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CORRESPONDÊNCIA

 

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"Perguntas e Respostas"

 

Questão 1

22 / 08 / 2010



Existe alguma diferença entre

“comunismo” e “comunismo

mundial”?

 

De: Konrad <Konrad.Klinger@gmx.net>
Para: comintern2001@yahoo.com
Domingo, 22 de Agosto de 2010 18:58:05

Planeemos a revolta, esmaguemos o sistema! - saudações, Konrad



Texto traduzido a partir da versão em Inglês

Versão original em Alemão


RESPOSTA do Comintern (EH):



Existe alguma diferença entre "comunismo" e "comunismo mundial"?


Em essência, os dois termos - citados acima –
possuem o mesmo conteúdo, de modo que a resposta pode já ser indicada pela seguinte frase:


Não, em geral, não há nenhuma diferença. A natureza do comunismo é internacional e pode, em última análise, apenas florescer e desenvolver-se em perfeição a uma escala global. Então, geralmente, nós comunistas temos o "comunismo mundial" em mente, se falamos sobre o comunismo.


Exposição de motivos:


A desigualdade no mundo surge a partir das diferenças de classe, que está em relação com a desigualdade entre as nações. A fim de eliminar a desigualdade no mundo você tem que abolir as diferenças de classes à escala mundial, não restritas a este ou àquele país.


Enquanto em algum lugar ainda exista a sociedade de classes, não há sociedade sem classes neste planeta.


A nação não se abole a si mesma, a nação desaparece no processo de fusão globalizada de todas as nações. Isso corresponde ao princípio da dissolução Marxista-Leninista do Estado. Juntamente com as classes, as nações morrem, o estado morre.

Certamente, pode-se começar com a transição para uma sociedade sem classes num país socialista "isolado" sob certas condições (por exemplo, na União Soviética do camarada Estaline) e algumas características comunistas já podem ser realizadas, mas o comunismo só pode ser totalmente concluído e garantido numa escala global.


O programa da Internacional Comunista, portanto, fala sobre o "objectivo final do comunismo mundial", e não sobre o "objectivo final do comunismo." Pode-se supor que o camarada Estaline esteve significativamente envolvido na elaboração e formulação do programa da Internacional Comunista (1928). Em resposta, temos publicado no capítulo do programa sobre o "objectivo final do comunismo mundial" - no final deste texto.

Talvez quem fez a pergunta ainda não está contente com esta resposta breve, se ele apontar para a pergunta de Lenine: "Será que a construção do socialismo é possível em apenas um país 'isolado'?"


O Marxismo-Leninismo ensina que o socialismo, embora não garantido sem a sua construção á escala mundial (Lenine: pelo menos num número de países capitalistas), o socialismo é possível num único país como a Rússia. Não há necessidade de esperar pela vitória da revolução mundial, não há necessidade de esperar pelo socialismo em outros países. Com a Grande Revolução Socialista de Outubro na Rússia já foram dadas as pré-condições políticas para o início da construção bem sucedida do socialismo.
Mas, se o socialismo é possível num único país, isso significa que a transição para o comunismo seria também possível num único país?


A transição Soviética do socialismo ao comunismo foi afirmada até por Lenine (ver: "Projecto Comunista - semeando bases e modelos práticos para a realização de ideias e conceitos comunistas, mesmo no período de construção do socialismo", Lenine, Volume 30, página 189).


Estaline respondeu a esta pergunta afirmativamente, também. Além disso, ele tinha contribuído significativamente para a próxima etapa para o comunismo, porque todos os pré-requisitos foram cumpridos pelo alto nível de desenvolvimento socialista da União Soviética. Pode ser dado como certo que mover-se em direcção ao comunismo é impossível em apenas um passo. Portanto, o processo de mover-se em direcção ao comunismo não pode ser equiparado com o estágio do comunismo plenamente alcançado. A transição para o comunismo abrange um determinado período entre o socialismo e o comunismo.

É o Estalinismo o desenvolvimento do marxismo-leninismo na questão da transição para o comunismo em um único país ou é o Estalinismo um desvio, uma retirada do Marxismo-Leninismo? A nossa resposta é clara: Defendemos o Estalinismo como o desenvolvimento do Marxismo-Leninismo. Assim como nós Estalinistas - Hoxhaistas defendemos a tese de Lenine do "socialismo num só país", defendemos também a teoria da "transição para o comunismo na União Soviética" de Estaline.


Mas, antes de dar a nossa exposição de motivos em detalhe, vamos voltar às ideias comunistas mundiais globais de Marx, Engels e Lenine.


Nem as ideias comunistas mundiais nem a formação global da sociedade comunista aparecem do nada. E com certeza, a luta titânica de Lenine e Estaline (e suas mais valiosas lições e experiências revolucionárias mundiais) serão sempre uma das contribuições mais importantes para o sucesso do comunismo mundial.


Marx e Engels, basicamente, assumiram que ninguém se pode desenvolver livremente nesse mundo, enquanto a última não-liberdade na sociedade humana ainda não tenha sido eliminada ("Nenhuma nação pode ser livre, desde que oprima outro povo").
No entanto:
“A conquista de seu domínio de classe é pré-condição para os oprimidos e explorados alcançarem uma sociedade sem classes, comunista, em que o livre desenvolvimento de cada um será a condição para o livre desenvolvimento de todos." (Marx e Engels, MEW, Volume 4, página 482, traduzido de versão em Inglês a partir do original em Alemão)


O indivíduo não pode individualmente - só por si - ser livre. O indivíduo tem que superar sua opressão e exploração, em acções conjuntas com todos os outros membros da classe da sua categoria.


Mais uma vez, para superar a sua pertença a uma classe, a sua existência de classe, o indivíduo só pode escapar da escravidão da sociedade capitalista de classes, passando pelo fogo de sua luta de classes. Você não pode fazer isto sem a revolução socialista mundial armada, não sem o estabelecimento da ditadura de classe armada do proletariado mundial para as condições políticas mundiais do livre desenvolvimento de todos os povos do planeta. A humanidade não pode libertar-se dentro do sistema mundial capitalista. Não há outra alternativa para se livrar da camisa de força das classes do que enfraquecer a burguesia mundial e a destruição revolucionária e eliminação das relações globais da classe capitalista.


