostra a toda a gente a distância que nos separa a nós, verdadeiros Marxistas-

Leninistas, dos auto-denominados e oportunistas “Marxistas-Leninistas”. Isto não se traduz num

enfraquecimento da nossa unidade, pelo contrário, isto irá fortalecer a frente unida dos verdadeiros

camaradas Marxistas-Leninistas.

O Movimento Mundial Estalinista-Hoxhaista é o único movimento que é capaz de e está determinado

a expulsar os neo-revisionistas das nossas fileiras. Nós devemos conduzi-los para o campo de batalha

anti-revisionista e aí devemos derrotá-los.

Uma das correntes que existem dentro do movimento mundial neo-revisionista é constituída por

camaradas dos nossos antigos partidos-irmãos. Nos tempos do camarada Enver Hoxha, nós lutámos

juntos dentro do Movimento Mundial Marxista-Leninista. Eles traíram o mesmo movimento no qual

em tempos lutaram de forma heróica e vitoriosa contra o revisionismo moderno. Alguns destes

traidores mantêm o silêncio acerca do estandarte do camarada Enver Hoxha, enquanto que outros

usam a figura do camarada Enver Hoxha como forma de ocultarem a sua traição. No entanto, eles

arrepender-se-ão! Quem quer que lute contra o Estalinismo-Hoxhaismo através da adopção formal

dos ensinamentos dos 5 Clássicos, em palavras, será derrotado da mesma maneira que nós

derrotámos os revisionistas modernos.

 

Quem não é capaz de combater o revisionismo global, é incapaz de lutar pela globalização

do socialismo, é incapaz de reconstruir o socialismo á escala mundial.

O revisionismo moderno era a ideologia burguesa da restauração do capitalismo, era a ideologia da

burguesia que queria reconquistar o seu poder perdido e prevenir a transição directa para o

socialismo mundial.

Numa determinada fase do seu desenvolvimento, as forças materiais produtivas da sociedade

socialista entram em conflito com as relações estatais de produção capitalista. Dentro destas relações

de produção revisionistas, as forças materiais produtivas da sociedade socialista não se poderiam

desenvolver mais. As relações estatais de produção capitalista elevam colocam as formas socialistas

de desenvolvimento das forças produtivas numa situação crítica. As formas de transição das relações

capitalistas de produção abrandam e dificultam o desenvolvimento das forças produtivas. Elas não

lhes dão espaço suficiente para que estas últimas se possam desenvolver. Sempre houve

interrupções da unidade e da harmonia das forças produtivas e das relações de produção de modo

socialista que resultaram em crises de produção. As forças produtivas tornam-se inúteis ou são

mesmo destruídas. Houve falta de materiais, carências, desemprego, bancarrota de estabelecimentos

financeiros, e finalmente o colapso total da economia socialista, No primeiro período do socialismo

provou-se que o capitalismo é ultrapassável.

No segundo período provar-se-á que a restauração capitalista é ultrapassável.

A restauração do capitalismo é a véspera da restauração do socialismo.

A restauração do socialismo não é mais do que o socialismo mundial.

Juntamente com o domínio da luta anti-revisionista, o proletariado mundial aprenderá também o

domínio do socialismo mundial, aprenderá a prevenir a restauração do capitalismo mundial, e com

isto a prevenção da restauração capitalista em cada país.

Não apenas o capitalismo, mas também o perigo da sua restauração deve ser

completamente removido á escala mundial – de outra forma, não há futuro para o

comunismo mundial. Só o comunismo mundial previne completamente a restauração do

capitalismo. Por isso, é dever do proletariado mundial revolucionário enriquecer permanentemente o

tesouro da nossa luta anti-revisionista.

Nós enfrentamos as maiores provações pela revolução socialista mundial. Nós lutamos ferozmente

contra o imperialismo e o revisionismo. Nós nunca voltámos a cara ao perigo. Sem a derrota do

revisionismo não pode haver derrota do capitalismo mundial, nem triunfo do socialismo mundial!

A superação do neo-revisionismo, a destruição da “mudança de pele”, desmascarar as suas

provocações e manobras de diversão – todos estes elementos da nossa luta anti-revisionista NÃO são

o nosso objectivo final. Então, em que é que a nossa crítica Estalinista-Hoxhaista do revisionismo é

totalmente diferente de todas as “críticas” oportunistas, burguesas e pequeno-burguesas do

revisionismo?

