PORTUGUESE

"O heroísmo de lutadores como Karl Liebknecht e Rosa Luxemburgo nos dá coragem e fé na vitória completa do comunismo"

(Vladimir I. Lenin - 19 de julho de 1920)

 

 

 

 

15 de janeiro de 1919

Os camaradas Karl e Rosa eram os líderes revolucionários reconhecidos da classe trabalhadora Alemã. Eles levantaram a voz contra o genocídio nos anos da Primeira Guerra Mundial, cujo início está marcado no centenário e apelaram a uma luta contra os fomentadores da guerra imperialista.


"A LUTA DE CLASSES COMEÇA NO NOSSO PRÓPRIO PAÍS”


Este era o slogan de Rosa Luxembourg e de Karl Liebknecht e uma resposta correcta para os social-chauvinistas e social-democratas “defensores da pátria”. Por esta razão, eles foram postos na prisão. Quando saíram da prisão, nos dias da revolução de Novembro, eles estavam na linha de frente da luta por uma Alemanha socialista sob a ditadura do proletariado. Eles eram fundadores do Partido Comunista Alemão e os organizadores incansáveis ​​da luta de massas do proletariado contra a reacção armada e os traidores social-democratas. Por isso eles foram assassinados. Os açougueiros de 15 de Janeiro eram oficiais do exército imperial. Aqueles que incitaram o crime foram os membros do novo governo “democrático” nacional formado pelo Partido Social-Democrata da Alemanha, cujo principal comandante era o ministro social-democrata Gustav Noske!



Nas mãos social-fascistas dos líderes do SPD está o sangue de Karl e Rosa, e dos camaradas do recém-formado Partido Comunista!

Nas mãos social-fascistas do Partido Socialista Unido da Alemanha da RDA está o sangue dos camaradas do KPD / ML!

Sem a vitória sobre a social-democracia e o revisionismo não haverá vitória da classe trabalhadora sobre a burguesia!

 

Rosa e Karl estão entre nós comunistas e eles pertencem à revolução socialista!


Os revisionistas, no entanto, tentam integrar Karl e Rosa nos seus caminhos para a reforma para salvar o capitalismo da ruína.


Vamos unir-nos sob a bandeira da revolução mundial comunista de Karl e de Rosa!


 

 

KARL LIEBKNECHT

 

 

 

Assim, execrando tudo o que há de hostil ao povo, o povo exprime seu amor pelo povo, e é no fim das contas unicamente disso que se trata. Devemos portanto educar o povo para fazê-lo amar o chicote que lhe aplica uma surra? Não, é preciso odiar o chicote, é preciso odiar a opressão que vocês propagam, assim como odiar a falta de igualdade de direitos. Odiar a exploração e odiar a nossa ordem social, responsável pela miséria do povo. Mas é preciso amar todos os que contribuem para o orgulho do povo.

"Rezem e Atirem"


Karl Liebknecht

 

 

 

 

 

Karl Liebknecht

 

O que faz a Liga de Espártaco?

 

Discurso nos salões de baile da União na Hasenheide em Berlim, 23 de Dezembro de 1918

 

 


 

 

 

Carta à Redação do «Labour Leader»

Dezembro de 1914

 

 

Caros camaradas,

Estou satisfeito, numa época em que as classes dirigentes da Alemanha e da Inglaterra atiçam por todos os meios um ódio sanguento entre os nossos dous povos, de poder, como socialista alemão, mandar aos socialistas ingleses algumas palavras de fraternidade. Doe-me ter que escrever no momento em que a Internacional Socialista, a nossa certeza radiante doutrora, foi deitada no chão com todas as nossas esperanças, onde muitos «socialistas» da maioria dos países em guerra - incluindo Alemanha – deixaram, justo agora quando a natureza nociva do sistema capitalista se tornava mais evidente do que nunca, docemente se atrelam aos carros de guerra do imperialismo na mais pirata das guerras de pirataria. Mas estou feliz e orgulhoso de enviar-vos a minha saudação, precisamente a vós, o ILP que, no delírio da matança geral, salvastes, junto com os nossos irmãos russos e sérvios, a honra do socialismo.

