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KARL MARX

“A Paris operária, com a sua Comuna, será para sempre celebrada como a gloriosa percursora de uma sociedade nova. A recordação dos seus mártires conserva-se piedosamente no grande coração da classe operária. Quanto aos seus exterminadores, a História já os pregou a um pelourinho eterno, e todas as orações dos seus padres não conseguirão resgatá-los. O verdadeiro segredo da Comuna residiu em ser essencialmente um Governo da classe operária, o produto da luta de classes dos produtores contra a classe dos expropriadores, a forma política por fim descoberta, pela qual se podia realizar a emancipação econômica do trabalho.” –

 

 

Karl Marx

A GUERRA CIVIL EM FRANÇA

 

 

Marx e Engels

sobre a Comuna de Paris

 

 

 

 

 

Lenin sobre a Comuna de Paris

 

“A memória dos combatentes da Comuna é exaltada não só pelos operários franceses como também pelo proletariado de todo o mundo, pois ela não lutou apenas por um objetivo local ou nacional estreito, mas pela emancipação de toda a humanidade trabalhadora, de todos os humilhados e ofendidos. Como combatente de vanguarda da revolução social, a Comuna obteve a simpatia onde quer que sofra e lute o proletariado. O quadro de sua vida e de sua morte, o exemplo de um governo operário que conquistou e reteve em suas mãos durante mais de dois meses a capital do mundo, o espetáculo da heróica luta do proletariado e seus sofrimentos depois da derrota, tudo isso têm levantado a moral de milhões de operários, têm alentado suas esperanças e têm ganho suas simpatias para o socialismo. O troar dos canhões de Paris despertou de seu profundo sono as camadas mais atrasadas do proletariado e deu em todas as partes um impulso à propaganda socialista revolucionária. Por isso não morreu a causa da Comuna, por isso segue vivendo até hoje em dia em cada um de nós. A causa da Comuna é a causa da revolução social, é a causa da completa emancipação política e econômica dos trabalhadores, é a causa do proletariado mundial. E neste sentido é imortal…” –

VLADIMIR LÊNIN

 

V. I. Lenine

Para  a Memória da Comuna

28 de Abril de 1911

 

 

 

 

A Comuna de Paris de 1871

 

I. Galkin

 

1946

 

 

 

No dia 18 de março de 1871, o mundo conhecia a Comuna de Paris, a primeira experiência de governo operário da história.
Foram poucas semanas de existência, a recém nomeada Comuna de Paris introduziu mais reformas do que todos os governos nos dois séculos anteriores combinados. Entre as medidas adotadas, tivemos a redução da jornada de trabalho, os sindicatos foram legalizado, a pena de morte foi abolida, instituiu-se a igualdade entre os sexos, o Estado e a Igreja foram separados, a Igreja deixou de ser subvencionada pelo Estado e os espólios sem herdeiros passaram a ser confiscados pelo Estado, o serviço militar obrigatório e o exército regular foram abolidos, etc.
O poder comunal manteve-se durante cerca de quarenta dias. Seu esmagamento revestiu-se de extrema crueldade, estimasse que mais de 20 000 communards foram executados pelas forças de Thiers.
Karl Marx, comentando sobre o trágico desfecho, afirmou: "A Paris dos operários de 1871, a Paris da Comuna será para sempre celebrada como a precursora de uma sociedade nova. A memória de seus mártires viverá, como num santuário, no âmago do coração da classe operária. Seus exterminadores, a História já os pregou a um pelourinho eterno e todas as preces de seus padres não bastarão para resgatá-los."

 

Os dias da Comuna

Bertold Brecht*

 

Considerando nossa fraqueza os senhores forjaram
Suas leis, para nos escravizarem.
As leis não mais serão respeitadas
Considerando que não queremos mais ser escravos.

Considerando que os senhores nos ameaçam
Com fuzis e com canhões
Nós decidimos: de agora em diante
Temeremos mais a miséria do que a morte.

Consideramos que ficaremos famintos
Se suportarmos que continuem nos roubando
Queremos deixar bem claro que são apenas vidraças
Que nos separam deste bom pão que nos falta.

Considerando que os senhores nos ameaçam
Com fuzis e canhões
Nós decidimos, de agora em diante
Temeremos mais a miséria que a morte.

Considerando que existem grandes mansões
Enquanto os senhores nos deixam sem teto
Nós decidimos: agora nelas nos instalaremos

 

*Extraído do texto "Os Dias da Comuna", de Bertold Brecht, tradução de Fernando Peixoto.

 

 

 

 

 

 

 

 

A vitória da Comuna de Paris

por Wolfgang Eggers