As características essenciais da luta anti-revisionista do Movimento Mundial Estalinista-Hoxhaista são

estas:

Abolição da INEVITABILIDADE do revisionismo, luta anti-revisionista pelo estabelecimento da

ditadura mundial do proletariado, luta pelo socialismo mundial através da destruição e da remoção do

capitalismo mundial. O Movimento Mundial Estalinista-Hoxhaista é o movimento mundial

vitorioso na luta revolucionária contra a inevitabilidade do revisionismo mundial.

O socialismo mundial é a base da abolição da inevitabilidade do revisionismo no poder.

No entanto, isto não garante a abolição da possibilidade do revisionismo, da restauração do

capitalismo mundial. Nós removemos expressamente apenas o carácter da sua inevitabilidade – nada

mais.

 

Isto significa que é preciso intensificar a luta de classes contra a possível restauração do

capitalismo durante a época do socialismo mundial. A abolição da possibilidade da

restauração do capitalismo mundial e a abolição da inevitabilidade da sociedade de classes

não podem ser removidas até que seja implantado o comunismo.

O caminho para a eliminação da inevitabilidade da restauração capitalista torna evitável a

restauração do capitalismo, e a evitabilidade da restauração do capitalismo abre o caminho

para a impossibilidade da restauração capitalista.

A generalização das experiências da luta contra o revisionismo moderno no passado e a generalização

das experiências da luta contra o neo-revisionismo actual formam ambas a base da luta antirevisionista

da futura época do socialismo mundial.

O processo do neo-revisionismo está em decomposição permanente – tal como o processo de

deformação da luta anti-revisionista do Movimento Mundial Estalinista-Hoxhaista. A táctica da

fragmentação global do movimento revolucionário, a produção em série de milhares de organizações

oportunistas, facções de divisão – todos estes processos degenerativos é expressões do carácter

moribundo, decadente e parasítico do imperialismo mundial. O capitalismo mundial controla os seus

lacaios revisionistas com o propósito de adiar a revolução mundial. Esta táctica revisionista e contrarevolucionária

da burguesia mundial é dirigida contra os ensinamentos dos 5 Clássicos do Marxismo-

Leninismo, as suas organizações e movimentos mundiais são dirigidos contra o Comunismo, contra a

revolução comunista mundial, contra os revolucionários e os combatentes pela liberdade de todo o

mundo e contra o proletariado mundial – que é o coveiro de todos os tipos de revisionismo.

Ainda antes da conferência de Quito, os seus organizadores davam sinais óbvios de pretenderem

reduzir a nossa luta Marxista-Leninista contra o revisionismo moderno. No entanto, a própria

declaração de Quito tornou-se num documento de capitulação na luta anti-revisionista. O espírito

revolucionário do camarada Enver Hoxha foi suprimido pela declaração de Quito. Muitos anos já se

passaram desde a declaração de Quito, que se revelou uma porta aberta para a reconciliação entre o

revisionismo e o Marxismo-Leninismo. Este facto conduziu o movimento da ICMLPO para o

revisionismo, para a degeneração e para a capitulação, para a ruptura com os feitos heróicos do

Movimento Mundial Marxista-Leninista do Camarada Enver Hoxha. A capitulação frente ao neorevisionismo

é contra-revolucionária e significa sujeição total á ideologia do inimigo de classe.

Logo após a declaração de Quito ter sido publicada, nós acreditámos na cooperação dentro do

movimento, com o objectivo de regressar á antiga linha política do camarada Enver Hoxha. No

entanto, a ICMLPO recusou-se a abandonar a sua linha neo-revisionista. Passámos então a

desmascarar os líderes oportunistas como traidores.

De agora em diante, nós lutamos abertamente contra a ICMLPO e consideramos esta organização

como um dos bastiões mais perigosos do movimento mundial neo-revisionista. Nós tentámos chamálos

á razão, recordá-los daquilo que trataram de forma tão vergonhosa: a história gloriosa do

Movimento Mundial Marxista-Leninista do Camarada Enver Hoxha. Não fomos nós, o Comintern, que

abandonámos o Marxismo-Leninismo, mas sim o Campo do ICMLPO composto pelos antigos partidos

Marxistas-Leninistas e pelos seus chefes. A unidade com o oportunismo é unidade com a burguesia, é

a divisão dentro da classe trabalhadora revolucionária internacional.

