Documento Fundador do Comintern (ML)


Por ocasião do 16º aniversário da morte de Enver Hoxha:

 

 

Enver Hoxha

o 5º arquitecto

do Marxismo-Leninismo …

…e a fundação do Comintern (ML)

 

 

 

 

escrito por Wolfgang Eggers
Presidente do Partido Comunista da Alemanha
1/4/2001

 

 

 

Enquanto Marxistas-Leninistas, nós devemos colocar de maneira urgente a seguinte questão?


“O Camarada Enver Hoxha é ou não o 5º Clássico do Marxismo-Leninismo?”

 

 

E porquê?

Porque esta é a questão crucial do novo século, no qual a direcção geral da luta de classes revolucionária internacional vai continuar a desenvolver-se; é uma questão que tem de ser respondida e onde a linha de demarcação ideológica tem de ser traçada de forma a atingirmos o nível mais elevado de unidade proletária no contexto da descoberta do caminho mais curto para os objectivos que todos conhecem:
Liquidação do imperialismo pela revolução mundial, estabelecimento e restabelecimento do socialismo sob a ditadura do proletariado e futura realização do socialismo mundial e do comunismo mundial. 

 

 

Dialéctica acerca da Questão dos Arquitectos do Marxismo-Leninismo
- o nível ideológico mais elevado da luta de classes proletária

 

 

De facto, a questão dos Arquitectos do Marxismo-Leninismo é uma questão ideológica que diz respeito á luta de classes proletária no seu nível mais elevado porque a resposta curta e óbvia a esta pergunta é decisiva para a vitória ou a derrota da revolução mundial, para a concretização a longo termo da linha-geral do Comintern (ML), do Movimento Comunista Mundial, para o futuro do comunismo e para a linha ideológica e política comum a todos os Partidos Marxistas-Leninistas de todo o mundo. Se nós nos aproximarmos da resposta a esta pergunta através da aplicação do materialismo histórico e dialéctico, nós estaremos em condições de formular 4 princípios:

 

1.

 

As lições dos Arquitectos do Marxismo-Leninismo não podem ser consideradas separadamente umas das outras como se fossem incoerentes. Da mesma forma, elas não podem ser lançadas umas contra as outras. Elas constituem um todo comum e monolítico. Por exemplo, os revisionistas modernos separam Estaline de Marx, Engels e Lenine; e até hoje eles não aceitam Estaline como 4º arquitecto do Marxismo-Leninismo. No entanto, a aceitação de Estaline como sendo o 4º arquitecto do Marxismo-Leninismo foi uma linha de demarcação insubstituível contra o Revisionismo Moderno e uma importante condição da vitória contra ele. Na verdade, esta foi a questão-chave acerca de como fazer avançar o Movimento Mundial Marxista-Leninista, o desenvolvimento do socialismo na Albânia e ainda de como impedir que a espada do Marxismo-Leninismo se torne fraca e enferrujada. As novas correntes do revisionismo “aprovam” Estaline como sendo o 4º arquitecto do Marxismo-Leninismo e chamam-se a si próprios “Marxistas-Leninistas” enquanto se escondem por detrás dos princípios do anti-revisionismo. Tal como os revisionistas modernos fizeram com Estaline, eles separam Enver Hoxha de Marx, Engels, Lenine e Estaline porque eles sabem muito bem que as lições dos 4 Arquitectos do Marxismo-Leninismo não são suficientes para fazer frente aos problemas actuais e isto significa que é impossível ser-se vitorioso contra a burguesia e os revisionistas que mudam de pele de forma constante. A hesitação e o adiamento da resposta á questão dos Arquitectos foram sempre um obstáculo ao desenvolvimento do Marxismo-Leninismo e da luta de classes revolucionária e internacional tanto a nível histórico como actual. E esta situação conduz ao surgimento de novas tendências de oportunismo. Logicamente, os 4 Arquitectos do Marxismo-Leninismo não podem reflectir o desenvolvimento presente e futuro da sociedade, porque eles viveram em épocas diferentes da nossa. Este problema não ocorreu apenas após a morte de Estaline, mas também após a morte de Marx, de Engels e de Lenine. Este problema foi resolvido através da correcta resposta á questão: quem será o próximo autêntico seguidor dos Arquitectos do Marxismo-Leninismo? Assim, a única maneira de assegurar a continuação do espírito revolucionário do Marxismo-Leninismo é resolvendo a questão da apreciação das lições dos novos seguidores dos Arquitectos do Marxismo-Leninismo. Se isto não for feito, será perdido o todo monolítico que é constituído pelas lições dos Arquitectos do Marxismo-Leninismo. E isto significaria o fim do Marxismo-Leninismo, isto significaria a vitória do revisionismo e a vitória do capitalismo.

 

2.

 

Após a morte de Marx e de Engels, a questão dos Arquitectos do Marxismo-Leninismo não pôde ainda ser resolvida. Se Lenine não tivesse feito avançar corajosamente o Marxismo (o que originou críticas furiosas da parte de toda a social-democracia oportunista Europeia que repudiou as lições criativas do Leninismo), não teria havido Revolução de Outubro nem União Soviética, o Marxismo teria perdido a sua vitalidade organizacional e mobilizadora revolucionária. Tal como acontece com tudo aquilo que está em mudança, algumas partes do Marxismo-Leninismo perdem o seu significado durante o processo desenvolvimento da sociedade, elas colapsam ou então mudam e renascem com novos acrescentos. Nós não podemos resolver de maneira dogmática problemas novos fazendo uso de instrumentos que eram bons em tempos passados. Todos sabemos o que teria acontecido se Estaline não desenvolvesse o Marxismo-Leninismo na sua época, se ele não tivesse compreendido que as lições de Lenine têm de ser criativamente aplicadas ás novas condições em mudança. O socialismo na Rússia não teria sobrevivido nem por um dia. E isto também teria acontecido na Albânia se Enver Hoxha não tivesse sido capaz de aplicar as lições de Estaline. Apenas as lições de Enver Hoxha garantem a continuação do Marxismo-Leninismo. As novas criações das lições do Marxismo-Leninismo nascem como defesa do seu conhecimento correcto contra as interpretações e aplicações erradas que podem suceder nas novas circunstâncias da luta de classes. Nós temos sempre de distinguir entre aquilo que é ou ainda não é importante, entre aquilo que tem de ser desenvolvido de forma totalmente nova daquilo que é a combinação correcta de experiências antigas e novas. Neste processo de busca de novos desenvolvimentos do Marxismo-Leninismo, os nossos adversários tentam interferir, eles tentam perturbar-nos, tentam qualificar-nos como “Desviacionistas”, por um lado, e como “Dogmáticos”, por outro lado. Apenas os resultados da prática revolucionária pode decidir se estamos certos ou errados, apenas a luta de classes pode provar se nós desenvolvemos o Marxismo-Leninismo na direcção correcta. Os Trotskistas tentaram derrubar Estaline enquanto glorioso seguidor de Lenine e os Maoistas escolheram Mao para ocupar o “trono”. Mas ambos não apenas cometeram erros de interpretação, como também se revelaram traidores do Marxismo-Leninismo. Os Trotskistas lançam dúvidas em relação aos Marxistas-Leninistas dizendo que nós carregamos “o germe da autodestruição”. Será apenas uma questão de tempo até que os defensores de Enver Hoxha sejam uma minoria, mas as suas lições correspondem ao desenvolvimento objectivo da sociedade e isto significa que a minoria de hoje será a maioria de amanhã e representará a nova linha-geral revolucionária dos Marxistas-Leninistas de todo o mundo.

 

 

3.

 

A criação e o desenvolvimento do Marxismo-Leninismo não são um tesouro no sentido quantitativo, que deva ser coleccionado e acumulado. As lições de Enver Hoxha e de todos os outros arquitectos do Marxismo-Leninismo não são um arquivo de dogmáticos que compilaram todas as experiências da luta de classes revolucionária de maneira a usarem-nas nos combates futuros. Se nós não reconhecermos a natureza viva e criativa do Marxismo-Leninismo, se nós nos contentarmos em aprendê-lo superficialmente e apenas em termos literais, então nós não seremos capazes de o aplicar ás condições da luta de classes diária. O Marxismo-Leninismo é uma ciência que rejuvenesce através dos desenvolvimentos criativos, que muda da quantidade para a qualidade e avança e supera os obstáculos em direcção a um novo nível de qualidade. Quando o estado de estagnação – comparado com os tempos de hoje, nos quais o factor ideológico se encontra bastante ausente – parece atingir o final do processo antes de termos clarificado a natureza essencial da sociedade, quando o nosso pensamento não se expande e os revisionistas nos impedem de avançar e de chegar ás conclusões, quando os nossos pensamentos marcam passo frente ás decisões mais importantes acerca de se devemos seguir o antigo caminho ou se devemos avançar em direcção a novos caminhos – trata-se de uma situação bastante parecida com a dos tempos de Lenine, quando ele se apercebeu do impasse da II Internacional, ou mesmo com a nossa própria época, na qual nós nos apercebemos dos 50 anos que já passaram sem a existência do III Comintern – então as tarefas obrigam-nos a ultrapassar todos os obstáculos e a quebrar todas as barreiras ideológicas, então o tempo das vacilações e das hesitações dará lugar ao nascimento das novas ideias revolucionárias. Isto também sucede com o Marxismo-Leninismo e com a descoberta do significado de um novo Arquitecto do Marxismo-Leninismo – no entanto, tal não sucede automaticamente. Nós devemos estar conscientes acerca de que os desenvolvimentos quantitativos do Marxismo-Leninismo não se podem expandir eternamente sem atingirem os seus fins através da qualidade das novas ideias, conclusões e princípios. Se nós não estivermos prontos para avançar em direcção a um novo nível de qualidade, então o Marxismo-Leninismo apenas poderá ser admirado no museu da História e o mesmo nos acontecerá a nós, Marxistas-Leninistas! Após termos atingido um certo degrau histórico, cada segundo de hesitação significaria posteriormente um atraso de anos. E nós não estamos dispostos a adiar as coisas quando chegar a nossa hora. Não se trata apenas de ultrapassar os obstáculos que os nossos adversários nos colocam, mas sim de despertar o proletariado com o qual nós temos uma dívida de honra.

 

4.

 

A transformação da quantidade em qualidade nunca ocorre sem luta de contradições, ela não está automaticamente garantida. A vitória não será concretizada por acaso. A diferença entre o verdadeiro Marxismo-Leninismo e o falso “Marxismo-Leninismo” no contexto dos tempos actuais é algo que tem de ser decidido nos campos de batalha da luta de classes. Todos os arquitectos do Marxismo-Leninismo foram confrontados com o mesmo problema, e na prática eles desapareceriam do campo de batalha se o Camarada Enver Hoxha continuar sem ser considerado como o 5º Clássico do Marxismo-Leninismo – se isto acontecesse, a luta das contradições acabaria em tragédia. A qualidade das lições de Enver Hoxha foram visíveis nas nossas contradições com os oportunistas e os revisionistas de hoje. Á luz da nossa luta anti-revisionista, nós aprendemos a compreender que não é suficiente permanecer na linha de demarcação de Estaline – tal como era necessário na época de Enver Hoxha. Actualmente, nós sabemos que é urgentemente necessário elevar o nível da demarcação de forma a alcandorá-lo ao nível das lições de Enver Hoxha enquanto 5º Clássico do Marxismo-Leninismo. Se as lições de Enver Hoxha constituírem nova qualidade, isto pode parecer uma contradição, mas a verdade é que é algo dialéctico. Os falsos “Marxistas-Leninistas”, os revisionistas de hoje estão enterrados até aos ossos na sua vulgarização do Marxismo-Leninismo, na sua vulgarização de Marx, Engels, Lenine e (!) Estaline, e o propósito deles é que o papel da teoria, o papel do partido Bolchevique, o papel do novo Comintern, o papel da luta de classes, o papel do proletariado revolucionário, o papel da revolução socialista e o papel da revolução mundial estejam condenados ao imobilismo e á degeneração.

 

Estas são as conclusões dialécticas no que respeita ao nível ideológico mais elevado da luta de classes. E este é o único caminho para fortalecer a teoria Marxista-Leninista de maneira a resolver os problemas actuais:
Estaline realçou que: “O poder da teoria Marxista-Leninista consiste na possibilidade do partido se conseguir orientar numa dada situação, de conseguir realizar a coerência interna dos acontecimentos, ou seja, de conseguir reconhecer como e em qual direcção é que os eventos se vão desenvolver no futuro. Apenas um partido que domine a teoria Marxista-Leninista pode avançar de maneira confiante e será capaz de liderar a classe operária. Pelo contrário, um partido que não domine a teoria Marxista-Leninista está condenado a errar, perde a confiança nos seus actos e não é capaz de liderar a classe operária.”

 

Quem é que é considerado como um Arquitecto do Marxismo-Leninismo?


A designação Marxismo-Leninismo provém dos nomes de Marx e de Lenine. Assim, o Marxismo-Leninismo foi criado por seres humanos que tomaram parte e lideraram a luta de classes do proletariado internacional. E não há outra maneira de alguém se tornar num Arquitecto do Marxismo-Leninismo. Para se ser educado e qualificado como um líder revolucionário de renome, não são precisas apenas décadas, mas sim toda uma vida coroada pela luta mais extraordinária, honesta, contínua, dura e resoluta com o objectivo de se assumir o papel de condutor da vanguarda da revolução no topo da unidade organizacional do proletariado mundial.
O Camarada Enver Hoxha foi um revolucionário durante toda a sua vida e além disso ele une todos estes excelentes atributos: ele fundou o Marxismo-leninismo na Albânia e desenvolveu-o no mais elevado nível internacional, ele liderou a luta de libertação anti-fascista e anti-social-fascista, ele fundou e liderou o PTA, ele conduziu a revolução popular ao socialismo, ele criou a ditadura do proletariado bem como implementou na Albânia um socialismo fecundo. E ele fez tudo isto enquanto todos os outros países do mundo se afastavam do socialismo. Para além disto, ele ainda liderou o Movimento Mundial Marxista-Leninista e a luta de libertação dos povos de todo o mundo, e lutou de maneira bem-sucedida contra o imperialismo e o social-imperialismo, tornando-se no maior anti-revisionista de todos os tempos.
Aquilo que distingue um Arquitecto do Marxismo-Leninismo não é apenas as ideias revolucionárias, o pensamento socialista e o desenvolvimento teórico, mas também o grande amor pela classe operária e a sua atitude internacionalista em relação a todos os povos do mundo. Eles não são intelectuais vulgares, que adquirem os seus conhecimentos dogmáticos a partir dos livros, tal como fazem os professores universitários burgueses. Os Arquitectos do Marxismo-Leninismo sabem que o seu conhecimento pertence ao proletariado que constitui a força mais revolucionária e mais importante da sociedade e eles lidaram com as vitórias e derrotas dos trabalhadores na luta de classes diária. Precisamente porque as lições dos Arquitectos do Marxismo-Leninismo não são apenas teoria, mas são sim os fundamentos científicos da luta de classes é que elas se tornaram parte essencial das forças e poderes sociais que representam o futuro da Humanidade. Esta é a razão pela qual nós falamos acerca das lições dos Arquitectos do Marxismo-Leninismo enquanto lições do movimento operário, enquanto teoria da revolução proletária e enquanto teoria da ditadura proletária. Os arquitectos do Marxismo-Leninismo encarnam o nível mais elevado da ligação entre a ciência socialista e o movimento internacional dos trabalhadores. Os arquitectos do Marxismo-Leninismo levaram a consciência socialista aos movimentos operários sindicais e eles também os lideraram com mestria. No início do último século, Estaline mencionou que:


“A classe operária, enquanto classe trabalhadora, não é capaz de atingir o ponto alto da ciência, nem de a fazer avançar nem de descobrir as leis históricas de forma científica: isto porque a classe operária não possui tempo nem meios para o fazer …”


Esta situação mudou durante a época da ditadura proletária na União Soviética e na Albânia. Nesses países, os trabalhadores socialistas criaram excelentes condições para fazerem avançar a ciência socialista e para educar e aprofundar a consciência socialista no interior da própria sociedade socialista através das lições dos Arquitectos do Marxismo-Leninismo. Estas condições desapareceram com a destruição dos países socialistas. Mas isto não significa de forma nenhuma que a pequena-burguesia intelectual tenha assumido o papel de levar a consciência socialista ao movimento dos trabalhadores. Isto seria uma repetição terrível do desastre histórico. Os 5 Arquitectos do Marxismo-Leninismo já não estão vivos, mas hoje em dia os proletários estão a caminho da sua emancipação e são hábeis o suficiente para tomarem conta das tarefas educacionais e científicas que lhes dizem respeito. Nós vivemos no século XXI, e não em finais do século XIX! E os partidos Bolcheviques de todo o mundo têm boas condições apara construírem a vanguarda do proletariado nos seus países através do ensinamento e da aplicação das lições dos 5 Arquitectos do Marxismo-Leninismo, desenvolvendo assim a ciência socialista de maneira criativa. O proletariado deve liderar em todos os âmbitos, incluindo o do desenvolvimento da consciência socialista. No contexto das presentes condições, nós não podemos falar acerca da consciência socialista do proletariado sem falarmos acerca da aplicação das lições de Enver Hoxha. De outra forma, a “consciência socialista” é uma abstracção inútil porque deixa de ser a teoria mais progressista e desenvolvida do Marxismo-Leninismo que reflecte a vida actual da sociedade. E um dos ensinamentos mais importantes do ABC do Marxismo consiste em que o proletariado só será vitorioso se aplicar a etapa mais desenvolvida do Marxismo-Leninismo, e isto significa aplicar as lições de Enver Hoxha. Não há outra maneira de liderar o proletariado mundial até revolução mundial de maneira bem-sucedida. Qualquer outro caminho traduzir-se-ia num impasse.