A confusão reina nas fileiras do socialismo, e alguns deitam a culpa nos próprios princípios socialistas. Mas não são esses princípios que faliram, mas aqueles que os representavam. Não há que mudar nada na nossa doutrina, mas apenas fazê-la viva, transformá-la em atos.

As lantejoulas enganosas são as frases em defesa da pátria e da libertação dos povos, onde o imperialismo adorna os seus instrumentos de morte. Cada partido socialista tem o seu inimigo: o inimigo do proletariado internacional está no seu próprio país, é aí onde ele tem que luitar. A liberação de cada povo deve ser a sua obra própria.

Somente a cegueira pode requerer a continuação do massacre até a derrota dos «inimigos». A prosperidade dos povos está intrinsecamente ligada: a luita de classes do proletariado só pode ser realizada numa base internacional.

Os pretensos sábios, cuja alma oportunista muito facilmente é levada polos turbilhões da diplomacia, as explosões de chauvinismo, declaram que o futuro do movimento operário não pode ser mais internacional. Mas a guerra mundial, que destruiu a velha Internacional, é o melhor argumento em favor da nova Internacional, uma Internacional certamente animada por outro espírito, por outra resolução diferente daquela com a que as potências capitalistas têm jogado tão facilmente o 4 de agosto de 1914.

Somente na colaboração das massas trabalhadoras de todos os países em prol da paz consiste desde agora, na guerra, a salvação da humanidade. Nenhures essas massas quiseram a guerra, em nenhum lugar a querem. Deveriam eles, tendo no coração o ódio da guerra, continuar a se dividir entre si? Nenhum povo pode começar a falar da paz, por conseguinte, enquanto falam todos à vez. E quem fale primeiro mostrará a força, não a fraqueza, e apanhará a glória e gratidão. Cada socialista deve agir hoje no seu país como combatente de classe, de combate e arauto da fraternidade internacional, na plena confiança de que cada palavra que ele diga a favor do socialismo, a favor da paz, cada ato que realize neste sentido, suscitará as mesmas palavras e mesmos atos nos outros países, até que a chama da vontade de paz brilhe, esclareça, sobre a Europa.

O exemplo que vós e os nossos irmãos russos e sérvios deram ao mundo, será imitado lá onde a socialdemocracia ainda está presa na rede das classes dominantes. E estou certo de que a massa dos obreiros ingleses vão se alinhar com as valentes tropas do ILP. Desde hoje, os sentimentos da classe operária alemã estão também muito mais próximos do que geralmente se pensa de tal atitude. Mostrará a sua vontade, cada vez com maior fuga desde que perceba o eco do seu grito de paz nos outros países. Assim criará a via onde o proletariado de todos os países em guerra, a resolução para impor, através duma ação internacional, uma paz no sentido socialista, uma paz que não se baseia no ódio, mas na fraternidade, não na violência, mas na liberdade, e que traz consigo a certeza de permanecer.

Assim a Internacional, luitando e reparando velhas faltas, ressuscitará novamente durante a guerra mundial. Assim terá de ressuscitar, mas como nova Internacional, não só como força externa, senão como força revolucionária interior, em clareza, em disposição para superar todos os perigos do absolutismo, da diplomacia secreta e das conspirações capitalistas contra a paz.

 

Proletários de todos os países, uni-vos!

Guerra à guerra!

 

Saudações socialistas.
Karl Liebknecht.

 

 

 

 

Rezem e Atirem

26 de março de 1912

 

 

1º de Maio Às 8 da tarde

 

Quem esté contra a guerra, Presente-se o 1. Maio
às oito da tarde Potsdamer Platz (Berlim)

 

Pão! Liberdade! Paz!