Os neo-revisionistas são traidores ao princípio do renascimento do socialismo, são aqueles que

perderam a esperança na vitória sobre o revisionismo. O neo-revisionismo é o pioneiro da

restauração do poder político do revisionismo, é o renascimento do revisionismo moderno que

partilha o mundo com o capitalismo globalizado, sem o socialismo; é a resposta revisionista á

restauração global do socialismo.

Se o revisionismo moderno foi a arma ideológica da nova burguesia para eliminar a ditadura do

proletariado, então o neo-revisionismo é a arma ideológica da velha burguesia para evitar a

reconquista revolucionária da ditadura do proletariado.

O neo-revisionismo favorece o “socialismo num só país” apenas por uma razão: é que este modelo de

socialismo demonstrou ser historicamente removível. O neo-revisionismo oferece ao proletariado

apenas a parte do Marxismo-Leninismo que é inofensiva para o capital mundial. Assim, os neorevisionistas

lutam contra a revolução socialista mundial porque o revisionismo está condenado á

morte se a queda do capitalismo mundial não puder ser contida:

Os neo-revisionistas aceitam em palavras o slogan: “Proletários do mundo – unam todos os

países na revolução mundial!”, mas nos actos eles antagonizam o proletariado de cada país

contra o proletariado revolucionário mundial; e vice-versa, eles também antagonizam o

proletariado mundial contra os proletários dos países isolados – esta é a fórmula central

dos revisionistas de todo o mundo.

O neo-revisionismo é a agência da burguesia dentro do movimento anti-revisionista – o principal

perigo dentro do Movimento Mundial Estalinista-Hoxhaista.

A capitulação face ao neo-revisionismo é contra-revolucionária, significa sujeição á

ideologia do inimigo de classe.

A unidade com os oportunistas é unidade com a burguesia, é a divisão do proletariado

mundial.

O neo-revisionismo é o revisionismo disfarçado sob a bandeira da luta anti-revisionista dos

Estalinistas-Hoxhaistas, com o objectivo de salvar o revisionismo moderno. Mas mesmo que os

revisionistas de todos os tons se tentem pintar de vermelho, eles não passam a ser comunistas por

essa razão!

Não pode haver Movimento Estalinista-Hoxhaista sem teoria Estalinista-Hoxhaista. É por isso que os

revisionistas se esforçam por deformar a teoria Estalinista-Hoxhaista, para a antagonizarem contra o

Marxismo-Leninismo, para evitarem a sua necessidade, para a tornarem inútil, para “provar” a sua

futilidade, para a remover, para a substituir pela ideologia neo-revisionista. A infiltração neorevisionista

na ideologia do Estalinismo-Hoxhaismo é a base para desarmar o Movimento Mundial

Estalinista-Hoxhaista – e conduzi-lo assim para as mãos da burguesia mundial. Aconteceu

exactamente a mesma coisa ao Movimento Mundial Marxista-Leninista do Camarada Enver Hoxha.

E vice-versa: a destruição do Movimento Mundial Estalinista-Hoxhaista causa a destruição a teoria

mundial Estalinista-Hoxhaista. Tudo isto faz parte da táctica anti-comunista da burguesia mundial

com o propósito de dificultar a vitória da revolução mundial e de criar obstáculos á inexorabilidade do

socialismo mundial.

A revolução socialista mundial não apenas abre o caminho para o socialismo mundial, mas também

prepara a sepultura do revisionismo internacional. Finalmente, o comunismo mundial enterra todos

os vestígios revisionistas.

O Movimento Mundial Estalinista-Hoxhaista constitui o mais forte e poderoso baluarte contra todas as

tendências oportunistas do mundo. O Estalinismo-Hoxhaismo é a arma mais elevada do

Marxismo-Leninismo na luta contra o revisionismo. O proletariado mundial precisa agora desta

demarcação Estalinista-Hoxhaista relativamente a todas as tendências oportunistas, com o objectivo

de progredir no seu caminho revolucionário para conquistar o poder político.

