2017

 

 

Grande Revolução Socialista de Outubro

de 1917

 

 

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!!! 2017 – REVOLUÇÃO MUNDIAL – 1917 !!! 

GALERIA

 

“As revoluções não são feitas por encomenda; mas existem sinais seguros de que o mundo está pronto para grandes acontecimentos. O Exército Vermelho fortalecido pelo proletariado revolucionário vai ajudar-nos a erguer bem alto a bandeira da revolução socialista mundial. Vitória ou morte!” [Agosto de 1918]

(Lenine, Collected Works, Volume 28, página 44, traduzido a partir da edição em Inglês)

 

Lenine ensinou que os Marxistas revolucionários e os elementos burgueses ou pequeno-burgueses diferem uns dos outros …

 

no que respeita à

 

(1) propagação da necessidade de amadurecimento da revolução mundial entre as massas não esclarecidas


(2) prova da sua inevitabilidade,


(3) explicação das suas vantagens aos povos trabalhadores,


(4) preparação do proletariado mundial e de todas as massas trabalhadoras e exploradas para a revolução mundial.


Nós não sabemos nem o caminho exacto nem a data certa da revolução mundial.
Isto é totalmente impossível e tentar adivinhá-lo seria demagogia – seria uma tentativa de enganar as massas.
Isto é verdade – no entanto, nós realçamos que:
Os verdadeiros internacionalistas socialistas, os autênticos Marxistas baseiam-se na revolução mundial – tanto em teoria como na prática – quando surge uma situação revolucionária á escala mundial. Isto é o ABC do Marxismo revolucionário.
Actualmente, a crise mais profunda da história do imperialismo mundial significa a emergência de uma situação revolucionária global. A ordem capitalista mundial está ameaçada de bancarrota. O seu colapso aproxima-se. Estes indicadores objectivos são sinais irrefutáveis do advento do socialismo mundial.
- os governantes imperialistas tentam em vão salvar o seu sistema apodrecido do colapso.
- o mundo capitalista está á beira do abismo.
O mundo capitalista transfere os custos da sua crise para as massas globais.
As massas encontram-se numa situação difícil, insustentável e intolerável e vão ser inevitavelmente conduzidas para a formação de um movimento de resistência global.

 

As massas vão erguer-se em todo o mundo – quando?

 

Qual é a principal tarefa do proletariado mundial – neste momento?

 

A Revolução de Outubro terá um final vitorioso!

 

Por isso, nós consideramos o 100º aniversário da Revolução de Outubro – o ano 2017 – como a ocasião adequada não apenas para organizar comemorações, mas também para convencer o proletariado mundial de que é a hora de levar a cabo a sua missão histórica. O triunfo final da Revolução de Outubro é algo que está pronto para a sua solução prática.
Enquanto revolucionários mundiais, nós estamos totalmente convencidos acerca do amadurecimento da revolução mundial – nós vamos promover este amadurecimento através do trabalho revolucionário educacional persistente e paciente, porque nós
somos a favor da unificação e da centralização das forças revolucionárias de todos os países no espírito do internacionalismo proletário com o propósito de acelerar a
revolução mundial.
A nossa decisão de fazer tudo o que for possível em benefício da revolução mundial é firme e irrevogável – ela baseia-se nas condições objectivas do amadurecimento dessa mesma revolução mundial. Nós estamos decididos a garantir a continuação da obra de Lenine com todas as nossas forças – até á vitória final!
A conflagração revolucionária espalha-se por todo o mundo!
Já encontrámos um slogan brilhante que vai unir todos os revolucionários do mundo:

 

Morte ao imperialismo mundial!

Viva o socialismo mundial!

Tudo pela revolução mundial!

!!! 2017 – REVOLUÇÃO MUNDIAL – 1917 !!!

Viva Lenine – o professor e o líder da revolução socialista mundial!

Vivam os 5 Clássicos do Marxismo-Leninismo!

Viva o Estalinismo-Hoxhaismo!

 

 


Lenine declara a vitória da Revolução Socialista a 25 de Outubro de 1917 (de acordo com o novo calendário = 7 de Novembro).



Em preparação para o Centenário da Revolução de Outubro nós orgulhamo-nos de apresentar o maior site do mundo em 16(!) línguas:

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 Mensagens de solidariedade

 

Mensagem de Saudações do Comintern (EH) por ocasião do 98º aniversário do “Outubro Vermelho”

7 de Novembro de 2015

 

O sonho da burguesia mundial: transformar nosso planeta em própria loja "Terra", e os membros da humanidade privados de direitos civis - em "consumidores"!

A burguesia mundial tem aperfeiçoado a exploração globalizada e opressão da humanidade.

O mundo capitalista transformou os trabalhadores em meios globalizados de produção com o objectivo de acumular mais e mais globalizado lucro fora de cada vez mais globalizado excedente da produção globalizada dos trabalhadores. Em suma, a burguesia mundial globalizou sua maquinaria lucro gigantesco.


No mundo moderno, não existe um único estado socialista!

Esses vários estados em que o nome não é uma palavra "socialismo" e que sejam efectuadas pelos chamados "partidos comunistas" locais realmente são os tipos dos países capitalistas! Eles não têm nada em comum com o socialismo que foi posta ao nível da ciência pelos fundadores do comunismo científico - Karl Marx e Friedrich Engels! Coreia do Norte e da República Popular da China são os bons exemplos de tais países. É simbólico que, nesses países, o que alguns pseudo-filósofos ocidentais e cientistas políticos consideram "comunista", é impossível encontrar até mesmo pequenos monumentos para Marx e Engels, mesmo nas existentes chamadas "Institutos do Marxismo-Leninismo!"

Logo, a classe operária mundial vai celebrar o 100º aniversário da Grande Revolução Socialista de Outubro, o que resultou no antigo Império Russo czarista foi transformado em primeiro estado real do mundo dos operários, camponeses e soldados!

Em 25 de Outubro (de acordo com um novo calendário - em 7 de novembro) 1917 - o maior data na história do movimento operário mundial: o dia de hoje a Grande Revolução Socialista de Outubro se tornou realidade! Este dia o proletariado russo, sob a direcção de Lenine e do Partido Bolchevique de Estaline, poderia romper a defesa da burguesia e quebrar o capitalismo no Império Russo!

Criação da grande União Soviética foi a primeira realmente grande ruptura no sistema do capitalismo (a primeira foi a Comuna de Paris, mas durou apenas 3 dias)! Os trabalhadores da primeira vez e camponeses levaram o governo na mão e definir uma verdadeira democracia - democracia proletária! A primeira vez para a classe trabalhadora internacional foi mostrado como a libertar-se do jugo do capital e tornar-se verdadeiramente cidadãos livres país verdadeiramente socialista em que não há exploração do homem pelo homem! Pela primeira vez tornou-se realmente livre trabalho e adequadamente remunerado! A classe da burguesia foi suprimida e estava à beira de um desaparecimento total! Em um curto espaço de tempo - no prazo de 35 anos - tendo em conta a sua destruição quase completa na Segunda Guerra Mundial em 1941-1945 - a URSS virou-se do país atrasado em todos os aspectos para o país desenvolvido do socialismo, em 1953, quase em todos os aos indicadores excedeu os países capitalistas, que são mais desenvolvidas na época, e as taxas de crescimento de sua economia avançou taxas de crescimento da economia dos EUA em 600%! As pessoas de todo o mundo começaram a se voltar os olhares e expectativas para a URSS - um baluarte da paz em todo o mundo, e também para o centro de uma revolução socialista mundial, para o centro ideológico e prático de liberação de colônias mundiais do capitalismo de colonialistas estrangeiros e do capital estrangeiro! Como resultado do que um grande número de estados coloniais recebeu uma liberdade formal de! O sistema do imperialismo mundial foi forçado a recuar para trás e para dar, pelo menos, uma liberdade formal para as pessoas escravizadas!

Mas, como resultado da traição revisionista interno e também como resultado da Segunda Guerra Mundial sobre as posições avançadas pelo defensor dos estaduais verdadeiros comunistas socialistas heroicamente estavam em guerra e morreu, após o número total de guerra dos comunistas revolucionários prontos para lutar até a morte contra qualquer manifestação de contra-revolução foi consideravelmente reduzido. Como resultado disso preparação e aplicação pelos revisionistas Soviéticos assassinato de Estaline eo início da restauração do capitalismo na URSS tornou-se possível. Este processo afetou todo o movimento comunista mundial e em 35 anos, em 1991, um saldo remanescente da URSS foi destruída. O capitalismo foi temporariamente restaurada!

Mas se a humanidade começou a viver melhor depois de 1991?

Vamos olhar!

O indisfarçável e de toda forma possível propagandeada principal objetivo da burguesia mundial: a transformação do planeta na sua própria loja "Terra", e os membros desfavorecidos da do resto da humanidade - em "consumidores" obedientes!

Para este representantes finalidade do salário burguesia mundial guerras intermináveis, matar crianças, privar da pátria de milhões, mergulhar na fome do país e continentes, destruir um gene humanidade piscina drogas, dirigir os estados para furos de dívida, as mentes de milhares de milhões veneno com preconceitos religiosos, vire as gerações mais jovens em escravos do consumo, encobrir a Internet em redes sociais controlados e outros meios de controlar as pessoas! Sobre os recursos captados junto a contribuintes que criam diferentes tipos de armas e encaminhá-los contra os contribuintes, e também o proletariado mundial, constantemente reduziu a renda real dos trabalhadores e aumentar os preços no consumidor dos produtos de massa, já mais de metade da população do mundo morre de fome constantemente ...

Esses lugares na Terra onde há recursos principais matérias-primas para a economia mundial, são lugares de colisões de interesses de corporações multinacionais e superpoderes criados por eles. Vários superpotências jogar os conflitos económicos, políticos e militares e residência à beira da grande guerra atômica que ameaça com a destruição de toda a humanidade.

Os meios de comunicação de massa concentrada em mãos de grandes empresários são a ferramenta de promoção da mentira e anticomunismo, a arena principal ideológica da contra-revolução!

Culturas das pequenas nações, e também as mais pequenas nações são ameaçadas pela eliminação ou degeneração! Eles são transformados em novas colônias de superpotências, a sua chamada "independência" - a palavra bilk e soa como escárnio cínico nestes pequenos países e, ao termo "independência das nações"!

A burguesia nacional inspira constantemente em todas as nações do mundo o mito sobre "selectness", sobre "o propósito divino"! O nacionalismo e chauvinismo são uma base da ideologia burguesa! Mentes dos representantes da classe trabalhadora constantemente tornar-se impregnado com ilusões religiosas!

Quase todos os produtos alimentares vendidos no mundo é recheado com inúmeros aditivos químicos incontroláveis ​​- conservantes, estabilizantes, fragrâncias, colorizators, etc. restaurantes transnacionais como Fast-food veneno saúde do proletariado mundial!

As corporações farmacêuticas multinacionais saquear a população mundial preços inflacionados terrivelmente de medicamentos baratos!

A maioria da população da Terra não tem acesso ao atendimento médico qualificado!

Educação realmente livre (independentemente da qualidade da educação!) - Apenas um sonho de classe operária mundial!

O sistema capitalista mundial da agricultura não pode fornecer a população mundial com produtos suficientes para sustento!

O dia de trabalho de oito horas, que pela primeira vez é legalmente definido na URSS por um grande partido comunista União (bolchevique) de Lenine e Estaline não existe mais e, na maioria dos países do mundo um dia de trabalho é quase 12 horas.

O trabalho infantil é um lugar-comum, é mesmo encorajado e romantizado na propaganda burguesa!

Em uma busca impetuosa de lucro dos capitalistas cobertos pela ganância destruir flora e fauna terrestres. Como um exemplo trágico de crimes semelhantes do capitalismo é possível dar a quase eliminação de SAIGAS na Rússia (em 20 anos de sua destruição de 1 milhão havia cerca de 20 mil!) Porque os capitalistas chineses compraram chifres de SAIGAS (apenas chifres, outros partes de animais saltou para fora!) para 40 USD, e, em seguida, vendeu-os a alguns representantes confiáveis ​​e enganados da burguesia chinesa por 800 dólares (!!!) como maravilha-funcionamento significa para aumento da potencialidade de um homem! Os criminosos internacionais, que, por sua vez, revendem-nos a diferentes restaurantes privados nos países asiáticos também podem lembrar o extermínio de macacos na África por causa da venda de suas cabeças por 30 USD.

A população da Terra 7,5 bilhões são constantemente enriquecidos cerca de 15 milhões de USD milionários de quem cerca de 150 mil pessoas com mais de 30 milhões de dólares, cerca de 10000 tem uns 100 milhões de dólares, e também sobre 1000 (apenas um 1000 !!!) tem mais de 1 bilhão de dólares. Ou seja, entre as pessoas mais ricas do mundo é de apenas 1,3%!

É necessário adicionar os representantes da burguesia média e pequena no mundo a ele - o seu número total é de cerca de 500 milhões. Os cálculos elementares mostram que cerca de 7% da população mundial, são enriquecidas em detrimento de outros 93%! E ideólogos burgueses chamam isso de "democracia", "direitos humanos"! É extremamente errado, injusto e cínico!

Toda a arte burguesa mundo mostra a vida e os efeitos destes 500 milhões de homens ricos, a vida de outros 7 bilhões de pessoas para a arte mundo moderno não é interessante (por trás das exceções mais raros)! Na arte moderna, que é apenas um dos meios de ganhar lucro, recebendo um lucro as várias direcções decadentes dominar, o realismo capitalista nele se reflete em formas mais distorcidas e ilusórias. Sensation e fascínio fugaz, histórias irrelevantes e formalismo grosseira e naturalismo são componentes permanentes da arte burguesa, que em última análise nos mostra a feiúra de realismo capitalista! Uma vez que grande pintor espanhol Picasso, refletindo sobre como sobreviver na sociedade capitalista, perfeitamente entendido que os capitalistas tem que mostrar o seu próprio rosto, e porque o seu próprio rosto como de tudo, os capitalistas vai se deliciar com isso. E ele desenvolveu o Cubismo! E a burguesia mundial começaram a comprar e admirar as pinturas de Picasso! Eles não entendem o que um grande artista (Picasso em 1944 tornou-se membro da progressiva no momento do Partido Comunista da França, e em 1962 os revisionistas Soviéticos lhe entregou o prêmio internacional Lenin) começou impiedosamente mostrar a burguesia mundial a sua cara feia ! Na verdade, o que os críticos burgueses ainda chamam de "cubismo" (a propósito, o inventor do termo, o crítico francês Louis Vauxcelles deu-lhe um nome próprio - "moda cúbico", que mais tarde tudo esquecido), é a mais completa forma de realismo capitalista, a face mais verdadeira do capitalismo mundial e de seu assunto - a burguesia mundial! Cubismo - é o retrato mais realista da burguesia mundial!

No mundo capitalista são fluorishing o tráfico de seres humanos, tráfico de órgãos humanos, a prostituição, a pornografia infantil, tráfico de drogas ea arma prosperar! E para a fome no mundo a cada 3 minutos uma criança morre!

Como resultado da globalização do capitalismo mundial a humanidade recebeu a globalização dos crimes do capitalismo! Estes crimes aumentou em enormes escalas!

Os chamados "Nações Unidas" é a arena da colisão dos efeitos prejudiciais das superpotências eo instrumento de poupança do sistema de colonialismo mundo!

É o mundo do capitalismo moderno!

Estes são crimes terríveis do imperialismo!

Este é - o resultado inevitável da globalização do capital privado!

Mas, por causa disso, tudo isso é um limite inevitável do socialismo mundial!

A última crise econômica irrevogável do capitalismo - somente a próxima prova da vinda da morte do capitalismo mundial!

Mas o capitalismo não desaparece si mesmo - ele deve ser romper revolução violenta! E essa revolução deve implementar a classe operária mundial!

Mas, para implementá-lo, a classe operária mundial precisa do partido político do tipo bolchevique: o partido verdadeiramente revolucionário que será capaz de organizar e realizar a revolução socialista mundial!

Em 1917, grande Lênin deu a resposta histórica multa ao georgian menchevique I. Tsereteli sobre uma questão de saber se existe um partido político que está pronto para assumir o poder na mão após a derrubada do capitalismo no Império Russo: "Não há tal Parte" , Lenin disse! E foi o partido político do tipo bolchevique criado por Lenin!

Agora, no mundo chegou a hora quando o estabelecimento do socialismo num só país for excluído teoricamente! Mas é inevitável em uma escala global! Por conseguinte, se um partido político aparece escala mundial, o que poderia ter como réplica mundo as grandes palavras de Lenine!

A dialéctica do movimento social mundial em geral e do movimento operário internacional, em especial, deu classe trabalhadora internacional tal partido em 2000! Seu nome - "Estalinista-Hoxhaista Internacional Comunista!" Antes dele, as revisionistas mundiais chefiadas por os revisionistas chineses criaram e ainda apoiar a chamada "Quarta Internacional". Traidores da organização lutando para distorcer o Marxismo, para transformar o movimento operário internacional em palavras vazias, tanto quanto possível para atrasar as conquistas prazo de revolução socialista mundial! Eles enganar parte ideologicamente atrasada do proletariado mundial, impedir a difusão de obras 5 Clássicos do Marxismo-Leninismo - Marx, Engels, Lenine, Estaline e Enver Hoxha, ou 5 Clássicos do Marxismo-Leninismo separados um do outro. Sua estratégia - situada na direcção da classe operária mundial da revolução socialista mundial! Eles são - escudo de confiança para o capitalismo global!

Mas eles não são um escudo eterno!

Eles não podem salvar o capitalismo sempre! Está excluído devido a leis objetivas da dialéctica! o principal reduto do capitalismo mundial - os EUA - custa à beira de um padrão! Mas apenas alguns dias atrás, a China, a Rússia e muitos outros países capitalistas têm de aumentar as suas contribuições para a economia dos EUA (!!!) para salvá-lo, mas indiretamente - o capitalismo global! No caso de resgate capitalismo mundial todos os capitalistas são unânimes - não importa que formalmente são inimigos! A dívida de capitalistas americanos já ultrapassou 18,1 trilhões de dólares e economistas burgueses intitulados não tem idéia de como salvar o capitalismo completamente arruinado. Esses economistas - apenas alguns laureados com o Prémio Nobel e outros prémios de bolso burgueses! Mas é bem consciente dos verdadeiros comunistas: o acesso à abolição de todo o sistema da economia capitalista e transferência da história humana para a próxima fase formativa do desenvolvimento - a construção do socialismo mundial! É - em uma implementação global escala do que já foi realizado em um único país - a União Soviética - o proletariado russo e os bolcheviques, sob a liderança do grande líder do proletariado mundial - Lênin e Stálin!

Agora, cada verdadeiro comunista no mundo deve decidir por si próprios quem ele serve: o revisionismo ou bolchevismo? Se o bolchevismo, para as suas actividades, continua a ser o único partido político no mundo - Estalinista-Hoxhaista Comunista Internacional, bem como as secções nacionais que cria! Outros verdadeiros partidos políticos bolcheviques não existem no mundo moderno!

Cada comunista, cada trabalhador sem partido e cada pessoa deve compreender conceber a si mesmos!

É simples de ser convencido de que, depois de ter estudado a fundo composições de 5 Clássicos do Marxismo-Leninismo, e também a história da construção do socialismo na URSS em 1917-1955 e em 1945-1985 Albânia!

Todos, mais cedo ou mais tarde temos que nos perguntar por que ele vive neste mundo e quais os benefícios que ela pode trazer para sua geração e as gerações futuras da humanidade? Há muitas profissões em que as pessoas podem perceber a grande ideia de servir ao povo: ciência, arte, indústria, desporto, agricultura e assim por diante! Mas enquanto no mundo há uma divisão da sociedade em classes, como não há exploração do homem pelo homem, como não há antagonismo entre o trabalho eo capital, o serviço mais nobre da humanidade é uma questão de se juntar às fileiras do mundo trabalhadora movimento da classe! E a vanguarda da classe mais consciente do mundo movimento operário - um revolucionário! E porque no mundo existe apenas um verdadeiro partido revolucionário do tipo bolchevique - o Comintern (EH), qualquer pessoa que é chamado a servir o movimento operário mundial devem unir-se ao partido ou é seções nacionais, e enquanto existem apenas cinco seções do Comintern (EH), o verdadeiro revolucionário deve tentar criar em sua seção de tal país! Não há alternativa! Qualquer outra forma - é cada vez mais nas fileiras infames dos revisionistas mundiais, ou completa traição dos interesses do proletariado mundial (ou seja, os interesses de 93% da população mundial) e abertamente seguir em direcção à burguesia mundial!