 

 

Os Próximos Objetivos da Vossa Luita!

Karl Liebknecht e Ernest Meyer

8/9 de Novembro de 1918

Primeira Edição: folha volante do grupo "Internationale".
Título original: Die nächsten Ziele eures Kampfes.

 

 

Agora é a vossa vez. Após uma longa tolerância e dias de silêncio passastes para a ação. Não é exagero dizer que o mundo inteiro põe os olhos em vós e que vós tendes o destino do mundo nas vossas mãos.

Operários e soldados! Agora que a hora da ação chegou, não poder haver volta atrás. Os próprios socialistas, que durante quatro anos têm prestado serviços de proxenetas para o governo, vos fizeram ter paciência todos os dias durante as últimas semanas com o governo.

Operários e soldados! O que vossos camaradas conseguiram em Kiel, Hamburgo, Bremen, Lübeck, Rostock, Flensburg, Hanover, Magdeburgo, Braunschweig, Munique e Stuttgart, tende-o que conseguir também. Pois do vosso êxito, da vossa tenacidade e do sucesso da vossa luita depende igualmente a vitória de vossos irmãos, depende a vitória do proletariado mundial.

Soldados! Agi como os seus camaradas da marinha, uni-vos com vossos irmãos das fábricas. Não vos deixeis utilizar contra os vossos irmãos, não obedeçais as ordens dos oficiais, não atirem contra os combatentes da liberdade.

Operários e soldados! Os próximos objetivos da vossa luita devem ser:

  1. Libertação de todos os prisioneiros civis e militares.
  2. Abolição dos estados separados e das dinastias na Alemanha.
  3. Eleição dos conselhos de obreiros e soldados, para isso eleição de delegados em todas as fábricas e unidades do exército.
  4. Estabelecimento de contatos imediatamente com os outros conselhos de operários e soldados.
  5. Constituição do governo por mandato dos conselhos de operários e soldados.
  6. Ligação imediata com o Proletariado internacional, especialmente com a República Obreira Russa.

Operários e soldados! provai agora que sois fortes, mostrai agora que sois inteligentes para usar o poder.

Viva a República Socialista!

Viva a Internacional.

Grupo "Internacional" (Grupo Spartacus)

 

Karl Liebknecht, Ernst Meyer

 

 

 

Bertholt Brecht

Karl Liebknecht

Aqui mentiras
Karl Liebknecht
O lutador contra a guerra
Quando ele foi atingido
Nossa cidade ainda subsistissem.

 

Em memória de Karl Liebknecht, 1919-1920, Käthe Kollwitz

 

 

MONUMENTO AO

Rosa Luxemburgo e

Karl Liebknecht.

A estrutura monumental - o primeiro erguido em 1926, antes de ser derrubado pelos nazistas menos de uma década depois.

 

"Eu fui , eu sou , eu vou ", as últimas palavras escritas Rosa Luxemburgo antes de sua execução por Freikorps fascistas em janeiro de 1919 . Realmente, porém a frase repetida Luxemburgo Freiligrath Fernando (1810-1876) escreveu durante a revolução alemã de 1848.

 

ROSA LUXEMBURGO

 

1871 - 1919

Entrou para o movimento revolucionário ainda estudante. Em 1893, colaborou na fundação do Partido Social Democrata Polaco. Entrou para o Partido Social Democrata Alemão em 1898. Em 1907, em Londres, na conferência do Partido Social Democrata Russo, apoiou os bolcheviques contra os mencheviques em todos os problemas mais importantes da Revolução russa. No mesmo ano, no Congresso de Stuttgart da II Internacional, juntamente com Lenin, apresentou a proposta revolucionária contra a guerra e que foi adotada, na essência, pelo Congresso. Após a Revolução de Novembro de 1918 na Alemanha, juntou-se a Karl Liebknecht e fundaram o Partido Comunista Alemão.

