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Camarada Enver Hoxha, o PTA e o Socialista Albanês -

- Principal centro do movimento marxista-leninista mundial

o site do PCP (R) também está disponível

em alemão

 

 

EUROPA

 

 

RESOLUÇÃO POLíTICA
1975/1976 

 

 

 

 

 

Manifesto Programa da UDP
União Democrática Popular

3 de Janeiro de 1975

 

 

Resposta da UDP as recentes calunias e ataque do PCP

14 de Janeiro 1977

 

 

Um Ano de Edificação do Partido Comunista Português (Reconstruído)
Março de 1977


1ª Reunião Plenária do Comité Central sobre a edificação do Partido aprovado pelo
II Congresso do PCP (R)

 

Ernst Aust

em Lisboa

1977

Do discurso de saudação da delegação do Partido Comunista da Alemanha ML

Editado na revista: "Albânia Hoje", N.º 3, 1977

 

Documentos históricos do movimento mundial marxista-leninista do camarada Enver Hoxha

Telegrama do PCP (R)
por ocasião da morte do camarada Ernst Aust

31. 8. 1985 - 8.30h

( Hoje Eduardo Pires é um renegado! )

 

 

PCP (R)

Tal como o seu nome indica, o objectivo do partido era reconstruir o movimento comunista português, era expurgá-lo de toda a espécie de tendências revisionistas e oportunistas que infiltravam as classes trabalhadoras portuguesas. O PCP (R) foi o primeiro e, até este momento, o único partido político português que defendeu a Albânia Socialista e a luta anti-revisionista do PTA. O partido também seguia os ensinamentos de Enver Hoxha e honrava a herança de Estaline. O PCP (R) constituiu uma importante secção do Movimento Mundial Marxista-Leninista liderado pelo Camarada Enver Hoxha.


Em Janeiro de 1976, o Congresso fundador do PCP (R) enviou uma mensagem de saudações ao Comité Central do Partido do Trabalho da Albânia:


“O Congresso para a reconstrução do Partido Comunista Português gostaria de enviar as mais calorosas saudações ao PTA, ao seu grande líder, o Camarada Enver Hoxha e ao heróico povo Albanês. A Albânia Socialista é o país da ditadura proletária, é a luz que guia o socialismo na Europa. A sua luta corajosa e combativa contra o imperialismo internacional e contra o revisionismo constitui um grande exemplo para a defesa dos princípios Marxistas-Leninistas e para a defesa da causa do comunismo.



Desde os primeiros momentos da traição revisionista, o PTA sempre conseguiu erguer a bandeira da revolução sem se submeter a qualquer tipo de ameaças ou intrigas e ultrapassando todas as espécies de obstáculos. (…) A experiência do PTA é uma fonte inspiradora para os Marxistas-Leninistas portugueses na sua luta contra o imperialismo e o fascismo, (…) contra a traição revisionista e a sabotagem do movimento operário a partir do seu interior, contra a ideologia burguesa (…) e a favor da revolução popular e da edificação do socialismo no nosso país (…).


Em 1921, foi criada a vanguarda organizada da classe trabalhadora. Durante várias décadas, o PCP orientou a luta do povo português contra o fascismo e contra a exploração capitalista, contra o imperialismo e o colonialismo e a favor da democracia popular e do socialismo. O passado glorioso do PCP, os seus heróis e combatentes pertencem aos Marxistas-Leninistas e não á clique revisionista de Cunhal. O PCP (R) foi formado após 12 anos de luta contra o revisionismo moderno (…) (que) tentou extinguir o fogo revolucionário no nosso país (…). O PCP (R) dá continuidade ás tradições da luta de classes no nosso país e levanta bem alto o estandarte de Marx, Engels, Lénine e Estaline (…) o PCP (R) quer ser a força principal na concretização da missão histórica do proletariado português que consiste em preparar o caminho para a edificação do socialismo e do comunismo (…).”


No dia 6 de Março de 1976 (o 55º aniversário do PCP), uma delegação do PCP (R) deu uma entrevista á Rádio Tirana sobre: “A situação em Portugal e as tarefas presentes do PCP (R)”:


“O PCP (R) guia-se pelo Marxismo-Leninismo e as suas fileiras são compostas pelos mais corajosos combatentes proletários. O PCP (R) sublinha a tarefa essencial que cabe ao partido no que respeita á unificação do povo e á afirmação do papel dirigente da classe operária no contexto da luta revolucionária.


Portugal atravessa uma situação muito difícil. As massas têm de resistir a um inimigo que multiplicou as suas forças e que está pronto para tudo. Os representantes dos grandes monopolistas e do imperialismo internacional são guiados pelo Imperialismo Americano que deseja um regresso á antiga ditadura fascista. Entretanto, os preços sobem, os salários estão congelados, o desemprego afecta quase meio milhão de pessoas e o panorama geral revela uma grande pobreza. De maneira a conseguirem sair da crise económica, o governo está a pedir mais créditos aos capitalistas e aos revisionistas, o que só aumenta a dependência de Portugal relativamente a outros países. Nesta situação, o PCP (R) estabeleceu que a sua primeira tarefa é unir o povo português com o propósito de evitar o regresso do fascismo. Vamos lutar contra as políticas anti-populares da burguesia! Vamos defender a liberdade, a independência nacional e a vitória popular! Estes são alguns dos principais slogans do partido.


(…) o partido também aumentou a vigilância em relação ás actividades dos social-imperialistas soviéticos que estão em luta contra o imperialismo americano com o objectivo de conquistar posições dominantes na península Ibérica.

Nenhuma destas tarefas terá sucesso sem uma luta honesta contra a clique revisionista que ainda usa slogans socialistas para se infiltrar nas organizações de massas, para praticar a reconciliação das classes e para dividir o povo trabalhador. Os revisionistas enganam as massas através da ilusão de que a forma democrática do domínio capitalista pode resolver os seus problemas. A política dos revisionistas opõe-se directamente aos interesses do povo e esta é uma situação muito complicada porque dificulta a luta popular contra o inimigo.


O PCP (R)(…) desenvolve a luta ideológica contra o revisionismo através da imprensa do partido com o objectivo de educar as classes trabalhadoras (…). Além disso, o partido leva a cabo um trabalho diário para remover as influências revisionistas no interior das organizações de massas, sindicatos e cooperativas (…) este é um trabalho difícil que requer contactos com as massas, que requer uma dedicação firme á defesa dos interesses das classes trabalhadoras.


O propósito do partido é isolar a clique revisionista que está a enganar os elementos honestos envolvidos na luta revolucionária.”


O PCP (R) desenvolveu laços de amizade com todos os outros partidos Marxistas-Leninistas e recebeu muitas mensagens de saudações logo após a sua fundação. Essas mensagens de saudações vieram do Partido Comunista da Bolívia/ML, do Partido do Trabalho do Irão (Toufan), do Partido Comunista do Brasil, etc.