Marx ensina:


"Entre a sociedade capitalista e a comunista fica o período da transformação revolucionária de uma na outra. Ela também é um período de transição política em que o Estado não pode ser senão a ditadura revolucionária do proletariado." (MEW, Volume 19, página 28, "Crítica do Programa de Gotha", traduzido de versão em Inglês a partir do original em Alemão)


O comunismo mundial pressupõe o poder Soviético global como um órgão político. Isto dá as massas dos oprimidos de todo o mundo a oportunidade de decidir todas as coisas do mundo pela primeira vez na história da humanidade. Sem isso, o comunismo mundial é impensável. A realização do comunismo é, portanto, uma tarefa histórica mundial, uma tarefa que pode ser finalmente resolvida por acções conjuntas e centralizadas sob a liderança mundial do proletariado mundial unida e organizada em parceria com todas as outras pessoas que trabalham. O proletariado mundial é a força revolucionária líder e decisiva que é capaz de remover a inevitabilidade da restauração da propriedade privada capitalista. Se nos perguntarmos qual é a diferença entre o comunismo mundial e o socialismo mundial, devemos dizer que o socialismo mundial é a sociedade á escala mundial, que cresce para fora directamente do mundo do capitalismo, assim contaminado com todas as suas "marcas de nascença" capitalistas, o que pode ser removido somente passo a passo, antes que a humanidade seja capaz de "entrar para o reino da liberdade" (Engels).


Na "Crítica do Programa de Gotha", Marx fundamentou, pela primeira vez a ideia de que a formação comunista da sociedade se desenvolve em duas fases – o socialismo (a primeira fase inferior) e comunismo (a fase superior). O socialismo mundial é a primeira forma global da sociedade socialista, enquanto o comunismo mundial é a forma superior, concluída, da sociedade socialista global. Concluindo, já que significa que todas as "sobras" do capitalismo mundial foram retiradas com sucesso.

O comunismo sempre começa no ponto em que a sociedade humana já organizou sua vida socialista perfeitamente. O proletariado mundial cria - por trabalho
cooperativo, em conjunto com as outras classes trabalhadoras – os seus próprios meios globais de produção mediante a transformação da propriedade privada capitalista - ( que já está com base no processo de produção social globalizado) - em propriedade social.
O socialismo Mundial é a transformação global da propriedade privada na propriedade comum, é a propriedade mundial socializada dos trabalhadores de todo o mundo - pela
"expropriação dos expropriadores" (Karl Marx, "Das Kapital", MEW, Volume 23, página 790/791, traduzido de versão em Inglês a partir do original em Alemão).


O socialismo mundial é a "substituição da produção mercantil capitalista pela organização socialista da produção de bens em nome da sociedade inteira - para garantir o maior bem-estar e liberdade de desenvolvimento universal de todos os seus membros." (Lenine, Volume 6, página 13, traduzido de versão em Inglês a partir do original em Alemão)


No mundo globalizado socialista o produto global é de tal tipo que pertence aos produtores mundiais, aos trabalhadores e camponeses. Alguns dos produtos em geral permanecem como uma propriedade comum da sociedade - mais uma vez utilizada como mais um meio de produção. Mas outra parte é para o propósito do consumo dos membros, tal como alimentos, bens de consumo... e deve ser distribuído entre eles. Tal modo de produção e distribuição - método tão globalizado de produção socialista, desenvolvido ao mais alto nível - permite um alto padrão de vida, permite realizar o princípio comunista: "De cada um segundo a sua capacidade, a cada um segundo as suas necessidades!"


Marx ensina:


"Numa fase superior da sociedade comunista, após a subordinação escravizante dos indivíduos à divisão do trabalho, também a contradição entre o trabalho físico e mental desapareceu, depois de o trabalho se tornar não só um meio de vida, mas algo de essencial á vida: depois - em conjunto com o desenvolvimento universal dos indivíduos - as forças produtivas têm crescido, e se todas as fontes de riqueza cooperativa estiverem totalmente em germinação - só então você pode ir inteiramente para além do horizonte estreito do direito civil burguês da sociedade e pode escrever na sua bandeira : "De cada um segundo as suas capacidades, a cada um segundo as suas necessidades." (MEW, Volume 19, página 21, "Crítica do Programa de Gotha", traduzido de versão em Inglês a partir do original em Alemão)


Lenine ensina:


"A humanidade só pode ir directamente do capitalismo para o socialismo, ou seja, passar para a propriedade comum dos meios de produção e distribuição de produtos - de acordo com a produtividade de cada indivíduo. O nosso partido sabe que: o socialismo deve inevitavelmente crescer gradualmente para o comunismo, em cuja bandeira está escrito: "De cada um segundo as suas capacidades, a cada um segundo as suas necessidades." (Lenine, Volume 24, página 70, traduzido de versão em Inglês a partir do original em Alemão)


"O comunismo é a fase superior do socialismo, onde as pessoas trabalham porque elas estão conscientes sobre a necessidade de trabalhar remuneradamente para o bem comum." (Lenine, Volume 30, página 189, traduzido de versão em Inglês a partir do original em Alemão)


Marx e Engels ensinam:


"O proletariado só pode existir (...) historicamente, assim como o comunismo, a sua acção realmente só existe num "caminho histórico-mundial"; na existência histórico-mundial dos indivíduos, ou seja, a existência de indivíduos que está directamente ligada à história do mundo." (MEW, Volume 3, página 36, "Ideologia Alemã", traduzido de versão em Inglês a partir do original em Alemão)


Friedrich Engels ensina:


"A revolução comunista (...) é uma revolução universal e, portanto, terá um terreno universal." (MEW, Volume 4, páginas 374-375, “Princípios do Comunismo", traduzido de versão em Inglês a partir do original em Alemão)


Karl Marx e Friedrich Engels ensinam:


"Os comunistas são ainda acusados ​​de abolir a pátria e nacionalidades. Os trabalhadores não têm pátria. Uma pessoa não pode tirar-lhes o que eles não têm. Desde que o proletariado deve primeiro conquistar o poder político, ele deve elevar-se a uma classe de âmbito nacional para constituir-se como uma nação, como nacional, embora não no sentido da burguesia. As diferenças e os antagonismos nacionais entre os povos desaparecem cada vez mais, mesmo com o desenvolvimento da burguesia, com a liberdade de comércio, o mercado mundial, a uniformidade da produção industrial e das respectivas condições de vida. O domínio do proletariado fará com que eles desapareçam ainda mais. A acção unida, pelo menos nos países civilizados, é uma das primeiras condições para a sua libertação. No mesmo grau que a exploração de um indivíduo é abandonada pelo outro, a exploração de uma nação será abandonada pela outra. Com o antagonismo entre as classes dentro da nação, a posição hostil das nações umas contra as outras estará caindo." ("Manifesto do Partido Comunista", edição em Português, edições Avante, 1997)