Para nós, a escolha foi óbvia e simples: Comintern (EH) e um título honorário do soldado da revolução socialista mundial!

Deixe a vinda 100º aniversário da Grande Revolução Socialista de Outubro vai lembrar a todos os comunistas conscientes e não comunistas da necessidade de autocrítica permanente, irá forçá-los a avaliar as convicções políticas, mais completamente estudar o Marxismo e sua forma moderna única correta na era moderna da globalização do capital mundial - Estalinismo-Hoxhaismo - e vai dar um passo corajoso em direcção a serviço vital para a liberação final da humanidade a partir de um jugo do capital privado mundo!


Viva o 98º aniversário da Grande Revolução Socialista de Outubro!
Viva a grande União Soviética dos tempos de Lenine e de Estaline – o maior exemplo histórico da construção da Sociedade Socialista Mundial!
Viva o Comintern (EH) — o único autêntico partido mundial de tipo Bolchevique!
Viva o proletariado mundial – o principal sujeito da future Revolução Socialista Mundial!

 

O Comintern (EH)

7de Novembro de 2015


 

 

 

Tudo pela revolução mundial ! 

 

 

ENVER HOXHA

A Grande Revolução Socialista de Outubro sempre foi próxima e querida para os corações do Partido do Trabalho e os trabalhadores da Albânia.

As lições da Revolução de Outubro, a experiência da Terceira Internacional, em geral, e do Partido Bolchevique, em particular, têm servido para orientar o Partido do Trabalho da Albânia e os trabalhadores Albaneses no seu percurso revolucionário e inspirando-os a lutar pela liberdade, a independência e o socialismo.

Nos corações dos comunistas e de todo o povo, o PTA implantou o sentimento de amor sincero e ardente para com o proletariado, os povos e todas as forças revolucionárias do mundo.

O Partido e o povo Albanês têm alimentado o amor sem limites e lealdade para com o primeiro estado socialista criado por VI Lenine e Estaline, que surgiu a partir da Revolução de Outubro. Quando os revisionistas Krushchevistas surgiram á cabeça do Partido Comunista da União Soviética e do Estado soviético, o PTA declarou a guerra de intransigente contra eles, enquanto que saiu em defesa da via gloriosa do Partido Bolchevique e dos povos soviéticos em defesa do JV Estaline e das lições de Outubro, que foram negadas pelos revisionistas, e isso é considerado como o seu dever internacionalista."

(ENVER HOXHA)

 

 

 

 

 

Sobre as Tarefas do Proletariado na Presente Revolução

07 Abril de 1917

 

As Lições da Revolução

Julho de 1917

 

Uma das Questões Fundamentais da Revolução

27 (14) de Setembro de 1917

 

A Revolução Russa e a Guerra Civil

29 (16) de Setembro de 1917

 

 

Conselhos de um Ausente

8 (21) Outubro 1917.

 

 

Conservarão os Bolcheviques o Poder de Estado?

14 de Outubro de 1917

 

 

Carta ao Comité Central do POSDR(b)

19 de Outubro (1 de Novembro) de 1917

 

Aos Cidadãos da Rússia!

25 de Outubro (7 de Novembro) de 1917.

 

À População

19 de Novembro de 1917

 

 

A Revolução Proletária e o Renegado Kautsky

Novembro de 1918

 

   

Para o Quarto Aniversário da Revolução de Outubro

14 de Outubro de 1921

 

 

 

 

Uma das Tarefas na Ordem do Dia

6 de Abril de 1918

 

A Lógica das Coisas

(As "Teses" do C.C. Menchevique)

29 de Outubro de 1918

 

 

A Revolução de Outubro


(O 24 e o 25 de outubro de 1917 em Petrogrado)

6 de Novembro de 1918

 

 

A Revolução de Outubro e a Questão Nacional

19 de Novembro de 1918

 

 

 

Após Dois Anos

9 de Março de 1919

 

 

História do Partido Comunista (Bolchevique) da URSS

CAPÍTULO VII

O Partido Bolchevique durante o período de preparação e realização da revolução socialista de Outubro (1917 - 1918)

 

 

Três Anos de Ditadura do Proletariado

6 de Novembro de 1920

 

 

A Revolução de Outubro e a Política Nacional dos Comunistas Russos

7 de Novembro de 1921

 

 

 

A Questão da Estratégia e da Tática dos Comunistas Russos

14 de Março de 1923 

 

 

 

A Revolução de Outubro e o Problema das Camadas Médias

7 de Novembro de 1923

 

 

 

 

A Revolução de Outubro e a Tática dos Comunistas Russos

17 de dezembro de 1924

 

 

 

Caráter Internacional da Revolução de Outubro

7 de Novembro de 1927 

 

 

Resposta ao Camarada Ivanov

12 de Fevereiro de 1938

 

 

Discurso Perante uma Assembléia do Soviet de Moscou e Representantes de Outras Organizações

6 de Novembro de 1941


Proferido na Qualidade de Presidente do Comitê de Defesa do Estado, na véspera do

24.º aniversário da Revolução de Outubro.

 

A Grande Revolução Socialista de Outubro

1

2

 

O Significado da Revolução Socialista de Outubro nos Destinos Históricos da URSS

E. Gorodetzky

Problemas - Revista Mensal de Cultura Política nº 4 - Novembro de 1947.

 

 

V. Molotov

O 30° Aniversário da Grande Revolução Socialista de Outubro

7 de Novembro de 1947


Discurso pronunciado em Moscou em 7 de novembro de 1947.

Problemas - Revista Mensal de Cultura Política nº 7 - Fevereiro de 1948 .




Camaradas!

Os povos da União Soviética comemoram hoje uma data de capital importância para os trabalhadores de todo o mundo: o 30.° aniversário da Grande Revolução Socialista de Outubro.

O povo soviético não é o único que se rejubila hoje com os grandes vitórias do socialismo em nosso país. Não somente naqueles países que estão ligados a nós por laços de amizade, que se contam por milhões os amigos dedicados da União Soviética. Em toda parte onde domine o capitalismo, oprimindo o povo laborioso e reduzindo a escravidão os trabalhadores das colônias e dos países dependentes, os homens de consciência esclarecida vêem no êxitos da União Soviética o anúncio de sua própria emancipação do jugo da opressão e da escravização. Não existe país algum do mundo em que a União Soviética já não possua numerosos amigos, repletos de uma ardente simpatia e de fé em nossa causa, na classe operária, entre os operosos camponeses e dentro de amplos círculos democráticos.

Eis porque hoje, no 30.° aniversário da Revolução soviética, nossa bandeira de outubro, a bandeira vitoriosa de Lenin e Stálin, flutua tão alto.

a) Significação da Vitória do Socialismo na URSS

Decorreram trinta anos depois dos acontecimentos de outubro de 1917. Nossos inimigos do campo burguês vaticinavam então, e ainda mais tarde, que o poder soviético não se manteria na Rússia, que estava condenado a uma queda inevitável e rápida. Tais profecias não intimidaram os bolcheviques, que se empenharam arduamente no combate pela tomada do poder para a classe operária, e que, após haver destruído o sistema capitalista opressor, edificam, desde há trinta anos, com um êxito assombroso, o Estado socialista e uma nova sociedade baseada no comunismo.

O caminho que percorremos deve ser dividido em três períodos:

I - Da Revolução de Outubro à Grande Guerra Mundial

O Primeiro período durou vinte e três anos e meio, dos quais, mais de três foram despendidos na luta armada contra as forças de intervenção e os bandos de guardas brancos que tentavam destruir o poder dos Sovietes e derrubar o jovem Estado soviético. Os planos dos capitalistas e dos grandes latifundiários foram coroados de um completo fracasso, mas reduziram nosso país a um estado de extrema devastação e esgotamento. Foi necessário um longo período de anos antes que fosse possível restabelecer o nível da produção industrial e agrícola de antes da guerra.

Depois disso, o progresso e o desenvolvimento da economia nacional efetuaram-se na base dos famosos planos qüinqüenais stalinistas. Em fins de 1928, já podíamos enfrentar a realização do primeiro plano qüinqüenal, que foi executado, como sabeis, antes do prazo fixado. Realizamos em seguida o segundo plano qüinqüenal, e havíamos iniciado a execução do terceiro plano, que não pudemos concluir devido à agressão alemã.

Portanto, podemos trabalhar para os três planos qüinqüenais stalinistas apenas durante pouco menos de treze anos. Todavia, esse reduzido período foi suficiente para transformar nosso país.

A Rússia, industrialmente atrasada, tornou-se um Estado industrial de vanguarda, que já ocupava, no fim do segundo plano qüinqüenal, o primeiro lugar na Europa, quanto ao volume da produção industrial. Até o começo mesmo da Grande guerra nacional, nossa indústria continuava a desenvolver-se rapidamente, ano após ano, a criar ainda novos ramos e a aumentar progressivamente o volume de sua produção. Em 1940, a grande indústria de nosso país produzia quase doze vezes mais que em 1913.

Nossa agricultura sofreu uma transformação ainda maior. As explorações camponesas, pequenas e pouco produtivas, cultivavam sua terra, na maioria dos casos, unicamente com arados primitivos, foices e facas. Seu agrupamento em colcozes permitiu organizar uma grande agricultura moderna, dotada, do mesmo modo que os sovcozes com a ajuda das estações de máquinas e tratores do Estado, de um abundante equipamento técnico em forma de tratores, ceifadoras, debulhadoras, caminhões e diferentes máquinas agrícolas modernas. Apesar de um atraso ainda considerável da criação, a produção agrícola total em 1940 foi quase o dobro da de 1913.

Analisando o período de desenvolvimento da economia soviética, anterior à guerra, disse o camarada Stálin o ano passado:

"Não se pode considerar esse crescimento surpreendente da produção como simples desenvolvimento normal de um país que passa de estado atrasado a um estado adiantado. Foi um salto, graças ao qual nossa pátria se transformou, de país atrasado em país de vanguarda, de país agrário em país industrial."

Isso significa que o nosso Estado socialista, rompendo com os tradições dos estados burgueses, superando a resistência do inimigo de classe e do elementos hesitante, efetuou uma verdadeira revolução tanto na indústria como na agricultura. Graças a isso, a economia nacional da URSS foi reconstruída em pouco tempo, na base de uma técnica moderna, o que não ocorreu nem ocorre com nenhum outro país. Obtivemos tais resultados, principalmente, por seguirmos a política bolchevique de industrialização do país, cuidando em primeiro lugar da indústria pesada. Era ainda absolutamente indispensável que o nosso povo, vivendo dentro de um círculo capitalista hostil, tivesse sempre presente no espírito a necessidade de estar pronto para repelir qualquer agressão eventual.

Realizamos a reconstrução completa da agricultura, graças à política de coletivização. Toda uma década foi dedicada ao preparo do caminho para essa reconstrução, que implicava na necessidade de subjugar a resistência encarniçada dos kulaks. Mas desde os primeiros anos da execução dos planos qüinqüenais, nosso Partido soube convencer os camponeses a aderirem ao novo caminho, o da reorganização completa da economia camponesa na base dos kolkoses. Foram criadas então condições para uma expansão sem precedentes das forças produtivas da agricultura, equipada, daí por diante, de poderosas máquinas agrícolas e armada com todas os realizações da agronomia.

O resultado da primeira fase da edificação do socialismo foi o ter-se reconstruído, sobre uma base socialista, a economia nacional de nosso país, ter-se eliminado inteiramente as classes exploradoras e dado ao povo soviético uma sólida unidade moral e política.

É preciso citar uma das realizações fundamentais dessa primeira fase da edificação do socialismo.

Fomos capazes de assegurar, ano após ano, a expansão ininterrupta da nossa economia nacional, e antes de tudo de seu ramo dirigente, que é a indústria socialista. É claro que se verificaram também no decorrer daquele período calamidades naturais, tais como a seca, seguidas de colheitas insuficientes; mas nem isso interrompeu nossa marcha contínua para diante. Sob quaisquer condições, a indústria soviética desenvolveu-se constantemente, aumentando sua produção todos os anos. Ao contrário dos países capitalistas, o progresso industrial ininterrupto da União Soviética tornou-se um dos mais importantes índices do fundo progressista da organização planificada, estendida a toda a economia nacional.

Sabemos ainda que a expansão crescente da indústria levou, já há muito tempo, à eliminação total do desemprego em nosso país. Isso permitiu a elevação contínua do bem estar da classe operária, o melhoramento progressivo dos condições de vida material e cultural dos operários e empregados da URSS. Não fosse a guerra, nossas cidades e regiões industriais testemunhariam hoje enormes realizações, sem precedentes, no que diz respeito a melhores condições materiais e culturais para os trabalhadores.

A reforma da agricultura, na base da exploração coletiva, fez desaparecer nos campos os pobres que sempre estiveram condenados, sob o capitalismo, a viver em desesperada miséria. Foram oferecidas a todos os colcozianos grandes possibilidades de uma existência fácil e próspera. De um ano para outro, nossa agricultura tornava-se mais forte, enriquecendo-se graças à seiva vivificadora do trabalho coletivo. Não fosse a guerra, que devastou inúmeras de nossas mais belas regiões agrícolas, e disporíamos hoje de muito mais que o necessário, que qualquer país da Europa, e não somente da Europa.

A sábia política de paz de Lenin e Stálin assegurou ao povo soviético, durante os vinte anos que se seguiram ao fim da guerra civil e de intervenção, a possibilidade de consagrar-se à edificação pacífica do socialismo.

II - A Grande Guerra Nacional Contra a Alemanha Fascista

A agressão da Alemanha fascista interrompeu o período pacífico de nossos trabalhos construtivos.

Começou, então, o período de quatro anos da Grande guerra nacional, que foi a prova máxima para a União Soviética, porque, segundo a justa observação de Stálin, foi ela:

"...a mais cruel e mais penosa das guerras que nossa Pátria jamais conheceu no curso de sua história".

Lembramo-nos todos das incríveis dificuldades que teve que vencer nosso país durante aqueles anos.

Basta dizer que o ocupação hitlerista estendeu-se sobre um território que contava, antes da guerra, com uma população de 88 milhões de habitantes. Fornecia 33% de toda a produção industrial do país. Os hitleristas ocuparam uma região cujas terras cultivadas representavam 47% de toda a área cultivada da União Soviética, e onde se encontrava quase a metade de nosso gado. . . .

Durante a guerra, 1.300 usinas, cujo funcionamento era indispensável para satisfazer as necessidades vitais da frente e da retaguarda, foram evacuadas das regiões do oeste e do sul e reinstaladas no este.

O segundo período da história da União Soviética, que corresponde à grande guerra nacional, demonstrou de maneira ainda mais concludente a energia reforçada e a força progressista de nosso Estado socialista multinacional.

Antes do entrada da União Soviética na guerra, Hitler portava-se Como senhor da Europa, como se esta fosse seu domínio. Alguns países, como a Itália fascista, haviam-se tornado seus satélites submissos, outro países da Europa, como a França, foram subjugados por seu tacão, graças à subserviência pró-fascista de seus círculos governantes. A terrível ameaça da invasão alemã pesava sobre a Grã-Bretanha, cujo solo não fora pisado por pés inimigos desde muitos séculos.

A situação só mudou radicalmente quando a União Soviética se pôs em pé de guerra e o Exército soviético tomou a ofensiva contra as hordas hitleristas, em toda a extensão da frente.

Outro fator muito importante foi a coalizão anti-fascista das potências aliadas, coalizão na qual a URSS ocupou uma posição de destaque.

Tudo isso permitiu a derrota do fascismo na Europa.

Por ocasião do 27,° aniversário da Revolução de outubro, Stálin rendeu homenagem aos méritos do povo soviético, pronunciando estas palavras, que todo o mundo conhece:

"Agora que a guerra nacional caminha para um fim vitorioso, o pape! histórico do povo soviético aparece em toda a sua grandeza. Todo o mundo reconhece hoje que a luta, cheia de abnegação, do povo soviético salvou a civilização da Europa dos vândalos fascistas, esse o grande mérito do povo soviético na história da humanidade".

Reconhecendo que o povo soviético salvou a civilização européia dos vândalos fascistas, os povos de todo o mundo reconhecem igualmente os méritos excepcionais do dirigente do comunismo e do grande chefe militar da União Soviética, Josef Stálin.

Diante de todas as provas da guerra, nosso Estado soviético multinacional revelou-se forte e inabalável. A grande guerra nacional uniu mais fortemente ainda os povos da URSS, na luta pela salvaguarda das conquistas da Revolução de outubro e por um futuro feliz para nossa Pátria.

III - O Trabalho de Construção do Após-Guerra

Com o término da guerra, a União Soviética entrou em um novo período de seu desenvolvimento.

Desde o começo do ano passado, desenvolveu-se nosso trabalho na base do novo plano qüinqüenal de após guerra, e o camarada Stálin definiu do seguinte modo nossos novos objetivos:

"As tarefas fundamentais do novo plano qüinqüenal consistem em reconstruir as regiões devastadas do país, recuperar o nível de antes da guerra na indústria e na agricultura, e em seguida, ultrapassar esse nível, de maneira mais ou menos considerável".

Os objetivos indicados pelo Partido e pelo governo no campo do restabelecimento e do desenvolvimento da economia nacional, inspiraram a nosso povo novos heróicos esforços e novos êxitos no trabalho. Todo o país deseja hoje, ardentemente, não apenas cumprir, mas superar, o novo plano qüinqüenal.

No início do novo qüinqüênio, a agricultura foi prejudicada pela seca, que fustigou no ano passado as mais importantes regiões agrícolas. Todavia, conhece-se a capacidade de nosso país para superar rapidamente as dificuldades econômicas que enfrenta. Isso ficou demonstrado mais uma vez, pois graças às medidas adotadas pelo Partido e pelo governo, a colheita de trigo deste ano é 58 % superior à do ano« anterior.

No decorrer do ano passado — primeiro do plano qüinqüenal de opôs guerra — já havíamos obtido um acréscimo importante na produção industrial. No entanto, o programa desse ano, na parte referente à indústria, só foi realizado em 96%, o que se explica pelo fato de a reconversão da indústria para o trabalho de paz não ter sido ainda alcançada.

Este ano, ao contrário, a indústria soviética ultrapassará seu programa. Durante os três primeiros trimestres do ano em curso, a indústria cumpriu seu programa de nove meses, atingindo 103%. Todo o país rejubila-se com o fato de a nossa gloriosa Leningrado estar novamente nas primeiras fileiras e de ter sua indústria, desde outubro, ultrapassado o plano fixado para todo o segundo ano do novo qüinqüênio.

Tudo isso nos dá o direito de dizer que a parte não concluída do programa do primeiro ano do qüinqüênio, será recuperada no transcurso do segundo ano e assim, o programa dos dois primeiros anos do plano qüinqüenal, tomados em conjunto, será executado até ó fim do ano corrente.

Em todos os ramos da indústria e da agricultura, assim como nos transportes, avançamos confiantes, embora reste ainda muito que fazer para curar as feridas e reparar os danos causados pela guerra. Já extraímos mais carvão que antes da guerra, mas ainda não atingimos o nível anterior na metalurgia e na extração do petróleo.

Todas as indústrias que produzem bens de consumo e alimentos estão restabelecidas e desenvolvidas. Não existe um único ramo da indústria que não progrida e não tenha seu plano de aumento da produção, fixado para muitos anos vindouros.