Por exemplo, o carácter internacionalista do PCP (R) evidenciava-se nas relações calorosas que o partido mantinha com o PC do Brasil. Numa declaração conjunta do PCP (R) e do Partido Comunista do Brasil intitulada “Os Partidos Marxistas-Leninistas fortalecem a solidariedade mútua”, ambos os partidos afirmavam que:


“As ligações entre os partidos Marxistas-Leninistas devem ser consolidadas de uma maneira internacionalista baseada na solidariedade mútua e na luta comum contra o capital monopolista, contra o imperialismo e a reacção. Os encontros entre os representantes dos partidos Marxistas-Leninistas constituem uma prova viva do carácter e da unidade internacional do Movimento Marxista-Leninista. (…) (Ambos os partidos) expressam a sua determinação em aprofundarem a cooperação mútua (…) de forma a estarem sempre na vanguarda das lutas revolucionárias das massas trabalhadoras e a orientá-las na direcção da revolução proletária.


O proletariado português deve saber que por detrás da sua fraseologia “comunista” e “revolucionária”, os revisionistas da clique de Cunhal não são mais do que traidores detestáveis, eles são lacaios da burguesia e do social-imperialismo soviético. A clique de Cunhal não tem nada em comum com o Marxismo-Leninismo, não tem nada em comum com a classe trabalhadora nem com as lutas dos povos Latino-Americanos. (…) as nossas fileiras estarão sempre na primeira linha da luta das massas trabalhadoras contra os regimes fascistas impostos pelo imperialismo Americano, elas combaterão sempre a favor da libertação dos povos.”


Em Agosto de 1976, o PCP (R) definiu as suas tarefas principais:


“Recentemente, teve lugar a 6ª Sessão Plenária do Comité Central do PCP (R). Este encontro caracterizou-se pelo sentido proletário da unidade e da responsabilidade e também pelo debate franco e aberto. A Sessão foi um passo em frente na consolidação do trabalho do partido e na liderança da luta das massas oprimidas. (…) Foi apontada a necessidade de estender as actividades a todo o país de forma a aumentar a influência do PCP (R) entre as massas de camponeses e a colocar o partido na linha de frente das suas lutas. O encontro lidou ainda com o trabalho que deve ser levado a cabo pelos membros do partido entre as mulheres e a juventude, porque estas duas secções da população constituem uma força decisiva da luta de classes

.


O Comité Central do PCP (R) realçou a importância da aplicação dos métodos do trabalho revolucionário de maneira a revolucionarizar as fileiras e a concretizar a proletarização de todas as organizações do partido. Isto contribuirá para aumentar a sua influência e fortalecerá o próprio partido (…).


(…) O Comité Central do PCP (R) também decidiu organizar a juventude comunista revolucionária, e expressou a convicção de que esta decisão será recebida com grande entusiasmo pelos operários, camponeses, estudantes e pela juventude do partido. Eles têm a oportunidade de criar rapidamente uma poderosa organização comunista da juventude constituída por milhares de jovens operários, camponeses e estudantes e contando com o apoio total das massas militantes da juventude portuguesa (…).”


No início do ano de 1977, no III Congresso do KPD/ML, o PCP (R) declarou que:


“ (…) O Partido Comunista Português (Reconstruído) é uma jovem secção do movimento comunista internacional. Após 12 anos de luta, ele foi novamente reconstituído em Dezembro de 1975 e irá agora realizar o se Segundo Congresso (…).




Durante os 12 meses da sua existência, o nosso partido fortaleceu-se: por um lado, pela luta contra o revisionismo moderno contra-revolucionário de Cunhal, o espírito comodista e o carreirismo das classes médias; por outro lado, o nosso partido está determinado em participar na acção política revolucionária e lutou constantemente de maneira a ganhar a confiança dos trabalhadores e das massas populares e a liderar a sua luta em direcção á revolução democrática popular, ao socialismo e ao estabelecimento da ditadura do proletariado (…).


Com o colapso da mais longa ditadura fascista da história da humanidade, Portugal mergulhou numa crise profunda. Muitas secções do povo estão envolvidas na luta revolucionária. Houve muitos factos positivos que foram consolidados pela acção da classe operária e do povo. O proletariado rural ocupou pela força as terras pertencentes aos grandes latifundiários, nas cidades o povo ocupou as casas dos ricos e a classe operária ocupou fábricas e expulsou os empresários fascistas.



Queridos Camaradas!


O internacionalismo proletário é um princípio intocável que é agora de importância vital para os Comunistas e para os povos do mundo. A crise do sistema capitalista, especialmente nas duas maiores e mais perigosas superpotências capitalistas que são os EUA e a URSS, está a intensificar a rivalidade e a competição e entre elas em todas as partes do mundo. Ao mesmo tempo, a luta revolucionária da classe operária e dos povos explorados e oprimidos está a recrudescer. Nestas condições, o objectivo comum dos nossos dois partidos consiste em fazer tudo o que for possível para fortalecer ainda mais a unidade do movimento comunista internacional na base dos princípios eternamente válidos do Marxismo-leninismo.”


Em 1977, o PCP (R) elogiou e apoiou a luta dos povos Latino-Americanos contra o fascismo e o imperialismo:


“Os partidos Marxistas-Leninistas tomaram conhecimento das notícias acerca do encontro multi-nacional das delegações dos partidos Marxistas-Leninistas da América Latina e da publicação da sua declaração conjunta. Eles dão as boas-vindas a este encontro dos partidos fraternais da América Latina com todo o seu coração e apoiam as conclusões e as teorias correctas que foram formuladas pelos partidos fraternais da América Latina e (…) avalia o encontro como sendo uma grande passo em frente no fortalecimento da unidade dos partidos Marxistas-Leninistas. Nesta ocasião, os partidos Marxistas-Leninistas reiteram a sua determinação em consolidar os esforços conjuntos para promover a solidariedade e a cooperação entre todos os partidos Marxistas-Leninistas na luta contra os seus inimigos comuns, a burguesia reaccionária e o imperialismo americano; o social-imperialismo soviético e o revisionismo moderno e a favor da vitória da revolução e do socialismo.


O Partido Comunista Português (Reconstruído) expressou a sua total solidariedade com a declaração conjunta dos partidos Marxistas-Leninistas da América Latina e qualifica essa declaração como um documento histórico. O progresso das forças revolucionárias em qualquer país requer o fortalecimento do partido Marxista-Leninista e a (…) solidificação do internacionalismo proletário (…).


O Partido Comunista Português (Reconstruído) qualifica o encontro dos Partidos da América Latina como uma acção de grande significado histórico para o movimento comunista e como um exemplo para os mais jovens partidos Marxistas-Leninistas (…).


A unidade dos Marxistas-Leninistas revolucionários do mundo é consolidada pelo encontro e pela declaração conjunta dos partidos fraternais da América Latina.


(…) o fortalecimento das ligações internacionalistas entre eles é muito importante Porque significa a consolidação de uma verdadeira cadeia de departamentos do proletariado revolucionário em luta aberta contra a hegemonia do imperialismo americano e contra os regimes fascistas que dominam quase todos os países da América Latina.”



