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Proletários, É a Vossa Causa que Está em Jogo!

Bureau de Edições da Internacional Comunista

1937

 

 

A organização de atentados criminosos na União Soviética faz parte da ofensiva fascista mundial que visa a escravização dos povos.

 

São os mesmos criminosos que enviam os assassinos para Espanha e para a União Soviética. Os bandos trotskistas—zinovievistas afirmam-se como os aliados mais íntimos da gentalha criminosa fascista de Hitler e de Mussolini. Tanto no processo dos terroristas de Moscovo como no dos terroristas de Novosibirsk, provou-se, perante o mundo inteiro, que os bandos terroristas trotskistas—zinovievistas trabalhavam de acordo com os agentes da Gestapo. Eles revelaram-se agentes desta. Em Espanha, os trotskistas tentam desagregar e destruir a Frente Popular Antifascista, a fim de ajudarem os generais fascistas Franco e Mola a alcançar a vitória. É assim que o trotskismo se afirma como o aliado, o ajudante e o pioneiro da pior reacção e da pior contra-revolução, o cúmplice dos mais mortais inimigos da classe operária, do fascismo assassino.

A descoberta do complot trotskista—zinovievista contra a vida de Staline e dos seus colaboradores mais íntimos, levantou uma indignação inexprimível em toda a população da URSS., assim como entre as massas trabalhadoras e opn- midas do mundo inteiro. Todos os operários e antifascistas compreenderam que, com estes atentados celerados, se queria atingir o coração, o que há de melhor, a posição mais forte da paz mundial, da democracia, o que há de mais caro e de mais sagrado para o proletariado revolucionário mundial e para toda a parte avançada e progressiva da humanidade. A estes atentados cobardes e pérfidos dos bandos terroristas trotskistas, à cilada urdida pelos instrumentos do fascismo, só podia ser dada uma resposta, a que o Tribunal Supremo da URSS deu, cumprindo o seu dever revolucionário: a destruição deste bando de conspiradores pérfidos que se tinham afirmado como os inimigos mortais do proletariado revolucionário mundial.

Não só o processo dos terroristas de Moscovo, mas também o dos terroristas de Novosibirsk, demonstrou a toda a opinião mundial a cumplicidade inteiramente estreita, no assassínio, entre o fascismo alemão e os bandos terroristas trotskistas—zinovievistas. Se, no processo dos terroristas de Moscovo, se descobriu que os atentados dos bandidos ferozes visavam os grandes chefes do primeiro poder operário, em Novosibirsk provou-se que os assassínios em massa visavam os operários de empresas e de minas inteiras da União Soviética. Não se podia, portanto, duvidar que o fascismo criminoso, sedento de sangue, se preparava para golpear o primeiro poder operário e os seus chefes gloriosos e para realizar a campanha de destruição que prégava há anos. Para conseguir isso, recorreu aos únicos meios que lhe restavam ainda nas condições actuais das relações de força na URSS: os assassínios cobardes, tramados em segredo.

Foi nesta via terrorista que o fascismo hitleriano se relacionou com os bandidos do bloco Trotsky—Zinoviev e que fez causa comum com essa gente vil, no papel de terroristas assassinos. Tais são os factos desnudados, estabelecidos nos documentos judiciários.

Mas, apesar desta aliança descarada dos bandos terroristas degenerados de Trotsky e de Zinoviev, e do fascismo hitleriano, ainda houve advogados e defensores cínicos destes cobardes assassinos e terroristas, que trabalhavam contra o primeiro Estado operário. Os chefes mais eminentes da II Internacional e da Internacional Sindical de Amsterdão, Fritz Adler, De Brouckère, Citrine, Otto Bauer e outros mais, queriam deter o gesto de defesa do poder soviético e procuravam impedir a supressão do bando terrorista contra-revo- lucionário. Em vez de virem em auxílio do poder dos Sovietes, na sua luta de defesa revolucionária contra o mortal inimigo de todo o proletariado mundial — coisa inteiramente natural para todos os operários e antifascistas amantes da liberdade —, os porta-vozes da II Internacional tomam partido por este pior inimigo do proletariado mundial e contra a vanguarda revolucionária combatente do proletariado, e contra todos os antifascistas. É o segundo facto completamente nu que devemos constatar.

A luta contra o principal inimigo do proletariado, do socialismo e da democracia, a luta contra o fascismo, obriga, por isso, hoje, cada operário e cada antifascista, a tomar posição nestas questões. Enquanto se encontrarem ainda, nas suas próprias fileiras, traidores à causa da classe operária, aliados do fascismo, agentes do inimigo de classe, o proletariado não poderá ganhar a luta penosa plena de sacrifícios, a longa luta que deve conduzir contra o fascismo e a contra-revolução.

A tarefa primordial, a mais importante e a mais inelutável do proletariado mundial e de todos os antifascistas, é consolidar, estender e tornar invencível, à força de firmeza e de coesão interna, a Frente Única do proletariado e a Frente Popular Antifascista, ganhar e mobilizar, para a luta comum contra o fascismo, todas as camadas ainda hesitantes do povo trabalhador. E isso não se fará defendendo os inimigos mortais da vanguarda revolucionária, como fazem os leaders da II Internacional, mas apenas depurando completamente as fileiras do proletariado de todos os inimigos declarados e dissimulados e de todos os aliados do fascismo, conhecidos ou a descobrir.

A palavra de ordem para a classe operária internacional não é defender o trotskismo contra-revolucionário, fazer causa comum com ele. É, pelo contrário, expurgar, limpar as fileiras da classe operária dos aliados do fascismo. É essa, hoje, a necessidade do momento.

 

 

 

 

 

A Internacional Comunista

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