Marx, Engels, Lenine, Estaline e Enver Hoxha não são os Arquitectos do Marxismo-Leninismo porque criaram e fizeram avançar o desenvolvimento da ciência socialista, ou porque eles foram os líderes do proletariado mundial e da revolução mundial, ou porque eles construíram o socialismo, ou porque as suas lições atingiram a verdade das suas épocas, ou porque eles encarnaram os pensamentos mais progressistas que a Humanidade alguma vez produziu, mas sim porque no futuro as suas lições nunca perderão o seu significado e validade. As lições dos Arquitectos existem enquanto a Humanidade existir. É por essa razão que nós falamos acerca dos Arquitectos do Marxismo-Leninismo, é por essa razão que a questão do 5º Arquitecto tem uma importância tão grande nos dias de hoje. Nós devemos decidir acerca da questão dos Arquitectos do Marxismo-Leninismo não apenas por nós próprios e para sabermos em que direcção devemos avançar, mas também pelas gerações futuras que terão de continuar a luta de hoje. Quando Estaline morreu, morreu também toda a velha guarda dos Bolcheviques, aliás, eles foram todos assassinados pelos social-fascistas e pela contra-revolução. Os Arquitectos do Marxismo-Leninismo perderiam o seu significado se as próximas gerações não estivessem munidas com as suas lições pois isso impediria o surgimento de novas gerações verdadeiramente revolucionárias. Nós pertencemos á guarda de Enver Hoxha, nós somos os seus discípulos, mas nós não duraremos eternamente. E sentir-nos-íamos embaraçados se deixássemos este mundo sem termos dado uma resposta á questão dos Arquitectos do Marxismo-Leninismo porque isso significaria abandonar á sua sorte as novas gerações revolucionárias, ou seja, empurrar para elas o ónus da resposta a esta questão. Como pode a juventude encontrar o caminho para a revolução sem os ensinamentos de Enver Hoxha? É nosso dever educar e preparar estas novas gerações no espírito de Enver Hoxha, o maior líder mundial da geração proletária que sucedeu a Estaline.
A ideologia do proletariado encarna nas lições dos Arquitectos do Marxismo-Leninismo. Ela permanece viva e avança, e isto quer dizer que a luta de classes produzirá no futuro muitos outros arquitectos do Marxismo-Leninismo que enriquecerão o tesouro da nossa ideologia. Actualmente, nós chegámos a um ponto no qual temos de perguntar anos próprios se é adequado continuarmos a ser liderados apenas pelos 4 Arquitectos: Marx, Engels, Lenine e Estaline.
Nós, Marxistas-Leninistas, dirigimos a nossa luta contra o Revisionismo Moderno após a morte de Estaline com o objectivo de defender a herança do Marxismo-Leninismo. Mas esta luta não foi apenas uma defesa, ela saldou-se num enorme avanço para a nossa ideologia, ela tornou-se numa luta que atingiu um novo nível de qualidade na recriação do Marxismo-Leninismo. Nós devemos a nossa vitória ao camarada Enver Hoxha desde o primeiro momento. Precisamente por isso é que o Camarada Enver Hoxha se tornou no alvo de todos os ataques. Estes ataques eram dirigidos contra os Arquitectos, tanto individualmente como formando um todo. Eles atingiram também o Movimento Mundial Marxista-Leninista e o proletariado mundial. É por isso que nós não podemos defender Marx, Engels, Lenine e Estaline sem defendermos o camarada Enver Hoxha.

 

O que é o Marxismo-Leninismo?


Estaline respondeu a esta pergunta usando as suas próprias palavras:


“O Leninismo é a continuação do Marxismo. O Leninismo é a teoria e a táctica da revolução proletária em geral, e a teoria e a táctica da ditadura proletária em particular. Marx e Engels trabalharam durante o período pré-revolucionário (relativamente á revolução proletária), quando o imperialismo ainda não estava completamente desenvolvido e quando o período de preparação para a revolução dos proletários não era ainda uma necessidade imediata. Por outro lado, Lenine, enquanto pupilo de Marx e de Engels, trabalhou durante o período do imperialismo desenvolvido, no período da revolução proletária iminente quando esta já tinha sido vitoriosa no nosso país e a era dos sovietes tinha sido inaugurada.” (Estaline, “Sobre os Fundamentos do Leninismo”).


O próprio Estaline foi o melhor e mais fiel pupilo de Lenine, e eles enriqueceu generosamente o Marxismo-Leninismo. O seu lugar entre os Arquitectos do Marxismo-Leninismo está acima de todas as dúvidas.

 

As Lições de Enver Hoxha


Enver Hoxha aplicou as lições de Estaline de maneira correcta. Por isso ele se tornou no melhor e mais fiel pupilo de Estaline.
No entanto, Enver Hoxha não apenas aplicou de forma correcta as lições de Estaline ás condições da Albânia em particular implementando o socialismo no único país que conseguiu fazê-lo fora da União Soviética. Acima de tudo, Enver Hoxha continuou a desenvolver as lições de Estaline durante a sua própria época.
Se as lições de Enver Hoxha se resumissem á aplicação das lições de Estaline ás condições particulares da Albânia, elas seriam somente um fenómeno puramente Albanês. Se Enver Hoxha não se baseasse nas correctas lições de Estaline, o socialismo na Albânia não teria sobrevivido nem um só dia.
No entanto, as lições de Enver Hoxha são um fenómeno internacional que tem as suas raízes no desenvolvimento internacional, e não são apenas algo exclusivamente Albanês. Enver Hoxha fez avançar o Marxismo-Leninismo até mesmo num dos países mais pequenos do mundo, e isto apesar de a Grande União Soviética de Lenine e de Estaline ter visto sucumbir a sua ditadura proletária com a traição de Khrushchev, o que significou que a Albânia teve de seguir em frente apoiando-se apenas nas suas próprias forças. Isto provou que a Albânia era a herdeira revolucionária dos arquitectos do Marxismo-Leninismo, e por isso o movimento Marxista-Leninista ficou lealmente ao lado de Enver Hoxha e organizou a luta de classes revolucionária em todo o mundo. Sob a liderança de Enver Hoxha, o Movimento Mundial Marxista-Leninista recebeu um impulso enorme. Ele conseguiu unir e fortalecer os Marxistas-Leninistas e tornou possível o renascimento dos elementos revolucionários após a traição revisionista contra Estaline. A regeneração, a reorganização e a refundação de muitos partidos Marxistas-Leninistas foram possibilitadas pelas lições de Enver Hoxha. Este fenómeno podia ser comparado – até certo ponto – aos tempos do início do Comintern. E por isso nós dizemos que o internacionalismo proletário se tornou de novo num elementos revolucionário após a traição do Revisionismo Moderno. Enver Hoxha tornou-se no líder dos povos e do proletariado mundial. Infelizmente, o Comintern foi desarmado e totalmente liquidado pelos líderes revisionistas, mas o camarada Enver Hoxha praticava com sucesso as antigas directivas do Comintern no seu país. Enver Hoxha participou nas Conferencias de Moscovo e de Bucareste e ele defendeu corajosamente Estaline e as bases do Marxismo-Leninismo tanto quanto lhe foi possível, apesar das pressões políticas da maioria revisionista liderada por Khrushchev. Ninguém lutou contra o imperialismo e contra o social-imperialismo á escala internacional baseando-se nos princípios do internacionalismo proletário como o fez Enver Hoxha.
O mérito de Enver Hoxha consiste não apenas na reconstrução das lições de Estaline e de todos os outros Arquitectos do Marxismo-Leninismo, mas também em que ele fez avançar e desenvolveu o Marxismo-Leninismo no contexto das novas condições do revisionismo no poder, no contexto das novas condições do imperialismo E DO social-imperialismo, no período da restauração do capitalismo e do seu sistema social-fascista no contexto da queda da ditadura do proletariado na Grande União Soviética.

 

 

Qual é exactamente a definição das lições de Enver Hoxha?

 


As lições de Enver Hoxha são o Marxismo-Leninismo da fase avançada da época imperialista, durante a qual se desenvolve a crise da natureza parasítica e moribunda do capitalismo e das suas formas particulares de social-imperialismo e de social-fascismo, a teoria e a táctica das novas formas de revolução proletária anti-revisionista e anti-social-fascista, especialmente a teoria e a táctica da reconquista, do restabelecimento da ditadura proletária tanto á escala nacional como mundial, da vitória do socialismo apesar do cerco do imperialismo e do social-imperialismo, da vitória contra o capitalismo restaurado e contra o revisionismo no poder.
As lições de Enver Hoxha significam que o socialismo pode sobreviver e se  pode desenvolver num país isolado apesar de outro país socialista ter regressado ao capitalismo. O socialismo é capaz de se regenerar. As lições de Enver Hoxha provam que mesmo um pequeno país socialista se pode desenvolver e pode resistir ao imperialismo mundial pelo menos durante algum tempo.
As lições de Enver Hoxha são as lições do Marxismo-Leninismo acerca de como transformar a luta anti-fascista na luta vitoriosa pelo estabelecimento da ditadura do proletariado, acerca de como quebrar a cadeia do imperialismo sob as condições da ocupação fascista, acerca de como construir um país socialista sobre as ruínas da ditadura fascista. As lições de Enver Hoxha são assim as lições da destruição do fascismo pelo socialismo.
As lições de Enver Hoxha são a prova da correcção do carácter universal e internacional do Bolchevismo; elas provam que o Bolchevismo de Lenine e de Estaline não foi apenas bem-sucedido num só país enquanto fenómeno único e ultrapassado, mas continuou e expandiu-se noutro país. As lições de Enver Hoxha são por isso a prova de que o Bolchevismo é realmente “um modelo de táctica para tudo e para todos” (Lenine)  no que respeita ao estabelecimento da ditadura proletária nos países isolados. As lições de Enver Hoxha são uma importante contribuição que mune o Bolchevismo Mundial enquanto táctica da vitória da revolução socialista mundial e da realização da ditadura do proletariado mundial.


Esta é a definição das lições de Enver Hoxha.

 

 

Quais são as conclusões da definição das lições de Enver Hoxha?

 


As lições de Enver Hoxha, a vitória do socialismo na Albânia (e também a sua queda!) são causas da fundação do Comintern (ML).
A continuação vitoriosa do Marxismo-Leninismo só é possível na base da vitória do socialismo na Rússia e na Albânia. A vitória do Bolchevismo Mundial é impossível, a continuação vitoriosa do caminho Bolchevique de Lenine e de Estaline não é possível se não seguirmos as gloriosas lições de Enver Hoxha. Ninguém pode ser um verdadeiro defensor do Bolchevismo de Lenine e de Estaline se esse alguém não defender as lições de Enver Hoxha. Defender o Bolchevismo de Lenine de Estaline sem Enver Hoxha não é mais do que uma frase revolucionária, do que a linha-geral do oportunismo internacional de hoje, do que neo-revisionismo puro:
É defender o Bolchevismo de Lenine e de Estaline em palavras, mas lutar contra ele nos actos.
Não é possível excluir Enver Hoxha enquanto 5º Clássico do Marxismo-Leninismo porque se nos restringirmos a Marx, Engels, Lenine e Estaline, tal não será suficiente no futuro se quisermos defender e desenvolver o Marxismo-Leninismo pois essa exclusão torná-lo-ia fraco e sem resistência no contexto das mudanças sociais. 
De que forma é que as lições de Enver Hoxha afectam internacionalmente a Rússia e a Albânia – os dois países que já foram ditaduras proletárias?
Ninguém pode negar que nesses países ainda existe muito potencial revolucionário no seio das forças socialistas. As origens e as lembranças das ditaduras proletárias na Rússia e na Albânia permanecem vivas e não podem ser totalmente esmagadas e destruídas. Ainda existe um movimento revolucionário do proletariado e dos seus aliados. O facto de que a ditadura proletária foi destruída não significa que ela não possa ser reconstruída. Por isso, nós concluímos:


A RESTAURAÇÃO DO CAPITALISMO É APENAS ALGO TEMPORÁRIO E SERÁ TRANSFORMADO NA RESTAURAÇÃO DO SOCIALISMO QUE SE DESENVOLVERÁ DIALÉCTICAMENTE EM DIRECÇÃO A UM NOVO NÍVEL QUALITATIVO!
O PRÓXIMO PERÍODO HISTÓRICO DO SOCIALISMO NO MUNDO CHAMAR-SE-Á O PERÍODO DO SOCIALISMO “AVANÇADO” E JÁ SE INICIOU! ESTA É A TEND~ENCIA REVOLUCIONÁRIA DE HOJE, ESTA É A CONTINUAÇÃO VITORIOSA DO PRIMEIRO PERÍODO HISTÓRICO DO SOCIALISMO!


Os revisionistas conseguiram interromper o desenvolvimento em direcção ao socialismo avançado na União Soviética através da restauração do capitalismo, mas isto não passa de um episódio temporário (que até poderia ter sido evitado se o Marxismo-Leninismo tivesse sido aplicado de maneira consequente!) no processo de desenvolvimento do socialismo em direcção á sua fase mais avançada. O socialismo pode ser adiado mas não evitado pelo capitalismo porque o desenvolvimento do capitalismo é finito, mas o mesmo não acontece com o desenvolvimento do socialismo – este é um factor objective do desenvolvimento da sociedade. O socialismo regressará inevitavelmente á Rússia e á Albânia num nível mais elevado!
Foi Enver Hoxha quem analisou as razões da degeneração e da queda final da ditadura do proletariado na União Soviética. Foi graças a isto que ele conseguiu defender e fortalecer de forma bem-sucedida a ditadura do proletariado na Albânia através da aplicação das lições de Estaline. As conclusões acerca da queda da ditadura proletária na União Soviética e na Albânia são as seguintes:


1.

É necessário atingir um nível qualitativo mais elevado de socialismo para conseguirmos impedir que aquilo que resta da burguesia na sociedade socialista possa restaurar o capitalismo. Os restos da classe burguesa em conjunto com o surgimento de uma nova aristocracia operária no seio do socialismo fortaleceram-se e reconquistaram o poder denominam-se “social-burguesia” (socialistas em palavras, mas burgueses nos actos). A social-burguesia, os novos Czares do Kremlin tornaram-se na classe dominante durante o revisionismo no poder. Ela desenvolveu-se até se tornar na burguesia Russa actual. Restaurar o socialismo na Rússia e na Albânia significa derrubar a ditadura da burguesia através da renovação da revolução socialista de maneira a estabelecer uma nova ditadura proletária. 


2.

É necessário atingir um nível qualitativo mais elevado de socialismo através do desenvolvimento da luta de classes revolucionária no seio desse mesmo socialismo. Ou seja, aquilo que Lenine e Estaline apontaram como completando a luta de classes sem hesitações (e de forma directa, se não fosse o período do capitalismo restaurado). Assim, construir o socialismo é algo que aprendemos de Lenine e de Estaline, mas desenvolver o socialismo numa fase avançada é outra coisa diferente; e nisto consistem as conclusões de Enver Hoxha que defendeu e desenvolveu o socialismo de maneira bem-sucedida mesmo sob a pressão do revisionismo no poder E DO imperialismo. 


3.

É necessário atingir um nível mais elevado de socialismo que nos conduza á sociedade sem classes não através da negligência da luta de classes, mas sim através da intensificação da luta de classes e através do fortalecimento da ditadura proletária. Isto deve ser posto em prática não apenas no sentido da mera quantidade. A nova etapa do socialismo avançado é caracterizada não por ser quantitativa, mas sim por ser qualitativa. É desta forma que nós Marxistas-Leninistas compreendemos a luta de classes dialecticamente e não mecanicamente como fazem os revisionistas. A luta de classes e a “luta de classes” não são a mesma coisa no socialismo e no capitalismo. Atingir um nível qualitativo mais elevado de socialismo significa ultrapassar as concepções revisionistas da luta de classes em direcção á fase avançada do socialismo. Quando Lenine comparou a forma de ditadura proletária da Comuna de Paris com o sistema dos sovietes da União Soviética, ele realçou que s sistema não podem ser totalmente copiados e importados. A ditadura do proletariado reveste-se de novas formas e características no contexto das condições da sociedade socialista que se desenvolve continuamente. A ditadura proletária renovada não pode ser apenas concebida na teoria, mas ela deve desenvolver-se no campo de batalha da luta de classes através das conclusões retiradas das experiências históricas com o propósito de evitar erros futuros. Se Enver Hoxha tivesse seguindo a revolução cultural Chinesa proposta por Mao, o socialismo Albanês teria fracassado.
Isto demonstra que aprender com Enver Hoxha como estabelecer a ditadura proletária significa construí-la de maneira bem-sucedida. Quando a esposa de Enver Hoxha, Nexhmije, publicou a sua obra teórica intitulada “luta de classes durante o socialismo na Albânia”, nós interpretámos isto como sendo um sinal revolucionário que apontava a correcta atitude Marxista-Leninista que nos permitia defender e fortalecer a ditadura proletária através do aprofundamento da luta de classes na Albânia contra os revisionistas que tentavam tomar o poder.