Em Abril de 1977, o Comité Central do PTA enviou o seguinte telegrama ao Comité Central do Partido Comunista Português (Reconstruído):


“O Comité Central do PTA, (…) tomou conhecimento de que o Segundo Congresso do vosso partido está a realizar-se. (…) nós queremos expressar a nossa confiança de que o Segundo Congresso do Partido Comunista Português (Reconstruído) inspirado nos ensinamentos imortais de Marx, Engels, Lénine e Estaline será coroado com total sucesso. As vossas decisões devem seguir o caminho da luta revolucionária do vosso partido a favor dos interesses vitais da classe operária portuguesa e do povo trabalhador com o propósito de atingir o progresso social e o socialismo em Portugal; e contra o perigo fascista que ainda existe no país e que promove a exploração e a opressão pelo capital e pelo imperialismo americano.


O galante e patriótico povo português tem uma longa história de aspirações e de lutas pela liberdade e pela independência. Sob as condições da brutal ditadura fascista de Salazar, o povo português lutou pela libertação social contra a exploração fascista e contra a opressão provocada pela burguesia nacional. A batalha decisiva do povo português derrubou a ditadura fascista, mas o partido revisionista de Cunhal, lacaio do social-imperialismo soviético e agente da burguesia, está a tentar (…) afastar a classe operária portuguesa do caminho da revolução.


A fundação do Partido Comunista Português (Reconstruído) constitui um ponto de viragem na história das lutas revolucionárias do povo português. A classe operária portuguesa tem agora a sua vanguarda Marxista-Leninista, e em aliança com o proletariado rural e com as outras massas exploradas, a classe operária portuguesa luta pelo avanço da causa da revolução democrática e popular. Os proletários portugueses marcham com determinação em direcção aos seus objectivos mais elevados, o socialismo e o comunismo. A fundação do vosso partido é uma vitória considerável dos Marxistas-Leninistas sobre o revisionismo moderno e sobre os outros inimigos dos interesses da classe operária. A organização e a unidade dos verdadeiros Marxistas-Leninistas em redor do Partido Comunista Português (Reconstruído) e a denúncia da traição dos revisionistas modernos, dos Trotskistas e de todos os outros oportunistas constitui uma vitória não apenas para a classe operária portuguesa, mas também para a revolução mundial (…).


O PTA e o Partido Comunista Português (Reconstruído) mantêm relações de amizade. Os nossos partidos irmãos aprendem um com o outro e ajudam-se um ao outro, lutando lado a lado na mesma barricada da luta de classes contra as agressões e as políticas hegemónicas das duas superpotências, o imperialismo americano e o social-imperialismo soviético.


A participação da delegação do Partido Comunista Português (Reconstruído) no 7º Congresso do PTA em Novembro de 1976 foi uma expressão clara do internacionalismo proletário, da estreita amizade que une os nossos dois partidos irmãos e um grande encorajamento para os nossos comunistas e para os nossos povos.”



O PCP (R) insistiu sempre na luta contra as tendências revisionistas com base no internacionalismo proletário e no fortalecimento do Movimento Marxista-Leninista. Em Setembro de 1977, a “Resolução do 2º Plenário do Comité Central do Partido Comunista Português (Reconstruído) acerca da necessidade de consolidar a luta contra o revisionismo moderno” declarava que:


“Um dos aspectos mais importantes do trabalho dos partidos Marxistas-Leninistas consiste no seu esforço e na sua luta para desmascarar as actividades e as políticas traidoras e anti-populares dos partidos revisionistas, e para defender o Marxismo-Leninismo contra os ataques e as distorções dos revisionistas, promovendo assim a eliminação das influencias revisionistas no seio das massas trabalhadoras.


(…) o fortalecimento da luta contra a clique revisionista e burguesa de Cunhal com o propósito de a isolar das massas constitui uma das principais tarefas do partido. O PCP (R) (…) sabe que a luta contra o revisionismo é complexa, prolongada e requer muita força e energia da parte do partido revolucionário e da classe operária.


É dever do nosso Partido (…) agir como um poderoso movimento Marxista-Leninista e mostrar ás massas que o revisionismo não pode ser capaz de interromper a grande batalha que está a ser travada desde o tempo de Lénine. É dever do nosso partido publicitar os sucessos do Movimento Internacional Marxista-Leninista entre a classe operária Portuguesa e expor a degeneração burguesa das correntes e tendências que dividem o revisionismo actual.


O Comité Central do PCP (R) (…) está atento ao facto de que (…) o estudo do Marxismo-Leninismo e as ligações com as massas devem ser consolidados nos interesses da revolução proletária.


O Comité Central do PCP (R) destaca a tarefa (…) da defesa do Marxismo-Leninismo e do fortalecimento das ligações com a classe operária e com as massas no sentido de criar um movimento revolucionário forte e unificado (…) a nossa perspectiva é a conquista do poder político.”


Em Agosto de 1978, no seguimento da ruptura entre a China e a Albânia, o jornal “Bandeira Vermelha” [o órgão central do Partido Comunista Português (Reconstruído)], escreveu um artigo denunciando as acções criminosas dos revisionistas chineses em relação á Albânia Socialista:


“ (…) com o cancelamento dos contratos e da ajuda á Albânia, eles alinharam-se com os revisionistas Krushchevistas. (…) Mas apesar das dificuldades que eles causaram á economia Albanesa, eles não conseguirão deter o heróico povo albanês, unido em redor do PTA e liderado pelo Camarada Enver Hoxha, erguendo bem alto a bandeira do Marxismo-Leninismo e constituindo um exemplo para todos os outros comunistas. (…) a liderança chinesa, que segue o caminho da aliança com o imperialismo americano e com a burguesia, está a afastar-se da classe operária e dos povos progressistas de todo o mundo.


Os verdadeiros partidos Marxistas-Leninistas, incluindo o Partido Comunista Português (Reconstruído), estão do lado do PTA, apoiam a causa indestrutível de Marx, Engels, Lénine e Estaline e sairão vitoriosos da batalha contra o revisionismo. Nós aplicamos o internacionalismo proletário que se exprime concretamente no nosso apoio ao PTA e á Albânia Socialista (…). Com as suas acções criminosas, os líderes chinese não irão conseguir causar dificuldades inultrapassáveis ao povo Albanês nem irão conseguir impedir a edificação do socialismo na Albânia Socialista. Os novos revisionistas (…) não atingirão os seus objectivos através da ruptura económica.”


Durante o mesmo período, o jornal Albanês “Zeri i Rini” publicou as impressões da Delegação do Concílio Nacional da Associação da Juventude Comunista Revolucionária de Portugal que tinha visitado a Albânia Socialista a convite do Comité Central da Associação da Juventude da Albânia:


“Se a liderança chinesa insistir com as suas actividades traidoras, hostis, arbitrárias e anti-Marxistas contra a Albânia Socialista, nós apoiaremos solidariamente o povo Albanês, o PTA e a sua determinação em defender os princípios Marxistas-Leninistas. Nós combinaremos a nossa voz com as vozes poderosas de todos os outros Marxistas-Leninistas e de todos os povos revolucionários do mundo para condenar as acções arbitrárias daqueles que tentam por todos os meios aplicar uma linha anti-socialista e anti-Marxista, que tentam promover a reconciliação com o imperialismo e com a reacção sob o disfarce da “teoria dos três mundos”. (Neste texto, é possível notar não apenas a defesa da Albânia Socialista contra o imperialismo chinês, mas também o esforço no sentido da luta ideológica contra o Maoismo).