 Karl Marx e Friedrich Engels ensinam:


"Por causa do facto que a situação dos trabalhadores de todos os países é a mesma, porque os seus interesses, os seus inimigos são os mesmos, portanto, eles também devem lutar juntos, e por isso têm de se opor à confraternização da burguesia de todas as nações, pela confraternização dos trabalhadores de todas as nações." (Ibid., edição em Português)


Lenine ensina:


"Esta unidade dos trabalhadores de todos os países é uma necessidade, e isso é causado pelo domínio da classe capitalista sobre os trabalhadores, que não se limita a um único país. O domínio do capital é internacional. É por isso que a luta dos trabalhadores de todos os países pela sua libertação só pode ser bem sucedida se os trabalhadores comummente reprimirem o capital internacional." (Lenine, Volume 2, página 101/102, traduzido de versão em Inglês a partir do original em Alemão)


O Marxismo-Leninismo ensina não só que a libertação do capitalismo mundial é internacional, mas também a construção do socialismo e, finalmente, o comunismo.
O Estalinismo-Hoxhaismo ensina que a liberação mundial do capitalismo mundial é impossível sem a consciência revolucionária mundial do proletariado mundial sobre a sua luta de classes, bem como com o objectivo global de destruição do capitalismo como com o objectivo global de criação de comunismo mundial. Pelo contrário, o comunismo mundial é impossível sem a liberação mundial do proletariado mundial, sem o objectivo da luta de classes mundial para a abolição da inevitabilidade da regeneração, da restauração de todas as formações de classe, sem luta de classes global de proletariado mundial pela comunidade mundial sem classes.


Depois de ter conseguido uma ideia geral do carácter mundial do comunismo por algumas citações de Marx, Engels e Lenine, podemos agora voltar-nos para o Estalinismo, a doutrina da transição do socialismo para o comunismo na União Soviética:

O Estalinismo é o Marxismo-Leninismo, no período da transição do socialismo para o comunismo em um país "único" em particular. O Estalinismo é o Marxismo-Leninismo no período de transição do socialismo num país "único" para o segundo período do socialismo, em geral - para o socialismo mundial.


Na teoria económica de Estaline, as relações de produção desempenham o papel mais importante e decisivo na transição para o comunismo. O desenvolvimento das relações de produção decidem se as forças produtivas socialistas se desenvolvem mais poderosamente ou se vegetam, se atrofiam ou degeneram. O Estalinismo ensina que o socialismo em um país "único" não pode sobreviver sem o desenvolvimento permanente das relações da sua produção de acordo com o crescimento permanente das forças produtivas.


O Estalinismo ensina:


Se as relações socialistas de produção não forem transformadas gradualmente em relações de produção comunistas, em seguida, o socialismo nunca se pode desenvolver em direcção ao comunismo, pelo contrário, o socialismo retorna ao capitalismo inevitavelmente.

O Estalinismo ensina:


Adorar a omnipotência de elevar as forças produtivas (o slogan dos revisionistas modernos) não leva ao comunismo, mas leva pelo contrário à restauração do capitalismo.
O Estalinismo ensina:


As relações de produção comunistas não se desenvolvem num salto qualitativo, ou seja, as relações de produção comunistas não podem ser alcançadas "sobre as ruínas" das relações socialistas de produção. Elas serão gradualmente substituídas no processo de desenvolvimento futuro. Em primeiro lugar: Sem relações socialistas totalmente desenvolvidas de produção, não há relações de produção comunistas.

E em segundo lugar, não há comunismo se as relações socialistas de produção não são gradualmente substituídas por comunistas.


A transição qualitativa das relações socialistas ás relações comunistas de produção é feito por uma acumulação progressiva de elementos da nova qualidade Comunista, e, por conseguinte, por um "afilamento" gradual de tais elementos de relações socialistas de produção que se tornaram prejudiciais para o crescimento e estão ultrapassadas - em suma: que não atendem a um maior progresso da sociedade.


O Estalinismo ensina:


Sem luta de classes, sem a liderança comunista política da classe operária e do seu partido para promover o desenvolvimento das relações de produção comunistas a partir das velhas relações de produção socialistas, sem luta contra a restauração do capitalismo, a sociedade socialista em um país “isolado” não pode avançar para a sociedade comunista num país “isolado”. Há uma forte resistência dessas forças obsoletas, contra as quais as leis económicas recém-descobertas devem ser aplicadas.


Os trabalhadores comunistas sempre foram adversários da inadequação de meras revoluções políticas (utópicas), bem como os oponentes das deficiências dos meros aumentos de produtividade (economicistas) - incluindo a transição para o comunismo num país "isolado".


Consideramos que os representantes da "esquerda" oportunista foram meros propagandistas políticos na URSS no momento em que a base económica para isso ainda era ainda inadequada. Enquanto isso, os representantes oportunistas de direita do mero aumento da produção ascendiam ao poder no momento em que as relações socialistas de produção começaram a ser inadequadas. Se a transição para o comunismo se tornasse séria e num movimento real, que é liderada pela classe trabalhadora e apoiada pelos trabalhadores, então o movimento do antigo socialismo degenera num movimento de estratos regressivo a partir do qual, inevitavelmente, a nova burguesia Soviética foi gerada, se a força propulsora da transição para o comunismo digere a resistência daquelas fileiras da influência regressiva. Os obstáculos dessas forças que sobreviveram à sua finalidade devem ser lançados fora pela classe trabalhadora, que decidiu dar um passo adiante para o comunismo. Então eles têm que impedir o surgimento de uma nova aristocracia do trabalho. Somente as classes regressivas que sobreviveram têm interesse em preservar as relações socialistas antigas de produção no decorrer de sua substituição por relações de produção comunistas. Se a classe trabalhadora não abandona - passo a passo - todos os restos das velhas relações de produção socialistas, então ela própria cria um terreno fértil para a restauração do capitalismo, por forças revisionistas que se esforçam para a restauração da classe antagónica – a sociedade sob o domínio da nova burguesia Soviética. Dessa forma, a força motriz da economia política se transforma num freio espontâneo para a transição para o comunismo e a economia socialista degenera no economicismo burguês. O comunismo não é simplesmente a produtividade do "apêndice" do socialismo, mas, pelo contrário, as relações comunistas mudaram de produção, criam as condições para um tal nível de forças produtivas, de modo que a transição para um estilo de vida da sociedade comunista pode ser alcançado. Este é um acto político consciente e não um economista, anárquico de 'automatismo'. O socialismo perfeito deixa a sua fase de transição para o comunismo assim que for o momento - e num país "único" isto é impossível sem luta de classes internacional. No entanto, também em países individuais sem as aspas, isso não se vai fazer sem luta dos opostos entre as forças revisionistas e as forças revolucionárias.