Não foi por acaso que depois da morte de Enver Hoxha a diferença de opiniões acerca destas questões urgentes expressou as tentativas dos revisionistas e dos imperialistas para derrubarem o socialismo Albanês. O objectivo da contra-revolução internacional era liquidar todos os partidos Marxistas-Leninistas de todo o mundo de forma a isolar a Albânia socialista e a cortar as ligações de apoio e solidariedade com ela. Verificou-se uma dura luta de classes no seio da maioria dos partidos Marxistas-Leninistas para defenderem o Marxismo-Leninismo Albanês até mesmo na própria Albânia. Os Marxistas-Leninistas reconheceram que o comunismo só pode ser levado a cabo se eles se basearem nas lições de Enver Hoxha. Este era um objectivo importante porque o apoio de Enver Hoxha só poderia significar mais desenvolvimento do Marxismo-Leninismo á escala internacional e capacidade para ultrapassar as divisões que estavam a surgir no interior do movimento revolucionário. Esta luta decisiva ainda não acabou. Em 1985, tornou-se claro que nós, Marxistas-Leninistas, éramos uma minoria dentro do PCA (ML) quando defendemos Estaline e Enver Hoxha. Durante o processo de divisão, a maioria Trotskista mudou-se para o grupo Trotskista internacional “GIM” e os Marxistas-Leninistas tentaram por todos os meios reconstruir o seu partido quase liquidado, fazendo esforços para renovar as ligações com os seguidores de Enver Hoxha na Albânia e para reanimar a antiga amizade entre Enver Hoxha e Ernst Aust, o líder do nosso partido que não por acaso morreu no mesmo ano em que Enver Hoxha morreu. A Albânia socialista não estava apenas isolada pelas divisões entre os partidos-irmãos, mas também pelas actividades subversivas na Albânia em colaboração com os elementos revisionistas do PTA. Os líderes Trotskistas do PCA (ML) que eram agentes infiltrados tanto da STASI da antiga República Democrática Alemã (RDA) como dos serviços secretos da Alemanha Ocidental apoiados directamente pelos traidores no interior do PTA de forma a isolar e a derrubar os líderes Marxistas-Leninistas do PTA. Desta maneira, estes elementos contra-revolucionários Alemães devolveram a Albânia ao imperialismo e nós, Marxistas-Leninistas, fizemos tudo o que pudemos para o evitar, mas infelizmente não fomos bem-sucedidos. É por isso que temos esta obrigação enquanto membros do partido cujos líderes Trotskistas trataram tão mal a Albânia, é por isso que temos de manter viva a nossa amizade em relação a Enver Hoxha, ao antigo PTA, á Albânia Socialista, á ditadura proletária e ao povo Albanês; é por isso que temos de apoiar incondicionalmente os Marxistas-Leninistas da Albânia actual, que temos de lutar para que Enver Hoxha seja considerado como o 5º Clássico do Marxismo-Leninismo e para ultrapassarmos as nossas fraquezas relativamente aos nossos inimigos que ainda colaboram com os elementos oportunistas Albaneses enquanto “Marxistas-Leninistas” Alemães contra os autênticos Marxistas-Leninistas da Alemanha e da Albânia.  A Alemanha não apenas lançou um ataque e ocupação fascista contra a Albânia, como também provocou a queda do último país socialista do mundo em nome do “Marxismo-Leninismo”. E teremos sempre de recordar que a Alemanha agiu da mesma forma em relação á União Soviética. Agora, todos podem imaginar o que significa não apenas ser alemão, mas ser um Marxista-Leninista alemão, o que significa carregar com tanta culpa, lutando toda a vida para defender a União Soviética e a Albânia Socialista e constatar que não fomos fortes o suficiente para impedir o que acabou por suceder … de maneira que agora apenas resta a continuação honesta da nossa luta modesta, para além da vergonha e da vontade de reparação!
A luta de libertação armada revolucionária Albanesa que está presentemente a acontecer deve ser vista como a continuação consequente da luta de libertação armada anti-fascista de Enver Hoxha contra o fascismo de Hitler, pois tal como a luta anti-social-fascista contra a Jugoslávia elas têm o mesmo propósito: libertar o Kosovo e reconquistar a ditadura do proletariado Albanês. Esta luta de resistência é apenas ensombrada pelo apoio armado do imperialismo mundial. A intervenção militar da NATO é uma declaração de bancarrota e não será mais do que a repetição da derrota de Hitler nos Balcãs. Os imperialistas afirmam querer castigar Milosevic, mas em vez disso eles punem os povos dos Balcãs, eles punem a sua luta de libertação, eles punem a sua luta revolucionária. Isto não é um sinal de força, mas pelo contrário é um sinal de fraqueza o ter de enviar bombas para as zonas de crise na Europa para as subjugar ao seu poder imperialista. O imperialismo não é capaz de manter o poder sem as intervenções armadas na Europa. A Albânia era o embrião da Europa socialista e a luta de libertação dos Albaneses é a prova vivia de que os povos Europeus não apenas serão vitoriosos contra o social-fascismo, mas também contra o imperialismo. Lenine apontava que não há melhor oportunidade para transformar as intervenções armadas imperialistas em guerras civis pela libertação social e nacional do que em situações como aquela que actualmente se verifica nos Balcãs. Os factores objectivos estão mais do que prontos não apenas nos Balcãs e na Rússia, mas em todo o mundo. As massas recusam-se a continuar a carregar com o peso do imperialismo “globalizado”. Elas querem a revolução mundial. Neste sentido, a revolução na Albânia e na Rússia é uma tarefa presente que está pronta a ser resolvida. A Revolução de Outubro pode ser revitalizada através da renovação da revolução proletária armada contra a nomenclatura. A estratégia e a táctica correctas dependem essencialmente do nível qualitativo daqueles que ainda se recordam do socialismo. Tudo aquilo que tenha sobrevivido enquanto antigas conquistas socialistas tem de ser incondicionalmente defendido porque isto é urgentemente necessário para a preparação da reconquista do poder proletário. A condição do factor subjectivo tem de ser cuidadosamente analisada. É dever dos Marxistas-Leninistas da Rússia e da Albânia o de reconstruir os seus partidos Marxistas-Leninistas baseando-se nos alicerces do Marxismo-Leninismo em geral, e das lições de Enver Hoxha em particular.

Os imperialistas nunca foram espertos o suficiente para compreenderem esta situação e eles complicaram-na em primeiro lugar. Por exemplo, eles dividiram o movimento revolucionário do proletariado em cerca de uma centena de organizações “comunistas” – pelo menos na Rússia. Com o desenvolvimento da “globalização”, eles “globalizaram” os instrumentos contra-revolucionários controlados pelo imperialismo Americano com o apoio dos revisionistas e social-fascistas, principalmente na Rússia e na Albânia. Isto torna claro que a reconquista do poder proletário não é uma questão que diz apenas respeito ao proletariado da Rússia e da Albânia. Na verdade, esta questão diz respeito a todo o Movimento Mundial Marxista-Leninista. E é por isso que este Movimento tem de analisar também a sua condição actual. Em primeiro lugar, nós temos de traçar a linha ideológica de Enver Hoxha e depois disso nós precisamos de penetrar nas fileiras da contra-revolução que nos separa e divide. Os Comunistas na Rússia e na Albânia devem reactivar de maneira urgente a sua cooperação no contexto da continuação da amizade entre Enver Hoxha e Estaline, e de seguida, em conjunto com os partidos Marxistas-Leninistas da Rússia e da Albânia, aprofundar e actualizar a cooperação e a unidade entre todos os Partidos Marxistas-Leninistas do Comintern (ML).

 

Quais são as características extraordinárias e criativas das lições de Enver Hoxha?


Enver Hoxha defendeu Estaline e a União Soviética contra o campo do revisionismo Moderno

É um facto que a revolução na Albânia foi incentivada por Estaline e pelo seu Exército Vermelho no contexto das circunstâncias históricas da luta de libertação popular anti-imperialista contra o fascismo de Hitler. Através das lições de Enver Hoxha, a ditadura do proletariado pode ser defendida e desenvolvida de forma bem-sucedida contra os ataques e actividades dos serviços secretos de Tito e dos revisionistas Soviéticos e , mais tarde, contra o revisionismo Chinês e o „Eurocomunismo“.  Isto constitui uma vitória contra o revisionismo em todos os sentidos. Em todas as outras regiões da Europa de Leste, a vitória acabou por não ser alcançada, apesar do Exército Vermelho a ter preparado sob a liderança de Estaline.
Os líderes revisionistas em todos estes países recusaram-se – sendo Tito e Ulbricht os exemplos mais perigosos deste tipo de renegados – a aplicar as lições de Estaline de forma consequente sob as condições específicas, tal como os Albaneses tinham feito na prática. Em vez disto, eles impediram o reforço da revolução proletária e o estabelecimento da ditadura do proletariado nos seus próprios países. Eles voltaram-se contra o Marxismo-Leninismo, perseguiram e liquidaram os camaradas revolucionários que defendiam Estaline e Enver Hoxha com o propósito de tomar – sem hesitações – a via capitalista sob o diktat social-imperialista dos novos Czares do Kremlin e de assumirem as suas posições de líderes traidores dos estados satélites. Eles atraiçoaram Estaline e Enver Hoxha, eles traíram os países socialistas, eles traíram o Comintern, eles traíram o estabelecimento de um campo socialista forte e poderoso e eles sabotaram a vitória do socialismo em todo o mundo. Como se isto ainda não fosse suficiente, eles colaboraram com os imperialistas em favor da perpetuação e da regeneração do imperialismo mundial após o fim da Guerra Anti-imperialista. Eles prejudicaram-nos a nós, Marxistas-Leninistas, e eles deixaram atrás de si um ponto de partida muito difícil que ainda hoje nos causa problemas. Estes foram alguns dos resultados do Revisionismo Moderno no poder. Tomando em consideração todas estas circunstâncias e eventos históricos, o núcleo essencial da atitude típica adoptada por Enver Hoxha torna-se claro e inconfundível:
Balas contra a traição revisionista! Viva o desenvolvimento da estratégia e da táctica contra o revisionismo no poder!
Enver Hoxha derrotou o social-fascismo de Tito e o social-imperialismo

Enver Hoxha teve de enfrentar de muito perto o primeiro país revisionista e social-fascista – a Jugoslávia de Tito. E ele conhecia muito bem quais as verdadeiras condições no interior desse país. Isto permitiu-lhe elevar qualitativamente as críticas de Estaline contra os Titistas e assim conseguiu defender a Albânia das garras de Tito (acerca deste tema, aconselhamos o estudo da sua obra intitulada “Os Titistas”). E com o seu “Movimento dos não-alinhados”, Tito – o mais perigoso agente do social-imperialismo no seio do campo socialista – juntou as forças armadas contra-revolucionárias contra Estaline e os seus aliados com o propósito de preparar a subjugação dos países Balcânicos. Assim, a Jugoslávia desenvolveu as primeiras características do social-imperialismo no poder. Lenine já tinha definido o social-imperialismo como sendo “socialismo em palavras e imperialismo nos actos”. Com isto, ele pretendia rejeitar a teoria do “ultra-imperialismo” de Karl Kautsky, que caracterizava o imperialismo como sendo pacífica e capaz de passar automaticamente para o socialismo com o propósito de desacreditar a teoria e a táctica de Lenine acerca da revolução proletária. O “ultra-imperialismo” foi uma teoria que retratava o imperialismo como sendo “progressista” e cujo objectivo era salvar esse mesmo imperialismo e desarmar ideologicamente os seus coveiros. Lenine sugeriu que, em teoria, a aristocracia operária poderia tomar o poder num dado país, mas que até então isso não se tinha verificado. No entanto, tal veio a acontecer na Jugoslávia e actualmente a Russa Nina Andrejewa retoma as teorias de Kautsky acerca do “ultra-imperialismo” para restabelecer o social-imperialismo na Rússia ao mesmo tempo que promove a reconciliação com Mao.
Enver Hoxha realçou constantemente que para resistirmos aos revisionistas no poder é necessário desenvolver as forças produtivas de modo a fortalecer a ditadura do proletariado. Já se sabe que os revisionistas tiraram muito proveito das teorias de Kautsky. Par conseguirem regressar ao capitalismo, eles tinham de encontrar uma maneira de reconciliar o socialismo com o imperialismo, e por isso eles criaram o social-imperialismo no poder – que não é diferente dos outros imperialismos, só que está mais disfarçado. Sob Estaline, o ataque dos imperialistas Alemães foi repelido pela unidade dos sovietes de operários, camponeses e soldados; e Enver Hoxha juntou-os a todos para mobilizar as forças produtivas contra o duplo cerco do imperialismo e do social-imperialismo. A unidade dos operários, camponeses e soldados que seguiam a linha política revolucionária da luta de classes armada e a própria auto-defesa armada do povo constituíram a resposta bem-sucedida ao imperialismo e ao seu cerco. Estas são as lições a partir das quais todo o proletariado mundial deve aprender.
Também a definição de social-fascismo foi dada por Lenine: „socialismo em palavras e fascismo nos actos”. O social-democratismo conduziu ao social-fascismo e na Alemanha os líderes revolucionários do antigo PCA foram assassinados e a Jugoslávia tornou-se no primeiro país revisionista onde o social-fascismo estava no poder. Na União Soviética, Estaline conduziu a luta de classes de maneira bem-sucedida contra as tentativas social-fascistas e contra-revolucionárias dos inimigos de classe para esmagarem a ditadura do proletariado e para conquistarem o poder para a nova burguesia soviética. Os ataques explícitos e implícitos de todas as forças anti-socialistas, a conspiração dos colaboradores dos Nazi-fascistas foram descobertos e liquidados vitoriosamente. O camarada Enver Hoxha analisou o sistema de opressão do revisionismo no poder enquanto social-fascismo aplicando as lições de Estaline e assim conseguiu impedir que as conspirações contra-revolucionárias de Tito destruíssem a ditadura proletária na Albânia. A natureza do social-fascismo é a do fascismo puro. O fascismo lança-se contra os operários, contra os camponeses, contra os soldados, em suma, contra todos os proletários com o propósito de os aniquilar fisicamente. Em primeiro lugar, os sovietes foram esmagados na União Soviética enquanto alguns elementos se aristocratizaram e foram recrutados como sendo as peças mais importantes da nova burguesia que se desenvolvia em pleno coração do socialismo. Isto também aconteceu na Albânia graças ao traidor Ramiz Alia. Por isso, é uma tarefa urgente a de os Marxistas-Leninistas de hoje terminarem vitoriosamente a luta pela destruição do social-fascismo e do social-imperialismo. A aliança reaccionária da pequena-burguesia intelectual e da aristocracia operária tem de ser destruída com base nas lições de Enver Hoxha.
Nós, Marxistas-Leninistas, fomos os únicos que invocámos a revolução proletária para aniquilar o social-fascismo de Milosevic e invocámos também as Interbrigadas Vermelhas para lutarem pela libertação nacional e social do povo Kosovar. A chamada pela auto-determinação é algo Leninista e está plenamente justificado, mas tinha de ser combinado com a luta pela libertação revolucionária e social contra o social-imperialismo, o social-fascismo e o nacionalismo burguês bem como contra a guerra imperialista dos países da NATO de forma a transformar a guerra anti-imperialista numa guerra civil revolucionária. Nós defendemos a reconquista da ditadura do proletariado na Albânia. Nós defendemos a revolução socialista em todos os países Balcânicos envolvidos, especialmente no que respeitou á revolução proletária e anti-social-fascista dos Sérvios; por uma região Balcânica unida, independente e socialista com direitos iguais a todos os países enquanto solução final para a crise na área do Sudoeste Europeu. Nós defendemos o avançar da chama revolucionária desde os Balcãs até alcançar toda a Europa com o propósito de destruir o imperialismo Europeu e de construir uma Europa socialista que esmagasse definitivamente a actual Europa imperialista e as suas guerras de extermínio capitalista. Esta linha política era uma linha de um Internacionalismo proletário muitíssimo profundo, era uma linha genuinamente revolucionária. A reacção furiosa que todos os revisionistas lançaram contra nós provou que tínhamos aprendido as lições de Enver Hoxha e que tínhamos de continuar a lutar nessa direcção porque, para além do regime de Milosevic, ainda existem no mundo outros regimes social-imperialistas e social-fascistas que têm de ser derrubados.
Se a revolução proletária tivesse conseguido ser vitoriosa na Alemanha, então o imperialismo mundial encabeçado pelos EUA teria perdido um dos seus principais alicerces. Esta tentativa foi derrotada por Hitler, e mais tarde pelos social-fascistas Ulbricht, Honecker e pela Stasi em colaboração com o imperialismo na Alemanha de Leste, que se certificou de que a degeneração do antigo e glorioso PCA (Partido Comunista da Alemanha, 1918/1919) fosse bem-sucedida e que o seu partido de continuação – o PCA (ML) do camarada Ernst Aust, que fundou o partido em 1968/1969) – acabasse também muito perto da liquidação. Mas o PCA (ML) não hesitou em continuar a luta contra o social-fascismo da Stasi na Alemanha e no resto do mundo, baseando-se sempre no Marxismo-Leninismo. Esta atitude deu seguimento á luta que ligou o camarada Ernst Aust e o camarada Enver Hoxha. Para que se perceba o quão perigoso pode ser o social-fascismo, nós damos um exemplo. Os social-fascistas (antigos agentes da Stasi, polícia secreta da RDA social-fascista) gabam-se de ser os últimos “representantes” da secção ilegal do PCA (ML) na antiga Alemanha de Leste – que foi liquidada por eles próprios através da formação de “maiorias partidárias” constituídas por agentes da Stasi que se auto-denominavam ilegalmente como “membros do partido” e eram na realidade pagos pelo estado social-fascista da RDA. Isto significou que os revolucionários da secção da RDA eram espiados, tiveram de abandonar o seu próprio partido na clandestinidade e foram forçados a esconderem-se enquanto os “membros do partido” que na verdade pertenciam á Stasi ocupavam e dominavam a organização. Desde então, esses bandidos da Stasi têm prosseguido com as suas actividades subversivas de forma legal como sendo “membros normais do Partido”. Todo este plano foi realmente um “obra-prima” do social-fascismo Alemão, porque os verdadeiros camaradas da secção da RDA e também da Alemanha Ocidental ainda hoje são perseguidos pelos mesmos (!) agentes da Stasi que trabalham para os serviços secretos Alemães e Americanos desde a revolução anti-socialista na RDA. Estes agentes da Stasi são acima de tudo líderes da falso e ridícula facção auto-denominada “Moller/PCA” (eles são membros da organização “Unidade & Luta”) cujo propósito é paralisar a luta revolucionária do PCA (ML) bem como dos outros partidos Marxistas-Leninistas em todo o mundo. As tentativas de liquidação começaram quando a secção da RDA foi fundada em 1975 e elas também se verificaram na secção Ocidental durante a liderança de Ernst Aust. O PCA (ML) é conhecido por ser o único Partido Marxista-Leninista que lutou ao mesmo tempo contra o imperialismo e o social-imperialismo no poder no interior de uma nação dividida. Nós desenvolvemos novos princípios acerca de como combinar e coordenar a luta de classes nacional e social em ambas as partes do país, especialmente no que respeita ao anti-revisionismo. O Camarada Ernst Aust era um dos melhores amigos do Camarada Enver Hoxha e nós estamos muito gratos por Enver Hoxha nos ter ajudado a encontrar o correcto caminho Marxista-Leninista no contexto das condições difíceis e peculiares do nosso país. Assim, nós tínhamos de lutar tanto contra os revisionistas no poder e contra os revisionistas que não estavam no poder na parte imperialista do país que apoiavam a burguesia no Leste E NO Oeste e que conspiravam contra o nosso partido. E é importante realçar que esta conspiração não se limitava ás actividades dos Serviços Secretos. Em 1985, a facção “Moller/PCA” que se afastou do PCA (ML) com o objectivo de organizar as tentativas de liquidação definitiva desse mesmo PCA (ML).