1871-1919

Entrou para o movimento revolucionário ainda estudante. Em 1893, colaborou na fundação do Partido Social Democrata Polaco. Entrou para o Partido Social Democrata Alemão em 1898. Em 1907, em Londres, na conferência do Partido Social Democrata Russo, apoiou os bolcheviques contra os mencheviques em todos os problemas mais importantes da Revolução russa. No mesmo ano, no Congresso de Stuttgart da II Internacional, juntamente com Lenin, apresentou a proposta revolucionária contra a guerra e que foi adotada, na essência, pelo Congresso. Após a Revolução de Novembro de 1918 na Alemanha, juntou-se a Karl Liebknecht e fundaram o Partido Comunista Alemão.

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Quais São as Origens do Dia dos Trabalhadores?

Fevereiro 1894

 

Oportunismo e a Arte do Possível

30 de Setembro de 1898

 

 

Congresso de Stuttgart do Partido Social Democrata Alemão

3 de Outubro de 1898

 

Liberdade de Crítica

1899

 

Reforma ou Revolução

 

1900

 

 

Ao Conselho Nacional do Partido dos Trabalhadores Francês

Fonte: Le Socialiste, 5-12 de maio de 1901.

 

 

Queridos Camaradas:

O Primeiro de Maio é, acima de tudo, uma revisão das forças internacionais do socialismo, do seu progresso, de suas formas. Como a situação dos batalhões de trabalhadores hoje está diferente do que era há doze anos atrás, no momento da celebração deste dia!

Mas e quanto à crise interna que nós estamos passando em quase todos os lugares? E quanto às dúvidas, o ceticismo, as divergências em nossas classes sociais? Bem, isso tudo nada mais é do que um sintoma do nosso crescimento.

Nos últimos dez anos, logo após o colapso definitivo da democracia burguesa, novas camadas da sociedade tem pouco a pouco passado à nós em sua totalidade, principalmente entre a pequena burguesia e seus ideólogos, os intelectuais.

Mas estes elementos, que foram empurrados à nós pela pobreza social, política e intelectual das atuais condições, trazem com eles uma maneira de pensar que é totalmente estranha à nós, uma concepção diferente do objetivo e dos métodos de luta do socialismo. Em primeiro lugar, eles devem ser erigidos pela educação através o ponto de vista de classe do proletariado. Eles devem ser subordinados, assimilados ao socialismo proletário.

Na verdade, isso não acontecerá sem sérios atritos, sem uma perda de forças, sem crises violentas. Mas estas crises são apenas os falsos custos do desenvolvimento de nossa força; são fenômenos secundários do nosso crescimento, inevitáveis do ponto de vista da evolução histórica.

A França já foi a terra clássica, o campo experimental dos velhos métodos revolucionários, das invasões, das barricadas.

A França hoje é o campo experimental dos assim chamados "métodos práticos" do socialismo, que propõem, não destruir a sociedade capitalista, mas infiltrá-la, fundir-se com ela em uma mistura composta.

Mas a França, o país para o qual nós devemos a manifestação internacional pela jornada de trabalho de oito horas diárias, – aquela idéia ao mesmo tempo a mais prática e a mais revolucioária – a França socialista ainda emergirá novamente vitoriosa desta crise.

Camaradas, vocês estão lutando hoje um combate difícil; vocês estão nos postos mais expostos na defesa das várias bases da emancipação proletária: a luta de classes. É em nome, no interesse de todos – da democracia socialista internacional – que vocês defendem o futuro do socialismo na França. E quem conhece o passado do Partido dos Trabalhadores Francês, quem conhece sua história, a devoção de suas tropas de primeira ordem, sabe que vocês farão seu dever – como vocês tem feito até agora – até o fim, até a vitória!