A preocupação constante do governo soviético em introduzir novas máquinas em todos os ramos da indústria, dos transportes e da agricultura, é uma sólida garantia do progresso geral da economia socialista.

O volume da produção industrial aumenta de mês para mês. Basta dizer que no mês de outubro, que vem de findar, a produção global de nossa grande indústria já atingiu a média mensal de 1940. Em outros termos, nossa produção industrial já atingiu o nível de antes da guerra.

Isso prova mais uma vez que foram criadas, em nosso país, condições que permitem uma elevação rápida do bem estar de todo o povo e um novo acréscimo no poder do Estado soviético.

Superioridade do Sistema Econômico Socialista

Não nos ameaçam as crises econômicas destruidoras da indústria, que não poupam nenhum país capitalista. No nosso país não há desemprego com o conseqüente empobrecimento da população, e não haverá. O regime soviético garante todas as possibilidades de uma expansão contínua das forças produtivas e de um aumento constante do bem estar dos trabalhadores das cidades e dos campos, o que não acontece, nem pode acontecer, com nenhum país capitalista.

Comparai a velha Rússia à União, criada pela Revolução. Sabemos que a Rússia burguesa e nobiliárquica foi vencida peio imperialismo japonês em 1904-1905. Sabemos também que a Rússia tzarista foi impotente e incapaz de resistir às hordas de Guilherme. A situação depois mudou completamente. A vitória obtida sobre o fascismo alemão na Europa e a derrota das tropas do império japonês na Manchúria, que se lhe seguiu, foram a prova viva do longo caminho percorrido por nossa Pátria desde os dias da velha Rússia tzarista.

As tentativas de renovar a Rússia, e de fazê-la reviver, fracassaram por ocasião das revoluções de 1905 e de fevereiro de 1917. Somente a grande Revolução socialista de outubro trouxe essa renovação de há muito esperada, criando condições para um poderoso renascimento de nossa Pátria.

Semente a Revolução soviética, Revolução autenticamente popular, cuja direção foi assumida pelo partido de Lenin e Stálin, transformou nosso país na grande potência de vanguarda que é hoje.

A grandeza da União Soviética, criada pela revolução socialista, é hoje reconhecida pelos povos de todo o mundo.

Se os bolcheviques não tivessem conseguido, há trinta anos, arrancar nosso país das mãos de Kerensky, dos mencheviques, dos social-revolucionários, dos constitucional-democratas e outros servidores da burguesia, não é evidente que ele teria perdido sua independência e vegetaria hoje na miséria?

Os Pilares Carcomidos do Capitalismo Europeu

Comparai a União Soviética aos países capitalistas mais adiantados da Europa.

Vê-de a Grã-Bretanha, que foi considerada, desde há muito, e acertadamente, um país industrial altamente desenvolvido, inclusive a "oficina do mundo". Durante o período que separa as duas guerras mundiais, o nível da produção industrial de 1913 só foi ultrapassado, na Grã-Bretanha, em alguns anos excepcionais; na maior parte do tempo, a produção permanecia, claramente, abaixo daquele nível. Por conseguinte, é difícil dizer que a indústria inglesa tenha alcançado qualquer progresso entre as duas guerras mundiais. E sabeis que ainda agora, a Grã-Bretanha enfrenta sérias dificuldades econômicas e recorre cada vez mais à ajuda do Tio Sam.

Na França, durante o mesmo período, a indústria não realizou maiores progresso, embora tivesse tido certos anos de ascensão. Basta dizer que antes do início da segunda guerra mundial, a produção industrial francesa não ultrapassava 6% do nível atingido antes de 1914. Pode-se dizer que ao longo de todo período que separa as duas guerras mundiais, a indústria francesa marcou passo. Hoje, a França atravessa também uma fase de dificuldades econômicas e firma suas esperanças, como a Inglaterra, na ajuda estrangeira.

Como se deverá explicar esse contraste surpreendente entre o desenvolvimento industrial da URSS, de um lado, e a situação da indústria da Inglaterra e na França, de outro? Como se deverá explicar que na URSS a produção industrial tenha aumentado de cerca de doze vezes durante o período de trégua entre as duas guerras, enquanto na Grã-Bretanha e na França a indústria, assinalando um pequeno acréscimo em certos anos, mas uma estagnação e mesmo um retrocesso na maioria dos outros anos, não realizou nenhum progresso?

O observador imparcial, desejoso de compreender os acontecimentos contemporâneos, encontrará a resposta, comparando, antes de tudo, os fatos. A diferença fundamental entre a União Soviética por um lado, a Inglaterra e a França, por outro, é conhecida: a indústria, como toda a economia nacional na URSS, está edificada sobre a base do socialismo. Mas a indústria e todo o edifício do Estado na Grã-Bretanha e na França repousam nos velhos pilares do capitalismo. E a ciência e a prática demonstram cabalmente que, enquanto os fundamentos do socialismo na União Soviética se consolidam dia a dia, os pilares da sociedade capitalista da Europa estão desde há muito tempo profundamente carcomidos.

As Condições e os Caminhos do Socialismo

Tornou-se agora mais evidente que nunca o quanto estava amadurecida a situação em nosso país, há trinta anos, para o socialismo, quando a Revolução socialista, vitoriosa, fez enveredar nossa pátria por um novo caminho, o caminho da regeneração revolucionária.

Há trinta anos, às vésperas da Revolução de outubro, Lenin, afirmava, apaixonadamente, que era impossível, nas condições históricas de então, avançar sem ser em direção ao socialismo, e que as condições materiais do socialismo já existiam em nosso país. Dizia ele:

"Na Rússia.do século XX, que instituiu a república e a democracia por meios revolucionários, não se pode ir para diante sem avançar em direção do socialismo, sem dar passos na sua direção.

A dialética da história se exprime justamente no fato de que a guerra, tendo acelerado para um ritmo extraordinário a transformação do capitalismo monopolista em capitalismo monopolista de Estado, aproximou, por isso mesmo, de maneira extraordinária, a humanidade do socialismo.

A guerra imperialista é a véspera da revolução socialista. E isso não somente porque a guerra, com seus horrores, faz nascer a insurreição proletária — nenhuma insurreição conduzirá o socialismo se este não estiver amadurecido economicamente — mas porque o capitalismo monopolista de Estado é a mais completa preparação material do socialismo, porque é a sua ante-câmara, porque ele é aquele degrau da escada da História após o qual não existe nenhum outro degrau intermediário que o separe do degrau chamado socialismo."

Não é preciso dizer que já naquela época, há trinta anos, as condições materiais para a passagem ao socialismo não eram menos favoráveis na Grã-Bretanha e na França que em nosso país. Mas, como sabemos, não bastam as condições materiais, elas sozinhas, para resolver inclusive aqueles problemas que já se tornaram uma necessidade histórica.

A segunda guerra mundial desferiu outro golpe no sistema capitalista e abalou ainda mais suas posições na Europa. Os países das novas democracias — Iugoslávia, Polônia, Romênia, Bulgária, Checoslováquia, Hungria e Albânia — apoiados por amplas massas do povo, efetuaram reformas democráticas ousadas, especialmente a eliminação da classe dos grandes proprietários de terras e a transferência das terras aos camponeses, a nacionalização da grande indústria, dos bancos, etc. Criando para as massas trabalhadoras uma vida isenta da escravidão capitalista, esses países encaminham-se para o socialismo, por caminhos independentes, que lhes são próprios. Eles garantem, também, a defesa de sua independência nacional, contra a ameaça de ataques dos imperialistas estrangeiros que desejam submeter tais países a seu poder e impor-lhes sua vontade.

b) A União Soviética e a Cooperação Internacional

Desde o primeiro dia de sua existência, a União Soviética ocupou um lugar especial nas relações internacionais, tomando a direção da luta pela paz.

A Revolução de outubro fez com que nosso país saísse da primeira guerra mundial proclamando a paz e renunciando, sem reservas, à política imperialista, ameaçada tanto pela Rússia tzarista como pelo governo criado após a revolução de fevereiro, pelo pseudo-socialista Kerensky.

No entanto, durante certo número de anos, nosso povo não pôde voltar ao trabalho pacífico. No intuito, de estrangular a Revolução de outubro e restaurar o poder dos grandes proprietários de terras e dos capitalistas, que haviam fugido do pais, as potências da Entente organizaram contra este uma série de intervenções armadas. A responsabilidade de tais crimes cabe aos imperialistas ingleses e franceses, a seus aliados americanos e japoneses, assim àqueles que eram naquela ocasião seus satélites. Essa política de salteadores, inspirada pela feroz hostilidade anti-soviética dos Churchill, Clemenceau e outros reacionários em relação ao povo revolucionário russo, fracassou fragorosamente. O povo soviético manteve sua independência, obteve uma trégua e enveredou pelo caminho da construção vitoriosa e pacífica do socialismo.

Sabeis que ainda mais tarde não cessaram as maquinações contra o nosso país. O que não tentaram os imperialistas do ocidente e do oriente para fazer fracassar o trabalho pacífico e construtivo de nosso país! As coisas foram tão longe que a Grã-Bretanha e a França aliaram-se à Itália fascista e concluíram o acordo indigno de Munich com a Alemanha hitlerista, a fim de incitar os fascistas alemães a atacarem mais rapidamente a União Soviética. Entretanto, os imperialistas britânicos e franceses enganaram-se em seu cálculo. Caíram na sua própria armadilha e a sábia política de paz de Stálin permitiu, com um êxito estrondoso, retardar, uma vez mais, a guerra contra a União Soviética.

Todavia, quando a Alemanha hitlerista atacou enfim a União Soviética, as esperanças de nossos inimigos reanimaram-se.

Sabemos que, pouco tempo depois, aparecia uma noticia nos jornais londrinos, segundo a qual o ministro britânico Moore-Brabazon, analisando a situação da frente germano-soviética no verão de 1941, não hesitava em exprimir seu desejo de que os exércitos soviéticos e alemão se exterminassem reciprocamente, enquanto a Grã-Bretanha aumentava sua força e se tornava a potência dominante. Havia ainda pessoas na América que não se quiseram deixar ficar atrás de Moore-Brabazon. Em junho de 1941, o New York Times publicava a seguinte declaração, feita por um político americano, dos mais destacados: "Se constatarmos que a Alemanha está em vias de ganhar a guerra, teremos que ajudar a Rússia, e se for a Rússia, teremos que ajudar a Alemanha. Assim, que se aniquilem mutuamente o mais possível". (1)

Contudo, na guerra contra a Alemanha hitlerista, a União Soviética, a Grã-Bretanha e os Estados Unidos colaboraram com êxito contra o inimigo comum, contra o inimigo comum de todos os países democráticos.

A Política Soviética de Paz

Tão depressa terminou a guerra, a União Soviética consagrou-se à execução do novo plano qüinqüenal stalinista. Mas desde já devemos elaborar um plano para muitos qüinqüênios vindouros. Como sabemos, o camarada Stálin assim definiu esses novos objetivos:

"No que diz respeito aos planos de longa duração, o Partido tenciona organizar um novo e poderoso avanço da economia nacional, que nos permitirá elevar o nível de nossa indústria, por exemplo, ao triplo do nível de antes da guerra. Devemos conseguir que a indústria possa produzir anualmente 50 milhões de toneladas de metal fundido, 60 milhões de toneladas de aço, 500 milhões de toneladas de carvão, 60 milhões de toneladas de petróleo".

Isso demonstra suficientemente como a União Soviética está interessada numa paz estável e duradoura.

Todos os amigos sinceros da paz — e eles representam a imensa maioria do povo em cada país — podem ter a certeza de que a União Soviética saberá defender até o extremo os interesses da paz universal. Em conformidade com essa política de paz, a União Soviética defende o mais amplo desenvolvimento da cooperação internacional.

O camarada Stálin esclareceu profundamente nossa política exterior, na entrevista que teve com um americano bastante conhecido, Mr. Harold Stassen:

"A União Soviética e os Estados Unidos podem, evidentemente, cooperar. A diferença entre os dois países não tem uma importância essencial no que se refere à cooperação. Os sistemas econômicos da Alemanha e dos Estados Unidos eram idênticos, e não obstante, a guerra se desencadeou entre esses dois países. Os sistemas econômicos dos Estados Unidos e da URSS diferem. E no entanto, não estiveram em guerra, mas cooperaram durante a guerra. Se dois sistemas diferentes puderam cooperar durante a guerra por que não poderão cooperar em tempo de paz? Segue-se que, se existe o desejo de cooperar, a cooperação é perfeitamente possível entre sistemas econômicos diferentes. Mas se não existe o desejo de cooperação, então — mesmo se os sistemas econômicos são os mesmos — os Estados e os povos podem estraçalhar-se."

A União Soviética seguiu invariavelmente, e segue hoje, uma política de paz e de cooperação internacional. Tais são as relações da União Soviética com todos os países que manifestam o desejo de cooperação.

O Expansionismo dos Estados Unidos

A política adotada pelo camarada Stálin está hoje em oposição a uma outra política, baseada em princípios inteiramente diferentes. E é preciso mencionar aqui, em primeiro lugar, a política externa dos Estados Unidos e a da Grã-Bretanha.

É possível que exista nos Estados Unidos um programa de desenvolvimento econômico do país, para um certo período futuro. Entretanto, nada se disse na imprensa sobre tal assunto, se bem que as conferências de imprensa não sejam raras nesse país.

Por outro lado, faz-se grande alarido em torno de diversos projetos americanos, ligados tanto à "Doutrina Truman" como ao "Plano Marshall." Ao falar de todos esses planos americanos "de ajuda à Europa", de "ajuda ò China", etc., poder-se-ia pensar que os problemas internos da América já foram resolvidos há muito tempo, e que só lhe resta agora pôr em ordem os negócios dos outros países, ditando-lhes sua própria política e a composição de seus governos, tal como a ela aprouver. Na realidade, não é isso que acontece. Se os negócios internos dos Estados Unidos não fossem motivo de grande inquietação para seus meios dirigentes, especialmente entre a crise econômica que se aproxima, não haveria tal abundância de projetos econômicos de expansão dos Estados Unidos, projetos que, por seu lado, estão baseados nos planos militares e políticos agressivos do imperialismo americano.

Já não se oculta mais agora que os Estados Unidos — muitas vezes de acordo com a Inglaterra — se apoderam constantemente de novas bases navais e aéreas em todas as partes do mundo e utilizam mesmo países inteiros para seus fins, sobretudo na vizinhança do território da União Soviética. Quem não se queixa hoje da pressão do imperialismo americano em seu domínio?

Se os governos de certos grandes Estados da Europa, Ásia e América mantém uma espécie de silêncio digno a esse respeito, alguns países menores começam, certamente, a considerá-lo insuportável. A Dinamarca, por exemplo, por mais que faça, não consegue restaurar sua soberania nacional na Groenlândia, que os americanos não quiseram abandonar depois da guerra. O Egito exige, legitimamente, a retirada das tropas inglesas de seu território, mas a Grã-Bretanha recusa, e a América apóia os imperialistas britânicos também nesse ponto.

É evidente porém que a criação de bases militares nas diferentes partes do mundo não está subordinada a objetivos de defesa, mas visa preparar a agressão. É igualmente evidente que se o estado-maior misto anglo-americano, criado durante a guerra mundial, ainda é mantido, ele não o é por motivos pacíficos, mas no intuito de intimidar o próximo com as perspectivas de nova agressão.

Seria bom que o povo americano soubesse tudo isso. Porque, com a liberdade de imprensa "ocidental", em que quase todos os jornais e o rádio estão nas mãos de um punhado de capitalistas agressivos e de seus criados, é difícil que o povo conheça a verdade autêntica.

A Religião da Bomba Atômica

Como se sabe, uma espécie de nova religião espalhou-se pelos meios expansionistas dos Estados Unidos: sem ter confiança em suas forças internas, acreditam no segredo da bomba atômica, embora esse segredo já não exista desde muito tempo.

Aparentemente, é preciso que os imperialistas depositem sua confiança na bomba atômica, que, como se sabe, não é um meio de defesa, mas uma arma de agressão. São muitos os que se indignam com o fato de os Estados Unidos e a Inglaterra impedirem à ONU adotar a decisão final de interditar as armas atômicas. Por duas vezes, este ano, os sábios britânicos protestaram contra aquele fato, por duas vezes, publicaram relatórios sobre o assunto, nos quais exprimiam seu descontentamento por a Grã-Bretanha limitar-se a aprovar os Estados Unidos nessa questão. E isso é bastante compreensível, pois os povos da América e da Grã-Bretanha não estão menos interessados que os outros povos pela interdição da arma atômica e por uma redução geral dos armamentos excessivos.

É preciso que se compreenda que, ao recusar ã interdição da arma atômica, os imperialistas cobrem-se de opróbrio e fazem voltarem-se contra eles as pessoas honestas de todos os países.

Vejamos ainda a questão dos provocadores de guerra. Apesar de todos os protestos dos expansionistas americanos e de outros, a Assembléia Geral adotou, não sem rancores, uma decisão que condenava a propaganda em favor de uma nova guerra. Os debates demonstraram ainda que é preciso intensificar a luta contra os instigadores de guerra e seus senhores, que executam o desejo de um punhado de capitalistas milionários, agressivos e ávidos de lucros, e que esquecem por completo os interesses de seu povo.

Contra os Aproveitadores e Fomentadores de Guerra

Sabemos que entre as duas guerras mundiais a indústria dos Estados Unidos engrandeceu-se, embora seu desenvolvimento tenha sido bastante desigual e a produção tenha caído, por duas vezes, abaixo do nível de 1913. Por outro lado, durante a segunda guerra mundial, a indústria americana cresceu muito rapidamente, e começou a distribuir enormes lucros aos capitalistas e ao Estado, as rendas que o capitalismo monopolista de Estado da América põe hoje em ação e utiliza em toda parte, como meio de pressão, na Europa e na China, na Grécia e na Turquia, na América do Sul e no Oriente Médio.

Em resumo, não faltam amantes aos lucros de guerra. Mas, que relação terá isso com os interesses do povo? Não é preciso dizer que os interesses do povo diferem completamente daqueles dos instigadores de uma nova guerra mundial.

Todos esses tatos evidenciam o desejo do imperialismo americano de explorar as dificuldades de após-guerra de certos Estados, a fim de impor-lhes a sua vontade, sob o manto de uma tutela americana, não solicitada, e preparar assim o caminho para a hegemonia mundial dos Estados Unidos. Isso não justifica de modo algum as esperanças de que seria possível aos Estados Unidos evitar as dificuldades internas crescentes ou impedir o estouro de uma profunda crise econômica, e sua cisão, cada vez mais acentuada, em dois grandes grupos principais: o grupo imperialista, que está hoje no primeiro plano, e faz disso tanto alarde, e o grupo democrático, ao qual pertence o futuro.

São ilimitados os apetites dos imperialistas, que estão prontos, para atingir seus fins egoístas, a destruir, sob um tacão de ferro, os direitos democráticos em seu próprio país, assim como os direitos e a soberania das outras nações. Parece que a extirpação da Alemanha fascista, que foi esmagada pelas forças democráticas, e que se havia superestimado na luta pela supremacia mundial, não foi compreendida por aqueles que se lançam hoje, tão cegamente, à dominação de todo o mundo.

Os círculos dirigentes dos Estados Unidos, como os da Grã-Bretanha, acham-se à frente de um grupo internacional, que se propôs como objetivo reforçar o capitalismo e estabelecer o domínio daqueles países sobre as outras nações. Esses países adotam formas imperialistas e anti-democráticas nos negócios internacionais, com o apoio ativo, em muitos países europeus, de líderes socialistas bastante conhecidos.

A política da União Soviética repousa em princípios diametralmente opostos, os do respeito à soberania dos Estados, grandes e pequenos, e da não-intervenção nos assuntos internos dos demais países.

Tomemos, por exemplo, a questão alemã.

Se a América e a Grã-Bretanha se ativessem, ainda depois da guerra, a princípios, — tais como, por exemplo, os princípios democráticos das conferencias de Yalta e Potsdam a respeito da questão alemã, que possibilitaram a cooperação fecunda dos grandes aliados contra a Alemanha hitlerista e também para a eliminação das sobrevivências do fascismo — a cooperação entre a União Soviética, os Estados Unidos e a Grã Bretanha produziria nesse caso, ainda hoje, bons resultados.