O Estalinismo defende geralmente a doutrina do carácter militante da transição para o comunismo, não importa se num país "único" ou em um único país (sem as aspas).

"A utilização de leis económicas numa sociedade de classes baseia-se sempre na classe, em que esta aparece sempre e em toda a classe avançada que carrega a bandeira da utilização das leis económicas no interesse da sociedade, enquanto as classes agonizantes tomam as posições do inimigo." (Estaline, Ibidem, página 60, traduzido de versão em Inglês a partir do original em Alemão)


Só nos podemos mover para o comunismo, se as relações de produção de mudança da sociedade socialista estiverem em conformidade, ou seja, se as forças produtivas e relações de produção estiverem em conformidade, se as relações de produção socialistas são libertadas de seu papel em conter as forças de produção, passando para as relações de produção comunistas, para atender, assim, o seu papel como força condutora das forças produtivas comunistas. Quais são as lições da "lei económica do cumprimento das forças produtivas e das relações de produção" de Estaline?


Fora de toda a formação anterior da sociedade de classes, surge a seguinte formação da sociedade de classes através do processo revolucionário da restauração do cumprimento destruído entre as forças produtivas e as relações de produção.


No entanto, a natureza especial da conformidade entre as forças produtivas e as relações comunistas da produção reside no facto de que com o acordo comunista finalmente termina a instabilidade destrutiva do ciclo de não-conformidade para o cumprimento e vice-versa - como é característico da actividade do direito económico em toda a história de todas as formações de classe antagónicas da sociedade, de forma irrevogável. A luta bem sucedida pelo acordo comunista entre forças produtivas e relações de produção é necessário para a transição da sociedade não-antagónica de classe socialista para a formação da sociedade sem classes.


Será que isso significa que o direito económico arcaico deixou de ser válido? Ou será que isso significa que ele será substituído por um novo? Nem uma coisa nem outra.

Há apenas um e o mesmo direito económico e age objectivamente, e, portanto, bastante independente da vontade do povo.


Consequentemente, você não pode nem ao menos "abolir" a lei económica nem "substituir" – pois como disse Estaline - a lei do cumprimento das forças produtivas e relações de produção permanecerá em vigor enquanto o povo produzir a fim de se reproduzir - independentemente de qual a natureza da formação da sociedade.
Pelo contrário, a lei económica, activa em tempos de comunismo, se depara com condições tão vantajosas que - nunca mais – ela será amaldiçoado para passar por todas as "torturas" causadas
​​por guerras, crises e até mesmo revoluções. Então quer dizer: ao longo de milhares de anos de luta de classes continua a lei económica que sempre foi forçada a passar através de sua enorme provação. A sociedade sem classes do comunismo define finalmente é livre todas as forças da lei económica, de modo que possa exercer seu pleno efeito para a prosperidade da humanidade.


O Estalinismo ensina que o comunismo é o mestre da lei económica.


Por outras palavras:


O comunismo mundial significa que o cumprimento das forças produtivas e relações de produção é de tal funcionalidade global, que nunca será novamente impedido, interrompido e preocupado com a luta das classes.


Na verdade, a luta de classes das classes revolucionárias tem sempre a certeza de superar a não-conformidade com a criação de uma nova formação da sociedade, mas da luta de classes fazem-se sempre novas não-conformidades enquanto existirem classes. Isso significa que: sob condições de relações de classe da sociedade não é capaz de revogar a inevitabilidade da desordem da funcionalidade do direito económico.

As relações de classe são sempre o motivo do ciclo de instabilidade permanente e da mudança da estabilidade da actividade do direito económico.


Quanto mais uma revolução acabou por ser incompleta na história, mais difícil foi para as classes revolucionárias superarem a não-conformidade entre forças produtivas e relações de produção da velha sociedade de classes.


Podemos provar isso pelo exemplo de muitos países, mesmo na maioria desses países, onde as classes revolucionárias não foram capazes de alterar as relações de classe da antiga formação da sociedade completamente e suficientemente.


Só em caso de destruição de longo alcance da antiga ordem das classes exploradoras e opressoras foi possível remover radicalmente o não cumprimento para dar á economia das novas formações de classe impulsos necessários à sua florescente construção da nova formação de classe da sociedade.


O que isso significa no que diz respeito à construção do comunismo mundial?

Isto significa que:


Quanto mais uma sociedade comunista consegue perceber a conformidade entre as forças produtivas e as relações de produção comunistas, mais rápido e mais eficaz o progresso da economia comunista será. Isso é impossível sem qualquer luta e esforços enormes. O direito económico só é tão eficaz quanto a actividade da sociedade que domina a lei económica.

A transição para o comunismo é impossível", enfatizou Estaline "se não deixamos de ser válidas circunstâncias tais como a propriedade do grupo colectivo, a circulação de mercadorias, etc." (Estaline, Problemas económicos do socialismo na URSS, Moscovo, 1952, edição em Português)


A existência de duas classes não-antagónicas de trabalhadores e agricultores é devida à existência de duas formas diferentes de propriedade socialista. As classes só desaparecem se a propriedade dos kolkhozes for elevada ao nível da propriedade geral estatal. O Estalinismo considera irreconciliável a manutenção da circulação de mercadorias com a perspectiva da transição do socialismo ao comunismo. Sob o comunismo, não há mais mercadorias, mas apenas produtos, não há circulação de mercadorias, mas a troca de produtos, os bens não são comprados e vendidos no mercado, no entanto, os bens produzidos serão compartilhados entre os produtores. O socialismo se torna um obstáculo no caminho para o comunismo, se ele deixa de ser uma primeira fase por tempo limitado do comunismo, se o considerarmos como uma dimensão auto-suficiente, se esgota em um estágio final de desenvolvimento social. Se você mantiver as velhas formas socialistas no novo conteúdo comunista - em vez de remover e trocá-las - se você não criar novas formas comunistas adequadas para o novo conteúdo comunista, então você destruirá ainda mais o desenvolvimento do comunismo. Qualquer atraso ou (vice-versa) pressa no processo de transição do socialismo ao comunismo causa danos sensíveis e podem causar até mesmo a restauração do capitalismo - como realmente aconteceu após a morte do camarada Estaline.