A nossa bandeira (…) é a bandeira da revolução e do socialismo, é a bandeira da libertação da classe operária, é a bandeira da ditadura do proletariado, do Marxismo-Leninismo e do internacionalismo proletário. (…) O que torna memorável a nossa visita á Albânia é o facto de que nós tivemos oportunidade de ver com os nossos próprios olhos como este país está a erguer heroicamente o estandarte do Marxismo-Leninismo. O internacionalismo proletário é cada vez mais forte (…).”


Em Setembro de 1978, o jornal “Bandeira Vermelha” também publicou um artigo intitulado “Uma nova luta pelo Marxismo-Leninismo”:


“O novo oportunismo está a tentar (…) disfarçar-se de maneira a evitar que o proletariado realize a revolução e a impedir a construção do socialismo, contribuindo assim para proteger o sistema capitalista explorador e opressivo. Estes novos oportunistas estão a seguir uma política pragmática e estão a promover a contra-revolucionária “teoria dos três mundos”. Esta teoria (…) não passa de uma teoria anti-Marxista-Leninista. A luta contra esta teoria é agora uma luta entre os princípios do Marxismo-Leninismo e o revisionismo. O PTA e o movimento comunista mundial opõem-se a esta pseudo teoria (…). Forjado na heróica luta de Libertação nacional, fortalecido na luta contra os inimigos imperialistas e revisionistas, o PTA revelou a tempo as actividades dos revisionistas Krushchevistas e liderou uma luta persistente contra eles. Por causa disso, foram exercidas fortes pressões e chantagens sobre o PTA e sobre o povo Albanês (…). As políticas seguidas pelos líderes chineses contra o PTA e contra o povo Albanês (…) são a prova da sua política reaccionária baseada também nas pressões e nas chantagens. O seu método é, em forma e conteúdo, o mesmo que foi utilizado pelos Krushchevistas nos anos 60 (…). Uma coisa é certa: as pressões contra a Albânia sofrerão uma derrota. O PTA é (…) um modelo de determinação inflexível na defesa do Marxismo-Leninismo e revela, com base em factos concretos e argumentos sólidos, as verdadeiras razoes por detrás da atitude hostil dos líderes chineses. Com as suas firmes posições Marxistas-Leninistas, o PTA está na linha da frente da luta contra todos os tipos de revisionismo moderno.”


Nós devemos notar que o PCP (R) não apenas propagou a luta contra o social-fascismo chinês no interior das suas fileiras, mas também a difundiu entre as massas trabalhadoras. Por exemplo, o Concílio Central dos Sindicatos Albaneses recebeu uma carta do povo trabalhador e revolucionário do sector da construção civil no distrito de Braga (em Portugal). A carta elogia e apoia as corajosas posições Marxistas-Leninistas da Albânia Socialista contra as acções despóticas, chauvinistas e anti-Marxistas dos líderes fascistas chineses:


“ (…) foi com uma profunda indignação que tomámos conhecimento da atitude dos líderes do Partido Comunista da China contra a Albânia Socialista. É óbvio que um tal acto de traição tem como objectivo afastar a Albânia do seu caminho revolucionário. Os líderes chineses querem restaurar o capitalismo na China e liquidar um verdadeiro país socialista como a Albânia. Todos os inimigos do socialismo agem da mesma forma: se são desmascarados, então agem sem qualquer tipo de escrúpulos, de uma maneira desrespeitosa e cancelam todos os compromissos (…) a Albânia aparece aos olhos dos trabalhadores de todo o mundo como grande país por causa da sua destemida determinação revolucionária.


Os trabalhadores portugueses olham para a Albânia Socialista hoje mais do que nunca. Possam os trabalhadores Albaneses continuar a marchar resolutamente em direcção ao socialismo. Os líderes chineses estão enganados se pensam que podem parar a luta revolucionária dos povos. (…) eles nunca conseguirão evitar o colapso do capitalismo e do imperialismo através do auxílio que eles dão á reacção mundial. Em nome dos trabalhadores das obras públicas do distrito de Braga, nós condenamos firmemente as acções traidoras levadas a cabo pelos líderes chineses contra o povo Albanês. Nós estamos em total solidariedade com o governo Albanês, com o PTA e com o seu grande líder, o Camarada Enver Hoxha. Em Braga, os trabalhadores da construção civil estão do lado dos trabalhadores Albaneses e apoiam a sua luta pela completa edificação da sociedade socialista.”


É claro que o P “C”P não gostou do facto de que um verdadeiro partido Marxista-Leninista estavam a crescer e a desenvolver-se, e para evitar isto, os revisionistas portugueses usaram a estratégia tipicamente revisionista que consiste em retratar os comunistas autênticos como “sectários” e “ultra-esquerdistas”. Para além disto, o PCP (R) condenou corajosamente a contribuição activa que os revisionistas portugueses deram para o colapso da reforma agrária e para a reabilitação dos latifundiários exploradores. O PCP (R) afirmou em 1976:


“As recentes medidas têm como propósito a devolução aos grandes latifundiários das propriedades abaixo de uma determinada dimensão. O Sindicato dos trabalhadores rurais (que é dominado pela linha revisionista de Cunhal) também apoiou esta lei.”


Infelizmente, o PCP (R) tinha uma fraqueza que iria acabar por ditar a sua posterior extinção. O calcanhar de Aquiles do PCP (R) consistiu em que o partido nunca conseguiu livrar-se completamente da influência do Maoismo. As influências Maoistas existiram no partido desde o início, mas com a ajuda dos ensinamentos Marxistas-Leninistas do Camarada Enver, o partido demarcou-se aparentemente do Maoismo e do social-imperialismo chinês. Por exemplo, durante a ruptura entre a Albânia e a China em 1978, o PCP (R) ficou do lado da Albânia. Infelizmente, este “anti-Maoismo” do PCP (R) provou ser apenas superficial e o partido começou-se a desintegrar no início dos anos 90, num processo que conduziria ao total desaparecimento do partido em 1992. É claro que não devemos esquecer que a ascensão do revisionismo Albanês e a consequente queda da Albânia Socialista nos anos 1991-1992 foram também factores externos decisivos que determinaram a morte do PCP (R).


Nós, Estalinistas-Hoxhaistas portugueses, devemos aprender com os erros do passado. Nós devemos reflectir acerca dos erros que levaram á liquidação do PCP (R) de maneira a nunca mais os repetirmos. Principalmente, devemos lutar ferozmente contra todo o tipo de tendências Maoistas que possam enfraquecer a consciência revolucionária dos verdadeiros elementos Marxistas-Leninistas.)