Os revisionistas atacaram a fortaleza de Estaline e de Enver Hoxha.

No entanto, a sua fortaleza anti-revisionista era indestrutível.

Os ensinamentos anti-revisionistas do camarada Estaline e do camarada Enver Hoxha são

invencíveis.

Nos tempos de Estaline e de Enver Hoxha, o revisionismo não teve qualquer hipótese de

conquistar o poder político.

Os nomes gloriosos de Estaline e de Enver Hoxha marcam e marcarão para sempre a

derrota do revisionismo.

 

O Estalinismo-Hoxhaismo demonstra historicamente que a luta contra o revisionismo pode

ser bem-sucedida e não pode ser descartada como sendo uma “arma ultrapassada na luta

contra o revisionismo”.

Aprender a teoria Estalinista-Hoxhaista é aprender a derrotar o revisionismo!

Viva a unidade do proletariado mundial!

Vamos pôr a Associação de Classe do proletariado mundial a enfrentar as manobras de divisão e de

ruptura da burguesia internacional, a enfrentar as manobras de divisão e de ruptura das correntes

revisionistas – e a vitória da revolução socialista mundial estará garantida.

A questão da unificação é solucionada através da ultrapassagem da divisão no campo da classe

proletária, combinando-a com o incitamento á desunião e á degeneração no campo do inimigo de

classe.

A estratégia e a táctica da unidade do proletariado mundial traduzem-se, por um lado, na superação

da sua própria desunião e da sua própria desorganização, e por outro lado, na utilização das

contradições antagónicas que existem dentro do campo da burguesia mundial, promovendo

simultaneamente a sua desunião e desorganização.

Para que esta – e só esta – unidade se concretize, nós lutamos contra a união com as tendências

oportunistas e com elementos de classes inimigas do proletariado, porque nós não precisamos de

receber nenhuma “ajuda” oportunista através da qual o imperialismo mundial tenta manter-nos

afastados da revolução comunista mundial.

A unidade dos Estalinistas-Hoxhaistas de nada vale se o seu objectivo não for servir a unidade do

proletariado mundial na sua luta contra todos os outros movimentos políticos do mundo.

A unidade do Movimento Mundial Estalinista-Hoxhaista de nada vale se o seu objectivo não for servir

a unidade do Partido Mundial Estalinista-Hoxhaista e da Internacional Comunista de novo tipo.

E de que valeria a unidade do Partido Mundial Estalinista-Hoxhaista se não servisse o proletariado

mundial, se não servisse a unidade das classes exploradas e oprimidas, se não servisse a associação

das massas de todo o mundo com o propósito de derrubar o imperialismo mundial?

As forças da unificação do proletariado mundial agem tal como as forças naturais:

elas agem de forma cega, compulsória e destrutiva enquanto o proletariado mundial não as souber

prever e reconhecer.

No entanto, se o proletariado mundial conseguir compreendê-las, se conseguir apreender a sua luta,

a sua direcção, os seus efeitos, etc., nessa altura só dependerá do proletariado mundial a capacidade

para submeter essas forças cada vez mais á sua vontade, e através delas o proletariado cumpre a

sua missão histórica pelos seus próprios meios.

Enquanto o proletariado dos vários países se recusar teimosamente a compreender a sua natureza

global e o seu carácter internacionalista de classe, ou seja, a aprender a livrar-se das algemas e das

limitações nacionais inerentes ás suas anteriores unificações – (e a burguesia mundial e os seus

lacaios revisionistas combatem arduamente esta compreensão através da luta entre as suas forças de

resistência contra-revolucionárias e as forças revolucionárias de unificação do proletariado mundial) –

as forças da escravatura assalariada do capital global permanecerão activas, apesar do proletariado

mundial, contra o proletariado mundial – enquanto puderem subjugar o proletariado mundial. Mas

uma vez compreendida a sua natureza internacionalista, as forças de unificação nas mãos do

proletariado mundial podem ser transformadas de demónios dominantes em servidoras dóceis (ver:

Friedrich Engels, “Anti-Dühring”).

 

Os capitalistas mundiais somam o trabalho de todos os países, formando o trabalho mundial cujo

objectivo é a acumulação do capital mundial.