Mas os Estados Unidos e a Grã-bretanha afastaram-se daqueles princípios democráticos e violaram as decisões tomadas em comum. Isso ocorreu em questões tão fundamentais como a democratização e desmilitarização da Alemanha, e o pagamento de reparações aos países que sofreram a ocupação alemã.

Em conseqüência da política anglo-americana de após-guerra, as zonas de ocupação britânica e americana da Alemanha fundiram-se num território bizonal, administrado em comum — que a imprensa se habituou a chamar de "bizonia" — a fim de seguir ali a política anglo-americana unilateralmente, e independentemente do Conselho de Controle, onde estão representadas as quatro potências ocupantes. Praticamente, nossos representantes na Alemanha, ocupam-se hoje apenas da zona soviética.

Criou-se uma situação tal, que só pode causar mal estar entre o próprio povo alemão, uma vez que, graças à política anglo-americana, existe uma "bizonia" e outras zonas, mas não existe a Alemanha, como Estado alemão unificado.

A União Soviética considera que as decisões das conferências de Yalta e de Potsdam sobre a questão alemã, que previam o restabelecimento da Alemanha como Estado democrático e unificado, devem ser aplicadas. Compreende-se perfeitamente na União Soviética que a "bizonia" não é a Alemanha e que o povo alemão tem direito a seu próprio Estado, o qual deve ser, é claro, democrático, e não criar o perigo de uma nova agressão contra os outros Estados, os Estados pacíficos.

Existe hoje um plano anglo-americano que visa abrandar a população da zona anglo-americana da Alemanha lançando-lhe alguns alimentos, apoiar-se sobre os antigos capitalistas alemães — que ainda muito recentemente apoiavam Hitler — e a utilizá-los, juntamente com a "bizonia" e a região industrial do Ruhr, como ameaça contra os países que não dão mostras de submissão de escravos aos planos anglo-americanos de dominação da Europa. Mas esses planos aventureiros em relação à Alemanha não podem trazer nada de bom e serão certamente rejeitados pela Europa democrática.

O exemplo da Alemanha mostra como os atuais princípios da Grã-Bretanha e dos Estados Unidos divergem dos da União Soviética, pois enquanto os atuais princípios anglo-americanos estão imbuídos de um imperialismo sem máscaras, a URSS se atém firmemente aos princípios da democracia.

A Força do Campo Anti-Imperialista e Democrático

A União Soviética, como os demais países democráticos, defende a causa da paz e da cooperação internacional, sobre uma base democrática . Nas condições atuais, isso exige a união de todas as forças do campo antiimperialista e democrático na Europa e fora da Europa, a fim de opor uma barreira instransponível ao imperialismo, que se tornou mais virulento, uma barreira contra sua nova política de agressão. A união das forças democráticas e a luta audaz contra o imperialismo e seus novos planos de aventuras guerreiras soldarão os povos num poderoso exército, que o imperialismo não poderá esmagar, pois ele nega os direitos democráticos dos povos, calca sob os pés a soberania das nações e baseia seus planos sobre a ameaça e as aventuras.

A inquietação e o alarma aumentam entre as fileiras imperialistas, pois cada um percebe que o solo lhes treme sob seus pés, enquanto as forças da democracia e do socialismo se tornam mais vigorosas a cada dia que passa.

O que pode oferecer aos povos a política imperialista? Nada mais que uma opressão sempre maior, o restabelecimento dos vestígios do fascismo execrado e novas aventuras imperialistas.

É preciso abrir os olhos dos povos para tudo isso e unir as forças democráticas e antiimperialistas, a fim de resistir a todos os planos, quaisquer que sejam, de escravização econômica dos povos e levar ao fracasso todas as novas aventuras partidas do imperialismo.

A experiência histórica da União Soviética confirmou o pensamento de Lenin, segundo o qual um povo que tomou o poder nas mãos, é invencível:

"Jamais se conseguirá dominar um povo cujos operários e camponeses, em sua maioria, sabem, sentem e vêem que defendem seu próprio poder soviético, o poder dos trabalhadores, que defendem uma causa cuja vitória lhes assegurará, assim como a seus filhos, os meios de usufruir todos os benefícios da cultura e de tudo aquilo criado pelo trabalho dos homens".

A tarefa que hoje se impõe é a de unir todas as forças antiimperialistas e democráticos dos povos num único e poderoso campo, firmado na comunhão dos interesses vitais, de uni-las contra o campo imperialista e antidemocrático e sua política de escravização dos povos e de novas aventuras.

Ao mesmo tempo, uma visão sadia das coisas mostrará que, atualmente, novas aventuras imperialistas constituem um jogo perigoso para o destino do capitalismo. Certos ministros e senadores podem não compreendê-lo, mas se o campo antiimperialista e democrático une suas forças e sabe tirar proveito de todas as suas possibilidades, isso obrigará os imperialistas a se mostrarem mais sensatos e a se conduzirem com mais calma. Pode-se presumir que o capitalismo não tem nenhum interesse em apresentar sua própria queda.

c) A URSS e o Comunismo

Ao entrarmos no trigésimo primeiro ano da Grande Revolução Socialista de outubro, é com satisfação que contemplamos o caminho percorrido e é com confiança que encaramos o porvir.

As vitórias do Estado soviético são, com efeito, consideráveis. O socialismo penetrou profundamente em toda a nossa vida. Durante o período soviético, uma nova geração cresceu e começa a estender suas asas de águia.

É preciso reconhecer que a maior realização de nossa Revolução foi o novo aspecto moral, o avanço ideológico de nosso povo no sentido de um povo de patriotas soviéticos. Isso é uma realidade para todos os povos soviéticos, para os habitantes da cidade e do campo, para os trabalhadores manuais e intelectuais. Foi essa, de fato, a obra suprema da Revolução de outubro, obra de uma importância histórica mundial.

O Patriotismo Soviético e Emulação Socialista

O Povo soviético não é hoje o mesmo de há trinta anos.

A fisionomia moral do povo soviético caracteriza-se hoje, antes de mais nada, por uma atitude consciente diante de seu trabalho, cuja importância social ele conhece e que considera como um dever sagrado em relação ao Estado soviético. Atualmente, existem stakanovistas, homens e mulheres, em cada usina.

A emulação socialista anima todos os colcozes. Todos participam dela, operários e operárias, colcozianos e colcozianas, empregados, engenheiros, técnicos, artistas e sábios.

A amplitude e o conteúdo da emulação atestam o grau de atitude comunista do povo soviético em relação ao trabalho. Sendo essa emulação efetivo em todos os países, constitui a mais importante alavanca para o crescimento da produtividade do trabalho.

Um novo movimento adquiriu grande extensão: os operários pretendem pessoal e individualmente, terminar seu programa anual e seu plano de cinco anos, antes da data prevista, o que não se fez antes da guerra. Tal movimento desenvolve-se vitoriosamente em Moscou, Leningrado, no Donbass e em todo o resto do país, testemunhando assim a consciência socialista dos trabalhadores e das trabalhadoras. Mas isso é apenas um dos inúmeros e importantes meios de aumentar a produtividade do trabalho em nosso país.

Este ano, o plano de entrega dos cereais estará concluído antes da data fixada. O Estado receberá em grosso a mesma quantidade de cereais que nos melhores anos de antes da guerra, embora a superfície semeada e o instrumental, técnico sejam ainda mais débeis que antes da guerra. Tais êxitos se devem à emulação socialista, que se ampliou de uma república à outra, de um território ao outro, de região a região e mais particularmente, à participação ativa, na emulação, do conjunto das massas trabalhadoras dos colcozes, com os inúmeros milhões de colcozianos e colcozianas.

Foi uma fase dura a do primeiro período da guerra, até que pudéssemos reorganizar todo o nosso trabalho e adaptá-lo às novas condições. A dedicação dos operários na retaguarda, e o heroísmo de nosso exército na frente, sem precedentes na história do mundo, foram a expressão do elevado patriotismo soviético, e a ele devemos nossa vitória sobre o inimigo. O florescimento atual do patriotismo soviético é a expressão profunda no nível ideológico e do atual desenvolvimento moral de nosso povo soviético.

Contra as Sobrevivências do Passado

Seria difícil negar que as sobrevivências do capitalismo no espírito dos homens são muito tenazes. Eis porque o Partido lembra constantemente ao povo soviético a necessidade de desenvolver amplamente a crítica e a auto-crítica, no sentido de eliminar esses perniciosos vestígios do passado.

Por outro lado, não se pode negar que possuímos hoje enormes possibilidades de lutar com sucesso pela eliminação daquelas sobrevivências.

O nível cultural de nosso povo elevou-se, sob todos os aspectos. O número de alunos e de estudantes, de livros publicados, a atividade educadora entre às massas, já atingiram, de há muito, proporções não igualadas por nenhum outro país. Nossos intelectuais, trabalhadores do domínio da cultura, sábios e artistas, estão penetrados do patriotismo soviético como jamais até agora. E é significativo que no presente a melhor produção literária seja devida a escritores conscientes de sua ligação ideológica indestrutível com o comunismo.

A Grandeza do Cidadão Soviético

Em nosso país, o comunismo inspira um trabalho entusiasta, uma luta heróica pela pátria e um esforço criador impregnado das mais elevadas idéias.

Os escribas da burguesia no estrangeiro profetizavam, durante a guerra, que assim que os cidadãos soviéticos, no curso de suas campanhas militares, se familiarizassem com a ordem e a cultura do Ocidente, assim que tivessem visitado as numerosas cidades e capitais da Europa, retornariam a seu país com o desejo de lá estabelecer uma ordem análoga. Que aconteceu porém? De volta à casa, os soldados e oficiais desmobilizados puseram-se, com ardor ainda maior, a reforçar seus colcozes, a desenvolver a emulação socialista nas fábricas e usinas; ocuparam seu lugar nas primeiras fileiras dos patriotas soviéticos.

No entanto, ainda não nos desembaraçamos inteiramente da admiração beatífica pelo Ocidente, pela cultura capitalista. Não foi por acaso que as classes dirigentes da antiga Rússia estiveram muitos vezes em estado de profunda dependência espiritual em relação aos Estados europeus, mais desenvolvidos como Estados capitalistas. Era possível, por isso, cultivar entre alguns elementos da antigo "inteligência" um espírito vassalo de inferioridade e de dependência espiritual em relação aos países burgueses da Europa. Quem quer que não se tenha desembaraçado dessas vergonhosas sobrevivências, não pode ser um verdadeiro cidadão soviético.

Eis porque nosso povo soviético está animado da intenção firme de eliminar completamente, e o mais rapidamente possível, essas sobrevivências do passado, de criticar impiedosamente toda manifestação de admiração beatífica pelo Ocidente e por sua cultura capitalista.

Lembrai-vos das palavras históricas de Stálin com respeito ao cidadão soviético:

"O mais humilde cidadão soviético, libertado das cadeias do capital, deixa atrás não importa que dignitário estrangeiro altamente colocado, que suporta o jugo da escravidão capitalista".

Quanto melhor compreender o povo soviético este apelo de Stálin à consciência e à honra do cidadão soviético, tanto mais depressa avançaremos em direção ao nosso grande objetivo.

O Papel Histórico do Partido Bolchevique

Como um soí deslumbrante, as idéias do marxismo-leninismo iluminaram nossa rota, ao longo desses trinta anos. Nossa marcha para diante fundava-se na estratégia e na tática de Lenin e de Stálin. Nossa rota não foi fácil. O inimigo trabalhou por fora e por dentro. Mesmo no interior do Partido bolchevique, tinha o inimigo seus agentes na pessoa de trotsquistas, direitistas e outros traidores e pérfidos.

O Partido bolchevique, fundado por Lenin e Stálin, saiu fortalecido de todas essas provas; ele expurgou suas fileiras e soldou-se numa força poderosa, a encarnação suprema da unidade moral e política de nosso povo, o qual marcha confiante para a sociedade comunista. Atualmente, o Partido bolchevique, conduzido pelo grande Stálin, indica o caminho que conduz à paz universal e à libertação das guerras sangrentas, à abolição da escravidão capitalista e ao grande progresso dos povos e de toda a humanidade.

A experiência demonstrou que o movimento comunista, hoje, em dia, cresceu e se reforçou a tais proporções, em inúmeros países, que já não pode daqui por diante, ser dirigido por um único centro. Nós encaramos tal fato como um dos sucessos decisivos do comunismo. Ao mesmo tempo, a experiência demonstrou que os partidos comunistas, e em especial os mais fortes dos partidos comunistas da Europa, devem possuir um órgão comum através do qual possam efetuar constantes trocas de pontos de vista e, quando necessário, coordenar sua atividade por um acordo recíproco. Desse modo, o crescimento posterior do movimento comunista, como sua influência sobre as massas, serão fortalecidas.

O Partido bolchevique saúda essas medidas oportunas dos partidos comunistas e lhes deseja completo êxito.

Há trinta anos o Partido bolchevique não passava de uma pequena parcela deste povo. Mas o partido de Lenin e Stálin soube definir, então, as necessidades históricas do país, com uma precisão científica, encontrando assim um poderoso apoio entre as massas do povo, e este, conduzido por nosso Partido, alcançou uma vitória revolucionária.

Ensinamentos da Revolução de Outubro

Hoje, qualquer um pode ver os frutos dessa vitória do socialismo e sua grande repercussão internacional.

Hoje, as forças unidas da democracia e do socialismo, na Europa e fora da Europa, são, juntas, incomparavelmente mais poderosas que o campo adversário, antidemocrático, do imperialismo.

O capitalismo tornou-se um freio ao progresso humano e a política aventureira seguida pelo imperialismo, que já acarretou duas guerras mundiais, constitui o maior perigo para os povos pacíficos.

A Grande Revolução Socialista de Outubro abriu os olhos aos povos, sobre o fato de que a era do capitalismo chega a seu fim e de que rotas seguras foram abertas à paz universal e ao grande progresso das nações. Os esforços febris dos imperialistas, sob os quais se rompe o solo, não salvarão o capitalismo de sua próxima condenação.

Vivemos numa época em que todos os caminhos conduzem ao comunismo.

O grande Lenin lançou as bases do Estado soviético e conduziu nosso povo no caminho do socialismo, que pôs fim à milenar exploração do homem pelo homem. O caminho de Lenin conduziu à liberdade e a felicidade dos povos, à liberdade e à felicidade de todo o mundo.

O grande Stálin conduziu e continua a conduzir nosso povo no caminho glorioso do comunismo. Cercado do respeito sem limites e do amor dos povos, o nome de Stálin é o símbolo da grandeza da União Soviética vitoriosa e um apelo à luta para o futuro feliz da humanidade.

Camaradas,

os bolcheviques sempre estiveram e sempre estarão na vanguarda de nossa nação!

O povo soviético marcha nas primeiras fileiras da humanidade progressista, cheio de fé nos elevados objetivos da Revolução de Outubro.

Viva o 30.° aniversário da Grande Revolução Socialista de Outubro!

Sob a bandeira de Lenin e sob a direção de Stálin, avante pelo triunfo do comunismo!


Pedro Pomar

No 30.º Aniversário da Revolução de Outubro

Novembro de 1947

Problemas - Revista Mensal de Cultura Política nº 4 - Novembro de 1947.


A classe operária e todos os oprimidos do mundo comemoram este ano o 30.° aniversário da grande Revolução de Outubro.

Trinta anos são passados desde aqueles dias heróicos em que o proletariado russo sob a direção do Partido Bolchevique, do grande Partido de Lénin e Stálin, alcançou a vitória sobre o capitalismo e abriu
para a humanidade inteira as portas de um novo mundo, o mundo do socialismo, da nova sociedade livre da exploração do homem pelo próprio homem.

Três décadas são passadas, e, apesar de tudo quanto já fizeram de grande, de extraordinário, de altamente humano os povos soviéticos, o que hoje vemos no mundo capitalista é o mesmo ódio, mais sistemático talvez, se bem que mais desesperado também, a mesma raiva impotente de trinta anos passados com que os magnatas do capitalismo receberam a primeira grande e definitiva vitória do proletariado. Acontece com a grande Revolução de Outubro o que se dá também com Marx e o marxismo que, com o correr dos anos, são cada dia mais odiados e perseguidos pelo capitalismo em decadência e desespero.

Marx elaborou a arma teórica, a ciência social do proletariado, ciência universal, assim como internacional, ou mundial. Foi também a grande Revolução de Outubro, que, como diz Stálin,

"assinala uma modificação radical e profunda na história da humanidade, uma modificação radical, e profunda nos destinos históricos do capitalismo, uma modificação radical profunda no movimento de libertação do proletariado mundial, uma modificação radical e profunda nos métodos de luta è nas formas de organização, nos hábitos de vida e nas tradições, na cultura e na ideologia das massas exploradas do mundo inteiro."

Essa modificação radical e profunda é nos dias de hoje mais sensível do que antes, agora, ao comemorarmos o trigésimo aniversário da grande Revolução Socialista, do que em qualquer dos seus aniversários anteriores. É que a guerra contra o nazismo não só revelou aos povos a força nova da sociedade socialista, como também, com a vitória, abriu para toda a humanidade uma nova época de desenvolvimento pacífico, de transição para o socialismo, através das democracias progressivas, por novos caminhos específicos para cada povo. Esta possibilidade de desenvolvimento pacifico para o socialismo é o elemento novo trazido pela vitória dos povos sobre o nazismo, elemento novo que, como sempre acontece, luta ainda pela vida contra o velho que quer sobreviver — o imperialismo que se torna por isso cada dia mais agressivo e desesperado.

"Em conseqüência, diz a declaração dos nove Partidos Comunistas europeus reunidos em Varsóvia, passaram a existir dois campos, o campo imperialista e anti-democrático que visa estabelecer o domínio mundial do imperialismo norte-americano e o destruição da democracia e o campo democrático anti-imperialista, cujo objetivo fundamental é destruir o imperialismo, fortalecer a democracia e eliminar os remanescentes do fascismo."

A divisão do mundo em dois campos bem marcados, separados por um fosso que se aprofunda cada dia, é, sem dúvida, o que há de novo neste instante em que o proletariado, todos os explorados e oprimidos, os homens que amam o progresso e a paz comemoram e festejam o 30.° aniversário da grande Revolução de Outubro.

Essa divisão do mundo em dois campos, o "imperialista e antidemocrático" e o "democrático anti-imperialista" assinala, sem dúvida, o momento que atravessamos, é o fato novo assinalado pelo acontecimento histórico que foi a reunião em Varsóvia, em setembro último, dos dirigentes dos novos mais importantes partidos comunistas do continente europeu. Essa divisão do mundo em dois campos, fato novo já agora bem claro, não surgiu inesperadamente no cenário mundial, mas resultou do natural desenvolvimento dos acontecimentos, em conseqüência da própria vitória sobre a Alemanha e o Japão e já tinha mesmo suas raízes na diferença de objetivos com que se uniram para a guerra contra o nazismo as duas grandes potências capitalistas, Grã Bretanha e Estados Unidos, e o poderoso Estado socialista, a URSS, este, lutando fundamentalmente pela restauração e consolidação da ordem democrática, pela eliminação do fascismo, contra qualquer possibilidade de nova agressão, pelo estabelecimento de uma paz duradoura, enquanto aqueles tinham por objetivo principal de guerra a eliminação do concorrente alemão ou japonês no mercado mundial e a consolidação de sua posição dominante. Guerra de libertação, a guerra contra o nazismo não deixava de ser, no entanto, uma guerra imperialista também para aqueles que sonham com o domínio do mundo, dos mercados e das fontes de matérias primas, e que desejam a exploração de todos os povos.