Actualmente, a principal tarefa no que respeita á continuação da trajectória revolucionária do PCP consiste em tirar as lições necessárias tanto das suas vitórias como das suas derrotas.


As duas principais lições são:


Em primeiro lugar:


O PCP ultrapassou vitoriosamente a degeneração causada pelos revisionistas modernos através da sua reconstrução pelo PCP (R) no início de 1976.


Em segundo lugar:


O PCP deve agora ultrapassar vitoriosamente a degeneração causada pelo neo-revisionismo através da reconstrução Estalinista-Hoxhaista.

De ambas as vezes, o PCP foi destruído pela pressão externa da burguesia e pela infiltração revisionista no sei do partido. A lição a tirar é clara: devemos evitar que isto aconteça pela terceira vez baseando-nos nas lições dos 5 Clássicos do Marxismo-Leninismo.


Uma das principais maneiras de evitar que a degeneração suceda pela terceira vez é erguendo a bandeira Marxista-Leninista do PCP (R).


A fundação do PCP (R) foi o momento mais significativo na gloriosa história do PCP e em toda a história da luta revolucionária do povo português. A classe operária portuguesa readquiriu a sua organização de vanguarda Marxista-Leninista. O PCP (R) lutou pelo avanço da revolução democrática em aliança com os camponeses e com todas as outras classes exploradas. O PCP (R) marchava resolutamente em direcção aos mais elevados ideais – o socialismo e o comunismo. A fundação do PCP (R) foi uma importante vitória dos Marxistas-Leninistas sobre o revisionismo moderno e sobre todos os outros inimigos da classe operária. A organização e a unidade dos verdadeiros Marxistas-Leninistas em redor do PCP (R) provou ser bem-sucedida na luta contra os revisionistas modernos, contra os Trotskistas e contra toda a espécie de oportunistas. Isto não foi apenas uma vitória para a classe operária portuguesa, mas foi também uma vitória para a revolução mundial.


Entre o PCP (R) e o Partido do Trabalho da Albânia - liderado pelo Camarada Enver Hoxha e no centro do Movimento Mundial Marxista-Leninista – estabeleceram-se ligaçoes fraternais. O PCP (R) também estabeleceu laços de amizade com todos os outros partidos Marxistas-Leninistas irmãos. Estes laços eram expressão do internacionalismo proletário, eles eram a expressão da unidade e da força do Movimento Mundial Marxista-Leninista do Camarada Enver Hoxha. A luta do PCP (R) constitui um guia indispensável do caminho que deve ser hoje seguido pelos Estalinistas-Hoxhaistas.


Entretanto, o P “C” P estava enterrado no processo degenerativo comum a muitos outros partidos revisionistas da Europa Ocidental. De facto, durante o fascismo, os revisionistas portugueses eram forçados a executar actividades clandestinas e ainda faziam um esforço para manterem uma certa fachada “revolucionária”. No entanto, após a Revolução dos Cravos e com o estabelecimento da “democracia” burguesa, eles aceitaram abertamente uma linha parlamentarista e legalista que exclui qualquer tipo de trabalho ilegal entre as massas. Esta foi também a linha seguida pelo Partido Comunista de França, pelo Partido Comunista de Itália, pelo Partido Comunista de Espanha, etc.… Estas tendências são já claramente perceptíveis na atitude adoptada pelo P “C”P relativamente ás greves dos trabalhadores imediatamente após a Revolução de Abril. No dia 30 de Maio de 1974, a Comissão Executiva do Comité Central do P”C”P fez uma declaração intitulada “O PC apela ao sentido de responsabilidade” na qual os líderes revisionistas portugueses afirmavam desonestamente que: “Nós denunciamos a colaboração dos elementos reaccionários e o apoio directo ou indirecto por parte de grupos de aventureiros e de esquerdistas que tentam provocar uma crise económica com o objectivo de destruir as conquistas democráticas.” Mas a quem é que os social-fascistas portugueses se estão a referir ao mencionarem os “aventureiros e esquerdistas”? Eles estão a referir-se aos trabalhadores como os condutores de autocarros que faziam greves para lutarem pelo seu salário, mas na visão do P “C”P “os condutores de autocarros desorganizaram o trânsito na capital e paralisaram a produção e o comércio.” Eles estão a referir-se aos padeiros que lutam e fazem greve, mas que são cinicamente denunciados pelo P “C”P como sendo culpados por prejudicarem “a alimentação dos trabalhadores e das famílias pobres” (nesta ocasião, os revisionistas portugueses ultrapassaram todos os limites no que respeita á hipocrisia e á demagogia. Só os lacaios dos capitalistas é que falam desta maneira!!!). Os líderes revisionistas portugueses expõem ainda mais a sua ideologia social-imperialista quando declaram que é necessário “prevenir os conflitos sociais, e as greves desorganizariam a produção, os transportes e o fornecimento de bens essenciais ao povo, o que poderia ser usado em favor da contra-revolução.” Concluindo, durante quase 50 anos de domínio fascista, os trabalhadores portugueses estavam proibidos de organizar greves. E agora, após o 25 de Abril de 1974, é PRECISAMENTE o P “C”P revisionista que proíbe os trabalhadores de fazerem greve!!!

No dia 1 de Junho de 1974, numa entrevista aos meios de comunicação da RDA intitulada “Os comunistas têm a confiança da classe operária”, Cunhal afirmou que: “Nós pensamos que neste momento, uma nova onda de greves, (…) ANTES de todos os outros meios de negociações serem tentados, serviria interesses que não corresponderiam aos dos trabalhadores.” Esta afirmação é uma prova clara da horrenda ideologia social-fascista que Cunhal praticava. Afinal, como é que as greves dos trabalhadores podem ser perigosas para os próprios trabalhadores?!!! Por um lado, Cunhal “defende” o direito dos trabalhadores á greve (puramente económica), mas por outro lado ele entende que as greves não devem ser permitidas se forem dirigidas contra o governo provisório (greves políticas dos trabalhadores)! Isto significa que o governo deve lutar pelas exigências políticas enquanto que os trabalhadores devem estar limitados á luta pelas exigências de carácter económico (esta é a velha ideologia do economismo que foi refutada por Lénine). Cunhal também argumentou que as greves dos trabalhadores “favoreceriam a contra-revolução”. Com estas palavras, Cunhal expõe-se a si próprio como o lacaio burguês e social-imperialista que é; ele confirma explicitamente a sua vontade de perpetuar o capitalismo através da eliminação das lutas de classes que poderiam conduzir á revolução socialista. A verdade é que as greves contra o governo provisório burguês serviriam o proletariado e não a burguesia, mas o propósito de Cunhal era defender o governo provisório burguês e não os interesses revolucionários dos trabalhadores.