O que o Estalinismo ensina sobre a relação entre socialismo e do comunismo na União Soviética aplica-se também à relação do socialismo e do comunismo á escala mundial. E mesmo se o socialismo em um país "único" não se transforma, finalmente, em um país socialista mundial, então a restauração capitalista é inevitável porque o socialismo só é garantido numa escala global.


O Estalinismo, a doutrina da transição garantida do socialismo ao comunismo num país “isolado”, foi sempre baseado nos ensinamentos internacionalistas do Marxismo-Leninismo sobre a necessidade do estabelecimento da ditadura mundial do proletariado. Se Lenine nos ensinou a não esperar pela vitória da revolução mundial para começar a construção do socialismo na Rússia, Estaline nos ensinou a não esperar pelo estabelecimento da ditadura do proletariado mundial para começar a transição do socialismo ao comunismo (desde que todos os factores objectivos e subjectivos já estejam preenchidos).

O Estalinismo - é o desenvolvimento da doutrina Marxista-Leninista da economia política de transição para o comunismo, em particular.


O Estalinismo ensina:


"Para preparar uma transição real, e não meramente declarativa para o comunismo, pelo menos três pré-condições básicas devem ser atendidas: Em primeiro lugar.


Na primeira, é necessário garantir a organização não nebulosa e "racional" das forças produtivas, com um aumento constante na produção de meios de produção. Um crescimento preferencial de produzir meios de produção não só é necessário porque eles têm que fornecer tanto as próprias fábricas como as fábricas de todos os ramos da economia nacional com equipamentos, mas também porque nenhuma reprodução ampliada pode ser realizada sem ele.


Em segundo lugar, é necessário, por transições graduais - que devem ser benéficas para as fazendas colectivas, e, consequentemente, para toda a sociedade - ir aumentando a propriedade dos kolkhozes ao nível da propriedade geral estatal e substituindo a circulação de mercadorias, também por meio de transições graduais através de um sistema de troca do produto, de modo que uma autoridade central ou qualquer outra central socio-económica possa colectar os dados do valor total da produção social , no interesse da sociedade. (...) Por isso, a tarefa é resolver essas contradições [entre forças produtivas e relações de produção - nota do editor] pela transformação gradual da propriedade dos kolkhozes em propriedade geral estatal e pela - também a ser realizado gradualmente - introdução de troca do produto, que deve substituir a circulação do produto. Em terceiro lugar. Em terceiro lugar, é necessário alcançar um crescimento cultural elevado tal da sociedade, o que garante a todos os membros da sociedade o desenvolvimento universal das suas capacidades físicas e mentais, de modo que os membros da sociedade possam receber uma educação que é suficiente para deixá-los tornar-se participantes activos do desenvolvimento social e para que se possam decidir livremente por uma profissão e não em virtude da divisão de trabalho existente em que decidem ligar-se a uma determinada profissão. Seria errado supor que um crescimento cultural dos membros da sociedade poderia ser alcançado sem mudanças sérias na actual situação dos trabalhadores. Para esta finalidade, em primeiro lugar, o dia de trabalho deve ser reduzido, pelo menos até 6 horas e, em seguida, também até 5 horas. Isso é necessário para que os membros da sociedade terem tempo livre suficiente, uma vez que é necessário obter uma educação integral. Para este fim, além disso, é necessária a introdução do ensino politécnico obrigatório, que é necessário para permitir que os membros da sociedade possam escolher a sua profissão livremente, de modo que eles não estão vinculados a uma profissão específica para toda a sua vida. Para isso, também é necessário melhorar as condições de habitação a partir do zero e dobrar o salário real dos trabalhadores e empregados, se não mais. Isso tem que ser feito, tanto por meio de aumento directo no salário em dinheiro, em primeiro lugar, como por mais reduções sistemáticas nos preços dos bens de consumo. Estas são as principais condições para a preparação da transição para o comunismo. Somente pela conclusão de todos essas condições na sua totalidade, continua a haver a esperança de que o trabalho aos olhos dos membros da sociedade em mudança possa deixar de ser um fardo para se tornar na “primeira necessidade da vida" (Marx), que o "peso do trabalho se torne num prazer" (Engels) e que a propriedade social seja considerada por todos os membros da sociedade, como a base inabalável e inatacável de existência da sociedade. Só através do cumprimento de todos estes pré-requisitos na sua totalidade é que você vai seguir em frente a partir da fórmula socialista "De cada um segundo as suas capacidades, a cada um segundo a sua obra" para a fórmula comunista "De cada um segundo as suas capacidades, a cada um segundo as suas necessidades." Esta será a transição fundamental da economia, a economia do socialismo, para outra economia mais elevada, a economia do comunismo." (Estaline, Problemas Económicos do Socialismo na URSS, Moscovo, 1952, edição em Português)


"O princípio do comunismo consiste numa sociedade comunista, em que todos trabalham de acordo com sua capacidade e recebem os meios de consumo não pelo trabalho que tenham feito, mas de acordo com as necessidades que eles têm como uma pessoa desenvolvida cultural. Isso significa que o nível cultural e técnico da classe trabalhadora cresceram o suficiente para ultrapassar da contradição entre o trabalho físico e mental. Isto significa, mais uma vez, que a contradição entre o trabalho físico e mental já desapareceu, e que a produtividade do trabalho chegou a tal um nível que pode garantir bens de consumo em abundância, em que a sociedade tem a capacidade de compartilhar esses bens de consumo segundo as necessidades dos seus membros." (Estaline, Volume 14, p. 32 – 46, traduzido de versão em Inglês do original em Alemão)


Pela sua produção comunista, os humanos comunistas agir não apenas sobre a natureza para desenvolver as suas forças produtivas, mas também sobre os outros. Eles se relacionam entre si como comunistas. Na sociedade comunista todo o mundo é comunista como algo natural! As pessoas produzem como comunistas se elas interagem de uma forma comunista e compartilham as suas actividades comunistas. A fim de produzir, elas se encontram em ligações e relações comunistas, e somente dentro destas conexões e relações comunistas que actuam sobre a natureza eles desenvolvem as suas forças produtivas e recebem produtos comunistas. A produção do sistema comunista é baseada precisamente no desenvolvimento correspondente de ambos os lados das forças produtivas e relações de produção comunistas. Mesmo na sociedade comunista a contradição entre forças produtivas e relações de produção ainda existem e as pessoas comunistas têm de lidar com elas. A produção comunista segue a sua própria lógica dialéctica. Estaline ensina que o socialismo está apenas maduro para o comunismo se reuniu pelo menos três pré-requisitos acima mencionados. Na conversa com a primeira delegação de trabalhadores Norte-Americanos, em 9 de Setembro de 1927, Estaline deu uma caracterização completa da sociedade comunista. Ele disse:


"Se quisermos descrever brevemente a anatomia da sociedade comunista, será uma sociedade:
a) em que não haverá propriedade privada dos meios de produção, mas apenas uma propriedade social, colectiva dos meios de produção;

b) em que não haverá classes nem poder do Estado, mas criadores da indústria e da agricultura que serão geridos economicamente como a livre associação dos trabalhadores por si mesmos;

c) em que a economia está organizada de acordo com um plano - com base na mais avançada tecnologia na indústria e na agricultura;

d) em que não haverá nenhum antagonismo entre a cidade e o campo, entre a indústria e a agricultura;

e) em que os produtos são distribuídos de acordo com o princípio dos antigos comunistas Franceses: 'De cada um de acordo com as suas capacidades, a cada um segundo as suas necessidades";

f) em que a ciência e a arte estão em condições tão favoráveis ​​que elas verão a fruição plena;

g) em que a personalidade será verdadeiramente livre de preocupações sobre o pedaço de pão e da necessidade de se conformar com os "grandes poderes deste mundo;

Em relação às condições internacionais [sublinhado pelo Comintern (EH)], que são necessárias para o triunfo completo da sociedade comunista, que terá como resultado em crescimento as crises revolucionárias, e as acções revolucionárias da classe trabalhadora nos países capitalistas."


"Ao expandir a esfera de acção na maioria dos países do mundo, o Estado vai morrer. A propriedade geral estatal, portanto, não é coberta pelo Estado mais, o qual morre, mas pela própria sociedade, na forma de seu principal órgão central centro económico." (Estaline, Problemas Económicos do Socialismo na URSS, Moscovo, 1952, edição em Português)


A teoria económica do Estalinismo traduz-se numa escala global e implica, portanto, que a sociedade do mundo cria o seu órgão central, sem liderança económica do estado. A propriedade mundial, ou seja, a propriedade comum de todos os povos, em seguida, morre assim como o estado mundial.

Sem propriedade – não há estado. E sem estado – não há propriedade.

O principal órgão central económico da sociedade comunista mundial opera sem propriedade, sem dinheiro, sem impostos, etc., etc.


A propriedade neste planeta não existia desde o início e não vai existir para sempre. Assim como propriedade apareceu, ela vai desaparecer também.


O Estalinismo-Hoxhaismo descobriu a forma histórica mundial do desenvolvimento da propriedade. O caminho do seu desenvolvimento é conhecido antes de ser privada no capitalismo. A propriedade tinha de se tornar privada para se tornar propriedade do Estado. A propriedade estatal tem de se tornar propriedade mundial... antes que esteja "madura" para tornar-se inútil, supérflua - para a sociedade comunista.

O comunismo mundial - é a definição de uma tal sociedade mundial, que se libertou com sucesso a partir da inevitabilidade da propriedade que dividiu as antigas formações da sociedade de classes. O comunismo mundial é a sociedade mundial sem propriedade dos sem propriedade.


Hoje, o socialismo não pode prescindir de métodos de produção globalizada, não pode prescindir de divisão internacional do trabalho, etc., etc. As antigas relações de produção do socialismo em um país "único" que tiveram que ser construídas contra o capitalismo mundial não são o mesmo que as relações de produção dos futuros países socialistas mundiais (sem aspas) que estão crescendo pelo sistema socialista mundial.

Essa é a razão pela qual você não pode resolver a questão da propriedade como tinha de ser resolvida no tempo do Estaline. Esta questão só pode ser resolvida numa escala global. No entanto, nós não podemos abandonar os ensinamentos de Estaline. Em relação à solução da globalização socialista, há alguns paralelos valiosos com a antiga União das Repúblicas Soviéticas em 1922, que ainda hoje é indispensável para a criação da União dos futuros estados socialistas mundiais e, portanto, são apropriados e aplicáveis
​​para o estabelecimento de relações socialistas globalizadas de produção. Estaline ensina:

"Se o capital, a propriedade privada e a exploração separam todas as pessoas, se as dividem em campos opostos hostil - como um exemplo: a Grã-Bretanha, França e até mesmo esses pequenos estados de nacionalidades como a Polónia e Jugoslávia - com seus conflitos nacionais internas antagónicos, que destroem a base desses próprios Estados - se, digo eu, ali, no Ocidente, onde a democracia capitalista prevalece e onde os Estados são baseados na propriedade privada, que estimula a luta nacional, lutam contra toda a fundação do estado, é aqui, no mundo dos Soviéticos, onde o poder não se baseia na propriedade privada, mas sobre a propriedade colectiva, onde o poder não está baseado na exploração do homem pelo homem, mas na luta contra essa exploração, por isso é por natureza contrário ao próprio Estado, o que estimula as massas trabalhadoras, naturalmente, a procurar a unidade numa família socialista." (Estaline, Collected Works, Volume 5, página 132, traduzido de versão em Inglês do original em Alemão)


Assim como as repúblicas Soviéticas na época celebravam contratos entre si sobre as suas relações de propriedade comum, os futuros estados socialistas mundiais também podem celebrar contratos entre si enquanto estados socialistas mundiais que se uniram numa união mundial socialista. Com isto, compartilhamos a esperança de Estaline:


"Esperemos, camaradas, que vamos construir - através da formação da nossa República Federal - um baluarte seguro contra o capitalismo internacional, que o novo estado será um novo passo importante para a unificação dos trabalhadores de todo o mundo para formarem a República Socialista Mundial dos Sovietes." (Ibidem, página 137). Estaline descreveu a Federação Soviética como uma "vanguarda da revolução mundial." Temos de nos tornar conscientes sobre o significado pleno da União Soviética como a vanguarda da revolução mundial!


Estamos convencidos de que a União Soviética ganhou o seu nome correctamente e queremos garantir que a União Soviética de Lenine e Estaline continua a reter o nome correctamente, ou seja, o facto de que o camarada Estaline queria subordinar a URSS ao serviço da União Mundial dos futuros estados socialistas mundiais. E, assim, com a criação da União Mundial dos estados socialistas mundiais, também se irá resolver a questão da propriedade do proletariado mundial.