A derrota militar do nazismo não foi, por isso, acompanhada da total eliminação política e ideológica do fascismo. Pelo contrário, os anos de após-guerra trouxeram a luta cada dia mais acentuada entre os que tudo fazem no sentido de conseguir a eliminação dos remanescentes do fascismo e de sua base material, e aqueles que não poupam esforços para salvá-los, resguardá-los e inclusive, como vem acontecendo cada dia com maior frequência e descaramento, utilizá-los contra o avanço da democracia no mundo inteiro. Foi nesse processo, de um lado a União Soviética e os países democráticos procurando destruir o fascismo, o capital financeiro reacionário e consolidar a democracia e, de outro, os Estados Unidos e a Grã Bretanha, lutando pelo fortalecimento do imperialismo e tentando estrangular a democracia, utilizando para isso todos os meios, inclusive o rebotalho fascista, foi nesse processo que se delimitaram, até chegar à nitidez de hoje, os dois campos em que se divide agora o mundo.

O Avanço Democrático

É certo que a vitória sobre o nazismo trouxe um rápido e poderoso avanço democrático no mundo inteiro. Os povos do oriente europeu conseguiram liquidar as bases econômicas da reação, nacionalizar a grande indústria, dividir a terra, punir os principais traidores a serviço do nazismo, e, assim, criar instituições novas, realmente democráticas e progressistas. Noutros países da Europa surgiram grandes partidos comunistas de massa com centenas de milhares e mesmo milhões de membros, "poderosos representantes de amplos setores da população, profundamente enraizados nos seus próprios países e chefiados por homens capazes", como disse Stálin ao deputado trabalhista inglês Ziliacus na palestra que com ele manteve. Os povos coloniais começaram a obter grandes vitórias na luta pela independência nacional e mesmo na América Latina, apesar do seu imenso atraso econômico e político, as velhas ditaduras, que haviam servido a Hitler e posteriormente se entregaram aos banqueiros ianques, tiveram que ser substituídas por novos governos que pudessem contar com algum apoio popular e capazes de satisfazer, na medida do possível, à formas democráticos e constitucionais. No Brasil, por exemplo, o Sr. Dutra, Ministro da Guerra da ditadura, o Condestável do Estado Novo, como o chamou Vargas, condecorado por Hitler e Hiroito, passou a ser Presidente constitucional de uma República representativa. . . De qualquer maneira, substancial e verdadeiramente, e aparentemente apenas, era a democracia que avançava como conseqüência inevitável da vitória dos povos sobre o fascismo, militarmente batido na Europa, na Ásia, no mundo inteiro. E cresceu em todos os países as forças organizadas do proletariado, que se unem em escala mundial, na gigantesca Federação Mundial dos Sindicatos a que se filiam os representantes de mais de 70 milhões de trabalhadores organizados. E as mulheres democratas unem-se também em grande Federação Mundial para lutar pela paz e pelo completo aniquilamento político e ideológico dos remanescentes perigosos do fascismo. E a juventude une também suas. forças na esperança de impedir novas guerras e consegue através da sua Federação Mundial da Juventude Democrática uma tão impressionante manifestação de força universal de luta pela paz, pelo progresso e a independência de cada povo, qual a recente concentração juvenil de Praga, festa simbólica de alegria, coragem e confiança no futuro em pleno coração da Europa há tão pouco tempo ainda oprimida sob a bota sangrenta da Gestapo.

Com a derrota militar do nazismo avança a democracia pelo mundo inteiro. A União Soviética, apesar do esforço despendido nos duros anos de guerra, dos milhões de vidas perdidas, da destruição sofrida em seu solo, recupera rapidamente sua economia de paz e, mal terminada a guerra, inicia a execução de novo plano qüinqüenal de proporções inéditas. Já nos grandes países capitalistas vitoriosos, especialmente na Grã Bretanha e nos Estados Unidos, muito menos fácil se torna essa volta, da economia de guerra para a de paz, reconversão econômica que os magnatas do imperialismo tratam de fazer a custa do sacrifício das grandes massas trabalhadoras, dos operários das metrópoles imperialistas e dos povos cuja exploração querem aumentar. A situação econômica da Grã Bretanha torna-se cada vez mais'grave e, devido a isso, dia a dia maior a submissão política do orgulhoso imperialismo inglês aos grandes banqueiros de Wall Street.

É certo que a derrota militar do nazismo abalou o imperialismo em seu conjunto e modificou a correlação de forças sociais no mundo inteiro a favor do proletariado, da democracia e do socialismo. Mas do grande embate foi, sem dúvida, o imperialismo ianque aquele que, do lado capitalista, mais reforçado saiu, com nova e mais alta concentração do capital, com uma poderosa indústria em nível técnico o mais elevado e em condições portanto de desafiar qualquer concorrente; na luta pelo predomínio absoluto no mercado mundial. É claro, no entanto, que no regime capitalista essa elevação rápida da produtividade traz em seu seio todos os elementos de nova crise cíclica cada dia mais próxima. À enorme produção norte-americana não corresponde nenhum aumento da capacidade de consumo da população do país, que necessita, assim, buscar mercados no exterior nas condições novas do mundo de após guerra, com a Europa empobrecida pela guerra, com muitos de seus povos lutando energicamente pelo desenvolvimento de suas próprias indústrias, com a China em plena inflação e a braços com a política de traição de Chiang-Kai-Shek e o resto do mundo em condições econômicas não melhores. É evidente, sem dúvida, a crescente agravação da crise geral do capitalismo e daí a agressividade cada vez maior do imperialismo, especialmente do imperialismo ianque que se ergue hoje como o centro da reação mundial, da luta pelo domínio absoluto do mundo — o velho sonho de Hitler, hoje aspiração dos magnatas de Wall Street que sustentam e dirigem a política expansionista e guerreira de Truman e Marshall.

A Atividade Agressiva do Imperialismo

É nesse quadro que se vem desenvolvendo a atividade particularmente agressiva do imperialismo ianque.

"Esta atividade, como afirma a declaração da Conferência de Varsóvia, é desenvolvida simultaneamente em todas as direções — na direção das medidas militares estratégicas, de expansão econômica e de luta ideológica."

É conhecida a atividade guerreira do imperialismo, a distribuição sistemática de suas forças armadas pelos outros países, o intento de subordinar o seu comando e completo controle as forças armadas dos outros países do Continente americano, a ampliação e consolidação de bases militares por todo o mundo, a preocupação em que se entrega à fabricação de armas cada vez mais poderosas e ofensivas e à investigação científica dedicada ao mesmo fim, sem ocultar, ao contrário, pretendendo escandalizar para assustar a atividade de seus técnicos no terreno da energia atômica, bem como da guerra química e bacteriológica.

No terreno da expansão econômica, intimamente relacionada com os esforços continuados pelo predomínio político, é visível, ao lado dos planos para a escravização econômica e política da Europa, o que vem fazendo o imperialismo norte-americano na China, na Indonésia e mais particularmente na América Latina. Só o apoio ostensivo, econômico, político e militar do governo dos Estados Unidos vem retardando a vitória do povo chinês sobre o governo incapaz e traidor de Chiang-Kai-Shek; sem o apoio norte-americano impossível teria sido ao governo holandês voltar a atacar os povos livres da Indonésia. Na América Latina a expansão econômica do imperialismo norte-americano é cada vez mais descarada e vem acompanhada de perto e em escala crescente de intervenção política aberta, como acontece ainda agora no Chile e no Brasil, cujos governos se entregam submissos aos patrões de Washington e Wall Street.

Quanto à luta ideológica, basta acompanhar o que se escreve na imprensa norte-americano quase totalmente a serviço dos provocadores de guerra como tão bem provou de maneira concreta e objetivo, em seu monumental discurso na Assembléia das Nações Unidas, Vishinski, chefe da delegação soviética. A preparação ideológica para a guerra e para a luta terrorista contra os comunistas, odiados pelo imperialismo por serem os vanguardeiros na luta peia paz, pela democracia e a independência de seus povos, é particularmente sensível aqui no Brasil, cuja imprensa, especialmente na Capital da Republica, foi a que, sem dúvida, mais baixo desceu nessa tarefa infame de instrumento do capital reacionário para a preparação ideológica da guerra imperialista.

O discurso de Truman, em 12 de março de 1947, justamente na ocasião em que se reuniam em Moscou os Ministros do Exterior das quatro grandes potências, marca o início da contra-ofensiva imperialista, mais vigorosa e descarada, numa tentativa violenta e algo desesperada de berrar o avanço democrático no mundo inteiro. Todas as tentativas anteriores, desde as manobras na Conferência de Potsdam, as tentativas de ruptura em Londres e depois na Conferência da Paz em Paris nenhum fruto haviam produzido e as forças da democracia continuavam a avançar vitoriosas, conseguindo pouco a pouco consolidar suas posições. A 12 de março, Truman arranca definitivamente a máscara para declarar que o governo norte-americano está disposto a auxiliar com dinheiro e com armas, com técnicos e politicamente também todos aqueles que, especialmente na Europa queiram lutar contra os povos em marcha para o progresso, contra a democracia e o socialismo, entregar-se enfim à "proteção" exploradora e colonizadora do capitalismo norte-americano. Milhões de dólares foram desde logo postos à disposição dos fascistas gregos e dos políticos reacionários da Turquia. E ao tinir do dinheiro imperialista conseguiram as classes dominantes na França e na Itália afastar os comunistas dos postos de governo, ao mesmo tempo que o rebotalho fascista no oriente europeu intensificava sua atividade conspirativa contra os governos populares e progressistas daqueles países. O imperialismo retomava, sem dúvida, a iniciativa e tentava barrar em toda a parte o processo democrático e mesmo fazer retroceder as forças do progresso e da democracia. Na América Latina, são os comunistas desde logo afastados do governo no Chile e do Partido Comunista do Brasil vê cassado o seu registro eleitoral e dificultada a sua atividade legal.

A prática, porém, mostrou a pouca eficiência dos métodos e da linguagem estúpida de Truman. O governo monarco-fascista da Grécia sem apoio popular desmascara-se definitivamente como lacaio do imperialismo submetido aos agentes de Truman e com isso se amplia rapidamente a base popular e nacional dos guerrilheiros gregos que se tornam cada vez mais fortes. Não melhor sucedidos foram os conspiradores a serviço do imperialismo na Hungria, na Yugoslávia, na Romênia ou na Bulgária. O Partido Comunista passou rapidamente de 3.° a 1.° partido na Hungria, graças ao rápido desmascaramento dos traidores húngaros a serviço de Truman, e na Bulgária o ouro e a pressão imperialista só conseguiram agravar a situação do traidor Petkov, enforcado pelo Tribunal de Justiça do povo búlgaro.

O insucesso do Plano Truman, a dificuldade que criava para os "patriotas" e "socialistas" europeus que deviam pô-lo em prática, determinaram sua substituição por algo de menos claro, mais insidioso, capaz enfim de melhor encobrir as verdadeiras intenções do imperialismo e de facilitar aos Bevin, aos Ramadier e De Gasperi, a tarefa infame de entregadores de seus povos à exploração imperialista. Foi para isso que surgiu o chamado Plano Marshall, de escravização econômica e política da Europa pelo imperialismo norte-americano.

Na verdade, sob a direção de Truman e Marshall unem-se todas as forças da reação que com o objetivo firme e certo de fazer barrar o avanço democrático, especialmente na Europa, usam todas as armas e utilizam todos os recursos táticos, desde a chantagem, o suborno, a extorsão, até a pressão econômica e a exploração das contradições internas de cada país e as que por acaso existam entre eles.

A Conferência de Varsóvia

A situação assim criada pela ofensiva imperialista foi particularmente sensível aos povos europeus, mais diretamente visados pela reação mundial e muito especialmente por aqueles povos onde a correlação de forças sociais já é claramente favorável à classe operária que através de seus partidos políticos, como organização de vanguarda, já está no poder ou exerce sobre ele forte influência pelos representantes que possui nas assembléias legislativas. Foram os representantes de tais partidos que se reuniram em Varsóvia para discutir a situação internacional especialmente na Europa, e buscar a melhor maneira de unir seus esforços contra os ataques do imperialismo norte-americano. São os partidos comunistas — sobre os quais já pesa a grande responsabilidade de dirigir e defender os destinos de seus povos, e que sentem, justamente por isso, a necessidade urgente de unificar sua ação política, sua estratégia e sua tática, de coordenar seus esforços a fim de enfrentar com sucesso as manobras da reação. Retomar a iniciativa e passar assim à ofensiva contra o imperialismo e o rebotalho fascista de que o mesmo se utiliza — os que se reúnem pelos seus representantes mais autorizados na Capital polonesa.

Este o verdadeiro significado da histórica Conferência de Varsóvia, que marca, sem dúvida, um novo passo, e dos mais consideráveis, na grande luta dos povos pela paz e a democracia, pelo progresso e independência nacional de cada povo, contra a exploração imperialista e a volta do fascismo.

A Conferência de Varsóvia mostrou aos povos do mundo inteiro o que já são nos dias de hoje as forças da democracia e do progresso.

Reuniram-se na Capital da Polônia os representantes de nove partidos comunistas apenas, mas que representavam mais de 13 milhões de comunistas, imensa vanguarda política que dirige por sua vez a dezenas de milhões de operários organizados, além de outros milhões de homens e mulheres, de jovens e de velhos, que já lutaram contra o nazismo, que conquistaram a independência de suas pátrias e não estão dispostos a se submeter à exploração imperialista, milhões de seres humanos que não se amedrontam com ameaças ou chantagens guerreiras, e que bem marcam a superioridade das forças da democracia sobre as do imperialismo.

A declaração política dada à luz pelos participantes da Conferência de Varsóvia é particularmente importante pela análise que faz da situação mundial como igualmente pela firme disposição que traduz de quebrar as forças do imperialismo.

"Se os partidos comunistas permanecerem firmemente em suas posições — diz-se naquela declaração — se não se deixarem intimidar, se permanecerem corajosamente na defesa da democracia, da soberania nacional, da liberdade e da independência de seus países, se souberem na sua luta contra as tentativas de escravização econômica e política de seus países se colocar à frente de todas as forças que estiverem dispostas a defender a causa da honra e da independência nacional, então nenhum plano de escravização dos países da Europa e da Ásia poderá ser executado."

Com a declaração de Varsóvia toma novo impulso igualmente a luta pelo desmascaramento dos falsos socialistas e trabalhistas, dos traidores da classe operária hoje a serviço do imperialismo ianque, como Léon Blum na França, Atlee e Bevin na Grã Bretanha, Schumacher na Alemanha, Karl Rener e Scherf na Áustria, Saragat na Itália, etc. que, como diz aquele documento:

"se esforçam para ocultar a verdadeira essência predatória da política imperialista sob a máscara de democracia e fraseologia socialista, porém, que de fato continuam a ser, sob todos os aspectos, defensores leais dos imperialistas, provocando a desintegração nas fileiras da classe operária e envenenando o seu futuro."

A Conferência de Varsóvia assinalou enfim a necessidade urgente de estreitar e regularizar os contactos entre os nove partidos comunistas europeus que se haviam reunido, a fim de melhor unificar a luta de seus povos contra o imperialismo, mais facilmente vencer a complexidade da situação e evitar que o inimigo explore possíveis contradições entre povos que lutam há séculos pela independência nacional. Com tais objetivos foi criado um Bureau de Informações com representantes dos nove partidos, tendo por finalidade o intercâmbio de experiências e "em caso de necessidade, a coordenação de atividades dos Partidos Comunistas em bases de livre consentimento". A sede do Bureau de Informações será em Belgrado e por êle será publicado um órgão mensal que se pretende possa ser mais tarde quinzenal.

É fácil de imaginar a importância política do centro de informações, de troca de experiências e de possível coordenação da atividade anti-imperialista das dezenas de milhões de seres humanos que aceitam a direção dos nove partidos comunistas, agora com sede em Belgrado. Este centro será como que o motor capaz de estimular a organização das forças democráticas contra o imperialismo e sua simples criação já constitui séria advertência aos governos monopolistas que acenam com a guerra e procuram por meio de ameaças e chantagens arrastar em suas aventuras os povos fracos e desprevenidos.

Os democratas do mundo inteiro e mais particularmente os trabalhadores e os comunistas de todo o mundo não podem deixar de receber com alegria a notícia da criação do centro de informações em Belgrado. Nele vemos se altear a bandeira gloriosa da luta pelo socialismo, e não hâ dúvida alguma que o órgão a ser publicado pelo Bureau de Informações de Belgrado muito ajudará aos povos do mundo inteiro a compreender a orientação política da vanguarda mais esclarecida do proletariado mundial fortemente armada com a ciência social verdadeira do marxismo-leninismo-stalinismo.

E é por isso também que se deve compreender que a reação imperialista e a imprensa a seu serviço já se lançaram ao ataque contra a Conferência de Varsóvia e mais particularmente contra o recém-criado Bureau de Informações de Belgrado, desde logo apontado como reencarnação da Internacional Comunista.

Para desfazer a provocação já temos hoje a palavra autorizada de Stálin, segundo versão dada a público pelo deputado trabalhista inglês Ziliacus da palestra que sobre o assunto manteve em Sochi, no Mar Negro, com o grande chefe dos povos soviéticos. Diz Ziliacus serem quase textuais as seguintes palavras de Stálin:

"A Internacional Comunista desempenhou papel importante no estabelecimento de ligações entre os trabalhadores de diferentes países, ajudou a desenvolver líderes entre os próprios trabalhadores. Mas hoje, a situação é diversa. Em certo número de países os Partidos Comunistas são poderosos representantes de amplos setores da população, têm grandes responsabilidades, estão profundamente enraizados nos seus próprios países e são chefiados por homens capazes. Seria uma utopia extravagante tentar dirigir partidos de algum centro comum. Como a entendo, a declaração dos nove Partidos Comunistas significa que os comunistas daqueles países trabalham em comum, por um lado para melhorar as condições da classe operária e do povo em geral, e, por outro, para defender a independência e a soberania de suas pátrias".

E completa Stálin o seu pensamento:

"Seria uma estupidez fazer andar para traz a roda da história. . . tentar formar uma Internacional Comunista seria utópico e os comunistas não são utópicos."

Com efeito, são tão diferentes pelos seus objetivos, pelo seu conteúdo, pelas formas de organização que adotam a extinta Internacional Comunista e o recém-formado Bureau de Belgrado que só mesmo como provocação policial seria possível qualquer confusão.

A Internacional Comunista surgiu em 1919 como um dos frutos da Revolução de Outubro e como conseqüência também da bancarrota da II Internacional. Sua tarefa principal consistia em ligar os operários revolucionários dos diversos países, organizando-os em partidos verdadeiramente marxistas-leninistas, capazes de lutar contra o social-chauvinismo dos social-traidores da II Internacional, consistia enfim no auxílio, na promoção e na consolidação, em todos os países em que se tornasse possível, de uma vanguarda dos mais destacados trabalhadores organizados. A III Internacional unia e mobilizava os trabalhadores para a defesa dos seus interesses econômicos e políticos e para a luta contra a reação, o fascismo e a guerra, que este último preparava e para o apoio à União Soviética, como o principal baluarte da causa da Paz e do Anti-fascismo.

0 cunho característico da Internacional Comunista residia no sentido da disciplina voluntariamente aceita e dos fortes laços de coesão que uniam os partidos filiados ao centro que decidia pelo seu Congresso Mundial, instância superior da Internacional Comunista, sabre todas as questões essenciais, de programa e de tática. Por ocasião do II Congresso da I. C. Lenin afirmava:

"O Congresso criou nos PP. CC. de todo o mundo uma coesão e uma disciplina como jamais existiram anteriormente e que permitem à vanguarda da revolução operária continuar marchando para a frente a passos agigantados até seu grande objetivo: a destruição do jugo do capital" vol. IV, pág. 361 - Obras Escolhidas).