Apesar de tudo, os revisionistas portugueses foram muito mais astutos do que os seus homólogos Franceses, Espanhóis, ou Italianos. Por exemplo, a maioria dos partidos revisionistas da Europa Ocidental rejeitaram abertamente o Marxismo-Leninismo, substituindo-o pelas teorias “Eurocomunistas” que promoviam a capitulação face á ordem burguesa e ao sistema capitalista. Pelo contrário, os revisionistas portugueses continuaram a pintar-se a si próprios como “Marxistas Ortodoxos” e como “verdadeiros defensores da União Soviética”. No entanto, nada disto era mais do que palavras vazias e desde 1974 que os “grandes” objectivos dos revisionistas portugueses estão limitados á obtenção de alguns lugares no parlamento burguês e á obstrução da luta de classes ao retratarem-se como sendo os “representantes das classes trabalhadoras portuguesas”.


Na realidade, as acções dos revisionistas portugueses são muito benéficas para a ordem capitalista porque eles contribuem para a idealização da “democracia” burguesa e para dar aos trabalhadores explorados a falsa impressão de uma “liberdade” que pura e simplesmente não pode existir enquanto o capitalismo existir. Por exemplo, no que respeita aos sindicatos, após a Revolução dos Cravos o P “C”P formou o seu próprio sindicato com o objectivo de enganar o proletariado português e de extinguir qualquer sinal de sindicalismo revolucionário. A CGTP (Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses), cujo propósito é a manutenção do capitalismo, tenta aliviar as tensões e evitar as lutas de classes.


A GCTP corresponde ao estereótipo do sindicato revisionista que foi desmascarado pelo Camarada Enver Hoxha:


(Os sindicatos revisionistas) “procuram manter o proletariado subjugado, adormecê-lo e, quando ele se revolta e se enfurece, conduzi-lo pela via das conversações com o patronato e calá-lo com alguma pequeníssima migalha dos superlucros capitalistas. Portanto, para o proletariado se libertar do capitalismo, ele precisa necessariamente de escapar ao jugo dos sindicatos dominados pela burguesia e pelos oportunistas bem como de toda a espécie de organizações ou partidos social-democratas e revisionistas. Todos esses organismos apoiam o patronato de diferentes formas e procuram criar a ilusão de serem «uma grande força», «um freio», de que «se podem impor aos grandes capitalistas» supostamente em favor do proletariado. Issonão passa de uma grande mentira (…).” (Enver Hoxha, O Imperialismo e a Revolução, Tirana, 1979, edição em português).


Consequentemente, uma das principais tarefas do proletariado português é eliminar os sindicatos pró-capitalistas. Mas como é que o proletariado português irá fazer isso?


(O proletariado deve) “destroçá-los combatendo a direcção desses sindicatos, erguendo-se contra as suas traiçoeiras ligações com a burguesia, rompendo a «tranquilidade», a «paz social» que eles tentam instituir, uma «paz» que se disfarça com pseudo-revoltas periódicas dos sindicatos contra o patronato. Também se pode actuar para destroçar esses sindicatos penetrando neles, para combatê-los e corroê-los por dentro, para contestar as suas decisões e acções injustas. (…) O enérgico desmascaramento de todos os elementos traidores à frente dos sindicatos, das direções sindicais e dos sindicatos reformistas em geral liberta os operários de muitas ilusões que eles ainda possam alimentar quanto a essa liderança e a esses sindicatos.” (Enver Hoxha, O Imperialismo e a Revolução, Tirana, 1979, edição em português).


Em 1976, o PCP (R) também notou os efeitos prejudiciais do sindicalismo revisionista e apontou soluções revolucionárias para este problema:


“Os partidos Marxistas-Leninistas devem prestar uma especial atenção ao desenvolvimento das actividades revolucionárias no interior dos sindicatos (…) (os sindicatos) são instrumentos cruciais para a concretização da unidade das massas trabalhadoras na sua luta para defender os seus interesses básicos. (…) O partido [PCP (R)] pensa que uma das principais tarefas dos comunistas consiste não apenas em evitar que os revisionistas coloquem os sindicatos ao serviço da sua traição, mas também em motivar a luta do proletariado português no seio dos sindicatos.

O PCP (R) desmascara a traição política da clique de Cunhal no que respeita aos sindicatos. Esta clique tenta imobilizar as massas e prejudicar a sua luta. Os revisionistas querem controlar a liderança dos sindicatos de forma a deterem a luta da classe operária contra o sistema de exploração. Enquanto se escondem por detrás dos seus falsos slogans “socialistas”, o que os revisionistas querem é manter a sua influência sobre os povos e convencer a burguesia de que ainda são populares e podem por isso servir os interesses dessa mesma burguesia.

O PCP (R) realça os importantes esforços que estão a ser desenvolvidos por todos os membros do partido com o propósito de isolarem os líderes revisionistas dos sindicatos e de os separar das massas.


Para atingir estes objectivos (…) nós devemos trabalhar no seio das massas, nós devemos mobilizá-las e devemos mostrar-lhes o caminho da revolução. Nós só seremos capazes de ganhar os sindicatos para o nosso lado (…) se conseguirmos defender esta linha geral. Nestas circunstâncias, o PCP (R) deve formar células do partido nas fábricas e noutros lugares onde se concentra o proletariado. Isto é muito importante para o fortalecimento do partido no contexto da luta nos sindicatos e no contexto das acções revolucionárias entre as massas. Nós devemos lutar contra os revisionistas com o objectivo de desmascarar a sua traição perante os olhos de todos aqueles que foram iludidos e enganados por eles (…).”


Os revisionistas portugueses tentam fazer com que os trabalhadores acreditem que a CGTP é um verdadeiro sindicato “proletário” através do jogo das falsas contradições. Em Portugal, também há sindicatos abertamente revisionistas. A CGTP aproveita-se deste facto e tenta retratar-se como um sindicato “revolucionário” que se aparentemente se opõe aos sindicatos “reformistas”. O P”C”P também tenta jogar o mesmo jogo com os partidos explicitamente reaccionários que existem em Portugal. Como é óbvio, tudo isto não passa de uma grande fraude. No Portugal de hoje não existem sindicatos revolucionários Marxistas-Leninistas tal como não existem partidos revolucionários Marxistas-Leninistas.

Lénine disse uma vez que os sindicatos devem ser escolas do comunismo. Infelizmente, os sindicatos portugueses não são mais do que escolas de oportunismo.


Nós, Estalinistas-Hoxhaistas, devemos ajudar o proletariado a demolir o sindicalismo burguês-revisionista, e para isso devemos trabalhar no interior dos sindicatos reformistas. No entanto, nós nunca nos desviaremos da correcta linha Leninista. Neste sentido, as palavras do Camarada Enver Hoxha são esclarecedoras:


“Ao penetrar nos sindicatos existentes, os marxistas-leninistas nunca caem nas posições trade-unionistas, reformistas, anarco-sindicalistas e revisionistas que caracterizam as lideranças dessas entidades. Eles nunca se tornam parceiros dos revisionistas e dos outros partidos oportunistas e burgueses na direcção dos sindicatos. O seu objectivo é desmascarar o caráter burguês e o papel reaccionário que os sindicatos actuais desempenham, em geral, nos países capitalistas e revisionistas, minar essas organizações e abrir caminho para a criação desindicatos verdadeiramente proletários.” (Enver Hoxha, O Imperialismo e a Revolução, Tirana, 1979, edição em português).