A obra de Enver Hoxha “O Imperialismo e a Revolução”
Enquanto Arquitecto do Marxismo-Leninismo, Enver Hoxha não desvaloriza nem compensa o significado de Marx, Engels, Lenine e Estaline. Muito pelo contrário, Enver Hoxha não descobriu “novos princípios” diferentes daqueles que os outros Arquitectos já tinham formulado, mas ele chegou sim a novas conclusões aplicáveis ao contexto das mudanças sociais do seu tempo. Uma das lições mais importantes do Marxismo-Leninismo é aquela que nos ensina a que não devemos defender a nossa ideologia no sentido de conservação, mas sim no sentido de novas concretizações. As valiosas experiências do socialismo na União Soviética e na Albânia apontam-nos o caminho futuro da revolução mundial, para que a Revolução de Outubro possa ser terminada de forma bem-sucedida. Hoje em dia, já não existem países socialistas, mas se nós considerarmos a Revolução de Outubro como um triunfo contra o imperialismo em ascensão, então a completitude da Revolução de Outubro será uma vitória sobre o imperialismo podre e moribundo. Assim, a Revolução de Outubro terminada de maneira bem-sucedida será o começo de um grande futuro feito de comunismo. No contexto internacional, a formação de um novo centro dos movimentos revolucionários do proletariado de todo o mundo, de um novo centro do Marxismo-leninismo – que em tempos se mudou da União Soviética para a Albânia – é algo fundamental. Com isto, nós devemos fazer avançar e criar novos suplementos do Marxismo-leninismo no espírito dos 5 Arquitectos: Marx, Engels, Lenine, Estaline e Enver Hoxha. Conscientes de que as lições de Enver Hoxha – 16 anos após a sua morte – não são suficientemente conhecidas e não estão suficientemente espalhadas no seio das fileiras do proletariado mundial e dos Marxistas-Leninistas. Esta situação verifica-se particularmente em países como a Rússia e a China e torna claro que a nossa é uma tarefa urgentemente necessária. Neste artigo, nós não temos a intenção (que de resto seria irrealizável) de apreciar detalhadamente as grandes teorias de Enver, e por isso organizámos uma nova “Sociedade Enver Hoxha” no nosso site:

http://ciml.250x.com/archive/hoxha.html
Assim, nós continuamos a nossa luta baseando-nos no núcleo essencial das obras de Enver. No contexto da crise contínua do imperialismo mundial, Enver Hoxha defendeu a teoria de Lenine acercada revolução proletária bem como a teoria de Lenine acerca do imperialismo – Enver analisou tudo isto no seu famosos livro “O Imperialismo e a Revolução”. Entre outras coisas, ele realçou o carácter da restauração do capitalismo e do desenvolvimento do social-imperialismo. O capitalismo reconquistou os seus antigos baluartes, mas não nas suas antigas formas e condições. O processo de parasitismo podre do imperialismo é também característico do social-imperialismo. A degeneração e a destruição das forças produtivas organizadas do socialismo bem como a perda do seu controle e as contradições muito intensas no interior das relações de produção do capitalismo de estado rebentaram de forma lógica e consequente na Rússia e também na Albânia após a morte de Enver Hoxha. Só temos de olhar para o sofrimento, os danos, a pobreza, a destituição e para as condições de “vida” caóticas dos povos Russo e Albanês para constatarmos a veracidade destas afirmações! E nós, enquanto internacionalistas proletários, não nos podemos permitir ignorar a sua situação recusando-nos a prestar-lhes a nossa solidariedade. Ninguém pode ficar indiferente á sorte dos trabalhadores socialistas que perderam a sua ditadura proletária e estão condenados a vegetar sob o capitalismo! A solidariedade com os antigos países socialistas não terminou com o fim das suas épocas socialistas. Pelo contrário, a verdadeira solidariedade do internacionalismo proletário pode ser vista e provada se for continuada e desenvolvida APÓS a queda da ditadura proletária. E isto deve ser feito com base nas lições de Enver Hoxha. Tal não constitui apenas um dever, mas traduz-se também em gratidão relativamente àqueles povos socialistas que foram vítimas dos seus traidores revisionistas. O Internacionalismo Proletário morrerá se o proletariado mundial esquecer o proletariado da Rússia e da Albânia. As lições do Internacionalismo Proletário consistem em consolidar o regresso ao poder do proletariado na Rússia e na Albânia e não em impedi-lo após a reconquista do capitalismo pelos revisionistas. No seu Congresso Mundial de Toronto em Setembro de 2001, os revisionistas de todo o mundo uniram-se em nome do povo Soviético, em nome do Marxismo-Leninismo, em nome da União Soviética, em nome do socialismo, em nome da Revolução de Outubro só para poderem lutar melhor CONTRA o povo Soviético, CONTRA o Marxismo-Leninismo, CONTRA a União Soviética, CONTRA o socialismo, CONTRA a continuação da Revolução de Outubro com o único propósito de fortalecer o poder do revisionismo Russo e de favorecer o III Comintern degenerado de forma a destruir os alicerces do COMINTERN (ML)! A Máfia Russa NÃO foi algo importado pelo imperialismo Ocidental, mas foi sim o desenvolvimento lógico da restauração do capitalismo pelos próprios revisionistas Soviéticos, foi sim o produto do social-imperialismo Russo dominado pela nova burguesia Russa em colaboração COM o imperialismo mundial. Não existem diferenças entre os antigos social-imperialistas e a Máfia Russa actual. Só os revisionistas são capazes de ver diferenças onde elas não existem. Por isso, nós temos de traçar uma linha de demarcação internacionalista proletária contra a traição representada pelo referido Congresso Mundial em Toronto – que foi tolerado pelo imperialismo mundial, porque os revisionistas não podem ultrapassar o revisionismo e a unidade com os revisionistas conduz ao próprio revisionismo. O Internacionalismo Proletário significa solidariedade com o povo Russo CONTRA todas as espécies de revisionismo, pois de outra forma tal seria um internacionalismo revisionista, seria solidariedade revisionista, solidariedade com a burguesia contra os povos. A solidariedade com o povo Soviético nunca poderá ser organizada sob a liderança dos inimigos do povo Soviético. A solidariedade com o povo Soviético apenas poderá ser concebida pelos Marxistas-Leninistas mediante a aplicação das lições de Estaline E DE Enver Hoxha. Não há nada a dizer contra a solidariedade com o povo Soviético, no entanto, enquanto Internacionalistas Proletários, enquanto Marxistas-Leninistas, nós não somos a favor de uma solidariedade separada porque ambos os antigos países socialistas necessitam do nosso apoio da mesma maneira. Nós não podemos esquecer e excluir a solidariedade com o povo Albanês. Só os revisionistas podem ignorar que não é possível falar acerca de Estaline sem falar acerca de Enver Hoxha, que não é possível falar acerca de solidariedade com o povo Soviético sem falar também acerca da solidariedade com o povo Albanês.
A Revolução Mundial nunca será vitoriosa se estas lições do Internacionalismo Proletário permanecerem presas ao revisionismo. Isto significaria que se ignoraria o papel futuro revolucionário, importante e crucial que o proletariado deve desempenhar nos antigos países socialistas. Negligenciar o apoio á revolução anti-revisionista e socialista significaria negligenciar a revolução mundial em geral, porque ambas estão intimamente relacionadas em termos históricos e dialécticos. Se o proletariado não se basear na primeira geração do socialismo, isso impossibilitará a ascensão da próxima geração do socialismo avançado!
Enver Hoxha apontou o caminho em direcção a um novo socialismo no poder graças ao seu livro “O Imperialismo e a Revolução”. As economias socialistas da União Soviética de Lenine e de Estaline e da Albânia socialista de Enver Hoxha constituíam a base material da sociedade socialista, elas eram verdadeiros baluartes contra a interferência imperialista, elas eram o embrião do futuro comunismo que será estabelecido pelo proletariado mundial. Assim, qual é a actual conclusão do famoso slogan de Marx e de Engels “Proletarier aller Länder, vereinigt euch!” aplicado ás lições de Enver Hoxha?
Proletários de todo o mundo, unam-se na revolução socialista mundial, estabeleçam ou restabeleçam a ditadura proletária! Não se limitem a apenas dois países, mas estendam  a vossa revolução a todos os países do mundo!
O mito do “fim da era do comunismo” foi totalmente refutado. O social-imperialismo não é capaz de evitar a queda do imperialismo. Pelo contrário, o social-imperialismo acelerou o processo de degeneração e apodrecimento que caracteriza o fim do imperialismo. Para comprovarmos que assim é, basta olhar para os efeitos profundos que a vitória de Estaline na Grande Guerra Patriótica exerceu contra o imperialismo mundial. Aliás, as antigas ditaduras proletárias ainda influenciam positivamente a história universal apesar de terem deixado de existir na realidade. Também a vitória do Marxismo-Leninismo contra o revisionismo e o social-imperialismo representa uma derrota para todo o mundo imperialista. Se tivermos em conta os restos catastróficos do social-imperialismo, é fácil imaginar o quão difícil seria para o proletariado mundial adquirir a aptidão e o talento revolucionário dos movimentos proletários da Rússia e da Albânia.

 

Enver Hoxha desmascarou o Maoismo


Enver Hoxha realçou que o imperialismo não pode impedir a revolução, de facto, nem mesmo um país social-imperialista como a China o pode fazer. Nas suas obras, Enver Hoxha desmascarou o revisionismo Maoista de maneira irrefutável, expondo o Maoismo como sendo a ideologia do social-imperialismo Chinês. Assim, o desenvolvimento do capitalismo Chinês não é uma consequência do afastamento em relação ao Pensamento Mao Zedong, mas pelo contrário, é o resultado directo da sua aplicação de diferentes formas. Por isso, é muito importante construir um verdadeiro partido Marxista-Leninista com base nas lições de Enver Hoxha para darmos início á nossa luta ilegal contra o social-fascismo e o social-imperialismo no interior da China social-imperialista; e isto é tão mais importante quanto a China é uma potência poderosa e perigosa.
Enver Hoxha verificou que Mao nunca foi, em nenhum tempo e em nenhumas circunstâncias, um Arquitecto do Marxismo-Leninismo. Na verdade, o camarada Enver demonstra que Mao nunca foi sequer Marxista-Leninista. Mao Zedong utiliza algumas frases e elementos Marxistas-Leninistas que combina e junta formando uma amálgama ecléctica de filosofias anti-Marxistas que ele adquire a partir da filosofia tradicional Chinesa.
No seu Relatório ao 6º Congresso do PTA, o camarada Enver Hoxha sublinhou que:


“Se não denunciarmos e rejeitarmos o Pensamento Mao Zedong, se não lutarmos para erradicar as suas influências no seio do movimento revolucionário, não poderemos falar acerca da luta contra o revisionismo Chinês nem acerca da luta contra o revisionismo em geral, o Movimento Marxista-Leninista não será consolidado e desenvolvido na medida necessária e, por isso, a revolução não poderá ser bem-sucedida.”


A decisão de Enver Hoxha contra Mao ajudou-nos a nós, Marxistas-Leninistas, a não nos desviarmos do caminho Marxista-Leninista, a não nos desorientarmos e a não cometermos erros graves. Esta decisão não foi apenas uma vitória contra o revisionismo Chinês, mas também contra todo o revisionismo em geral, especialmente contra a “mudança de pele” mais perigosa desde que Khrushchev tomou o poder. E a nossa decisão de considerar Enver Hoxha como sendo o 5º Clássico do Marxismo-Leninismo contra Mao é também uma vitória porque os Neo-Revisionistas tentaram proclamar Mao como sendo o seguidor de Estaline com o objectivo de nos deixar num impasse. Em épocas de estagnação, de fraqueza e de desânimo, no tempo em que o revisionismo tomou o poder, houve muitos camaradas jovens que não apenas se sentiam entusiasmados relativamente á antiga época gloriosa de Estaline, mas que também eram influenciados pelas teorias revisionistas de Mao Zedong, que eram falsamente apresentadas como sendo “desenvolvimentos criativos” do Marxismo-Leninismo. O culto da personalidade em redor de Mao influenciou muitos jovens camaradas nos finais da década de 60 e nos inícios da década de 70. De modo a ultrapassar o revisionismo, foram cometidos muitos desvios sectários. Havia – para além de Enver Hoxha – alguns camaradas um pouco por todo o mundo que criticavam o Pensamento Mao Zedong como sendo revisionista, e estes camaradas foram muitas vezes punidos por dizerem a verdade. Só porque nos recusamos a apreciar positivamente Mao, isso não significa que também recusemos tomar em consideração o 5º Arquitecto do Marxismo-Leninismo. Obviamente que refutamos esta acusação.
A teoria clássica de Enver Hoxha é a luta revolucionária contra o social-imperialismo e contra o social-fascismo, e por isso devemos afirmar que os bandidos assassinos de Pol Pot no Cambodja são o produto monstruoso do social-imperialismo Chinês e que esse mesmo social-imperialismo Chinês planeava o mesmo para a Albânia. Apenas a vigilância do PTA e do camarada Enver Hoxha evitaram este crime. Tanto o social-imperialismo Russo como o social-imperialismo Chinês queriam subjugar a Albânia, mas ambos fracassaram. Enver Hoxha revelou que o Partido Comunista da China liderou a luta contra o revisionismo e o social-imperialismo Soviético não a partir de posições Marxistas-Leninistas, mas com o propósito de expandir o revisionismo Chinês e de fortalecer o seu próprio social-imperialismo. A sua busca pela hegemonia mundial pode ser comprovada actualmente. É por esta razão que o Maoismo se encontra espalhado por todo o mundo. Assim, podemos concluir que os combates entre estes dois países social-imperialistas foram um sinal da sua luta pelo domínio do mundo em competição com o imperialismo Ocidental.
E também podemos concluir que os povos do Afeganistão foram vitoriosos na sua heróica e revolucionária luta de libertação armada contra os agressores e ocupantes Russos, e que por isso eles se tornaram nos primeiros povos a derrotar o social-imperialismo!

 

O Derrube de Enver Hoxha e as suas Consequências


Finalmente, após a morte de Enver Hoxha, os social-fascistas Albaneses ergueram as suas cabeças nojentas sob a liderança do traidor Ramiz Alia e destruíram a ditadura proletária Albanesa desde o seu interior com o apoio e em colaboração com os imperialistas e os social-imperialistas que já planeavam tudo isto desde os tempos em que Enver Hoxha ainda era vivo. Pouco tempo depois, os imperialistas estavam a saquear a Albânia. A pessoa chamada Ramiz Alia que dantes afirmava lutar contra os Revisionistas Modernos foi a mesma que preparou e organizou a queda dos monumentos de Estaline e de Enver Hoxha em Tirana. Ramiz Alia falava muito acerca de Enver Hoxha em público enquanto escondia uma faca atrás das costas. Mas Enver Hoxha e o PTA são imortais. A miséria do povo não é culpa de Enver Hoxha, ele não foi um assassino em massa nem um ditador cruel. Eles retomaram o caminho de Krushchev contra Estaline e atacaram selvaticamente Enver Hoxha da mesma maneira. Nós sabemos que os camaradas que seguiram Estaline e Enver Hoxha são perseguidos não apenas pelos social-fascistas na Rússia e na Albânia, mas também pelos Serviços Secretos do imperialismo Ocidental encabeçado pela CIA. No entanto, a luta de classes continua e as armas da revolução ainda não disseram as suas últimas palavras. E nós devemos continuar a analisar as razões do derrube de Enver Hoxha de forma a aprendermos com os nossos erros e a saber distinguir o “Anti-Revisionismo” em palavras do Anti-Revisionismo nos actos.

 

Nós, Marxistas-Leninistas, somos adversários do culto de personalidade em redor de Enver Hoxha


Segundo os anti-socialistas, as derrotas são sempre “culpa” e “responsabilidade” dos Arquitectos do Marxismo-leninismo mas nunca daqueles que os atraiçoaram, que são constantemente reabilitados pelos nossos inimigos. As deficiências de personalidade são consideradas como iguais às políticas revolucionárias e foram lançadas umas contra as outras. Se faltam argumentos aos nossos inimigos políticos, eles recorrem aos ataques pessoais. A burguesia tenta sempre fazer com que o proletário se sinta culpado por ter confiado nos Arquitectos do Marxismo-Leninismo. Marx, Engels, Lenine, Estaline e Enver Hoxha não são ídolos religiosos aos quais temos de adorar. Nós não somos seguidores cegos e desprovidos de vontade própria. Nós amamo-los e nós fazemos-lhes a devida vénia, mas nós somos opositores do culto da personalidade. O proletariado nunca tratou os seus líderes em termos de culto de personalidade. Nós não somos os “sectários” nem os “ultra-esquerdistas” que os nossos adversários tentam pintar. Nós não somos os “Guardiões Sagrados” dos 5 Arquitectos do Marxismo-Leninismo. O culto da personalidade faz parte do arsenal ideológico das agências da burguesia no seio do movimento revolucionário e da “santa aliança” entre a pequena burguesia intelectual e a aristocracia operária. Os revisionistas “veneram” os líderes do proletariado com o único propósito de os destruir. Não existem melhores exemplos do que Khrushchev e Ramiz Alia para provar isto mesmo. Não nos podemos esquecer que até mesmo certos representantes da burguesia “simpatizam” com um ou outro Arquitecto do Marxismo-Leninismo só para os usar em favor dos seus objectivos de potência chauvinista, de imperialismo, de nacionalismo e de reacção. Nós, Marxistas-leninistas, nunca medimos a sinceridade da nossa fidelidade aos nossos líderes através das palavras, mas sim através da aplicação das suas lições no fogo da luta de classes quotidiana.
Para nós, Marxistas-Leninistas, não existe a chamada “Questão Hoxha”!
Esta questão é usada pelos nossos adversários porque eles nem sequer consideram Enver Hoxha como Marxista. Com isto, nós recordamos uma outra época, quando a chamada “Questão Estaline” foi colocada. Nós traçámos a linha de demarcação necessária tanto contra o oportunismo de direita COMO CONTRA O DE “esquerda”, pois ambos atacam a nossa atitude honesta relativamente às lições irrefutáveis de Enver Hoxha:

  1. De acordo com todos os Marxistas-Leninistas de todo o mundo, de acordo com todos os futuros representantes e membros do Comintern (ML) existe clareza total e unidade acerca do facto de que Enver Hoxha é o 5º Arquitecto do Marxismo-Leninismo.
  2. Nós temos de explicar ao proletariado a importância de Enver Hoxha. Nós temos de espalhar, de ensinar, de aprender e de aplicar as suas lições e de o defender contra ataques e “contestações”. Nós temos de educar os revolucionários e o proletariado segundo o espírito de Enver Hoxha e temos também de desenvolver as suas lições de forma criativa no contexto das condições políticas em mudança.
  3. A admissão de novos camaradas como membros de um Partido Marxista-Leninista, as suas actividades enquanto membro do partido na luta de classes diária não depende de uma total clareza relativamente á chamada “Questão Hoxha”. Nós não podemos expulsar esse membro por causa das suas incertezas. Afinal, devemos ter em conta que nós próprios precisámos de 16 anos para colocar esta pergunta e para lhe dar resposta, e portanto, nós deveríamos ser expulsos também. Em nenhuma circunstância podemos confundir a aderência firme aos princípios com o sectarismo.