 

Salut et fraternité

Rosa Luxemburgo

 

 

 

 

A Jornada de Oito Horas no Congresso do Partido

 

19 de Setembro de 1902

 

 

 

A Causa da Derrota

 

1902

 

 

A Teoria Marxista e o Proletariado

[Resumo]

 

14 de Março de 1903

 

 

01 de Maio de 1904

Fonte: Le Socialiste, 1-8 de maio de 1904.

 

 

O Dia dos Trabalhadores este ano se destaca particularmente porque está sendo celebrado em meio aos estrondos da guerra. Por causa disso, seu caráter como uma manifestação em favor da paz mundial tem a vantagem este ano. Mas, mais do que nunca, na presença da guerra, especificamente a manifestação proletária deve também ser a expressão desta idéia, que a realização da paz universal não pode ser concebida a não ser ligada à realização de nosso objetivo final socialista.

Se a Guerra Russo-Japonesa tem demonstrado algo, é a vaidade das especulações daqueles socialistas "humanitários" que afirmam ter encontrado a paz mundial no sistema de equilíbrio da Dupla e da Tripla Alianças. Estes panegiristas de alianças militares não foram capazes de expressar suficientemente seu encantamento com o período de trinta anos de paz na Europa central e, baseados neste fato, proclamaram com toda a naturalidade possível "paz na marcha" e "humanidade em paz". O estrondo dos canhões do Porto Arthur – que fizeram as trocas de estoque da Europa tremer convulsivamente – relembram as vozes inteligíveis destes ideólogos socialistas da sociedade burguesa que, em suas fantasias da paz européia, esqueceram apenas uma coisa: as modernas políticas coloniais, que tem, desde agora, ido além do estágio dos conflitos locais europeus transportando-os ao Grande Oceano. A Guerra Russo-Japonesa agora dá a todos uma noção de que mesmo a guerra e paz na Europa – seu destino – não é decidido entre as quatro paredes do concerto europeu, mas fora dele, no gigantesco redemoinho do mundo e das políticas coloniais.

E é este o real significado da atual guerra para a social-democracia, mesmo se deixarmos de lado seu efeito imediato: o colapso do absolutismo russo. Esta guerra devolve o olhar fixo do proletariado internacional à grande sequência política e econômica do mundo e violentamente dissipa em nossas classes sociais o particularismo, a insignificância de idéias que se formam em qualquer período de calmaria política.

A guerra completamente  rasga todos os véus nos quais o mundo burguês – este mundo de fetichismo econômico, político e social – constantemente nos enrola.

A guerra destrói a aparência que nos leva a acreditar na evolução social pacífica; na onipotência e inatingibilidade da legalidade burguesa; no exclusivismo nacional; na estabilidade de condições políticas; na direção consciente das políticas por estes “estadistas” ou partidos; na significação capaz de sacudir o mundo das brigas nos parlamentos burgueses; no parlamentarismo como o assim chamado centro da existência social.

A guerra desencadeia – ao mesmo tempo que as forças reacionárias do mundo capitalista – as forças geradoras da revolução social que fermentam em suas profundezas.

Sim, dessa vez nós celebramos o Dia dos Trabalhadores sob um vento cortante, o ritmo dos eventos no mundo aceleraram fortemente.

 

 

 

A Revolução na Rússia

8 de Fevereiro de 1905

 

 

 

O Socialismo e as Igrejas

 

1905

 

 

25° Aniversário da Morte de Marx

15 de Março de 1908

Fonte: Le Socialisme, 15 de março de 1908, na ocasião do 25° aniversário da morte de Marx.

 

 

Geralmente, é somente após a morte deles que o valor científico dos maiores pensadores é plenamente reconhecido. O tempo os dá sua completa importância.

Mas há uma razão muito específica pela qual, conforme o dia no qual nós perdemos o autor fica mais distante, a teoria marxista crescentemente penetra a camada social e encontra novos partidários.

A teoria marxista não é nada mais do que o reflexo científico da luta de classes gerada pelo capitalismo com a inevitabilidade de uma lei natural.