No final dos anos 80 e no início dos anos 90, os revisionistas portugueses sofreram uma derrota da qual nunca recuperaram completamente. O social-imperialismo soviético e os seus satélites desintegraram-se. Isto foi um duro golpe para o P “C”P, cuja principal referência e apoio externo era precisamente o social-imperialismo soviético. Os revisionistas portugueses ainda tentam apresentar a extinção do social-fascismo soviético como o “retrocesso do comunismo”. Esta visão dos factos é completamente falsa. Desde a morte de Estaline e da tomada do poder pelos Krushchevistas, nunca mais houve socialismo na União Soviética. Pelo contrário, o sistema capitalista de exploração e de opressão da classe operária foi restaurado (isto sucedeu não apenas na União Soviética, mas também nos seus satélites governados pelas novas burguesias social-fascistas) e a União Soviética tornou-se numa superpotência imperialista cujo propósito era dominar os mercados mundiais através da expansão colonial e neo-colonial. É claro que os revisionistas portugueses não compreendem nem querem compreender isto e culpam Gorbatchev por este ter alegadamente “destruído o socialismo”. Esta visão é totalmente errónea. Quando Gorbatchev chegou ao poder em meados dos anos 80, ele nunca poderia ter destruído o socialismo simplesmente porque na União Soviética de 1985 já não havia nem rastos de socialismo. A perestroika de Gorbatchev foi apenas a parte final de um longo processo que começou após a morte de Estaline. A perestroika representou a restauração final do capitalismo clássico na União Soviética.

Por outro lado, a visão dos ideólogos do capitalismo que afirmam que, com a desintegração da União Soviética, “o capitalismo provou ser superior ao comunismo” é igualmente falsa. Os EUA e a URSS pós-Estaline eram ambos capitalistas. De facto, eles eram ambos superpotências imperialistas. Quando o Imperialismo Americano minou a União Soviética, ele não estava a destruir um país que representava um sistema social oposto, mas estava simplesmente a remover um imperialismo rival.

Nós não podemos pensar como os revisionistas portugueses, que ainda acreditam que a liquidação do socialismo ocorreu durante os anos 1989-1991. Na realidade, o que aconteceu durante esse período foi o desmantelamento do social-imperialismo soviético. Há muito tempo atrás, o Camarada Enver Hoxha previu tudo isto:


“Ele (o Imperialismo Americano) vai explorar a União Soviética, e com essa exploração vai fazer lucros fabulosos que fortalecerão o seu império mundial. Para além disto, a introdução do capital americano na União Soviética vai eliminar rapidamente os últimos sinais das vitórias da Grande Revolução Socialista de Outubro, vai conduzir ao desmantelamento da União Soviética enquanto união independente de repúblicas. Este é o objectivo do Imperialismo Americano: destruir a União Soviética enquanto perigosa potência capitalista rival. Os “especialistas” dirão: “Isso será algo difícil de acontecer”. Pelo contrário, isso será perfeitamente realizável a partir do momento em que a União Soviética se afastou do caminho do Marxismo-Leninismo.” (Enver Hoxha, Reflexões sobre a China, 30 de Junho de 1973, traduzido a partir da edição em Inglês).


Actualmente, o P “C”P tornou-se num mero partido burguês sem quaisquer sinais de iniciativa revolucionária. O partido revisionista português não passa de um instrumento usado pela burguesia para enganar e iludir as massas trabalhadoras e para as afastar da revolução proletária e da autêntica ideologia Marxista-Leninista.


Lénine ensina-nos que uma das principais diferenças entre os revisionistas e os Marxistas-Leninistas consiste em que os revisionistas não aceitam a ditadura do proletariado como um dos princípios mais básicos do Marxismo-Leninismo. E de facto, se nós observarmos os estatutos e o programa do P “C”P, nós não conseguimos encontrar uma única palavra acerca da necessidade e da inevitabilidade da ditadura do proletariado. Em vez disso, nós deparamo-nos com o seguinte:


A democracia avançada no limiar do século XXI que o PCP propõe ao povo português contém cinco componentes ou objectivos fundamentais:


1ª - um regime de liberdade no qual o povo decida do seu destino e um Estado democrático, representativo, participado e moderno;


2ª - um desenvolvimento económico assente numa economia mista, moderna e dinâmica, ao serviço do povo e do País;


3ª - uma política social que garanta a melhoria generalizada das condições de vida do povo; (ou seja, um estado-providência de tipo capitalista – nota dos autores)


4ª – (…)


5ª - uma pátria independente e soberana com uma política de paz, amizade e cooperação com todos os povos.


(Programa do PCP



Economia mista? Estado-providência? Estes objectivos não são revolucionários nem Marxistas-Leninistas. De facto, eles representam uma capitulação abjecta á ideologia burguesa. Onde está a afirmação da inevitabilidade da ditadura do proletariado? Onde está o apelo á revolução proletária armada? Onde está a defesa da necessidade de uma economia colectivizada e planificada?

Um regime de liberdade? A liberdade não existe fora do comunismo. O comunismo é a liberdade da mesma maneira que a verdadeira liberdade só pode ser comunista. Mas para atingirmos o comunismo, temos primeiro de atingir o socialismo. E nada disto pode ser realizado sem a ditadura do proletariado, que os revisionistas portugueses negam abertamente.


No plano internacional, o P “C”P está alinhado com as forças mais pérfidas do social-imperialismo e do social-fascismo. Em 2003, Cunhal escreveu um artigo intitulado “O Mundo de Hoje” no qual ele afirma desavergonhadamente:

"Os países nos quais os comunistas no poder (China, Cuba, Vietname, Laos, Coreia do Norte) insistem em que o seu objectivo é a construção de uma sociedade socialista. (…) e é essencial para a humanidade que alcancem com êxito tal objectivo.”


Portanto, segundo o líder dos revisionistas portugueses, a China, Cuba, Vietname, Laos e Coreia do Norte são países nos quais “os comunistas estão no poder” e que lutam pela “construção de uma sociedade socialista” !!! A verdade é que os países mencionados não são mais do que estados social-fascistas, opressores dos povos, isto para não falar do facto de que, com esta afirmação, Cunhal está a defender o social-imperialismo Chinês. Para além disso, a China, Cuba e a Coreia do Norte são os países de origem de algumas das mais perigosas e enganosas correntes revisionistas: o Maoismo, o Castroismo e o KimIlSungismo, que devem ser persistentemente combatidas por todos os verdadeiros Marxistas-Leninistas.

No entanto, independentemente dos desejos dos revisionistas portugueses, a revolução proletária mundial é inevitável e a eliminação do sistema capitalista, longe de ser um “sonho”, é uma necessidade histórica objectiva.