Pretendemos transformar a propriedade do povo na sua propriedade global conjunta, de modo que os povos compartilhem a sua propriedade através da formação da sua propriedade mundial comum dos meios globais de produção - com o objectivo final para tornar a propriedade supérflua de todo - em todos os lugares da Terra. No mundo perfeito do comunismo mundial, os proprietários serão substituídos pelo mundo sem propriedade, mas não da mesma forma que antes, por razões de carência e pobreza, mas por causa das fontes transbordantes de riqueza de cada ser humano. Por outras palavras, a humanidade tornou-se tão rica que todos podem desfrutar plenamente do "luxo sem propriedade".

Tudo o que aconteceu na URSS sob Lenine e Estaline estava subordinado à luta do capitalismo mundial para esmagar a meta internacionalista do comunismo. Este é o verdadeiro núcleo do Estalinismo. O Estalinismo é simplesmente uma questão do comunismo mundial. E isto significa: Resolver os problemas económicos do socialismo na URSS, resolver a transição para o comunismo na URSS não era uma questão dos seus próprios assuntos, mas uma questão de avanço em direcção ao comunismo mundial. Estaline estava sempre consciente sobre o facto de que a solução dos problemas da URSS significa um passo em frente para o socialismo mundial, e vice-versa: O futuro do socialismo mundial garantiria a própria posição da URSS, ajudaria a derrotar e a destruir o cerco capitalista mundial. Assim, Estaline estava sempre consciente sobre a interdependência entre o sucesso da URSS e o do futuro socialismo mundial. E fazer tudo o que é possível para garantir que os problemas do socialismo num país "único" pudessem ser resolvidos bem e rapidamente a uma escala global é exactamente o que o Estalinismo nos ensina sobre o estabelecimento do campo socialista mundial.


A aplicação globalizada do direito económico é a mais ideal e a mais elevada forma da sua utilização. Só pela sua aplicação global a transição para o comunismo mundial será bem sucedida. Então, o comunismo mundial só é possível se houver tais países socialistas desenvolvidos no futuro mundo socialista. A União Mundial deve prover uma ajuda recíproca para criar uma base económica comunista como um todo global. O comunismo mundial não é alcançado por nenhum país sozinho, mas este é um processo global em que todos os países têm geralmente a sua parte.


Vamos dar como conclusão o capítulo seguinte do programa da Internacional Comunista em 1928:


"O principal objectivo da Internacional Comunista é o comunismo mundial:

O objectivo final pelo qual a Internacional Comunista se esforça é a substituição da economia mundial capitalista pelo sistema mundial do comunismo. A ordem social comunista, preparada por todo o processo de desenvolvimento histórico, é a única saída para a humanidade, porque só esta sociedade pode dissolver os antagonismos fundamentais do sistema capitalista que ameaça a humanidade com a degeneração e o declínio.


A ordem comunista elimina a divisão da sociedade em classes, ou seja, elimina a anarquia da produção, de todos os tipos e formas de opressão e exploração do homem pelo homem. No lugar das classes que lutam, os membros da associação dos trabalhadores unificados do mundo aparecem. Pela primeira vez na história, a humanidade tem o seu destino nas próprias mãos. Em vez de eliminar vidas humanas incalculáveis ​​e riqueza incalculável pela guerra das classes, pelas guerras dos povos, a humanidade usa toda a energia no desenvolvimento e melhoria do seu poder colectivo para lidar com as forças da natureza.


Uma vez que o sistema mundial do comunismo aboliu a propriedade privada, a produção social - de acordo com o plano - vai tomar o lugar das forças elementares do mercado mundial e do Estado da competição, o processo cego da produção social vai passar a estar de acordo com as necessidades da comunidade. Com a destruição da anarquia da produção e a concorrência desaparecem as crises devastadoras e as guerras ainda mais devastadoras. No lugar do gigantesco desperdício das forças produtivas e do desenvolvimento espasmódico da sociedade, a disposição ordenada ocorre em toda a riqueza material e dá-se um bom desenvolvimento da economia através do rápido desenvolvimento infinito, harmonioso das forças produtivas. A abolição da propriedade privada, o perecimento das classes remove a exploração do homem pelo homem. O trabalho deixa de ser a escravidão ao serviço do inimigo de classe. De um mero meio de vida passa a ser a primeira necessidade da vida. A pobreza desaparece, desaparece a desigualdade económica dos homens, a situação das classes oprimidas, a pobreza da sua existência material em geral, desaparece a hierarquia do povo na divisão do trabalho e, portanto, o antagonismo entre o trabalho físico e o intelectual, e, simultaneamente, todos os vestígios da desigualdade social entre os sexos desaparecem. Ao mesmo tempo, os órgãos de dominação de classe desaparecem, especialmente o poder do Estado. Como a personificação da dominação de classe, o estado morre na mesma extensão do desaparecimento das classes. Assim, gradualmente, tudo isto morre.