Só assim realmente poderia a nova organização operária cumprir a sua formidável tarefa de organizar e educar a vanguarda revolucionária do proletariado, tarefa histórica que foi sem dúvida levada a bom termo e que teve, como lógica conseqüência, a dissolução espontânea da própria organização, quando em 1943, dada a nova situação do mundo, não mais se justificava, sua existência. Cumprida a heróica missão histórica da Internacional de Lenin, estava em 1943, sua forma de organização já superada, como claramente foi dito na época pelo Presidium do Comitê Executivo na resolução que tornou pública:

"Guiados pelo julgamento dos fundadores do marxismo-leninismo, os comunistas jamais apoiaram a conservação de formas de organização que sobreviveram à sua utilidade. Sempre subordinaram as formas de organização do movimento da classe operária em conjunto às peculiaridades da situação histórica concreta e aos problemas que resultam imediatamente desta situação. Os comunistas lembram o exemplo do grande Marx, que se uniu aos mais destacados trabalhadores nas fileiras da Associação Internacional dos Trabalhadores, e, quando a Primeira Internacional cumpriu sua tarefa histórica, de lançar os alicerces para o desenvolvimento de partidos da classe operária em países da Europa e da América, e, em conseqüência da situação de amadurecimento que criava partidos nacionais da classe operária, dissolveu a Primeira Internacional, visto que esta forma de organização já não correspondia aos problemas que tinha à sua frente."

O desenvolvimento histórico, o próprio crescimento dos Partidos Comunistas, a madureza política de seus quadros dirigentes, além da complexidade da situação mundial, tornou prejudicial e inútil, de modo evidente, a existência da Internacional Comunista como centro diretor do movimento mundial da classe operária. Hoje, quatro anos passados daquela dissolução espontânea, pretender voltar à mesma forma de organização, seria querer fazer andar para trás a roda da História, como disse Stálin, seria tarefa utópica e reacionário.

O Bureau de Informações, com sede em Belgrado, tem objetivos diferentes dos da Internacional Comunista. Não possui nem de longe aquelas características coesão e disciplina a que se referia Lenin.

Respondendo recentemente a uma entrevista da "United Press", Luiz Carlos Prestes assim falava sobre o Bureau de Belgrado:

"O Bureau de Informações criado pela Conferência de Varsóvia visa a troca de experiências e a coordenação voluntária de seus esforços, a fim de vencer de maneira mais fácil velhas contradições entre seus povos (dos nove Partidos) e melhor uni-los contra a agressividade do imperialismo, em defesa da paz, da soberania nacional de cada povo, da democracia e do progresso".

E mais adiante:

"A própria organização do Bureau já é um ensinamento, porque só se impedirá a guerra assim — lutando unidos e desmascarando impiedosamente os provocadores de guerra. É claro que as divergências entre estes provocadores de guerra e os povos que querem a paz aumentam cada vez mais — é um antagonismo que se aprofunda e cuja superação, que será o esmagamento dos restos fascistas provocadores de guerra, torna-se assim mais próxima."

A Internacional Comunista foi em seu tempo um centro eminentemente revolucionário, organizador e dirigente da luta do proletariado contra a burguesia que predominava no governo de todos os países, exceto na União Soviética. Hoje, ao contrário, é o Bureau de Informações de Belgrado uma organização de partidos que estão no governo e que se congregam para melhor unificar a ação dos seus povos contra a agressividade do imperialismo americano e de seus lacaios em cada país, que perderam suas velhas posições no aparelho estatal e assistem à destruição pelos seus povos, afinal livres e senhores dos seus destinos, das bases econômicas em que repousam por século sua força.

O Bureau de Belgrado e os PP. CC. da América Latina

Mas se o bureau de Informações de Belgrado está aberto à adesão voluntária dos demais Partidos Comunistas do Mundo, qual a atitude a ser tomada pelos comunistas da América Latina e, mais particularmente, pelo Partido Comunista do Brasil?

De fato, a situação dos povos latino-americanos é muito diferente da dos povos europeus. A correlação de forças sociais é ainda brutalmente favorável na América Latina à reação, à burguesia reacionária, aos grandes proprietários de terras, latifundiários, aos financistas agentes do capital estrangeiro, especialmente norte-americano.

Mas o inimigo principal da classe operária e dos povos latinos americanos é o imperialismo ianque, que nos oprime e nos escraviza. Justamente por isso, os comunistas latino-americanos não podem deixar de receber com imensa satisfação a iniciativa da Conferência de Varsóvia e com grandes esperanças a notícia da criação do Bureau de Belgrado, que bem traduzem a ofensiva das forças democráticas contra a agressividade imperialista. O Bureau de Belgrado fará conhecida do mundo inteiro a orientação política da vanguarda mais esclarecida do proletariado mundial e é precisamente nisso que está sua maior importância para os comunistas latino-americanos.

Imaginar organização semelhante dos Partidos Comunistas da América Latina, no momento atual, ou pensar em adesão ao Bureau de Belgrado a nós nos parece prejudicial à luta de libertação nacional de nossos povos contra a exploração imperialista.

Está na ordem do dia para os povos do continente americano a discussão e a solução do estado de empobrecimento e de miséria, da decadência física, do analfabetismo, das doenças, da estúpida exploração dos banqueiros estrangeiros e de seus agentes, os grandes latifundiários e a burguesia reacionário, debater e enfrentar a terrível situação em que se encontra a maioria esmagadora das populações de nosso país. É nossa tarefa histórica, é objetivo comum que a nós comunistas latino-americanos, nos deve ligar e unir também ao proletariado norte-americano, a formação de uma frente comum de todos os patriotas e democratas, independentemente da classe social a que pertençam, contra o opressor imperialista e pela emancipação nacional de nossas pátrias.

Os comunistas latino-americanos têm hoje, como missão indeclinável, colocar-se à frente de seus povos para a luta anti-imperialista e, interpretando o sentimento de progresso, democracia e independência que tão vigorosamente eles têm revelado, reuni-los em conferências ou Congresso, para atuarem mais eficazmente contra o inimigo comum.

As condições para iniciativas de tal natureza só poderão surgir, no entanto, na medida em que, em cada país do Continente, nós, os comunistas, saibamos lutar efetivamente pela paz, pelo bem estar de nossos povos e pela soberania de nossas nações. Aumenta dia a dia no Continente a exploração do capital financeiro colonizador e os acontecimentos dos últimos meses em quase todos os países latino-americanos já revelam suficientemente as intenções sinistras do imperialismo, que emprega todos os recursos, da chantagem da guerra ao suborno, da pressão econômica e política às formas mais sutis de penetração, a fim de dominar completamente nossos povos, saquear nossas riquezas e, finalmente, utilizar nossos filhos como carne para canhão em suas aventuras guerreiras contra os povos livres em marcha para o socialismo e mais particularmente contra os povos da União Soviética.

Seria um crime, diante de tais fatos, ficar de braços cruzados, apáticos e passivos. Como diz, com razão, a declaração dos nove Partidos reunidos em Varsóvia:

"O principal perigo para a classe operária consiste na subestimação de suas próprias torças e na sobrestimação das forças do campo imperialista. . . Os Partidos Comunistas devem encabeçar a resistência, aos planos de expansão imperialista e de opressão sob todos os aspectos, política, econômica e ideológica. Devem se concentrar e unir seus esforços na base de um programa comum democrático e anti-imperialista e reunir em torno deles todas as torças democráticas e patrióticas do povo."

Nessa luta contra o imperialismo é imensa a responsabilidade que pesa sobre os ombros dos comunistas brasileiros. Isto se deve, não somente a importância do Brasil, como maior e mais populoso pais do Continente, como também a sua posição geográfica estratégica, caminho forçado entre os EE. UU., a África e a Europa; se deve ainda às riquezas minerais que possui, inclusive o petróleo, além do ferro, do manganês, dos cristais, etc. É ainda o nosso povo um dos mais explorados do Continente, e foi, sem dúvida, a nossa economia a que mais sofreu desde 1929 com o início da crise geral do capitalismo que, agregada à crise agrária crônica, trouxe o país à difícil situação econômica e financeira em que hoje se debate e que só pode ser resolvida através de reformas profundas da estrutura.

Em face dessas circunstâncias, só a passividade ou o oportunismo, só uma total incompreensão da situação e uma inconcebível incapacidade para se ligar às grandes massas exploradas e oprimidas poderiam explicar, junto com a conhecida falta de organização de massas em que ainda nos encontramos no Brasil, o atual avanço das forças do imperialismo ianque no país e os golpes sucessivos contra as conquistas democráticas mais elementares e a Constituição de 1946.

É nosso dever, no entanto não poupar sacrifícios para deter a marcha da reação no Brasil. Para tanto, torna-se de início indispensável bem compreender a atual situação nacional e mundial e, também, que já estamos em 1947 e não mais em 1945. A presente situação é completamente distinta daquela em que se achava o mundo ao alcançarmos a legalidade para o nosso Partido. Naquela época, a vitória militar sobre o nazismo assegurava um poderoso e rápido avanço das forças da democracia e aqui no Brasil o essencial era garantir o caminho pacífico da reconstitucionalização do país, evitando qualquer pretexto que pudesse servir aos restos fascistas para restaurar a ditadura e afogar a Nação com um banho de sangue, como chegou a ser tentado em 29 de outubro. Hoje a situação é outra, os campos imperialista e anti-imperialista já estão bem marcados e aqui no Brasil só resta aos democratas e patriotas enfrentar com coragem a onda reacionária e imperialista sem medo de que a luta, sejam quais forem suas conseqüências, possa efetivamente servir para qualquer coisa pior do que a ditadura terrorista de Dutra que, a serviço do imperialismo norte-americano, esmaga conquistas democráticas de nosso povo, rasga a Constituição e vende aos banqueiros estrangeiros as riquezas da Nação.

Saibamos evitar com inteligência as provocações, mas tratemos de nos ligar ao povo, às grandes massas trabalhadoras das cidades e dos campos, a fim de impulsioná-los sem receio na luta pelas suas reivindicações mais imediatas, econômicas e políticas, na luta contra a miséria e a fome, contra o terror policial, pelos direitos constitucionais, como também contra os exploradores estrangeiros e os governantes traidores que entregam o Brasil à colonização imperialista.

Na defesa da democracia e da Constituição precisamos mostrar ao povo a necessidade imperiosa de não ceder mais um passo sem luta, sem protesto, sem enfrentar com coragem e de forma cada vez mais vigorosa qualquer atentado da reação. É indispensável desmascarar sistematicamente as manobras do imperialismo e de seus agentes no governo do país. Mostrar, particularmente, o verdadeiro sentido da luta contra o comunismo que é, antes de tudo, uma luta contra o progresso e a democracia. O recente ato de Dutra rompendo relações com a URSS precisa ser pacientemente analisado para que as grandes massas possam compreender o seu verdadeiro sentido. Um governo incapaz de resolver os problemas mais prementes, um governo impopular, que se debate entre as mais profundas contradições da classe dominante e que precisa acabar com a democracia para mais facilmente vender a Pátria aos banqueiros ianques, busca na ruptura de relações com a URSS a maneira de enganar a opinião pública, de exaltar um falso patriotismo que supunha lhe pudesse ajudar a criar um ambiente de desordem que justificasse, além do massacre de comunistas e democratas, a suspensão das garantias constitucionais.

Nessa luta enérgica, persistente, corajosa e sistemática em defesa da democracia e contra o imperialismo, faz-se mister também saber desmascarar os falsos democratas, os capitulacionistas e covardes que aproveitam todos os pretextos e todas as oportunidades para servir aos liberticidas, aos traidores e a ditadura terrorista de Dutra. Suficientemente flexíveis para não nos deixarmos isolar, sabendo marchar com todos os que em qualquer momento defendam a Constituição, devemos no entanto, nós os comunistas, ser implacáveis no desmascaramento dos demagogos, dos "esquerdistas", e "socialistas", de que se servem por tática os agentes do imperialismo, tal e qual fazem na Europa com os chefes da social-democracía.

Nós, os comunistas brasileiros, ao comemorarmos festivamente o 30.° aniversário da grande Revolução de Outubro, podemos sentir-nos orgulhosos do trabalho já realizado na organização e educação do povo. Mas é necessário salientar e devemos compreender que muito maior é a tarefa a realizar a fim de libertarmos nosso povo da exploração imperialista e da opressão cada dia maior da ditadura terrorista de Dutra e seus asseclas e conquistarmos a independência nacional. A Constituição e a democracia não serão defendidas com êxito se ficarmos de braços cruzados. Marchemos ao encontro do povo, liguemo-nos estreitamente as grandes massas trabalhadoras, ajudemo-las a se organizarem, lutemos juntos, favorecendo a mais ampla União Nacional para protestar contra a ditadura, barrar o avanço da reação e impedir a escravização de nossa Pátria pelo imperialismo. Será assim, resistindo, com denodo à reação e ao imperialismo que conseguiremos a solução pacífica para os grandes problemas nacionais e asseguraremos a marcha de nosso povo no caminho da Paz, do progresso e da democracia.


 

 

O LENINISMO

UM GUIA INFALÍVEL
PARA A REVOLUÇÃO MUNDIAL

 

 

 

COMINTERN (EH)

 

 

Mensagens de solidariedade

 

Mensagem do Comintern (EH)

no 97 º aniversário

da Grande Revolução Socialista de Outubro

7 de Novembro de 1917 - 7 de Novembro de 2014

Caros camaradas de todo o mundo!


Hoje, nós celebramos o 97º aniversário da Grande Revolução Socialista de Outubro. Nesta ocasião, saudamos todos os autênticos comunistas em todo o mundo, como nós comemorar este triunfo histórico a partir do qual temos necessariamente de aprender a fim de nos prepararmos para as lutas futuras do mundo armado revolução proletária socialista. O centenário da Grande Revolução Socialista de Outubro está cada vez mais perto. Agora a nossa tarefa principal é preparar o ano de 2017! O Comintern (EH) não só irá organizar as celebrações comemorativas. Na primeira linha, temos que convencer o proletariado mundial sobre cumprimento de sua missão histórica, ou seja, que a actual crise mundial do capitalismo implica inevitavelmente uma nova ascensão do movimento revolucionário do proletariado mundial.

A conclusão da Revolução de Outubro é agora uma questão urgente, que é madura para a sua solução prática!


Tudo pela revolução socialista mundial!


O imperialismo mundial está indo – o socialismo mundial está chegando!

A Grande Revolução Socialista de Outubro pode ser considerada como a mais importante evento que ocorreu na história da humanidade até agora. Os bolcheviques, sob a liderança do proletariado de camaradas Lenine e Estaline guiada classes trabalhadoras russas na luta contra o imperialismo russo e czarista servidão feudal-capitalista opressora e exploradora. A Revolução de Outubro permitiu que o mundo do capitalismo-imperialismo podia ser abalada até os alicerces e também permitiu que o internacionalismo proletário para realmente entrar na sua fase global. Naquela época, anteriormente feudal czarista russo - o mais fraco elo da cadeia do imperialismo mundial - tornou-se o centro da revolução mundial e Outubro Vermelho tornou-se a luz que guia que indicava aos trabalhadores do mundo o caminho para sua própria libertação de todos os tipos de escravidão, repressão e exploração. Como o camarada Estaline afirmou:

A Revolução de Outubro não é somente uma revolução circunscrita "a um marco nacional". Ela é, antes de tudo, uma revolução de tipo internacional, de tipo mundial, pois representa uma viragem do velho mundo, do mundo capitalista, para o mundo novo, o mundo socialista.

No passado, as revoluções acabavam, geralmente, com a substituição de um grupo de exploradores por outro grupo de exploradores no leme do governo. Mudavam os exploradores, mas a exploração continuava. Assim aconteceu na época dos movimentos libertadores dos escravos. Assim aconteceu na época das sublevações dos servos. Assim aconteceu na época das conhecidas "grandes" revoluções da Inglaterra, França e Alemanha. Não me refiro à Comuna de Paris, que foi a primeira tentativa — gloriosa e heróica, mas uma tentativa fracassada — do proletariado para voltar a história contra o capitalismo.

A Revolução de Outubro se distingue fundamentalmente destas revoluções. Ela se propõe, como objectivo, não a substituição de uma forma de exploração por outra forma de exploração, de um grupo de exploradores por outro grupo de exploradores, mas a supressão de toda espécie de exploração do homem pelo homem, a supressão de todos e cada um dos grupos de exploradores, a instauração da ditadura do proletariado, a instauração do Poder da classe mais revolucionária entre todas as classes oprimidas que já existiram até hoje, a organização da nova sociedade socialista sem classes.

É precisamente por isto que o triunfo da Revolução de Outubro assinala uma mudança radical e profunda na história da humanidade, uma mudança radical e profunda nos destinos históricos do capitalismo mundial uma mudança radical e profunda no movimento de libertação do proletariado, uma mudança radical e profunda nos métodos de luta e nas formas de organização, nos hábitos de vida e nas tradições; na cultura e na ideologia das massas exploradas do mundo inteiro.

É por isto que a Revolução de Outubro é uma revolução de tipo internacional, de tipo mundial.

E nisto reside também a profunda simpatia que sentem pela Revolução de Outubro as classes oprimidas de todos os países, que vêm nela a garantia de sua libertação.” (Estaline, O Carácter Internacional da Revolução de Outubro, 1927, edição em Português)

Na verdade, só a vitória final da Revolução Proletária Socialista Mundial pode definitivamente garantir a vitória final da Grande Revolução Socialista de Outubro. Só desta forma pode a traição revisionista e neo-revisionista contra o Outubro Vermelho será superada e eliminada para sempre. Quando nós, Estalinistas-Hoxhaistas, lutamos pela Revolução Proletária Socialista Mundial, estamos lutando pelo triunfo global da conclusão da Grande Revolução Socialista de Outubro. 97 anos após o Outubro Vermelho, este continua a ser o nosso propósito revolucionário.

Uma das constantes batalhas que ocorrem entre comunistas e anti-comunistas, entre revolução e contra-revolução é precisamente para defender ou negar essa verdade histórica. É por isso que os Estalinistas-Hoxhaists devem fazer o máximo para desmascarar e denunciar as mentiras e calúnias espalhadas pela classe burguesa mundo capitalista-imperialista e pelos seus lacaios revisionistas, neo-revisionistas e social-fascistas contra o Outubro Vermelho de 1917 ("pelo" Outubro Vermelho em palavras - contra o Outubro Vermelho em obras).

A Revolução de Outubro é invencível porque o seu exemplo e o caminho revolucionário que apontou para permanecerá sempre para mostrar aos trabalhadores o caminho para sua libertação total e definitiva do jugo do capital. No entanto, o seu objectivo final ainda não está cumprido. A Grande Revolução Socialista de Outubro é apenas o começo da revolução socialista mundial que vai se espalhar por todo o planeta. Agora, cabe-nos a nós, Estalinistas-Hoxhaistas, lutar ferozmente á cabeça do proletariado mundial, a fim de garantir que este objectivo final da Revolução de Outubro será plenamente alcançado o mais rápido possível. Em tudo isso, contamos sempre com os ensinamentos imortais dos 5 Clássicos do Marxismo-Leninismo: Marx, Engels, Lenine, Estaline e Enver Hoxha. O período de domínio internacional do proletariado mundial começa com a vitória da revolução socialista proletária mundial.

Sem agir como uma classe mundial unida, sem confiar nas aulas invencíveis da Grande Revolução Socialista de Outubro, proletariado mundial fracassará inevitavelmente. Nós só podemos alcançar a vitória contra o sistema burguês-capitalista-imperialista mundial, se formos capazes de aplicar correctamente as lições valiosas do Outubro Vermelho de 1917 às condições e lutas globalizado de hoje.

Hoje em dia, no 97º aniversário da Grande Revolução Socialista de Outubro, devemos nos unir proletariado mundial sob a liderança de ferro de seu partido de vanguarda mundial: o Comintern (EH) - o único porta-estandarte fiel da bandeira revolucionária do Outubro Vermelho.



Proletários de todos os países - uni-vos!


Trabalhadores do mundo - unam todos os países!


Vamos garantir o triunfo do legado invencível do Outubro Vermelho!


Viva a Grande Revolução Socialista de Outubro!


Viva a revolução proletária socialista mundial violenta!


Viva a ditadura do proletariado mundial armada!


Viva o socialismo mundial e o comunismo mundial!


Viva o Marxismo-Leninismo-Estalinismo-Hoxhaismo!