A contínua extensão e a crescente força desta teoria são consequências da lei do desenvolvimento capitalista descoberta por Marx: qualquer país no qual o capitalismo penetrou ou a luta de classes tenha começado é um novo campo aberto ao marxismo.

E este é o motivo pelo qual hoje, vinte e cinco anos após a morte de Marx, o estrondo da Revolução Russa anuncia que graças ao capitalismo uma vasta teoria tem sido anexada ao pensamento marxista.

 

 

 

Rosa Luxemburgo

 

A Questão Nacional e a Autonomia

 

1909

 

 

 

 

Um Equívoco Engraçado

 

09 de Setembro de 1911


Fonte: Le Socialisme, 9 de setembro de 1911.

 


Queridos Cidadãos:

Em uma recente edição de Socialisme (nº. 194, 2 de setembro) eu li no artigo escrito pelo cidadão Compére-Morel, Os Socialistas e a Guerra, as seguintes linhas:

“De fato, não discutimos que a maioria, a esmagadora maioria do Congresso de Mannheim, alinhada atrás de Bebel, recusou levar em consideração um movimento de Rosa Luxemburgo e Karl Liebknecht que, na Alemanha, mantem uma campanha como a mantida na França por Hervé a favor das teorias expostas em 1893 pelo holandês Domela Nieuwenhuis no Congresso Internacional de Zurique, tendendo a criar um comitê especial anti-militarista dentro da democracia social.”

Esta passagem é errônea do início ao fim.

Em primeiro lugar, eu não apresentei no Congresso de Mannheim, junto com o cidadão Karl Liebknecht, qualquer movimento anti-militarista, nem qualquer campanha anti-militarista especial.

É verdade que o cidadão Liebknecht apresentou ao Congresso de Mannheim  um movimento anti-militarista e que ele convocou um comitê especial anti-militarista, mas eu não tive nada a ver com isso. E nem o cidadão Karl Liebknecht nem eu nem, quanto a isso, ninguém no Partido Social-Democrata Alemão está seguindo uma campanha "como aquela mantida por Hervé na França", nem difundimos "as teorias expostas em 1893 pelo holandês Domela Nieuwenhuis”. Pelo contrário, a verdade é que as idéias de Hervé e Domela Nieuwenhuis são refutadas por todos os camaradas na Alemanha como um confusionismo anarquista. Quanto a mim, eu critiquei severamente esta concepção anarquista de anti-militarismo e greve geral em um panfleto intitulado: A Greve Geral, o Partido e os Sindicatos, que foi publicado na Alemanha, em Hamburgo, em 1906, e em francês na Socialisme, traduzido e prefaciado pelo cidadão Bracke.

Como o cidadão Compére-Morel provavelmente não sabe alemão, devem ter lhe passado algum trote para dar informações tão incorretas.

Espero que vocês publiquem esta pequena retificação para colocar homens e coisas em seu lugar correto.

Cumprimentos e fraternidade à você e ao cidadão Compére-Morel

Berlim, 5 de setembro de 1911


 

 

À Conferência de União das Organizações Socialistas em Manchester

 

28 de Setembro de 1911


Primeira Edição/Fonte: Justice, 7 de outubro de 1911, p.7. Justice era o jornal do grupo Marxista Britânico, a Federação da Social Democracia, posteriormente, BSP.