Nós temos de realçar isto constantemente devido aos ataques frequentes dos oportunistas de direita (“Facção Koch”) E, simultaneamente, dos oportunistas “de esquerda” (“facção Moller”) contra o Marxismo-Leninismo e contra o nosso líder Ernst Aust no 5º Congresso do PCA (ML). Nesta ocasião, nós defendemos Estaline na Alemanha como mais ninguém foi capaz de fazer. Naquela época, em meados dos anos 80, discutia-se a “questão Estaline”. Esta situação conduziu a uma profunda ruptura que quase liquidou o nosso partido. Nós devemos assegurar-nos de que isto não volta a acontecer pela segunda vez no contexto da discussão da chamada “Questão Hoxha”.
Não há razão que justifique iniciarmos a “Questão Estaline” ou a “Questão Hoxha”. O resultado desta luta só pode ser um: a vitória dos Marxistas-Leninistas e o descrédito dos nossos adversários. Desde sempre que os críticos que “desaprovam” os Arquitectos do Marxismo-Leninismo, que começam por “recusar” o último mas acabam sempre por “recusar” até o primeiro, acabam invariavelmente por “rejeitar” o Marxismo-Leninismo como um todo. Eles atacam Enver Hoxha mas eles querem realmente atacar Estaline, eles “desaprovam” Estaline mas eles querem é negar Lenine, eles rejeitam Marx e Engels como disfarce para a sua recusa final de todo o ideal comunista. É desta maneira que o revisionismo começa com o “ultra-esquerdismo” e termina com a ideologia burguesa abertamente anti-comunista, e acaba na cauda da História, tal como aconteceu na Rússia e na Albânia. Foi Enver Hoxha quem refutou os “Questionadores de Estaline”. Enquanto combatentes comunistas experimentados, nós não esperamos agradecimentos por parte dos nossos adversários por pormos o Enver no pódio do Marxismo-Leninismo. As acusações que nos são feitas chamando-nos de “pró-Hoxhaistas” não nos ofendem e os insultos dirigidos contra nós qualificando-nos como “Estalinistas” (“Enver Hoxha = Estalinista”), o cavalo de Tróia dos Trotskistas também não nos podem atingir. Eles até podem tentar trocar as posições auto-denominando-se como “os verdadeiros defensores de Enver Hoxha” e qualificando-nos como “vigaristas”. Nada nem ninguém pode negar ou deter as lições de Enver Hoxha, nem mesmo através das posições de “esquerda”. Como comunistas, nós não tememos a aniquilação física e mental nem as perseguições fascistas, aliás, nós não tememos as prisões dos fascistas e dos social-fascistas nem no nosso país nem em lugar nenhum do mundo.

 

Enver Hoxha desmascarou o Revisionismo Moderno. O que veio a seguir?


O produto do Neo-Revisionismo e como é que o Revisionismo Moderno faz a sua “muda de pele”
É da natureza do revisionismo tentar imitar o Marxismo-leninismo de maneira a enganar os Marxistas-leninistas e a afastar-nos do nosso caminho revolucionário. O revisionismo tenta derrotar o Marxismo-Leninismo com as próprias armas deste último. Os revisionistas afirmam serem “Marxistas-Leninistas” para conseguirem penetrar nos nossos Partidos e destruírem os seus líderes, “denunciando” os verdadeiros líderes Marxistas-Leninistas como sendo “inimigos do partido”após o que correm com eles e tomam o poder. O revisionismo é a ideologia da burguesia dentro do movimento operário e comunista, quer esteja ou não no poder e tanto á escala nacional como á escala internacional. O revisionismo é tão antigo como o próprio Marxismo-Leninismo e constitui o instrumento usado para impedir que a burguesia perca o seu poder após o seu derrube pelo proletariado. A história ensinou-nos que o revisionismo reconquista e estabelece o poder da burguesia sob o disfarce do Marxismo-Leninismo. Devemos recordar a forma como Enver Hoxha lutou ao mesmo tempo contra todos os tipos de Revisionismo Moderno que atacavam o Marxismo-Leninismo, e isto apesar de eles próprios também lutarem entre si da maneira que a burguesia também o faz nas condições do capitalismo. As principais origens de classe dos agentes anti-Marxistas no interior do movimento comunista são a pequena burguesia, os intelectuais e a aristocracia operária, especialmente no que toca á sua colaboração contra o proletariado revolucionário e seus aliados. Se a aristocracia operária representa maioritariamente o oportunismo de direita, os intelectuais e a pequena burguesia representam o oportunismo de “esquerda”.
O comunismo pode ser aniquilado se nós não analisarmos a natureza do revisionismo e as suas formas constantemente em mudança durante o processo de desenvolvimento da luta de classes, se nós não formos capazes de prever as futuras formas e actos do revisionismo porque se assim não for nós não podemos lutar contra o germe revisionista desde o início. Quanto mais o deixarmos crescer e espalhar-se, mais esforços serão necessários para lidarmos com o revisionismo, tal como pudemos constatar na Rússia e na Albânia. Nós não estamos aqui para brincar e os revisionistas também não. O revisionismo é sempre perigoso, mas ele não é algo de imperativo ou de irresolúvel e muito menos é parte do Marxismo-leninismo (contrariamente á teoria Maoista que afirma que o revisionismo é necessário como contraparte, como condição “necessária” do desenvolvimento do Marxismo-Leninismo). Se os revisionistas erguem as cabeças, nós teremos de os derrotar uma e outra vez. O revisionismo só triunfará se nós negligenciarmos a vigilância, se nós formos demasiado seguros de nós mesmos, se nós tivermos uma confiança cega que nos conduza á falta de cuidado, se nós abandonarmos a luta de classes, se nós renunciarmos ao nosso caminho revolucionário, se nós renunciarmos aos princípios ou se cairmos no sectarismo e no oportunismo de “esquerda”.
O povo trabalhador cria a sua riqueza e prosperidade através do trabalho árduo. No entanto, os parasitas só enriquecem com a exploração. O revisionismo pode ser definido como “Socialismo em palavras, revisionismo nos actos!” Vacilações, “mudanças de pele”, disfarces, atitudes parasíticas, sabotagens e enganos, estabelecimento de obstáculos em todas as frentes da luta de classes, dificultação e impedimento do nosso trabalho comunista, rupturas e divisões, dispersão de forças, reconciliação de classe, unidades oportunistas que não respeitam os princípios e que pretendem forçar-nos a aceitar a via revisionista causando a degeneração e a liquidação das nossas organizações, corrupção dos nossos camaradas para os impedirem de permanecerem fiéis ao Marxismo-Leninismo, para quebrar a sua disciplina, para os fazer capitular, para os submeter á influencia da ideologia burguesa, para os assediar, perseguir ou matar caso isso seja necessário para nos afastar das massas, da vida da classe operária e do movimento revolucionário; para acabar com a nossa maioria, para nos qualificar como “sectários” e como “dogmáticos”, para esconder a verdade, para nos lançar uns contra os outros, para nos colocar nos maus caminhos – tudo isto e muito mais constitui o arsenal dos revisionistas. E nós não devemos pôr-nos em perigo ao negligenciarmos a prática firme e honesta da crítica e da auto-crítica. Se nós nos recusarmos a admitir os nosso erros e a rectificá-los, nós cairemos no revisionismo e ficaremos á sua mercê. No entanto, uma das tácticas do revisionismo é a de estimular exageradamente a “auto-crítica” de forma a enfraquecer a nossa confiança. Este incentivo ao “anti-revisionismo” é um fenómeno actual e tem de ser desmascarado. Está muito na moda alguém auto-denominar-se como “anti-revisionista” porque soa “revolucionário” e toda a gente gosta de o ser. Nenhum revisionista gostaria de ser assim chamado. Apenas “fósseis” ainda se deixam enganar pelos velhos argumentos dos revisionistas modernos mais tradicionais. Nestas condições, a linha de demarcação contra os revisionistas modernos já não faz sentido e é até perigosa porque os revisionistas modernos se auto-denominam agora como “anti-revisionistas”. Afinal, eles aprenderam alguma coisa ao longo da história. 
Com este dilema, o revisionismo volta a tornar-se perigoso, apesar de mais DISFARÇADO. Assim, em que é que o anti-revisionismo se diferencia do “anti-revisionismo”? Ser ou não ser – eis a questão! Nós precisamos de saber do que é que estamos a falar e o que é que queremos dizer. Lutar contra o revisionismo moderno em palavras, mas praticá-lo em actos constitui a nova variedade de revisionismo moderno disfarçado ou revisionismo “verkappter” (tal como Lenine formulou originalmente na língua Alemã). Esta variedade de revisionismo no contexto actual ainda está relativamente pouco desenvolvida. Por isso, vamo-nos gradualmente acostumando á inclusão desta nova definição na terminologia Marxista-Leninista (que nós estabelecemos após mais de 10 anos de pesquisas): 


NEO-REVISIONISMO


Para sermos precisos, nós acrescentámos a definição do significado de Neo-Revisionismo. Assim, o que é que entendemos por Neo-Revisionismo?


NÓS ENTENDEMOS POR NEO-REVISIONISMO TODAS AS VARIEDADES DE IDEOLOGIAS BURGUESAS QUE SE ESCONDEM POR DETRÁS DO REVISIONISMO MODERNO, QUE LUTAM CONTRA O REVISIONISMO MODERNOS APENAS ATRAVÉS DE PALAVRAS MARXISTAS-LENINISTAS, QUE TENTAM RECONCILIAR-SE COM O REVISIONISMO MODERNO E QUE “MUDAM DE PELE” DE FORMA MAIS OU MENOS CERTA E CONSTANTE.


Se não distinguirmos entre Revisionismo Moderno e Neo-Revisionismo, se não tomarmos nota do facto de que o Neo-Revisionismo se desenvolve independentemente a partir do Revisionismo Moderno, que o Neo-Revisionismo é uma nova espécie de Revisionismo Moderno com um novo nível qualitativo e com o seu próprio movimento mundial que surgiu do Movimento Marxista-Leninista na sua luta contra o Revisionismo Moderno. Sem falarmos da nova luta anti-neorevisionista, nós não podemos falar acerca da luta anti-revisionista porque a luta contra o revisionismo se torna numa frase vazia, porque a luta anti-revisionista transforma-se de luta proletária em luta burguesa tornando-se assim inofensiva para a burguesia.
Todos aqueles que tentarem baixar o nível qualitativo da linha de demarcação das antigas condições políticas do Revisionismo Moderno na época de Enver Hoxha e que se recusarem a traçar a linha de demarcação actual contra o Neo-Revisionismo são objectivamente revisionistas e não Marxistas-Leninistas porque os Marxistas-Leninistas são capazes de analisar os desenvolvimentos e as mudanças do revisionismo, são capazes de compreender as regras e a natureza do revisionismo no contexto das modificações sociais e não apenas dentro da dimensão histórica dos tempos passados. Quais serão as consequências se nós ignorarmos a elevação qualitativa da linha de demarcação contra o revisionismo? Com este pecado de omissão, nós permitiríamos que os revisionistas fossem bem-sucedidos em ultrapassarem a linha de demarcação de forma tranquila. Isso significaria derrotar os revisionistas na porta da frente, mas deixá-los penetrar na nossa fortaleza Marxista-Leninista pela parte de trás. Assim é impossível lutar vitoriosamente contra o revisionismo á escala mundial. O revisionismo cresce apesar da nossa luta contra ele precisamente porque nós lutamos com armas inúteis e antiquadas! Nestas condições, nós não podemos afirmar honestamente que defendemos e desenvolvemos as lições de Enver Hoxha. Tudo isto conduz a um combate infrutífero contra os revisionistas, conduz ao enfraquecimento do movimento operário e a que a linha de demarcação se torne num absurdo, se torne apenas numa maneira de os revisionistas cumprirem a sua missão sem problemas de modo a iludirem o proletariado e a sua vanguarda. Nós temos de aprender com as lições de Enver Hoxha a lutar contra TODOS os tipos de revisionismo, especialmente contra aqueles que surgem sob novas formas. Foi precisamente isso que Enver Hoxha fez quando o Revisionismo Moderno apareceu.

 

O processo geral de “mudança da pele” – o processo dialéctico do revisionismo


Nós já especificámos alguns fenómenos importantes e usuais do revisionismo, mas nós não ficamos satisfeitos com crescimento quantitativos. Os Marxistas-Leninistas consideram os fenómenos como algo separado, independente e incoerente. Antes de explicarmos mais detalhadamente o Neo-Revisionismo, é mais fácil compreender a natureza, a teoria e as regras do revisionismo. Para o tornar-mos mais claro, nós teremos de aplicar o método do materialismo histórico e dialéctico. Nós temos de descobrir o processo de transição de uma variedade de revisionismo para outra, nós temos de analisar a formação, o nascimento e a morte dos tipos de revisionismo. Nós precisamos de revelar as lutas de contradições imanentes, a transição da quantidade para a qualidade. A mudança da velha pele para a nova não é algo de inovador e pode ser reconhecido no exemplo seguinte:
Tomemos o exemplo do revisionismo de Khrushchev. Já não é tão actual como nos tempos de Enver Hoxha e é, por assim dizer, uma variedade de revisionismo que já passou á história.
Para além disto, alguns camaradas falam acerca do “fim e da inutilidade” do Revisionismo de Khrushchev porque apesar de ele ter sido necessário nos tempos do socialismo com o objectivo de restaurar o capitalismo, o facto é que hoje em dia ele já não é mais preciso porque o capitalismo já está restaurado. Mas isto não nos diz toda a verdade porque o Revisionismo Khrushchevista não foi apenas um fenómeno da União Soviética. Ele também foi usado contra a Albânia Socialista bem como agência internacional do mundo capitalista e imperialista. O Revisionismo de Khrushchev estrangulou o Movimento Mundial Marxista-Leninista e possui natureza social-fascista pois extingue a revolução proletária mundial e a luta de libertação dos povos. Assim, o revisionismo de Khrushchev á ainda perigoso devido á sua aparência enganadora e oculta quando muda a sua velha pele e se desenvolve enquanto Neo-Krushchevismo. Só porque as formas tradicionais do revisionismo de Khrushchev foram desmascaradas, isso não significa que o revisionismo de Khrushchev esteja definitivamente derrotado. Nós não devemos subestimar o Revisionismo Moderno quando concentramos a força da nossa luta contra a sua vertente Neo-Revisionista. As ligações entre o Revisionismo Moderno e o Neo-Revisionismo ainda existem e continuam a desenvolver-se. No caso de termos de estabelecer sinais de distinção, nós temos de ter cuidado para evitarmos quer igualizá-los quer separá-los completamente de forma não dialéctica.
No entanto, nós podemos demonstrar o processo dialéctico da mudança de pele revisionista. O ponto de partida qualitativo no nosso exemplo é o ponto em que os revisionistas afirmam que a luta de classes “morre” ao mesmo tempo que o socialismo se desenvolve (em direcção á etapa mais avançada do comunismo).
Em vez disto, Lenine e Estaline falaram acerca do crescimento e da agudização da luta de classes durante o processo de construção do socialismo e da necessidade de levar a cabo a luta de classes até á vitória sobre os inimigos burgueses quer no interior quer no exterior – sem qualquer tipo de hesitação, estagnação ou interrupção, considerando que o percurso revolucionário nem sempre avança em linha recta.
Esta era situação que se verificava entre o 19º e o 20º Congresso. O aparecimento destas formas burocráticas de desvios foi descoberto e eliminadas no 19º Congresso – o último a que Estaline assistiu. Assim, a continuação do revisionismo dependeu da habilidade bem-sucedida de desaparecer de vista e de sobreviver, crescer e desenvolver-se na clandestinidade. No socialismo, o revisionismo só pode ascender ao poder de maneira escondida. A tarefa dos revisionistas é de encontrar um método para a transição do chamado “socialismo burocrático” para o Revisionismo Moderno, para o socialismo reformista. Este método foi o usado pelo revisionismo Khrushchevista. Em primeiro lugar, Khrushchev ocultou as suas intenções por detrás dos aplausos a Estaline e para isso ele implementou o culto da personalidade de Estaline de forma a ganhar a confiança de toda a gente. Assim, ninguém desconfiaria dele como sendo um traidor. Khrushchev arranjou uma congruência perfeita entre a sua posição e a de Estaline. Apenas nestas condições é que a nova pele revisionista se pôde desenvolver por baixo da antiga. Após algum tempo, que ele aproveitou para reunir os seus apoiantes, Khrushchev a firmeza de princípios de Estaline como não “sendo capaz” de “lidar” com os problemas “pragmáticos” do socialismo. De início, ele criticou Estaline de maneira oculta, mas mais tarde passou a fazê-lo abertamente. Na próxima etapa, foram aumentadas as críticas contra os “fracassos dogmáticos”, contra os “sectários”, etc. Desta maneira, ele trocou as posições após a morte de Estaline e impingiu o “dogmatismo” de Estaline como sendo a razão para o surgimento do socialismo burocrático supostamente causado pela “idade avançada de Estaline e dos seus contemporâneos Bolcheviques”. Os princípios da construção do socialismo nas condições da ditadura proletária foram rejeitadas como sendo “obsoletas” e “fora de moda”. O socialismo na União Soviética atingiu um ponto que necessitava de novos impulsos revolucionários, mas em vez de aplicarem os fundamentos de Estaline acerca do desenvolvimento económico do socialismo no início dos anos 50, Khrushchev virou-se para o capitalismo. Principalmente após a morte de Estaline, Khrushchev tirou proveito desta situação e aproveitou para “fazer a mudança de pele”. A velha pele foi qualificada como um “desvio de direita”. Por isso, Khrushchev fez tudo isto não como Marxista-Leninista mas sim como um sabotador cujo propósito era fazer passar a sua linha de revisionismo moderno como sendo uma “continuação do Marxismo-Leninismo no contexto dos novos desenvolvimentos do socialismo”. Depressa veio o tempo de se livrar de Estaline e das suas lições e de “defender” Lenine “contra” Estaline; e não foram apenas os Trotskistas que aplaudiram quando Khrushchev acusou Estaline primeiro de maneira oculta e depois de forma aberta qualificando-o de “assassino em massa” e de “ditador”. Ele acusou Estaline de ter implementado o seu próprio culto da personalidade que foi na verdade criado por Khrushchev como táctica de derrube de Estaline. E não foram apenas as lições de Estaline que foram completamente postas de parte pelos revisionistas, mas isso também aconteceu com a ditadura proletária no seu conjunto, com a União Soviética enquanto o primeiro e mais poderoso país socialista da História da Humanidade. Foi desta forma que, pela primeira vez, o revisionismo alcançou o poder. Na Albânia, a subestimação do revisionismo seria mais tarde paga com um preço elevadíssimo. Estas são lições que nós nunca esqueceremos.
Para evitarmos mal-entendidos, o processo de tomada do poder pelos revisionistas não foi algo lento e quantitativo, como figuras que se movem num jogo de xadrez. Pelo contrário, houve uma luta de classes enorme e severa, houve contradições enormes entre a burguesia e o proletariado no seio do socialismo, no seio do partido. Toda a velha guarda revolucionária Bolchevique não desapareceu simplesmente. Os Marxistas-Leninistas lutaram corajosamente num combate de vida ou de morte. Nós temos de nos lembrar disto porque os revisionistas escondem este processo por detrás de frases ocas acerca do “socialismo Leninista” que se desenvolveria automaticamente e que seria tão durável quanto “sólido” e “imperturbável”. Estas mentiras revisionistas foram necessárias para ocultar o processo da restauração capitalista. Assim, nós podemos resumir que no final Khrushchev não estava a lutar “contra” os desvios burocráticos, o que ele fez foi instalar o capitalismo de estado. A ordem socialista foi substituída pela ordem capitalista em novos moldes peculiares.
Uma vez mais:
O processo de mudança de pele NÃO é inevitável nem desnecessário se nós formos comunistas resolutos e vigilantes dispostos a aprender com as lições dos 5 Arquitectos do Marxismo-Leninismo. Nós temos sempre de erguer bem alto a chama revolucionária do proletariado (mas não de forma sectária!) para que esse mesmo proletariado a possa usar como armadura contra a burguesia. A nossa conclusão é: nunca deixar extinguir o fogo revolucionário!
A nova pele começa sempre por crescer e desenvolver-se quando a velha pele é descoberta e denunciada pelos Marxistas-Leninistas, que a destroem. É por esta razão que a velha pele só é preciosa enquanto é necessária. Nós temos de compreender este processo dialéctico no contexto histórico. A pele está relacionada com uma entidade social orgânica, burguesa e capitalista. A pele é necessária para alimentar os restos da classe burguesa e os germes da nova aristocracia operária que se desenvolveu na sociedade socialista. E quanto mais nós temermos este processo, mais rapidamente ele nos vai devorar e estrangular antes mesmo de nós o termos conseguido eliminar. Khrushchev era frio o suficiente para abusar da reputação gloriosa da União Soviética de Lenine e de Estaline com a intenção de bloquear todas as críticas anti-revisionistas como sendo ataques contra o “socialismo” e usou os seus instrumentos social-fascistas contra todos os bravos camaradas e partidos que começaram a lutar contra Khrushchev – a começar pelo camarada Enver Hoxha. Assim, tal este último aplicou as lições de Estaline, também nós temos de aplicar as lições do PTA e do camarada Enver, porque de outra forma fracassaremos na nossa luta contra o revisionismo.
Vamos tomar como exemplo o ataque revisionista contra a ditadura proletária em geral, contra o coração do socialismo. A ditadura do proletariado é o ponto de partida que os revisionistas nos querem convencer de estarem a “defender” e a “fortalecer” em palavras, mas que em actos eles paralisam de maneira a que a nova pele possa crescer passo a passo até que eles tenham atraído seguidores e sejam fortes o suficiente para estabelecerem a ditadura da nova burguesia que finge ser a “ditadura proletária” – e isto constitui o estabelecimento do social-fascismo no poder! Quando a nova classe dominante assegurou o poder e desarmou o proletariado e os seus aliados, ela livra-se da sua velha pele que já não é necessária para oprimir e para explorar o proletariado abertamente e conduz brutalmente a contra-revolução contra a resistência dos operários, dos camponeses e dos soldados. Este processo foi levado a cabo na Rússia e na Albânia, enquanto que na China e noutras antigas repúblicas populares nunca houve realmente uma ditadura proletária. Em Cuba a burguesia já nem sequer precisa da velha pele revisionista da “ditadura proletária” porque o processo de degeneração já está muito avançado, tal como nos outros países social-fascistas. E os “Eurocomunistas”, que foram denunciados por Enver Hoxha, nunca mais falaram acerca do comunismo, na melhor das hipóteses eles mencionam o “socialismo democrático”. Eles livraram-se de toda a terminologia Marxista-Leninista e receberam a confiança das suas respectivas burguesias nativas a do capital internacional. Actualmente, eles são já um factor de ordem e estão totalmente integrados no sistema capitalista dos seus países.
Tal como Khrushchev, todos os revisionistas se mascaram como “anti-revisionistas” para esconderem o seu próprio revisionismo: “Anti-revisionismo em palavras, revisionismo nos actos!” Isto diz respeito também aos países revisionistas que ainda restam e que se auto-denominam como “socialistas”.
Khrushchev abusou do famoso princípio Bolchevique da luta ideológica simultânea que deve ser travada dentro do Partido contra o oportunismo de direita e contra o oportunismo “de esquerda”. A facção “Moller/PCA” também abusa deste princípio e usa-o contra nós, Marxistas-Leninistas Alemães. Este fenómeno ocorre principalmente em épocas tranquilas em que as situações revolucionárias escasseiam.