Viva o Comintern (EH)!


 

 

Mensagens de solidariedade

 

 

Mensagem do Comintern (EH)
por ocasião do 96º aniversário

da Grande Revolução Socialista de Outubro

7 de Novembro de 1917 – 7 de Novembro de 2013


Hoje, temos o orgulho de comemorar o aniversário da Grande Revolução Socialista de Outubro. Há 96 anos, as classes trabalhadoras Russas derrubaram violentamente a tirania feudal-capitalista czarista. Depois de muitos séculos de repressão e opressão insuportáveis, elas conseguiram estabelecer a ditadura do proletariado e começar a construir uma forma superior de sociedade humana em que a exploração do homem pelo homem seria abolida para sempre. Em tudo isso, eles contaram com a sua liderança proletária – os bolcheviques Russos com os camaradas Lenine e Estaline á cabeça - para avançar sempre com base na ciência revolucionária do Marxismo-Leninismo.

E foi assim que as classes oprimidas e exploradas do império feudal Russo conseguiram transformar o seu país atrasado no centro da luta pelo socialismo mundial. A Grande Revolução Socialista de Outubro permitiu ao proletariado Russo estabelecer-se como classe dominante através da conquista do poder político, económico, social, ideológico, pela primeira vez na história. De acordo com os ensinamentos da ideologia comunista, os trabalhadores russos aniquilaram os elementos e classes opressivos e exploradores, revolucionaram a sociedade no seu conjunto, socializaram os meios de produção e colocaram a economia ao serviço das suas necessidades através do conhecimento das leis sociais e económicas objectivas.

Claro, tudo isso era um motivo de profunda preocupação e raiva para a classe burguesa mundial, cuja dominação opressora capitalista-imperialista estava sendo ameaçada pelo excelente exemplo que as classes exploradas e oprimidas Russas estavam dando a todas as outras ao redor do mundo. É por isso que os exploradores inventaram e fabricaram todos os tipos de mentiras e calúnias anti-socialistas contra a Grande Revolução Socialista de Outubro e contra a ditadura do proletariado soviético com o objectivo de manter o mundo capitalista-imperialista vivo ao evitar que as classes proletárias e trabalhadoras mundiais sigam o caminho que foi indicado. Também por isso, o curso da construção do socialismo na União Soviética sob os camaradas Lenine e Estaline esteve cheio de dificuldades. No entanto, a resistência comunista e o vigor revolucionário do Estado proletário Leninista-Estalinista nascido da Revolução de Outubro foi tal que a burguesia mundial nunca foi capaz de corromper a União Soviética bolchevique a partir de fora e só o conseguiu fazer graças ao revisionismo Khrushchevista e ás infiltrações reaccionárias internas.
Sabemos que nem mesmo as realizações e maquinações mais negras dos capitalistas e revisionistas jamais poderão destruir o legado da Revolução de Outubro. A Revolução de Outubro é invencível porque o seu exemplo e o caminho revolucionário que ela apontou sempre permanecerão para mostrar aos trabalhadores o caminho para a sua libertação total e definitiva do jugo do capital. No entanto, o seu objectivo final ainda não está cumprido. A Grande Revolução de Outubro deveria ter sido apenas o começo da revolução socialista mundial que se espalharia por todo o planeta. Agora, cabe-nos a nós, Estalinistas-Hoxhaistas, lutar ferozmente á cabeça do proletariado mundial a fim de garantirmos que este objectivo final da Revolução de Outubro será plenamente alcançado em breve.

Em tudo isto, nós contamos sempre com os ensinamentos imortais dos 5 Clássicos do Marxismo-Leninismo: Marx, Engels, Lenine, Estaline e Enver Hoxha.


Viva a Grande Revolução Socialista de Outubro!
Viva a revolução socialista mundial!

Viva o Marxismo-Leninismo-Estalinismo-Hoxhaismo!

Viva o Comintern (EH)!

 

Mensagens de solidariedade

 

Saudação dos nossos camaradas Russos
WWW.ENVERHOXHA.RU

6 de Novembro de 2013
 

Aceitem os meus parabéns pelo 96º aniversário da Grande Revolução Socialista de Outubro!
Esta revolução abriu uma nova era na história da humanidade!
Esta revolução foi o grande triunfo das ideias do Marxismo-Leninismo!
A doutrina de Marx-Engels-Lenine-Estaline-Hoxha é a nossa bandeira, que será sempre iluminada pela luz da Revolução de Outubro!


Com saudações comunistas

O camarada A. S.

 

 

Mensagens de solidariedade

Mensagem de saudação dos nossos camaradas Chineses


em 6 de Novembro de 2013

Caros camaradas do Comintern:

a sua carta foi recebida. Primeiro, vamos celebrar a Grande Revolução de Outubro e o Dia da Criação do Partido. O líder revolucionário camarada Lenine e o Partido Bolchevique lideraram a Revolução de Outubro e marcaram para sempre a história do movimento comunista internacional, eles abriram uma nova era na história da humanidade, a primeira vez que o comunismo científico passou de ideal a realidade. Para os trabalhadores mundiais e para os e soldados revolucionários estava acesa a tocha da esperança.

O génio imortal de Lenine e Estaline foi continuado pelo camarada Hoxha, que defendeu os princípios desses líderes, fundou o Partido do Trabalho e a doutrina comunista desenvolveu-se e elevou-se até ao Hoxhaismo. O Partido do Trabalho e Hoxha dedicaram a sua vida a combater o imperialismo e o oportunismo, a denunciar e lutar contra o revisionismo moderno, a União Soviética, China, Coreia e outros países revisionistas da Europa Oriental, Cuba, etc. de uma forma que todos os verdadeiros comunistas devem tomar como exemplo. Hoxha e outros líderes revolucionários podem ter morrido, mas o espírito revolucionário permanece para sempre. O Comintern Marxista-Leninista-Estalinista-Hoxhaista continua a manter bem alto a bandeira vermelha, a esperança do mundo trabalhador.

Devido a erros técnicos, não tenho nenhuma maneira de encontrar uma "História do Partido do Trabalho Albanês" completa. Este livro, o último livro enviado a vocês é apenas metade do original, o que nos deixa muito tristes. Eu encontrei alguns artigos e escritos Marxistas-Leninistas-Estalinistas de Luxembourg, Zetkin e Bebel que gradualmente vos vamos enviar. Actualmente, estou terminando e revendo a tradução da obra do camarada Hoxha "Teoria e Prática da revolução", que em breve será concluída. Até agora, a destruição e a propaganda revisionista entre as massas procura espalhar a ideologia burguesa e desacreditar o camarada Estaline. O comunismo internacional está numa baixa histórica, mas o Comintern luta corajosamente pelos ideais comunistas, e todos nós devemos basear-nos na Revolução de Outubro e no Partido do Trabalho para aprender e continuarmos a lutar até que o nosso coração pare de bater.

A vitória da primeira revolução socialista num país com economia e cultura atrasada, as experiências da revolução socialista da Rússia e da construção socialista, a generalização teórica sobre os últimos desenvolvimentos na situação mundial na era do imperialismo, combinada com a análise concreta das realidades da Rússia, tudo isso é expressão da formação do Leninismo, elaborado pelo grande professor proletário Lenine e o Partido Bolchevique.

O Leninismo é uma continuação e desenvolvimento do Marxismo. Lenine fez uma grande contribuição para a tesouraria da teoria Marxista em todos os três aspectos da filosofia, da economia política e do socialismo científico.

A vitória da Revolução de Outubro mostrou excelentemente a verdade e o poder do Marxismo-Leninismo na sua aplicação prática. Até hoje, o Marxismo-Leninismo é uma bússola indefectível pela vitória da revolução socialista mundial e uma poderosa arma ideológica nas mãos do proletariado mundial e de toda a humanidade progressista.

Viva a grande Revolução de Outubro!

Viva o grande PTA!

Viva a Internacional Comunista!

Mensagens de solidariedade

 

Mensagem por ocasião do

95º aniversário da Grande Revolução Socialista de Outubro


Hoje, nós celebramos o 95º aniversário da Grande Revolução Socialista de Outubro que conduziu á fundação do primeiro estado socialista que existiu: a gloriosa União Soviética de Lenine e de Estaline. A Grande Revolução Socialista de Outubro foi o culminar de uma longa série de lutas implacáveis que os proletários travaram contra a tirania burguesa e imperialista e ela deu um novo alento ás massas trabalhadoras que têm no comunismo o seu propósito mais elevado. A Grande Revolução Socialista de Outubro permitiu o início da construção socialista, a aniquilação violenta da opressão capitalista e o estabelecimento da ditadura proletária armada sobre 1/5 da terra habitada. Ela constituiu um enorme passo em frente em direcção á concretização da sociedade sem classes e sem estado.


Os ideólogos burgueses tentam enganar os trabalhadores afirmando que “a Revolução de Outubro falhou porque a União Soviética Bolchevique já não existe”, mas isto não passa de uma mentira cujo objectivo é manter os trabalhadores afastados da ideologia socialista de forma a perpetuar e a maximizar os lucros dos capitalistas. É verdade que a União Soviética Bolchevique foi destruída pelos revisionistas – com a ajuda e sob a direcção do imperialismo mundial – e já não existe. Mas apesar disto, a Grande Revolução Socialista de Outubro acaba sempre por triunfar porque uma revolução verdadeiramente comunista como ela nunca pode ser derrotada. E isto porque a Grande Revolução Socialista de Outubro estabeleceu um exemplo que não pode ser removido das mentes e dos corações dos trabalhadores, um exemplo que determina a luta do proletariado mundial contra todos os tipos de opressão até á concretização definitiva do comunismo mundial. É por isso que a Grande Revolução Socialista de Outubro continua a ser totalmente válida e vitoriosa – apesar de incompleta.


De facto, a vitória da Grande Revolução Socialista de Outubro marcou o início de algo muito maior: a vitória da Revolução Socialista Mundial. Portanto, a Grande Revolução Socialista de Outubro está inacabada e ela vai permanecer inacabada até ao momento em que o proletariado mundial conquiste o poder á escala global. Assim, nós apelamos a todos os explorados de todo o mundo para seguirem a única ideologia genuinamente revolucionária – o Marxismo-Leninismo-Estalinismo-Hoxhaismo – e a única organização genuinamente revolucionária – o Comintern (EH) – com o objectivo de completarmos a herança inestimável da Grande Revolução Socialista de Outubro através do triunfo da Revolução Socialista Mundial que vai eliminar para sempre o totalitarismo capitalista-imperialista-revisionista.

 


A Grande Revolução Socialista de Outubro é invencível!


O seu exemplo heróico vai guiar os trabalhadores para o Socialismo e para o Comunismo!


Viva a Grande Revolução Socialista de Outubro!


Viva a ditadura proletária mundial!


Viva a Revolução Socialista Mundial!


Viva o Marxismo-Leninismo-Estalinismo-Hoxhaismo!


Viva o Comintern (EH)!


 

 

 

Mensagens de solidariedade 

 

Viva o 95º aniversário da Grande Revolução de Outubro! 

Mensagem de solidariedade para o Comintern (EH)

vinda da Rússia 

A Revolução é a Única Arma que consegue Derrotar

a Estratégia dos Inimigos do Proletariado e dos Povos

Todos os inimigos, os imperialistas; os social-imperialistas e os vários revisionistas – juntos ou separadamente – lutam para enganar as pessoas progressistas, para desacreditarem o Marxismo-Leninismo, e especialmente para distorcerem a teoria Leninista acerca da revolução, para suprimir a revolução e qualquer tipo de resistência popular e/ ou de luta de libertação nacional.

Enver Hoxha

Nós damo-vos os parabéns por ocasião do 95º aniversário da Grande Revolução Socialista de Outubro! O significado desta revolução é enorme! Esta revolução mostrou aos povos de todo o mundo o caminho para a libertação! Esta revolução foi um triunfo das ideias do Marxismo-leninismo! Nós erguemos bem alto a bandeira de Marx, Engels, Lenine, Estaline e Enver Hoxha em defesa de novas concretizações e de novas vitórias da revolução proletária mundial!


com saudações comunistas,

www.enverhoxha.ru

 

 

Mensagens de solidariedade 

 

re-publicação:

2007

Apelo do Comintern (EH) por ocasião do

90º aniversário da Revolução de Outubro

A substituição histórica mundial do capitalismo mundial pelo socialismo mundial começou com a vitória da Grande Revolução Socialista de Outubro há já 90 anos!

Vamos coroar a vitória da Grande Revolução Socialista de Outubro com a vitória da Grande Revolução Proletária Mundial!


A Grande Revolução Proletária de Outubro é até agora o evento mais importante na história da humanidade. Respeitar ou negar esta verdade histórica – nisto consiste a luta constante entre os defensores do capitalismo e os apoiantes do comunismo, entre os partidários da revolução e os defensores da contra-revolução. Como comunistas, temos de continuar sem hesitação a nossa tarefa de combater a propaganda e as mentiras capitalistas e revisionistas da burguesia mundial. Temos que defender a verdade sobre o Outubro Vermelho. Hoje, não há melhor pretexto do que o seu 90 º aniversário para dar a resposta correcta à questão: Qual é a verdade sobre a Grande Revolução de Outubro? Devido a isto, a Internacional Comunista (Marxista-Leninista) lança este apelo ao proletariado mundial, a todos os Maxistas-Leninistas do mundo, a todos os inimigos do capitalismo mundial, a todos os combatentes revolucionários pelo socialismo mundial.

Foram os Bolcheviques liderados pelo camarada Lenine que em 1917 conduziram o proletariado Russo na luta decisiva contra o poder Russo e contra o seu odiado sistema de opressão. Com a Grande Revolução Proletária de Outubro, o capitalismo mundial foi abalado nos seus alicerces pelo proletariado revolucionário Russo – que inaugurou assim a etapa global da história do internacionalismo proletário. Nesta ocasião, nós saudamos todos os verdadeiros Maxistas-Leninistas de todo o mundo. Todos nós comemoramos esta vitória heróica e retiramos dela o incentivo para nos prepararmos para as futuras batalhas internacionais.

Somente com a vitória da Grande Revolução Proletária Mundial é que a vitória da Grande Revolução Proletária de Outubro pode ser considerada como garantida. A vitória dos trabalhadores pode garantir a vitória do proletariado Russo para sempre. Só assim é que a traição revisionista ao Outubro Vermelho pode ser superada e removida para sempre. Com a Grande Revolução Proletária Mundial, a Grande Revolução Proletária de Outubro chega ao fim. Com a luta pela Grande Revolução Proletária Mundial, nós continuamos a luta pela Grande Revolução Proletária de Outubro. Este é o nosso objectivo, este é o nosso programa político mundial, estas são as lições que tiramos do evento histórico mundial de 1917 – 90 anos mais tarde.

Os ensinamentos mais importantes são baseados naquilo que os proletários de todos os países demonstraram com a sua solidariedade para com o proletariado Russo em 1917, que o proletariado Russo demonstrou ao começar a luta pela revolução proletária mundial, que a União Soviética de Lenine e Estaline demonstrou ao surgir com a revolução de Outubro. Isto tornou-se a base e a alavanca da revolução proletária mundial. Então, no ano de 2006/2007, o apelo pioneiro do Comintern (ML) foi espalhado por todo o mundo: "Trabalhadores do mundo – unam todos os países!". Esta é a etapa mais elevada da fase do slogan: "Proletários de todos os países – uni-vos!" Este passo foi possível e necessário graças ao desenvolvimento avançado do proletariado mundial como classe internacional criada pela globalização capitalista, e que não tem comparação com os velhos tempos em que os proletários trabalhavam e viviam dentro das suas respectivas nações. Hoje, a vitória socialista do proletariado mundial sobre o capitalismo mundial é tão inevitável como a vitória dos trabalhadores Russos era inevitável. O futuro mundo socialista é tão inevitável como o nascimento de "um país socialista isolado" o era em 1917. Este processo é uma e a mesma coisa – inevitável.

Se com a Grande Revolução Proletária de Outubro, a cadeia do imperialismo mundial foi interrompida e o mundo passou a poder ser dividido em campo capitalista e socialista, então este foi um período de preparação para o esmagamento de toda a cadeia imperialista com a Grande Revolução Proletária Mundial, em que a divisão nacional do proletariado deve ser superada e tal como a divisão dentro do campo socialista. A Revolução Proletária Socialista Mundial abole todos os grupos de trabalhadores de todo o mundo e impede qualquer falha do socialismo mundial que conduza ás restaurações capitalistas. No entanto, o proletariado mundial só pode cumprir a sua missão revolucionária mundial se ele se tornar consciente acerca disto. A renovação da consciência do Outubro Vermelho significa que hoje em dia a consciência de terminar o que foi iniciado em 1917 através da revolução mundial do proletariado. Isso é aquilo pelo qual os Maxistas-Leninistas lutam: difundir as ideias do Outubro Vermelho é difundir as ideias de libertação dos trabalhadores de todo o mundo. Qual é a consequência globalizada dos ensinamentos acerca do rompimento da cadeia imperialista mundial por um único país socialista? A única consequência é o esmagamento global de todo o sistema capitalista mundial através de um único acto revolucionário dos trabalhadores enquanto classe internacional e globalizada. O trabalho teórico de provar que o esmagamento de toda a cadeia imperialista é a única consequência da destruição do elo mais fraco nos tempos da União Soviética constitui o mérito da Internacional Comunista (Marxista-Leninista). Esta é a única forma de evitar o esmagamento da cadeia dos futuros países socialistas. A divisão do mundo em dois campos foi historicamente o pré-requisito inevitável para um mundo socialista unido. Esse pré-requisito da superação da divisão dos proletários de todos os países foi criado pela Grande Revolução Proletária de Outubro. Os trabalhadores do mundo possuem os seus argumentos inexpugnáveis: O proletariado mundial apenas pode configurar o socialismo mundial sobre as ruínas do capitalismo mundial. E a única força capaz de esmagar o capitalismo mundial é a classe trabalhadora de todo do mundo. Devido a isso, o proletariado mundial deve unir todos os países para a Grande Revolução Proletária Mundial com o propósito do esmagamento global do imperialismo mundial. Só o proletariado mundial pode concretizar o socialismo mundial pela unificação de todos os países. Esta é uma tarefa comum da classe unida dos trabalhadores á escala internacional - esta já não pode ser a tarefa exclusiva do proletariado revolucionário neste ou naquele país. O proletariado mundial tem de agir como um todo, como uma classe global. Assim, o proletariado mundial irá falhar inevitavelmente se não contar com os ensinamentos da Grande Revolução Proletária de Outubro e se ele não for conduzido pelos ensinamentos do Marxismo-Leninismo de forma exclusiva e consistente. Se somos capazes de tirar as lições correctas das experiências do ano de 1917 para as nossas necessidades de hoje, também somos capazes de conquistar a vitória sobre o capitalismo mundial. É isto que significa o 90 º aniversário do Outubro Vermelho:

Unir o proletariado mundial sob a bandeira da Internacional Comunista (Marxista-Leninista), unir os países sob a bandeira do Outubro Vermelho com o objectivo de os conduzir às batalhas da revolução socialista mundial.

Os verdadeiros comunistas, os Maxistas-Leninistas ergueram sempre a bandeira vermelha da Revolução de Outubro ao longo de 90 anos, protegendo-a contra qualquer traição revisionista. Defendemos as ideias Leninistas de Outubro contra os ataques contra-revolucionários dos oportunistas que insistem em tentar destruir o legado do Outubro Vermelho. Eles chamam às suas organizações Neo-Revisionistas "Outubro Vermelho" apenas para enganar o proletariado e os revolucionários com o objectivo de os afastar do Outubro Vermelho. Nós, na Internacional Comunista (Marxista-Leninista), somos os verdadeiros herdeiros da Grande Revolução Proletária de Outubro porque defendemos não só a sua importância internacional contra o revisionismo, mas para além disso, nós reconhecemos o Outubro Vermelho como base e ponto de partida para toda a nossa estratégia e táctica da Grande Revolução Proletária Mundial. Nós conectamos, justificamos e tiramos as nossas atitudes políticas com o ano de 1917. As bases dos ensinamentos Marxistas-Leninistas da Grande Revolução Proletária de Outubro são as bases da teoria e da prática da revolução mundial.