O desaparecimento das classes remove qualquer tipo de monopólio da educação. A cultura é a propriedade comum de todos e no lugar da ideologia de classe do passado, vem a visão do mundo científico – materialista de modo que qualquer domínio do homem sobre o homem é impossível, e abre novas possibilidades de selecção social e para o desenvolvimento harmonioso de todas as habilidades que estão latentes na humanidade. O desenvolvimento das forças produtivas é impedido por quaisquer barreiras para as actividades sociais. A sociedade comunista não tem a propriedade privada dos meios de produção, e não possui uma busca egoísta do lucro, não tem nem a ignorância artificialmente alimentada, nem a pobreza das massas que inibe o progresso técnico numa sociedade capitalista, nem as enorme despesas improdutivas. A utilização mais adequada de forças naturais e das condições naturais de produção de partes individuais do mundo, e a eliminação do antagonismo entre a cidade e o campo, que é o resultado da constante regressão da agricultura e da sua depressão técnica, uma mais extensa combinação de ciência e tecnologia, o trabalho de investigação e a plena utilização dos seus resultados para a sociedade, a organização planeada do trabalho científico, a introdução de métodos aperfeiçoados de recolha estatística e programação, a regulação da economia e, finalmente, o rápido crescimento das necessidades sociais, a unidade mais forte de todo o sistema, que garante o mais alto nível de produtividade do trabalho social e define imensas energias humanas livres para uma poderosa expansão da arte e da ciência. O desenvolvimento das forças produtivas da sociedade comunista é o aumento da riqueza de toda a humanidade e a maior redução possível na produção material deixando tempo livre para dedicar a um florescimento sem precedentes da cultura na história. Essa nova cultura pela primeira vez unirá a humanidade, que destruiu todas as fronteiras baseadas em relações claras e transparentes dos homens entre si. Irá, portanto, enterrar o misticismo e a crença, o preconceito e a superstição de todos os tempos e, assim, dar ao conhecimento científico um poderoso impulso. Esta fase superior do comunismo em que a sociedade comunista já se desenvolveu na sua própria base, em que - de mãos dadas com o desenvolvimento integral das pessoas - as forças produtivas sociais aumentam maciçamente, a sociedade já escreveu na sua bandeira o lema: "De cada um segundo as suas capacidades, a cada um segundo as suas necessidades.” O socialismo é o pré-estágio da sua condição histórica. O socialismo é o lugar onde a sociedade comunista começa a deixar cair a velha capa capitalista. Ela ainda sofre em todos os sentidos - economicamente, moral e espiritualmente - com as marcas de nascença da velha sociedade da qual ela surgiu. As forças de produção de socialismo ainda não foram desenvolvidas até ao ponto em que a distribuição de produtos do trabalho seria possível de acordo com as necessidades de cada um. A distribuição é um pouco sobre o desempenho. A divisão do trabalho, ou seja, a atribuição de funções de trabalho específicas a determinados grupos de pessoas ainda não foi ultrapassada, de modo que as contradições entre trabalho mental e intelectual ainda existem.


Apesar da retirada das classes, as sobras da antiga divisão de classes na sociedade ainda existem e, consequentemente, as sobras do poder do estado proletário, da sua força e lei ainda permanecem. Restam, portanto, ainda alguns resquícios de desigualdade que ainda não poderão desaparecer. A velha relação cidade - campo ainda não foi removida e ainda não superado. Mas todos esses remanescentes da velha sociedade não são mais protegidos e defendidos por algumas forças sociais. Uma vez que eles estão vinculados a um determinado estágio de desenvolvimento das forças produtivas, desaparecerão com a mesma intensidade com que a humanidade se submete às forças da natureza libertas das amarras da ordem capitalista. A própria humanidade educa, no espírito do comunismo, avançando do socialismo para o comunismo completo e concluído." (Programa do Comintern de 1928).


Marx e Engels tinham em mente a necessidade de um alto nível de padrão económico e tecnológico não só no que diz respeito ao início da revolução proletária mundial, mas especialmente relativamente á construção do socialismo mundial. Durante a Grande Revolução de Outubro, a Rússia estava longe deste elevado nível de desenvolvimento capitalista. Como Bolcheviques vitoriosos, o que deveriam eles, portanto, fazer com a conquista do poder proletário num país subdesenvolvido, com uma economia predominantemente rural? Eles fizeram a coisa certa: equiparam o socialismo com uma potência mundial económica. E este "milagre" é baseado nos fundamentos económicos do Estalinismo. O poder do Estalinismo é precisamente o facto de que o atraso económico foi não só ultrapassado com êxito, mas superou até mesmo o desenvolvimento económico dos países capitalistas em diversos ramos industriais. O poder militar mais desenvolvido do campo capitalista, o de Hitler, foi derrotado pelo poder militar socialista de Estaline, que foi baseado no alto nível de desenvolvimento económico da URSS. Estaline criou as condições económicas para o socialismo mundial, que Marx e Engels consideravam ser necessárias. O Estalinismo consiste nos ensinamentos do Marxismo-Leninismo num momento em que a União Soviética começou com a transição do socialismo para o comunismo, numa época em que o campo socialista mundial foi estabelecido.


Nada esteve mais perto do comunismo do que o Estalinismo. A transição para o comunismo num país "único" e o processo de transição para o comunismo mundial, portanto, não estão separados por uma grande muralha, mas formam um todo coerente, uma unidade, uma interdependência. As leis para a transição do socialismo para o comunismo num país "único" são – em geral – basicamente da mesma natureza que à escala global. Assim, as lições do Estalinismo na transição do comunismo para o comunismo mundial ainda são extremamente importantes e indispensáveis ​​para a sua realização prática. Hoje, na era da globalização, a tendência globalizante para o comunismo mundial aparece cada vez mais em primeiro plano, e nós sempre criamos melhores condições para assegurar que a transição para o comunismo não só é possível num "único" país, mas também é possível para o comunismo em todos os países, possível para o comunismo mundial. Esta é a mensagem mais importante do Estalinismo-Hoxhaismo de hoje. Uma das maiores contribuições para esse desenvolvimento foi, sem dúvida, feita pelo camarada Estaline, e essa foi a razão pela qual o Estalinismo teve que constituir o núcleo da resposta à pergunta:


Existe uma diferença entre o comunismo e o comunismo mundial?


A transição para o comunismo na União Soviética de Lenine e Estaline tinha atingido os seus limites pelo poder da colaboração entre o capitalismo mundial e o revisionismo moderno. A globalização do capitalismo mundial não significa nada mais do que o facto de que este atingiu os seus próprios limites. Uma competição alucinante entre o campo socialista mundial e o campo capitalista mundial como na época de Estaline, portanto, não será necessária novamente.


Com a revolução socialista mundial, os países aproximam-se de forma voluntária. Eles trabalham juntos economicamente, socialmente e politicamente para benefício de todos. As nações socialistas mundiais, portanto, as nações do sistema socialista mundial tornar-se-ão muito mais rapidamente homogéneas, pois isso teria sido possível para o campo socialista de Estaline. O socialismo mundial assume características comunistas de forma mais rápida e mais abrangente do que em comparação com os antigos países socialistas. As diferenças nacionais irão diminuir muito mais eficazmente, o que simplificará e reduzirá o caminho para o mundo comunista.


O Estalinismo-Hoxhaismo ensina hoje: A transição para o socialismo mundial não precisa nem da fase intermédia do socialismo totalmente construído num país "único" nem da fase intermédia da transição para o comunismo num país "único".


O Comunismo Mundial surge imediatamente a partir do Socialismo Mundial –


E o Socialismo Mundial surge directamente a partir do capitalismo mundial.


O capitalismo globalizado finalmente criou as condições para o pleno desenvolvimento do socialismo mundial, graças às quais a transição para o comunismo em todos os países do mundo, para o comunismo à escala mundial, se tornou possível.


 

 

 

 

 

 

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