 

Neo-Revisionismo e Neo-Sectarismo – um “par de gémeos”

 

que se baseia na aliança entre a intelectualidade pequeno-burguesa e a aristocracia operária!

 


No caso oposto do oportunismo de “esquerda”, os Marxistas-Leninistas são arbitrariamente considerados como sendo um “desvio de esquerda”. Assim, os oportunistas de “esquerda” apresentam-se como “Marxistas-Leninistas” e tomam o poder ao atirarem os Marxistas-Leninistas para o lado direito da fronteira do oportunismo de “esquerda” enquanto que outras facções activas dos “sectários” são atiradas para fora do lado esquerdo dessa fronteira. Isto sucede maioritariamente nos tempos de ímpeto revolucionário, nos tempos em que a revolução atinge o seu grau mais elevado. Nas épocas da regeneração Marxista-Leninista, nas épocas das contradições agudas no seio do imperialismo mundial, na época dos novos fundamentos dos princípios Marxistas-Leninistas, nas épocas dos sintomas da revolução quando a preparação do factor subjectivo é cada vez mais importante, os Marxistas-Leninistas não são apenas acusados de “sectarismo” pela aristocracia operária, mas também pela intelectualidade pequeno-burguesa. Portanto, é preciso ultrapassar estas acusações injustificadas de “sectarismo”. Nós temos de analisar que o revisionismo não apenas muda a sua pele, mas que também o sectarismo de “esquerda” percorre este mesmo processo de desenvolvimento. Por isso, perguntamos: O que é o “sectarismo” e o que é o sectarismo? Como é que nós podemos distinguir as acusações de “esquerda” contra o Marxismo-leninismo do verdadeiro sectarismo? Para diferenciar ambos os fenómenos, nós chamamos á nova variedade de sectarismo escondido NEO-SECTARISMO, conscientes de dois factos: primeiro, que a natureza do sectarismo é sempre e em geral a do oportunismo oculto por detrás da fraseologia revolucionária. Segundo, a situação de cada organização Marxista-Leninista é sempre, de alguma forma, comparável á situação de uma seita, porque, como realçava Estaline, a ligação ao movimento dos trabalhadores não pode ser realizada através de clubes de debate, mas apenas através da luta de classes que necessita de paciência e de algum tempo para recrutar a vanguarda dos proletários. No entanto, o carácter do sectarismo é a impaciência. Os Neo-Sectários abusam desta semelhança decorrente desta situação embrionária que pode ser vista actualmente como sendo um problema organizacional do proletariado mundial, como uma fraqueza do factor subjectivo internacional, etc. Ser sectário significa impedir que os Partidos se desenvolvam á escala nacional e internacional sobre bases honestas através do recrutamento da vanguarda dos PROLETÁRIOS. Esta é uma das razões pelas quais o Movimento Mundial Marxista-Leninista se dividiu, porque o Sectarismo se esconde por detrás da falta de centralismo e da falta de princípios, por detrás da falta de organização que surge durante o chamado “período da frente unida comunista” que está aberta para todos aqueles que se auto-qualifiquem como “Marxistas-Leninistas”; por detrás da linha de demarcação sectária que afirma construir o “Partido Marxista-Leninista” mas que na realidade tenta danificá-lo e evitar a luta de classes revolucionária.


POR NEO-SECTARISMO, NÓS ENTENDEMOS TODAS AS ACTUAIS VARIEDADES DE IDEOLOGIA PEQUENO-BURGUESA NO SEIO DO MOVIMENTO MARXISTA-LENINISTA CUJO PROPÓSITO É IMPEDIR O RECRUTAMENTO DA VANGUARDA PROLETÁRIA, ISOLAR A LIGAÇÃO COM O MOVIMENTO OPERÁRIO, COM OS SEUS ALIADOS E COM AS MASSAS; QUE SE ESCONDEM POR DETRÁS DO SECTARISMO TRADICIONAL; QUE LUTAM CONTRA O SECTARISMO APENAS ATRAVÉS DE PALABRAS MARXISTAS-LENINISTAS, QUE TENTAM ATINGIR A RECONCILIAÇAO COM O SECTARISMO E QUE MUDAM CONSTANTEMENTE A SUA PELE.


Anti-Sectarismo em palavras, mas Sectarismo em actos: tal é a nova linha seguida pelos representantes da pequena burguesia no seio do movimento proletário revolucionário. Esta é a ideologia do movimento “revolucionário” e “Marxista-Leninista” da pequena burguesia que actua na arena nacional e internacional contra o autêntico Movimento Mundial Marxista-Leninista, contra o Comintern (ML) que se baseia nas lições de Marx, Engels, Lenine, Estaline E Enver Hoxha. Basearmo-nos nas lições de Enver Hoxha não constitui um desvio de “esquerda” nem de “direita” do Marxismo-Leninismo! As lições de Enver Hoxha são o Marxismo-leninismo de hoje! Tanto os desvios de “esquerda” como de direita ao Marxismo-Leninismo conduzem aos mesmos resultados, apesar de partirem de lados opostos: traição dos interesses do proletariado, desistência da luta pela revolução socialista, pela ditadura proletária, pelo comunismo e adopção da via do capitalismo. Para evitarmos as falhas sectárias e para repudiarmos as acusações injustificadas de “sectarismo” temos de tomar em consideração os ensinamentos dos 5 Arquitectos do Marxismo-Leninismo. Nós não podemos lutar de forma bem-sucedida contra o neo-revisionismo se nos basearmos no sectarismo ou no seu oposto de direita. Eles também não podem ser derrotados a partir de posições centristas, mas apenas através do Marxismo-Leninismo. Se nós combatemos um dos desvios, nós temos de nos preparar para lançar as nossas armas simultaneamente contra o outro desvio de maneira a derrotarmos ambos. Nunca podemos permitir que o inimigo entre na nossa fortaleza Marxista-Leninista pela porta de trás quando tornamos inexpugnável a porta da frente, ou vice-versa!
Aqueles Partidos Marxistas-Leninistas que se demarcaram do Revisionismo Moderno – e isto corresponde á experiência histórica – tiveram muito tempo para lutarem contra o aparecimento dos desvios de “esquerda” representados pela intelectualidade pequeno-burguesa. Durante o processo de luta ideológica contra as falhas de “esquerda”, houve algumas situações em que o sectarismo se tornou na principal tendência liquidacionista devido á sua subestimação. As principais influências Sectárias inspiraram-se no Maoismo que conduziu muitas vezes a rupturas e a divisões no interior dos partidos e do movimento comunista mundial. O Sectarismo escondia-se por detrás da “luta contra o revisionismo”, mas o seu propósito era na verdade destruir o Marxismo-Leninismo.
Se o novo Partido Marxista-Leninista ou o novo Comintern (ML) lutam para sair da infância, eles serão confrontados com todas as situações acima referidas. É possível que os novos partidos e o Comintern (ML) tenham de lidar com o isolamento, com muitas divisões, rupturas, rivalidades, eles terão de se colocar de pé e de aprender a caminhar até se tornarem em partidos fortes e numa Internacional Comunista forte e intimamente ligada ao movimento operário. É muito importante estudar o “Breve curso de Instruções” (História do Partido Bolchevique) da autoria de Estaline. Os desvios são as preparações da ideologia burguesa para mudar de pele, eles são altamente camaleónicos e quanto a saber qual deles é mais perigoso – o desvio de direita ou o de “esquerda” – Estaline já respondeu a esta pergunta: “Ambos são perigosíssimos!” De facto, todas as variedades de revisionismo e de sectarismo são como pares de gémeos.

 

O surgimento internacional do Neo-Revisionismo após Enver Hoxha


Agora que já compreendemos a natureza do revisionismo, estamos prontos para compreender a natureza do Neo-Revisionismo e para perceber o processo de mudança de pele. Transferindo a definição para o campo de Enver Hoxha – o maior defensor da luta contra o revisionismo moderno – o Neo-Revisionismo significa:


“Defesa de Enver Hoxha em palavras, e a sua traição e negação nos actos!”