O camarada Estaline explicou o significado da Revolução de Outubro da forma que se segue:

"Em princípio, a Revolução de Outubro é diferente (...). Não era o objectivo da Revolução de Outubro o de substituir uma forma de exploração por outra forma de exploração, substituindo um grupo de exploradores por um outro, mas sim o de eliminar toda a exploração do homem pelo homem, o de destruir toda e qualquer grupo de exploração, o de estabelecer a ditadura do proletariado, o de colocar o poder nas mãos da classe que é a mais revolucionária de todas as classes oprimidas, o de organizar uma nova sociedade, a sociedade socialista sem classes. A vitória, portanto, apenas significa uma mudança fundamental para a Revolução de Outubro na história da humanidade, uma mudança fundamental no processo histórico do destino do capitalismo mundial, uma mudança básica no movimento de libertação do proletariado mundial, uma mudança fundamental nos métodos e formas de luta e de organização, no modo de vida e nas tradições da cultura e da ideologia das massas exploradas de todo o mundo. Esta é a razão porque a Revolução de Outubro é uma revolução de internacional e de importância mundial." (Estaline, Obras, volume 12, página 207, O carácter internacional da Revolução de Outubro, traduzido a partir da tradução Inglesa da versão Alemã, KPD / ML, 1971).

A revolução proletária mundial é, portanto, diferente de todas as outras revoluções mundiais a este respeito: não substitui uma forma de exploração por outra, não substitui um grupo de países exploradores por um outro grupo de países exploradores, mas sim para remover toda a exploração de pessoas por pessoas em todo o globo, para destruir todos os grupos de exploradores em todos os lugares de todo o mundo, para estabelecer a ditadura do proletariado mundial, para colocar no poder essa classe que é a única classe verdadeiramente revolucionária do mundo, uma classe que organiza a sociedade sem classes, a sociedade socialista internacional. Esta é a razão porque a Revolução Proletária Grande Mundo é uma revolução de grande importância para os trabalhadores em todos os países de todo o mundo.

Com a Revolução de Outubro, o proletariado tornou-se na classe dominante de um país pela primeira vez na História. Com a revolução proletária mundial, o proletariado mundial tornar-se-á na classe dominante em todo o mundo também pela primeira vez na História.

A época da destruição da frente do imperialismo mundial começou com a Revolução de Outubro. A época do esmagamento da frente completa do imperialismo mundial, a época da destruição e da substituição do imperialismo mundial pelo socialismo mundial começa com a revolução proletária mundial. A Revolução de Outubro é a precursora da revolução proletária mundial. A revolução proletária mundial é a conclusão da Revolução de Outubro á escala mundial.

A Revolução de Outubro expôs a mentira do revisionismo que afirma que o socialismo é possível sob uma "forma pacífica". A revolução proletária mundial irá expor a mentira do revisionismo mundial que afirma que o socialismo mundial é possível sob uma "forma pacífica". Se a Revolução de Outubro mostrou a exactidão impressionante dos ensinamentos Marxistas-Leninistas acerca da necessidade e da inevitabilidade da violência revolucionária na luta de classes á escala nacional, então a revolução proletária mundial vai oferecer a evidência histórica de que os ensinamentos Marxistas-Leninistas acerca da violência revolucionária do proletariado são uma verdade histórica irrefutável à escala mundial. Os revisionistas respeitam isto em palavras, mas sabotam-no nos actos e lutam contra esta verdade.

O proletariado Russo provou que conseguia governar a Rússia sem a burguesia e contra a burguesia, que conseguia construir uma economia sem e contra a burguesia, que conseguia construir a União Soviética de forma bem-sucedida apesar do cerco imperialista mundial. O proletariado mundial deve descobrir o seu próprio caminho internacional para governar o mundo inteiro sem e contra a burguesia mundial, para construir a economia mundial sem e contra a burguesia, para construir a União Soviética Mundial com êxito, apesar do cerco imperialista mundial, para garantir a existência dos países socialistas sem a pressão de qualquer cerco imperialista.

Em nome do internacionalismo, a Revolução de Outubro não só abalou o poder do imperialismo mundial nos seus centros, mas também minou o seu interior, a sua periferia.

Em nome do internacionalismo, a revolução proletária mundial vai esmagar não apenas o poder do imperialismo mundial nos seus centros, mas também vai remover a sua influência no interior, na periferia.

Se a Revolução de Outubro inaugurou a época das revoluções nos países coloniais reprimidos do mundo, a revolução proletária mundial inaugura a época da libertação de todos os países de todo o mundo, a libertação das cadeias do imperialismo mundial. O proletariado mundial vai ser a única força que anula as contradições entre os países exploradores e os países explorados – na futura sociedade mundial não haverá mais países que exploram outros países. A revolução proletária mundial inaugura a época dos países socialistas livres, unidos e independentes, ela inaugura a época de um mundo livre do capitalismo.

A Revolução de Outubro venceu com base na voluntariedade da associação fraterna de trabalhadores e agricultores. Este é um método profundamente internacionalista, do qual os povos unidos da Rússia fizeram uso com sucesso. A revolução proletária mundial só será vitoriosa se se basear nesta base da associação voluntária e fraterna de trabalhadores e de agricultores de todos os países do mundo inteiro. O proletariado mundial irá configurar a sua ditadura internacional com base nesta associação fraterna e internacionalista.

A Revolução de Outubro questionou a existência do capitalismo mundial como um todo. A época das revoluções proletárias começou com a Revolução de Outubro, através da qual o processo de minar os pilares do capitalismo mundial se acelerou. A Revolução de Outubro foi a base e a alavanca do movimento revolucionário internacional e da união da frente unida dos proletários e dos povos oprimidos contra o imperialismo.

O proletariado mundial globalmente preparado vai unir os países de todo o mundo para a queda do imperialismo mundial e levá-los a libertarem-se globalmente. A revolução proletária mundial vai não só questionar a existência do capitalismo mundial, mas também destruí-lo sob a palavra de ordem do Comintern (ML): "Trabalhadores de todo o mundo – unam todos os países!"

A Revolução de Outubro causou terríveis danos ao capitalismo mundial, mas será a revolução proletária mundial que causará a morte definitiva do capitalismo mundial.

Hoje, você não pode mais considerar os proletários como sendo classes isoladas nalguns países específicos – como sucedia há 90 anos. Com a globalização, as barreiras nacionais abateram-se e com elas o mesmo aconteceu com as barreiras entre os proletários dos vários países. Além disso, a globalização cria a cada dia e a cada hora uma nova classe proletária internacional, um novo tipo de classe, uma classe revolucionária mundial que não pode ser comparada com as classes revolucionárias do proletariado na época da Revolução de Outubro. O capitalismo mundial não uniu os seus coveiros neste ou naquele país, mas unificou todos os "pequenos" coveiros nacionais num único coveiro internacional. Os coveiros proletários provaram ser superáveis á escala nacional, mas o coveiro proletário internacional é invencível.

Estaline ensinou:

"A Revolução de Outubro não pode ser apenas considerada como uma revolução no campo das relações económicas e socio-políticas. Ao mesmo tempo, ela é também uma revolução de mentalidades, ela é uma revolução na ideologia das classes trabalhadoras." (ibid, página 214)

A revolução mundial das mentalidades dos trabalhadores do mundo é uma revolução contra o revisionismo.

Esse ensinamento aplica-se principalmente à revolução proletária mundial. O Marxismo-Leninismo ainda não afirmou a sua autoridade à escala internacional. No entanto, se o Marxismo-Leninismo conseguiu ascender ao poder em países isolados, então o Marxismo-Leninismo levará à vitória internacional do mundo unido, particularmente à sua vitória internacional sobre o mundo revisionista.

Em primeiro lugar, o revisionismo foi dirigido contra a Revolução de Outubro. Essa era uma luta entre os Marxistas-Leninistas e os revisionistas. A princípio, os revisionistas desenvolveram formas de actividade diferentes de acordo com as diferentes condições nos diferentes países – eles pretendiam paralisar o socialismo “num só país” para restaurarem o capitalismo “num só país”. Como não resta nenhum país socialista - uma vez que as contradições entre o mundo socialista e capitalista estão "resolvidas" por algum tempo - os revisionistas concentram-se na prevenção da restauração socialista que não é só uma questão deste ou daquele país ex-socialista, mas sim uma questão global relativa a todos os países do mundo. Hoje em dia, o revisionismo dirige a sua atenção principal para a globalização das ideias e das actividades socialistas, para a globalização da revolução socialista, para a globalização do movimento dos trabalhadores. Isto significa que o revisionismo tinha que mudar as antigas formas específicas caracterizadas pelas condições específicas à escala nacional. Com a existência de tendências revisionistas neste ou naquele país, os problemas da globalização não podem ser resolvidos, eles não são actuais. Nas presentes condições de globalização da luta de classes, o mundo capitalista e o mundo revisionista não podem fugir ou retirar-se para qualquer lugar do mundo porque eles são sempre e em qualquer lugar confrontados com o movimento operário e socialista, com o Marxismo-Leninismo à escala internacional. Os trabalhadores do mundo e a sua ideologia – o Marxismo-Leninismo – revelam todo o seu poder à escala internacional porque a sua natureza é internacionalista. Nas condições da globalização, o internacionalismo proletário atinge um nível superior, um nível tal que o torna invencível, porque esta ideologia internacionalista materializa-se melhor nas condições da luta de classes global de uma classe operária global. Quanto às tácticas revisionistas usadas sob essas circunstâncias, cada tentativa de contaminação do proletariado mundial e do Marxismo-Leninismo leva inevitavelmente à auto-denúncia do revisionismo à escala internacional. Isto é muito perigoso para a manutenção de todo o sistema capitalista mundial, muito mais perigoso do que nos tempos dos países socialistas isolados, quando a restauração do capitalismo poderia ser apoiada por todo o sistema capitalista mundial. Nas condições globais da luta de classes, a velha táctica do cerco capitalista mundial deixou de fazer sentido para a burguesia mundial. É possível cercar uma parte do proletariado, mas nunca todo o proletariado mundial – esta é a razão da derrota inevitável do sistema capitalista mundial. Em consequência, o revisionismo é finalmente e completamente forçado a retirar-se, a recusar e a rejeitar a bandeira do Marxismo-Leninismo. Á escala internacional, os revisionistas têm que romper com as suas tácticas de se esconderem atrás da bandeira do Marxismo-Leninismo, porque o proletariado mundial obriga-os a desmascararem-se como defensores abertos do capitalismo mundial.

Hoje, não pode ser chamado de Marxista-Leninista aquele que não apoia a revolução proletária mundial de forma aberta e completa. Hoje, não se pode ser chamado de Marxista-Leninista aquele que não leva a cabo a luta de classe internacional; não só contra a burguesia do próprio país, mas contra toda a burguesia mundial. Hoje, os revisionistas tornam-se em agentes cada vez mais directos da burguesia mundial dentro do campo global do proletariado mundial. Os revisionistas fingem falar acerca do “socialismo”, mas apenas sobre o tal tipo de "socialismo" que pode restaurar o capitalismo. Isto quer dizer que o revisionismo mundial se acalmou ou se tornou pacífico? Muito pelo contrário. Se o sistema capitalista e se os revisionistas forem atacados pelo proletariado mundial à escala internacional, em seguida, a sua luta para sobreviver e a sua luta de resistência vai ser cada vez mais intensa e extensa. Os revisionistas reforçarão as suas forças sob as condições da Grande Revolução Proletária Mundial. Ignorar este facto significa inevitavelmente a derrota da classe trabalhadora global. Os ensinamentos da Revolução de Outubro são ensinamentos acerca de como preparar as nossas armas anti-revisionistas para a batalha final.

A Revolução de Outubro inaugurou não só a era do capitalismo agonizante, mas também a do revisionismo moribundo.

Mas nada cai se não for derrubado. Não se pode remover o revisionismo moderno, se não lutarmos contra a sua máscara mais recente: o Neo-Revisionismo.

Todos os velhos males tentam sobreviver sob uma nova máscara depois de terem sido forçado a tirar a antiga máscara. Isto aconteceu também com os revisionistas modernos. Quando desmascarámos os revisionistas modernos com sucesso, eles apareceram com a nova máscara do Neo-Revisionismo (= restauração do socialismo em palavras, mas combate a essa mesma restauração socialista nos actos). Então, os revisionistas tentaram enganar o proletariado e os revolucionários do mundo apresentando-se com a velha roupagem"revolucionária" do Outubro Vermelho para assim prolongarem a sua vida na luta contra o Marxismo-Leninismo. Antigas tendências revisionistas foram eliminadas para que o revisionismo pudesse rejuvenescer novamente sob o disfarce do "anti-revisionismo". Na realidade, o revisionismo moderno negou a revolução proletária mundial na teoria e na prática, ele insurgiu-se contra a revolução proletária, contra o proletariado mundial e contra o Marxismo-Leninismo; ele tornou-se numa ferramenta pró-imperialista. No entanto, que a atitude é que os Neo-Revisionistas adoptam hoje relativamente à Revolução de Outubro? O Neo-Revisionismo faz uso das armas do Marxismo-Leninismo contra o anti-revisionismo. Assim, os Neo-Revisionistas estabelecem-se como defensores do Marxismo-Leninismo contra o revisionismo moderno e, assim, também como "defensores" da revolução de Outubro. O Neo-Revisionismo defende a necessidade de completarmos a Revolução de Outubro através da revolução proletária mundial em palavras, mas luta contra os autênticos Marxistas-Leninistas na prática.

Portanto, o Neo-Revisionismo não é mais do que a continuação do revisionismo moderno por meio do chamado "anti-revisionismo". Graças à sua capacidade de resistência e de renascimento, os revisionistas modernos têm inevitavelmente conseguido virar as armas dos Marxistas-Leninistas contra o revisionismo moderno contra esses mesmos Marxistas-Leninistas. Isto é como um homem que se afoga porque não possui nada firme ao qual se agarrar. Os Neo-Revisionistas tentam passar por "anti-revisionistas"e usam indevidamente o nome da Revolução de Outubro a fim de esconderem o seu Neo-Revisionismo por detrás da “luta contra a traição dos revisionistas modernos".

Eles fazem isto fingindo-se defensores de Marx, Engels, Lenine, Estaline e até mesmo de Enver Hoxha. Eles tentam apresentar-se como os "verdadeiros" defensores da revolução de Outubro e difamam os autênticos Maxistas-Leninistas como sendo "sectários" e "dogmáticos". Devido ao facto de que os Neo-Revisionistas atacar os Maxistas-Leninistas como se estes fossem "sectários" ou "dogmáticos", eles atacam as ideias internacionalistas da Revolução de Outubro. Em consequência, os revisionistas modernos parecem defender a Revolução de Outubro contra o revisionismo moderno, mas na realidade eles são inimigos da Revolução de Outubro.

Esta é a velha questão que sempre assombrou os revisionistas: como lidar e controlar os verdadeiros Maxistas-Leninistas que são capazes de desmascarar todos os tipos de revisionismo – principalmente os mais novos e os mais perigosos. Nós já provámos desde sempre que todas as tentativas dos revisionistas para darem uma resposta satisfatória a esta questão problemática terminaram em fracasso. A derrota histórica do revisionismo no poder deu razão aos Marxistas-Leninistas. No entanto, os Neo-Revisionistas ainda esse baseiam essencialmente n velho revisionismo. Eles não possuem nada de novo contra nós. Estas são apenas as novas tácticas revisionistas adaptadas às novas condições globalizadas; adaptação essa que é necessária para a defesa e manutenção do capitalismo mundial.

Agora, eles procuram superar as suas fraquezas copiando a nossa nova linha revolucionária Marxista-Leninista mundial com o objectivo de a usarem como máscara; e também para a tentarem "denunciar"como sendo "sectária" e "dogmática": os Neo-Revisionistas têm que resolver o problema de como transformar a nossa linha anti-neorevisionista numa arma contra nós. A tarefa dos Neo-Revisionistas será dominar o Movimento Mundial Marxista-Leninista com o objectivo de o degenerar e de o liquidar. Este é o serviço que têm de concretizar enquanto agentes mais perigosos da burguesia mundial dentro das fileiras do movimento revolucionário mundial. É do interesse da burguesia mundial apelidar-nos de "divisores"; e é do interesse do proletariado mundial desmascararmos os Neo-Revisionistas como sendo os verdadeiros divisores, como sendo os mais perigosos inimigos do movimento revolucionário mundial. Em conexão com isto, nós, Maxistas-Leninistas, temos que conduzir a luta para defender a Revolução de Outubro contra os Neo-Revisionistas. Hoje, não podemos comemorar o 90 º aniversário do Outubro Vermelho sem lutarmos para que os Neo-Revisionistas sofram uma derrota definitiva que nunca mais lhes permita tentarem apropriar-se da gloriosa herança do Outubro Vermelho.

Os Neo-Revisionistas são inteligentes o suficiente para fazerem uso dos ensinamentos da Revolução de Outubro e colocarem os nossos novos ensinamentos Marxistas-Leninistas relativos à Grande Revolução Proletária Mundial em oposição à Revolução de Outubro. Esta é a maneira hipócrita como os Neo-Revisionistas espalham as suas mentiras sobre o Outubro Vermelho. No final, os capitalistas mundiais estão contentes com a obra dos Neo-Revisionistas, porque eles procuram fazer com que todos acreditem que o proletariado mundial não seria capaz de terminar o que os proletários Russos começaram com a sua Revolução de Outubro. No 90 º aniversário da Revolução de Outubro, temos de ensinar o proletariado mundial a acreditar nas suas próprias forças revolucionárias. O que os proletários Russos foram capazes de fazer no seu próprio país, também o proletariado mundial será capaz de fazer em todo o mundo!

Por isso, o objectivo da burguesia mundial é manter os Marxistas-Leninistas afastados do proletariado mundial. Isto corresponde, em princípio, à linha revisionista da antiga II. Internacional cujo propósito era impedir a propagação da Revolução de Outubro por todo o mundo. Mas a burguesia mundial e os seus lacaios – os Neo-Revisionistas – nunca conseguirão impedir o rebentamento das revoluções.

O imperialismo mundial é a época das revoluções proletárias, é a época da ditadura do proletariado, é a época da ditadura proletária mundial. Esta é a verdade que Lenine nos ensinou. Uma verdade que nunca poderá ser ignorada pelos Neo-Revisionistas.

A revolução proletária mundial inaugura a época da eliminação da inevitabilidade da restauração do capitalismo, a época da eliminação da inevitabilidade do revisionismo. A inevitabilidade da marcha triunfal da revolução proletária mundial que se renova ininterruptamente faz com que a inevitabilidade do declínio do revisionismo se processe de forma também ininterrupta. Esta é a lei dialéctica da luta dos opostos entre o Marxismo-Leninismo e o revisionismo. Neste confronto, o Marxismo-Leninismo vai derrotar, destruir e remover para sempre o revisionismo. A vitória da revolução proletária mundial é o salto qualitativo que permite a superação do revisionismo global. É necessário convencer o proletariado mundial desta verdade se quisermos homenagear e manter vivo o papel fundamental que a Revolução de Outubro desempenha na consciência do proletariado mundial.

A época do poder do Leninismo e da III. Internacional começou com a Revolução de Outubro. O domínio mundial do Marxismo-Leninismo começa com a revolução proletária mundial – a gloriosa época da Internacional Comunista (Marxista-Leninista).

Vamos continuar inabalavelmente a marcha do Outubro Vermelho!

O comunismo triunfará!

Viva a Grande Revolução de Outubro!

Viva a Grande Revolução Proletária Mundial!

Trabalhadores de todos os países – uni-vos!

Trabalhadores do mundo – unam todos os países!

Vivam Marx, Engels, Lenine, Estaline e Enver Hoxha!


O Comité Executivo do Comintern (ML) – 2007

Wolfgang Eggers