No entanto, se o trabalhador mundial se apoderar de todo o trabalho globalizado, se – em vez disso –

o trabalhador mundial se apoderar da sua própria associação, então o carácter de mercantilização do

trabalho mundial será removido:

Os proletários devem ter a posse consciente da sua unificação, (desenvolvida objectivamente pelo

trabalho global) porque esta é o ponto de partida para que os proletários tenham a posse consciente

de si mesmos. É isto que nós denominamos como o desenvolvimento do factor subjectivo da

revolução mundial.

O trabalhador mundial globalmente associado deve dominar o trabalho mundial globalizado. E desta

maneira, o trabalhador mundial não mais seria subjugado através do trabalho.

O nível de desenvolvimento do movimento proletário internacional depende directamente do grau de

desenvolvimento da organização internacional dos proletários porque a força do movimento proletário

internacional é baseada na sua unidade internacional.

O nível de desenvolvimento da organização internacional dos proletários depende directamente do

grau do desenvolvimento da consciência de classe do proletariado mundial, porque a força da

unidade internacional é baseada na sua consciência de classe revolucionária mundial.

O nível de desenvolvimento da consciência de classe revolucionária mundial, por sua vez, depende

directamente do grau de desenvolvimento da unidade do Movimento Mundial Estalinista-Hoxhaista

porque a força da consciência de classe revolucionária mundial é fundada no internacionalismo

proletário, que é levado a cabo pelo Movimento Mundial Estalinista-Hoxhaista soba liderança do

Comintern.

Os proletários de todo o mundo não se tornam na classe do proletariado mundial apenas através da

unidade da sua luta de classes global, mas também através da sua nova consciência internacionalista

que progride dentro do movimento proletário mundial graças ao Partido Mundial Estalinista-

Hoxhaista. O movimento Comunista mundial é o portador da consciência Comunista mundial

que se desenvolve dentro do movimento mundial dos trabalhadores.

O socialismo mundial só será uma força quando se tornar num objectivo consciente da luta política do

proletariado mundial, se o proletariado mundial unir o proletariado de todos os países e todas as

massas oprimidas no novo espírito revolucionário mundial.

Para adquirir a sua consciência revolucionária, o proletariado mundial só necessita de uma fracção do

tempo que seria preciso para que os proletários nacionais conseguissem adquirir a sua consciência

socialista nos seus respectivos países. As modernas condições da globalização favorecem muito mais

o Comintern actual do que as antigas condições favoreciam o antigo Comintern. Tudo isto vai acelerar

a vitória da revolução socialista mundial em cada país. Apenas o proletariado mundial compreende o

verdadeiro significado da expressão: “a revolução socialista mundial em cada país”.

A combinação do movimento operário internacional com o movimento Comunista mundial no

contexto da globalização constitui a forma mais elevada da fórmula de Lénine:

combinação do movimento operário com o socialismo científico.”

É tarefa do Partido Mundial Estalinista-Hoxhaista consolidar o movimento revolucionário do

proletariado mundial em cada país.

Esta plataforma político-ideológica, este guia programático iluminará o nosso caminho vitorioso

através da selva revisionista que pretende engolir o nosso Movimento Mundial Estalinista-Hoxhaista

através do slogan dos imperialistas mundiais: “Que 1000 flores desabrochem!”

Juntos, devemos aprender a utilizar esta plataforma na luta de classes contra a burguesia mundial e

os seus agentes no interior das nossas fileiras!

As forças reaccionárias semeiam a confusão programática, no entanto, quanto mais eles fazem isto,

mais a clareza programática é aceite em benefício da revolução mundial.

 


    De agora em diante chamamo-nos Internacional Comunista / Estalinistas-Hoxhaistas

    (Comintern / EH)

    Vivam os 5 Clássicos do Marxismo-Leninismo,

    Marx, Engels, Lénine, Estaline e Enver Hoxha!

    Viva a teoria mundial Estalinista-Hoxhaista!

    Viva o Partido Mundial Estalinista-Hoxhaista,

    e a Internacional Comunista / Estalinistas-Hoxhaistas!

    Viva o Movimento Mundial Estalinista-Hoxhaista (MMEH)!

    Proletários de todo o Mundo – unam todos os países!

    Incendeiem o mundo capitalista com o fogo da revolução!