O proletariado e as classes trabalhadoras portuguesas precisam de um autêntico partido Marxista-Leninista-Estalinista-Hoxhaista, precisam de um partido que energicamente rejeite todas as espécies de revisionismo (quer de direita, quer de “esquerda”), um partido que honre o estandarte do Movimento Mundial Marxista-Leninista, um partido que baseie coerentemente as suas acções e a sua organização nos ensinamentos dos 5 Clássicos do Marxismo-Leninismo: Marx, Engels, Lénine, Estaline e Enver Hoxha. Contrariamente aos revisionistas portugueses, que estão totalmente amarrados ás normas reaccionárias da “legalidade democrática”, o partido Estalinista-Hoxhaista português não pode hesitar em desenvolver trabalho ilegal e, se necessário, em violar as leis e as regras burguesas que não são mais do que instrumentos do domínio da classe capitalista.

Tal como afirmou o Camarada Enver Hoxha:


“Os partidos marxistas-leninistas são partidos da revolução. Contrariando as teorias e práticas dos partidos revisionistas, que estão mergulhados dos pés à cabeça no legalismo burguês e no «cretinismo parlamentar», eles não reduzem a sua luta ao trabalho meramente legal nem o encaram como sendo a sua principal actividade. (…) eles dedicam uma especial importância à combinação do trabalho legal com o trabalho ilegal, dando prioridade a este último enquanto factor decisivo para a derrubada da burguesia e para a verdadeira garantia da vitória.”


“Os marxistas-leninistas não se importam se a sua actuação revolucionária viola ou ameaça a constituição, as leis, regras e normas da ordem burguesa. Eles lutam para minar essa ordem, para preparar a revolução. Portanto, o partido marxista-leninista prepara-se a si mesmo e às massas para fazer frente aos contragolpes que a burguesia pode desferir em resposta às acções revolucionárias do proletariado e das massas populares.” (Enver Hoxha, O Imperialismo e a Revolução, Tirana, 1979, edição em português).


Este partido denunciará resolutamente o social-fascismo do P”C”P, despertando assim as massas oprimidas de Portugal e conduzindo-as á verdadeira ideologia revolucionária e proletária.

Nós não temos ilusões acerca da natureza reaccionária e exploradora da “democracia” burguesa:


“O que é a democracia burguesa? É uma forma de domínio da burguesia na qual os direitos e as liberdades “para todos” possuem um carácter formal e ilusório porque num regime baseado na propriedade privada, os meios socio-económicos que poderiam garantir a sua aplicação efectiva estão em falta. Numa democracia burguesa, podemos criticar esta ou aquela pessoa nos comícios ou no parlamento, podemos criticar um determinado partido político ou um certo governo, podemos dizer aquilo que quisermos, mas não podemos mudar nada; temos de nos limitar ás meras palavras porque o poder político e económico capitalista, com o seu aparato repressivo, ataca implacavelmente todos aqueles que lutam contra as classes dominantes e a oligarquia financeira.” (Enver Hoxha, A democracia proletária é a verdadeira democracia, discurso de 20 de Setembro de 1978, traduzido da edição em Francês).


Nós não temos dúvidas quanto ao facto de que se o movimento Estalinista-Hoxhaista português começar a crescer para além dos limites “aceitáveis”, então a burguesia recorrerá certamente á repressão e ao derramamento de sangue, porque as forças capitalistas e revisionistas sabem muito bem que o Estalinismo-Hoxhaismo é a única ideologia que representa um verdadeiro perigo para o sistema capitalista, que é a única ideologia que representa os interesses do proletariado e das massas trabalhadoras e oprimidas, e é também a única ideologia que dá continuidade e que desenvolve o Marxismo-Leninismo de forma correcta e fiel.

Os Estalinistas-Hoxhaistas portugueses não devem ter medo de assumir a sua nobre ideologia. Eles não devem temer os insultos e as calúnias das forças burguesas e revisionistas. Eles devem estar preparados para enfrentar todos os tipos de obstáculos e para sacrificarem tudo em favor da revolução proletária mundial. Nesta tarefa, eles podem contar com o apoio firme, honesto e internacionalista do Comintern (Estalinistas-Hoxhaistas), que é o único verdadeiro defensor da revolução proletária mundial!

Sobretudo, os Estalinistas-Hoxhaistas portugueses nunca podem esquecer que o seu objectivo final é a implementação e o fortalecimento da ditadura do proletariado e a edificação da sociedade socialista e comunista.

A formação em Portugal de uma Secção Portuguesa do Comintern (EH) poderosa e militante não é apenas crucial para o desenvolvimento da luta revolucionária do proletariado português. A formação de uma Secção com estas características e com esta ideologia é também muito importante para o desenvolvimento da luta revolucionária do proletariado á escala global.




Por ocasião do 90º aniversário do PCP, os Estalinistas-Hoxhaistas portugueses sublinham a necessidade da fundação de uma Secção Portuguesa do Comintern (EH). Camaradas, ajudem-nos a realizar esta tarefa primordial!


Antes da sua degeneração revisionista, o PCP propagava e praticava o espírito do genuíno internacionalismo proletário e das ideias revolucionárias do Leninismo e do Estalinismo como representante do Comintern em Portugal, como uma das suas secções, como um dos grandes destacamentos do exército revolucionário do proletariado mundial, como participante na marcha em direcção á revolução mundial proletária e socialista cujo objectivo é aniquilar o capitalismo mundial e estabelecer a República Soviética Mundial.


A Secção Portuguesa do Comintern (EH) deverá dar continuidade a esta gloriosa tradição comunista em Portugal – incluindo a do PCP (R), que em tempos fez parte do Movimento Mundial Marxista-Leninista do Camarada Hoxha.


A Secção Portuguesa do Comintern (EH) deverá propagar e praticar o verdadeiro espírito do internacionalismo proletário e as ideias revolucionárias dos 5 Clássicos do Marxismo-Leninismo como representante do Comintern (EH) em Portugal, como uma das suas Secções, como um dos grandes destacamentos do exército revolucionário do proletariado mundial, como participante na marcha em direcção á revolução mundial proletária e socialista cujo objectivo é aniquilar o capitalismo mundial e estabelecer a ditadura do proletariado mundial.


Por ocasião do 90º aniversário do PCP, nós enviamos saudações militantes aos camaradas do Comintern (EH) e a todos os camaradas nos quatro cantos do mundo que têm de enfrentar os mesmos problemas que nós.


Estamos convictos de que todos estes problemas podem ser resolvidos no espírito do internacionalismo proletário. Se nos ajudar-mos uns aos outros solidariamente, a vitória será inevitavelmente nossa.



Trabalhadores Portugueses – uni-vos!


Formem a vossa própria Secção Portuguesa do Comintern (EH) inspirada nos ensinamentos dos 5 Clássicos do Marxismo-Leninismo!


Destruam a burguesia através da violência revolucionária!


Aniquilem a ordem socio-económica capitalista através da revolução armada!


Desmascarem os traidores revisionistas portugueses!


Lutem contra a traição do P “C”P!


Não se rendam nunca á falsa “democracia” burguesa!


Estabeleçam a ditadura do proletariado!

 

Lutem por uma verdadeira democracia proletária!

 

Viva o Comintern (EH)!


Viva o Internacionalismo proletário!


Viva a Revolução Socialista Mundial!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Movimento mundial marxista-leninista do camarada Enver Hoxha

1960 - 2000