 


À Conferência de União das Organizações Socialistas em Manchester

Queridos Camaradas, – É um grande prazer que nós recebemos a intimação de sua Conferência de União, e mandamos nossos melhores votos ao sucesso de suas deliberações. Em comum com o organizado Proletariado Socialista do Mundo, nós também consideramos a unificação dos elementos Socialistas reais na Grã-Bretanha como uma questão do maior interesse, não apenas aos britânicos, mas também ao movimento internacional da classe trabalhadora. Nós estamos convencidos de que a união das duas mais antigas e importantes organizações Socialistas da Inglaterra, o S.D.P. e o I.L.P, é uma necessidade urgente, no sentido de se inspirar com o pensamento Socialista e a idéia da luta de classe proletária as massas do proletariado britânico organizado em sindicatos e para assegurar a influência necessária para colocar a política do Partido Trabalhista em uma base Socialista. Apenas quando todos os verdadeiros Socialistas da Inglaterra avançarem unidos é que nós poderemos ter êxito em harmonizar a prática política da luta da classe trabalhadora com sua atividade sindical, e então estabelecer um realmente grande, independente, revolucionário Partido de classe do proletariado britânico. Por esta razão nós cordialmente saudamos a Unidade Socialista na Inglaterra como um novo apoio para a luta do proletariado Socialista de todos os países contra o militarismo, armamentos Navais e Militares, e a expansão Colonial – em resumo, contra o Imperialismo, onde quer que levante sua cabeça, na Alemanha, Inglaterra, Rússia, ou qualquer outro país; quer ele se esconda atrás da máscara traiçoeira da simples defesa dos interesses nacionais e da autonomia da Pátria, ou revele o caráter de rapina ilegal de seus planos para cima dos povos estrangeiros.

A corrupção do Imperialismo internacional no presente momento, e os grandes perigos com os quais ameaça o mundo civilizado, são a razão para o último despertar da massa do proletariado britânico à severa luta de classes, e dá à idéia da união Socialista na Grã-Bretanha um poder e atividade maiores do que nunca.

Neste sentido, nós cordialmente damos as boas vindas à sua Conferência, e desejamos os melhores resultados aos seus trabalhos.

Com os cumprimentos fraternais da Social-Democracia do Comitê Executivo do russo-polaco e lituano partido Social-Democrata.

 

Atenciosamente,
ROSA LUXEMBURGO


 

 

 

Em Marcha com a Idéia do Dia dos Trabalhadores

 

30 de Abril de 1913

 

 

 

Rosa Luxemburgo

A Proletária

5 de Março de 1914

 

 

A Crise da Social-Democracia
(Folheto Junius)


Maio de 1915

 

***

Crítica de Rosa Luxemburgo de Lênin

em Inglês

The Junius Pamphlet

July, 1916

 

 

 

 

O Que Quer a Liga Espartaco?

 

1918

 

 

 

Assembléia Nacional ou Governo dos Conselhos?

17 de Dezembro de 1918

 

A Socialização da Sociedade

Dezembro de 1918

 

O Que os Líderes Estão Fazendo?

 

7 de Janeiro de 1919

 

 

A Ordem Reina em Berlim

 

Janeiro de 1919

 

 

 

OS CRÍTICOS DE ROSA LUXEMBURGO

(os erros dos Luxemburguistas)

 


TESES SOBRE A BOLCHEVIZAÇÃO



DOS PARTIDOS COMUNISTAS


APROVADA NO QUINTO PLENÁRIO DO CEIC


11 de Maio de 1925



SEGUNDA PARTE


MARXISMO E LENINISMO


VII. Bolchevização e Tradições Revolucionárias:


A Bolchevização não significa abandonar o legado das gerações anteriores de revolucionários. O estudo da história das suas próprias lutas revolucionárias e de outros países é absolutamente essencial para todos os partidos bolcheviques.



VIII. A Bolchevização e alguns Erros Teóricos no Campo Comunista


 
Particularmente os erros dos Luxemburguistas


O domínio do Leninismo e a sua aplicação prática na construção de partidos comunistas é impossível a menos que seja dada atenção aos erros de alguns Marxistas proeminentes que tentaram, mas não com muito sucesso, aplicar o Marxismo às condições da nova época. Estes incluem os erros (...) de Rosa Luxemburg. Quanto mais perto os líderes políticos estão do Leninismo, mais perigosas são as suas opiniões nos aspectos em que elas não coincidam com o Leninismo.