Actualmente, só existe um verdadeiro Anti-revisionista, ou seja, aqueles que luta de forma decidida e incondicional contra todas as espécies de revisionismo incluindo, em primeiro lugar, contra o Neo-Revisionismo.
Hoje em dia, só os camaradas que provem pelos seus actos que combatem contra a traição neo-revisionista contra Enver Hoxha é que podem ser considerados como anti-revisionistas genuínos. Desenvolver novas formas de revisionismo ocultas por detrás das lições de Enver Hoxha constitui uma variedade perigosíssima de Neo-Revisionismo. Isto pode soar abstracto, e por isso nós vamos tentar clarificar o processo da mudança de pele neo-revisionista e torná-lo em algo um pouco mais concreto:
Após a queda do último bastião socialista na Albânia, o trabalho dos revisionistas ainda não terminou. Porquê? Pela simples razão de que a luta anti-revisionista não consistia apenas no combate de Enver Hoxha e dos seus corajosos seguidores Albaneses do PTA depois da sua morte, mas também no combate de todos os anti-revisionistas, anti-social-fascistas e Marxistas-Leninistas de todo o mundo que – em primeira linha, condenaram Ramiz Alia após ele ter destruído a última ditadura proletária. Houve também Marxistas-Leninistas que condenaram os aliados de Ramiz Alia que paralisaram o Movimento Mundial Marxista-Leninista tais como Hardial Bain e o seu Partido Comunista do Canadá (ML) neo-revisionista. Entre estes camaradas, houve alguns que “apelaram” para Enver Hoxha, mas eles não criticaram Ramiz Alia a partir de posições verdadeiramente Marxistas-Leninistas, mas sim neo-revisionistas. Criticar Ramiz Alia em palavras, mas apoiá-lo objectivamente nos actos constitui um variedade muito traiçoeira e perigosa de Neo-Revisionismo e esta linha foi depois desenvolvida por muitos partidos do grupo internacional “Unidade & Luta” e também por outras organizações.
Mas também houve alguns “Marxistas-leninistas” que criticaram Enver Hoxha a partir de posições de “esquerda” e que acusaram Enver Hoxha – abertamente ou não – de ser “responsável” pelo revisionismo não apenas na Albânia. Eles “provavam” isto pelas posições de Estaline. Eles auto-qualificam-se como “Anti-Revisionistas” e chamam “revisionista” a Enver Hoxha porque, alegadamente, ele é “o apoio da subida ao poder de Ramiz Alia”, por causa da sua antiga “reconciliação” com o Maoismo, porque ele foi “incapaz” de aplicar as lições de Estaline. Supostamente, através disto ele terá “danificado” e “dificultado” a tarefa do Movimento Mundial Marxista-Leninista.
Os sectários disfarçados acusam-nos a nós, Marxistas-Leninistas, de “distorcermos de forma dogmática” as lições de Enver Hoxha, por um lado; e por outro eles afirmam que nós não aplicamos as lições de Enver Hoxha, ou que o fazemos sem convicção e a partir de bases Maoistas. Alguns destes sectários querem liquidar os Partidos Marxistas-leninistas e querem fundar novos Partidos Hoxhaistas em vez deles, porque os primeiros seriam “degenerados” e “não seriam capazes” de seguir a linha de Enver Hoxha. Para sermos claros, estas acusações servem perfeitamente aos seus partidos degenerados E NÃO aos correctos Partidos Marxistas-Leninistas. Os Neo-Revisionistas ignoram intencionalmente esta diferença tão importante. Nós, Marxistas-Leninistas, lutamos contra os partidos neo-revisionistas que não querem ou não podem ultrapassar as suas falhas e regressar ás posições do Marxismo-Leninismo através da auto-crítica. Só nestas condições é que nós propagámos a fundação de novos Partidos Bolcheviques que apliquem as lições dos 5 Arquitectos do Marxismo-Leninismo. Nós lutámos contra todas estas posições anti-Marxistas-Leninistas de maneira consequente e sem hesitações no que respeita a defender o camarada Enver Hoxha na Alemanha sempre na base do Marxismo-Leninismo. Não foi por acaso que o revisionismo se espalhou após a queda da Albânia socialista. Houve divisões e liquidações de Partidos Marxistas-Leninistas porque os revisionistas sabem muito bem, através das experiências históricas, que os Marxistas-Leninistas se conseguem regenerar após algum tempo. Mais tarde ou mais cedo, eles perceberiam que só poderiam avançar se aplicassem as lições de Enver Hoxha. Com a queda da Albânia socialista, com a morte de Enver Hoxha, não havia razões para capitular; muito pelo contrário, os Marxistas-Leninistas entenderam como se fortalecer e como continuar o caminho para o socialismo. Esta foi uma grande vitória sobre o revisionismo e nós não podemos aplaudir suficientemente este passo decisivo revolucionário, histórico e corajoso. Isto demonstra claramente que o Marxismo-Leninismo permanece vivo. Apesar de os heróicos camaradas de Enver Hoxha terem sido assassinados, presos e castigados, os seus sacrifícios não foram em vão porque não havia nem nunca houve razão para que os revolucionários desistam – muito pelo contrário! Os revisionistas não pararam para ver o que se estava a passar. Eles notaram que os camaradas de todo o mundo tentavam juntar-se numa nova entidade Marxista-Leninista sem a antiga liderança do PTA. Por isso, os revisionistas responderam a este desenvolvimento espalhando a confusão e a desconfiança de modo a influenciar negativamente o processo de regeneração do Movimento Mundial Marxista-Leninista. É preciso ver que eles conseguiram misturar o Marxismo-Leninismo com inúmeras ideias anti-Marxistas-Leninistas ao ponto de a linha-geral do Movimento Mundial Marxista-Leninista se tornar totalmente confusa e perdida. A confusão é sempre uma característica do oportunismo, mas hoje ele é colocado no contexto de uma teoria “nobre” e refinada. Todos aqueles que se recusem a subordinar-se á unidade sem princípios é acusado de ser um “sectário”. Por isso, nós precisamos de nos unir contra o revisionismo, contra o oportunismo. A clareza ideológica só pode ser provada com a prática revolucionária. Os revisionistas são incapazes de unir as massas oprimidas e exploradas, porque eles seguem a ideologia burguesa e apenas o Marxismo-Leninismo é a ideologia da unidade do proletariado. Nós seguimos apenas a unidade do partido e com o partido, e nunca fora ou contra o partido. Nós seguimos a unidade férrea de vontade, de acção e de pensamento do partido. Nós defendemos a unidade entre a vanguarda e a classe proletária. Nós defendemos a unidade do partido e dos seus aliados, a unidade com as massas, a unidade com os povos do mundo, a unidade com o proletariado mundial, a unidade da Internacional Comunista. E esta unidade cresce no fogo da luta de classes contra o capitalismo. Nós somos contra uma unidade superficial. A unidade é um princípio que só é possível e realizável com base no Marxismo-Leninismo.
Pelo menos os Marxistas-Leninistas tiveram tempo para clarificarem toda esta confusão. Por isso, os revisionistas passaram grande parte do seu tempo a organizar facções em todo o mundo com o propósito de prepararem novos ataques contra os Marxistas-Leninistas. Eles tentaram tirar vantagens no contexto das diferentes formas de luta. Eles utilizam os países revisionistas ainda existentes para organizarem uma “solidariedade” e uma “unidade” á escala internacional na Coreia do Norte, na China, em Cuba e na Jugoslávia (Milosevic). O objectivo é atrair camaradas de todo o mundo que estejam prontos para defender e salvar tudo aquilo que pareça “socialista”. Para “mobilizarem as massas”, eles utilizaram “argumentos de unidade” de um nível ideológica muito baixo e juntaram todos os oportunistas onde quer que se encontrassem. A reunificação necessária do proletariado revolucionário foi corrompida pela união oportunista e foi tornada mais difícil pelas manobras dos oportunistas. A luta “anti-imperialista” foi reactivada pelos países social-fascistas e social-imperialistas com o propósito de erguerem de novo as suas cabeças com o propósito de liderar. Os social-fascistas Norte-Coreanos promoveram a Conferencia de Pyongyang que incluiu uma declaração assinada por muitos partidos e organizações revisionistas de todo o mundo. O social-fascista Milosevic apelou á “esquerda” para apoiar o “socialismo” Jugoslavo contra os agressores imperialistas da NATO. O Movimento Mundial social-fascista Fidel Castro/Che Guevara continua a organizar a solidariedade internacional para “defender” a Cuba “socialista” contra o imperialismo Americano. O campo dos Maoistas não é uniforme, de facto, ele é muito heterogéneo. Alguns grupos apoiam directamente, enquanto que outros apoiam de forma indirecta a China social-imperialista e social-fascista. Os grupos sectários e Neo-Revisionistas apoiam Mao e a “Revolução Cultural” e existem ainda facções que tentam reconciliar o Neo-Revisionismo com o Marxismo-leninismo, o que significa criticar Mao até certo ponto. Nos países de língua Espanhola e Portuguesa, há alguns grupos que defendem Enver Hoxha, mas também há muitos grupos ideologicamente misturados. Alguns deles fazem parte da organização neo-revisionista internacional “Unidade & Luta” – que usa a sua ideologia Neo-Revisionista para conspurcar o glorioso nome de Enver Hoxha (quer dizer, os membros desta entidade defendem o camarada Enver em palavras, mas praticam o Neo-Revisionismo nos actos). A declaração de Quito é um documento desprovido de quaisquer princípios, é algo puramente revisionista e oportunista.
Em Sófia, os representantes dos antigos países social-fascistas da Europa de Leste fracassaram nos seus intentos de construir “algo internacional”.
Um dos líderes mais activos e melhor pagos do novo movimento revisionista internacional é Ludo Martens da Bélgica (Partido dos Trabalhadores da Bélgica – PTB). Ele conseguiu unir muitas correntes do revisionismo internacional. Ele não se afastou da actuação contra-revolucionária nem no Congo nem em nenhuma outra parte do mundo. A Rússia e a China social-imperialistas e muitas outras organizações revisionistas influentes preparam as suas agências internacionais com o propósito de liquidar o Movimento Mundial Marxista-Leninista renovado e de liquidar o Comintern (ML). Dentro deste movimento, Nina Andrejewa de Leninegrado opera com várias variedades de Neo-Revisionismo. Ela reconcilia o Maoismo com as lições de Enver Hoxha, difundindo a declaração do PCA (ML) que defende a libertação do Kosovo com o apoio das Interbrigadas Vermelhas e a construção do Comintern (ML)! (no que configura uma crítica do Revisionismo Moderno E DO Neo-Revisionismo (!) em palavras, mas o seu apoio nos actos = restabelecimento do social-imperialismo e do social-fascismo na Rússia sob a bandeira da Revolução de Outubro, de Estaline, Mao e de Enver Hoxha!!). Isto demonstra a presente situação de total confusão ideológica deliberadamente provocada pelos revisionistas em todo o mundo. Esta situação terá graves consequências se nós não detivermos este processo, se nós não destruirmos este processo!
Finalmente, vamos falar acerca da organização neo-sectária ISML, que finge ser “anti-sectária”. A verdade é que eles não são sectários no que respeita á frente unida do oportunismo neo-revisionista, mas são cruéis para os Marxistas-Leninistas que acusam de “sectarismo” porque criticam o oportunismo da ISML. Assim, nós chamamos-lhes Neo-Sectários porque eles ocultam o seu sectarismo pró detrás da lições de Marx, Engels, Lenine, Estaline E Enver Hoxha! O “anti-sectarismo” deles inclui não apenas tentativas de colaboração com o grupo “Unidade & Luta”, mas também com quem quer que se auto-qualifique como “Marxista-Leninista”, incluindo publicações de pendor liberal que defendem abertamente o social-imperialismo e o social-fascismo. Os membros da ISML chamam a isto “táctica da frente unida comunista”. O sectarismo envergonhado que escondem por detrás da “unidade” dos Marxistas-leninistas á escala internacional foi no início difícil de detectar e de revelar, mas depois de algum tempo, tornou-se óbvio que o clube de debates deles tinha como propósito separar o movimento proletário revolucionário do Marxismo-Leninismo através do uso de fraseologia sectária e liquidacionista. Os Marxistas-Leninistas que se recusaram a seguir esta nova linha revisionista foram atacados como sendo “sectários” pelos ultra-esquerdistas (!) de forma a isolarem-nos como “elementos externos”. Nós desmascarámos a colaboração que existe entre a nova direita e o oportunismo de “esquerda” um pouco por todo o mundo, e através disto nós elaborámos excelentes condições ideológicas para continuarmos com o caminho do Marxismo-Leninismo sempre com base nos princípios fundamentais da nossa ideologia!
Todos estes surgimentos oportunistas á escala internacional atingiram dimensões perigosas, e a luta honesta pela fundação do Comintern (ML) foi um passo importante e necessário para lidarmos com esta linha revisionista mundial, para desenvolvermos uma linha-geral dos Marxistas-Leninistas de todo o mundo sem corrermos o risco de sermos esmagados entre ambos os desvios: de direita ou de “esquerda”. Nós aprendemos a manter os pés bem assentes no chão e a seguirmos o nosso próprio caminho confiando na nossa experiência enquanto deixamos que os nossos inimigos nos chamem “sectários”.

 

As Lições de Enver Hoxha
- linha de demarcação e base de princípios
para construir ou reconstruir os Partidos Marxistas-Leninistas e  a fundação do Comintern (ML)

 

Infelizmente, nós devemos reconhecer que o Movimento Mundial Marxista-Leninista dos tempos de Enver Hoxha perdeu a sua qualidade e a sua quantidade. Ele não pode ser comparado com a presente situação. Todos os movimentos revisionistas actuais querem paralisar a construção e a reconstrução dos Partidos Marxistas-Leninistas e a sua unificação no seio do COMINTERN (ML). Assim, é nosso dever dar um fim a esta situação de condições conformistas. Nós temos de prosseguir no caminho dos Partidos Marxistas-Leninistas da época de Enver Hoxha e do PTA. Apenas desta forma nós conseguiremos permanecer fiéis aos nossos princípios e é isso que é urgentemente necessário nestes tempos de confusão ideológica. Nós sabemos que os nossos adversários cobrem de insultos a nossa iniciativa de erguer de novo a bandeira que defende o antigo PTA liderado pelo camarada Enver Hoxha. O PTA e o camarada Enver Hoxha estiveram na mesma situação quando eles ergueram a bandeira de Estaline logo após a traição dos revisionistas modernos. Nós confiamos no Marxismo-Leninismo e nós estamos certos de que existem muitas pessoas no mundo que pensam como nós e que também sofrem a pressão dos desvios de “esquerda” e de direita. Nós passamos bem sem os antigos “camaradas” que descansam sobre os retratos de Marx, Engels, Lenine e Estaline e que degeneraram e se tornaram em vulgares Neo-Revisionistas. Se nós queremos realmente purificar as nossas fileiras, então temos mesmo de o fazer! Isto não é apenas o nosso dever, mas é também aquilo que nos dá algumas hipóteses de sobreviver e de começar de novo. Nos países nos quais ainda existem Partidos Marxistas-Leninistas, é preciso expulsar os Neo-Revisionistas desses partidos, e se isto falhar, então não há outro remédio que não seja o de construir novos Partidos Marxistas-Leninistas baseados nas lições dos 5 Arquitectos do Marxismo-Leninismo. Isto não é só importante para a revolução proletária nos países isolados, mas também para atingirmos a unificação dentro do Comintern (ML) de maneira a avançarmos com o internacionalismo proletário no espírito da revolução mundial.
Porque é que a dimensão internacional da construção dos novos Partidos Marxistas-Leninistas é tão importante?
Porque é que o Comintern (ML) actual constitui uma condição tão importante e decisiva para a organização da luta de classes revolucionária internacional contra o Imperialismo Mundial “globalizado”?
A regra da desigualdade e da irregularidade do desenvolvimento político e económico do capitalismo nos diferentes países existe (ao contrário do que afirmam os Trotskistas!) actualmente sob formas em nada distintas das antigas, e além disso esta regra atingiu dimensões tais que não pode ser comparada com as antigas condições políticas e económicas; e o factor objectivo não pode ser subestimado enquanto condição necessária das revoluções imanentes. Durante o curso da “globalização” do imperialismo mundial, a rede mundial da batalha financeira, dos atritos e dos conflitos militares, das guerras e das intervenções imperialistas conduzem inevitavelmente ao colapso da frente mundial do imperialismo globalizado. Este desenvolvimento enfraquece o imperialismo e torna-o vulnerável, e assim esta frente imperialista pode ser liderada por uma frente de países isolados. Este desenvolvimento é real em todos os sentidos. Isto significa “globalização” do proletariado mundial, “globalização” da luta de classes internacional e constitui também o melhor ponto de partida para a revolução mundial que é impelida pela desigualdade e irregularidade do desenvolvimento político e económico do capitalismo nos vários países. Isto dá oportunidade ao proletariado de destruir a frente podre e corroída da “globalização” imperialista (como sendo um sinal de fraqueza e não de crescimento!) de maneira a libertar o proletariado não apenas neste ou naquele país, mas sim assegurando a sua vitória em todos os países a começar pelo elo mais fraco da cadeia. Mas nós devemos sempre recordar que a revolução proletária só pode ser vitoriosa em cada um dos países isolados ao mesmo tempo, e não como um todo como defendem os Trotskistas. E é neste ponto que nós finalmente chegamos ao Neo-Revisionismo, porque o Trotskismo não é mais do que a sua cabeça. Nós não somos egocêntricos o suficiente para acharmos que os Neo-Revisionistas estão de braços cruzados á espera das nossas acções e actividades. O propósito deles é o de paralisarem e fazerem fracassar as nossas intenções ANTES MESMO de termos executado as nossas acções. É por esta razão que é muito perigoso seguir todos os grupos, alianças e organizações internacionais neo-revisionistas. Nós temos de nos apoiar nas nossas próprias forças e já não temos muito tempo para o fazer. O perigo do Neo-Revisionismo aparece mais intensamente quando abandona temporariamente o campo de batalha ideológico para destruir a luta de classes revolucionária que esteja a ser bem-sucedida nos seus ataques á essência da tirania capitalista. O Neo-Revisionismo surge como algo que, indirectamente, ajuda o processo de unificação dos Marxistas-Leninistas e de construção do Comintern (ML), por um lado; e o crescimento da luta de classes internacional, bem como a sua unificação qualitativa com o Marxismo-Leninismo, por outro lado. Se todos estes factores subjectivos estivessem de acordo com os factores objectivos, então seria uma questão de tempo até á queda e á destruição do imperialismo mundial – incluindo o social-imperialismo. Por isso, agora já podemos imaginar porque é que os revisionistas e os oportunistas e os seus lacaios centristas se preocupam tanto em impedir a nossa união. Eles fazem-no porque sabem bem o que é que está em jogo. Nós cairíamos no erro do espontaneísmo se nós ignorássemos estes factos como sendo a nossa oportunidade histórica para combinar a luta de classes internacional globalizada com a teoria Marxista-Leninista “globalizada” também. A expressão “Revolução Mundial” não é uma expressão Trotskista; pelo contrário, a revolução mundial constituiu um objectivo dos Marxistas-Leninistas desde o início, desde Marx e Engels até hoje. Se a frente imperialista está repleta de lixo, seria um grave erro incentivar a luta de classes apenas em cada país individualmente considerado. Tal só seria bem-sucedido se estivéssemos combinados numa frente revolucionária cerrada não apenas neste ou naquele país mas sim como cadeia de reacção DE TODOS OS países a começar pelo elo mais fraco da cadeia imperialista. Para preparáramos e organizarmos o proletariado mundial, nós não precisamos apenas de Partidos Marxistas-Leninistas fortes, mas necessitamos também que eles se unam enquanto secções do partido Bolchevique Mundial, ou seja, o Comintern (ML). Ser uma secção significa subordinar a luta de classes no nosso país aos interesses da luta de classes internacional. Nós temos de lutar contra a teoria de Boukharin que corrompeu a teoria da revolução mundial. Do mesmo modo, estaríamos a repetir a teoria ultra-imperialista de Kautsky se ignorássemos as diferenças entre as condições revolucionárias dos inícios do imperialismo e as condições do presente período terminal do imperialismo. O efeito da regra da desigualdade e da irregularidade de todos os países capitalistas na situação actual não é apenas uma oportunidade para quebrar o elo mais fraco da cadeia do imperialismo mundial, mas também representa o significado crescente da luta de classes internacional, da revolução mundial imanente, e a possibilidade de derrotarmos o imperialismo mundial de uma vez por todas dando início ao segundo período do socialismo que se caracteriza pelo socialismo MUNDIAL e que não está necessariamente ligado a um ou dois países que foram socialistas durante o primeiro período do socialismo. Pelo menos, um campo socialista em crescimento seria possível como segundo passo para atingirmos o final do imperialismo mundial que os Revisionistas Modernos conseguiram impedir. Lenine, Estaline e Enver Hoxha criaram as lições acerca de como defender um país socialista isolado contra o Trotskismo. Nós, Marxistas-Leninistas, temos de defender E DE desenvolver estas lições acerca da construção do socialismo mundial contra o Trotskismo nas condições presentes do imperialismo globalizado, do imperialismo moribundo. Nós não podemos esperar até que o primeiro país socialista esteja pronto para fundar o Comintern (ML), tal como sucedia na época da União Soviética. Os factores objectivos estão prontos, a formação internacional da sociedade imperialista entra na curva descendente após as suas forças produtivas terem sido completamente desenvolvidas. Os Marxistas-Leninistas de todo o mundo têm de preparar e dar início ao Comintern (ML), mas infelizmente terão de o fazer sem líderes internacionalistas como Marx, Engels, Lenine, Estaline e Enver Hoxha. Não existe outra maneira que não seja fazermos tudo isto por nós próprios, através da aplicação das lições daqueles camaradas e através da criação de novos líderes internacionalistas que se formem na luta de classes internacional! Por um lado, isto significa mais dificuldades na construção do Comintern (ML) sem uma pátria socialista como a antiga União Soviética, mas por outro lado, isto também significa que a contra-revolução tem hoje mais dificuldades em concentrar os seus ataques liquidacionistas num centro internacional revolucionário fixo, e assim nós podemos criar muitas frentes flexíveis tanto legais como ilegais que fazem parte de uma estratégia e de uma táctica internacional e moderna adaptável ás situações e que inclui todos os recursos necessários quer ao nosso ataque quer á nossa retirada estratégica tanto do centro como dos “arredores” do mundo imperialista. Esta coordenação é uma questão de como organizar a luta de classes globalizada do proletariado nos países isolados nos quais as multinacionais imperialistas dominam e de como formar tropas proletárias que operem internacionalmente, que sejam flexíveis e que possuam educação política. Estas tropas constituirão as Interbrigadas Vermelhas e vão executar operações militares nas áreas decisivas para a guerra civil. Isto significa que termos de recrutar revolucionários profissionais neste ou naquele país para construirmos os Partidos Bolcheviques, para construirmos o Comintern (ML), e isto não significa apenas enviar delegados como conselheiros e instrutores internacionais para as zonas centrais da luta de classe, como sucedia nos tempos do III Comintern, mas sim enviar revolucionários profissionais organizados em unidades de combate que combinam forças com os lutadores proletários locais e com os seus aliados. Todas estas tarefas podem ser postas em prática se os Marxistas-Leninistas de todo o mundo deixarem de se contentar com a luta relativa aos problemas internos dos seus países e virarem a sua atenção para o proletariado mundial. Nós confiscaremos aos próprios imperialistas todos os instrumentos e materiais de que necessitaremos para cumprirmos as nossas tarefas especiais. A combinação entre os operários, os camponeses e os soldados tem de ser levada a cabo de maneira a preparar os combates de classe decisivos. Tomando em consideração estas perspectivas concretas, os Marxistas-Leninistas e o proletariado mundial podem concretizar a revolução mundial apesar do revisionismo que deriva do fracasso no avanço e no desenvolvimento do socialismo. Os revisionistas impuseram-nos a restauração do capitalismo, mas nós conseguimos lidar com esta situação. Tal como Lenine definiu, nós vivemos no período da vitória do socialismo e não da derrota desse mesmo socialismo! Como poderíamos nós esquecer isto? Nós possuímos o maior poder do mundo e temos de usar esse poder! Em termos objectivos, nós estamos cada vez mais próximos dos nossos propósitos de transformar estas verdades em vida, mas o problema é que o nosso ponto fraco se prende com as condições do factor subjectivo. Esta situação tem de ser ultrapassada através da inspiração que nos oferecem as valiosas experiências do socialismo. Com este tesouro socialista, nós estaremos prontos para derrotar os inimigos que interromperam o socialismo – os revisionistas! Após a Segunda Guerra Mundial, os revisionistas foram apoiados pela regeneração do imperialismo mundial. Mas agora os tempos mudaram e o poder do revisionismo mudou também. Os revisionistas não são mais do que uma parte do sistema imperialista podre e parasítico e encontram-se nas mesmas condições deploráveis desse mesmo imperialismo, que está agora desprovido da possibilidade de provocar a degeneração dos países socialistas com o objectivo de aumentar o seu poder! Assim, nós temos de ter cuidado para não sobrestimarmos o revisionismo em termos estratégicos, e para não subestimarmos esse mesmo revisionismo em termos tácticos. Devemos recordar-nos de que a União Soviética pode ter desaparecido, mas que o social-imperialismo Chinês permanece vivo! É por isso que nós temos de nos concentrar na luta contra o Maoismo e contra as suas tentativas de reconciliação com o Revisionismo Soviético com o propósito de, mais uma vez, mudar de pele!
A vitória do socialismo na Rússia e na Albânia foi, é e será sempre a base da vitória do socialismo mundial. Portanto, Enver Hoxha não é apenas o último Arquitecto do Marxismo-Leninismo do século XX, mas ele também é o pioneiro do socialismo do século XXI, ele é o pioneiro do socialismo mundial. Nós não podemos falar acerca do socialismo mundial como sendo algo que se iniciou com a Revolução de Outubro liderada pelo proletariado Russo e que será terminado por todo o proletariado mundial. Só porque o factor objectivo está desenvolvido, isso não significa que a revolução mundial seja automaticamente vitoriosa. A luta de classes internacional vai culminar na luta entre o proletariado mundial e a burguesia mundial e vai atingir dimensões que não podemos sequer imaginar e que vitimizará com certeza muitos proletários de todo o mundo em luta contra o capitalismo. A última batalha descrita na letra da “Internacional” está-se a aproximar e nós temos de estar preparados para não deixarmos passar a nossa hora histórica. Nós temos de ultrapassar a presente situação lamentável, nós temos de oferecer perspectivas luminosas, autoconfiança, crença no poder do proletariado, nós temos de criar uma consciência de classe INTERNACIONAL no seio do movimento operário para que os proletários não se sintam excluídos das nossas organizações, para que eles percebam que são a parte essencial deste plano internacional, para que o proletariado mundial possa actuar conscientemente no contexto da luta de classes coordenada á escala mundial, para que cada proletário entenda a influência concreta da sua luta contra o imperialismo mundial globalizado e aprenda que ELE PRÓPRIO pode criar e mudar a História. Este é o significo actual do slogan “Proletários de todos os países – uni-vos!” Lutar contra a influência dominante da ideologia burguesa dentro das fileiras dos trabalhadores significa desenvolver a ideologia socialista num nível internacionalista que se adapte ás condições de trabalho e de vida do proletariado mundial. O significa da estimativa de Estaline acerca do carácter da Revolução de Outubro permanece actual:


“O significado internacional da Revolução de Outubro não consiste apenas no facto de que ela é a iniciativa de um só país com o objectivo de destruir o sistema do imperialismo e de que ela pode ser descrita como tendo criado a primeira ilha socialista em pleno oceano imperialista, mas também no facto de que ela representa a primeira etapa da revolução mundial e constitui uma poderosa base para o seu futuro desenvolvimento.”


Nós, Marxistas-Leninistas, acrescentamos á definição de Estaline o nosso dever de transformar o oceano imperialista no oceano socialista e que o acabamento da Revolução de Outubro constituirá a segunda fase da revolução mundial, será uma poderosa base para o socialismo mundial e para o seu desenvolvimento em direcção ao comunismo mundial. É desta forma que nós compreendemos o acabamento da Revolução de Outubro: ele tem de incluir o poder do proletariado mundial, o poder da ditadura do proletariado mundial e a criação da República Mundial dos Sovietes. Seria ridículo que apenas os revisionistas “jurassem” fidelidade ao estandarte vermelho da Revolução de Outubro.
Em primeiro lugar, é claro que nós temos de evitar a todo o custo o erro Trotskista que tenta convencer-nos de que através da globalização da situação mundial, as lições do desenvolvimento do socialismo num só país têm de ser revistas. A desigualdade e a irregularidade do desenvolvimento político e económico nos diferentes países capitalistas reflectem de forma lógica os distintos níveis de desenvolvimento da luta de classes revolucionária em cada país e também o tempo ideal para se fazer a revolução. É por esta razão que as revoluções não podem ser exportadas ou importadas, a menos que estejamos dispostos a esperar uma eternidade como fazem os Trotskistas. No campo oposto, limitarmo-nos ao slogan “Luta de classes no nosso próprio país” conduz ao mesmo resultado: a revolução mundial não acontece de forma automática. A soma de todas as revoluções socialistas nos países isolados não permite aferir a qualidade da revolução mundial como se fosse um cálculo aritmético. No entanto, nós cometeríamos outro erro se presumíssemos que teríamos de repetir exactamente o mesmo processo que foi utilizado pela União Soviética enquanto primeiro país socialista do mundo na época em que o imperialismo estava no início do seu desenvolvimento e, por isso, era mais flexível e apto para lidar com crises e derrotas através de processos de regeneração. Assim, Estaline resolveu o problema do cerco do imperialismo mundial através da teoria do socialismo “num só país”. Não havia outra maneira de lidar com uma situação tão difícil e complexa – Estaline fez o melhor que podia ser feito! Estaline contava com a Revolução Alemã, mas o proletariado Alemão não se baseou na aliança com os camponeses e com os soldados de maneira tão bem-sucedida como tinha sido feito na Rússia (operários, camponeses e soldados) com o propósito de transformar a revolução burguesa numa revolução proletária e de instalar na Alemanha o sistema soviético. No final da época do imperialismo, é muito difícil e quase impossível resolver as crises capitalistas e os processos de regeneração são muito mais lentos e complicados do que no contexto das condições de construção do socialismo na União Soviética e também se estão a tornar cada vez mais impossíveis. Assim, a esperança de Estaline acerca da expansão internacional da Revolução de Outubro poderia ser melhor concretizada sob os factores objectivos actuais. As nossas possibilidades de ultrapassarmos a situação difícil a que um país socialista isolado (e pioneiro!) está sempre sujeito e de construirmos um campo socialista são hoje em dia muito maiores. A consciência revolucionária subjectiva do proletariado após a Primeira Guerra Mundial era apta para as reacções em cadeia, mas já se provou que o imperialismo foi capaz de impedir a revolução mundial e de restaurar o capitalismo nos antigos países socialistas. Actualmente, o imperialismo tornou-se facilmente derrotável, mas nós sofremos os efeitos da fraqueza do movimento revolucionário do proletariado que agrava as reacções em cadeia revolucionárias que desenvolveriam a revolução mundial a partir de novos países socialistas isolados. Mas no geral, as condições para a realização de revoluções socialistas melhoraram, o significado da luta de classes internacional tornou-se mais importante e o sonho da revolução mundial torna-se cada vez mais próximo e real. A situação do imperialismo mundial era muito frágil logo após a Segunda Guerra Mundial, logo após a vitória do Exército Vermelho. A possibilidade de construirmos um campo socialista poderoso é algo muitíssimo perigoso para a vida do imperialismo – e por isso é que, a partir de Tito, os Revisionistas Modernos surgiram no palco da História. O isolamento da União Soviética em relação aos seus aliados foi o que salvou o imperialismo. Hoje em dia, já não existe nenhuma União Soviética nem nenhuma Albânia enquanto alavancas fundamentais para a construção do campo socialista, o que só torna tudo mais difícil. Assim, a falta de uma pátria socialista que nos lidere é o que torna tão urgente e necessária a construção do nosso próprio Comintern (ML) que apoie e organize a luta de classes internacional, que fortaleça o Movimento Mundial Marxista-Leninista. A existência da Internacional Comunista nunca foi mais importante do que actualmente – e nós não nos podemos dar ao luxo de esperar outros 50 anos – porque de outra maneira tal seria uma declaração de falência da força revolucionária do proletariado mundial, tal significaria que o Movimento Mundial Marxista-Leninista não seria mais do que um bando de hipócritas completamente sectários e afastados das exigências e das necessidades da revolução mundial. Agora todos podem compreender a razão pela qual os Neo-Revisionistas atacam o Comintern (ML).

 

A reconciliação Centrista com Enver Hoxha é reconciliação de classe com a Burguesia


Agora já sabemos que o Neo-Revisionismo não é um fenómeno que tenha surgido após a morte de Enver Hoxha, mas que começou no dia em que o Revisionismo Moderno nasceu, porque a ideologia burguesa estava objectivamente condenada a desaparecer e só teria algumas hipóteses de sobreviver se colocasse uma nova máscara por cima da antiga, se conseguisse fazer a mudança da sua pele gasta pois se não o fizesse ela seria automaticamente denunciada e desmascarada pelos Marxistas-Leninistas. A primeira corrente do Neo-Revisionismo foi desenvolvida por Mao quando ele precisou de esconder o seu próprio revisionismo Chinês por detrás da luta contra o Revisionismo Moderno. E isto não constituiu apenas um fenómeno nacional, porque o Neo-Revisionismo estava espalhado por todo o mundo e ainda influenciava o Movimento Mundial Marxista-Leninista. O Neo-Revisionismo começou a espalhar-se á escala mundial desde o tempo em que o Revisionismo Moderno ainda não tinha sido totalmente denunciado. O Neo-Revisionismo era e ainda é algo que causa graves danos ao Marxismo-Leninismo, á sua luta contra o Revisionismo Moderno, á sua luta pela reconstrução dos Partidos Marxistas-Leninistas e do Movimento Mundial Marxista-Leninista que se desenvolveu a partir da demarcação relativamente ao Revisionismo Moderno. As consequências demolidoras desta situação são o suficiente para que tenhamos de traçar uma linha de demarcação entre Enver Hoxha e o Neo-Revisionismo do Pensamento Mao Zedong, pois trata-se de uma questão de princípio. Definitivamente, ainda teremos de batalhar muito até conseguirmos destruir completamente o mito de que “JUNTOS, Enver Hoxha E Mao são os maiores líderes Marxistas-Leninistas na luta contra o Revisionismo Moderno.”
O facto de que o Neo-Revisionismo Chinês surgiu logo após a traição de Khrushchev atirou-nos poeira anti-revisionista para os olhos. O Pensamento Mao Zedong é perigoso por isso mesmo, porque nos fez acreditar que o Marxismo-Leninismo estava a ser defendido contra o Revisionismo, que a bandeira vermelha da revolução estava a ser erguida. Na verdade, o Neo-Revisionismo Chinês estava repleto de oportunismo de “esquerda” e de uma fraseologia revolucionária que o tornava muito difícil de desmascarar. Mas isto pode ser explicado pelas antigas relações que existiam entre a União Soviética e a China desde muito antes dos tempos de Khrushchev. De facto, trata-se de uma longa série de contradições insolúveis entre Mao e Estaline. Na época deste Arquitecto do Marxismo-Leninismo, o PC da China opôs-se á União Soviética e ao socialismo em geral, mas com o passar do tempo também se veio a opor ao Revisionismo Soviético rival. A “defesa” de Estaline foi apenas uma manobra usada por Mao para esconder o seu próprio revisionismo. Assim, apesar de isto poder parecer inacreditável, a verdade é que Mao prestou um grande serviço ao Revisionismo Soviético. Por isso, não é de todo surpreendente que o revisionista Alemão Ulbricht (um lacaio dos Novos Czares, mas também um rival deles) tenha condenado abertamente Enver Hoxha e os camaradas ALBANESES na Conferencia de Bucareste, MAS QUE NÃO TENHA FEITO O MESMO EM RELAÇÃO AOS CHINESES! Os revisionistas (incluindo os Chineses!) souberam muito bem como isolar Enver Hoxha e como destruir a unidade Marxista-Leninista em favor das suas tendências revisionistas. Com isto, os revisionistas Chineses tentaram fazer com que a Albânia e a Europa se tornassem seus aliados e que cercassem a União Soviética de modo a neutralizar este seu rival social-imperialista – usando uma táctica a que geralmente todos os imperialistas recorrem. E pouco tempo antes de morrer no Chile, Honecker (o discípulo de Ulbricht) disse: “Viva o Presidente Mao e a Revolução Cultural!”. Ele confessou a sua total aderência ao Revisionismo Moderno. Tal como já demonstrámos, o Revisionismo Moderno só tem hipóteses de sobreviver se continuar escondido, e isto é o que acontece com o Pensamento Mao Zedong que se auto-qualifica como “um desenvolvimento criador do Marxismo-Leninismo”, como “o Marxismo-Leninismo de hoje”, etc. Foi por este motivo que os social-fascistas Alemães começaram a apoiar e a difundir o Pensamento Mao Zedong ás escondidas enquanto pela frente condenavam a China. Em especial, eles promoveram o Pensamento Mao Zedong como máscara para uma nova frente contra a Alemanha Ocidental imperialista (que era a sua principal rival na região). Para além disto, os social-fascistas Alemães do RDA estavam de olho nas organizações Maoistas da Alemanha Ocidental – os chamados grupos “K”. Com esta estratégia, eles ganharam avanço relativamente aos Marxistas-Leninistas que lutavam contra o Revisionismo Moderno e contra o social-fascismo na Alemanha. No seio do nosso partido, eles tentaram controlar e paralisar a luta anti-social-fascista através da difusão do veneno Neo-Revisionista. Isto prova que os Revisionistas Modernos no poder também usaram instrumentos Neo-Revisionistas para salvarem o seu sistema de opressão e de exploração, para defenderem o seu sistema social-fascista contra os Marxistas-Leninistas que lutavam pela revolução socialista tanto na Alemanha de Leste como na Alemanha Ocidental, que lutavam por uma “Alemanha unida, independente e socialista”. A linha social-fascista é continuada pela facção “Moller/PCA”. Eles difundem as obras de Enver Hoxha e simultaneamente eles difundem as obras do revisionista Ulbricht através de links no seu site na Internet. Em termos de princípio, eles não se diferenciam dos Revisionistas Modernos da Alemanha que ainda existem enquanto admiradores da antiga RDA. Assim, há razões suficientes para explicarmos porque é que nós nunca poderemos tolerar a reconciliação entre Mao e Enver Hoxha, pois se o fizéssemos isso significaria abandonar os princípios do Marxismo-Leninismo. O Centrismo conduz ao revisionismo, conduz ao capitalismo. É por isso que temos de nos demarcar irrevogavelmente em relação a Mao. As tentativas de reconciliação ainda não terminaram, muito pelo contrário, elas são usadas como um falso “remédio” para supostamente “se ultrapassar as divisões no seio do Movimento Marxista-Leninista”. Nem o Revisionismo Moderno nem o Neo-Revisionismo podem ser atacados através da reconciliação entre Mao e Enver Hoxha. Da mesma maneira, nem um Khrushchev “rejuvenescido” nem um Mao “remodelado” são alternativa para nós, Marxistas-Leninistas. Na Alemanha nós chamamos a isto: “Vinho velho em embalagem nova”. Nós não podemos basear-nos numa variedade de Neo-Revisionismo com o objectivo de lutarmos contra outra variedade de Neo-Revisionismo. Não é possível a reconciliação com a ideologia burguesa sem que isso envolva a traição da causa do proletariado. Todos os tipos de revisionismo têm de ser atacados simultaneamente a partir de posições exclusivamente Marxistas-Leninistas porque de outra forma seríamos apanhados pela teia do revisionismo. O Revisionismo Moderno foi o responsável pela sobrevivência do capitalismo e o Neo-Revisionismo assume hoje o mesmo papel, mas esta sobrevivência do capitalismo será sempre temporária. O estado moribundo do capitalismo só se manterá enquanto o proletariado mundial não o destruir definitivamente. E com isto já dissemos tudo o que tínhamos a dizer. Necessitamos de clareza ideológica baseada nos 5 Arquitectos do Marxismo-Leninismo que são os principais símbolos do Comintern (ML). As lições de Enver Hoxha tornaram-se na nossa linha de demarcação no momento da fundação do Comintern (ML). Esta linha de demarcação não é estática, mas isto não significa que nós a deixemos vacilar constantemente; como fazem os revisionistas cujas convicções andam ao sabor do vento. Uma coisa é certa: nós nunca permitiremos a diminuição do nível ideológico qualitativo da nossa linha de demarcação. Pelo contrário, a flexibilidade só pode significar a elevação do nível ideológico qualitativo a partir do momento em que os revisionistas pensarem que nós já não somos capazes de distinguir os nossos amigos dos nossos inimigos.
Todos os desvios ás lições de Enver Hoxha – por mais pequenos e insignificantes que sejam – todos os tipos de centrismo, de reconciliação ou de mistura com a ideologia burguesa significam a violação dos princípios do Marxismo-Leninismo, significam a conspurcação e a deturpação do Marxismo-Leninismo. E um dos princípios mais importantes é aquele que nos ensina que não podem ser toleradas quaisquer tipos de unidade ou de colaboração entre o revisionismo e o Marxismo-Leninismo.
A partir da Alemanha, o país de nascimento do comunismo fundado pró Marx e por Engels, nós, Marxistas-Leninistas, fundámos o PCA (ML) no fogo da luta contra o revisionismo 16 anos após a morte de Estaline seguindo a tradição do antigo e glorioso PCA – fundado em 1918/1919 no contexto da Revolução de Novembro dirigida contra a social-democracia. Várias décadas depois de Estaline ter escrito as suas “12 Teses da Bolchevização”, elas tornaram-se no documento fundador do nosso partido (o PCA – ML) em 1968/1969. Durante os primeiros 16 anos, o camarada Enver Hoxha tornou-se no melhor amigo do nosso partido. E finalmente, 16 anos depois a morte de Enver Hoxha, nós decidimos qualificá-lo como o 5º Arquitecto do Marxismo-Leninismo. Este período de tempo enorme demonstra bem a nossa fraqueza e inexperiência, mas também prova o grande amor que sentimos relativamente ao camarada Enver Hoxha. E nós juramos ser sempre os combatentes mais honestos e fiéis do camarada Enver Hoxha e do PTA até ao nosso último suspiro, até ao último batimento do nosso coração. De agora em diante, o nosso partido, o Partido Comunista da Alemanha (ML) adoptará a linha-geral ideológica dos 5 Arquitectos do Marxismo-Leninismo e nós estamos convencidos de que muitos outros nos seguirão, fortalecendo assim as Secções do Comintern (ML).

 

 

Aprender com Enver Hoxha significa aprender a ser vitorioso!


Viva o camarada Enver Hoxha – o 5º Arquitecto do Marxismo-Leninismo!


Vivam Marx, Engels, Lenine, Estaline e Enver Hoxha!


Viva o Marxismo-Leninismo!


Vivam os Partidos Marxistas-Leninistas de todo o mundo!


Viva a Internacional Comunista (Marxista-Leninista) – o Comintern (ML)!


Viva a Revolução Mundial, o Socialismo Mundial e o Comunismo Mundial!


Viva a Revolução Socialista e a Ditadura do Proletariado!


Proletários de todos os países – uni-vos!