Agora as coisas são de modo a que uma Bolchevização real é impossível para um número de partidos da Internacional Comunista, sem, por exemplo, superar os erros do Luxemburguismo que desempenham um papel significativo em virtude das circunstâncias históricas do movimento dos países indicados.


Entre os erros mais importantes de significado prático dos Luxemburguistas hoje estão:


(a)


O tratamento não bolchevique da questão da "espontaneidade" e da "consciência", de "organização" e das "massas". As ideias falsas do Luxemburguismo sobre essa questão - que na época tinha muitas vezes directamente em conta a experiência debilitante da social-democracia Alemã e o ímpeto revolucionário da luta de classes – impediu-o de avaliar correctamente o papel do partido na revolução;



(b)


A subestimação do factor técnico na elaboração de insurreições era, e é, em parte, hoje, um obstáculo ao correcto tratamento da questão da "organização" da revolução;



(c)


Os erros em relação à atitude para com o campesinato. No último artigo, que Rosa Luxemburgo escreveu após a derrota da rebelião de Spartacus, ela está perto de um conhecimento do seu próprio erro, que foi a subestimação do papel do campesinato. Em vários dos seus trabalhos anteriores, no entanto, Rosa Luxemburgo tem subestimado o papel do campesinato, ou seja, a questão camponesa não foi respondida no sentido bolchevique, e, assim, ela fez uma série de concessões ideológicas aos social-democratas.



d)


Também foram graves os erros de Rosa Luxemburgo e de uma série de Marxistas Polacos, Holandeses e Russos sobre a questão nacional. A negação do slogan da autodeterminação nacional (o direito de estabelecer um Estado independente), com o argumento de que seria "impossível" sob o imperialismo resolver a questão nacional, foi de facto o niilismo sobre a questão nacional. Isto tornou o trabalho dos comunistas extraordinariamente difícil em vários países.



e)


A natureza político-partidária dos sindicatos que tem sido propagada há anos pelo partido Polaco, liderado por Rosa Luxemburgo, foi um grande erro. Ele testemunhou a falta de compreensão do papel dos sindicatos como uma organização para a cobertura completa de todos os trabalhadores assalariados. Este erro faz com que seja difícil para a vanguarda encontrar o caminho certo para abordar toda a classe trabalhadora.


Rosa Luxemburgo foi uma das fundadoras da Internacional Comunista. O Comintern, que aprecia o seu grande trabalho e a sua grande obra, está convencido de que age dentro do espírito de Rosa Luxemburgo. O Comintern ajuda os partidos por meio das lições acerca dos erros desta grande revolucionária.


Sem vencer o conteúdo erróneo do Luxemburguismo, é impossível uma verdadeira Bolchevização.


Qualquer coisa que se desvie do Leninismo também representa um desvio ao Marxismo.




 
OBSERVAÇÃO ADICIONAL DO COMINTERN (EH):



Gostaríamos de acrescentar mais um parágrafo:


f)


O Luxemburguismo não considera correctamente o novo tipo de partido Bolchevique como requisito indispensável para liderar o proletariado mundial e os seus aliados para a vitória da revolução socialista mundial e para a construção do socialismo mundial.


Não haverá Comintern (EH) sem marcarmos a linha de demarcação relativamente ao Luxemburguismo por um lado, e sem que isto signifique abandonar o legado revolucionário de Rosa Luxemburgo por outro lado.


A defesa de Rosa Luxemburgo não significa simultaneamente defender os erros que ela cometeu durante a sua grande obra e trabalho revolucionários.

 

 

 

Enterro dos revolucionários em 25 de janeiro de 1919

 

 

O funeral de Karl Liebknecht

 

O funeral de Rosa Luxemburgo



FRENCH

GERMAN

 

KARL LIEBKNECHT - ROSA LUXEMBURGO